O Brasil registra uma queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Somente em abril, houve 3.636 assassinatos, contra 4.541 no mesmo mês do ano passado. Já no 1º quadrimestre, foram 14.374 mortes violentas — 4,3 mil a menos que o registrado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.

A tendência de queda nos homicídios do país foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.

O Rio Grande do Norte registrou em 2017 a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes de todo o País: 62,8. O estado também tem o índice mais elevado de assassinato de jovens, pessoas entre 15 a 29 anos: 152,3; e o maior crescimento de crimes de morte contra mulheres: a variação é de 214,4% entre 2007 e 2017. Também é em terras potiguares onde negros são mais assassinados: 87 vítimas.

Em apenas dez anos, os homicídios no Rio Grande do Norte deram um salto de 229%. Em números absolutos, ele saiu de 589 assassinatos em 2007 para 2.203 em 2017. O comparativo com São Paulo que registrou 10,3 homicídios por 100 mil pessoas, a menor taxa do País, comprova esse crescimento no RN, onde a taxa é de 62,8.

Também é no Rio Grande do Norte onde houve o maior crescimento da taxa de homicídio de negros nesses 10 anos: 333,3%. O Acre, que ficou na segunda colocação, registrou 276,8%.

Todos os números são do Atlas da Violência – levantamento de homicídios relatados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova pesquisa, com dados relativos a 2017, foi divulgada nessa quarta-feira (05/06) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

De acordo com a ferramenta, houve 6.856 mortes violentas no primeiro bimestre de 2019. O dado só não comporta o Paraná. O governo do estado informa que os números de janeiro e fevereiro ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação. Tirando o Paraná, houve 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018. Ou seja, uma queda de 25%.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes (34%) – somente no Ceará o índice diminuiu 58%.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Nordeste em queda

Assim como o Ceará, todos os outros estados do Nordeste registraram uma queda no período analisado. Rio Grande do Norte e Pernambuco também tiveram quedas expressivas, de 42% e de 33%, respectivamente.

Segundo o coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, uma maior integração entre os órgãos públicos é um dos fatores por trás da queda.

“A redução dos índices de criminalidade (…) deve-se a um melhor planejamento das ações das instituições de segurança pública, uma maior integração – tanto das instituições do estado, como das instituições federais que estão aqui no Rio Grande do Norte, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as próprias Forças Armadas –, o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, a abnegação dos policiais nessas ações, um maior controle do sistema prisional e, também, o apoio inconteste do governo do estado a todas essas ações de nossas instituições”.

Fonte: G1

Os dados estatísticos divulgados pela Secretaria do Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), nesta quinta-feira (11), apontam uma redução no número de homicídios nos primeiros 100 dias de 2019, em relação ao mesmo período em 2018.

Com base em números fornecidos pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), foram registradas 420 Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs), nos primeiros 100 dias deste ano, o que representa 203 vidas humanas poupadas em relação ao mesmo período no ano anterior, quando foram registrados 623, o que resultou uma diminuição em 33%.

De acordo com o Secretário da Sesed, Coronel Francisco Araújo, a diminuição dos números é reflexo do trabalho em conjunto entre as forças de Segurança. “A redução das CVLIs deve-se ao maior controle no sistema prisional, ao planejamento de ações policiais de forma integrada, a abnegação dos agentes de segurança pública e o incontestável apoio do Governo do Estado”, afirmou.

O Governo do Estado reforça as ações para melhorar a segurança pública e o aprendizado. Neste sentido discutiu nesta terça-feira, 12, com técnicos da organização norte-americana Youth Guidance e técnicos do Banco Mundial, um programa de redução de violência nas escolas implementado com sucesso na cidade de Chicago. A governadora Fátima Bezerra disse que a atual administração tem conseguido reduzir a violência com planejamento e ações integradas e que este trabalho não para: “Nos dois primeiros meses do ano reduzimos em 40% os homicídios, reduzimos também os feminicídios, assaltos, roubos de veículos.
O projeto propõe mudanças em vários pontos da legislação a fim de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações criminosas. “Para isso [implementação da lei], precisamos ter um tribunal mais efetivo. Um tribunal que não leve dez, 20 anos, para condenar alguém que cometa um homicídio, por exemplo”, afirmou Moro. O ministro disse que um dos objetivos do projeto de lei é tirar das ruas os criminosos reincidentes ou comprovadamente membros de facções criminosas.

O governo de São Paulo transfere, na manhã desta quarta-feira (13), o principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, e outros 21 membros da cúpula da facção criminosa para presídios federais. A operação teve início na madrugada.

Desde novembro, já havia previsão de transferência dos membros do PCC para unidades federais, após a descoberta de um plano de resgate de Marcola e de mais integrantes da facção do presídio de Presidente Venceslau.

Eles estão sendo levados para Mossoró, Brasília e Porto Velho. Sete foram transferidos porque haviam sido alvos da operação Echelon em 2018. Outros 15 porque fazem parte da sintonia geral final do PCC, com seu primeiro e segundo escalão. Policiais militares e agentes penitenciários da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) participaram da operação.

Marcola é o ultimo grande líder de facção criminosa do País a ir para a rede de presídios federais. Lá já estão seu rivais do Comando Vermelho e da Família do Norte e seus aliados do Terceiro Comando Puro.

Organização criminosa

O PCC movimenta quase US$ 800 milhões por ano no Brasil e tem cerca de 30 mil membros. É a maior organização criminosa da América do Sul. Com ligações com a máfia da Calábria (sul da Itália), passou a dominar o envio de cocaína da Bolívia para a Europa por meio de portos no Nordeste, Sudeste e Sul do País.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, autorizou a partir desta quarta-feira(13) até o dia 27 o reforço da segurança no entorno do Presídio Federal, em Mossoró.

Medida se dá em razão da transferências de membros do PCC, vinte e um, além do líder da facção, Marcola, para os presídios federais no Rio Grande do Norte e Rondônia.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, apresentou nesta segunda-feira (4) a governadores um projeto anticorrupção e anticrime com propostas de alterações em 14 leis. O texto prevê, por exemplo, modificar trechos do Código Penal, do Código de Processo Penal, da Lei de Execução Penal, da Lei de Crimes Hediondos, do Código Eleitoral, entre outros. O projeto será enviado pelo governo ao Congresso e, para passar a valer, deve ser aprovado por deputados e senadores. Moro explicou os pontos da proposta em uma reunião em Brasília. Além dos governadores, estavam presentes secretários de segurança pública. O objetivo do projeto de lei anticrime, de acordo com o Ministério da Justiça, é dar mais efetividade ao combate à corrupção, a crimes violentos e ao crime organizado.

A Força Nacional irá permanecer no Rio Grande do Norte por mais 60 dias. A prorrogação, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (22). O adiamento também acontece nos estados de Sergipe e Rio Grande do Sul.

De acordo com o texto, Moro considerou o pedido dos Governadores dos Estados, em dezembro de 2018, para aprovar a prorrogação da estadia dos agentes. Se necessário, governadora do RN, Fátima Bezerra (PT), poderá solicitar novamente a prorrogação do apoio da Força Nacional no estado.

Diário do Poder

Os Estados Unidos são o país que têm mais armas de fogo no mundo. Existem atualmente mais de 393 milhões de armas em circulação no país. É mais de 1,2 arma por habitante. Já no Brasil, pesquisas estimam em 17 milhões o número de armas. Isso significa oito armas por cada 100 habitantes; ou seja, menos de 0,08 arma por brasileiro. Já o número de mortes por armas de fogo são 30,8 para cada 100 mil no Brasil e apenas 12 mortes a cada 100 mil entre os norte-americanos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do site “Diário do Poder”.

O número absoluto de mortes não favorece; a população dos EUA é 50% maior que o Brasil, mas morreram 39,7 mil lá. Aqui foram 63,8 mil. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, quase dois terços das mortes nos EUA decorrem de suicídios, não assassinatos.

No Brasil, foram 63,8 mil assassinatos em 2017, segundo o Fórum de Segurança Pública, dos quais. cerca de 55 mil mortos com armas de fogo.

Na Índia são 1,3 bilhão de habitantes e 70 milhões de armas. Na China são 1,38 bilhão e 50 milhões. Somados, os dois países têm menos mortes por homicídios que o Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (17.jan.2019) que o governo ainda tomará medidas “eficientes” para a segurança pública.

A declaração, feita no Twitter, foi feita para rebater críticas ao decreto que flexibilizou a posse de armas. “Para a infelicidade dos que torcem contra, medidas eficientes para segurança pública ainda serão tomadas e propostas”, disse.

O presidente afirmou que o decreto assinado na 3ª feira (15.jan) está sendo tratado com “muitas falácias”. “A pior delas conclui que a iniciativa não resolve o problema da segurança pública. Ignorando o principal propósito, que é “iniciar” o processo de assegurar o direito inviolável à legítima defesa”, disse.

Bolsonaro afirmou que os críticos o cobram para mostrar resultados em 15 dias, o que é incompatível com os problemas na área.

“Os problemas são profundos, principalmente pelo abandono dos governos anteriores”, disse. “Mal dá pra resolver tudo em 4 anos, quem dirá em 15 dias de governo.” O governo enfrenta problemas, principalmente no Ceará, onde facções criminosas realizam ataques desde o dia 2.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, na manhã de hoje, um decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo no Brasil. O esperado documento foi anunciado depois da terceira reunião do Conselho de Governo, formado pelo presidente, pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e pelos 22 ministros.

Bolsonaro anunciou que o decreto altera os critérios para a chamada “efetiva necessidade” da aquisição da arma e manutenção desta em casa. Hoje, o interessado apresenta suas alegações e cabe à Polícia Federal, de forma subjetiva, considerá-las válidas ou não. A partir de agora, serão adotados critérios objetivos. Todos que viverem na área rural ou em cidades localizadas em estados com mais de dez homicídios a cada 100.000 habitantes terão direito a adquirir armas e munições.

Segundo o presidente, a decisão se justifica para atender ao referendo de 2005, quando foi rejeitada a proibição do comércio de armas de fogo. O texto não altera as regras relativas ao porte de armas, a autorização para se deslocar com o artefato. O documento será publicado ainda nesta tarde em edição extraordinária do Diário Oficial da União, também aumenta o tempo de duração da autorização para a posse, que passa de cinco para dez anos.

Se na residência habitar uma criança, adolescente ou pessoa com deficiência mental, o interessado precisará entregar uma declaração de que, em sua , possui um cofre ou “um lugar seguro com tranca”. Será permitida a aquisição de quatro armas por pessoa.

 

 

14
jan

Posse de armas

Postado às 17:39 Hs

Bolsonaro assina nesta terça-feira decreto sobre posse de armas, informa Casa Civil
A assessoria da Casa Civil da Presidência informou que o decreto que facilita posse de armas será assinado nesta terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto.
A Casa Civil não divulgou o conteúdo do decreto, que após a assinatura será publicado no “Diário Oficial da União”.
Flexibilizar os critérios para manter uma arma em casa é uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Quando ainda era candidato, ele afirmou em seu plano de governo que pretendia reformular o Estatuto do Desarmamento.
O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa. Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte.
Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, chegou a comparar a posse de arma em casa à posse de um carro.
Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação.

Fonte: G1

A maioria dos brasileiros, 84%, é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, segundo pesquisa do Datafolha. Apenas 14% são contrários à alteração —2% são indiferentes ou não opinaram. O índice se manteve estável desde o último levantamento, em novembro de 2017. O apoio à diminuição da maioridade chegou a ser de 87% em abril de 2015. Dos que são favoráveis à redução, 33% defendem que a medida deve valer somente para determinados crimes, enquanto 67% acham que ela deve ser aplicada a todos os tipos.
13
jan

Para não alarmar a população

Postado às 21:01 Hs

A Secretaria Nacional de Segurança Pública monitora outros quatro Estados onde enxerga risco de ataques violentos, a exemplo do que ocorre no Ceará.

Os lugares são mantidos sob sigilo para não alarmar a população.

“Esse clima de terror, com toque de recolher, mandando o comércio fechar as portas, pessoas amedrontadas é geral, e estamos esperando isso pipocar nos outros Estados”.

O temor é do secretário nacional de Segurança Pública, general Theophilo, órgão vinculado à Justiça.

06
nov

Vandalismo

Postado às 12:07 Hs

A ação de vândalos na madrugada desta terça-feira, 6, deixou como saldo de cinco prédios depredados.

Além do Teatro Municipal Dix-huit Rosado e do Museu da Resistência, também foram atacados as sede da Receita Federal e do Banco do Brasil e a unidade da Motoeste Honda, na avenida Presidente Dutra, no Alto de São Manoel. Os imóveis tiveram suas portas de vidros quebradas com pedras. Até o momento apenas um suspeito foi detido.

A Prefeitura Municipal de Mossoró aciona a polícia, através da Guarda Municipal, para apurar os atos de vandalismo que provocaram a depredação do Teatro Dix-huit Rosado e do Museu da Resistência.

Confira nota da municipalidade sobre o vandalismo:

NOTA

A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria de Segurança, vai apurar as circunstâncias da ocorrência registrada nesta terça (06) que destruiu a porta de entrada principal do Teatro Municipal Dix Huit Rosado.

A Guarda Civil já está verificando as imagens das câmeras de videomonitoramento instaladas em frente ao Teatro, que devem facilitar a identificação dos autores. Segundo informações dos agentes, a ação ocorreu nas primeiras horas da manhã de hoje.

A Prefeitura lamenta que atos de vandalismo tenham danificado a estrutura de um equipamento tão importante para a cultura local. Há informações de outros registros em equipamentos públicos da cidade como agências bancárias e lojas. A Secretaria de Cultura já está providenciando o boletim de ocorrência.

11
set

FHC: Relembrando o 11 de Setembro

Postado às 6:26 Hs

15
ago

Nota

Postado às 20:42 Hs

Secretária de Segurança, Sheila Freitas Emite Nota.

Confira:

Vivemos uma guerra. Uma guerra sem tréguas. Todos os dias, milhares de policiais saem de suas casas para enfrentar o crime organizado, o tráfico de drogas e as facções criminosas. Todos os dias prendemos bandidos, desmontamos quadrilhas e exercemos a força da lei e do Estado. Hoje, durante mais uma ação contra o crime, perdemos mais uma vida. A vida de mais um jovem. Mas o crime não vai nos vencer. O crime que toma conta do país, e que aqui se instalou, não vai vencer o Estado do Rio Grande do Norte. Com toda a dor de quem é mãe, mulher e policial, quero aqui dizer que vamos lutar com todas as nossas forças, erguer nossas muralhas e aumentar ainda mais a nossa energia. Em honra ao jovem de hoje e aos potiguares que pereceram nesta guerra e que não conseguimos proteger em sua plenitude. O crime não terá trégua. Não vai me vencer. Não vai vencer as polícias do RN. E não vai vencer um estado inteiro de cidadãos de bem.

Sheila Freitas.
Secretária de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte.

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