A pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em parceria com o Instituto Ipsos revelou que para 76% dos brasileiros o INSS é a principal fonte de renda na fase de aposentadoria e que 43% dos entrevistados pretendem continuar trabalhando depois e aposentados para garantir o sustento. Gastos com remédios e plano de saúde são as principais preocupações para o futuro.

Dentre os entrevistados, 48% disseram que serão totalmente dependentes da oficial e 28% informaram que serão muito dependentes do sistema público. Apenas 18% dos ouvidos consideram que dependeriam pouco do INSS e somente 3% informaram que não dependeriam da aposentadoria do governo. Outros 3% não responderam ou não souberam informar.

27
set

Velhice sem Recursos…

Postado às 10:01 Hs

As aplicações financeiras em poupança podem estar em ascensão no País, entretanto, parcela ínfima dos brasileiros, 7%, tem o hábito de reservar parte do dinheiro pensando na velhice. A constatação é da empresa de seguro-saúde Bupa International, realizada em 12 países.

Por aqui, 1.005 pessoas foram ouvidas entre os meses de junho e junho pelo instituto de pesquisa Ipsos Mori. Delas, 64% não se preparam para quando ficarem idosas, seja guardando alguma quantia por mês, fazendo plano de assistência médica ou previdência privada. Ou seja, muitos não pensam em como ser assistido no caso de não poder cuidar de si próprio.

Fatia de 76% dos entrevistados acredita que a família estará presente para dividir o ônus de cuidar deles. Outros dados são que mais da metade dos brasileiros (53%) nem sequer começou a pensar na velhice, sendo que 46% da população não se preocupam em envelhecer.

“Os brasileiros não se sentem velhos e acolhem bem a chegada da idade, mas as pessoas não podem ficar despreocupadas com o envelhecimento. O Brasil, assim como muitos países, vem enfrentando uma crise na assistência médica e social”, diz o diretor-médico da Bupa International, Sneh Khmka. No mundo, foram ouvidas 12.262 pessoas em países como Austrália, China, Grã-Bretanha, Itália, México e Rússia.

O aposentado Gustavo Persico de Toledo Campos, 59 anos, lembra que na época em que trabalhava no Polo Petroquímico de Capuava a empresa passou a oferecer o benefício de previdência privada. “Isso me estimulou, a fazer um plano para complementar a renda e viver tranquilamente com minha esposa.”

Campos, que mora em Ribeirão Pires, salienta que agora desfruta da vida, até porque as filhas estão formadas e casadas. E o casal está independente financeiramente.

Ainda sobre o levantamento da Bupa, 3% dos pesquisados crêem que o governo cuidará deles na idade avançada. Dados do Ministério da Saúde sobre a velhice no Brasil mostram que o sistema de Saúde pública é utilizado por dois terços dos idosos. Parcela de 24% têm plano de saúde privado, enquanto 11% pagam do próprio bolso quando precisam de atendimento médico. Outros 5% são assistidos por agentes do programa Saúde da Família.

Cenário – Mesmo com esse percentual alto de brasileiros que não se preocupam com o futuro, o setor de previdência privada no País superou a marca de R$ 200 bilhões em ativos, alimentados por 11,5 milhões de investidores. De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a perspectiva é que nos próximos cinco anos, a venda de planos de previdência privada ande a passos largos, principalmente com a adesão das camadas de menor renda, especialmente a classe C.

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