O isolamento de Geraldo Alckmin aumenta cada vez mais e ele começa a ser abandonado por todos os aliados do PSDB e mesmo pelo principal cacique de seu partido, Fernando Henrique Cardoso. Nos últimos dias, FHC abriu conversas formais com Marina Silva para uma aliança Rede/PSDB. O discurso nos bastidores é que aquele entre os dois que estiver à frente nas pesquisas será o cabeça de chapa -o que quase inevitavelmente levará Marina a ser a candidata a presidente. A ideia de FHC é, com essa chapa, atrair os demais partidos de direita que começam a procurar alternativas próprias, mantendo conversações privilegiadas com Ciro Gomes.

Um jantar de Alckmin com o chamado “centrão” na quarta-feira foi um fracasso. Sob o argumento de que o desgaste do PSDB após a Lava Jato atrapalha as alianças, os dirigentes do bloco formado por DEM, PP, PRB, Solidariedade e PSC indicaram claramente ao pré-candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, que estão mais inclinados a apoiar Ciro Gomes (PDT) na campanha eleitoral.

Quinta-feia (5), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que faz as vezes de pré-candidato enquanto não aparece a aliança com as compensação esperadas pelos “democratas”, disse ontem que, embora seu partido tenha maior afinidade ideológica com o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, seria mais fácil compor palanques regionais com Ciro Gomes (PDT): “Nos palanques regionais temos mais afinidade com o Ciro Gomes”. Ele fez uma ironia usando seu pai, Cesar Maia, como exemplo: “Na área econômica, o Ciro faz, do meu ponto de vista, um pouquinho do que o ex-prefeito Cesar Maia fazia no Rio, só que de maneira invertida: vocalizava para a direita e governava para a esquerda”. Para Maia, Ciro vocaliza para a esquerda e, se eleitor, governará com a direita.

(B 247)

Foi no jantar com Michel Temer na semana passada que o nome de João Doria ganhou força como opção a Geraldo Alckmin. Na conversa, Paulo Skaf, um dos presentes, soltou a ideia: se Doria fosse o candidato pelo PSDB, o Centro se uniria em torno dele. A ideia foi muito bem recebida por Temer.

No dia seguinte, Temer encontrou-se com Fernando Henrique e, de fato, abordou o assunto. O tucano confessou preocupação com as chances de Alckmin, mas demonstrou insegurança em uma troca. FHC tem medo de perder em São Paulo e no Brasil.

Carlos Marun, Gilberto Kassab e Romero Jucá também estavam no rega-bofe do Alvorada e apoiaram o nome de Doria. Ao sentir o clima, o tucano disse: “Eu não posso ser o artífice disso. Acho que vou sair daqui”. Mas permaneceu no recinto.

Vera Magalhães – O Estado de S.Paulo

A campanha de 2006 deveria ter funcionado como um alerta para Geraldo Alckmin: uma eleição nacional não segue, nem de longe, os parâmetros de São Paulo. Simplesmente porque poucos lugares no mundo podem ser mais distantes do Brasil que São Paulo.

O início da segunda jornada presidencial do tucano, no entanto, parece mostrar que algumas coisas permanecem inalteradas. É verdade que, agora, ele adotou as balizas de um programa econômico caro logo de saída. Isso traz nitidez ao debate, o situa no campo dos que defendem reformas, rigor fiscal e privatizações e evita que ele repita o mico da jaqueta com emblemas de bancos públicos e estatais.

Mas na política e, sobretudo, na forma como se apresenta Alckmin continua sendo o mesmo de sempre. Seus aliados constataram, chocados, que o grupo de Michel Temer vazou em minutos o fato de o tucano ter procurado o presidente para iniciar conversas para uma possível união. Isso porque, em São Paulo, Alckmin se acostumou por muito tempo a ser o governador, aquele ao redor de quem as articulações se davam e que ditava o ritmo das conversas.

Jogando “em casa”, Alckmin teve em sua aliança partidos de A a Z, acomodados num amplo cabide de mais de duas décadas de poder ininterrupto do PSDB no Estado.

Enquanto ele oscila entre a média com pão na chapa e um discurso que flerta com as ideias já associadas a Jair Bolsonaro na segurança, no PSDB volta a ganhar corpo o zunzunzum da troca de candidato por João Doria. Alckmin tem o controle do PSDB e essa manobra é muito difícil em condições normais de temperatura e pressão. Mas o simples fato de o líder nas pesquisas estar preso e o segundo colocado ser de um nanopartido mostra que esta campanha será tudo, menos travada segundo o cânone clássico.

A receita de Alckmin para a vida saudável parece ser pouco para alavancá-lo.

 

22
abr

Eleições 2018: Mendonça na vice

Postado às 18:30 Hs

O PSDB tem o nome do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) na prateleira de temperos para a vice de Geraldo Alckmin. É nordestino e passou incólume pelo Ministério da Educação de Temer. Depende apenas da desistência do sonho presidencial de Rodrigo Maia.

Enquanto isso, seria divertido ver Dilma Rousseff na audiência do julgamento de Aécio Neves no Supremo Tribunal Federal. A senhora foi deposta, mas sua honorabilidade está intacta.

Por sua vez, ladrões roubaram pastas e objetos que estavam no carro de um assessor de Lula, em Curitiba. No meio dos papéis estava o seu passaporte. É verdade que ele não é mais um “ser humano”, mas os outros bípedes deixam o passaporte em casa ou no escritório e só o tiram da gaveta quando decidem viajar ao exterior.

Por Merval Pereira/O Globo

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de, por unanimidade, aceitar a denúncia contra o senador Aécio Neves, tornando-o réu de uma ação penal por corrupção ativa e obstrução da Justiça devido a um suposto empréstimo recebido em malas de dinheiro de Joesley Batista é um duro golpe não apenas no ex-candidato tucano à presidência da República como em todo o PSDB.

No plano regional, fica quase impossível Aécio Neves tentar a reeleição ao Senado, e até mesmo uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília parece fora de seu alcance neste momento. Além disso, a pré-candidatura ao governo de Minas do senador Antonio Anastasia deve naufragar.

PALANQUE FORTE – O ex-governador mineiro aceitou o encargo como uma missão partidária, para dar um palanque forte a Geraldo Alckmin em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Com essa carga que representa o processo contra Aécio Neves no Supremo, dificilmente Anastasia manterá sua candidatura, pois a esta altura não há mais serventia para os tucanos nesse sacrifício.

Se continuar, será por um dever partidário, mas não há mais razão para acreditar na possibilidade de os tucanos mineiros serem competitivos em Minas. Sem contar que o ex-presidente do partido Eduardo Azeredo pode ser condenado em segunda instância nos próximos dias pelo chamado mensalão mineiro.

O candidato tucano Geraldo Alckmin estará enfraquecido em Minas e também em São Paulo, onde o atual governador Marcio França prepara-se para uma guerra com o tucano João Dória pelo governo do Estado e terá provavelmente um candidato a presidente a apoiá-lo que não será Alckmin, mas o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.

DELAÇÃO PREMIADA – O ex-governador paulista Geraldo Alckmin ainda tem contra si o perigo de uma delação premiada de Paulo Preto, tido como operador do PSDB, e a indefinição do centro político, fragmentado em diversos candidatos. Ele já está perdendo votos no Sul-Sudeste para o ex-tucano Álvaro Dias, e até mesmo em São Paulo Jair Bolsonaro tira nacos consideráveis do eleitorado tucano, sem falar no centro-oeste, onde o pessoal do agronegócio tende a preferi-lo devido a uma campanha agressiva contra as invasões do MST.

No nordeste Alckmin perde condições de se recuperar para Marina Silva, que herda parte do eleitorado de Lula e disputará o eleitorado tucano nacional decepcionado com o partido. Também o PSB tem força regional no nordeste a partir de Pernambuco, e se tiver um candidato como Joaquim Barbosa terá condições de entrar no mercado de votos lulista.

CIRO É POPULAR – Sem contar com a popularidade na região de Ciro Gomes, que vem herdando parte do espólio de Lula, mesmo à revelia do PT. Para piorar a situação dos tucanos, o presidente Michel Temer, aconselhado por Sarney, faz questão de ter um candidato para defender seu governo. Se ninguém se dispuser, pois até o momento a tarefa é rejeitada por todos os partidos, que, na frase de Temer, querem namorar o MDB, mas nenhum quer casar, o próprio presidente se dispõe a essa tarefa.

Segundo a análise de Sarney, seu maior erro foi não ter um candidato que pudesse chamar de seu, para defendê-lo dos ataques, que vieram de todas as direções. O mesmo acontecerá a Temer se ele não conseguir ser representado nessa eleição presidencial, muito parecida com a de 1989.

A diferença fundamental até agora não mostrou sua influência intuída pelos políticos tradicionais: a força das coligações partidárias, das máquinas eleitorais, o tempo de televisão e o fundo partidário.

ÍNDICES DE REJEIÇÃO – O cientista político Alberto Carlos de Almeida fez um balanço do nível de rejeição dos candidatos a presidente e explica porque esse índice converge para um mesmo patamar.

Para ele, a razão é prosaica: o fato de Lula ter passado para a oposição. Na série, fica claro que ele chega ao máximo da rejeição no mês anterior ao impeachment, e partir do momento em que deixa de ser governo, começa a cair a rejeição.

Como ele assumiu a proa da oposição ao governo, ofuscou os demais, saindo de 45% para 35%, enquanto os outros subiram de 15% para 25%. Uma explicação complementar, segundo Alberto Carlos de Almeida, é que a rejeição é a todos os que se colocam na política, inclusive Lula, que continua sendo o mais rejeitado.

BOLSONARO, IDEM – O aumento da rejeição de Bolsonaro se explica pela maior exposição. Alberto Carlos de Almeida ainda acha que a polarização PT – PSDB pode ser repetida, e pega uma declaração de Alckmin para reforçar sua tese: “Bolsonaro no segundo turno é um passaporte para o PT”, disse ele.

Do lado dos tucanos, ele ressalta que quando se somam os votos de Alckmin e de Álvaro Dias, que tem DNA tucano, o PSDB chega a 12%. Se as coisas andassem normalmente, também o DEM estaria na aliança com os tucanos. Ele continua achando que o tempo de televisão e a maior parcela do Fundo Partidário darão vantagens aos grandes partidos.

20
mar

PSDB oficializa pré-candidatura de Alckmin

Postado às 22:42 Hs

O PSDB oficializou, há pouco, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República. A confirmação do nome dele já era esperada, e o anúncio foi feito após reunião da Executiva Nacional na sede do partido, em Brasília.

Alckmin confirmou que planeja deixar o comando do governo paulista no dia 6 de abril, prazo máximo para a desincompatibilização a fim de disputar a eleição, que será em outubro. O registro oficial dos candidatos será em agosto.

Presidente nacional da legenda, Alckmin foi o único inscrito nas prévias internas após vencer disputas dentro da legenda. O nome dele enfrentava resistência de alguns setores do partido. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, por exemplo, insistia nas prévias com mais candidatos.

Outra dificuldade que precisou ser superada foi a disputa eleitoral paulista. Alckmin queria que o vice-governador de São Paulo, Márcio França, do PSB, fosse candidato a sua sucessão no estado. No entanto, o posto também é almejado pelo prefeito de São Paulo, João Doria, que venceu as prévias do PSDB no domingo e será o candidato oficial do partido ao governo do estado.

O PSDB fez parte da base aliada do governo e já ocupou quatro ministérios, mas hoje detém apenas o de Relações Exteriores, comandado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), considerado da cota pessoal de Temer.

Nas últimas sucessões presidenciais, sempre que tratavam da formação de alianças, os tucanos estufavam o peito como uma segunda barriga para anunciar, antes de qualquer negociação, que dispunham de um parceiro cativo: o DEM. Pois bem. Na quinta-feira, o DEM lançará seu próprio candidato ao Palácio do Planalto: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Além de lidar com um problema velho –a falta de unidade do PSDB— o tucano Geraldo Alckmin se depara com um desafio novo: antes de seduzir o eleitor, ele precisa convencer o mundo da política de que vai conseguir levantar voo. Depois do flerte infrutífero de Fernando Henrique Cardoso com Luciano Huck, o lançamento da candidatura de Rodrigo Maia é a principal evidência da debilidade política de Alckmin.

Espremido à direita por Jair Bolsonaro e à esquerda pelo poste a ser patrocinado pelo inelegível Lula, Alckmin tem dificuldades para montar uma coligação partidária que lhe forneça um palanque eletrônico confortável. Rodrigo Maia retira do cesto de alianças de Alckmin três partidos: o próprio DEM e as duas legendas que se associaram a ele: PP e Solidariedade. Pelas pesquisas, a chance de Maia presidir o país é muito pequena. Mas ele entra na disputa como candidato favorito a bagunçar um pouco mais o projeto eleitoral de Geraldo Alckmin.

Blog do Magno

Quase quatro anos após a morte do líder maior, Eduardo Campos, o PSB refaz o caminho de volta à esquerda e poderá, a partir do congresso que está realizando em Brasília e termina sábado, vetar uma aliança com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para as eleições de outubro. A medida desagradará o vice-governador paulista, Márcio França, que tenta levar a legenda para uma aliança com os tucanos. França, inclusive, corre o risco de ver seu companheiro de chapa vaiado caso insista em levá-lo ao encontro socialista. Para a abertura do evento, quinta-feira à noite, foram convidados os presidentes de partidos amigos — PDT, PCdoB e PT. França queria levar Alckmin, mas os diretórios de Pernambuco, Piauí e Paraíba ameaçaram  colocar militantes nos arredores do Centro Internacional de Convenções do Brasil e dentro do salão para protestar contra a presença do tucano no evento.
Em entrevista a Eliane Cantanhede, manchete principal da edição de quinta-feira de O Estado de São Paulo, o presidente Michel Temer manifestou preferência à candidatura de Geraldo Alckmin e, ao mesmo tempo, não deu força às pretensões de Henrique Meirelles e Rodrigo Maia à sucessão presidencial de outubro deste ano. O Presidente da República afirmou que prefere que Henrique Meirelles permaneça no Ministério da Fazenda até o final de seu governo. E que Rodrigo Maia dispute a reeleição e também se candidate a novo mandato de Presidente da Câmara Federal. A entrevista ocorreu num almoço no Palácio do Planalto para o qual convidou a jornalista. Focalizou vários temas, incluindo o projeto de reforma da Previdência Social. Eliane Cantanhede também destacou trechos da conversa com Temer no jornal da Globonews, noite de quarta-feira, do programa conduzido por Sérgio Aguiar.
14
dez

Ala anti-Alckmin pode deixar PSDB em março

Postado às 15:42 Hs

Via Estadão

Tucanos insatisfeitos com os rumos do partido agora comandado pelo governador Geraldo Alckmin aguardam uma definição sobre quem será o candidato do governo Temer ao Planalto para decidir se deixam a sigla. O prazo é a janela partidária de março, que permite trocar de legenda sem o risco de perda do mandato.

PMDB, PP, PSD, PR, PTB e PRB estão em busca de um nome. O cardápio inclui o próprio presidente e o ministro Henrique Meirelles (Fazenda). Outros são considerados, como o o prefeito João Doria (SP), caso troque PSDB pelo PMDB.

Casa nova. José Serra também é cotado para ser o candidato do Centrão. Recentemente, o presidente do PMDB, Romero Jucá, consultou o tucano sobre o interesse de se filiar ao partido. Não foi a primeira vez. Serra desconversa.

Com a crise moral e ética prometendo infernizar a vida de políticos e partidos na próxima eleição, o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, se antecipa e usará a propaganda estadual do PSDB a partir desta sexta-feira para se apresentar como exemplo de “seriedade” e “trabalho”. As duas palavras são os pilares do novo slogan da campanha publicitária tucana a ser veiculada no estado de São Paulo. “É o PSDB de São Paulo mostrando que com trabalho e seriedade, sempre dá certo” — diz Alckmin em todas as inserções que irão ao ar no rádio e na TV.
GERALDO ALCKMIN TEM PREFERÊNCIA POR TIÃO COUTO COMO CANDIDATO DO PSDB AO GOVERNO DO RN. Tem bastante lógica o assunto que os jornalistas políticos do Estado estão comentando sobre uma reviravolta no PSDB e um possível interesse de Geraldo Alckmin de que o PSDB monte um palanque próprio no Rio Grande do Norte para 2018. A lógica está montada com as seguintes premissas: Geraldo Alckmin será eleito presidente nacional do PSDB no próximo dia 09 de dezembro, como nome de consenso para levantar o partido.
28
nov

Eleições 2018

Postado às 12:45 Hs

Alckmin assume PSDB por candidatura, mas aproximação de Meirelles e Maia ameaça o tucano.

Geraldo Alckmin assumirá o PSDB para tentar salvar sua candidatura ao Planalto, mas o estrago produzido pela autofagia da sigla é tão grande que a tarefa tornou-se hercúlea. Michel Temer enviou um recado claro ao governador no fim de semana. Hoje, disse, a chance de uma aliança em 2018 é remotíssima. Cientes disso, duas peças se movem: Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Henrique Meirelles (Fazenda). Se, com o suporte do PMDB, eles se alinharem, abalarão muito o potencial do tucano.

Aliados do ministro e do democrata dizem que eles têm um encontro marcado para depois da votação da Previdência. Enquanto o PSDB travava uma corrida contra o próprio rabo, Maia tornou-se forte influenciador do centrão, grupo sem o qual não se decide nada em Brasília. (Daniela Lima – Folha de S.Paulo – Painel)

Fernando Henrique achava que o melhor candidato para o PSDB era Geraldo Alckmin. Achava. Hoje o ex-presidente está convencido de que João Doria tem mais chances de emplacar. Doria, aliás, tem feito importantes sinais ao DEM, como o jantar da semana passada. Mas o fato é que a maior referência da legenda, Rodrigo Maia, está mais para Geraldo Alckmin do que para o prefeito de São Paulo. As informações são de Mauricio Lima, da coluna Radar, da VEJA.

Cientes do risco de implosão do PSDB devido a seu cabo de guerra, Geraldo Alckmin e João Doria apresentaram cartas de conciliação para tentar garantir a parceria entre ambos em 2018. Tanto o governador paulista quanto seu afilhado político, prefeito de São Paulo eleito no primeiro turno em 2016, querem ser candidatos à Presidência no ano que vem.

A alta temperatura da troca de farpas entre os dois nas últimas semanas, contudo, colocou em alerta o tucanato, que teme uma cisão que comprometa a posição majoritária do partido no campo governista em 2018 –não por acaso, DEM e PMDB vêm buscando se cacifar falando em candidatos próprios. A sinalização de trégua veio de parte a parte, embora haja caciques do tucanato que duvidem de sua eficácia.

Alckmin disse a interlocutores que considera legítimo o pleito de Doria de ser candidato, e o prefeito sinalizou que não despreza o desejo de seu padrinho político de vê-lo candidato a governador.

17
set

2018 sem Lula

Postado às 18:36 Hs

Merval Pereira analisa no Globo a pulverização do quadro eleitoral de 2018 com a provável saída de Lula do páreo e como ela poderá beneficiar, entre outros, Geraldo Alckmin.

Alguns trechos do artigo:

“As acusações de Palocci a Lula, que deverão se transformar em uma delação premiada com mais detalhes e, sobretudo, provas, acabaram com as esperanças da esquerda de ter Lula como candidato. Já não é mais segredo que o PT, confirmada a inviabilidade de Lula, deve lançar o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad ou o ex-governador da Bahia Jacques Wagner (…).

Mas o PT já não é uma aliança bem vista em parte da esquerda, e Lula a cada revelação perde a força de seu apoio, o que está levando Ciro Gomes a esconjura-lo publicamente.

Sem Lula na disputa, a corrida ficará aberta a todo tipo de candidato, enfraquecendo apenas um, o prefeito de São Paulo João Doria, que se organizou desde o início de seu projeto para ser conhecido pelo eleitorado como o antilula, embora ainda lhe reste uma identificação de gestor não-político, que tem boa acolhida em parte do público que busca o novo pelo novo.

(…) Lula, aliás, quando se elegeu presidente pela primeira vez em 2002, (…) era o representante de uma novidade política, sobretudo no que se referia ao combate à corrupção. Deu no que deu.

Ao contrário, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, um político de antiga estirpe, pode ter a seu favor justamente sua experiência, e, sobretudo, o equilíbrio com que conduz sua atividade política. Com tanta radicalização, talvez o eleitorado encontre nesse equilíbrio a segurança de que o país reencontrará seu caminho sem grandes choques.”

Via Coluna Painel

Aliados do governador Geraldo Alckmin dizem que o prefeito João Doria assumiu que quer ser candidato ao Planalto ao afirmar que caberá “ao povo” decidir quem representará o PSDB na disputa. O primeiro tem a preferência do tucanato. O segundo atraiu legendas poderosas para sua órbita.

Dirigentes do PMDB, do PSD e de partidos do centrão já dizem abertamente que veem Doria com mais chances de êxito em uma eventual disputa à Presidência em 2018. Alckmin teria o PSB, o PV e o PPS.

 

 

O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, foram as principais vozes do PSDB a defender a permanência do partido na base do governo durante reunião da executiva nesta segunda-feira (12), em Brasília. Em um discurso que foi visto como um tom de “campanha” por alguns dos participantes, Doria criticou a divisão do partido: “Nosso inimigo é o PT”, disse. “Não podemos ter medo de defender, esta posição de coragem sempre foi uma marca do PSDB”, disse o prefeito, segundo presentes. Ele criticou ainda a divisão do partido entre “cabeças pretas” e “cabeças brancas”, em relação ao racha entre os mais jovens, maiores defensores do desembarque, e os mais velhos, que vêm pregando a continuidade da aliança com o PMDB de Michel Temer.
11
jun

FIQUE SABENDO…

Postado às 11:06 Hs

# # José Agripino poderá ser candidato a vice-presidente…

E se o senador José Agripino Maia (DEM) for mesmo candidato a vice-presidente da República e o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) consolidar sua candidatura a presidente da República nas eleições de 2014 como ficarão as composições política no Rio Grande do Norte…??? A cúpula do DEM decidiu que a prioridade, em 2014, são as eleições estaduais. Somente após fechar as alianças regionais, buscando ampliar sua bancada no Congresso, e que tratará da disputa presidencial. A tendência é apoiar Aécio Neves, mas para entregar seu tempo de TV aos tucanos, uma ala do partido quer um vice do Nordeste. São nomes fortes seu presidente, José Agripino, e Paulo Souto. O nome do senado potiguar está em alta.

# # Primeiro nome para 2018

Cria do ex-governador Mário Covas, já falecido, de quem foi vice, Alckmin já disputou uma eleição presidencial contra Lula e perdeu. Ganhou o apelido de “picolé de chuchu” por não ser um político tradicional, de arroubos e capaz de provocar grandes emoções, mas o seu estilo, discreto e sério, homem de classe média paulista, agrada, sim, a São Paulo. Do contrário, não estaria governando o Estado já pela terceira vez, com forte indicativo para emplacar o quarto mandato. Se isso vier a se confirmar nas urnas em 2014, Geraldo Alckmin passa a ser um candidato em potencial a presidente da República em 2018, principalmente se Aécio Neves for esmagado por Dilma nas eleições de 2014. O governador será, portanto, a última estrela a brilhar no tucanato, dando o start do maior colégio eleitoral do País e com uma imagem consolidada de bom gestor.

# # PSD de Santa Catarina com Eduardo Campos

Seguindo os passos do PSD de Minas Gerais, que rachou para apoiar o tucano Aécio Neves (MG) contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o diretório do partido em Santa Catarina anuncia apoio à pré-candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos a presidente em 2014. Há problemas em outros estados que rejeitam o alinhamento com o PT, mas em Santa Catarina o PSD praticamente deixará de existir, porque a família Bornhausen, que comanda a legenda no Estado, decidiu apoiar o socialista e deve migrar para o PSB. A queda de popularidade de Dilma tem dado discurso a quem deseja deixar o barco governista. (Informações de O GLOBO – Maria Lima)

# # Ex-secretário da Rosa é o novo vice-presidente do BB

O Banco do Brasil (BB) divulgou na noite de segunda-feira, dia 10, que o ex-deputado Benito Gama tomou posse como vice-presidente de governo da instituição. Gama é presidente nacional do PTB. A nomeação havia sido anunciada na quarta-feira passada, dia 5, pela presidente Dilma Rousseff. A cadeira estava vaga desde a saída de César Borges (PR), que deixou o cargo em abril para ser ministro dos Transportes. Segundo informações do Banco do Brasil, Benito Gama é economista e foi deputado federal por quatro legislaturas, além de exercer mandatos como secretário de Estado nos governos da Bahia e do Rio Grande do Norte, onde recentemente foi secretário de Rosalba Ciarlini(DEM).O PTB é visto como o próximo destino da governadora democrata, aguardemos…

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