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O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) anunciou nesta segunda-feira, 13, que vai tirar uma licença de quatro meses para iniciar a sua campanha como pré-candidato do PPS à Presidência da República em 2018. Para isso, ele pretende “viajar” e “convencer” os militantes do partido. Com a saída, quem assume como suplente é o petista Wilmar Lacerda, ex-secretário do governo Agnelo Queiroz no Distrito Federal e citado no caso do mensalão. Segundo Cristovam, existe uma possibilidade real do apresentador Luciano Huck ser o candidato do PPS na próxima eleição presidencial. “Não é boato, é verdade, e acho que seria muito positivo se ele entrasse no partido. Vou disputar com ele”, declarou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Por Cristovam Buarque/ O Globo

A pedagogia brasileira considera como doença o déficit de atenção dos alunos, sem perceber o déficit de atenção dos governantes com a escola e seus alunos. Impossível uma criança não sofrer déficit de atenção em aula para turmas diferentes na mesma sala, dividida por meia-parede, às vezes por um simples móvel entre duas ou mais turmas; ou em uma sala de aula deficiente, com bancos desconfortáveis onde os alunos se sentam.

Os baixos salários dos professores e suas constantes greves são déficit de atenção dos governos com a educação e provocam obviamente déficits de atenção das crianças nos seus estudos. Difícil não haver déficit de atenção do aluno quando o professor usa quadro-negro no lugar de lousas inteligentes e outros equipamentos de tecnologia da informação para crianças da era da informática e dos celulares, nascidas no século XXI.

Injustificável jogar sobre as crianças a razão do déficit de atenção que elas têm. Apesar disso, tratamos o problema do déficit de atenção das crianças como um problema biológico, de hormônios; psiquiátrico, de desajustes; ou mesmo neurológico, de disfunções. O déficit de atenção é do Brasil para com elas, ao não lhes oferecer as condições ideais em boas salas de aulas, climatizadas, bem equipadas, com professores muito bem remunerados, preparados e motivados.

UM DÉFICIT ENORME

A escola é um exemplo, mas não é apenas em relação a ela que o Brasil padece de déficit de atenção. O país tem déficit de atenção para com suas florestas, seus rios, suas cidades, seus pobres. As doenças endêmicas que molestam milhões de brasileiros por ano, o descuido com os sistemas preventivos e o abandono dos hospitais são o resultado do déficit de atenção com a saúde pública. As mortes no trânsito ou por violência também seriam evitadas se o Brasil não tivesse déficit de atenção; cada ano, acidentes com deslizamentos de encostas seriam evitados com um pouco de atenção. Há déficit de atenção quando fazemos projetos de infraestrutura sem reservar os recursos necessários, nem cuidamos da qualidade da obra, e especialmente quando não impedimos corrupção de sobrepreços e propinas.O próprio déficit fiscal, além de crime de responsabilidade, é também um déficit de atenção dos governos com o valor da moeda.

Nossa preferência pelo consumo no presente, sem preocupação com poupança para o futuro; a opção pelo ensino superior, deixando de lado a educação de base; o desprezo à ciência, à tecnologia e à inovação são decisões tomadas com déficit de atenção ao país. As políticas dos governos brasileiros e o comportamento de nossa população se caracterizam por déficits de atenção.O Brasil padece de déficit de atenção, e a culpa não é das crianças. Como cada criança não aprende por déficit de atenção no estudo e compromete seu futuro pessoal, o Brasil compromete nosso futuro nacional por déficit de atenção com seus problemas.

Por Cristovam Buarque

A classe política passa a impressão de que viu, mas não ouviu os gritos do povo. Elas provocaram um pequeno ativismo, como para dar satisfação com atos legislativos, mas sem gestos e leis que permitissem uma revolução que o povo deseja.

As manifestações foram sentidas com a emoção de quem vê o quadro do pintor norueguês Edvard Munch que representa uma pessoa gritando em cima de uma ponte. O observador pode até sentir o grito que sai daquele rosto transtornado, mas não ouve porque o quadro está em outra dimensão, é uma representação, não é a realidade do grito. Da mesma forma, por indiferença de uns e incompetência de outros, os gritos não foram ouvidos.

Diversos fatos têm mostrado essa insensibilidade. O povo foi às ruas querendo uma reforma radical, uma revolução na maneira como se faz política no Brasil; em vez disso, propusemos uma minirreforma política, e nem ela foi concluída. Nesta semana, quase 50 parlamentares mudaram de partido, não por discordâncias ideológicas, mas para tirar vantagens dos novos, em troca de oferecer tempo de televisão e dinheiro público do fundo partidário.

O QUE FAZER?

Ouvir as vozes, em vez de apenas ver a cara dos que estão nas ruas, exigiria, entre outras coisas, proibição de coligações no primeiro turno; eliminação dos fundos partidários com recursos públicos; proibição do financiamento de campanha por pessoas jurídicas e limitação do valor das doações particulares; permissão de apenas uma reeleição para todos os cargos eletivos; redefinição da forma de escolha de ministros do STF e do TCU; criação de mecanismos para cassação de mandatos pelo eleitor; possibilidade de candidaturas independentes, sem filiação partidária; eleição por voto distrital de vereadores; limitação do horário eleitoral apenas às falas dos candidatos; fim do voto secreto e do voto de liderança, com votação aberta e nominal em todos os casos; adoção de consultas populares por meio de modernas tecnologias de comunicação; perda de mandato do parlamentar nomeado para cargos de ministro e de secretário; fim do recesso parlamentar e instituição de férias de 30 dias para os eleitos; registro dos compromissos de campanha; limitação de benefícios específicos da classe política; considerar falta de decoro o uso de serviços públicos por detentores de mandato; malha fina automática para ocupante de cargo público; e eliminação do foro especial.

Essas e outras propostas estão no Senado ou na Câmara, mas não foram consideradas porque os gritos foram vistos, mas não foram ouvidos.

Nos últimos 90 dias, centenas de pequenas manifestações foram realizadas, mas estas nem ao menos estão sendo vistas, como se não formassem uma ainda maior do que as de junho, sobretudo pela lógica de que são organizadas como parte de uma imensa guerrilha cibernética do povo na rua, mobilizado pelos métodos que a internet permite.

28
ago

Será mesmo ??

Postado às 13:58 Hs

Projeto de Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS) que estende ao piso nacional dos salários dos professores o mesmo reajuste concedido aos senadores deve ser votado amanhã pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A relatora, Ana Rita (PT-ES), propõe mudanças no projeto original (PLS 325/10), com solução que considera mais compatível com a capacidade financeira de estados e municípios. A decisão caberá à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Além do reajuste previsto em lei com base na variação do valor mínimo anual por aluno, o piso deve incorporar, a partir de 2012, adicional de um quarto do percentual do aumento dos senadores em 2011, de 61,78%. O acréscimo seria mantido até o piso chegar ao dobro do valor real de 2009, que era de R$ 950.

O projeto original concede o já previsto percentual de aumento do valor mínimo por aluno, mas prevalecendo, se maior, o reajuste concedido no mesmo período aos senadores.

24
jul

Ordem na casa!!

Postado às 10:26 Hs

Por iniciativa do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), começa a ganhar força no Senado a ideia de criar um grupo de apoio à iniciativa da presidente Dilma Rousseff de exonerar servidores suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção no governo. Pela conversa que teve com senadores da base aliada e da oposição, Cristovam diz que a iniciativa se justifica como uma reação a parlamentares do PR que ameaçam retaliar Dilma saindo da base de apoio do governo.

- Quero mostrar que, com as faxinas, a presidente Dilma pode ter mais apoio do que não fazendo nada. [...] A maior desmoralização que pode ocorrer no Congresso é alguém mudar de lado por oposição a medidas moralizadoras.

O grupo não foi ainda batizado. Se depender dos seus objetivos, Cristovam afirma que o nome mais adequado é mesmo o de Grupo de Apoio à Faxina.

- Precisamos barrar a ideia de que a presidente está balançando por causa das medidas corretas que adotou.

Cristovam diz que seus colegas, inclusive os da oposição, se mostram dispostos a encampar a ideia.

- O certo é que todos concordam com a ideia de dizer à presidente Dilma para ir em frente, como fez há pouco, da tribuna, o senador Pedro Simon. [...] De certa forma, foi Simon quem inspirou a ideia.

Além de Simon, apoiam a criação do grupo, entre outros, os senadores Eduardo Braga (AM), Vital do Rego (PB) e Ricardo Ferraço (ES), do PMDB, e o líder do PDT, Acir Gurgacz (RO). Cristovam disse que não procurou parlamentares do PT, por entender que “seria redundante ouvir os colegas do partido da presidente”.

Fonte: R7

04
nov

Senador TOP

Postado às 6:48 Hs

A disputa pelos votos para premiar os melhores parlamentares do Congresso acabou. A meia noite desta segunda-feira, foi encerrada a votação da edição 2010 do Prêmio Congresso em Foco. Os internautas elegeram como melhor senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que repetiu o desempenho do ano passado. Entre os deputados, Chico Alencar (Psol-RJ) despontou na escolha dos votantes. A premiação será em 22 de novembro, em Brasília.

Cristovam teve o maior número de votos entre todos os parlamentares que disputavam o Prêmio Congresso em Foco. Ele recebeu a aprovação de 4.128 internautas que acompanham a política brasileira. Depois dele, veio a senadora Marina Silva (PV-AC). Como candidata à Presidência da República, Marina teve mais de 19 milhões de votos. Não passou para o segundo turno, mas construiu um importante capital político.

A senadora pelo Acre, que encerra seu mandato em 31 de janeiro do próximo ano, recebeu 3.801 votos. Em terceiro lugar ficou Eduardo Suplicy (PT-SP). O petista foi votado por 3.317 pessoas.

Serão premiados não só os mais votados pelos internautas nas categorias principais (deputados e senadores que mais bem exerceram seus mandatos em 2010). Os parlamentares mencionados na pré-seleção feita por jornalistas que cobrem a atividade política também serão premiados com placas, que serão entregues em cerimônia a ser realizada em 22 de novembro, em Brasília.

16
jul

Bolsa Família garantia de mais votos…

Postado às 17:59 Hs

O governo federal destinou montante recorde de recursos aos beneficiários do Bolsa Família no primeiro semestre deste ano. Quase R$ 7 bilhões foram pagos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para as mais de 50 milhões de pessoas contempladas pelo programa em todos os municípios do país. De cada quatro brasileiros, um recebe o Bolsa Família. Nunca antes na história do programa, lançado no final do primeiro ano de governo Lula, a quantia havia ultrapassado a casa dos R$ 6 bilhões no período janeiro-junho. Em relação ao primeiro semestre de 2009, o total desembolsado neste ano é 20% superior . Atualmente, as famílias beneficiadas recebem entre R$ 22 e R$ 200.

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que implementou o Bolsa Escola durante seu governo no Distrito Federal (1995-1999) – auxílio financeiro baseado na frequência escolar –, o Bolsa Família é uma boa iniciativa, mas ainda não oferece “portas de saída” aos beneficiários. “A educação é a base de tudo. Se a escola que as crianças e os adolescentes contemplados frequentam é ruim, não há porta de saída e de ascensão social. A escola é a porta de saída no futuro. Desta forma, não adianta muito oferecer cursos de pedreiro e marceneiro aos adultos, por exemplo, porque a família não deverá alcançar ascensão”, acredita.

Quando perguntado se o programa tem algum impacto eleitoral, Cristovam diz: “tem impacto, assim como toda boa ação de governo. Isso é normal. Traz votos. Mas não acredito que o Bolsa Família tenha esse cunho. O governo Lula não dá bolsas para ganhar votos, não é uma política eleitoreira”, afirma.

O senador lembra que o ideal seria reduzir a quantidade de pessoas que precisam do benefício no futuro. “Nós devemos sonhar com essa redução. Eu gostaria de ver o governo ganhando votos derrubando cadeias argumentando que não precisamos mais delas. Os gestores deveriam comemorar esse tipo de feito”, analisa.

nov 23
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