08
nov

Inscrições

Postado às 21:26 Hs

As inscrições para o VI Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) foram prorrogadas. Os profissionais da Comunicação que não puderam enviar os trabalhos dentro do prazo estipulado no regulamento e que desejam concorrer à iniciativa que premia os melhores trabalhos jornalísticos veiculados no Estado sobre a atuação ministerial têm até a segunda-feira (12) para inscrever seus materiais. O objetivo do MPRN com a prorrogação é ampliar ainda mais a participação e o engajamento dos jornalistas na premiação. Para concorrer, são aceitas reportagens e fotos veiculadas no espaço temporal de 1º de novembro de 2017 a 1º de novembro de 2018 na imprensa local e que apresentem o trabalho do MPRN na defesa dos interesses da sociedade e como agente de transformação social, em suas várias áreas de atuação.
27
out

Cobertura

Postado às 23:55 Hs

Neste domingo de Segundo Turno das Eleições Gerais, dia 28, na disputas pelas cadeiras da Presidência da República e do Governo do Estado, as equipes do Canal 10 da TCM (TV Cabo Mossoró) e 95 FM repetirão a competente jornada de prestação de serviço realizada no primeiro turno do pleito, quando estarão no no ar, ao vivo, a partir das 8h, em transmissão conjunta, para levar aos mossoroenses a cobertura completa da votação com informações instantâneas do voto, especialmente em Mossoró. Mais de 80 profissionais estão escalados para a cobertura com participação de correspondentes em cidades da Região Oeste e na capital Natal. A programação especial só encerra ao término da apuração oficial dos votos. Lembrando que, antes das parciais oficiais do TRE e do TSE, nossas equipes já adiantam as primeiras projeções do voto em Mossoró

Os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), assinaram termo de compromisso, apresentado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na qual “ratificam e enfatizam” um pacto para assegurar os direitos à “informação, liberdade de expressão” e à “liberdade de imprensa”.

No documento, com três cláusulas, os dois candidatos também asseguram que obedecerão direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, tais como “a inviolabilidade do direito à vida, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Bolsonaro e Haddad se comprometeram, ainda, a respeitar as “cláusulas pétreas” da Constituição, “afastando qualquer tipo de manobra ou artifício que viole ou produza efeitos contrários” ao text

16
out

O Brasil perde o Jornalista Gil Gomes

Postado às 10:48 Hs

O jornalista e radialista Gil Gomes morreu na madrugada desta terça-feira (16) em São Paulo, informou a assessoria do Hospital São Paulo. Famoso na crônica policial, ele tinha 78 anos.

Na noite de segunda, o jornalista passou mal em sua casa, no bairro Jardim da Saúde, Zona Sul da capital. Ele foi socorrido por equipe do Samu e levado para o pronto-socorro do Hospital São Paulo. A morte foi confirmada nesta madrugada.

Cândido Gil Gomes Jr. nasceu na Mooca, bairro de imigrantes italianos de São Paulo, em 1940. Dono de uma voz potente, começou a carreira jornalística aos 18 anos, em uma rádio, como locutor esportivo. Dez anos depois, na Rádio Marconi, passou a cobrir reportagens policiais.

23
jun

Doação

Postado às 2:18 Hs

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebe oficialmente na próxima segunda-feira, 18, o acervo jornalístico com todas as edições do Novo Jornal. A solenidade inicia às 11h, na Sala dos Colegiados Superiores, com a presença do proprietário do acervo, jornalista e professor Cassiano Arruda Câmara, e da reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz. Na ocasião, será apresentado o repositório do Laboratório de Imagens (LABIM) da UFRN, plataforma onde ficará o acervo on-line e onde ele poderá ser consultado, tanto pelos estudantes e pesquisadores, como pelo público em geral. O acervo físico, em suporte de papel, já está sob a guarda do Laboratório de Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos (LABRE) do Departamento de História. O LABIM é coordenado pela professora Íris Dantas e o LABRE tem à frente a professora Maria da Conceição Guilherme Coelho. O professor Haroldo Loguercio Carvalho, que trabalha em conjunto com os dois laboratórios, identificou que o objetivo é constituir um centro de documentação que possa receber doações de alto valor social e cultural. Ele identifica que, neste sentido, a guarda do Diário de Natal mantém relação com a doação do Novo Jornal. “Neste sentido, ambos acervos estão conectados, embora o trabalho com o Diário de Natal seja bem mais complexo tecnicamente.
28
maio

Registrando

Postado às 7:43 Hs

Por Ana Luiza Paz e Hilda Vasconcelos – ASCOM/Semana de Jornalismo A 2ª Semana de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) reuniu nos dias 23, 24 e 25, estudantes, docentes e profissionais para discutir o tema: “Fake News e a Era da Pós Verdade”. Durante os três dias de evento, o Departamento de Comunicação (Decom) da universidade foi sede de diversas oficinas, mostras e mini-cursos voltados à temática. O destaque desse ano foi ficou por conta da participação da jornalista Cynara Menezes durante a conferência de abertura. A responsável pelo o do Blog Socialista Morena trouxe questões importantes sobre o panorama das chamadas “notícias falsas”. Segundo ela, as “Fake News” existem desde que o homem existe, a fofoca cotidiana é o exemplo mais simples disso, mas com a chegada das redes sociais elas se transformaram em coisas gigantescas e de impacto negativo.

O fundador do Observatório da Imprensa, o jornalista Alberto Dines, morreu aos 86 anos, na manhã de hoje, em São Paulo. Segundo a equipe do observatório, Dines morreu no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

“É com profunda tristeza que a equipe do Observatório da Imprensa comunica o falecimento de seu fundador, Alberto Dines (1932-2018), na manhã de hoje no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Estamos preparando uma edição especial sobre o legado do Mestre Dines a ser publicada em breve”, diz nota do instituto.

Alberto Dines iniciou sua carreira no jornalismo em 1952 na revista “A Cena Muda”; no ano seguinte mudou para a revista Visão para cobrir assuntos ligados à vida artística, ao teatro e ao cinema e logo depois passou a fazer reportagens políticas. Em 1957, ele trabalhou para a revista Manchete, até se demitir da empresa. Em 1959, assumiu a direção do segundo caderno do jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Já em 1960, colaborou para o jornal Tribuna da Imprensa.

Em 1960, convidado por João Calmon, dirigiu o jornal Diário da Noite, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Já em 1962 tornou-se editor-chefe do Jornal do Brasil, no qual ficou por doze anos. No jornal, ele coordenou uma grande reforma gráfica e criou novas seções. Ele também tem passagem pela Folha de S.Paulo e a Editora Abril.

Em 1994, Dines criou o Observatório da Imprensa, periódico crítico de acompanhamento da mídia.

20
abr

Na telinha

Postado às 23:31 Hs

Première apresenta lançamento de livro de Miriam de Sousa

O Première deste sábado, 21, às 19h, no TCM 10 HD, apresentará o lançamento da obra “Amor Sem Limites – Minha Vida com Carlos Alberto”, da empresária Miriam de Sousa.

O livro como sugere o título se trata de uma biografia da vida em família do popular senador e comunicador Carlos Alberto. Além de resgatar momentos vividos ao lado das três filhas que também escrevem memórias sobre o pai, Miriam de Sousa levará o leitor às trajetórias do período político em que Carlos Alberto passou por todas as Casas Legislativas, da Câmara de Vereadores ao Senado, e da Comunicação no Estado, já que ele era considerado um fenômeno no rádio e na TV, tendo fundando a TV Ponta Negra.

O lançamento, que contou também com a presença da ex-prefeita de Natal e filha de Carlos Alberto, Micarla de Sousa, foi lançado no Memorial da Resistência. A reprise do programa acontece na quarta-feira, às 21h30. Além do Canal TCM 10 HD, o Première poderá ser visto pela internet, no www.tcm10hd.com.br e aplicativos TCM Play e TCM 10 Play.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (13), o Projeto de Lei (PL) 595/03, que flexibiliza o horário de veiculação do programa de rádio A Voz do Brasil. Pelo texto aprovado, a transmissão integral do programa deverá ocorrer dentro do intervalo das 19 h às 22 h, de segunda a sexta-feira. A matéria segue para sanção presidencial. As emissoras de rádio devem informar aos ouvintes o horário de transmissão.

O romancista, escritor, jornalista e colunista da Folha, Carlos Heitor Cony morreu por volta das 23h desta sexta-feira (5) aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano e morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos. A informação foi confirmada pela ABL (Academia Brasileira de Letras), da qual ele era membro desde 2000.

O Carlos Heitor Cony que conhecemos –cronista ácido e lírico, romancista prolífico de texto ágil e conciso– forjou-se de uma brincadeira e de uma clausura. A primeira se deu aos oito anos de idade, quando o garoto, que por problemas de formação pronunciava ditongos com dificuldade e trocava letras ao falar (o “g” pelo “d”, por exemplo), foi desafiado pelo irmão mais velho e amigos, numa festinha, a dizer “Dona Jandira adora um fogão”.

Ingenuamente, disse-o, e foi objeto de agressiva caçoada. Angustiado, em seguida escreveu “fogão” inúmeras vezes numa folha de papel e mostrou-a ao mesmo grupo, que nisso não viu graça alguma. Donde o menino concluiu que, se não falava direito, podia escrever corretamente e ter, na escrita, uma forma de defesa e de manifestação da qual ninguém podia caçoar.

Nascido em 14 de março de 1926, em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, Cony fora considerado “mudo” pela família até os quatro anos de idade. Só emitira o primeiro som ao levar um susto na praia de Icaraí (Niterói) ante o surgimento de um hidroavião vermelho vindo do mar em direção à areia. Em 1941, quando já estava com 15 anos, uma cirurgia poria fim ao problema.

Fonte:   BERNARDO AJZENBERG –   Folha de São Paulo.

11
dez

Vencedor

Postado às 22:01 Hs

95 FM vence Prêmio de Jornalismo do Ministério Público. A reportagem “A Lei na Melhor Idade” da rádio 95 FM se consagrou a vencedora do V Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), na categoria Radiojornalismo. O anúncio foi feito hoje pela manhã, em evento realizado na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Natal. A equipe campeã é formada por Moisés Albuquerque, Tárcio Araújo, Elisângela Moura e Fabiano Júnior. “Há quatro anos estávamos eu e Tárcio aqui em Natal para receber o prêmio FIERN de Jornalismo. Lembro que ao chegarmos de volta à TCM, doutor Milton Marques nos recebeu na sala dele e fizemos uma foto comemorativa. Ele sempre foi um entusiasta da comunicação e vibrava com as conquistas da rádio.

Senado revoga suspensão de Aécio, deputados absolvem Temer e Supremo se prepara para facilitar a vida dos condenados em segunda instância.

Foi um protesto silencioso, anônimo e certeiro. Na segunda-feira, 16, uma placa em frente ao prédio do Congresso Nacional amanheceu coberta por um adesivo em que se lia: “Formação de quadrilha — Corrupção ativa — O grande acordo nacional”. Era uma referência a dois dos crimes apurados pela Lava Jato e, claro, à estratégia desenhada pelos poderosos investigados para barrar a operação.

O adesivo, tão logo descoberto, foi removido. Já o acordão da vergonha que ele denunciava avançou mais uma casa, sem dificuldade alguma, nos dias seguintes. Na terça-feira, 17, o plenário do Senado derrubou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastara o senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG) de seu mandato. Um dia depois, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara decidiu que o melhor destino para a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB) era a gaveta, o arquivo morto.

A balança, que vinha pendendo para o rigor contra os suspeitos de corrupção, agora está vergando para o lado de sempre: o da impunidade. E a tendência é que esse processo se acentue ainda mais, depois que o STF presidido por Cármen Lúcia preferiu omitir-se do combate ao lavar as mãos no caso Aécio.

Preso há quase um ano, o homem que derrubou Dilma fala pela primeira vez. Ele denuncia um mercado clandestino de delações – e diz estar pronto para contar o que sabe à nova procuradora-geral da República

ÉPOCA – Diego Escosteguy

Trecho da entrevista de Eduardo Cunha, publicada em ÉPOCA desta semana:

Trezentos e quarenta e cinco dias no cárcere não quebraram Eduardo Cunha. O homem que derrubou Dilma Rousseff, encerrando abruptamente 13 anos do PT no poder, pária para boa parte dos brasileiros, herói para alguns poucos, o homem que se consagrou como o mais vistoso preso da Lava Jato, esse homem que segue gerando memes e açulando paixões – eis um homem que se recusa a aceitar o destino que se lhe impôs, da política como passado e das grades como futuro. Cunha não aceita ser o que esperam dele: um presidiário obsequioso, a cumprir sem muxoxos sua sentença. “Sou um preso político”, disse, num encontro recente em Brasília, aquele cuja delação o presidente Michel Temer mais teme. Na primeira entrevista desde que foi preso, Cunha, cujo corpo, fala e espírito não traem um dia submetido ao xilindró, foi, bem, puro Cunha: articulado, incisivo, bélico. Falou da vida na prisão, da negociação frustrada de delação com o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do que considera uma clara perseguição judicial contra ele. Acusou a existência de um mercado de delações premiadas, revelando detalhes substantivos. Pôs-se à disposição da sucessora de Janot para voltar a negociar sua delação, talvez sua única saída viável para escapar da cadeia – ele foi condenado em primeira instância e responde a processos por corrupção em Curitiba, Brasília e no Rio de Janeiro. A seguir, trechos da entrevista.

ÉPOCA – O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não aceitou sua proposta de delação premiada. O senhor ainda está disposto a colaborar, caso a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, aceite negociar?
Eduardo Cunha –
 Estou pronto para revelar tudo o que sei, com provas, datas, fatos, testemunhas, indicações de meios para corroborar o que posso dizer. Assinei um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, de negociação de colaboração, que ainda está válido. Estou disposto a conversar com a nova procuradora-geral. Tenho histórias quilométricas para contar, desde que haja boa-fé na negociação.

ÉPOCA – Não houve boa-fé na negociação com Janot?
Cunha –
 Claro que não. Nunca acreditei que minha delação daria certo com o Janot. Tanto que não deu.

ÉPOCA – Então, por que negociou com a equipe dele?
Cunha –
 Topei conversar para mostrar a todos que estou disposto a colaborar e a contar a verdade. Mas só uma criança acreditaria que Janot toparia uma delação comigo. E eu não sou uma criança. O Janot não queria a verdade; só queria me usar para derrubar o Michel Temer.

ÉPOCA – Como assim?
Cunha –
 Tenho muito a contar, mas não vou admitir o que não fiz. Não recebi qualquer pagamento do Joesley  [Batista, dono da JBS] para manter silêncio sobre qualquer coisa. Em junho, quando fui depor à Polícia Federal sobre esse episódio, disse que tanto não mantinha silêncio algum que ninguém havia me chamado a colaborar, a quebrá-lo. Naquele momento, o Ministério Público e a Polícia Federal me procuraram para fazer colaboração. Autorizei meus advogados a negociar com o MP.

ÉPOCA – O que deu errado?
Cunha –
 Janot queria que eu colocasse mentiras na delação para derrubar o Michel Temer. Se vão derrubar ou não o Michel Temer, se ele fez algo de errado ou não, é uma outra história. Mas não vão me usar para confirmar algo que não fiz, para atender aos interesses políticos do Janot. Ele operou politicamente esse processo de delações.

ÉPOCA – O que há de político nas delações?
Cunha –
 O Janot, na verdade, queria um terceiro mandato. Mas seria difícil, tempo demais para um só. O candidato dele era o Nicolao Dino [vice de Janot], mas a resistência ao Dino no PMDB era forte. Se o Dino estivesse fora, a Raquel Dodge, desafeto do grupo dele, seria escolhida. É nesse contexto que aparece aquela delação absurda da JBS. O Janot viu a oportunidade de tirar o Michel Temer e conseguir fazer o sucessor dele na PGR.

ÉPOCA – O que há de absurdo na delação da JBS? Ou o senhor se refere aos benefícios concedidos aos delatores?
Cunha –
 O Joesley fez uma delação seletiva, para atender aos interesses dele e do Janot. Há omissões graves na delação dele. O Joesley poupou muito o PT. Escondeu que nos reunimos, eu e Joesley, quatro horas com o Lula, na véspera do impeachment. O Lula estava tentando me convencer a parar o impeachment. Isso é só um pequeno exemplo. Eu traria muitos fatos que tornariam inviável a delação da JBS. Tenho conhecimento de omissões graves. Essa é uma das razões pelas quais minha delação não poderia sair com o Janot. Ele, com esses objetivos políticos, acabou criando uma trapalhada institucional, que culminou no episódio do áudio da JBS. Jogou uma nuvem de suspeição no Supremo sem base alguma.

ÉPOCA – Mas o que houve de político na negociação da delação do senhor?
Cunha –
 A maior prova de que Janot operou politicamente é que ele queria que eu admitisse que vendi o silêncio ao Joesley para poder usar na denúncia contra o Michel Temer. Não posso admitir aquilo que não fiz. Como não posso admitir culpa do que eu não fiz, inclusive nas ações que correm no Paraná. Estava disposto a trazer fatos na colaboração que não têm nada a ver com o que está exposto nas ações penais. Eles não queriam.

ÉPOCA – Havia algum outro fato que os procuradores queriam que você admitisse? Que não foi uma admissão espontânea, como determina a lei?
Cunha – Janot queria que eu colocasse na proposta de delação que houve pagamentos para deputados votarem a favor do impeachment. Isso nunca aconteceu. Um absurdo. Se o próprio Joesley confessou o contrário na delação dele, dizendo que se comprometeu a pagar deputados para votar contra o impeachment, de onde sai esse tipo de coisa? Qual o sentido? Mas aí essa história maluca, olha que surpresa, aparece na delação do Lúcio [Funaro, doleiro próximo a Cunha]. É uma operação política, não jurídica. Eles tiram as conclusões deles e obrigam a gente a confirmar. Os caras não aceitam quando você diz a verdade. Queriam que eu corroborasse um relatório da PF que me acusa de coisas que não existem. Não é verdade. Então não vou. Não vou.

ÉPOCA – Janot estabeleceu uma disputa entre o senhor e Funaro. Só um fecharia delação, por terem conhecimento de fatos semelhantes envolvendo o PMDB da Câmara.
Cunha –
 O Janot tem ódio de mim. Mas o ódio dele pelo Michel Temer passou a ser maior do que a mim. Então, se eu conseguisse derrubar o Michel Temer, ele aceitava. Mas eu não aceitei mentir. E ele preferiu usar o Lúcio Funaro de cavalo.

ÉPOCA – Alguma outra razão para a delação não ter saído?
Cunha –
 O que eu tenho para falar ia arrebentar a delação da JBS e ia debilitar a da Odebrecht. E agora posso acabar com a do Lúcio Funaro.

ÉPOCA – O que o senhor tem a contar de tão grave?
Cunha –
 Infelizmente, não posso adiantar, entrar no mérito desses casos. Quebraria meu acordo com a PGR. Eu honro meus acordos.

ÉPOCA – Nem no caso de Funaro? O senhor já mencionou um fato que diz ser falso.
Cunha –
 Ainda não tive acesso à íntegra da delação do Lúcio Funaro. Mas, pelo que li na imprensa e pelo que já tive conhecimento, há muito contrabando e mentiras ali. A delação do Lúcio Funaro foi feita única e exclusivamente pelo que ele ouviu dizer de mim. O problema é que ele disse que ouviu de mim coisas que não aconteceram. Como um encontro dele com Michel Temer e comigo na Base Aérea em São Paulo. Ou esse episódio da véspera do impeachment, de compra de deputados, que o Janot colocou na boca do Lúcio Funaro. Tudo que ele falou do Michel Temer que disse ter ouvido falar de mim é mentira. Ele não tinha acesso ao Michel Temer ou aos deputados. Eu tinha.

ÉPOCA – O senhor está preso preventivamente há quase um ano. Já foi condenado em primeira instância e ainda enfrenta inquéritos e ações penais em Curitiba e em Brasília. Tem esperança de sair da cadeia um dia?
Cunha – 
Minha prisão foi absurda. Não me prenderam de acordo com a lei, para investigar ou porque estivesse embaraçando os processos. Prenderam para ter um troféu político. O outro troféu é o Lula. Um troféu para cada lado. O MP e o Moro queriam ter um troféu político dos dois lados. Como Janot já era meu inimigo, todos da Lava Jato estavam atrás de mim. Mas acredito que o Supremo vá julgar meu habeas corpus, parado desde junho, e, ao seguir o entendimento já firmado na Corte, concedê-lo.

ÉPOCA – As decisões de Moro sobre a necessidade das preventivas na Lava Jato têm sido mantidas nas instâncias superiores. Não é um sinal de que ele está certo?
Cunha – 
Nós temos um juiz que se acha salvador da pátria. Ele quis montar uma operação Mãos Limpas no Brasil – uma operação com objetivo político. Queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu.

16
set

O Brasil perde Marcelo Rezende

Postado às 19:26 Hs

Faleceu hoje aos 65 anos o jornalista Marcelo Rezende.

O jornalista Marcelo  Rezende lutava contra um câncer no pâncreas e no fígado, que revelou em entrevista na TV, em maio deste ano. Morreu na tarde deste sábado o jornalista Marcelo Rezende, aos 65 anos. Religioso, diante da agressividade do tumor, o jornalista abriu mão do tratamento convencional e participou de retiros espirituais.Marcelo Rezende, que lutava contra um câncer no pâncreas e outro no fígado.

Nascido em novembro de 1951 no Rio de Janeiro, Marcelo Rezende tinha mais de quarenta anos de carreira. Trabalhou na Globo, onde realizou reportagens investigativas e apresentou, entre outros programas, o Linha Direta, que exibia a reconstituição de grandes casos criminais, como o do maníaco Chico Picadinho. Na Record, comandava o policialesco Cidade Alerta desde 2012.

Antes, esteve à frente do quadro A Grande Reportagem, do Domingo Espetacular.

Via Veja

13
set

Conquistas

Postado às 20:41 Hs

Os estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) conquistaram dois troféus na etapa nacional do Expocom, mostra competitiva do Intercom, maior congresso de Comunicação do Brasil. O evento ocorreu de 4 a 9 de setembro, em Curitiba (PR). O aluno Pablo Peterson, da habilitação em Publicidade e Propaganda, foi o campeão na categoria “Roteiro de Game”, com um projeto chamado “Traz o sangue”. O trabalho contou com a orientação do professor Esdras Marchezan. “Ganhar o prêmio regional foi incrível, mas o nacional foi espetacular. Colocar em prática esse projeto foi muito desafiador, por se tratar de um tema pouco abordado no curso, porém muito gratificante, pois me trouxe oportunidades incríveis, e o reconhecimento é apenas uma parte do processo”, declara o discente.
12
set

TCM transmite Ficro a partir de amanhã

Postado às 18:41 Hs

A TCM (TV Cabo Mossoró) vai transmitir, ao vivo, a Ficro 2017 a partir desta quarta-feira. Com coordenação de Keydson Renato, a equipe do TCM 10 HD inicia a transmissão às 20h, no mesmo horário até o sábado, último dia da feira, direto do estande da TV, na Estação das Artes, local do evento este ano.

Em sua última edição, realizada no EXPOCENTER Mossoró, a Ficro reuniu 120 expositores, gerou mais de 11 milhões de reais em negócios e reuniu público estimado em 12 mil pessoas entre comerciantes, industriais, prestadores de serviços, trade turístico e população em geral.

Tudo que acontece na Ficro 2017 você poderá acompanhar, além do Canal 10 da TCM, pelo www.tcm10hd.com.br ou aplicativo TCM Play.

09
set

Perdeu força

Postado às 11:20 Hs

Via Blog do Kennedy

A revista “Veja” trouxe reportagem sobre a delação do doleiro Lúcio Funaro, que teria acusado o presidente Michel Temer de receber propina e de saber de repasses de caixa dois por intermédio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara que está preso em Curitiba.

Deve ser baixo o impacto político dessa delação em relação à possibilidade de Temer se sustentar no poder. Claro que trará mais desgaste político para o presidente, mas dificilmente essa delação servirá ao propósito de derrubar o presidente da República.

É preciso conhecer os detalhes e esperar as providências que serão pedidas pelo procurador-geral da República — provavelmente, acusações de obstrução de justiça e chefia de organização criminosa.

Mas a trama planejada por Joesley contra Temer fortaleceu a proteção política do presidente no Congresso. Com a delação da JBS em xeque, a colaboração de Lúcio Funaro perde o impacto necessário para desestabilizar o presidente.

Se for confirmada a versão de Funaro de que Eduardo Cunha era o intermediário de supostas propinas para Temer e de pedidos de operação de caixa dois, faltará, mais uma vez, o estabelecimento de um elo direto entre o acusador e o atual presidente da República. O ânimo hoje em Brasília não é favorável a Janot nem à nova denúncia que ele pretende apresentar contra Temer.

O cientista político Antonio Lavareda, de 66 anos, já foi consultor de 91 campanhas eleitorais. Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), do Recife, Lavareda escreveu também dezenas de livros sobre marketing eleitoral. Em entrevista à ISTOÉ, ele diz que, faltando um ano para as eleições, ainda é prematuro definir o quadro, mas de uma coisa tem certeza: Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, nem deverá ser candidato. “A probabilidade disso acontecer é próxima de zero”. Sem o ex-presidente no páreo, a esquerda se dividirá entre vários candidatos, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT). Marina Silva (Rede) pode crescer, enquanto que o deputado Jair Bolsonaro, atualmente em segundo nas pesquisas, “vai se desidratar”. Resta, então, saber se os partidos de centro, como PSDB, PMDB e DEM, vão se unir ou se seguirão divididos. Unidos, podem chegar ao segundo turno e ganhar. O problema é que o prefeito João Doria e o governador Geraldo Alckmin travam uma luta fraticida pela vaga do PSDB. Lavareda acha que a melhor solução seria a realização de prévias entre os dois.
nov 14
quarta-feira
13 08
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