Por Merval Pereira/O Globo

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de, por unanimidade, aceitar a denúncia contra o senador Aécio Neves, tornando-o réu de uma ação penal por corrupção ativa e obstrução da Justiça devido a um suposto empréstimo recebido em malas de dinheiro de Joesley Batista é um duro golpe não apenas no ex-candidato tucano à presidência da República como em todo o PSDB.

No plano regional, fica quase impossível Aécio Neves tentar a reeleição ao Senado, e até mesmo uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília parece fora de seu alcance neste momento. Além disso, a pré-candidatura ao governo de Minas do senador Antonio Anastasia deve naufragar.

PALANQUE FORTE – O ex-governador mineiro aceitou o encargo como uma missão partidária, para dar um palanque forte a Geraldo Alckmin em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Com essa carga que representa o processo contra Aécio Neves no Supremo, dificilmente Anastasia manterá sua candidatura, pois a esta altura não há mais serventia para os tucanos nesse sacrifício.

Se continuar, será por um dever partidário, mas não há mais razão para acreditar na possibilidade de os tucanos mineiros serem competitivos em Minas. Sem contar que o ex-presidente do partido Eduardo Azeredo pode ser condenado em segunda instância nos próximos dias pelo chamado mensalão mineiro.

O candidato tucano Geraldo Alckmin estará enfraquecido em Minas e também em São Paulo, onde o atual governador Marcio França prepara-se para uma guerra com o tucano João Dória pelo governo do Estado e terá provavelmente um candidato a presidente a apoiá-lo que não será Alckmin, mas o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.

DELAÇÃO PREMIADA – O ex-governador paulista Geraldo Alckmin ainda tem contra si o perigo de uma delação premiada de Paulo Preto, tido como operador do PSDB, e a indefinição do centro político, fragmentado em diversos candidatos. Ele já está perdendo votos no Sul-Sudeste para o ex-tucano Álvaro Dias, e até mesmo em São Paulo Jair Bolsonaro tira nacos consideráveis do eleitorado tucano, sem falar no centro-oeste, onde o pessoal do agronegócio tende a preferi-lo devido a uma campanha agressiva contra as invasões do MST.

No nordeste Alckmin perde condições de se recuperar para Marina Silva, que herda parte do eleitorado de Lula e disputará o eleitorado tucano nacional decepcionado com o partido. Também o PSB tem força regional no nordeste a partir de Pernambuco, e se tiver um candidato como Joaquim Barbosa terá condições de entrar no mercado de votos lulista.

CIRO É POPULAR – Sem contar com a popularidade na região de Ciro Gomes, que vem herdando parte do espólio de Lula, mesmo à revelia do PT. Para piorar a situação dos tucanos, o presidente Michel Temer, aconselhado por Sarney, faz questão de ter um candidato para defender seu governo. Se ninguém se dispuser, pois até o momento a tarefa é rejeitada por todos os partidos, que, na frase de Temer, querem namorar o MDB, mas nenhum quer casar, o próprio presidente se dispõe a essa tarefa.

Segundo a análise de Sarney, seu maior erro foi não ter um candidato que pudesse chamar de seu, para defendê-lo dos ataques, que vieram de todas as direções. O mesmo acontecerá a Temer se ele não conseguir ser representado nessa eleição presidencial, muito parecida com a de 1989.

A diferença fundamental até agora não mostrou sua influência intuída pelos políticos tradicionais: a força das coligações partidárias, das máquinas eleitorais, o tempo de televisão e o fundo partidário.

ÍNDICES DE REJEIÇÃO – O cientista político Alberto Carlos de Almeida fez um balanço do nível de rejeição dos candidatos a presidente e explica porque esse índice converge para um mesmo patamar.

Para ele, a razão é prosaica: o fato de Lula ter passado para a oposição. Na série, fica claro que ele chega ao máximo da rejeição no mês anterior ao impeachment, e partir do momento em que deixa de ser governo, começa a cair a rejeição.

Como ele assumiu a proa da oposição ao governo, ofuscou os demais, saindo de 45% para 35%, enquanto os outros subiram de 15% para 25%. Uma explicação complementar, segundo Alberto Carlos de Almeida, é que a rejeição é a todos os que se colocam na política, inclusive Lula, que continua sendo o mais rejeitado.

BOLSONARO, IDEM – O aumento da rejeição de Bolsonaro se explica pela maior exposição. Alberto Carlos de Almeida ainda acha que a polarização PT – PSDB pode ser repetida, e pega uma declaração de Alckmin para reforçar sua tese: “Bolsonaro no segundo turno é um passaporte para o PT”, disse ele.

Do lado dos tucanos, ele ressalta que quando se somam os votos de Alckmin e de Álvaro Dias, que tem DNA tucano, o PSDB chega a 12%. Se as coisas andassem normalmente, também o DEM estaria na aliança com os tucanos. Ele continua achando que o tempo de televisão e a maior parcela do Fundo Partidário darão vantagens aos grandes partidos.

18
out

Coordenação de Temer

Postado às 13:35 Hs

A operação que salvou Aécio Neves no Senado, ontem, foi coordenada pessoalmente pelo presidente Michel Temer (PMDB). Desde a semana passada, Temer havia entrado em campo para garantir que Aécio não fosse afastado do mandato. A interlocução de Temer foi com os comandos dos PMDB e do PSDB, além de pedir ajuda ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Michel Temer pediu por Aécio Neves a Eunício durante conversa na noite da última segunda-feira. Temer procurou o presidente do Senado na véspera da votação. Eunício, oficialmente, negou que Aécio tenha sido assunto da conversa. Mas fontes relataram que o caso do senador tucano foi um dos temas da conversa.

Via Radar Online

Correligionários de Aécio Neves já construíram uma tese para derrubar a decisão da 1ª turma do Supremo que determinou o afastamento do mandato e o recolhimento noturno do senador. Durante a sessão de amanhã, quando as excelências vão deliberar sobre o futuro do colega, integrantes da bancada do PSDB lançarão mão de uma frente para enfraquecer as turmas do tribunal – cada uma delas, formada por cinco ministros.

Eles defenderão que, dada a gravidade de uma sentença que impeça um parlamentar de exercer seu mandato, medidas como essa só têm valor se proferidas pelo plenário da corte. Farão um paralelo com as regras impostas para o impeachment de presidente da República, que só pode ser votado no Congresso em sessões com quórum qualificado.

13
out

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 11:00 Hs

  • O horário de verão de 2017 começa na primeira hora do próximo domingo. À meia-noite de amanhã, os moradores de 10 estados e do Distrito Federal devem adiantar o relógio em uma hora. O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e vigora até 18 de fevereiro do ano que vem.
  • O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, revelou, ontem, que a estimativa do Governo para o crescimento do PIB em 2018 é de 2%, com viés de alta e pode “até chegar a 3%.” “O nosso cenário base que ainda está no Orçamento é um crescimento de 2% em 2018, mas já existem diversos analistas e economistas com previsões de crescimento maiores, até de 3% ou mais no ano que vem”, disse o ministro. “Eu chamaria de um cenário otimista, mas é um cenário possível.”
  • Estudo coordenado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que o Brasil alcançou a marca de 3,65 adolescentes entre 12 e 18 anos assassinados para cada grupo de mil jovens. O número é o mais alto desde que começou a ser medido, em 2005. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2014 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O trabalho é uma parceria com o Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Rio Grande do Norte ficou em quinto lugar na ‘matança’.
  • Temendo ser vaiado nas celebrações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, o presidente Michel Temer decidiu enviar como representante na solenidade o ministro-chefe da Secretaria de Governo, ministro Antonio Imbassahy. Avaliação feita por interlocutores do próprio Temer no final da tarde desta quinta-feira, é que foi a decisão correta depois que políticos foram vaiados durante a celebração quando anunciados ao microfone. “A reação seria muito maior se Temer estivesse presente. Num momento de impopularidade alta, tudo que o presidente não precisava era ser vaiado em Aparecida”.
  • No jogo de cartas marcadas que se estabeleceu entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal, o próximo lance executado no plenário do Senado. Diante da submissão do Supremo, os senadores decidirão se as sanções cautelares impostas a Aécio Neves devem ou não ser mantidas. Não é preciso ser vidente para prever o resultado: suspenso pela Primeira Turma do Supremo, o senador tucano terá o mandato restituído pelos colegas. É possível antever os discursos. Estalando de pureza moral, personagens como Renan Calheiros e Romero Jucá dirão que defendem acima de tudo a Constituição, não Aécio Neves, um senador que pediu e recebeu R$ 2 milhões a um corruptor. Dedicarão meia dúzia de desaforos ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. O líder tucano Paulo Bauer afagará Aécio com sua retórica. O ruim de tudo isso é odor. Mas é possível enxergar um lado bom, mesmo que seja necessário procurar um pouco. O bom é que você ficará sabendo qual é o tamanho da bancada do atraso no Senado. É a maior agremiação da Casa. Reúne a banda que deseja salvar Aécio e o bloco que quer salvar o próprio pescoço. Convém imprimir a lista de votação. Depois que o Supremo virou ex-Supremo, não resta ao brasileiro senão fazer justiça com o próprio dedo, na urna eletrônica.
  • Em propaganda partidária centrada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT defendeu na noite desta quinta (12) que ele sofre perseguição política e que querem “impedir a sua candidatura em 2018”. No fim da peça de dez minutos, Lula fala que “é hora de reconstruir nossa democracia elegendo diretamente um novo presidente”. “Nós, brasileiros, somos capazes e vamos dar a volta por cima, mas isso não se faz tirando direitos, cortando aposentadoria nem vendendo o país”, diz. Antes da fala do ex-presidente, a publicidade exalta programas criados nos governos petistas, como o Bolsa Família e o Mais Médicos, e diz que a gestão Temer é um “retrocesso” e “quem mais perdeu com o golpe [como o partido chama o impeachment de Dilma Rousseff] são os brasileiros”.

Ontem, os comandos do Legislativo e do Judiciário fizeram uma última tentativa de entendimento sobre calendário. E Aécio e seu partido decidiram partir para a trincheira jurídica: ingressaram com duas ações no STF que poderão servir como saída temporária em benefício do tucano.

Aécio quer que os efeitos da decisão da Primeira Turma da Corte sejam suspensos até o STF terminar outro julgamento, marcado para a semana que vem. A solicitação do PSDB é mais simples: pede pura e simplesmente a suspensão da decisão da Primeira Turma. Se a Corte aceitar os novos pedidos, pode não haver necessidade de votar o caso no Senado. A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, já deve estar se preparando para definir o futuro de Aécio Neves.

Hoje, quem conhece os corredores da corte aposta que o julgamento do pedido de afastamento e de reclusão noturna do senador terminará 5 a 5. A sessão está marcada para quarta-feira da semana que vem, dia 11.

Ao que tudo indica, se posicionarão contra as medidas cautelares Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Do outro lado, devem estar Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e, provavelmente, Celso de Mello, considerado o único voto que pode surpreender.

Se assim for, caberá a Cármen o voto de minerva. Caso Celso de Mello acompanhar Marco Aurélio, Gilmar e companhia, a presidente do tribunal se livra da bucha.

Por Carlos Newton

De tanto ficar em cima do muro, o PSDB está se tornando um partido inviável e começa a ser abandonado por seus quadros técnicos, como os economistas Gustavo Franco e Paulo Faveret. A crise interna está atingindo um clímax devido ao apoio incondicional dos líderes do partido ao senador Aécio Neves, um parlamentar que está desonrando e destruindo a imagem do PSDB, por ter sido flagrado em atos de corrupção passiva e obstrução da justiça, num telefonema gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, com filmagem da entrega de quatro malas de R$ 500 mil e tudo o mais.

Não existe a menor possibilidade de Aécio Neves provar sua inocência, pois formou quadrilha e incriminou a própria irmã Andrea e o primo Frederico Pacheco de Medeiros. Como  não tinham direito ao foro privilegiado que protegeu o parlamentar tucano, os dois foram presos liminarmente em 18 de maio, mas depois a Primeira Turma do Supremo decidiu soltá-los, para que respondam a processo em liberdade.

SOB O MANTO DA ÉTICA – O PSDB foi criado em 1988 sob o manto da ética. Três décadas depois, o partido se contradiz e demonstra empenho para salvar um dos parlamentares mais corruptos da atualidade, que já responde a nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal e pela segunda vez está afastado do mandato.

Além de ser flagrantemente corrupto, Aécio Neves merecia perder o mandato por falta de decoro parlamentar, pois a gravação exibe seu linguajar chulo e recheado de palavrões, que mais parecia um diálogo de Lula da Silva com sua falecida esposa,  que também foram grampeados em baixíssimo nível, vejam a que ponto caiu a política brasileira.

Além de defender Aécio, o PSDB toma a frente da operação para evitar o afastamento e processo criminal de três políticos altamente corruptos – Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco, os três mosqueteiros que eram quatro e agora estão desfalcados de Geddel Vieira Lima, já recolhido aos costumes, como se dizia antigamente. O relator tucano Bonifácio Andrada nem terá trabalho, porque os advogados de Temer já estão redigindo o parecer dele.

PRESSÃO NO SENADO – A crise agrava, porque na quinta-feira (dia 28), o Senado aprovou um pedido do líder tucano Bauer para colocar em votação a decisão do Supremo contra Aécio na sessão da próxima terça-feira (dia 3).

Sem maiores preocupações com o limite da irresponsabilidade que caracteriza os tucanos desde a Era FHC, Bauer alega que “não há razão” para o Senado esperar o dia 11, quando haverá um julgamento no Supremo Tribunal Federal que se relaciona diretamente com o caso. O líder tucano quer forçar o Senado a votar terça-feira a proposta de anular o afastamento de Aécio, mas está encontrando forte resistência.

É claro que essas cenas de apoio explícito à corrupção estão desmoralizando o que restava do imagem do PSDB. Os parlamentares mais jovens do partido (chamados de “cabeças pretas”) se decepcionam e ameaçam buscar outra legenda. E assim o PSDB mais uma vez renega suas origens e prefere caminhar para uma espécie de suicídio coletivo, no estilo do pastor fundamentalista Jim Jones.

O impasse sobre o apoio ao governo Temer pode não deixar apenas sequelas políticas no tucanato. A amizade de Tasso Jereissati, presidente interino da legenda, e Aécio Neves, que se afastou do comando do partido após o escândalo da JBS, está na berlinda. A animosidade entre os dois tucanos migrou do campo político para o pessoal.Já o PP quer exibir o maior índice de fidelidade a Michel Temer. Espera entregar ao governo cerca de 40 dos 47 votos.Enquanto isso, auxiliares do presidente o incentivam a convocar, na quinta-feira (3), rede nacional de rádio e TV para um pronunciamento sobre a votação na Câmara. Com a perspectiva de que Michel Temer saia vitorioso, ao menos uma fala para a internet já está sendo preparada.

Por Jorge Béja

Não faz tanto tempo assim. Foi recente. O plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que independia de licença das Assembleias Legislativas dos Estados para que o governador fosse investigado e julgado. E na eventualidade de constar na Constituição Estadual dispositivo neste sentido, tanto era inconstitucional. Consequentemente, se condenado, também não dependeria da Assembleia Legislativa autorizar, ou não, a prisão do governador.

A situação do senador Aécio Neves não é diferente. Se para investigar, processar, julgar e até condenar governador de Estado não é necessário a autorização da Assembleia estadual, de igual forma e maneira, também não será necessário obter licença do Senado Federal para investigar, processar e julgar seus senadores. E em caso de condenação que culmine prisão, o Senado também — tal e qual as Assembleias Legislativas dos Estados — não deveria precisar dar ou negar autorização, conforme ainda é exigido na Constituição (art. 53, § 2º). Ou seja, a Constituição precisa ser mudada.

IMPEACHMENT – No caso de impeachment presidencial, o deputado Rodrigo Maia está prevaricando. Retarda —– e até agora não cumpriu — os pedidos de impeachment de Temer, descumprindo o que determinam a Lei e o Regimento Interno, que são claros: Recebida a denúncia pelo presidente (da Câmara) e desde que esteja a denúncia formalizada de acordo com a lei, o presidente lê a denúncia no expediente seguinte e em seguida, após lida, será despachada à comissão especial…

Pergunta-se: pode o presidente indeferir a denúncia? Sim, pode, apenas no que diz respeito ao seu aspecto técnico, formal, instrumental, ou seja, descrição e comprovação do fato, quando isto por possível desde logo e quando não for, a indicação do lugar onde estão as provas para serem requisitadas; o rol de testemunhas, no mínimo cinco; firma reconhecida.

PREVARICANDO – Já quanto ao mérito do pedido de impeachment, o presidente da Câmara não pode indeferir. Somente a comissão especial é que poderá fundamentar o recebimento ou a rejeição da denúncia. E cumprirá ao presidente, em qualquer hipótese, deferir ou indeferir o que decidiu a comissão. Portanto, Maia está prevaricando. E enquanto prevarica, está em situação de flagrante da prática de crime. É crime permanente, enquanto prevarica, enquanto não dá curso às denúncias contra Temer, que segundo noticiado, já somam 19.

O Supremo Tribunal Federal julgará, nesta terça-feira, os recursos referentes ao senador Aécio Neves, afastado de suas funções parlamentares e de “qualquer outra função pública” por determinação do ministro Edson Fachin. É uma grande oportunidade para que nossa mais alta Corte de Justiça restabeleça o respeito à Constituição, explicando aos jurisdicionados o que são as garantias conferidas aos detentores de mandato parlamentar. Sejam quais forem as denúncias imputadas ao senador Aécio Neves, não cabe à Corte Suprema, pelo plenário, e, muito menos, monocraticamente, destituir um parlamentar do mandato que lhe foi outorgado por sufrágio popular. É uma inovação jurisprudencial, que abala significativamente a independência dos Poderes, magnificamente ensinada por Montesquieu e plenamente adotada pelas verdadeiras democracias.
21
maio

Opinião: As condições do caos

Postado às 11:52 Hs

Toda a dramaticidade da situação sintetiza-se em uma pequena frase: não há saída boa. A pior seria a permanência de Michel Temer ainda mais apalermado. Mas nenhuma das outras possíveis evitaria a continuidade das condições caóticas que sufocam o país. Com alguma sorte, no máximo se chegaria sem tumulto maior às eleições daqui a perto de ano e meio. Isso, se não for gasto tempo demais, enquanto o país deteriora, com a disputa das correntes políticas (não só as partidárias) para definir o que se seguirá ao atual estado crítico. É preciso considerar ainda que as denúncias, sejam as já iniciadas, sejam novas, podem agravar a situação interna das instituições, com decorrências de efeito extenso. Está visto, para ninguém mais negar, que os motores da corrupção política e administrativa não são só as empreiteiras.

Via  Estadão

A operação iniciada nesta manhã pela Polícia Federal mira os citados na delação do empresário Joesley Batista, da JBS, aos investigadores da Lava Jato, conforme apurou o Estadão. Há mandados de busca no Senado e residências do senador Aécio Neves, que já tem seu afastamento do mandato de senador determinado pelo Supremo Tribunal Federal. O ‘recheio’ da delação ainda nem veio à tona, segundo informaram investigadores.

A Polícia Federal faz uma busca neste momento no apartamento de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB), localizado na Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, no Rio. Dois carros da PF estão diante do prédio. Alguns motoristas que passam pela avenida à beira-mar festejam ao som de buzinas. O STF determinou a prisão de Andrea, que ainda não foi localizada e deve ser procurada pela Interpol.

As informações são da editora da Coluna do Estadão, Andreza Matais, e do repórter Márcio Dolzan, do Rio de Janeiro. E o repórter Fabio Fabrini informa de Brasília que a Polícia Federal está cumprindo mandados judiciais, autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) também para os gabinetes dos senadores Aécio Neves e Zezé Perrella.

 

Por Maria Lima / O Globo

Em um vídeo dirigido aos amigos, à mãe e à filha, Andrea Neves, irmã do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, garantiu que os dois vão provar que é mentira a informação, publicada neste final de semana pela Revista “Veja”, de que o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior teria revelado, na delação premiada, que a empresa fez depósitos para o senador em uma conta de Nova York operada por ela. No depoimento, Andrea diz que não tem como provar agora, mas gostaria de olhar no olho dos amigos e de todos que não conhece para dizer que é mentira e que os dois vão provar que não tem conta nenhuma lá fora.

Em entrevista coletiva neste sábado, o senador Aécio Neves negou a existência de uma conta no exterior abastecida com propina da Odebrecht. O tucano afirmou ainda que irá entrar com uma petição junto ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para ter acesso imediato à delação de Benedito Junior. Aécio também pedirá a Fachin “apuração rigorosa” dos vazamentos nas delações premiadas de integrantes da empreiteira.

ADVOGADO DESMENTIU? – “Olá, meu nome é Andrea e sou irmã do Aécio Neves. A revista Veja publicou hoje uma reportagem dizendo que um delator da Odebrecht teria dito que depositou milhões numa conta minha em Nova York. É mentira. Ontem à noite, o advogado deste delator desmentiu a revista, dizendo que seu cliente jamais tocou no meu nome ou na existência dessa falsa conta lá fora. Para mim, como disse meu irmão, pouco interessa agora quem mentiu, quem é o mentiroso, se o delator, ou se a fonte da revista. O que interessa é a mentira. Eu não sei o que está acontecendo para tanto ódio e tanta irresponsabilidade, atacar de forma tão covarde a vida das pessoas. Eu gostaria de olhar no seu olho, embora eu não te conheça, para te garantir que isso é mentira e que nós vamos provar. Eu gostaria de olhar no olho de cada pessoa que eu conheço, de cada amigo, de cada pessoa que acompanha nosso trabalho, para dizer que é mentira e nós vamos provar. Infelizmente, eu não tenho como fazer isso. Então, eu gostaria de olhar nos olhos de duas pessoas, duas pessoas que me conhecem tão bem e a quem eu não precisaria dizer nada. Gostaria de olhar nos olhos da minha mãe e da minha filha e dizer: é mentira. Dizer a elas que fiquem tranquilas, não sofram por nós porque nós vamos provar que é mentira . E aí vai ser a vez dos mentirosos explicarem porque de tanto ódio, de tanta mentira e de tanta irresponsabilidade”, diz Andrea no vídeo.

Quase 12 anos após as primeiras denúncias de corrupção em Furnas, o ex-diretor de Engenharia da empresa Dimas Fabiano Toledo ficou frente a frente com o lobista e delator Fernando Horneaux de Moura condenado a 16 anos e dois meses de prisão na Lava Jato. Na acareação, Fernando Moura manteve sua versão de que, em 2003, o então dirigente de Furnas teria garantido que um terço da propina arrecadada na estatal iria para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para o atual presidente do PSDB, senador Aécio Neves, que será ouvido no inquérito, assim como o ex-ministro José Dirceu e Sílvio Pereira, ex-tesoureiro do PT. A acareação foi realizada pelos investigadores da Lava Jato perante o Supremo Tribunal Federal, no inquérito que apura o suposto envolvimento do senador tucano em um esquema de corrupção na estatal de energia. A investigação é um dos desdobramentos da Lava Jato e foi aberta a partir da delação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS).
04
out

Em destaque

Postado às 10:42 Hs

AÉCIO DEFENDE PRÉVIAS DO PSDB PARA DEFINIÇÃO DE NOME QUE IRÁ CONCORRER EM 2018.

Um dia depois de o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), lançar o governador do Estado Geraldo Alckmin para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2018, o presidente nacional da legenda, senador Aécio Neves, defendeu, em Belo Horizonte, a realização de prévias para a escolha do candidato do partido ao governo federal no pleito de daqui a dois anos. O parlamentar afirmou que a consulta às bases, tratada pelo tucano como “um belo caminho”, deve ser feita caso não haja consenso em torno de algum nome, mesmo sob o risco de racha na legenda.

Aécio, cujo candidato, deputado estadual João Leite (PSDB), disputará o segundo turno na capital mineira, fez nesta segunda-feira, 3, um balanço dos resultados dos tucanos nas eleições de 2016. O senador disse que a vitória em São Paulo foi “extraordinária”, mas disse que ocorreram performances “extraordinárias” da legenda também no interior de São Paulo e em Minas. Para o senador, o ideal seria que o candidato a ser lançado fosse o que “chegasse em melhores condições em 2018″.

Para Aécio, “ninguém é candidato de si mesmo”. “Há vários nomes qualificados no PSDB. Disputas internas, debates internos, são saudáveis. Na hora da eleição, vamos estar unidos em torno daquele que apresentar as melhores condições de vitória.” “No passado, não tive a menor dificuldade em apoiar Geraldo Alckmin, José Serra, e tive o apoio deles”. Conforme o senador, além dele, os dois colegas paulistas poderão estar na disputa pelo Planalto em 2018.

Aécio lembrou que as prévias estão previstas no estatuto do partido e devem ser vistas como uma “oportunidade democrática”. “Mas, neste momento, não seria justo com nossas lideranças anteciparmos 2018″, afirmou o tucano.

Sobre a possibilidade de racha na legenda por conta da consulta ao partido, o senador afirmou haver situação pior do que isso. “Não devemos temer as prévias. Por mais que isso possa gerar uma disputa interna, pior é o cerceamento da oportunidade entre os nomes que possam concorrer.”

O tucano disse ainda que o partido vai continuar a apoiar o governo de Michel Temer (PMDB), mas que vai “chegar forte” em 2018. Para Aécio, o presidente tem que governar “sem se preocupar com curvas de popularidade”. (A Tarde)

Via O Globo / Maria Lima

 

Após mais de uma semana de embates públicos entre algumas das principais lideranças do partido, o PSDB decidiu nesta terça-feira que dará apoio integral ao governo de Michel Temer, inclusive com a participação em ministérios caso haja convite. A unidade tucana só saiu após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aderir à linha que vinha sendo defendida pelos senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) e defender publicamente o apoio integral da legenda ao governo peemedebista. Assim, acabou sendo derrotada a posição de apoio apenas parlamentar, que vinha sendo propagada pelos dois principais pré-candidatos da legenda à presidência: o senador Aécio Neves (MG) e o governador Geraldo Alckmin (SP).

Um dia após o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PMDB) ser contra a nomeação de integrante do partido, o tucano disse não ver o menor problema “se houver convite”. Para ele, o partido deve ajudar o país, principalmente na questão econômica.

— O que nos parece importante é o modelo político brasileiro, que se esgotou. É preciso recuperar a atividade política do país. O PSDB vai colaborar, vai participar deste novo trabalho, nessas reformas que são importantes. A participação de membros do partido, se houver convites e alguém quiser participar, não vejo o menor problema. Mas essa não é a questão central. Ninguém vai brigar para participar do governo — disse ele, após presença na inauguração do centro de convenções São Paulo Expo.

Via Portal TERRA

Ainda que tenha apresentado números menos ingratos para a presidente Dilma Rousseff, a pesquisa da CNT/MDA de fevereiro mostra que a disputa da eleição presidencial não será fácil para o PT em 2018. Em um cenário estimulado – quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados -, Aécio Neves, do PSDB, conta com 24,6% das intenções de voto, seguido por 19,1% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por 14,7% de Marina Silva, da Rede.

Ainda neste cenário, Jair Bolsonaro, do PP, soma 6,1% dos votos, Ciro Gomes (PDT) tem 5,8% das intenções de voto. Enquanto isso, a taxa de brancos e nulos totaliza 19,6%, e a de indecisos chega a 10,1%.

Na leitura que considera Geraldo Alckmin como presidenciável do PSDB, Lula aparece com 19,7%, seguido por Marina Silva, com 18%, e pelo governador de São Paulo, com 13,8%. Neste cenário, Ciro Gomes tem 7,4%, Bolsonaro, 6,3%. Já brancos e nulos somam 24,2% e indecisos, 10,6%.

Em um terceiro cenário proposto pelo levantamento, que inclui José Serra como candidato ao Planalto pelo PSDB, Lula soma 19,7%, seguido por Marina (17,8%) e Serra (14,5%). Já Ciro tem 7,2% e Bolsonaro soma 6,4%. Os que devem anular ou votar em branco totalizam 24,1% e os indecisos, 10,3%.

Cenário adverso para Lula

Em cenários estimulados de segundo turno, Aécio Neves venceria Lula com 40,6%, frente a 27,5% do petista. Votos brancos e nulos totalizam 25,7% e indecisos, 6,2%.

Em outros cenários com o Lula no segundo turno, o ex-presidente também ficaria atrás de Ciro Gomes (29,1% contra 28,2%; brancos e nulos: 34,3% e indecisos 8,4%) e de Marina Silva (36,6% contra 26,3%, branco e nulo 30% e indecisos 7,1%).

Por Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo
O Estado de S. Paulo

Se disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Luiz Inácio Lula da Silva venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade, e em algumas das áreas geográficas que tradicionalmente votam no PT. O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.

Os dados são de pesquisa Ibope, realizada na segunda quinzena de junho, que mostra que Lula seria derrotado por 48% a 33% em um eventual 2.º turno com Aécio – em votos válidos, sem contar os indecisos e os que não optariam por nenhum dos dois, o resultado seria 59% a 41%. Se o adversário fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, haveria empate técnico: 40% para o tucano e 39% para o petista – ou 51% a 49%, em votos válidos.

Na segmentação do eleitorado por sexo, idade e tamanho do município, Aécio venceria em todas as faixas. Na divisão por renda e escolaridade, Lula ficaria à frente, de forma isolada, apenas entre os eleitores que ganham até um salário mínimo e que têm até quatro anos de estudo. A geografia do voto mostra que o petista ganharia apenas na Região Nordeste.

NÚCLEO DURO

É como se a pesquisa desse sentido numérico à citação de Lula, feita durante encontro com líderes religiosos, no mês passado, de que ele e o governo estão no “volume morto” – uma referência à reserva técnica de água que só é consumida em situações de crise.

O levantamento do Ibope mostra um refluxo do apoio ao petista mesmo no eleitorado de baixa renda: Aécio ganharia de Lula até entre os que ganham de um a dois salários mínimos (53% a 47% dos votos válidos). A vantagem do tucano aumenta à medida que cresce a renda, até chegar a 72% a 28% na faixa dos que ganham mais de cinco salários.

A popularidade do ex-presidente chega ao fundo do poço em um momento em que se combinam os estragos econômicos provocados pela alta da inflação e do desemprego e as turbulências políticas decorrentes da Operação Lava Jato, que investiga corrupção e desvios em torno de obras contratadas pela Petrobrás.

Essa combinação é o que o cientista político Marcus Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, costuma chamar de “tempestade perfeita”. “No Brasil, o choque informacional representado pelo escândalo do petrolão potencializou brutalmente o efeito da derrocada da economia. A experiência cotidiana da população quanto à péssima qualidade dos serviços, por exemplo, aumenta a credibilidade da informação recebida sobre corrupção.”

Por Carlos Newton

Quem ainda não acreditava na possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff agora terá de mudar de opinião. A explosiva reportagem da Veja que está nas bancas, sobre o explosivo depoimento do empresário Ricardo Pessoa, presidente da empreiteira UTC e coordenador do cartel da Petrobras, traz a público o que faltava para justificar a cassação do mandato, porque a revista desta vez exibe documentos que comprovam o uso de doações ilegais para abastecer a vitoriosa campanha eleitoral da candidata petista, configurando ocorrência de gravíssimo crime eleitoral.

A reportagem de Robson Bonin mostra que o engenheiro Ricardo Pessoa de fato fazia jus à fama de ter grande capacidade de organização, pois guardava secretamente uma série enorme de notas, documentos e até planinhas sobre movimentações financeiras, manuscritos de reuniões e agendas que fazem do seu acordo de delação um dos mais contundentes e importantes da Operação Lava-Jato.

O material constitui um verdadeiro inventário da corrupção. Em uma série de depoimentos aos investigadores do Ministério Público, Pessoa detalhou o que fez, viu e ouviu como personagem central do escândalo da Petrobras. Na sequência, apresentou os documentos que, segundo ele, provam tudo o que disse”, assinala o repórter da Veja, que teve acesso ao arquivo do empreiteiro.

DIRETO NA DILMA

Os documentos atingem diretamente o financiamento da campanha eleitoral de Dilma em 2014, através de seu tesoureiro, Edinho Silva, o atual ministro da Comunicação Social. O dono da UTC diz que doou 7,5 milhões de reais à campanha depois de ser convencido por Edinho Silva mediante uma típica ameaça velada.

O senhor tem obras no governo e na Petrobras, então o senhor tem que contribuir. O senhor quer continuar tendo?“, perguntou o tesoureiro do PT ao empreiteiro, que preferiu não interpretar como ameaça, mas como uma “persuasão bastante elegante”. Na dúvida, “para evitar entraves” nos seus negócios com a Petrobras, decidiu colaborar para que o “sistema vigente” continuasse funcionando. “Foi um achaque educado”, segundo o repórter Robson Bonin.

A denúncia não tem condições de ser desmentida por Edinho Silva, porque quem apareceu em nome dele para fechar os detalhes da “doação”, segundo Pessoa, foi Manoel de Araujo Sobrinho, o atual chefe de gabinete do ministro. Em plena atividade eleitoral, Manoel se apresentava aos empresários como funcionário da Presidência da República. Era outro recado elegante para que o alvo da “persuasão” soubesse com quem realmente estava falando.

 Neste documento acima, Ricardo Pessoa registrou a ‘doação legal’ à campanha de Dilma, com os nomes do tesoureiro Edinho Silva e seu braço-direito Manoel de Araujo

CRIME ELEITORAL

A legislação exige que toda doação a campanha seja feita em cheques cruzados e nominais, transferência eletrônica ou depósito de pessoa física em dinheiro até 10% da renda anual bruta.

O empresário Ricardo Pessoa agora vai depor especificamente sobre isso na ação contra Dilma que corre na Justiça Eleitoral, movida pelo PSDB. E o fato é as provas já se acumulam. No caso de cassação da presidente Dilma Rousseff por este tipo de crime, que é cada vez mais provável, o mandato do vice Michel Temer também será atingido, com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumindo o restante do mandato na condição de segundo colocado na eleição, tal como ocorreu no Maranhão em 2009, quando a segunda colocada Roseana Sarney assumiu no lugar do então governador Jackson lago (PDT), cassado por abuso de poder. Acredite, se quiser.

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