Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a “Copa das Copas” em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria “forte” e “cheio de novos craques geniais”. O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte. A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro “7 a 1” cujos efeitos são sentidos até hoje: a um dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 11 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas.
Pelo menos duas perícias produzidas pela Polícia Federal responsabilizam a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pelo prejuízo milionário no negócio da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, desta quarta-feira (4). A Petrobras comprou Pasadena em duas etapas, em 2006 e 2012. Na primeira, pagou US$ 359 milhões por 50% da refinaria à Astra Oil – que, no ano anterior, havia desembolsado US$ 42 milhões por 100% dos ativos da planta. Na época da compra, Dilma chefiava o Conselho de Administração da Petrobrás e votou favorável ao negócio. De acordo com o jornal, “os laudos periciais são considerados provas nos processos judiciais e poderão ser utilizados para subsidiar a abertura de investigação contra os integrantes do conselho. No entendimento dos peritos, o sobrepreço pago pela Petrobrás à belga Astra Oil foi de US$ 741 milhões”.
21
nov

Opinião

Postado às 23:38 Hs

País não pode aceitar chantagens de facções sindicais controladas pelo PT, diz Rogério

Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), se espalharam no país ações de sindicatos e organizações controladas por partidos de esquerda e liderados pelo PT, sempre a favor do governo passado, o mesmo que deixou 12 milhões de desempregados e um rombo financeiro na conta dos brasileiros. Para o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), o país não pode aceitar as chantagens de “facções sindicais”.

“Somos maiores do que as demandas corporativas somadas, portanto não podemos e não devemos aceitar chantagem de facções sindicais e organizações controladas por partidos de esquerda liderados pelo PT. O espetáculo de balbúrdia, terrorismo e violência política, que estamos assistindo nos últimos meses, é deprimente”, disse o parlamentar em artigo publicado neste final de semana. Recentemente, no RN, manifestantes da CUT e do MST armados com facões atacaram um motoqueiro que ousou furar o bloqueio em uma rodovia do Estado.

Segundo o deputado, “as corporações tentam apropriar-se do país e impor uma agenda equivocada, que, certamente, levará ao aprofundamento do caos econômico e do desemprego, fincando bases definitivas do nosso subdesenvolvimento. A questão é clara: visão corporativa é sempre vesga e voltada aos próprios interesses; está muito longe de representar o brasileiro. Ademais, a tradição pelega é a significativa marca dessas corporações que trabalham contra o Brasil, existem, é verdade, as exceções de praxe”.

 

 

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou em um pronunciamento no Palácio do Alvorada, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (31), que o impeachment é um “golpe parlamentar” e promete fazer forte oposição ao governo Michel Temer (PMDB). “Eles pensam que nos venceram. Haverá contra eles a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer. Essa história não acaba assim. Nós voltaremos”, afirmou Dilma.

O Senado aprovou hoje o impeachment de Dilma. Foram 61 votos a favor do impeachment, sete a mais do que os 54 necessários, e 20 contrários. Todos os senadores estiveram presentes; nenhum se absteve. Com o resultado, Dilma é afastada definitivamente da Presidência um ano e oito meses depois de assumir seu segundo mandato. Eleito vice na chapa da petista em 2014, o presidente Michel Temer (PMDB) deixa de ser interino e assume definitivamente o cargo até o fim de 2018.

Apesar de aprovar o impeachment, o Senado manteve os direitos políticos de Dilma. Foram 42 votos a favor da inabilitação de Dilma, 36 contrários e três abstenções.  Para que a petista perdesse os direitos, também eram necessários 54 votos.

30
ago

Opinião

Postado às 9:27 Hs

Agrediu, chorou, mas não convenceu 

A fala da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), em defesa do seu mandato, ontem, na sessão do seu julgamento, foi muito mais um ataque ao Congresso e não terá nenhuma chance de mudar o voto de algum parlamentar indeciso. Dilma reiterou a seus oponentes que eles estariam cometendo um golpe para tirá-la do poder. A petista afirmou que votar contra o impeachment seria votar pela democracia.

Dilma insistiu que não cometeu crime e disse estar orgulhosa por ter sido fiel ao compromisso com a nação. Sua fala apaixonada não fará efeito algum. A maré das opiniões está contra ela, e sua aparição é amplamente considerada como sua última fala pública. Foi um discurso retoricamente bem elaborado, mas não teve a consistência da verdade. Os argumentos expostos já são conhecidos e já foram contestados ao longo do debate em todas as instâncias em que o impeachment foi discutido no Congresso.

Tecnicamente, com base no que tange às acusações que sustentam a acusação, não conseguiu convencer. Seu discurso seguiu as orientações em torno das teses da defesa, uma peça escrita, que soube fazer bom desempenho da leitura, mas nas respostas usou um script ensaiado. Como disse o senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, as perguntas sobre decretos ou pedaladas, que se repetiram, tiveram a mesma resposta, sem sair do roteiro previamente ensaiado.

Na verdade, ela não apresentou defesa, foram desculpas e justificativas lastreadas na crise internacional. Ela se ancorou na crise para tentar apresentar a defesa, mas justificativas e desculpas não servem como defesa. Foi, como disse a senadora Simone Tebet (PMDB-MT), muito mais um libelo acusatório ao Congresso do que uma defesa. Dilma usou a velha tática do jogo de futebol, que diz que a melhor defesa é o ataque.

Dilma não convenceu da acusação de ter infringido a lei de responsabilidade fiscal e de ter maquiado as contas públicas – acrobacia financeira chamada de pedaladas fiscais. Sua fala, portanto, não reverte um só voto. Petistas reconheceram, logo após a sua defesa, que não há mais condições de reverter o placar do impeachment.

O clima é de pessimismo entre os interlocutores mais próximos da presidente afastada. Até mesmo a movimentação recente do ex-presidente Lula, que esteve em Brasília na sexta-feira e jantou no domingo com Dilma, não surtiu o efeito esperado. Lula não conseguiu reverter os votos necessários. Segundo um senador do PT, sem a caneta na mão, a missão se tornou praticamente impossível, numa referência à negociação de cargos e ministérios. “Não tínhamos nada que oferecer”.

Segundo integrantes do PT, a presença de Lula em Brasília serviu muito mais como gesto de solidariedade a Dilma. “Lula não quis passar a impressão de que estava abandonado a sua sucessora”, disse um senador petista.

Blog do Magno Martins

29
ago

Opinião: Tudo ou Nada para Dilma

Postado às 8:29 Hs

Por Magno Martins

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) usa, hoje, a tribuna do Senado, no terceiro dia de sessão do seu julgamento, como última cartada para salvar o seu mandato.  Em relação ao tom do seu pronunciamento, o fato mais importante nesta fase final e definitiva, as opiniões das pessoas mais próximas à presidente estão divididas. Algumas defendem que ela faça uma manifestação em defesa da soberania popular e da Constituição, enquanto outras preferem que, além disso, direcione críticas mais contundentes ao presidente interino Michel Temer, à equipe ministerial e aos senadores que mudaram de lado.

O discurso já está pronto desde a semana passada, mas nos últimos dias que antecedem sua ida ao Congresso recebeu sugestões de aliados como os ex-ministros José Eduardo Cardozo (responsável pelo teor jurídico da fala e por preparar Dilma para os questionamentos dos senadores), Miguel Rossetto, Jaques Wagner e Aloizio Mercadante. As anotações foram aceitas e deixaram a sua fala mais contundente ainda.

“Trabalhamos com um cenário de reversão. O discurso será forte, histórico. Ficará ainda mais claro que a presidente não cometeu nenhum crime e está sendo substituída por um presidente interino e por ministros envolvidos em suspeitas de corrupção. Temer e sua equipe entram para a história como traidores”, disse, ontem, a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), uma das aliadas mais fiéis da petista.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colaborou no sentido de que está em curso um golpe. Para Lula, “Temer, por ser um constitucionalista, sabe que se trata de um golpe”. A fala de Dilma deve ser centrada em pontos que já vêm sendo destacados por ela, como a defesa de que não cometeu crime de responsabilidade e que não pode ser julgada pelo “conjunto da obra” do seu governo — expressos na carta apresentada aos senadores.

A ida de Dilma ao Senado é encarada como o episódio mais importante do julgamento. “Este é o fato novo do processo. Todos já conhecem o depoimento das testemunhas”, disse o senador Reguffe (sem partido-DF), ao falar sobre a presença da petista no plenário. Dilma terá 30 minutos pra se manifestar, com o tempo podendo ser prorrogado a critério de Lewandowski. Depois, cada senador terá dez minutos para questioná-la.

“É imprevisível o que poderá acontecer”, comentou o senador José Agripino (DEM-RN). Na visão do presidente nacional do DEM, porém, não deve ocorrer mudança de placar. Ou seja, que será repetido o placar das outras votações, todos desfavoráveis a Dilma. “Não terei a ousadia de pré-estabelecer (o resultado), mas a tendência pelo pronunciamento dos demais senadores é que isso será mantido, tem sido a rotina nas outras votações”, acrescentou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Na visão dele, Dilma “deve explicações ao Brasil”. E tende a usar seu pronunciamento para “minimizar os danos” que ela teria causado durante seu governo. Em encontro, ontem, no Palácio da Alvorada, senadores aliados de Dilma simularam perguntas que a base governista de Temer deve fazer a ela. E reforçaram que a presença dela reforça a linha de argumentação usada pelos senadores de PT, PCdoB e PDT durante toda a discussão do impeachment no Senado.

22
ago

Repercute

Postado às 8:24 Hs

“Improvável retorno de Dilma à presidência seria caos político e desastre econômico”, diz Rogério

 Os últimos capítulos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) já estão próximos e a expectativa é que o afastamento definitivo da petista seja aprovado no Senado. Para o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), “um improvável retorno de Dilma à presidência da República significaria caos político e desastre econômico”. Em artigo divulgado neste final de semana, o parlamentar dá “adeus” a presidente e “boas-vindas ao novo Brasil”.

“A conclusão do impeachment no final deste mês de agosto será o definitivo ponto de inflexão para as mudanças necessárias. O empenho de todos que amam o Brasil será vital para o resgate da nação e a retomada do crescimento econômico e da moralidade pública. Hoje, mais do que nunca, é necessário varrer do poder Dilma e tudo o que ela representa. É preciso garantir a vitalidade da democracia nacional conquistada com tantas lutas do nosso passado e do nosso presente”, afirma o deputado no texto.

15
ago

Opinião : Acusação de golpe é firula

Postado às 9:20 Hs

Acusação de golpe é firula.

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) já está com sua carta aos senadores pronta. Ela manteve a palavra golpe em alguns trechos, ignorando a orientação do ex-presidente Lula. Para Lula, o termo só vai contribuir ainda mais para consolidar a derrota que Dilma terá na votação em plenário, já marcada para o próximo dia 25. Pelas projeções, 61 ou 62 senadores são votos assegurados para apeá-la do poder.

“Eu não sou Getúlio. Não sou Jango. Não sou Collor. Não vou me suicidar. Não faço acordo. Não renuncio. Os nossos adversários terão de assumir que não passam de um bando de golpistas que não respeitam a vontade soberana do povo brasileiro”, diz um dos trechos da carta, que vai entrar para a história, não como a carta de despedidas de Getúlio, que deu um tiro no peito e suicidou-se.

Será, na verdade, o último cartucho para tentar reverter um jogo no Senado cujas cartas já estão definidas. A carta está dividida em duas partes, uma delas sendo uma espécie de carta-documento, para ficar como registro “para a história”. Essa parte deve ser divulgada apenas no dia de seu afastamento definitivo, caso ele ocorra. Será “uma espécie de carta-testamento, como foi a que Getúlio Vargas deixou ao se suicidar, em 1954”.

Dilma deve falar da memória do País e das lutas da esquerda brasileira em contraponto às forças contrárias, introduzindo-se, e também a Lula, nesse contexto. Já a carta dos senadores deverá ser enviada nos próximos dias e uma coisa é certa: o texto terá, sim, a palavra “golpe”, ao contrário dos rumores que circularam na imprensa nessa semana. O golpe que Dilma se refere não pode ser golpe.

Dois atores fundamentais nos respondem que o impeachment não é golpe: o povo e a Constituição. O povo, através dos seus representantes, fez a Constituição que previu e disciplina o processo de impeachment, bem como elegeu os congressistas, que decidem, com os seus votos, do cabimento e da procedência da matéria.

Esse mesmo povo e a sua Constituição em vigor criaram e decidem o impeachment. E povo, cujo poder é soberano, baseado na Constituição, instrumento jurídico e político de expressão da vontade soberana do povo, nos diz, de forma clara, ao ensejo dos artigos 85, 52 e 51 da Lei Maior: impeachment não é golpe, é parte da democracia.

Ao demonizar a oposição, institucional ou popular, como golpista, a presidente usa palavras e atitudes que a aproximam do autoritarismo e parece desconhecer a legitimidade que a Constituição confere a seus adversários.

Fonte: Blog do Magno

10
ago

Não há mais salvação para Dilma

Postado às 8:12 Hs

Por Magno Martins

O resultado da votação da pronúncia do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) 59 a 21 votos – o que transforma a petista em ré no processo, é, sem nenhuma dúvida, uma prévia do que deve acontecer na etapa final no plenário do Senado, entre os dias 25 e 26 próximos. O Planalto esperava contar na reversão de alguns votos, mas o que se viu foi o contrário. O senador Cristovam Buarque, da bancada do PPS, por exemplo, ensaiou mudar seu voto, mas se manteve a favor do impeachment. Como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não quis votar e é voto certo na votação final, daqui a 15 dias, a derrota de Dilma será mais acachapante ainda.

Na abertura da sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que assumiu o processo de impeachment, declarou que os senadores vão exercer “uma de suas mais graves competências”, que é a de decidir se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento no processo. Conforme era esperado, ele negou todos os pedidos de senadores contrários ao impedimento para que o processo fosse suspenso.

Lewandowski considerou as questões de ordem “estranhas ao processo” de impeachment e negou a suspensão. Também rejeitou um pedido do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para que o procurador da República Ivan Cláudio Marx, que entendeu que “pedalada fiscal” não é crime comum, fosse ouvido pelo Senado. O presidente do Supremo disse que a fase de “produção de provas” já se encerrou e, por isso, rejeitou o pedido.

O magistrado rejeitou, ainda, um pedido, de autoria de aliados de Dilma, para que o relator do processo, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), fosse declarado suspeito, por ser do partido ao qual um dos autores da denúncia, Miguel Reale Júnior, é filiado. A suspeição obrigaria que todo o processo no Senado fosse refeito, mas a questão de ordem foi rejeitada por Lewandowski. Ele alegou que Anastasia tem condições regimentais para relatar o processo.

As questões de ordem foram apresentadas antes de a sessão entrar na etapa de discursos dos senadores. Eles tiveram direito a 10 minutos para falar na tribuna sobre o relatório, que recomenda que Dilma Rousseff vá a julgamento final. Senadores do PT e do PCdoB já haviam informado que entrariam com as questões de ordem no início da sessão. Senadores favoráveis ao impeachment reclamaram da atitude, que, segundo eles, é uma forma de protelar os trabalhos.

Na sessão de ontem, que deve entrar na madrugada de hoje, o parecer de Anastasia precisa dos votos da maioria simples dos senadores para ser aprovado, ou seja, metade dos presentes à sessão mais um. Pelo menos 41 senadores precisam estar presentes na votação (neste caso, seriam necessários os votos favoráveis de 21 senadores). Aliados de Dilma já reconhecem que a petista sairá derrotada nesta etapa do processo e apostam todas as fichas no julgamento final, o que, a esta altura, está completamente fora de cogitação. A tendência é, na votação final, o placar ser mais elástico, podendo passar dos 60 votos.

04
ago

Impeachment segue…

Postado às 18:15 Hs

Por 14 votos a 5, comissão especial recomenda que Dilma seja julgada. A Comissão do Impeachment aprovou, por 14 votos a favor e 5 contra, o relatório de Antonio Anastasia que recomenda a continuidade do processo e o julgamento de Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade. Com isso, a comissão encerra os trabalhos. Como já havia antecipado que faria desde que assumiu o colegiado, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi único que não votou. Na próxima terça-feira (9), o mesmo relatório será votado pelos 81 senadores no plenário da Casa. A sessão será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Para o relatório ser aprovado em plenário, são necessários votos da maioria simples dos parlamentares, ou seja, metade mais um dos presentes à sessão. Caso os senadores decidam pela continuidade do processo, Dilma será julgada no fim do mês, em data ainda a ser definida.
Enquanto a Comissão do Impeachment do Senado encerra sua fase de instrução com a presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) dizendo ser injustiçada, os aliados da petista e do presidente interino Michel Temer (PMDB) articulam nos bastidores pelos votos de 17 senadores que sinalizaram que poderiam mudar de lado no julgamento do impeachment. Rousseff mira especificamente em nove parlamentares, Temer, em quatro, e ambos disputam o voto de outros quatro. Para se configurar o impeachment são necessários ao menos 54 votos dos 81 senadores. Quando o Senado admitiu a abertura do processo e Rousseff foi automaticamente afastada, 55 entenderam que ela deveria ser alvo de uma investigação jurídico-política e 22 foram contrários. Isso não significa, no entanto, que esses congressistas já admitiam de antemão que ela cometera os crimes de responsabilidade dos quais é acusada.
18
jun

Opinião

Postado às 15:14 Hs

Dilma é parente de Pinóquio

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pirou de vez e precisa urgentemente ser internada numa clínica psiquiátrica. Na agenda de caráter extremamente turística que cumpre pelo Nordeste desde a última quarta-feira ela afirmou, ontem, no Recife, na maior cara de pau, que voltando ao poder faria um governo de salvação nacional.

Ridícula, cretina! Na sua arrogância do passado, achando que nunca cairia, jamais se dispôs a um diálogo, nunca admitiu que seus erros – e foram muitos – cometidos na política e na economia levaram o País à bancarrota. Dilma não criou o petrolão nem os escândalos que abalam o País, que são obras de Lula, mas a sua incompetência e omissão arruinaram um País que parecia caminhar na direção certa.

Dilma não volta porque não tem voto nem a sociedade deseja. E se por acaso voltasse, não teria condições políticas para governar, porque carece de uma base de sustentação, votos na Câmara e no Senado. Sua reintrodução ao Planalto seria, portanto, um ato suicida do Congresso. Ela blefa quando diz que convocaria um plebiscito para antecipar as eleições presidenciais de 2018 para outubro próximo.

Que mentira deslavada! Um plebiscito para ser realizado com êxito, isenção e discutido amplamente no Congresso e pela sociedade levaria, no mínimo, seis meses. Menos de quatro meses separam o eleitorado das urnas. Não dá para confiar em quem mente. Mas Dilma tem parentesco com Pinóquio. O País ainda está golpeado pelas mentiras dela na campanha. Chega de farsa e canalhice!

Neste passeio pelo Nordeste, onde se apresenta com discurso de vítima, sob alegação de que usurparam o poder das suas mãos por um golpe, mistifica da mesma forma que adotou na campanha. Não houve golpe algum. Houve eleição na Câmara e no Senado. Perdeu feio nas duas Casas, está tonta e desiquilibrada, tentando ludibriar outra vez o País, mas, felizmente, aos seus atos turísticos só lhes dão ouvido e guarida a militância petista que mamou e aparelhou o Governo dela.

Fonte: Blog do Magno

Aliados de Temer se preocupam com novas delações e temem que ambiente contamine novo governo

A revelação de que Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobrás), teve homologada sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deve alterar os prazos do processo de impeachment no Senado. Governistas se articulam para antecipar o trâmite e a oposição a Michel Temer tenta arrastar ainda mais a análise do afastamento de Dilma Rousseff. O presidente interino quer agilizar o processo, porque as novas delações podem recrudescer a crise política a causar instabilidade à sua gestão, o que atrapalharia a estratégia de recuperar a economia. Conforme apurou a reportagem, Machado citou mais nomes em sua delação além dos divulgados até agora (Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros, todos do PMDB).

De acordo com as fontes ouvidas em reserva, Temer não está implicado diretamente no depoimento de Machado, mas pilares importantes de sua base de sustentação política aparecem na delação premiada e nas conversas do ex-executivo da Transpetro. Do lado da presidente afastada, a estratégia é apostar em um ambiente político conturbado em busca de inviabilizar politicamente Temer. (Agência Estado)

Após sessão de quase 20 horas, o plenário do Senado Federal aprovou, por 55 votos a 22, a abertura do pedido de impeachment. Para aguardar a conclusão do processo, a presidente Dilma Rousseff (PT) será afastada por até 180 dias. Se, após os seis meses, o julgamento não for feito, a petista volta ao poder para aguardar a decisão. Antes mesmo da decisão dos parlamentares, o vice Michel Temer (PMDB) já havia formado boa parte do primeiro escalão do seu governo provisório.

Setenta e sete dos 81 senadores votaram. Delcídio do Amaral (sem partido-MS) foi cassado nessa terça (10) e os outros dois estão de licença médica. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou. O resultado deverá ser publicado no Diário do Senado desta sexta-feira (13). Dilma deixará o cargo após receber a notificação do senador Vicentinho Alves (PR-TO), o primeiro-secretário da Casa.

Quis o destino – sem considerar as manobras para torná-lo realidade – que os derrotados pela presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição de 2014 (DEM e PSDB), junto a aliados dela que pularam do barco petista, (em especial PMDB e PP), assumam o comando da País a partir de quinta-feira, 12. É o que se prevê depois da votação pelo plenário do Senado, nesta quarta, 11, do relatório que recomenda a admissibilidade do impeachment.

A sessão começa às 9 horas e, se uma reviravolta à la Waldir Maranhão não ocorrer até o fim da votação previsto para ocorrer entre 22hs e meia noite, o prognóstico é que ao menos 52 parlamentares votem “sim” ao impedimento, bem mais que o mínimo de 41 necessários a acatar o relatório e determinar o afastamento de Dilma por seis meses.

Vai se encerrar uma era de 13 anos do PT, marcada por avanços sociais e denúncias de corrupção envolvendo integrantes do governo petista, siglas aliadas e também adversárias. Michel Temer, o vice discreto, com larga experiência política e jurídica, formado no MDB de Ulysses Guimarães que transitou sem maiores conflitos nas últimas décadas e apoiando todos os presidentes após Fernando Collor, assumirá a presidência em meio à maior crise econômico-política das últimas décadas.

Minucioso,Michel Temer já planejou os detalhes do seu primeiro dia no exercício da Presidência. Vai requisitar uma edição extraordinária do Diário Oficial. Enviará à publicação o documento com a formalização da saída de Dilma e os atos de nomeação dos ministros já selecionados. (Agência de Notícias)

02
maio

Um caminho sem volta

Postado às 7:55 Hs

O processo do impeachment da presidente Dilma entra na sua reta final. Hoje e amanhã, a comissão especial do Senado ouve convidados para defender e acusar, nomes aprovados na semana passada pelas bancadas de Governo e oposição. Na quarta e quinta, será lido e discutido o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), pela aprovação do impedimento da petista.

Na sexta, 6, a comissão se reúne para aprovar o relatório, cujo placar já está definido: dos 21 senadores que integram a comissão, 16 votarão a favor e apenas cinco contra. Este é o tamanho do núcleo governista, testado, inicialmente, quando foi contestada a escolha do relator. Na votação, Anastasia teve seu nome aprovado por 16 votos e apenas cinco senadores, do PT, PCdoB e PDT, se posicionaram contra.

Por mais que os senadores governistas façam protestos, tentem procrastinar o máximo, o fato é que não há mais a menor condição de o Governo reverter a tendência de aprovação do relatório também no plenário do Senado, semana que vem, dia 11. Hoje, segundo levantamento do jornal Estado de São Paulo, 51 senadores revelaram que votarão pela admissibilidade.

Os aliados do vice-presidente Michel Temer trabalham, entretanto, para que sejam alcançados 54 votos, já no dia 11, placar exigido para afastar, definitivamente, a presidente na etapa final, contados os 180 dias que terá direito para fazer a sua defesa. Regularmente, são os dois terços exigidos pela Constituição.

Temer e o PMDB estão tão seguros de que o impeachment é um caminho sem volta que algumas medidas de impacto já foram estudadas e definidas para anunciar no dia 12, dia em que Dilma se afasta do Planalto. Entre o que ficou acertado, a demissão imediata de todos os ministros e petistas que ocupem cargos no Governo.

A venda de 49% do controle de algumas estatais, como os Correios, a Infraero e a Eletrosul. Também um plano radical para zerar um rombo nas contas do Governo estimado, hoje, em torno de R$ 97 bilhões, além da redução dos atuais ministérios de 32 para 26. Para tocar tudo isso, Temer já definiu o seu czar da economia, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que terá autonomia para escolher o novo presidente do BC. Meirelles contará com o senador José Serra auxiliando-o na política de mercado externo.

Fonte: Blog do Magno

24
abr

PT perde 20% de seus prefeitos em 2 anos

Postado às 12:33 Hs

Crise e impeachment fazem PT perder 20% de seus prefeitos em 2 anos. Segundo reportagem de jornal, 1 a cada 5 prefeitos do partido se desfiliou desde 2012

A janela de filiação partidária aberta no mês de março e a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos. A seis meses das eleições municipais, levantamento feito pela Folha no sistema de filiação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que, de cada cinco prefeitos do PT eleitos em 2012, um deixou o partido. Os dados mostram filiações e desligamentos concluídos até 15 de abril.

Ao todo, 135 dos 638 prefeitos eleitos pelo PT pediram desfiliação ou foram expulsos do partido. Essa conta inclui gestores que renunciaram ou foram cassados. O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, governados pelo PSDB e pelo PMDB, mas o movimento também atingiu Estados comandados por petistas, como a Bahia e Minas Gerais.

Em São Paulo, 35 dos 73 prefeitos eleitos migraram. No Paraná, foram 18 baixas entre 40 gestores. No Rio de Janeiro, mantiveram-se fiéis ao PT só quatro dos 11 prefeitos eleitos há quatro anos. Em Mato Grosso do Sul, oito dos 13 prefeitos saíram da legenda. Está nesse grupo Paulo Duarte, gestor de Corumbá, município com mais de 100 mil habitantes. A maior parte das desfiliações ocorreu neste ano, após a prisão do senador Delcídio do Amaral, tido até então como a estrela do partido no Estado. As baixas atingiram ainda cidades com mais de 500 mil habitantes, próximas de grandes metrópoles, como Osasco (SP) e Niterói (RJ).

Portal R7

19
abr

Opinião: Dilma não tem escapatória

Postado às 8:12 Hs

A presidente Dilma pode arrumar as malas. A etapa mais complicada para o start do impeachment já foi vencida pela oposição, no plenário da Câmara dos Deputados, por uma maioria bem mais ampla do que o Planalto imaginava. Levantamento feito pelo jornal Estado de São Paulo feito, ontem, um dia após a matéria decolar na Câmara, aponta que já existem 44 senadores favoráveis ao impedimento da petista. Outra mostra, da bancada do PMDB, é mais folgada. Indica 48 de um total de 81 senadores. Para seu afastamento, são necessários 42 votos, metade mais um do plenário, ou seja, a maioria simples definida em lei. Submetida a uma comissão cujo parecer será votado no plenário do Senado, a presidente será afastada do cargo e o Senado terá 180 dias para promover seu julgamento. Para sua condenação final, serão necessários os votos de 60 dos 81 senadores. No PMDB, apenas o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA) e Roberto Requião (PR) devem votar contra o impeachment de Dilma. Apesar de aliado do Palácio do Planalto, Renan já recebeu ontem o resultado da votação no plenário da Câmara, fará a leitura amanhã no plenário e criará de imediato a comissão especial. Renan disse que vai usar “todo o prazo regimental previsto” para a instrução do processo. “Renan não é superior aos fatos”, observou seu amigo e senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB. Ele acredita que o presidente do Senado terá uma postura “institucional” durante o processo.
out 15
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