O vice-presidente, Hamilton Mourão, assumirá o exercício da Presidência da República por 48 horas, a partir desta segunda-feira (28), durante a recuperação do presidente Jair Bolsonaro, da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal. Mourão deverá conduzir na terça-feira (29) a reunião ministerial, que Bolsonaro passou a realizar uma vez por semana no Palácio do Planalto.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Segundo ele, Mourão exercerá a Presidência no período da cirurgia e por 48 horas após o procedimento cirúrgico. A previsão é que o período de recuperação do presidente dure dez dias. O porta-voz da Presidência informou que Bolsonaro pretende despachar do próprio Hospital Albert Einstein.

Rêgo Barros disse que deverá haver briefings diários no hospital para detalhar o estado de saúde do presidente e as atividades previstas para o dia seguinte. Os boletins médicos de Bolsonaro serão emitidos pelo Albert Einstein, porém a divulgação ficará sob “tutela” do porta-voz.

Paralelamente, o presidente pretende trabalhar no hospital, onde foi organizada uma espécie de gabinete para ele: com equipamentos, dispositivos técnicos e local adequado para despachos com autoridades.

Agência Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou, hoje, que pessoas que ameaçam parlamentares cometem “um crime contra a democracia”.

Ele deu a declaração durante uma entrevista, na porta da vice-presidência, sobre a decisão de Jean Wyllys (PSOL-RJ), que vai deixar o país após relatar ser alvo de ameaças.“Quem ameaça parlamentar está cometendo um crime contra a democracia. Uma das coisas mais importantes é você ter sua opinião e ter liberdade para expressar sua opinião”, disse Mourão.

Perguntado sobre o que pensa da decisão de Jean Wyllys de deixar o país, Mourão afirmou que é preciso “aguardar”, pois, segundo ele, o deputado falou de “forma genérica” sobre as ameaças.

“Temos que aguardar quais são essas ameaças, porque ele falou de forma genérica. Então, quando a gente diz que está ameaçado, tem que dizer por quem, como. Vamos aguardar”, declarou Mourão. O vice-presidente ainda foi indagado se a decisão de Jean Wyllys foi “correta”. Ele respondeu: “Não estou na chuteira do Jean Wyllys. Ele que sabe qual é o grau de confusão em que ele está metido”.

Mourão afirmou ainda que deputados representam cidadãos e devem ser respeitados. Para ele, ideias defendidas por parlamentares devem ser ouvidas, mesmo por aqueles que não gostam do político.

“Os parlamentares estão ali, eleitos pelo voto, representam cidadãos que votaram neles. Quer você goste, quer você não goste das ideias do cara, você ouve. Se gostou bate palma, se não gostou, paciência”, acrescentou.

Agência de Notícias

 

Assumindo a Presidência da República pela primeira vez com a viagem de Jair Bolsonaro para Davos, o presidente em exercício Hamilton Mourão disse, ao blog do Valdo Cruz, que sua interinidade será “sem sobressaltos”, dentro da normalidade, dando sequência ao que seu colega vem implementando no governo.

“Sem sobressaltos. Cumprirei a rotina, que atualmente se restringe às nomeações já decididas pelo presidente”, disse Mourão sobre o período em que ficará à frente do governo, até o retorno de Bolsonaro na próxima sexta-feira (25).

Além de garantir uma normalidade no período, o presidente em exercício tem mostrado preocupação em defender Bolsonaro diante do noticiário negativo envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo Mourão, o caso não é de responsabilidade do presidente nem do governo e tem de ser esclarecido pelo parlamentar do Rio.

Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme Mazui  /G1

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai despachar no gabinete enquanto exercer a Presidência da República, segundo informação da assessoria dele. Neste domingo o presidente Jair Bolsonaro deve viajar a Davos (Suíça) para participar do Fórum Econômico Mundial.

É comum presidentes da República em exercício despacharem no gabinete do chefe do Poder Executivo, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto, mas sem sentar na cadeira dele.

MESA VAZIA – Isso tem acontecido, por exemplo, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e com os ex-presidentes da Corte Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

É comum, ainda, a assessoria da Presidência divulgar atos do presidente em exercício, além de fotos dele no gabinete e em compromissos oficiais. O gabinete da Vice-Presidência fica em um prédio anexo ao Palácio do Planalto.

VIAGEM MARCADA – Pela agenda prevista, Bolsonaro deve viajar para Davos na noite deste domingo (dia 20) e retornar a Brasília na sexta-feira (dia 25). O tradicional fórum, realizado nos Alpes Suíços, reúne todos os anos lideranças mundiais, políticos, banqueiros e investidores. O objetivo é discutir temas econômicos e desenvolvimento.

AGENDA DE MOURÃO – Segundo a assessoria de Mourão, durante seu período no exercício da Presidência, ele viajará terça-feira (21) ao Rio de Janeiro para participar da cerimônia de passagem de comando do Segundo Regimento de Cavalaria de Guarda (RCG). A solenidade está marcada para as 11h. O retorno a Brasília está previsto para o mesmo dia a Brasília.

Nos dias seguintes, Mourão cumprirá agendas no Planalto. Os compromissos ainda serão repassadas pelo gabinete de Bolsonaro. Ainda de acordo com a assessoria, não há previsão de despacho de nenhuma medida administrativa, como decretos e atos normativos.

Por Jussara Soares/ O Globo

Com o adiamento da cirurgia do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para depois da posse no dia 1º de  janeiro, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão , deverá assumir a Presidência  por pelo menos duas semanas, tempo médio para recuperação da operação de retirada da bolsa de colostomia. A cirurgia foi adiada após Bolsonaro passar por exames na sexta-feira, que indicaram inflamação do peritônio (membrana da parede do abdome). Inicialmente, a nova cirurgia estava prevista para 12 de dezembro, com tempo suficiente para a recuperação total antes da posse.

Ao longo da campanha, após algumas declarações do candidato a vice consideradas desastradas pela cúpula da campanha, Bolsonaro pediu para que o então colega de chapa evitasse polêmicas.

MANCADAS – Mourão chegou a sugerir uma nova Constituição escrita por notáveis, disse que famílias apenas com mãe e avó eram “fábricas de desajustados” e que o 13º salário pago aos trabalhadores é uma “jabuticaba”, numa crítica de que só aconteceria no Brasil.

Com o adiamento, não há previsão de quando a nova cirurgia ocorrerá. Bolsonaro voltará ao Albert Einstein para uma nova avaliação médica em janeiro, quando será marcada a operação.

Os médicos calculam que, assim que for operado, Bolsonaro terá de ficar pelo menos cinco dias hospitalizado novamente no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Inicialmente, numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Depois, permanecerá cerca de dez dias em casa.

TUDO ADIADO – No início de novembro, Bolsonaro afirmou que, por conta da cirurgia, a data para a primeira viagem internacional como presidente eleito, que seria ao Chile, ainda não havia sido definida. Não há um novo cronograma sobre a agenda de compromissos no exterior. Bolsonaro ficou 24 dias internado após ter passado pela primeira cirurgia, ainda em Juiz de Fora, depois de ser atingido por uma facada durante ato de campanha.

De acordo com os últimos exames, o presidente eleito está “bem clinicamente” e mantém “ótima evolução” do seu quadro clínico, apesar da inflamação.

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