A fala de Palocci também provoca prejuízo político e jurídico a Dilma. Palocci deu declarações que contestam a versão de uma Dilma que nunca soube de nada irregular. Segundo ele, ela tinha ciência da relação de promiscuidade com a Odebrecht.

Faz sentido a tese de que empresários que não tinham acesso a Dilma ou que temiam as políticas públicas dela fossem a Lula tentar estabelecer uma interlocução para os seus interesses no governo. A escolha de Dilma para sucedê-lo causou problemas a Lula, que era procurado por empresários que se queixavam de uma presidente inacessível e pouco disposta a ouvir.

Ironicamente, vai ficando cada vez mais claro que um dos maiores erros políticos da carreira Lula foi ter apontado Dilma para a sua sucessão em 2010. Além de ter realizado uma gestão desastrosa na economia, a personalidade forte e a inabilidade política da então presidente levavam corruptores como Emílio Odebrecht a buscar atalhos por meio do Instituto Lula.

(Blog do Kennedy)

02
set

Delação de Mantega pode ser devastadora

Postado às 13:49 Hs

Caiu como uma bomba na cúpula petista o acordo de delação para que Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma entregasse documentos sobre contratos do BNDES com a JBS/J&F. Líderes do partido estão à beira do colapso antecipando revelações. É que Mantega, além de presidir o BNDES, foi ministro do Planejamento de Lula, e depois ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A delação de Mantega tem o potencial de ser tão avassaladora quanto a de Antonio Palocci, a quem teria substituído a frente do esquema. O petista ainda precisa explicar a operação das contas criadas no exterior e abastecidas pela empreiteira Odebrecht para Lula e Dilma.

Mantega já externou sua insatisfação por ser investigado e já se disse sentir humilhado. “A minha vida virou um inferno”, afirmou. No centro da Lava Jato, Mantega presidiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2010 a 2015 e também vai contribuir para o caso.

Fonte: Blog Diario do Poder

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta quinta-feira que 11 pessoas, incluindo os ex-ministros petistas Guido Mantega, Antonio Palocci e Edinho Silva, sejam investigados no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a compra de apoio de partidos políticos à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff. Filiada ao PT, ela foi reeleita em 2014 com o apoio de outros oito partidos: PMDB, PDT, PCdoB, PP, PR, PSD, PROS e PRB. Janot solicitou também a realização de depoimentos de nove pessoas, entre elas a própria Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de aceitar ou não os pedidos caberá ao ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato no STF. O inquérito foi aberto com base na delação premiada de executivos da Odebrecht e já tinha como investigado o atual ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Em 2014, ele presidia o PRB, partido que apoiou a chapa vitoriosa, composta pela ex-presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, que assumiu o cargo após o impeachment da titular.

Por Renata Mariz e Thiago Herdy / O Globo

O empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud, da JBS, prestaram depoimento na segunda-feira na Procuradoria da República no Distrito Federal em investigação instaurada a partir das delações do grupo. Eles foram chamados para explicar as informações prestadas nos termos de colaboração fechado com a Operação Lava Jato que envolvem contas no exterior com recursos de propina supostamente destinados aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Os dois ex-presidentes negam a acusação.

Na delação, Joesley narrou que manteve duas contas no exterior por onde passaram cerca de US$ 150 milhões, dos quais US$ 70 milhões teriam sido movimentados em nome de Lula e US$ 80 milhões, de Dilma. Essa parte da colaboração premiada fechada com a Lava Jato foi desmembrada e encaminhada para a Procuradoria da República no Distrito Federal, que abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC).

PRIMEIRA INSTÂNCIA – Como Lula e Dilma não têm foro privilegiado, a investigação passa a ser feita em primeira instância. A Procuradoria da República no DF confirma que Joesley e Saud prestaram depoimento nesta segunda-feira em Brasília, mas não informou qualquer detalhe do que foi revelado. Também não revelou se novas oitivas estão marcadas.

O empresário desembarcou neste domingo no Brasil. Segundo informações divulgadas na noite desta terça-feira pela assessoria da JBS, o empresário passou os últimos dias na China, e não nos Estados Unidos, como se supunha em função dos imóveis que ele em Nova Iorque. “Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público”, escreveu a assessoria de Joesley, em nota.

NOTA DE JOESLEY– De acordo com o comunicado, o empresário esteve na segunda-feira em reuniões em Brasília. Nesta terça-feira, ele participou de encontros de trabalho em São Paulo. Leia abaixo a íntegra do comunicado de Joesley Batista:

“O empresário Joesley Batista informa que está no Brasil desde domingo passado. Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público.Joesley Batista estava na China – e não passeando na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República. Não revelou seu destino por razões de segurança. Viajou com autorização da Justiça brasileira.

O empresário esteve ontem, segunda-feira, em Brasília, em reuniões. Hoje, participou de encontros de trabalho em São Paulo. Joesley é cidadão brasileiro, mora no Brasil, paga impostos no Brasil e cria seus filhos no Brasil. Está pessoalmente à disposição do Ministério Público e da Justiça brasileiros para colaborar de forma irrestrita no combate à corrupção.”

RETALIAÇÃO DO GOVERNO – Nos últimos dias, o setor jurídico do grupo J&F, que detém a JBS, vem dando continuidade às investigações internas para oferecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) dados complementares à colaboração premiada dos executivos da empresa. Desde quando delatou dezenas de políticos do alto escalão, inclusive o presidente Michel Temer, o grupo J&F tem identificado a ação de técnicos e agentes públicos de diferentes órgãos em ações de fiscalização às suas empresas. Executivos têm interpretado a iniciativa como tentativa de intimidação ao grupo, por isso têm sido orientados por integrantes da PGR a registrar o nome desses funcionários e encaminhá-los ao órgão para que os episódios sejam investigados.

Antes mesmo de vir à tona o conteúdo das delações de Joesley Batista na Operação Lava Jato, um banco suíço usado para movimentar recursos ilícitos para abastecer campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente cassada Dilma Rousseff, conforme relato do empresário, denunciou suas contas para autoridades do país europeu. O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações. A Procuradoria-Geral da República espera que as informações coletadas pelas autoridades sejam agora transferidas ao Brasil. Na avaliação de autoridades suíças próximas ao caso, o Ministério Público Federal terá “forte chance” de apurar mais detalhes sobre as transferências. O banco Julius Baer (ou Julius Bär) fechou as contas na Suíça e o dinheiro foi transferido para Nova York, onde hoje vivem Joesley e sua família. DUAS CONTAS – Em sua delação premiada, o empresário afirmou à Procuradoria que reservou duas contas para atender às demandas dos petistas. Segundo ele, o dinheiro era usado para pagar propinas a políticos do PT e também a aliados. Joesley contou que as contas chegaram ao saldo de US$ 150 milhões em 2014. O empresário disse também que o dinheiro era operado a mando do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, com o conhecimento de Lula e Dilma. Os petistas negam as acusações.

José Dirceu, o ex-Ministro-Chefe da Casa Civil dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, tem alertado aliados do PT que o visitam na prisão que o partido deveria estar mais atento ao risco de Lula e Dilma serem presos após delações do publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura.

Segundo a coluna Painel da Folha de S. Paulo, Dirceu disse a mais de um interlocutor que o PT deveria se adiantar e organizar grandes manifestações com a colaboração de movimentos sociais e grupos da sociedade civil.

Para o ex-ministro, Lula e Dilma devem ser os principais alvos da delação dos ex-marqueteiros do partido.Preso em agosto de 2015 na operação “Pixuleco”, da Lava Jato, Dirceu está detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 23 anos e três meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

25
mar

SEMPRE SOUBERAM DE TUDO

Postado às 16:31 Hs

O que falta para o País finalmente perceber que Lula e Dilma, juntos, como irmãos siameses, arquitetaram, coordenaram e estiveram à frente de toda sorte de desvios ilegais de recursos que marcaram os governos petistas nos últimos 13 anos? Em recente depoimento ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o empreiteiro Marcelo Odebrecht começou a jogar luz sobre o modo de operar da dupla petista cujo esquema desviou mais de R$ 40 bilhões dos cofres da Petrobras. O relato de Odebrecht liquida de uma vez por todas a “reputação ilibada” reivindicada por Dilma em seus já célebres discursos borrifados de pretensa superioridade moral.

 Segundo o empresário, que arrasta os dois petistas para a cena do crime eleitoral, a ex-presidente, assim como Lula, sempre soube dos esquemas de propina e de caixa dois em suas campanhas, foi alertada em encontro pessoal com Marcelo Odebrecht sobre a “contaminação” das doações, incluindo a remuneração ao marqueteiro João Santana no caixa parelelo e tinha a exata ciência de que Antonio Palocci (o Italiano) e o ex-ministro Guido Mantega (Pós-Itália) cumpriam jornada dupla como ministros e arrecadadores. Não por acaso, “quatro quintos” das doações via caixa dois envolveram, conforme Odebrecht, as campanhas de Dilma. Mantega foi categórico ao dizer a Marcelo Odebrecht, segundo revelação do mesmo, que a orientação da ex-presidente petista era no sentido de que “todos os recursos” da Odebrecht fossem remetidos à campanha dela. “Você não vai mais doar para o PT, você só vai doar para a campanha dela”, disse-lhe Mantega, instruído por Dilma.

 DILMA TINHA CIÊNCIA DO CAIXA 2

Odebrecht disse que a petista tinha conhecimento da dimensão das doações à campanha e dos pagamentos de caixa 2 ao publicitário João Santana

CONTAMINAÇÃO PELA PROPINA

O empreiteiro alertou Dilma de que o dinheiro estava contaminado por propina e que Mantega lhe pediu para doar tudo para a campanha dela e não para o PT

PALOCCI FALAVA POR LULA

Odebrecht disse que tudo o que tratava com Palocci em matéria de liberação de recursos era combinado com Lula. Dilma deu o “ok”

A íntegra do depoimento, ao qual ISTOÉ também teve acesso, foi antecipada na última semana pelo site “O Antagonista”. As versões apresentadas até agora candidamente por Dilma, como se estivesse alheia do maior esquema de corrupção da história recente do País, não param mais em pé. Foram desmoronadas como um castelo de cartas por quem “inventou” a sua própria reeleição, o príncipe das empreiteiras. Foi Marcelo Odebrecht quem arquitetou toda a engenharia financeira da campanha. “Dilma sabia da dimensão da nossa doação. Que éramos nós quem fazíamos grande parte do pagamento via caixa dois para João Santana. Ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, asseverou Odebrecht.

Os repasses de dinheiro sujo, que já assustam pela dimensão alcançada e valores exorbitantes, não se limitaram a irrigar o PT e as campanhas dilmistas, por intermédio de Palocci e Mantega. A dinheirama contemplou partidos ligados à chapa de Dilma nas eleições de 2014. No depoimento prestado no dia 6 de março ao ministro Herman Benjamin, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar afirmou que operacionalizou a entrega em espécie de R$ 21 milhões de caixa dois para três partidos aliados, entre eles o PRB, o Pros e o PC do B. Segundo afirmou, cada legenda recebeu um aporte de R$ 7 milhões. No depoimento, Alexandrino disse ter entregue pessoalmente R$ 4 milhões só ao PDT.

O inteiro teor da colaboração judicial dos 77 executivos da Odebrecht deve vir à tona nos próximos dias. Ainda aguarda uma canetada do ministro-relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin. Só o relato do empreiteiro ao TSE, no entanto, já foi capaz de reduzir tanto Dilma como Lula aos seus tamanhos originais – bem diferentes daqueles que se apresentavam quando turbinados pelo marketing e pela narrativa petista. Por intermédio de lentes sem retoques, aparentam pequenez inata.

Transcrito da Revista Isto É

Por Aguirre Talento / Época

Contrariando a Polícia Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou que a investigação sobre obstrução da Lava Jato pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff prossiga no Supremo Tribunal Federal. Janot protocolou na quinta-feira (23) sua manifestação junto ao ministro Edson Fachin, relator da operação. O inquérito apura, dentre outros fatos, se a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil pela então presidente Dilma foi um artifício para lhe conferir foro privilegiado e tumultuar a Lava Jato, escapando da jurisdição do juiz Sergio Moro.

O caso corre no Supremo porque também inclui duas autoridades com foro privilegiado: a PGR investiga ainda se Dilma nomeou o ministro do STJ Marcelo Navarro, sob articulação do então presidente do STJ Francisco Falcão e do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, sob o compromisso de obter a soltura de empresários presos na Lava Jato, entre eles Marcelo Odebrecht. Um terceiro fato investigado no inquérito é uma oferta de ajuda do então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para evitar a delação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS).

OBSTRUÇÃO À LAVA JATO – No mês passado, relatório da Polícia Federal assinado pelo delegado Marlon Cajado recomendou o desmembramento, para a primeira instância, da investigação sobre a nomeação de Lula por Dilma. O delegado apontou em sua peça que Lula e Dilma agiram para obstruir a Lava Jato. Na primeira instância, a investigação e o processo penal costumam andar mais rápido, o que seria uma derrota para os ex-presidentes petistas.

Janot, que é a autoridade responsável por conduzir a investigação, discordou do delegado e solicitou ao STF que o inquérito não seja desmembrado. Em geral, durante a fase de inquérito, os ministros do Supremo costumam seguir os posicionamentos do Ministério Público.

TEORI ERA CONTRA – O procurador-geral apontou que o antigo relator, Teori Zavascki, já havia se posicionado contra o desmembramento e que, por isso, as investigações devem continuar sendo aprofundados no Supremo, com novas tomadas de depoimentos e diligências. Seu posicionamento é uma derrota para a Polícia Federal, que havia atraído para si os holofotes com o relatório do delegado Marlon Cajado.

Esse caso é o único inquérito contra Dilma existente até o momento na Lava Jato. Lula já é réu em uma ação penal também sob acusação de atrapalhar a Lava Jato, neste caso sob suspeita de comandar a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Os investigados têm negado as suspeitas e afirmado que não atuaram para obstruir as investigações. A defesa de Dilma afirmou considerar a manifestação de Janot “equilibrada e correta”. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos demais investigados.

12
mar

OPERAÇÃO LAVA-RATO

Postado às 18:06 Hs

Por Guilherme Fiuza

A Lava-Jato perdeu a chance de se tornar a principal instituição feminista do país prendendo Dilma Rousseff no Dia Internacional da Mulher. A delação da Odebrecht está confirmando o óbvio – que ela sabia de tudo (“tudo”, no caso, significando o maior assalto aos cofres públicos da história). Mas Dilma continua à solta, e isso nem é o mais grave. A mesma delação está servindo ao papo de que a corrupção iguala todo mundo. O Brasil está louco para ser depenado de novo – e ele é bom nisso.

“A delação da Odebrecht mostra que os que derrubaram a Dilma praticaram a mesma corrupção que ela”, decretou no rádio um desses companheiros fantasiados de comentaristas. Claro que não gastaremos uma linha explicando a esses militantes que quem derrubou a Dilma foi a Dilma, o PT e esse amor atávico deles pelo dinheiro dos outros. Eles sabem – com profundo conhecimento de causa.

Aí vem outro dizer que, à luz das revelações redentoras da Odebrecht, o caixa dois do Lula é igual ao do Fernando Henrique. É a preparação perfeita do “fora todo mundo”, relativizando as obras completas do PT. Se já apareceu até gente tentando relativizar o holocausto, por que não relativizar o petrolão?

Também não vale gastar meia linha para explicar que Lula e Dilma, os presidentes da Lava-Jato, botaram o Estado brasileiro em cima do balcão, amordaçado. Há uma dinastia de tesoureiros petistas presos por esse detalhe. A maior empresa do país foi à lona por esse detalhe. Um pedaço do PIB foi gentilmente conduzido pelo bando governante ao seu sistema particular de arrecadação. Ninguém jamais havia sequer tentado algo parecido, porque o Brasil jamais havia sido governado pelo filho do Brasil – o herdeiro natural de tudo. Com lenda não se mexe.

O “fora todo mundo” quer que você ache que todos são iguais perante a planilha da Odebrecht. Estão loucos para ressuscitar a sentença mensaleira do herdeiro solitário: caixa dois todo mundo faz.

A história do assalto sem precedentes do PT precisa ser retocada porque a narrativa coitada não pode morrer. É que nem tráfico de drogas: virou indústria, meio de vida para muita gente. O sistema simplesmente não deixa acabar. Imagine se a plateia descobre, de repente, que a Gleisi Hoffmann propôs greve de sexo no Dia da Mulher apenas porque ela ganha a vida assim (não com o sexo, com a greve).

Seria duro demais para o país admitir, enfim, que todos esses revolucionários progressistas são só gigolôs da bondade – conforme a Lava-Jato, que indiciou Gleisi Hoffmann, já esfregou na cara dos brasileiros. Assim como a maconha e a cocaína, a hegemonia politicamente correta dá dinheiro – e dá onda. No auge da alucinação, produziu Dilma Rousseff. O Brasil fumou (e tragou) esse protetorado melancólico de Lula como símbolo de afirmação feminista e maternal. Essa era da boa.

E segue o baile. No Dia Internacional da Mulher, quem fala é Gleisi Hoffmann e a patrulha nostálgica dos anos Dilma – que levou ao poder Erenice, Idely, Iriny, Rosemary, Rosário, Jandira e grande elenco empoderado. Após o golpe do homem branco, velho, fascista e do lar, sabem qual é o perfil do poder feminino no país? Maria Silvia Bastos Marques. Sabem o que ela faz? Preside o BNDES, um dos maiores bancos públicos do mundo. Sabem o que ela está fazendo lá? Salvando o banco (e o seu dinheiro) do desastre perpetrado pelo governo bandido das companheiras empoderadas.

Cada nação tem o símbolo feminino que merece. Maria Silvia não surgiu à sombra de máquina partidária nenhuma, não ganhou notoriedade com proselitismo vagabundo nem batendo boca com político machista para se vitimizar. É independente, poderosa por suas virtudes, bela, elegante e ética. Claro que não fez o menor sucesso no Dia da Mulher.

Ao contrário: o que se viu foram notinhas plantadas na imprensa sobre empresários reclamando do BNDES – ou seja, tentando fritar Maria Silvia. São aqueles que mamaram nos 13 anos da DisneyLula, período em que o banco foi para as páginas policiais suspeito de operações obscuras no Brasil e no exterior. Lula é réu por tráfico de influência internacional envolvendo a Odebrecht e o BNDES. Imaginou a pressão sobre Maria Silvia? Pois é. Agora volte ao noticiário sobre a greve de sexo da Gleisi Hoffmann e disparates do gênero, porque é isso o que o Brasil tem para te oferecer na semana da mulher.

Um simpático deputado do PSOL foi ao jantar dos 50 anos de carreira de Ricardo Noblat. A patrulha flagrou-o conversando sobre vida real com Temer e Aécio. O pobre homem teve de se ajoelhar perante seus fiéis, jurando que continuava puro – e já arrependido. Quase ao mesmo tempo, o Ministério Público denunciava o PSOL pela criação de um núcleo partidário dentro do Colégio Pedro II. É a pureza de resultados.

Dizem que a MPB está entre Lula e Ciro Gomes para 2018. Viu como a lenda coitada tem sete vidas? Então preste atenção, porque caixa dois de reputação a Lava-Jato não pega.

Por Valdo Cruz / Folha

Talvez nada simbolize melhor a situação dos derrotados nesta eleição municipal de 2016 do que a decisão dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff de não votarem no segundo turno. O primeiro, pela idade, não precisava ir. A segunda justificou a ausência. Numa eleição de elevada abstenção, uma forma de protesto e desencanto do eleitor com a política, os dois petistas deram um mau exemplo. Deles esperava-se o contrário, o de mostrar a importância de uma eleição. Decidiram desprestigiá-la.

Os dois têm lá seus motivos para não terem comparecido às suas seções eleitorais em São Bernardo do Campo e Porto Alegre. Seus candidatos ficaram de fora do segundo turno. Mas isso não seria, com certeza, o que eles defenderiam se ainda estivessem no comando do país.

PSDB COMEMORA – Enquanto o PT de Lula e Dilma sai como o grande derrotado da eleição municipal, o PSDB, que perdeu a eleição presidencial para a petista, desponta com o principal vitorioso. No ninho tucano, o segundo turno reforçou a posição de Geraldo Alckmin. Ele elegeu João Doria no primeiro turno em São Paulo e derrotou o PT no Grande ABC, berço político do Partido dos Trabalhadores. Já seu principal opositor dentro do PSDB amargou nova derrota. Aécio Neves não elegeu seu candidato, João Leite, prefeito de Belo Horizonte. Para quem era considerado imbatível no seu Estado natal, o novo revés não ajuda nem um pouco.

ALCKMIN VITORIOSO – Daí que, hoje, Alckmin ganha pontos na disputa interna para ser o candidato tucano a presidente em 2018. Em situação privilegiada. O PSDB seguirá na aliança de Temer, apoiando medidas até impopulares, mas poderá desembarcar lá na frente. Já o presidente Temer não tem do que reclamar. Seus aliados ganharam a eleição. O que pode ajudar nas votações de suas medidas no Congresso. Se reverter a crise econômica, pode até ser o que diz que não será, candidato. Mas temos de esperar a Lava Jato, que tudo pode mudar.

Por Josias de Souza

Ministro mais longevo de governo em que a brigada do PT levou a amoralidade às fronteiras do paroxismo, Guido Mantega é a demonstração de que quem sai aos seus não endireita. Ao alcançar o ex-ministro da Fazenda, a Lava Jato estabeleceu um elo entre as duas ruínas que derreteram o poder petista: a derrocada econômica e a decadência ética.

Como chefe da Fazenda, Mantega servira de biombo para que Dilma Rousseff conduzisse a economia até o buraco. Descobre-se agora que o personagem fazia também o papel de cupido das boas relações do PT com empresários provedores de dinheiro sujo para campanhas da legenda.

Mantega passou mais de oito anos na Fazenda. Atravessou os governos de Lula e de Dilma. Experimentou o céu do boom econômico e o inferno da recessão. Seu envolvimento com a coleta de recursos para o PT mostra o estágio da metástase que o câncer da corrupção alcançou no organismo do Estado. Nem a Fazenda foi deixada em paz.

O ex-ministro petista é um alvo intermediário da Lava Jato. Mantega é visto pelos investigadores como um degrau na escalada que levará a investigação até Lula e Dilma. Chegou-se a Mantega a partir do cerco ao caixa das campanhas eleitorais do PT, chefiadas pelo casal do marketing João Santana e Monica Moura. A delação de Marcelo Odebrecht, à espera de homologação, reforçará o papel paralelo de Mantega.

No momento, o grande temor do PT é que Mantega, fragilizado psicologicamente e com a mulher gravemente adoentada, acabe se transformando num novo delator a serviço da Lava Jato.

 

 

A Petrobras foi criada em 1953 com o objetivo de garantir o suprimento de derivados de petróleo para o Brasil. Aos trancos e barrancos, tem cumprido sua missão, mesmo que a tão sonhada autossuficiência de derivados nunca tenha sido alcançada (apesar da propaganda excessiva de 2006 acerca da autossuficiência momentânea de petróleo). A busca dos técnicos da empresa sempre foi no sentido de chegar à autossuficiência, mas os governantes têm atrapalhado bastante. UM ESPECIALISTA – Vamos ao exemplo de um técnico, nacionalista de carteirinha, que começou sua carreira nos fins dos anos 70 e se tornou tão respeitado que suas opiniões acerca da estratégia da empresa para o abastecimento do pais, em meio à política mundial do petróleo, passaram a ser ouvidas pelas mais diversas autoridades, dentro ou fora da companhia. Aí incluem-se Itamaraty, Ministério de Minas e Energia e Presidência da República. Movido pela razão, não deixou de auxiliar quem fosse – militares, tucanos e petistas. Mas de maneira nenhuma isso quer dizer que suas opiniões foram acatadas, mas pelo menos eram ouvidas e respeitadas. GOVERNO LULA – Ao chegar a 2003, novamente esse técnico da Petrobras foi chamado a opinar, desta vez para o governo Lula. Perguntaram-lhe qual seria o maior defeito que impedia a empresas de atingir a tão sonhada autossuficiência de petróleo e derivados. Respondeu que o petróleo é uma dádiva da natureza e, como tal, não é plenamente controlável. Ou os brasileiros teriam que encontrar mais em nossas terras e mares ou os brasileiros teriam que se internacionalizar e tomar conta do petróleo dos outros. De qualquer forma, esse é um problema para os geólogos, foi a recomendação do especialista. E continuou, explicando que, no caso dos derivados, a conta é bem mais fácil. O Brasil importa muito diesel e gasolina. Se o Brasil crescer, vai importar muito mais, a preços altos. Portanto, precisamos de refinarias. Passamos 30 anos sem construir nenhuma refinaria e o déficit de combustíveis já era de 300 mil barris por dia.
17
ago

STF autoriza inquérito contra Lula

Postado às 12:13 Hs

Enfim, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou, ontem, a abertura de inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ex-ministros de Dilma – Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo. O inquérito vai apurar a suspeita de que eles agiram para obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Janot enviou a resposta em julho, durante o recesso do Judiciário, mantendo o pedido de investigação. Agora, o ministro mandou instaurar o inquérito. Com a instauração do inquérito, será iniciada agora a coleta de provas e, depois dessa fase, Janot terá que decidir se denuncia os quatro ou se pede arquivamento da apuração. A assessoria do ex-presidente Lula afirmou que a defesa ainda não foi notificada sobre a decisão e desconhece o conteúdo do inquérito, que tramita sob segredo de Justiça. “O ex-presidente sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois da Presidência, e jamais cometeu qualquer tipo de obstrução de Justiça”, diz a assessoria. Segundo nota divulgada pela assessoria de Aloizio Mercadante, a decisão do Supremo Tribunal Federal de abertura de inquérito será uma oportunidade para o ex-ministro “demonstrar que sua atitude foi de solidariedade e que não houve qualquer tentativa de obstrução da justiça ou de impedimento da delação do então senador Delcidio do Amaral”.

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura do inquérito contra a presidente afastada, Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ex-ministros do governo da petista, segundo fontes com acesso à investigação. Em despacho desta segunda-feira, 15, o ministro autorizou a realização de diligências no caso – andamento processual que é praxe após a abertura das investigações. O caso é mantido sob extremo sigilo no STF. Em junho, Teori encaminhou de volta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o pedido de investigação feito pelo Ministério Público.

Na ocasião, o ministro informou ao procurador-geral que havia anulado a gravação em que Lula e Dilma conversavam sobre a entrega do termo de posse do petista como ministro da Casa Civil. O diálogo é um dos indícios considerados por Janot como indicativo da tentativa de obstrução de justiça.

 

Por Daniel Carvalho e Beatriz Bulla / Estadão

As mensagens obtidas por investigadores da Operação Lava Jato no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, mostram que os executivos da empresa não só articulavam com políticos a obtenção de favores e o apoio financeiro a candidatos, mas também faziam avaliações sobre a política nacional. “Vai ser duro!!!! Haja Luma (Lula+Dilma)”, sugeriu um dos executivos da empresa sobre a vantagem do candidato ACM Neto (DEM) sobre o petista Nelson Pelegrino, na campanha à prefeitura de Salvador em 2012. Dois anos depois, executivos da empresa citavam a vitória de ACM Neto como um indicativo de que “acabou o tempo de eleger ‘poste’”.

Diante do avanço da campanha do atual prefeito da capital baiana, ACM Neto, o ex-presidente da OAS e o ex-diretor da empreiteira Manuel Ribeiro Filho começaram a discutir por mensagens as formas de salvar a campanha eleitoral de Pelegrino, a quem deram apoio. “Dilma/ Lula/Militância ofensiva. São as únicas formas de vencer”, escreveu Ribeiro Filho. O apoio da empreiteira ao petista Nelson Pelegrino, em 2012, foi intermediado pelo então governador da Bahia e hoje ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), de acordo com os investigadores da Lava Jato.

Nas mensagens, os executivos discutiram propaganda na TV em que ACM Neto “desconstrói” Pelegrino. “Só Lula e o Papa. Ainda bem que cheguei em Roma”, escreve um número supostamente ligado a Léo Pinheiro, em 19 de outubro de 2012, antes do segundo turno eleitoral, a respeito de possível vitória do PT. “Leo: se não partir para desconstruir (ACM) Neto, nem Javeh. Virou Onda. A propaganda está inteligente. Neto não bate ou bate com elegância”, respondeu o ex-diretor. Manuel Ribeiro Filho se afastou da OAS no final de 2012 e em janeiro de 2014 foi nomeado secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, ainda na gestão de Wagner no governo.

ELEGER POSTE

Quase dois anos depois das trocas de mensagens sobre a campanha de 2012, outros executivos da empresa voltam a falar com Léo Pinheiro a respeito da preocupação com as eleições na Bahia. Em janeiro de 2014, ano em que foram realizados pleitos para presidente da República e para os governos estaduais, César Mata Pires, fundador da OAS, diz a Léo Pinheiro que “acabou o tempo de eleger poste” e faz referência à eleição de 2012, quando Pelegrino, mesmo com apoio dos governos federal e estadual, perdeu as eleições.

“LP (Léo Pinheiro), Acabou o tempo de eleger poste. JW (Jaques Wagner) que se cuide… não aprendeu com a vitória do grampinho (apelido usado para se referir a ACM Neto). Temos que pensar nessa hipótese X nossos interesses na Bahia. Deus nos proteja. CMP (César Mata Pires)”, escreveu.

Após as conversas terem vindo à tona, reveladas na semana passada pelo Estado, o ministro Jaques Wagner disse estar à disposição das autoridades e do Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Em nota, Wagner disse estar “absolutamente tranquilo” quanto à sua “atividade política institucional, exclusivamente baseada na defesa dos interesses do Estado da Bahia e do Brasil”. Procurada, a OAS afirmou por meio de assessoria que “não tem nada a comentar a respeito”.

08
ago

Lula descarta ser ministro de Dilma

Postado às 17:49 Hs

Via Gerson Camarotti – G1

Lula Em conversa reservada com alguns ministros no início da tarde desta sexta-feira (7), em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou resistência à proposta de virar ministro do governo Dilma. “Só vou para o governo se for para ser ajudante de ordens da presidente; para repassar as ordens de Dilma”, disse Lula, bem humorado, segundo relatos.

Como revelou o Blog, com o agravamento da crise política, passou a ser avaliada no Palácio do Planalto a possibilidade de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um cargo de ministro. Essa tese já é defendida por alguns interlocutores de Dilma e do próprio Lula.Nas palavras de Lula, num regime presidencialista não é apropriado um ex-presidente participar de um governo. Mas garantiu que vai ajudar na governabilidade.

Depois de um ato em defesa do Instituto Lula – alvo de uma bomba caseira –, Lula recebeu um grupo de petistas. E conversou com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social).Diferente de outros encontros recentes, onde Lula demonstrou abatimento e desânimo com a situação política atual, nesta sexta o ex-presidente estava mais animado. Disse que se colocava à disposição de Dilma para viajar pelo país.

E elogiou a agenda da presidente com os movimentos sociais e o roteiro de viagens pelo Nordeste. Para Lula, é preciso mostrar e reforçar tudo o que o governo fez na região. O Nordeste é considerado estratégico para Dilma estancar a queda de popularidade.Diante da polêmica envolvendo o vice-presidente Michel Temer, que disse esperar que “alguém tenhacapacidade de reunificar a todos” e depois colocou o cargo à disposição, Lula defendeu o peemedebista. Disse que Temer tem sido “um aliado muito fiel” e que tem “uma postura correta”.

Por Carlos Newton

A política brasileira vive momentos de surrealismo puro. Os jornais divulgam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar Fernando Henrique e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política.

Quando surge esse tipo de notícias “plantada”, é preciso haver tradução simultânea. Trata-se de uma conversa fiada. Lula não autoriza ninguém a fazer nada, ele simplesmente manda fazer. No caso, se quisesse falar com FHC, ele apenas mandaria algum diretor do Instituto Lula telefonar para marcar o encontro. FHC, que é o mais vaidoso dos mortais e não tem o que fazer, salvo atrapalhar o PSDB, aceitaria na hora.

Então, o que houve? Ora, Lula mandou plantar esta notícia para apagar o incêndio no PMDB, ateado por Eduardo Cunha, e que vai se alastrando pouco a pouco.

UM MINISTRO INÚTIL

Apanhado de surpresa pelo “factoide” de Lula, o Planalto seguiu na mesma balada, com o inexpressivo e inútil ministro Edinho Silva deitando falação:

“Em todos os países democráticos é natural que ex-presidentes conversem e, muitas vezes, que sejam chamados pelos presidentes em exercício. Essa é uma prática comum nos Estados Unidos, por exemplo”, afirmou o titular da Comunicação Social, para tirar uma onda de intelectual, mas acabou falando bobagem, porque essa prática não existe em nenhum país democrático. É raríssimo acontecer, salvo em Cuba, onde Raúl Castro tem de estar sempre ouvindo o irmão Fidel, e aqui no Brasil, onde toda a vez que a presidente Dilma Rousseff deixa de ouvir Lula faz alguma bobagem.

FHC NA EUROPA

Lula mandou criar essa notícia falsa, porque sabia que FHC está na Europa, passeando com a nova esposa, e aceita tudo que possa colocá-lo de volta ao noticiário. Os jornais dizem que o objetivo imediato da aproximação seria buscar conciliadores que pudessem frear os líderes oposicionistas que defendem o impeachment de Dilma.

A tradução simultânea indica que o objetivo real é conter o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Lula e o Planalto sabem que ele é o verdadeiro inimigo, porque controla a maioria dos deputados e facilmente poderá conduzir o processo de impeachment, desde que seja apresentado à Mesa da Câmara um pedido bem fundamentado.

Lula e Dilma sonham (?!) que a oposição (PSDB, DEM, Solidariedade e PPS) possa se juntar ao que restou da base aliada, que Cunha demoliu com a maior facilidade. Ainda bem que sonhar ainda não é proibido.

DIA 16 DE AGOSTO

Agosto vem aí e o dia D já está marcado: será dia 16, um domingo. Se as ruas se encherem de opositores de Dilma e do PT, o impeachment passa a ser apenas uma questão de tempo.

Impeachment é um fato político, não é um processo jurídico, que necessite de provas materiais bem comprovadas. Collor foi cassado sem haver uma só prova contra ele, a não ser o fato de ter recebido uma Fiat Elba de presente. O povo não o queria mais, e o Congresso sempre faz o que povo quer, como dizia o ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Sábias palavras.

O PSDB reuniu nesta sexta-feira (30) sua nova bancada na Câmara dos Deputados. Em reunião realizada em Brasília, que contou com a presença do presidente nacional da legenda, senador Aécio Neves, o deputado federal diplomado, Rogério Marinho, presidente de honra do partido no Rio Grande do Norte, disse que não havia possibilidade do Petrolão ter acontecido sem o conhecimento do ex-presidente Lula da Silva e da atual, Dilma Rousseff, ambos do PT. “O Petrolão, por sua magnitude e extensão, não pode ter acontecido sem o conhecimento e o aval de Lula e Dilma. O contrário disso seria uma enorme e absurda incompetência”, disse o parlamentar, que assume o novo mandato em solenidade realizada neste domingo (1º) na capital federal. Ainda de acordo com o tucano potiguar, o governo o PT demonstrou uma “eficiência extraordinária: em 12 anos desmantelou o setor de energia de tal forma que a Petrobras e a Eletrobrás estão quebradas”. Para Rogério, “a crise no setor energético brasileiro desmontou dois mitos da história recente do país, o primeiro é o que Dilma entente algo de energia, e o segundo que a presidente era uma verdadeira gerente. Incompetência é típico do PT”.
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