14
jan

Registros

Postado às 17:11 Hs

Ao longo de 2018, o Rio Grande do Norte registrou média de 766,3 milímetros de chuvas – o que é 7% abaixo do volume esperado para o período de um ano no estado – 847,4 milímetros. Ainda assim, a situação foi bem melhor que os últimos sete anos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn).

O boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte registrou chuvas em 61 municípios do Estado neste fim de semana. Na região Oeste, foram registradas as maiorias pancadas de chuvas:  Campo Grande(76,2mm) e Jucurutu(54,5mm).

Na capital potiguar, pancadas de chuvas foram registradas no fim da manhã desta segunda-feira(14) e início de tarde.

Segundo a Emparn, em vinte e cinco municípios, já choveu o volume esperado para todo o mês de janeiro. Veja algumas cidades fora Campo Grande e Jucurutu, que mais registraram chuvas no período de 11 a 14 de janeiro.

Touros (86 mm)

Major Sales (54,5mm)

São Rafael(44mm)

Martins (40 mm)

Apodi (34,3mm)

Tenente Ananias (31,5mm)

Dr. Severiano (27,1mm)

Itaú (18mm)

Pau dos Ferros (17mm)

Serrinha dos Pintos (16mm)

Caraúbas (13,5mm)

Ipanguaçu (12,1mm)

No fim de semana ocorreram chuvas em outros  municípios : Currais Novos, Mossoró,Baraúna, Tibau, Grossos e Felipe Guerra.

14
jan

Esperanças

Postado às 12:06 Hs

Balanço da EMPARN mostra que 2018 foi o mais chuvoso dos últimos 7 anos; janeiro tem previsão de mais chuvas no Estado.


Na análise da chuva acumulada no ano de 2018, quando comparada com a média climatológica anual, que é de 847,4 milímetros, é observado um desvio percentual negativo de -7,0 %, isto é, choveu um pouco abaixo da média esperada. Mesmo assim a situação é bem melhor que os últimos anos, comparando com o balanço anual de chuvas em 2017 quando a média registrada foi de 630,5 milímetros, choveu -27,4% abaixo da média anual para o Estado que é de 847,4mm. O ano termina confirmando que depois de 6 anos consecutivos de seca severa, a situação começou a mudar, já no primeiro semestre de 2018, que compreende o período chuvoso no semiárido potiguar (fevereiro a maio), os dados divulgados pela Emparn mostrou que o volume registrado 734,6mm, ficou bem próximo do que costuma chover, quando a média é de 758mm, choveu apenas 2,2% abaixo da média para o período.

Em 2018, o Litoral, foi a região onde o choveu menos, comparando com a média que costuma chover durante todo o ano. Como mostra o quadro abaixo, a média anual no Litoral Leste é de 1246,3 milímetros e choveu 1060,0 mm (-14,9%).

Previsão para janeiro de 2019 é de chuva.

O ano de 2019 começou com a presença do Fenômeno EL NIÑO fraco a moderado no Oceano Pacífico, e com tendência de apresentar uma diminuição na sua intensidade nos próximos meses. Esse comportamento, El Niño Fraco, é favorável a ocorrência de chuvas na região Nordeste do Brasil para o período de fevereiro a maio de 2019. No caso do restante do mês de janeiro e fevereiro, as previsões indicam que as chuvas deverão continuar com grande variabilidade temporal e espacial, uma vez que o sistema meteorológico que atua nessa época do ano, o Vórtice Ciclônico de Ar Superior (VCANS), apresenta esse comportamento, além de ser de baixa previsibilidade.

Além disso a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico que provoca chuva no sertão nordestino, já está atuando em conjunto com o Vórtice Ciclônico. Esse ano Zona de Convergência Intertropical, começou a atuar com antecedência, já que normalmente começa a atuar, provocando boas chuvas, a partir do segundo semestre de fevereiro.

Dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) apontam que a chuva deve continuar em todas as regiões do estado. Um monitoramento da Empresa apontou que ontem choveu em todo o RN, com mais intensidade nas regiões Oeste, em que o município de Riacho de Santana teve 62 mm e Central, onde Caicó registrou 50 mm. As chuvas são geradas por um Vórtice Ciclônico, sistema meteorológico que vem atuando há alguns dias
07
jan

Previsões

Postado às 13:19 Hs

A incerteza sobre a previsão de chuvas para o primeiro semestre no semiárido nordestino ainda permanece por parte dos meteorologistas. Ainda não existe data prevista para encontro dos meteorologistas sobre as primeiras previsões para este ano que se inicia. Mesmo com o otimismo pelo meteorologista Luiz Carlos Molion, aposentado pela Universidade Federal de Alagoas (UFA), ao afirmar que, de acordo com o método de previsão por similaridade, 2019 será um ano de inverno favorável na Paraíba e Rio Grande do Norte, outros meteorologistas do Nordeste se mostram cautelosos sobre o assunto.

Os dias de intenso de calor darão uma breve aliviada nesta semana com a formação de nuvens chuvosas, baixando a temperatura e diminuindo a sensação de fritura embaixo do sol. É o que destaca Gilmar Bistrot, do setor de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). “As águas estão mais quentes, fazendo com que a umidade chegue a 85%. Nesta semana, as chuvas começam a cair em Natal”, disse Bistrot.

De acordo com o meteorologista, quando os ventos ficam mais fracos a umidade retém o calor – justamente o que está acontecendo agora. O excesso de umidade faz com que o corpo fique com a pele pegajosa e os ventos fracos fazem com que a sensação térmica aumente em cerca de três graus. “Hoje, estamos com uma temperatura média de 32 graus, embora o calor seja de 35 graus. A partir desta semana a temperatura ficará mais amena com a chegada das chuvas, que não serão fortes, mas cairão em horários distintos, refrescando os dias”, explicou.

Gimar Bistrot disse, ainda, que as temperaturas mínimas – normalmente em 25 graus – estão muito altas, fazendo com que as noites sejam mais difíceis de dormir e antes das 9h da manhã os termômetros já marquem 27 graus.

Bistrot ressaltou que essa umidade começará a ir embora, fazendo com que a velocidade do vento aumente e traga as chuvas. Contudo, ele deixou claro que a partir do dia 21 – com a chegada oficial do verão – as máximas vão subir e chegarão aos 33 graus. Serão as consequências do fenômeno El Niño – o aquecimento das águas do pacífico, com mais ênfase da costa do Peru e cuja secura desemboca na região Nordeste, ou seja, uma massa de ar quente com alta pressão. O verão também terá chuvas em janeiro, mas o sol escaldante vai predominar.

O Rio Grande do Norte registra um mês de abril dos mais chuvosos da década, de acordo com a análise pluviométrica da Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), em abril deste ano a média de chuva no Estado foi de 208 milímetros, 45,5% acima da média para o mês que é de 143mm.

Nas regiões Central e Oeste, essa média foi ainda maior. Na região Central a média para o mês de abril é de 127mm, este ano choveu 224,7mm, 76,1% acima da média. Já na região Oeste, a média esperada para abril é de 165,5mm, em 2018 choveu 266,7mm, 61,2% acima da média.

Acumulado Anual (janeiro a abril de 2018)

Na análise da chuva acumulada no ano de 2018, até o mês de abril, quando comparada como valor climatológico para o período de janeiro a abril, apresenta um desvio positivo climatológico de 33,5%, ou seja, choveu 33,5% acima da média esperada, conforme as previsões divulgadas pelo Núcleo de Meteorologia do Nordeste, em fevereiro deste ano.

Previsão para maio de 2018

De acordo com o setor de meteorologia da EMPARN, maio deverá ter chuvas acima da média, que é de 84mm para o mês inteiro. Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, as condições oceânicas e atmosféricas continuam favoráveis a ocorrência de um bom volume de chuva, mesmo o mês tendo começado com um bloqueio, mas que não deve ser tão intenso como o que ocorreu em março, quando ficou 2 semanas sem chuva no Estado.

No primeiro dia de maio já houve registro de boas chuvas na região Oeste potiguar. Desde a manhã de segunda-feira (30), até a manhã de hoje, 02 de maio, a Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), registrou chuvas em 84 postos pluviométricos monitorados diariamente, em todas as regiões do Estado.

O acumulado de chuvas mais significativo ocorreu em Portalegre, com 74,1 milímetros (mm); Messias Targino, 68,5mm; Frutuoso Gomes, 64,0mm; Lucrecia, 58,0mm, entre outros municípios da mesorregião Oeste. O boletim completo está disponível em nossa página: www.emparn.rn.gov.br

24
abr

Abril molhado

Postado às 21:03 Hs

Reservatórios continuam aumentando volume de água
Os números do Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN) mostram que além da situação da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que se encontra com volume de 643,21 milhões de metros cúbicos, que correspondem a 26,8% do volume total, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos, outros reservatórios importantes estão aumentando suas reservas.
A Barragem de Santa Cruz do Apodi está com volume atual de 167.271.860 de metros cúbicos, que correspondem a 27,89% do volume total do reservatório, que possui capacidade para 599.712.000 de metros cúbicos.
Já a barragem de Umari, em Upanema, está com volume atual de 113.692.325 de metros cúbicos, correspondentes a 38,83% do volume do manancial, que possui capacidade para 292.813.650 de metros cúbicos.
Ainda de acordo com o Igarn, oito reservatórios continuam com volume morto; quatro estão secos e sete reservatórios estão cheios.
O último que sangrou foi o reservatório Brejo em Olho D’água do Borges, que possui volume total de 6.450.554 de metros cúbicos.
Os outros cheios são: Apanha-Peixe, em Caraúbas; Santo Antônio de Caraúbas, em Caraúbas; Encanto, no município de Encanto; Riacho da Cruz II, localizado em Riacho da Cruz; Beldroega, em Paraú; e Pataxó, em Ipanguaçu.

As chuvas estão mantendo a regularidade, principalmente no sertão potiguar, após seis anos consecutivos de seca. No fim de semana, da manhã de sexta-feira até a manhã de hoje (23), a Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) registrou precipitações em 105 pluviômetros acompanhados diariamente pela equipe da meteorologia, nas mesorregiões do Estado, com destaque para o Oeste.

Choveu mais forte em Carnaubais 89,4 milímetros (mm); Caraúbas,72,5mm; Alto do Rodrigues – DIBA, 65,0 (mm); Campo Grande, 64,2mm; Paraú, 60,6mm.

Na mesorregião Central choveu em Caicó, 66,8mm e São João do Sabugi, 60mm. No Agreste e Leste as chuvas mais fortes ocorreram em Bento Fernandes, 35mm e Georgino Avelino, 22,9mm, respectivamente.

Previsão

A zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua atuando sobre a região Nordeste. O que é bom, principalmente para a o sertão nordestino, porque a ZCIT é o principal sistema que provoca boas chuvas nesta época do ano na região Nordeste. A previsão para as próximas 24 horas é de céu parcialmente nublado e chuva em todas as regiões do Estado. No site da EMPARN, estão disponíveis o Boletim Chuvas e a previsão .www.emparn.rn.gov.br

Boa notícia para o estado: tem chovido acima do esperado no Rio Grande do Norte. A Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) elaborou um relatório com as informações pluviométricas no estado, desde 1º de janeiro de 2018 até ontem (18).

O levantamento revelou que o acumulado ficou 22,3% acima da média, apesar do veranico (período sem chuva) prolongado de março. A média utilizada para o estudo, segundo o chefe da unidade, Gilmar Bristot, refere-se aos dados coletados, no período de 2003 a 2016, dos postos pluviométricos com mais de 30 anos acompanhados pela Emparn.

A pesquisa foi realizada mês a mês e por mesorregião do Estado, em fevereiro, na sede da Emparn, no bairro do Jiqui, em Parnamirim. O estudo confirma as previsões dos meteorologistas do Nordeste e de várias instituições e órgãos nacionais: as chuvas estão acima da média em várias regiões do Rio Grande do Norte e do Nordeste, principalmente no semiárido, que atravessava seis anos consecutivos de estiagem.

16
abr

Melhoras

Postado às 10:00 Hs

Chuvas trazem melhorias no abastecimento do Estado. As últimas chuvas trouxeram esperança para o homem do campo e para a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A empresa trabalha para nos próximos dias retomar o abastecimento de água em cinco munícipios; reduzindo para dez o número de cidades em colapso. Na região Alto Oeste, uma das mais afetadas com a crise hídrica, a previsão é que quatro munícipios tenham o fornecimento de água através da Companhia. Na cidade Francisco Dantas a barragem municipal está sangrando, a empresa trabalha neste momento em ajuste do Sistema de Abastecimento para poder regularizar a distribuição. Já nas cidades de Marcelino Vieira, Paraná e Tenente Ananias a Caern está analisando a qualidade da água para voltar a abastecer em aproximadamente 15 dias. Com a ativação dos quatro sistemas será beneficiada uma população de aproximadamente 26 mil pessoas.
O retorno das chuvas ao interior do Estado continua propiciando melhora das reservas hídricas potiguares. O Relatório da Situação Volumétrica dos principais reservatórios do Estado, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), nesta segunda-feira (9), indica a saída de alguns reservatórios do chamado volume morto e também uma redução dos mananciais secos. Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Igarn, atualmente, 15 estão em volume morto, em termos percentuais 31,91% dos mananciais monitorados. Em termos comparativos, no último relatório, divulgado no dia 2 de abril, os reservatórios em volume morto eram 19, o que representava 40,42% do total de mananciais monitorados. Já os reservatórios que ainda se encontram secos são 6, em termos percentuais, 12,76%. No dia 2 de abril, 11 reservatórios ainda estavam sem águas, o que representava 23,40% dos açudes potiguares monitorados. Os açudes, Flechas, em José da Penha; Lucrécia, no município de Lucrécia; Brejo, em Olho d’Água dos Borges; Santa Cruz do Trairi e Inharé, ambos em Santa Cruz; foram os açudes que estavam secos e receberam recarga.
09
abr

Registro

Postado às 13:39 Hs

A unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), registrou boas chuvas no fim de semana, da manhã da última sexta-feira até a manhã de hoje (9), provocadas pelo fortalecimento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A EMPARN registrou precipitações em 92 postos pluviométricos monitorados diariamente, em todas as regiões do Estado. Os maiores volumes ocorreram nas regiões Oeste e Central, onde vários açudes receberam uma boa quantidade de água.
26
mar

Previsão

Postado às 15:33 Hs

Meteorologia prevê céu parcialmente nublado e chuvas para os próximos dias no RN.

A previsão para os próximos dias, no Rio Grande do Norte, é de céu parcialmente nublado com chuvas, principalmente no interior do estado. A boa notícia para o sertanejo é da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), que nesta segunda-feira (26) informou que as condições oceânicas e atmosféricas estão favoráveis para a ocorrência de precipitações.

O sertanejo espera o mês de março com ansiedade, já que normalmente é o mês que mais chove no sertão nordestino. Mas, apesar da previsão de um bom inverno, foram registradas poucas chuvas desde o início do mês. “Foram mais de duas semanas sem chover por causa de uma massa de ar quente que estava dificultando a formação de chuva. A boa notícia é que neste fim de semana houve registros de boas chuvas no interior, principalmente nas regiões Oeste e Central”, ressaltou a Emparn.

O Dia de São José, comemorado segunda-feira, 19, foi de decepção para boa parte do Rio Grande do Norte. Afinal, não choveu como o esperado em quase a totalidade do Estado, o que, tradicionalmente, significaria que o “inverno” não será chuvas – e mantendo a situação de seca pelo 7º ano consecutivo. Porém, para a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), as notícias não são negativas. Afinal, nesta terça-feira, 20 de março, começa oficialmente o outono, período que tradicionalmente concentra as principais chuvas no interior do Estado. E a expectativa é que as chuvas recomecem e sejam regulares até o final de abril, sobretudo, nas regiões Oeste e Central. Quem reafirma essa previsão é o meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot. Segundo ele, nos últimos dias houve um bloqueio na formação de chuvas, o que acabou prejudicando a regularidade das chuvas no interior. Contudo, as condições oceânicas que ensejaram as previsões otimistas do início do ano continuam, com chuvas reiniciando já nesta semana.
A previsão climática é realizada pelos núcleos de meteorologia do Nordeste. Para 2018, observou-se a presença do Fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, situação que é favorável a ocorrência de chuva na região Nordeste. As condições favoráveis continuam presentes e o fato de março de 2018 ainda não ter chovido de forma normal, com um veranico na primeira quinzena do mês, está relacionado com a variação intrasazonal, que pode ser traduzida como a presença de subsidência (alta pressão), causada por uma onda planetária na sua fase positiva sobre o Nordeste Brasileiro.
19
mar

Com as bênçãos de São José

Postado às 6:58 Hs

Reza a tradição nordestina que se chover hoje no Nordeste será bom e a colheita do milho, em junho (ou seja, já nas festas juninas, quando a base das comidas típicas é o milho) será abundante; caso não chova, haverá inverno seco, e, portanto a colheita do milho será escassa. No Rio Grande do Norte, a previsão da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN(EMPARN) para o Dia de São José é de que haverá pancadas de chuvas tanto no interior quanto no litoral do estado. Mas independente das previsões da Emparn, os fiéis já estão fazendo suas orações pedindo chuva ao santo padroeiro do agricultor nordestino.

Coincidência ou não, a crença não morre, prossegue nos filhos e netos que ainda esperam um dia 19 de março chuvoso, como garantia de fartura para afastar o fantasma da destruição das estiagens. Mas será uma questão de Fé, ou será uma questão de Ciência? Ou ambas as coisas?

Para resolver a questão, entrevistamos um padre devoto e peregrino de São José, afinal ninguém melhor do que ele para dizer os poderes do santo.Apesar da igreja não estimular esse tipo de crendice, preferindo enaltecer a figura de São José como o pai adotivo de Jesus, esposo de Maria e patrono universal da igreja, temos que respeitar a crendice popular pois é fruto da experiência do agricultor que não criou a devoção por acaso.

Viva São José !!! Que elas venham…

18
mar

Potiguares aguardando às chuvas…

Postado às 19:39 Hs

Reza a tradição nordestina que se chover hoje no Nordeste será bom e a colheita do milho, em junho (ou seja, já nas festas juninas, quando a base das comidas típicas é o milho) será abundante; caso não chova, haverá inverno seco, e, portanto a colheita do milho será escassa. No Rio Grande do Norte, a previsão da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN(EMPARN) para o Dia de São José é de que haverá pancadas de chuvas tanto no interior quanto no litoral do estado. Mas independente das previsões da Emparn, os fiéis já estão fazendo suas orações pedindo chuva ao santo padroeiro do agricultor nordestino. ”Desde criança ouço a ladainha de que o dia de São José foi abençoado por Deus para ser um sinal de chuva no sertão.

Me acostumei com isso e todos os anos, mesmo não estando mais na atividade no roçado, fico ansioso para saber as previsões meteorológicas e rezo para que o santo interceda a Deus por chuva na minha terra e em todo sertão porque isso é bom tanto para quem vive no campo como para nós que estamos na cidade”, declara o servidor público aposentado Francisco Alves de Souza, 73. Nascido na fronteira do Rio Grande do Norte e Ceará, seu Francisco viveu a juventude em Pau dos Ferros, onde trabalhava em plantações de feijão, algodão, milho e outras culturas de subsistências. “Foi capinando, alimentando o gado e olhando pro alto que passei a acreditar na providência do Dia de São José”.

Já a dona de casa Elita Barbosa de Amorim disse que seu pai era agricultor e ainda hoje lembra de suas falas entre a família e amigos: “Se até 19 de março não chover, não tem inverno, é a seca”. Esse pensamento não era só do meu pai, era também do meu avô, a serra de Portalegre inteira, onde temos nossas terras se mobilizava fazendo procissões e novenas, pedindo ao santo misericórdia para o sertão.

Quando o santo atendia, era festa no sertão. “Mas, ocorria períodos que o santo não queria ouvir o apelo e o que se via era morte do gado e da lavoura no sertão e a triste partida do nordestino num pau de arara para outras terras menos secas deixando sua terra numa triste partida. Pode até ser coincidência, mas normalmente cai um chuva nesse dia, pouca ou muita, mas cai”, disse dona Elita. Coincidência ou não, a crença não morre, prossegue nos filhos e netos que ainda esperam um dia 19 de março chuvoso, como garantia de fartura para afastar o fantasma da destruição das estiagens. Mas será uma questão de Fé, ou será uma questão de Ciência? Ou ambas as coisas?

Para resolver a questão, entrevistamos um padre devoto e peregrino de São José, afinal ninguém melhor do que ele para dizer os poderes do santo. O padre José Gilberto dos Santos, que também é capelão do Exército Brasileiro, trabalha na divulgação de São José, divulga o ‘terço abençoado de São José’ e, segundo ele, através dele muitas pessoas têm alcançado graça através da oração diária. ”Temos ido às paróquias ensinamos as pessoas rezarem e a ler os documentos da igreja sobre São José. Mas em nenhum deles há referência a São José como um santo intercessor de chuvas. Isso faz parte da devoção popular, não há base nem teológica nem científica. Apesar da igreja não estimular esse tipo de crendice, preferindo enaltecer a figura de São José como o pai adotivo de Jesus, esposo de Maria e patrono universal da igreja, temos que respeitar a crendice popular pois é fruto da experiência do agricultor que não criou a devoção por acaso”, explica o padre José Gilberto.

São José é padroeiro dos municípios de Angicos, Carnaúba dos Dantas, Coronel João Pessoa, Rodolfo Fernandes, São José de Campestre, São José do Seridó. E padroeiro do estado do Ceará e Amapá.

previsão climática é realizada pelos núcleos de meteorologia do Nordeste com o apoio de Instituições Federais como o INMET e o CPTEC/INPE, que utilizam ferramentas como modelos de previsão climática e conhecimentos específicos. Para essas análises são utilizadas informações referentes aos oceanos Pacífico e Atlântico.

Para 2018, observou-se a presença do Fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, situação que é favorável a ocorrência de chuva na região Nordeste. Para o caso do oceano Atlântico Norte foi observado uma evolução favorável entre os meses de dezembro/17 a fevereiro/18 no que diz respeito as temperaturas do Atlântico Norte e Atlântico Sul.

As condições favoráveis continuam presentes e o fato de março de 2018 ainda não ter chovido de forma normal, com um veranico na primeira quinzena do mês, está relacionado com a variação intrasazonal, que pode ser traduzida como a presença de subsidência (alta pressão), causada por uma onda planetária na sua fase positiva sobre o Nordeste Brasileiro. Essa onda planetária, figura abaixo- é uma oscilação que circula o planeta, apresentado fases positivas e negativas, quando positiva (cor amarelada na figura), o ar desce sobre uma determinada região dificultando a formação de chuvas, quando a fase é negativa (cor azul na figura), o ar é forçado a subir e facilita a formação de chuvas. Existe boa correlação estatística com o que ocorre na região da Oceania, de que 30 a 60 dias viria a ocorrer sobre a região Nordeste do Brasil. Como a figura mostra, estamos ainda sob a influência da fase positiva e nos próximos dias essa fase deverá mudar, entrando numa fase mais favorável para a ocorrência de chuvas sobre a região Nordeste.

Esse mesmo sistema causou boas chuvas durante o mês de fevereiro/18, quando estava na fase negativa.  Essa situação causada por essa onda planetária deverá permanecer por mais alguns dias (dias 19 a 20 de março de 2018), quando, então as condições para ocorrência de chuvas deverão voltar a acontecer sobre a região.

jan 19
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