O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, durante conversa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad transmitida ao vivo em suas redes sociais, que o presidente Jair Bolsonaro não tem ¨estatura psicológica¨ para governar o Brasil e, portanto, deve renunciar ou ¨se faz o impeachment¨. Haddad, acho que nós estamos numa situação complicada, porque acho que o Bolsonaro não tem estatura psicológica para continuar governando o Brasil. Ou este cidadão renuncia ou se faz o impeachment dele, alguma coisa, porque não é possível que alguém seja tão irresponsável de brincar com a vida de milhões de pessoas como ele está brincando”, disse o ex-presidente. Lula criticou duramente o pronunciamento de Bolsonaro no qual o presidente defendeu a flexibilização das medidas de controle ao coronavírus adotadas pelos Estados e voltou a comparar a doença a uma ¨gripezinha¨.

Via O Globo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, ontem, em sua conta no Twitter, que o presidente Jair Bolsonaro “repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia” do novo coronavírus durante pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e TV. FH disse ainda que Bolsonaro “passou dos limites” ao discursar em oposição às recomendações de médicos infectologistas. Para o tucano, se o presidente “não calar” estará “preparando o fim”.

“Eu não ia voltar ao tema, mas o Pr repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. O momento é grave, não cabe politizar, mas opor-se aos infectologistas passa dos limites. Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale”, escreveu FH.

No pronunciamento criticado por FH, Bolsonaro defendeu o fim das medidas de isolamento social tomadas por prefeitos e governadores para conter o avaço do novo coronavírus, que já deixou 46 mortos no país. Em seu terceiro discurso em menos de 20 dias para tratar da pandemia, o presidente pediu a reabertura do comércio e das escolas e o fim do “confinamento em massa”.

Em pronunciamento no rádio e na TV na noite desta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o novo coronavírus (covid-19) está sendo enfrentado e pediu calma à população. “Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. “Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, destacou.

“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa”, afirmou o presidente em tom de crítica a algumas medidas restritivas tomadas por chefes do executivo em alguns estados e municípios.

O presidente voltou a dizer que o grupo de risco para a doença é o das pessoas acima dos 60 anos de idade e que não teria necessidade de fechamento de escolas, já que são raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos. Segundo ele, 90% da população não terá qualquer manifestação da doença, caso se contamine, e a preocupação maior deve ser não transmitir o vírus, “em especial aos nossos queridos pais e avós”. Aproveitou ainda para chamar novamente o coronavírus de “gripezinha” e disse que devido ao passado de atleta, “não precisaria se preocupar”, caso fosse contaminado pelo vírus, disse.

Sobre os trabalhos das equipes de saúde em todo o país, coordenadas pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, Bolsonaro confirmou que ocorreu um planejamento estratégico para manter um atendimento eficaz dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

Jair Bolsonaro disse ainda acreditar na capacidade dos cientistas e pesquisadores para a cura dessa doença e falou que o governo recebeu notícias positivas sobre o uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Ele aproveitou o pronunciamento para agradecer quem está na linha de frente no combate ao novo coronavírus. “Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam.”

Agência Brasil 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, em transmissão ao vivo no Facebook na noite desta quinta-feira, 19, as medidas adotadas por governadores para conter a disseminação do coronavírus nos estados. Sua principal crítica, já feita em outras ocasiões, é que as ações podem atrapalhar o andamento da economia. “Algumas autoridades estaduais têm tomado medidas, tem tido reclamação e tem tido elogio também, mas eu deixo claro que o remédio, quando em excesso, pode não fazer bem ao paciente”, disse . “Uns fecharam supermercados, outros querendo fechar aeroportos, outros querendo colocar uma barreira entre os estados, fechando academias. A economia tem que funcionar, caso contrário as pessoas vão ficar em casa sem ter com o que se alimentar”, continuou.
06
mar

Opinião

Postado às 10:28 Hs

Um grande picadeiro

Dá para levar a sério um presidente que recorre a um humorista para dar entrevista em seu lugar como sinal de deboche à mídia nacional? Bolsonaro usou Márvio Lúcio, o Carioca, para dar entrevistas na saída do Palácio da Alvorada, na última quarta-feira. No momento em que apoiadores aguardavam para cumprimentar o presidente, o humorista desceu de um dos carros do comboio presidencial antes de Bolsonaro, fantasiado de presidente.

Ele tocou um minitrompete e cumprimentou os simpatizantes. Em seguida, tentou distribuir bananas para a imprensa. A cena era uma alusão a duas ocasiões em que o presidente ofendeu jornalistas que faziam perguntas a ele no Alvorada, cruzando os braços, em um gesto conhecido como “dar uma banana”. Ao parar em frente ao púlpito de entrevistas, o comediante perguntou se os jornalistas tinham perguntas a fazer.

Os jornalistas questionaram se Bolsonaro havia pedido que ele falasse com a Imprensa e Carioca disse que se tratava de um “show de humor”. Comendo a fruta, o humorista ainda insistiu se alguém faria perguntas a ele: “Aproveita!”. Diante do silêncio da imprensa, ele começou a se retirar, mas Bolsonaro chegou e o chamou. Quando os dois se aproximaram da imprensa, Bolsonaro foi questionado sobre o PIB, que cresceu apenas 1,1% em 2019, resultado pior que nos dois anos anteriores.

Bolsonaro estimulou que o humorista respondesse em seu lugar. “Presidente Bolsonaro, o senhor falará sobre o PIB?” Bolsonaro, em direção a Carioca, respondeu: “Pergunta o que é PIB. O que é PIB?” Carioca: “O que é PIB? (isso é com o) Paulo Guedes, Paulo Guedes…”. Jornalista: “A pergunta é para o presidente, não para o senhor”. Bolsonaro, sempre para Carioca: “Posto Ipiranga”. Carioca: “Posto Ipiranga”. Bolsonaro: “(Pede) Outra pergunta”. Carioca: “Outra pergunta, outra pergunta”. Jornalista: “Presidente, comenta o PIB conosco”. Carioca: “Mas é o Paulo Guedes, é Economia…”. O humorista ainda insistiu para que os jornalistas fizessem outra pergunta, mas percebendo que as respostas não viriam de Bolsonaro, os profissionais de imprensa não fizeram nenhuma. Bolsonaro então se dirigiu aos apoiadores e disse que seria exibido na TV Record um programa com ele.

Bolsonaro postou o momento nas redes sociais, sob o título “Bolsonabo no Alvorada”. Tudo isso assusta os mais desavisados? É no mínimo surreal, mas mostra também que o Governo Bolsonaro se transformou num grande picadeiro.

Magno Martins

Afinal, para que são as manifestações convocadas para o dia 15? Elas começaram a ser gestadas como resposta ao chamamento do general Augusto Heleno, que chamou os congressistas de “chantagistas” por terem se assenhorado da destinação de cerca de R$ 30 bilhões do Orçamento. Nunca um número de veto presidencial ficou tão famoso. Pessoas que nunca leram um projeto de lei passaram a fazer tuítes pela manutenção do veto 52. PERGUNTA CRETINA – Agora: se o governo tinha a força da rua e do argumento, por que negociou o envio de um Projeto de Lei (PL) do Congresso Nacional renegociando a divisão de parte dos R$ 30 bilhões com o mesmo Legislativo que antes era chantagista? Jair Bolsonaro, com seu desapego aos fatos, foi logo para o Twitter posar de vencedor e durão. “Não houve qualquer negociação em cima dos 30 bilhões. A proposta orçamentária original do governo foi 100% mantida.” Como ele explica o projeto de lei então?
O total de servidores na administração pública federal saltou de 532 mil para 712 mil nos últimos 15 anos. O aumento, de 34%, foi muito superior ao crescimento populacional, de apenas 15%. No período, a remuneração média desse funcionalismo subiu 53% além da inflação, ampliando para 96% a diferença entre o que os servidores ganham e o que é pago na iniciativa privada para funções semelhantes. COMPARAÇÃO – Em termos de rendimentos médios, o dos servidores é bastante superior ao da inciativa privada: R$ 11.842 ante R$ 1.960. A diferença, de quase R$ 10 mil, limitava-se a R$ 2.500 há 15 anos. A folha de servidores do governo federal tem 440 diferentes rubricas, que precisam ser administradas por 15,5 mil funcionários a um custo anual de cerca de R$ 1,6 bilhão.
O número de pedidos de desfiliação do PSL quadruplicou desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em outubro do ano passado, que o deputado Luciano Bivar (PE), presidente do partido, estava “queimado para caramba”. O levantamento foi feito pelo O Globo, comparando os três meses anteriores, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde outubro, 1.256 pessoas pediram o cancelamento da filiação, quase quatro vezes mais do que os 90 dias anteriores, quando houve 363 pedidos. No entanto, o número é pequeno quando comparado aos 348 mil filiados do partido atualmente. AINDA FORTE – Mesmo com as desfiliações, o número de integrantes do partido ainda é bem superior ao de 2017, antes da filiação de Jair Bolsonaro. Naquele ano, o PSL tinha 246 mil filiados, quase 100 mil a menos do que o atual número.
Oito meses depois de ser preso na rua por policiais, o ex-presidente Michel Temer mantém uma rotina discreta. Afastado das articulações políticas, hoje ele se dedica a fazer palestras e a escrever um romance de ficção inspirado em sua própria história. “SEQUÊNCIA” – Em entrevista ao Estado, o emedebista diz que o governo Jair Bolsonaro “vai indo bem” porque dá sequência ao que ele fez, mas afirma ser contrário a bandeiras de seu sucessor, como o excludente de ilicitude. Ao falar sobre política, Temer avalia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter buscado a pacificação ao sair da cadeia e descarta a “rotulação” dos políticos entre direita, esquerda e centro. “Essa coisa de esquerda e direita ninguém dá mais importância. Mesmo o centro”, disse. A seguir os principais trechos da entrevista: Como o senhor avalia o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro? O governo vai indo bem porque está dando sequência ao que fiz. Peguei uma estrada esburacada. O PIB estava negativo 4%. Um ano e sete meses depois o PIB estava positivo 1.1%, além da queda da inflação e da recuperação das estatais. Entreguei uma estrada asfaltada. O governo Bolsonaro, diferente do que é comum em outros governos que invalidam anterior, deu sequência. Bolsonaro está dando sequência ao que eu fiz.
O presidente do PSL, Luciano Bivar, afirmou em entrevista ao programa Em Foco, da GloboNews, que será “muito bom” se o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro deixarem os diretórios regionais do PSL. Os dois parlamentares são filhos do presidente Jair Bolsonaro. Eduardo é o presidente do PSL de São Paulo, e Flávio, do PSL do Rio de Janeiro. A entrevista com Luciano Bivar vai ao ar nesta quarta-feira (6) na GloboNews, às 21h30. “Eles estão constituindo outro partido. Então, seria muito mais confortável para ele, que já está na construção desse novo partido, deixar que o PSL começasse a articular suas eleições para 2020. Eu acho que seria muito bom para Flavio, Eduardo e muito bom para o PSL”, afirmou Bivar.
31
out

MDB repudia fala de Eduardo Bolsonaro

Postado às 18:05 Hs

Nota do MDB

“Como Movimento Democrático Brasileiro, que nasceu e cresceu na defesa da Constituição, consideramos inaceitável qualquer menção a atos que possam colocar em risco, de novo, a liberdade do cidadão brasileiro.

Lutamos contra a ditadura e seu pior mal, o AI-5, que nos marcou como o momento mais triste da nossa história recente.

O Brasil espera que não percamos o equilíbrio e o foco no que mais precisamos: empregos e renda para as pessoas”.

Baleia Rossi – deputado federal e presidente Nacional do MDB

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, divulgou a seguinte nota sobre a declaração de Eduardo Bolsonaro sugerindo um novo AI-5:

“Uma Nação só é forte quando suas instituições são fortes.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil.

Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988.

Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática. A Carta de 88 abomina, criminaliza e tem instrumentos para punir quaisquer grupos ou cidadãos que atentem contra seus princípios – e atos institucionais atentam contra os princípios e os fundamentos de nossa Constituição.

O Brasil é uma democracia.

Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo.”

O Antagonista

Comandados pelos prefeitos Álvaro Dias, de Natal, e Rosalba Ciarlini, de Mossoró, vários prefeitos assinaram hoje uma carta aberta se posicionando contra o decreto estadual que cria o Proedi.

Veja a carta:

 

Carta aberta à população do Rio Grande do Norte

Hoje, 31 de outubro, último dia útil do mês, além das dificuldades que vínhamos enfrentando para administrarmos nestes tempos de crise, nos deparamos com mais um problema para fecharmos a folha de pessoal: a redução dos recursos do ICMS provocada pelo PROEDI, Decreto nº 29.030/2019, do Governo do Estado. Reiteramos que não somos contra incentivos fiscais para as indústrias que geram emprego, renda e desenvolvimento para nosso Estado. Não podemos aceitar é que os municípios sejam penalizados com a transferência de responsabilidade do governo.

Com o decreto alterando o antigo PROADI, a maioria dos municípios não terá condições de arcar com os salários dos servidores públicos municipais e todos, sem exceção, sentem ampliadas as dificuldades de honrar seus compromissos.

Apesar de todos os esforços, a retirada de recursos provenientes do ICMS amplia as dificuldades e problemas que já eram sentidos em áreas essenciais, a exemplo da saúde, educação e infraestrutura em função da recessão da economia nacional.

O decreto alterou todo o planejamento que havia sido realizado por cada prefeitura e, com isso, chegando ao fim do mês, são os servidores municipais os maiores penalizados pela perda de recursos. Por esse motivo, nós, prefeitos do Rio Grande do Norte, viemos nos manifestar novamente sobre os impactos negativos às cidades das mudanças no PROEDI.

Reforçamos a necessidade da importância de incentivos fiscais para atração de empresas para o Estado, principalmente para incrementar a geração de empregos, mas entendemos que os municípios não podem arcar com transferência de responsabilidades e pagar a conta com a redução das receitas. Perdem as cidades, os servidores e os cidadãos mais uma vez.

Carta assinada pelos prefeitos: Álvaro Dias – prefeito de Natal Rosalba Ciarlini – prefeita de Mossoró Robson de Araújo – prefeito de Caicó Allan Silveira – prefeito de Apodi Chilon Batista – prefeito de Timbaúba dos Batistas Rivelino Câmara – prefeito de Patu Babá Pereira – prefeito de São Tomé Marcos Cabral – prefeito de Vera Cruz Graça Oliveira – prefeita de Cerro Corá Mara Cavalcanti – prefeita de Riachuelo Shirley Targino – prefeita de Messias Targino Bernadete Rego – prefeita de Riacho da Cruz Ceição Duarte – prefeita de Lucrécia Túlio Lemos – prefeito de Macau Luiz Eduardo – prefeito de Maxaranguape Olga Fernandes – prefeita de Martins Maria Olímpia – prefeita de Paraú Ludmila Amorim – prefeita de Rafael Godeiro Amazan – prefeito de Jardim do Seridó Marcão Fernandes – prefeito de Lajes Marcelo Filho – prefeito de Bodó Jessé Freitas – prefeito de Riacho de Santana Babau Jácome – prefeito de Marcelino Vieira Jodoval Pontes – prefeito de Japi Luciano Santos – prefeito Lagoa Nova Larissa Rocha – prefeita de Tenente Ananias Fernando Teixeira – prefeito de Espírito Santo Cássio Cavalcanti – prefeito de Ielmo Marinho Jorginho Bezerra – prefeito de Tangará Ivanildinho Ferreira – prefeito de Santa Cruz Lídice Brito – prefeita de São João do Sabugi Taianni Lopes – prefeita de Lagoa D´Anta Fátima Marinho – prefeita de Canguaretama Preta Ferreira – prefeita de Lajes Pintada Francinaldo Cruz – prefeito de Galinhos Antônio Freira – prefeito de Governador Dix-Sept Rosado Noeide Sabino – prefeita de Equador Elídio Queiroz – prefeito de Jardim de Piranhas.

O ministro Toffoli abriu, com atraso, a sessão de quarta-feira sobre o julgamento da segunda instância. O ministro Marco Aurélio reclamou. Em Marco Aurélio, reclamação ou ironia não são grátis. É sempre flecha disparada. E o país esperando. O ministro Toffoli passou, então, a receber homenagens, discursos, autolouvações, com certeza devidas, por estar fazendo dez anos de vida no Supremo, em Brasília. Nunca vi, em lugar nenhum do mundo, se interromper uma sessão do Supremo para celebrar este tipo de bodas. Não se distinguir o que importa e o que não importa para o país. Isto não é matéria de pauta de Supremo. Talvez um e-mail, um abraço, bastasse. Custaria menos aos cofres públicos.

Por Antonio Carlos Fallavena

Não se brinca de justiceiro. Não se brinca de judiciário. Não se brinca com uma nação. A atual composição do Supremo Tribunal Federal não representa a justiça brasileira que a imensa maioria do povo deseja. Ao invés de atuarem como guardiães da Constituição e da Alta Corte, diversos ministros defendem conceitos de interesses próprios e de seus terceiros.

As restrições feitas à atuação fiscalizatória do antigo Coaf, da Receita Federal e do Banco Central, por exemplo, constituíram uma blindagem do senador Flávio Bolsonaro, de seu ex-assessor Fabricio Queiroz e de membros do próprio Supremo.

BLINDAGEM – Se o nobre senador não se agarrasse às pernas do pai, não se escondesse em local que não lhe pertence e tivesse posição de homem de verdade, resolveria seus problemas por si, mostrando a cara e indo a luta. O mesmo raciocínio vale para as outras autoridades que foram blindadas.

Durante os primeiros meses de mandatos, o nobre senador nada fez, além de fugir às responsabilidades: Nada. Lembrou-me Lula escondendo-se atrás do cadáver da falecida Marisa Letícia!

O Senado tem de se posicionar urgente sobre a lava toga e seus membros que devem explicações à justiça e ao povo! Ou não terá o por que existir!

JUSTIÇA SOCIAL – Estou ficando cada vez mais idoso e mais e mais intrigado com alguns termo e suas definições. Exemplo: o que é justiça social? O que tenho encontrado como justiça social, em várias áreas, é o “distribuição de esmola e de privilégios”.

Em breve, se Deus permitir, estaremos debatendo na internet em um site especial (por estar sendo implantado exclusivamente com essa finalidade) alguns temas que se tornaram tabus e cujos encaminhamentos demonstram profundas distorções. Cotas na universidade, reforma agrária, tratamento de vícios, educação e ensino, puxa, são questões variadas e importantíssimas para o futuro do país.

Aliás, esses debates deveriam ser permanentes, mas continuam a ser boicotados. Contamos com a participação de nossos colegas tribunários para movimentar e fundamentar as discussões e avisaremos aqui quando o site for lançado. Assim espero.

Charge da Lila (Arquivo Google)

Por Gil Castello Branco / O Globo

No Brasil existem 32 partidos políticos cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outras 76 legendas em formação. Dentre as novas agremiações que tentam o registro no TSE, está, por exemplo, o Partido Nacional Corinthiano (PNC). O processo, em fase avançada de tramitação, tem como relator o ministro Jorge Mussi. O punho cerrado levantado, gesto eternizado no Corinthians por Sócrates, é o símbolo do partido inspirado na Democracia Corinthiana.

Caso as novas legendas obtenham registro, o país terá 108 partidos políticos. Mesmo com a cláusula de desempenho, ainda parece ser um bom negócio, em fase de expansão e rentável.

SÃO INSACIÁVEIS – Apesar de o rombo fiscal previsto para o próximo ano ser de R$ 124,1 bilhões, alguns parlamentares chegaram ao cúmulo de sugerir o valor de R$ 3,7 bilhões para o Fundo Eleitoral em 2020, o que representaria crescimento de R$ 2 bilhões (118%) em relação às eleições do ano passado. Mas, além do Fundo Eleitoral — criado quando foram proibidas as doações empresariais —, existe o Fundo Partidário, também bancado por recursos públicos, com valor de R$ 959 milhões já previsto no projeto de lei do Orçamento do próximo exercício.

Some-se aos “Fundos” o montante de R$ 815,7 milhões que o país pode deixar de arrecadar por conta da recriação — em outro formato — do indigesto horário eleitoral gratuito. Aliás, a propaganda eleitoral de gratuita não tem nada. O governo concede isenção fiscal aos veículos de comunicação que transmitem o horário eleitoral e deixa de arrecadar valor correspondente ao que as emissoras ganhariam nesse período com publicidade.

VETOS ACERTADOS – O presidente Bolsonaro sancionou em 27 de setembro, com vetos, a Lei 13.877/2019, que altera regras de funcionamento dos partidos e de organização das eleições. Convém ressaltar que uma coalizão de 22 entidades sociais (Transparência Partidária, Contas Abertas, Transparência Brasil, Instituto Ethos, Acredito, Livres, Renova, entre outras), ligadas à transparência, ao combate à corrupção e à renovação política, alertou quanto à possibilidade de a nova lei abrir brechas para aumentar a corrupção, o caixa dois e a lavagem de dinheiro.

Os vetos do presidente Bolsonaro em relação ao texto que saiu da Câmara dos Deputados foram corretos, ainda que pudessem ser mais amplos. Porém, há risco enorme de que hoje os vetos sejam derrubados no Congresso para que prevaleça o texto original, que contém absurdos do tipo:

1) Os recursos públicos do Fundo Eleitoral poderão ser utilizados para bancar a defesa de políticos acusados por corrupção e para custear ações de “interesse indireto” dos partidos. Você, leitor, concorda em pagar advogados para corruptos?

2) Penalidades já impostas aos partidos podem ser anistiadas, e há exigência de conduta dolosa para que as multas sejam aplicadas. Além disso, as penalidades podem ser pagas com recursos públicos. Você acha justa a anistia de multas e concorda em pagá-las?

3) Os partidos podem comprar passagens aéreas para qualquer pessoa, independentemente de o beneficiado estar filiado. Você acha justo pagarmos pelo turismo de apadrinhados de políticos?

4) Os partidos poderão apresentar suas prestações de contas em sistemas próprios, sem a obrigação de utilizar o modelo padrão disponibilizado pela Justiça Eleitoral. Imaginem o que aconteceria se cada um de nós fizesse a declaração de Imposto de Renda em qualquer formulário próprio?

5) A verificação da inelegibilidade do candidato não irá mais ocorrer quando do registro da candidatura, mas sim na época da posse. Você está disposto a correr o risco de votar em um ficha-suja?

BOBOS E ESPERTOS – Alguns políticos ainda não perceberam que o modelo democrático conservador está esgotado. A indignação começa nas redes sociais e transborda para as urnas, à revelia dos partidos. A imoralidade poderá ser hoje consagrada, e sairão vitoriosos os que trabalham contra o interesse público, a favor das causas próprias, do umbigo e do bolso. Mas, na minha opinião, um grande erro dos parlamentares “espertos” é achar que podem fazer todos de bobos.

Com a experiência de quem sofreu um processo de impeachment em 1992, o ex-presidente Fernando Collor considera que o presidente Jair Bolsonaro tem adotado em seu governo um rumo negativo, que pode lhe colocar em “palpos de aranha” (apuros). Na sua leitura, o atual ocupante do Palácio do Planalto parece não ter “noção” do que está fazendo, ao manter o discurso radicalizado de campanha. “Cabe ao Presidente da República abrandar as paixões e procurar unir o país em torno de propostas em favor da nação. E isso nós não estamos vendo acontecer. Nós estamos vendo, ao contrário, é um aprofundamento desse abismo que existe na sociedade brasileira, porque o tom do governo é fortemente ideológico, carregado na questão ideológica”, disse em entrevista à BBC News Brasil. Collor, que foi derrubado após perder apoio do Congresso em meio a uma forte crise econômica e a uma série de denúncias de corrupção, feitas inclusive por seu irmão Pedro Collor, diz que Bolsonaro enfrentará “muita dificuldade” se não construir uma base parlamentar.
O ministro Paulo Guedes recebeu um ofício do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), vinculado à OCDE, estranhando a decisão do Supremo de vetar investigações com base em dados do Coaf, do BC e da Receita. Desrespeitar as 40 normas do Gafi projeta dificuldade de crédito, de comércio e de relações com organizações e demais países, além de ameaçar a aproximação com a OCDE. É isso mesmo que o Brasil quer? Não adianta fingir que não sabe, não viu, não ouviu o ataque de forças poderosas e variadas às frentes de combate à corrupção no Brasil, que não se resumem à Lava Jato. Ela é a maior e mais reluzente, não a única. PRINCIPAIS ALVOS – Na linha de tiro estão o Ministério Público, a Receita, o Coaf (que identifica movimentações atípicas) e o Cade (que, por exemplo, avalia fusões). A Justiça não passa incólume. Veja as tentativas de desgastar Sérgio Moro e as ameaças ao Supremo – que tanto participa dos ataques como é alvo deles.
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