Por Pedro do Coutto

De repente, na fase final de seu governo Michel Temer propõe congelar salários de servidores públicos e igualar remuneração com o mercado regido pela CLT. Num pronunciamento dirigido a Jair Bolsonaro – reportagem de Cátia Seabra e Flávia Lima, Folha de São Paulo – o presidente Michel Temer defende a igualdade salarial entre a remuneração dos servidores com o mercado de trabalho. Afirmou que o problema não está no número de funcionários e sim na sua alta remuneração. Michel Temer assim, digo eu, está demonstrando desconhecimento do gasto do governo com sua máquina administrativa.

Essa igualdade, além de cruel socialmente, é impossível no momento atual. Porque, dentro da lógica de Temer, teria de haver redução de vencimentos, o que a Constituição Federal proíbe.

NÍVEL IMPOSSÍVEL – Em função desta realidade Temer eleva sua proposta ao nível impossível. Teria de haver, em primeiro lugar, a fixação de um paralelismo entre funções próprias do serviço público com as das empresas particulares. Mas como fixar essa paridade, sem que antes seja feita uma pesquisa de profundidade revelando as diferenças a que o Presidente da República se refere. Sim. Porque as remunerações variam de uma empresa para outra. Qual seria a maneira de escolher o panorama do setor privado e seu encache na fantasia de um presidente da República que se tornou recordista de impopularidade na história brasileira?

O número de funcionários públicos federais é de 1 milhão e 238 mil. O total de trabalhadores regidos pela CLT encontra-se em torno de 100 milhões de pessoas. Não pode haver comparação entre números tão desiguais.

FLEXIBILIZAÇÃO – Enquanto isso, 18 governadores eleitos este ano entregaram carta a Jair Bolsonaro sugerindo a flexibilização da estabilidade do funcionalismo. Reportagem de Amanda Almeida e Renata Mariz, O Globo também de ontem, destaca a proposta formalizada. A mudança seria necessária para demitir funcionários estáveis, mediante emenda constitucional. Mas é impossível, porque não pode haver retrocesso em matéria de direito social.

Ou seja, a saída defendida pelos 18 governadores iluminados pelo voto de outubro encontra-se bloqueada pela Constituição Federal. Poderiam, no máximo, mudar o regime atual para aqueles que ingressarem no serviço público a partir da data em que a sombria emenda alterasse a realidade de hoje.

MAIS DESEMPREGO – Além disso tudo e diante de tais contradições e dificuldades, os governadores não levam em conta que demissões aumentam a taxa de desemprego e, com isso, reduzem as contribuições dos funcionários. Cortar empregos é uma coisa, combater o desemprego é o X do problema, sinal de que é grave a crise.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ontem (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor do fim da contribuição sindical obrigatória. Para a PGR, é constitucional a alteração promovida pela reforma trabalhista, aprovada no ano passado e que tornou opcional o desconto de um dia de trabalho por ano em favor do sindicato da categoria. O parecer foi motivado pelo julgamento da validade de parte das alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), previsto para ocorrer na quinta-feira (28).

“A supressão da compulsoriedade extinguiu a natureza tributária até então conferida pelo STF à contribuição sindical, ensejando a instituição de uma nova espécie de contribuição que, embora com idêntico título, passou a constituir mera doação patrimonial, que não obriga sequer os associados à entidade sindical. A ausência de manifestação de vontade, quanto ao recolhimento, configura recusa tácita, em nada alterando a situação jurídica do contribuinte”, argumentou a procuradoria.

Relator do projeto de modernização das leis trabalhistas na Câmara, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) celebrou a aprovação da matéria no Senado, durante sessão realizada nesta terça-feira (11), por 50 votos a 26. O parlamentar enfatizou a importância da atualização da CLT para o país e disse que a medida contribuirá para que o Brasil volte aos trilhos do desenvolvimento econômico nos próximos anos. “Certamente o corporativismo está chorando, o sindicalismo pelego está chorando. Mas vai ser muito bom para o Brasil e para as gerações futuras. Viva o Brasil!”, disse o deputado federal durante discurso no plenário da Câmara, recebendo aplausos dos demais parlamentares presentes.
19
set

Informativo

Postado às 11:23 Hs

CLT 70X70 discute terceirização de mão de obra

Dentro desse contexto que envolve a votação, pela Câmara Federal, do PL 4.330/04 que regulamenta a terceirização de mão de obra no Brasil, o projeto CLT 70 X 70 reúne, excepcionalmente, na segunda quinta-feira (10) de outubro dois estudiosos para discutir os reflexos dessas regras nas relações de trabalho.

A desembargadora do trabalho e professora de Direito da UFRN, Maria do Perpétuo Socorro Wanderley de Castro e o procurador regional do trabalho José de Lima Ramos, da Procuradoria Regional do Trabalho da 21ª Região.

O encontro, que reúne um público interessado em discutir temas atuais relacionados à Consolidação das Leis do Trabalho, se realiza no auditório da livraria Saraiva, às 19h, e tem entrada franca.

O Projeto CLT 70×70 é uma iniciativa do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, em parceria com a Livraria Saraiva (shopping Midway Mall) e foi  criado para marcar as comemorações dos 70 anos de criação da CLT.

04
set

Homenagem

Postado às 22:00 Hs

Para ele, “a homenagem que o TRT e os Correios fazem ao aniversário da CLT é uma renovação da fé e da esperança que a Justiça do Trabalho vai seguir promovendo justiça social”.

Durante a solenidade de lançamento do selo comemorativo dos 70 anos da CLT, também foram homenageados o representante do MPT, procurador Xisto Thiago de Medeiros, o presidente da OAB/RN, advogado Sérgio Freire, o representante dos servidores do TRT potiguar, Kolberg Freire e a presidente da AMATRA21, juíza Maria Rita Manzarra.

O TRT-RN também iniciou, nesta quarta-feira, mais uma homenagem aos 70 anos da CLT, com a abertura de uma exposição comemorativa, instalada no átrio das Varas do Trabalho de Natal.A mostra reúne edições históricas da Consolidação das Leis do Trabalho e painéis que recuperam, por meio de fotos e textos, a história do Direito e da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Norte, no Brasil e no mundo.

“Achei muito interessante, porque a população pode conhecer a história da lei trabalhista desde o começo até os dias atuais. Acredito que os trabalhadores estão mais esclarecidos, mas ainda há muitos conflitos e é importante entender os direitos e deveres do trabalhador”, afirmou Fernando Teixeira da Silva, que visitava a exposição enquanto aguardava sua audiência.

 

06
maio

Homenagem

Postado às 15:06 Hs

Por iniciativa do deputado Ricardo Motta, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta segunda-feira (6), uma sessão solene em homenagem aos 70 anos de criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A data é histórica. Nesse momento em que o País celebra as conquistas da CLT, nossa Casa não poderia ficar de fora, destacou o deputato Ricardo Motta. A solenidade contou com a presença de magistrados e servidores da Justiça do Trabalho e de representantes das principais entidades que trabalham com o Direito do Trabalho em nosso estado, entre elas, o Ministério Público do Trabalho, a OAB, a Associação dos Advogados Trabalhistas (Anatra RN), a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra RN) e entidades sindicais. Imaginemos um Brasil onde não havia salário mínimo, bem férias ou descanso remunerado para os trabalhadores, onde as mulheres não tinham licença-maternidade e a jornada de trabalho era extenuante, sem limites. Imaginemos, também, a grande disparidade no valor dos salários pagos a homens e mulheres. Era essa a realidade brasileira há 70 anos, observou o parlamentar.
05
mar

Nova Lei Trabalhista

Postado às 14:11 Hs

O governo Dilma Rousseff vai propor ao Congresso mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação: a eventual e por hora trabalhada. A proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada. A alteração faz parte do Plano Brasil Maior, como é chamada a nova política industrial.

“Estamos formatando a proposta”, disse o ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto. “Vamos concluir o mais rapidamente possível.”

As mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem dar mais dinamismo ao mercado e, na prática, permitir carteira assinada para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, com direito a pagamento de férias, 13.º salário e FGTS.

Para reduzir as eventuais críticas, o governo pretende vender as mudanças na CLT como uma “modernização” do marco regulatório do mercado de trabalho. Também será repetido que as mudanças não representarão perdas de direitos trabalhistas.

Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a ideia em Nova York. “Podemos avançar nesse campo sem comprometer um único direito trabalhista já conquistado. As propostas feitas pela classe empresarial às quais eu tive acesso preservam os direitos que os trabalhadores brasileiros têm”, afirmou o ministro, petista histórico e próximo de Dilma há quatro décadas.

Modalidades. As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. Esse mecanismo deve beneficiar, por exemplo, as empresas que realizam shows, curta-metragens, ou mesmo serviço de buffet.

No caso do “horista”, o contrato deve ajudar na complementação de pessoal em bares, restaurantes e eventos sazonais, como Natal e feriados. Com isso, o governo acredita que o trabalhador poderá usar o horário livre para investir em qualificação.

“Imagina o que podemos fazer no turismo, arquitetura e imobiliário na próxima década”, disse o secretário de Comércio e Serviços, Humberto Ribeiro. “Estamos num ministério, inclusive, que é do PT, mas a gente quer, está na hora dessa discussão.”

Com a mudança, a empresa que organiza um festival de música terá mais facilidade para dispor de funcionários no caso de chuvas que exijam reparos e limpeza na estrutura, por exemplo. Outra possibilidade será a contratação por bares de reforço para feriados ou dias de feijoada.

“Garantidos os direitos trabalhistas, é possível customizar para que cada atividade tenha uma forma diferente de contratação”, disse o secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão.(Tribuna)

19
set

Reformulada

Postado às 23:00 Hs

CLT será alterada em vários aspectos
CLT será alterada em vários aspectos

O deputado João Dado (PDT/SP) deu entrada hoje (15), na Câmara dos Deputados, ao Projeto de Lei nº 2322/2011, que atualiza a redação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) na parte que dispõe sobre os órgãos da Justiça do Trabalho. O texto apresentado é basicamente resultado do trabalho da comissão temporária que se reuniu em maio deste ano, durante a chamada Semana do TST, para apresentar propostas de atualização da CLT.

As alterações contemplam principalmente a terminologia ainda existente na CLT para designar os órgãos da Justiça do trabalho. Na exposição de motivos apresentada pela comissão ao ministro João Oreste Dalazen, presidente do TST, em julho deste ano, os ministros Carlos Alberto Reis de Paula, que a presidiu, Ives Gandra Martins Filho e José Roberto Freire Pimenta observaram que várias alterações na estrutura da Justiça do Trabalho foram introduzidas por emendas constitucionais e leis posteriores a 1943, quando foi criada a CLT.

Entre elas, destacaram a extinção da representação classista pela Emenda Constitucional nº 24/1999 e a ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Constitucional nº 45/2004. Além disso, as modificações trazidas pela informatização dos procedimentos judiciais tornaram obsoletas várias das atribuições previstas na CLT para as secretarias de órgãos judicantes de todos os graus de jurisdição. Tais argumentos foram adotados pelo deputado João Dado na justificativa apresentada à Câmara juntamente com o texto do projeto de lei. ( PL 2322/2011)

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