No mês de junho, várias capitais brasileiras ampliaram a reabertura das atividades em meio à pandemia do coronavírus. As primeiras restrições foram adotadas em março, com decretos locais. Atualmente, alguns setores já estão funcionando com precauções e cuidados – é o caso, por exemplo, de comércios, shoppings, igrejas e templos, academias e parques, a depender da localidade. Com base em dados colhidos pelo G1 junto às secretarias estaduais de Saúde, estão nas capitais 43% dos casos de coronavírus e 54% das mortes em razão da Covid-19 no Brasil. Nesta quinta-feira (4), o Brasil chegou a 34.021 mortes coronavírus, com 614.941 casos confirmados da doença, segundo o Ministério da Saúde. Com esses números, o país registrou 1.473 mortes pela Covid-19 no 3º dia seguido de recorde de vítimas. A primeira morte foi registrada em 17 de março.

O Brasil superou a Itália em número de mortos por complicações da Covid-19 nesta quinta-feira (4). Com mais um recorde diário de mortes, o país acumula 34.021 vidas perdidas durante a pandemia e está atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

Os principais dados do ministério são:

  • 34.021 mortes, eram 32.548 na quarta (3)
  • Foram 1.473 registros de morte incluídos em 24 horas
  • 614.941 casos confirmados, eram 584.016 na quarta
  • Foram incluídos 30.925 casos em 24 horas
  • 325.957 pacientes estão em acompanhamento (53 %)
  • 259.963 pacientes estão recuperados (41,5 %)

O balanço da quinta-feira, que foi divulgado por volta das 22 horas, registrou também 366 mortes que aconteceram nos últimos 3 dias. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, há mais 4.159 suspeitas que estão sob investigação.

O Brasil chegou a terceiro país com mais mortes no mundo 79 dias depois do registro da primeira vítima da Covid-19, em 17 de março.

Veja as mortes nos países mais afetados:

  1. Estados Unidos: 107.979
  2. Reino Unido: 39.987
  3. Brasil: 34.021
  4. Itália: 33.689

No mundo inteiro, a pandemia já fez cerca de 389,6 mil mortes, de acordo com o painel da universidade norte-americana Johns Hopkins. A doença começou na China, que hoje tem pouco mais de 4,6 mil mortes. O país asiático mais atingido é o Irã, com mais de 8 mil óbitos.

A Europa, que já foi o epicentro da doença, tem flexibilizado as regras de confinamento que foram estabelecidas por causa do novo coronavírus. O Coliseu, em Roma, outros museus e estabelecimentos foram reabertos.

Comparação entre países

A taxa para cada 100 mil habitantes aponta que o Brasil tem 14 mortes a cada 100 mil. Essa taxa mostra o efeito do vírus em países menos populosos, como o Reino Unido (66,6 milhões) e a Itália (60,3 milhões de habitantes), em comparação com os EUA (329,5 milhões) e Brasil (209,5 milhões).

Nessa comparação, o país fica atrás dos Estados Unidos (32,9), da Itália (55,8) e do Reino Unido (59,9).

Nestes países, o pico diário de mortes foi alcançado há mais tempo que no Brasil, e muitos já passam por um processo de desaceleração na contagem de mortos.

Os Estados Unidos tiveram o maior registro (2.612) em 29 de abril, o Reino Unido (1.172) em 29 de abril e a Itália (919) em 27 de março, segundo o mesmo levantamento da Johns Hopkins.

G1
05
jun

Opinião

Postado às 11:17 Hs

Moro e o batom na cueca

Batom na cueca é uma expressão que fala de algo que está na cara, flagrante, que todo mundo vê. É o que o ex-ministro Sérgio Moro acaba de fazer ao virar colunista do jornal O Globo, das Organizações Globo, a quem deve, claro, ter sido serviçal na informação privilegiada ao longo do tempo em que coordenou a operação Lava Jato, para prender Lula e deixar Aécio Neves e tantos outros soltos, e recentemente como auxiliar do presidente Bolsonaro na pasta de Justiça e Segurança Pública.

Os herdeiros de Roberto Marinho praticam com Moro aquela velha máxima de “uma mão lava a outra e as duas lavam a …”. Desempregado, Moro foi salvo pelo gongo dos dólares que a Globo faturou num rio de grande correnteza dos governos passados, incluindo a quadrilha do PT, todos generosos com o plim-plim. Moro se revela um espertalhão do que ele quer ser protagonista – a nova política. Quando, na verdade, é um vendelhão da política mofada, asquerosa e repugnante do País.

Na época de Moro-Lava Jato, vale recordar, a Globo era a primeira TV a fazer ao vivo as espalhafatosas operações da Lava Jato, a maioria com exclusividade. Uma vergonha! Da mesma forma, quando ministro, o Moro velhaco abriu até as portas da intimidade da sua casa para os repórteres do Fantástico. Foi a mesma Globo, por informação em off de Moro, que deu a sua saída em primeira mão do Governo.

Teve acesso, também, à sua carta de despedida, antes mesmo dela chegar ao conhecimento do seu ex-chefe, o presidente Bolsonaro, o que revela, verdadeiramente, o seu fraco caráter e sua duvidosa personalidade. O batom da cueca é visto pela sociedade como simples deslize resultante do preceito de que “os fins justificam os meios”, isto é, mesmo que por meios por vezes inescrupulosos para o atingimento de fins de conveniência parcial e duvidosa, o que contraria o Estado Democrático de Direito.

Tudo tem uma explicação, menos batom na cueca. Recomendo ao ex-ministro, agora em nova lua de mel com as Organizações Globo, o refrão de uma composição do forrozeiro Dorgival Dantas, que ele deve ter ouvido muito por aí, porque se encaixa perfeitamente na relação dos interesses escusos que cultiva. “Você não vale nada/Mas eu gosto de você!/Você não vale nada/Mas eu gosto de você!/Tudo que eu queria/Era saber porquê?!?/Tudo que eu queria/Era saber porquê?”

Blog do Magno

05
jun

@@@ O dia de Hoje na História … @@@

Postado às 6:30 Hs

5 de junho:

Dia Mundial do Meio Ambiente.

Dia de São Bonifácio.

Dia do Cacau .

Dia da Ecologia

Nesta data em:

1849 – Dinamarca torna-se uma monarquia constitucional após adotar uma nova Constituição.

1947 – Na Universidade de Harvard, George Marshall apresenta o Plano Marshall de ajuda aos países europeus afetados pela Segunda Guerra Mundial.

1967 – Tem início a Guerra dos Seis Dias.

Nasceram neste dia…

1723 – Adam Smith, economista e filósofo britânico (m. 1790).

1877 – Pancho Villa, revolucionário mexicano (m. 1923).

1917 – Pinheiro de Azevedo, militar e político português (m. 1983).

Morreram neste dia…

1316 – Luís X de França (n. 1289).

1986 – Lilian Lemmertz, na imagem, atriz de teatro, cinema e televisão brasileira (n. 1938).

2000 – João Nogueira, cantor e compositor brasileiro (n. 1941).

2004 – Ronald Reagan, político estado-unidense (n. 1911).

2008 – Eugenio Montejo, poeta venezuelano (n. 1938).

2015 — Tariq Aziz, político iraquiano (n. 1936).

2016 – Jarbas Passarinho, político brasileiro (n. 1920).

2017 — Cheick Tioté, futebolista marfinense (n. 1986).

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), monitora os 47 reservatórios, com capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento das cidades potiguares. O Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, atualizado nesta quinta-feira (04), indica que as barragens monitoradas pelo instituto continuam a receber aporte hídrico e as reservas estaduais já são de 2.425.608.441 m³, que correspondem a 55,42% do total que o estado consegue acumular, que é de 4.376.444.842 m³. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, com capacidade para 2,37 bilhões de metros cúbicos acumula, nesta quinta-feira, 1.519.088.450 m³, que correspondem a 64,01% do seu volume máximo. No início de junho de 2019, o manancial represava 831.752.000 m³, percentualmente, 34,66% da sua capacidade.
O Senado Federal aprovou hoje (4) o Projeto de Lei (PL) 1562/2020, que obriga o uso máscaras em locais públicos ou privados, mas acessíveis ao público, em todo o país. A obrigatoriedade do uso engloba transporte público (como ônibus e metrô), dentro de táxis ou carros de aplicativo e aviões. Por ter sido alterado no Senado, o texto volta à Câmara para nova apreciação. O não uso do equipamento de proteção individual acarretará em multa fixada pelos estados ou municípios. Muitas cidades já têm adotado o uso obrigatório de máscaras, em leis de alcance local. Segundo o projeto, o poder público deve fornecer máscaras às populações economicamente vulneráveis. As empresas, por sua vez, devem oferecer o item de proteção a seus funcionários, sob pena de pagamento de R$ 300 de multa por funcionário sem o acessório.

O Governo do Rio Grande do Norte renovou o decreto de isolamento social, impôs restrições à circulação de pessoas em vias públicas e excluiu salões de cabeleireiros e barbearias da lista de serviços essenciais que podem funcionar. As medidas têm validade até 16 de junho. Além disso, o decreto traz um plano de reabertura das atividades econômicas a partir de 17 de junho condicionado à situação da ocupação de leitos no Estado.

Com as novas regras, o governo pretende aumentar o índice de isolamento social que nesta quarta-feira (3) estava em 40%.

*Veja o Decreto completo aqui

Via Blog do Barreto

A Câmara Municipal de Mossoró não terá mais recesso no meio do ano. A decisão foi tomada ontem em votação do Projeto de Resolução (PRE) 09/2020.

A ideia inicial proposta pelo vereador Petras Vinícius era cancelar o recesso parlamentar previsto para o mês de julho de 2020 por causa da pandemia de covid-19. Mas um destaque do vereador Alex Moacir (PP) extinguiu a suspensão das atividades.

“Sem dúvida, um momento histórico na Casa, produzido na atual legislatura. E para o bem da sociedade. Agradeço aos colegas pela sensibilidade de apoiar o nosso projeto”, destaca Petras.

Para este ano o recesso seria de 19 a 31 de julho. A mudança acrescenta 15 dias úteis ao plenário da Câmara e é tendência. “É pertinente o plenário com mais dias de trabalho”, diz Alex Moacir.

Ano passado o legislativo diminuiu a pausa de meio e final de ano e aumentou em 38 dias a ação plenária. A decisão à época foi fruto de projetos dos vereadores Izabel Montenegro (MDB) e Ozaniel Mesquita (DEM).

Com o fim do recesso de julho são ao todo 53 dias a mais para sessões em relação ao início dessa legislatura.

O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, retirou R$ 83,9 milhões de um programa de combate à extrema pobreza e realocou o recurso na conta da comunicação institucional da Presidência da República, sob chefia da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

A “abertura do orçamento”, como a operação é chamada tecnicamente pelo governo, foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).

Os R$ 83.904.162 deixam os cofres da Transferência de Renda Diretamente às Famílias em Condição de Pobreza e Extrema Pobreza, programa criado em 2004, e que beneficiava populações carentes do Nordeste.

“Abrir ao Orçamento Fiscal da União em favor da Presidência da República, crédito suplementar no valor de R$ 83.904.162,00. Os recursos necessários à abertura do crédito decorrem de anulação de dotação orçamentária conforme indicado [na portaria]”, escreveu Waldery.

Os pretendentes aos cargos de vereador, prefeitos e vice-prefeitos nas eleições municipais de 2020, marcadas para outubro, devem fiar atentos os prazos de desincompatibilização para disputar o pleito, conforme dados abaixo relacionados:

ENTIDADES MANTIDAS PELO PODER PÚBLICO (DIRIGENTES): 

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

ENTIDADES DE CLASSES (DIRIGENTES):

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

ÓRGÃOS PÚBLICOS – FEDERAL – ESTADUAL – MUNICIPAL (DIRIGENTES):

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

SECRETÁRIOS MUNICIPAIS OU MEMBROS DE ÓRGÃOS CONGÊNERES:

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

SERVIDORES PÚBLICOS ESTATUTÁRIOS OU NÃO DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA OU INDIRETA:

Prefeito, Vice e Vereador – 03 Meses

SOCIEDADE DE ASSISTÊNCIA A MUNICÍPIOS – (DIRIGENTES)

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA – (DIRIGENTES)

Prefeito e Vice – 04 Meses

Vereador – 06 meses

DIRIGENTE SINDICAL

Prefeito, Vice e Vereador – 04 Meses

O “Justiça e Trabalho” está de volta. O programa de televisão realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª (TRT-RN), por meio da sua Divisão de Comunicação Social (DCS), retorna esta semana à grade da programação de cinco canais locais de televisão.

São 20 minutos semanais dedicados a informações sobre as relações trabalhistas e ações da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Norte, por meio de reportagens e entrevistas, com conteúdo dinâmico e atual.

O programa vai contar com um time de jornalistas com muita experiência em televisão: Heloisa Guimarães na apresentação e edição e Carol Reis e Rafael Lopes na reportagem. A produtora de conteúdo Cropping é a responsável pela direção e edição.

O presidente do TRT-RN, desembargador Bento Herculano Duarte Neto, ressalta que a Justiça do Trabalho é um instrumento de justiça social e, por isso mesmo, deve estar próxima da sociedade. “Temos que nos comunicar exatamente para trazer a sociedade para dentro da Justiça, porque somos servidores dela. A existência desse diálogo é muito importante”, afirma ele.

O jornalista Octávio Santiago, diretor de Comunicação Social do Tribunal, destaca a parceria com TVs públicas e privadas para a exibição do programa. “A retomada desse diálogo entre a Justiça do Trabalho e a sociedade acontece graças a priorização do TRT-RN, mas igualmente à disponibilidade das emissoras parcerias e do seu compromisso de levar boa informação aos telespectadores”, conta ele.

O “Justiça e Trabalho” vai ao ar na TV Assembleia às sextas-feiras, às 19h30, com reprise aos sábados, às 14h; na TV Câmara Natal aos sábados, às 10h30, com reprise aos domingos, também às 10h30; na TV Futuro/TV Potiguar às sextas-feiras, às 13h45; na Sidy’s TV (Seridó) aos sábados, às 10h20; e na TCM Telecom (Mossoró) às segundas-feiras, às 20h15.

Fonte: Assessoria

O Tribunal Superior Eleitoral autorizou nesta quinta-feira (4) a realização de convenções partidárias virtuais nas eleições de 2020.

Por unanimidade, os ministros decidiram que os partidos terão autonomia para escolher as ferramentas tecnológicas que quiserem para evitar eventos presenciais durante a pandemia.

Nessas reuniões, os partidos definem os candidatos a prefeitos e vereadores. Pelo calendário eleitoral, as convenções devem ser realizada entre 20 de julho e 5 de agosto.

A eleição está marcada para outubro, mas Luís Roberto Barroso avalia um adiamento.

04
jun

Registros

Postado às 12:41 Hs

Brasil – registra recorde de 1.349 mortes por Covid-19 em 24 horas e chega a 32.548.
Em apenas um dia, foram contabilizados mais 28.633 casos de coronavírus; país chega a 584.016 confirmações.

RN registra mais de 9 mil casos de coronavírus, mais de 19 mil suspeitos, 16.013 descartados e 367 mortes; 26 óbitos a mais que o boletim de terça.
Mossoró é uma das cidades do Rio Grande do Norte com indicação para adoção de medidas de isolamento social mais rígido (lockdown). A orientação foi feita pelo Comitê Científico do Consórcio Nordeste, em boletim divulgado no início da semana.

Sobre a concentração de casos confirmados, a região metropolitana de Natal, Mossoró e o Vale do Açu lideram os índices no Rio Grande do Norte. A taxa de isolamento registra 41% neste momento, longe do ideal, considerado de 70%.

O Governo do Rio Grande do Norte inicia nesta quinta-feira (4) um modelo mais rígido de fiscalização para o cumprimento das normas de isolamento social e de restrição às atividades comerciais consideradas não essenciais. O novo decreto estadual com normas para o enfrentamento à pandemia do coronavírus foi editado nesta quarta-feira (3). A operação de fiscalização será composta por integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. As forças estaduais de segurança vão atuar em conjunto com órgãos municipais, como a vigilância sanitária e a Guarda Municipal. A atividade começa na quinta-feira nas cidades de Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo. Na sexta-feira (5), a vez é da cidade de Extremoz. O novo decreto permite que as autoridades públicas tomem providências cabíveis para a punição, cível, administrativa e criminal, bem como para a prisão, em flagrante, quando for o caso, de todos aqueles que descumprirem ou colaborarem para o descumprimento das medidas de isolamento social.

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, estreou uma coluna no jornal O Globo, ontem, com o um artigo intitulado “Contra o populismo”. “Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado”, diz trecho do artigo de Moro no veículo carioca.

No início da semana Moro já havia sinalizado que seria colunista de um veículo de comunicação. Confira o primeiro artigo publicado pelo ex-juiz no jornal:

Contra o populismo

O imperador romano, na tradição política e jurídica da época, era considerado dominus mundi e legibus solutus. Era o senhor do mundo e estava acima da lei, mais do que isso, era a própria lei.

Na evolução histórica, passamos pelas monarquias absolutistas do “Estado sou eu” dos séculos XVII e XVIII e pelo totalitarismo de direita e de esquerda na primeira metade do século XX, mas avançamos, desde então, com o reconhecimento de direitos fundamentais, separação de poderes e supremacia da Constituição.

Dentro do modelo do estado de direito o governo é de leis, não do arbítrio do governante ou de interesses especiais.

Dessa forma, é essencial separar o Estado da pessoa do governante. As instituições de Estado, ainda que sujeitas a algumas orientações políticas, estão vinculadas à aplicação neutra e apartidária da lei.

Isso é especialmente relevante para as agências de aplicação da lei que também têm um papel de controle das ações dos próprios governantes.

É fundamental, assim, para o modelo do estado de direito, garantir a independência das Cortes de Justiça e do Ministério Público.

Também é preciso garantir a autonomia funcional até mesmo de órgãos vinculados ao Poder Executivo.

Os órgãos policiais, por exemplo, encarregados de apurar crimes, por vezes, dos próprios governantes, não podem ficar sujeitos ao arbítrio do mandatário de ocasião. O mesmo raciocínio é válido para vários outros setores nos quais demanda-se a aplicação neutra da lei por agentes públicos, como em matéria fiscal, sanitária ou ambiental.

Os órgãos do Estado, afinal, têm sua atuação regrada pela lei e por finalidade atender o bem-estar comum e não cumprir os caprichos e arbítrios do governante do momento.

Políticos populistas tendem a ignorar tal distinção.

Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado.

Judiciário e Legislativo são inconvenientes quando não se dobram à vontade do Executivo.

Órgãos vinculados ao Executivo devem cumprir acriticamente a pauta do Planalto e estão sujeitos a interferências arbitrárias.

Os exemplos se multiplicam. Radares devem ser retirados das rodovias federais, ainda que isso leve ao incremento dos acidentes e das mortes; agentes de fiscalização ambiental devem ser exonerados se atuarem efetivamente contra o desmatamento ou queimadas; médicos devem ser afastados do Ministério da Saúde pois a pandemia do coronavírus atrapalha a economia, e agentes policiais federais não podem cumprir “ordens absurdas” quando dirigidas contra aliados político-partidários.

O quadro é muito ruim. Mas quero deixar claro: o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda. Manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo. Temos mais coisas em comum do que divergências. Democracia é tolerância e entendimento.

Há espaço para todos. Não há problema na presença de militares no governo, considerando seus princípios e preparo técnico. Não há espaço, porém, para ameaçar o país invocando falso apoio das Forças Armadas para aventuras.

Combater a corrupção continua sendo um objetivo primário para fortalecer a economia e a democracia, mas não se pode fazer isso enfraquecendo as instituições de controle com ameaças e interferências arbitrárias. Tampouco servem a esse objetivo a celebração de algumas questionáveis alianças políticas e a retomada de velhas práticas.

Precisamos no momento de união. Há uma pandemia com número assustador de vítimas. Há a necessidade de planejar e buscar a recuperação econômica.

Para tanto, políticas públicas racionais e previsíveis são imperativas. Crises diárias, ameaças autoritárias, instabilidade, ódio, divisões, nada disso é positivo.

Diante dos recentes questionamentos contra o governo federal, há algumas opções em aberto. Insistir no populismo, que até agora nada ajudou contra a pandemia ou para recuperar a economia, não parece ser o melhor caminho. É melhor, como outros já disseram, “colocar a bola no chão”, agir com prudência, observar a lei, respeitar as instituições, buscar o consenso necessário para combater a pandemia, assim protegendo as pessoas, bem como para recuperar empregos e a economia.

Não é difícil unir as pessoas em um momento de crise e em prol de um objetivo comum, especificamente salvar vidas e empregos e fazer do Brasil um grande país. Para tanto, é necessário fazer a coisa certa, sempre, sem tentações populistas ou autoritarismo. Há tempo para o governo se recuperar e é o que todos desejam. Mas precisa começar, já que a crise é grave e não permite perder mais tempo do que já foi perdido.

Sérgio Moro – ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

Com o prolongamento da crise causada pela pandemia do coronavírus, o governo bateu o martelo e irá propor ao Congresso um valor adicional de R$ 600 por pessoa que já tem direito ao auxílio emergencial. Segundo fontes ouvidas pelo blog, a preferência do presidente Jair Bolsonaro é que o valor seja dividido em duas parcelas de R$ 300.
O auxílio foi criado em abril, com previsão original de ser pago em três parcelas de R$ 600, até junho. Os beneficiários são trabalhadores informais que ficaram sem renda na pandemia.
Ao discutir as parcelas extras, a equipe econômica trabalhava com a ideia de estender a ajuda a três pagamentos de R$ 200. Segundo uma fonte próxima do presidente, Bolsonaro achou o valor de R$ 200 baixo. Por isso, a ideia de transformar em duas parcelas de valor maior.
O governo se preocupa ainda com o pagamento indevido a pessoas que não precisam receber e omitem dados ao se cadastrar. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), mais de 8 milhões de pessoas podem ter recebido indevidamente o auxílio. Além disso, 11 milhões de pedidos ainda aguardam análise.
A proposta do governo precisará passar pelo Congresso Nacional, onde o tema é sensível. O primeiro auxílio chegou ao Congresso com o valor de R$ 200 reais mensais e, após acordo com o governo, subiu para R$ 600 ao mês. O impacto do auxílio que vem sendo pago é de mais de R$ 150 bilhões nas contas do governo.

Blog da Ana Flor – G1

04
jun

@@@ O dia de Hoje na História … @@@

Postado às 6:45 Hs

4 de junho:


Dia contra a Agressão Infantil.

Dia do Engenheiro Agrimensor

Dia de São Crispim e  São Francisco Caracciolo

Nesta data em:

781 a.C. – Pela primeira vez regista-se um eclipse solar na China.

1940 – Segunda Guerra Mundial: é completada a retirada de Dunquerque, com a evacuação de 300 000 soldados Aliados.

1970 – Tonga torna-se independente do Reino Unido.

Nasceram neste dia…

1694 – François Quesnay, economista francês (m. 1774).

1928 – Antônio Ermírio de Moraes, na imagem, empresário brasileiro.

1950 – Jorge Palma, compositor e cantor português.

Morreram neste dia…

1798 – Giacomo Casanova, escritor e aventureiro italiano (n. 1725).

1830 – Antonio José de Sucre, militar venezuelano (n. 1795).

1971 – Georg Lukács, filósofo húngaro (n. 1885).

1994 – Roberto Burle Marx, arquiteto e paisagista brasileiro (n. 1909).

2009 – David Carradine, ator dos Estados Unidos (n. 1936)

2012 – Eduard Khil, cantor russo conhecido no Brasil pela música “Trololó” (n. 1934).

2015 – Leônidas Pires Gonçalves, General-de-Exército e Ministro do Exército (n. 1921).

2016 — Muhammad Ali, pugilista estadunidense (n. 1942).

A Petrobras vai reajustar os preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a partir desta quinta-feira. O aumento médio será de 5,3% em suas bases e refinarias em todo o país, informaram fontes do setor de distribuição.

Esta é a segunda alta consecutiva nos preços do produto. No dia 23 de maio, o reajuste médio foi de 5%. Mesmo assim, o GLP acumula queda média de 12% em 2020, pois nos primeiros meses do ano os preços sofreram quatro reduções, provocadas pela desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional.

O consumo residencial, com os tradicionais botijões de 13 quilos, responde por cerca de 70% do mercado nacional de GLP. Apesar da redução média acumulada de 12% nos preços cobrados nas refinarias, para o consumidor o botijão tem se mantido na faixa dos R$ 70.

Na última semana, de 24 a 30 de maio, o preço médio do botijão de GLP no país foi de R$ 69,45, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A forte procura para estocagem por causa da pandemia é apontada como uma das explicações para as reduções não serem repassadas para o consumidor.

O Globo

jun 5
sexta-feira
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