Alvo da maior cobiça entre os partidos que integram o Centrão, o Ministério das Cidades será loteado entre as legendas. Foi a forma encontrada pelo presidente Michel Temer  para agradar os aliados e diminuir a resistência à reforma da Previdência. A decisão de dividir a pasta para atender às várias legendas já havia sido tomada antes mesmo do agora ex-ministro Bruno Araújo (PSDB) entregar a carta de demissão.

A ideia é encontrar um nome de consenso entre os partidos do Centrão para comandar a pasta e fazer a distribuição dos principais cargos contemplando PP, PR, PTB, PSD, além dos partidos menores. “Bruno concentrou toda a estrutura das Cidades para atender o PSDB. Havia uma rebelião no Centrão contra as ações de Bruno nas Cidades”, disse ao Blog um auxiliar direto do presidente Michel Temer.

Tanto é assim que na semana passada Bruno Araújo foi convocado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para explicar eventual direcionamento de ações da pasta, como o Minha Casa Minha Vida, para atender redutos eleitorais de tucanos. O pedido de convocação foi apresentado pelo deputado do PMDB Hugo Motta, mas foi aprovado com o respaldo dos partidos do Centrão.

O presidente Michel Temer deve tirar a reforma ministerial do papel nas próximas semanas. A informação é confirmada por fontes no Palácio do Planalto e por parlamentares do chamado Centrão – o grupo pressiona para ganhar mais espaço no governo. Temer já comunicou alguns de seus interlocutores no Congresso sobre a intenção de redesenhar a distribuição de cargos de primeiro escalão nos próximos 15 dias. Com as mudanças, o PSDB deve perder dois dos seus quatro ministérios, enquanto PMDB e PP podem ganhar mais espaço.

A antecipação da reforma foi revelada ontem pela Folha de S.Paulo. O Estado apurou que a ideia inicial do presidente é reduzir o tamanho do PSDB no governo pela metade. Dos quatro ministérios que detêm atualmente – Governo, Cidades, Relações Exteriores e Direitos Humanos –, os tucanos continuariam com dois. Sob forte pressão do PTB e do PP, Temer deve tirar Bruno Araújo (PE) do Ministério das Cidades e Luislinda Valois (BA) dos Direitos Humanos.

 Antonio Imbassahy (BA) tende a perder a Secretaria de Governo, mas, como se tornou uma figura próxima do presidente, pode ser deslocado para outra pasta. O tucano é alvo de críticas de parlamentares e está desgastado na função por não atender aos pleitos da base. Já Aloysio Nunes Ferreira (SP) deve continuar à frente do Itamaraty.

19
mai

Eduardo Cunha cobra a fatura

Postado às 11:00 Hs

Por Ilimar Franco  / O Globo

Afastado pelo STF da presidência da Câmara, Eduardo Cunha faz intensa pressão sobre o Planalto. Ele quer que o presidente interino, Michel Temer, garanta as nomeações que negociou para que fosse aprovado o impeachment na Câmara. Esses cargos foram prometidos aos parlamentares do chamado Centrão (PP, PR, PSD, PTB, PRB, PSC e PTN), que também sofreram o assédio de Lula. O presidente interino Michel Temer escolheu um deputado que representa a maioria para a liderança do governo na Câmara. Ex-líder do PSC André Moura conta com o apoio daqueles partidos que são chamados de Centrão. Eles formam uma bancada de cerca de 270 parlamentares.

Essas legendas foram decisivas na aprovação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. E também foram fundamentais para eleger o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Câmara. Cunha recebeu 267 votos naquela eleição. O Centrão é formado pelo PP, PR, PSD, PTB, PSC, SD, PRB, PTN, PROS, PHS, PTdoB, PSL, PMB, PRP e PEN. A estes se soma a maioria da bancada do PMDB.

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