17
maio

Ação Parlamentar

Postado às 0:01 Hs

Em discurso, Beto solicita dos governos o fortalecimento de políticas sociais e educativas para combater a criminalidade

Durante o discurso, no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (16), o deputado federal Beto Rosado (Progressistas) falou sobre os altos índices de violência no Rio Grande do Norte, principalmente, em Mossoró, que nesta semana chegou a marca de 102 homicídios, em 2018. Os dados são do Observatório da Violência do Estado (Obvio), coordenado pela ​​​​Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

O parlamentar ressaltou a importância da Medida Provisória que prevê recursos carimbados para a Segurança Pública dos estados e municípios, que será publicada nos próximos dias, além do fortalecimento de programas sociais. “É preciso investir no fortalecimento de programas de natureza social e educativa que possam, a longo prazo, reduzir esses índices”, solicitou Beto.

Beto ainda detalhou os dados da pesquisa realizada pelo Obvio, que aponta o perfil da maior parte das vítimas de crimes violentos letais e intencionais, em Mossoró, como sendo: homem, com idade entre 18 e 24 anos, solteiro, que morre por arma de fogo, e a maioria dos crimes é registrado como “de encomenda”.

Fonte: Assessoria

30
abr

RN Violento

Postado às 13:49 Hs

Em Mossoró

O Partage Shopping Mossoró informa que um grupo de assaltantes fortemente armados invadiu uma das portas de entrada, na madrugada desta segunda-feira (30/04/2018) . A ação foi rápida, e teve como alvo três lojas. A segurança do shopping acionou imediatamente a polícia, porém os elementos conseguiram fugir. O empreendimento está prestando assistência aos lojistas, colabora com as autoridades competentes na investigação do caso, e informa que o funcionamento do shopping acontecerá normalmente (10h às 22h).

Na BR 304

Um carro-forte foi explodido por criminosos na manhã desta quinta-feira (30) em Assu, município da região Oeste potiguar. O caso foi confirmado pela Polícia Rodoviária Federal e aconteceu no quilômetro 81 da BR-304, próximo ao limite com o município de Mossoró. O assaltantes levaram o dinheiro que estava sendo transportado no veículo. Nenhum vigilante ficou ferido. De acordo com a PRF, o crime aconteceu por volta das 9h30. Seis homens fortemente armados forçaram a parada do veículo com tiros e ameaças e renderam os vigilantes. Além de levarem todo o dinheiro que era transportado, eles acionaram explosivos que destruíram o carro.

Ainda de acordo com a PRF, os assaltantes fugiram em um carro modelo EcoSport branco – o mesmo usado na interceptação. A polícia não descarta que outro veículo tenha sido usado no apoio aos criminosos. O carro-forte, que pertence à empresa Prosegur, ficou destruído com a explosão. O Corpo de Bombeiros foi acionado ao local para controlar o fogo e a polícia faz as primeiras buscas na região.

Em Natal

O portal G1-RN destaca que carro do deputado federal Beto Rosado (PP) foi tomado em um assalto que aconteceu na madrugada desta segunda-feira (30), na Avenida Nascimento de Castro, no bairro Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal. O caso foi registrado pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Dentro do veículo, estava uma sanfona que pertence à dupla de forró Sirano e Sirino. Segundo a reportagem, dois homens que estavam em um carro modelo Tucson de cor prata abordaram e roubaram um veículo Hilux prata e fugiram.

29
mar

FIQUE SABENDO…

Postado às 13:00 Hs

  • O ex-deputado federal Cipriano Correia, que vai disputar vaga na Câmara Federal, vai assumir o PMN no Rio Grande do Norte. Ontem o presidente nacional da legenda, Carlos Massarollo, estava em Natal e convidou o vereador Paulinho Freire para comandar o partido. Paulinho, que no próximo ano assumirá a presidência da Câmara, cargo para o qual já foi eleito, vai para o PTC e sugeriu o convite – já feito e aceito – a Cipriano. Há duas semanas o PMN sofreu intervenção no RN.
  • O empresário do melão Luiz Roberto Barcellos, que emprega mais de 9 mil pessoas no Rio Grande do Norte desistiu de disputar uma vaga para o Senado Federal. Em conversas com amigos e líderes de partidos, Barcellos tem dito que a empresa precisa dele, fato este que inviabiliza sua candidatura.
  • Disposto a entregar a Prefeitura ao vice Álvaro Dias (MDB), Carlos Eduardo deverá deixar o cargo e avaliar o que dizem os estudos em relação à pré-candidatura de Kelps.Aí, se o deputado continuar melhor do que ele, em vez do Governo, Carlos Eduardo poderá disputar o Senado, completando a chapa que a senadora e pré-candidata ao Governo, Fátima Bezerra (PT), tanto sonhava: ela para o Governo e a deputada Zenaide Maia (PHS) e o prefeito Carlos Eduardo para o Senado.O prazo para renunciar é 7 de abril, mas Carlos Eduardo, caso decida sair, deverá deixar a Prefeitura no dia 5, uma quinta-feira, com margem para solucionar qualquer pendência jurídica que venha a surgir.Fora da Prefeitura, Carlos Eduardo vai encarar uma disputa preliminar com Kelps. Se reagir e dar as costas para o deputado, será sim, candidato a governador. Se não ultrapassar Kelps, Carlos poderá disputar o Senado.
  • A Assembleia Legislativa fará entrega de 50 novas viaturas policiais ao sistema de Segurança Pública do estado. Ato acontecerá na próxima terça-feira (3), em Brasília Teimosa (Natal), e vai beneficiar todas as regiões do Estado. “A Assembleia Legislativa foi além do seu dever de legislar e transformou economias com o seu custeio em benefícios para a população norte-rio-grandense. Demos a nossa colaboração para a Saúde, com 85 ambulâncias, e agora faremos o mesmo pela Segurança, com as 50 viaturas. No total, serão 135 veículos a serviço dos potiguares”, explica Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Casa.
  • O vereador natalense, Adão Eridan, deixou o PR. Hoje, quarta-feira (29), logo cedo, ele foi ao apartamento do presidente do partido, João Maia, para obter a assinatura liberando para a troca de partido.Adão vai se filiar ao PHS, mesmo partido da irmã de João, deputada Zenaide Maia, que vai disputar o Senado. E pelo PHS vai disputar mandato de deputado federal.
  • Em curta publicação no Twitter, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comentou nesta quinta-feira (29) a prisão do ex-assessor do presidente Michel Temer José Yunes. “Começou? Acho que sim”, disse Janot, ao compartilhar uma reportagem que informa a prisão do amigo de Temer pela Polícia Federal no início do dia. Além de Yunes, foram presos o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos. As detenções foram autorizadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que investiga Temer por suposto recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário via decreto.
18
mar

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 12:55 Hs

  • O Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte pretende lançar também um candidato ao Senado Federal, o nome mais cotado para entrar nessa disputa, é o do ex-vereador natalense Hugo Manso, que por sinal já foi candidato a Senador na campanha de 2010.
  • O governador Robinson Faria decretou situação de emergência pela seca por mais 180 dias em 153 municípios do Rio Grande do Norte.O documento leva em consideração análises técnicas das áreas do Governo que monitoram a questão da Segurança Hídrica no RN. Esta é a 10ª vez consecutiva que o governo toma a medida na intenção de facilitar a chegada de recursos federais para obras e serviços importantes para minimizar os efeitos da seca.
  • A deputada federal e candidata a senadora Zenaide Maia já confirmou a sua ida para o PHS e a aliança com o PT na chapa da senadora Fátima Bezerra.
  • Chamou a atenção no evento de filiação do vice-governador Fábio Dantas ao PSB as ausências dos deputados estaduais José Dias (PSDB), Márcia Maia (PSDB) e Raimundo Fernandes (PSDB). As faltas abriram especulações sobre o comprometimento dos tucanos com a eleição de Fábio para governador. O burburinho é grande…
  • O comentário nos bastidores do grupo que sustenta o projeto político do vice-governador Fábio Dantas (PSB) é de que ainda tem vaga na coligação para o senador Garibaldi Filho (MDB). Em relação ao senador José Agripino (DEM), não há a mesma simpatia.Entre os pré-candidatos à sucessão estadual, o vice-governador Fábio Dantas (PSB) é hoje o que reúne o maior agrupamento de forças políticas. Ele deverá contar com a maior coligação das eleições deste ano.
  • A violência contra vereadores, ex-vereadores, prefeitos e ex-prefeitos resultou em pelo menos 40 mortes no Brasil na atual legislatura, segundo registros em reportagens do G1 publicadas entre 2017 e 2018.Dos 40 casos, em dois há características de execução por motivação política: o de Francisco Vicente de Souza, prefeito de Candeias do Jamari (RO), e o de Jucely Alves Arrais, vereadora de Aiuaba (CE).No primeiro, entre os réus condenados está o mandante do crime. O Ministério Público o acusou de planejar a morte do prefeito por ter ficado contrariado com uma decisão administrativa. O mandante, segundo o MP, foi financiador da campanha do prefeito. No de Jucely, o cunhado dela havia sido assassinado meses antes do crime. Dois meses depois do assassinato da vereadora, o marido dela foi morto.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que seja analisada pelo plenário da Corte a ação do PSOL que pede anulação do decreto presidencial de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O partido argumenta que a intervenção tem caráter eleitoral e é uma medida desproporcional e inadequada, além de a Constituição não prever uma intervenção parcial. O decreto de intervenção no Rio foi assinado no mês passado pelo presidente Michel Temer e, desde então, a área de segurança pública está sob o comando do general do Exército Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste.
O assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco no Rio pode dar novo impulso às forças mais progressistas em torno de uma candidatura de esquerda, energizando a oposição? Ainda não se sabe quem fez os ataques e os motivos. Mas o que se viu foram milhares de pessoas que se indignaram e voltaram às ruas. Não se via algo assim espontâneo, em várias cidades, desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff e das manifestações de 2013. Na avenida Paulista houve coros de “Fora, Temer” e palavras de ordem contra a PM do pré-candidato tucano Geraldo Alckmin. No Rio, Temer também foi alvo dos manifestantes. Em Brasília, o também pré-candidato Rodrigo Maia (DEM) foi vaiado na homenagem à vereadora.
A vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, foi morta na noite desta quarta (14) na rua Joaquim Palhares, no Estácio, zona norte do Rio. Ela e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu.  A polícia interditou a rua e realiza uma perícia no local. Testemunhas ouviram cerca de dez tiros no momento do crime. Ela voltava do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos. A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio.

Por  José Nivaldo Junior

A cada instante se revezam nos noticiários fatos chocantes para os quais não são fornecidas explicações razoáveis. Tragédias humanitárias, atentados terroristas, guerras cruéis e massacres midiáticos ocupam o cenário internacional;  rebeliões de presos, ações espetaculares de banditismo, cenas e números de guerra civil sublinham a violência endêmica no País. Sobram informações, mas falta entendimento.

Chocadas, indignadas, amedrontadas, as pessoas recorrem a termos como “absurdo”, “maluquice”, “barbárie” e assemelhados, que não ajudam a explicar os acontecimentos e muito menos a interpretar os seus motivos reais.Pelo contrário, remetem para um cenário de sombras, onde nada  faz sentido. Pelo que assistimos e lemos, o mundo contemporâneo parece saído das páginas de um romance de Franz  Kafka, o mestre do absurdo.

Como se contrapor a isso e decifrar a “loucura” dos dias atuais? O caminho é conhecer mais e melhor a História, com suas contradições, suas leis e as explicações para as causas reais dos fenômenos econômicos, sociais e políticos. E sobretudo retomar e recorrer a uma linha de pensamento que forneça um fio condutor no emaranhado de acontecimentos aparentemente caóticos.
O método dialético não é único, mas possibilita o entendimento das conexões, da dinâmica e das razões reais dos fatos por trás das aparências.

Desse modo, podemos evitar que o obscurantismo continue se sobrepondo ao entendimento. Sem pensar metodologicamente, o ser humano não tem alternativa: em plena era do mais intenso desenvolvimento tecnológico; na época da informação instantânea e globalizada; no tempo da interação democrática e sem fronteiras das redes sociais, permanecerá cada vez mais perplexo e desconectado da sua própria realidade.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), elogiou nesta quinta-feira, 1º, o anúncio do governo federal de disponibilizar uma linha de financiamento para a crise da segurança nos Estados. Ele afirmou, no entanto, que “a grande discussão”, no encontro convocado pelo presidente Michel Temer, foi a criação de um sistema único para custear a segurança no País, que chamou de “SUS” da segurança. Uma referência ao Sistema Único de Saúde.

“O governo federal está corrigindo uma omissão de décadas. Minha convicção é de que a partir desse ministério tenhamos uma política de segurança integrada. Que se crie agora um comitê de crise permanente. O financiamento do BNDES é fundamental para equipar as polícias”, disse. “A grande discussão (na reunião) foi o fundo da segurança pública, como um SUS da segurança”.

No início da reunião, Temer anunciou que vai disponibilizar uma linha de financiamento para a segurança nos Estados. Serão ofertados R$ 42 bilhões em cinco anos, sendo R$ 33 bilhões somente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2018, serão disponibilizados R$ 5 bilhões iniciais. Os valores poderão ser utilizados em todas as áreas da segurança pública, incluindo o reequipamento das polícias nos Estados.

 O Estado de São Paulo.

01
mar

Governadores faltam reunião com Temer

Postado às 14:16 Hs

Via Radar Online

O presidente Michel Temer está reunido, neste momento, com diversos governadores para discutir a questão da segurança pública nos estados. Novas intervenções, como a que ocorre no Rio de Janeiro, não está descartada.

Mas o que chama a atenção mesmo são as ausências no Palácio do Planalto. Fernando Pimentel (PT-MG), Flávio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-MG), Ricardo Coutinho (PT-PB), além de Beto Richa (PSDB-PR), não foram ao encontro por divergências políticas com o presidente.

O presidente Michel Temer escolheu o ministro Raul Jungmann para assumir o novo ministério da Segurança Pública. A decisão foi tomada hoje e o anúncio será feito nesta segunda-feira, 26. O ministério será criado por Medida Provisória.

No lugar de Jungmann na Defesa assume o general Joaquim Silva e Luna, atual secretário-geral da pasta. Ele foi chefe do Estado Maior do Exército e é general do Exército da reserva.

O nome do ministro sempre foi o preferido do governo para a nova pasta que será responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional e  Secretaria de Segurança Pública, hoje vinculadas ao Ministério da Justiça.

O ministério é mais uma medida do governo dentro do pacote para reforçar a segurança pública.

Fonte:  O Estado de São Paulo.

21
fev

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 12:21 Hs

* * * O Tribunal de Justiça rejeitou a denúncia contra o prefeito Carlos Eduardo Alves  na qual ele era acusado de captação irregular de impostos. Prevaleceu o “in dubio pro reo”, ou, na dúvida, o réu é favorecido na decisão, sendo inocentado.* * *

* * *A greve dos servidores da Saúde terminou, após 100 dias de paralisação, sem sucesso. Os servidores não conseguiram nenhuma das reivindicações propostas. Os salários continuam atrasados e o Governo já disse que não tem como atender as reivindicações. * * *

* * * O governador Robinson Faria (PSD) pediu socorro ao Ministério da Defesa para enfrentar a escalada da violência em Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. O grande número de assassinatos, que vem batendo recordes históricos, mostra que o Estado fracassou e que só o reforço “extra” é capaz de restabelecer a paz. A Força Nacional, que está em Natal desde a rebelião em Alcaçuz, há mais de um ano, será transferida para Mossoró na próxima sexta-feira (23). O governo não deu detalhes de como será feito o trabalho, o número de homens e estrutura que será usada. As informações serão apresentadas aos jornalistas somente na sexta-feira, com a chegada da Força Nacional.

* * * Comenta-se nas rodas políticas de Mossoró que a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) poderá ser indicada pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) para ser vice de Carlos Eduardo (PDT) na disputa pelo Governo do Estado. Dessa forma, Rosalba prestigiaria a aliada e deixaria o terreno mossoroense mais livre para trabalhar a candidatura de Kadu Ciarlini à Assembleia Legislativa. O PP, presidido no Estado pelo ex-deputado Betinho Rosado, pretende conquistar pelo menos uma das 24 cadeiras de deputado estadual. * * *

* * * O bloco formado por Avante, PMN, PTB, Patriota, PPS, PRTB, PEN e PMB, chamado de G8, vai lançar duas chapas para a Assembleia Legislativa e uma para a Câmara Federal. A meta é eleger um deputado federal e seis estaduais. * * *

O Senado aprovou, na noite desta terça-feira (20), a intervenção do governo federal no Rio de Janeiro. Foram 55 votos favoráveis e 13 contrários, além de uma abstenção. A aprovação, no entanto, não ocorreu sem discussão e dividiu opiniões no Plenário. Enquanto os senadores favoráveis apontavam que a medida pode diminuir a violência, os contrários registravam o temor de a violência aumentar, principalmente contra os mais pobres. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), relator do decreto, afirmou que a escolha de seu nome pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, representou uma forma de respeito ao estado do Rio de Janeiro. Ao opinar pela aprovação da proposta, Eduardo Lopes disse que a população fluminense aplaude a presença das forças militares no estado. Ele apresentou argumentos jurídicos pela intervenção e disse que a violência está banalizada no Rio de Janeiro.
Com fama de cumpridor de missões disciplinado, o general Walter Souza Braga Netto ganhou na noite de quinta-feira (15) o que um conhecido seu qualificou de o maior abacaxi da sua carreira: o cargo de interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Braga Netto estava de férias quando recebeu a notícia. No dia seguinte, estava ao lado de seus superiores civis em Brasília no anúncio do decreto da intervenção. O mesmo amigo aponta que ele parecia desconfortável pela rapidez com que os fatos se sucederam, e as declarações curtas que deu explicitando que iria trabalhar num plano operacional a partir de agora reforçaram essa impressão. Disse que há muita mídia na avaliação da gravidade da situação.

Os governadores da região Nordeste pretendem definir uma proposta conjunta e vão levar ao presidente Michel Temer para que seja adotada na região como medida para a área de segurança pública, informou a Tribuna do Norte.

Os governadores pretendem apresentar ao presidente uma pauta comum de ações emergenciais, que precisam do apoio do governo federal, no combate à violência nos estados.

A partir do anúncio da criação do Ministério da Segurança Pública pelo presidente da República, Michel Temer, os governadores tomaram a iniciativa de articula essa proposta. Eles definiram que vão se reunir em João Pessoa (PB), em breve, a fim de debater a questão do  combate a criminalidade nos nove estados nordestinos.

A data ainda não está agendada, mas o governador do Rio Grande do Norte,Robinson Faria (PSD) confirmou que “nos próximos dias” participará da reunião na capital da Paraíba, a fim de tirarem uma proposta conjunta para melhorar a questão da segurança pública nos estados do Nordeste, “que sempre se reúnem a cada dois meses” para uma discussão sobre a solução dos problema dos seus estados.

Viva a intervenção militar! Chegamos a tal ponto que só o Exército vai pôr fim à roubalheira. Só não entendi por que ela começou no morro do Rio de Janeiro. Em Brasília, um terço dos congressistas está às voltas com a Justiça. De todas as favelas do Rio, nenhuma tem uma porcentagem tão grande de criminosos quanto o Congresso. Não somente em quantidade, mas em qualidade: duvido que a quantia total de furtos no Rio seja maior que a verba encontrada no apartamento de Geddel. “Sim, mas o problema do Rio é o tráfico de drogas.” Se o problema fosse exclusivamente esse, também deveriam começar por Brasília. Nenhuma favela do Rio jamais esconderá tanta cocaína quanto o helicóptero daquele senador do PSDB.

Na semana em que decretou a intervenção federal no Rio, o presidente Michel Temer jogou outra carta na mesa: a criação do Ministério da Segurança Pública. Não chega a ser uma ideia original. Há um ano, ele acrescentou as duas palavras ao nome do Ministério da Justiça. Em doze meses, a pasta teve três titulares e não produziu nada de concreto para conter a violência.

A criação do ministério era uma bandeira da bancada da bala. Na quarta-feira, Temer disse a aliados que ofereceria o cargo a Luiz Antonio Fleury Filho. Ele era governador de São Paulo quando a PM invadiu o Carandiru. O massacre deixou 111 motivos para desaconselhar sua nomeação.

O ex-secretário José Mariano Beltrame também foi sondado para a vaga. Policial de carreira, ele ainda não contou como passou oito anos no governo de Sérgio Cabral sem suspeitar dos crimes praticados pelo chefe.

A canetada do novo ministério cheira a factoide. Antes de aumentar a burocracia, o governo deveria resolver a crise na Polícia Federal, conflagrada pelas declarações do diretor Fernando Segovia em defesa do presidente.

Quando articulava o impeachment, Temer prometeu reduzir o número de ministérios a 22. No dia da posse, tinha 25. Desde então, criou mais três. O da Segurança será o 29º. Neste ritmo, ele ainda iguala os 32 que herdou da antecessora.

A tentação de resolver os problemas no improviso também transpareceu na sexta-feira. O general Braga Netto, comandante da intervenção no Rio, admitiu que estava voltando de férias e não tinha um plano de ação. Em outro momento, ao ser perguntado se a situação do estado era muito ruim, acenou que não e respondeu: “Muita mídia”. Se o diagnóstico foi sincero, o chefe da tropa considera que a crise é invenção da imprensa e que sua tarefa é pura marquetagem.

No Planalto, atribui-se a ideia da intervenção ao ministro Moreira Franco. Em 1986, ele se elegeu governador com a promessa de acabar com a violência em seis meses. Quando assumiu, o estado registrava 41 homicídios para cada cem mil habitantes. No fim de seu mandato, o índice havia disparado para 62.

Fonte: Bernardo Mello Franco – O Globo

O processo de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro começou a ser construído na terça-feira de Carnaval, quando foram divulgadas imagens de assaltos e de violência por parte dos criminosos. As primeiras conversas do presidente Michel Temer foram feitas apenas com assessores diretos, como o ministro Moreira Franco, que é do Rio. Em seguida, o presidente agiu em duas frentes: numa, a área técnica, para aferir as condições de os militares conduzirem as decisões no estado. Essa envolveu o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen. Isso porque a ideia, posteriormente confirmada, era a de envolver as Forças Armadas. Por isso, o presidente conversou também com os comandantes das três Forças para pedir o engajamento de todos. Em outra frente, Temer pediu estudos jurídicos sobre as alternativas possíveis para uma intervenção específica na área de segurança, de modo a não ferir o governador Luiz Fernando Pezão, que não aceitou pedir uma “intervenção branca”.
maio 24
quinta-feira
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