Não cai do céu O empresário Flávio Rocha (Riachuelo), que passou o último ano defendendo uma reforma tributária capaz de desonerar a folha de pagamento com base no resgate de um tributo sobre movimentação financeira, viu seu sonho murchar diante do coronavírus, mas não desistiu do objetivo. Afeito a analogias, ele diz que “não adianta jogar dinheiro de helicóptero, se continuar com o aspirador de dinheiro ligado, ou seja, a arrecadação de impostos, principalmente os incidentes sobre a folha”.

Bem maior Rocha, que pouco se manifestou nos últimos dias no debate sobre a eficácia do confinamento para frear o coronavírus, avalia que é tudo um “falso dilema”. Para ele, alguns de seus colegas empresários que recentemente atacaram a quarentena acabaram sendo mal interpretados.

A vida é… “Ou são vidas ou é a economia. Não se trata disso. O bem maior é a vida. Não são só vidas do coronavírus. São vidas que serão perdidas com desemprego, desalento, violência, que serão mais numerosas”, afirma ele.

…feita de escolhas Rocha faz comparações entre as mortes provocadas por H1N1 ou por acidentes de carro com aquelas que o novo coronavírus vem causando.

Cinto de segurança “Poderíamos ter evitado mortes proibindo o automóvel, com um impacto muito menor do que desligar toda a economia: bastaria desligar os veículos. Pouparia 10 mil vezes mais vidas do que o coronavírus”, diz ele.

Paralisação Na semana passada, a Riachuelo suspendeu as atividades de lojas e fábricas da marca.

“Há maneiras de não parar a economia sem colocar a população em risco. A recessão resultante de se tirar a economia da tomada vai gerar muito mais mortes

Flávio Rocha
presidente do conselho de administração da Riachuelo

Painel – Folha de São Paulo

O empresário Flávio Rocha, dono da rede de lojas Riachuelo, acertou na manhã desta terça-feira (27) sua entrada no PRB para disputar a Presidência da República. Rocha, 60, confirmou sua filiação ao partido e obteve de dirigentes da sigla a garantia de que poderá se candidatar ao Palácio do Planalto na eleição de outubro.

O dono da Riachuelo definiu sua entrada no PRB em uma conversa com deputados federais e com o presidente da legenda, Marcos Pereira —ex-ministro da Indústria e bispo licenciado da Igreja Universal. Nas negociações com o partido, o empresário recusou ofertas para concorrer a vice na chapa de outro candidato a presidente —como Jair Bolsonaro (PSL), Rodrigo Maia (DEM) ou Michel Temer (MDB).

O acordo do empresário com o PRB envolve sua disposição em financiar a própria campanha. A sigla afirmou que não dispõe de recursos do fundo eleitoral para bancar uma candidatura presidencial. A família de Rocha tem um patrimônio avaliado em R$ 1,3 bilhão.

Na última sexta (23), o empresário anunciou que deixará a diretoria da Guararapes Confecções, controladora da rede Riachuelo, para se candidatar nas eleições deste ano. Ele permanecerá no grupo até o fim de seu mandato, em 26 de abril. Flávio Rocha é evangélico, frequenta a igreja Sara Nossa Terra, e se diz defensor de princípios considerados conservadores —como a valorização da família e a adoção de uma plataforma linha-dura para a segurança pública.

O empresário também é ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), que organizou mobilizações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Rocha compartilha com o grupo posições enfáticas a favor do liberalismo e da redução da participação do Estado na economia.

Após ser homenageado com o título de cidadão natalense, o prefeito de São Paulo, João Dória visitou as instalações da fábrica da Guararapes, onde foi recebido pelo presidente do grupo, o empresário Nevaldo Rocha, com a presença do filho, Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo, que também foi homenageado pela Camara Municipal de Natal, com a Medalha Frei Miguelinho.

Na ocasião, Dória destacou o potencial de produção do grupo Guararapes no RN e falou dos postos de emprego e dos impostos que a produção da empresa potiguar promove no estado de São Paulo.

‘Quase tudo que é produzido aqui é consumido no estado de São Paulo e na cidade de São Paulo, provavelmente um terço do que é produzido. Isso é a simbiose da produção. O que se produz aqui vende em São Paulo, arrecada-se em São Paulo. Produtividade e eficiencia é círculo virtuoso daqueles que produzem com competência, como é o caso do grupo Guararapes’, disse.

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