Via Mônica Bergamo

Dirigentes do PT avaliam que a participação de Lula ao menos em uma etapa da campanha de 2018, ainda que ele venha a ser impugnado na reta final, é fundamental para ajudar o partido a eleger bancada mínima de senadores e deputados. Por esse raciocínio, a presença dele no horário eleitoral e em viagens nas primeiras semanas da campanha livraria o PT de um fiasco nas eleições parlamentares.

Parecer do professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná, deu ao PT a segurança de que Lula, mesmo condenado em segunda instância, poderá ser inscrito no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto de 2018 para as eleições. Eventual impugnação demoraria um mês para ser julgada, garantindo a presença dele na campanha até setembro.

MÃO ÚNICA – “Não tem mais plano B [candidatura alternativa à do ex-presidente no PT]. Discutíamos isso, mas sem nenhum ânimo. Agora estamos convencidos de que é Lula mesmo”, diz o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele afirma acreditar que Lula consegue ir até o fim da campanha.

Por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu manter o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, na condução do processo que julga o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Operação Lava Jato. O petista responde por recebimento de propina da Odebrecht. O julgamento da 8ª Turma da Corte aconteceu na sede do tribunal, em Porto Alegre, na tarde de hoje. Foram analisados dois pedidos da defesa de Lula: uma exceção de suspeição e um habeas corpus, ambos com o mesmo argumento.O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, foi o primeiro a se manifestar. Ele rejeitou os pedidos, baseado em decisões anteriores.
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Longe de mim fazer pouco caso com o trabalho desenvolvido pelos líderes sindicais e políticos, haja vista que qualquer que seja o trabalho ele sempre é digno. No entanto, o que diz a mídia brasileira e circula na internet é que o inventário da finada Marisa Letícia mostra que o casal Lula da Silva acumulou um patrimônio muito superior a R$ 12 milhões, porque a avaliação dos bens imóveis é com base no valor de aquisição e os investimentos estão fixados em fevereiro deste anos, sem o rendimento obtidos nos últimos oito meses. É certo que muitos executivos de grandes empresas estabelecidas no Brasil não conseguem acumular patrimônio semelhante ao do casal Lula da Silva, cuja riqueza demonstra que este país faliu ética e moralmente há muitos anos.

Por Cristiane Segatto / Época

Pouco se sabe sobre o desembargador João Pedro Gebran Neto, o relator da Lava Jato na segunda instância, o homem que tem diante de si a responsabilidade de definir o futuro político do ex-presidente Lula. Cabe ao magistrado e a outros dois desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmar ou não a condenação do petista, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo juiz Sérgio Moro. Se Lula for condenado por eles, será, em tese, impedido de concorrer nas eleições de 2018, em virtude da lei conhecida como Ficha Limpa.

Gebran faz o tipo seco e reservado, que recusa insistentes pedidos de entrevista. Outra faceta do curitibano de 53 anos emerge nos ambientes em que se discute a saúde pública. Ali ele se sente em casa, diz o que pensa. Oriundo do Ministério Público, Gebran escreve livros e participa de debates com o objetivo de reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a intensa judicialização que contribui para o mau uso dos recursos públicos.

Em um dos almoços do 5º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico, presidido por ele e realizado em Vitória, no Espírito Santo, no final de setembro, Gebran dispensou a sobremesa e abriu espaço para falar à Época.

Qual é sua maior motivação hoje:  reduzir a má judicialização da saúde ou atuar como o relator da Lava Jato na segunda instância?
Tenho duas atividades: minha jurisdição criminal em Porto Alegre e a atividade voltada à saúde, que atualmente é lateral. Em ambas, eu me sinto motivado em ser justo. Minha preocupação é ser correto, fazer o melhor e ser justo. Sou apaixonado pelo que faço. Tenho paixão pelo que faço na minha jurisdição, sempre tive, e tenho paixão pelo direito à saúde.

Em relação à Lava Jato, o senhor tem a responsabilidade de decidir o futuro político do ex-presidente Lula…
Eu disse que não ia tratar desse assunto.

Não posso deixar de perguntar. O senhor vai decidir uma questão de grande importância para o Brasil…
Não trabalho com essa lógica.

Qual é a lógica do senhor?
Minha lógica é que tenho à minha frente processos de diversas ordens e tenho de fazer meu melhor. Tenho de ser justo, equânime e imparcial. Tenho de ser correto. Vou fazer meu melhor e aplicar o Direito dentro das limitações da minha capacidade. Faço isso no processo em que julgo um traficante, em um processo de pessoa acusada de descaminho, em um estelionato contra a Previdência e também nos processos que envolvem corrupção, lavagem de dinheiro e crimes de grande monta. Vou analisar o processo, vou discutir o processo. Tenho uma equipe maravilhosa de servidores que trabalham comigo, debato profundamente com eles. Tenho certeza de que não sou o senhor da razão. Não acho que estou sempre certo. Debato e escuto as pessoas. Decidimos em três. Tenho outros dois colegas extremamente qualificados [os desembargadores Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus]. Convergimos em muitas coisas, divergimos em outras, mas essa é uma decisão plural. A minha decisão pode ser singular, embora bem debatida e refletida, mas a do tribunal é plural. Tenho certeza de que o tribunal tem atuado no melhor de suas forças para produzir uma boa jurisdição. Isso é fundamental. É entregar para a sociedade brasileira aquilo que aquele colegiado reconhece como justo, legítimo e legal. Essa é minha motivação. As decisões têm consequências políticas? Todas elas têm. A decisão sobre conceder ou não um medicamento também tem uma consequência política. O julgador não se preocupa com isso. Muitas vezes, ele tem de agir contramajoritariamente. Mas tem de fazer aquilo que acredita. Todos nós lá no tribunal fazemos isso.

O Artigo 196 da Constituição afirma que “saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas…”. Por que muitos juízes valorizam o que leem antes da vírgula e desconsideram o que aparece depois?
Você destaca um ponto fundamental. Todo mundo diz que saúde é direito de todos e dever do Estado, mas a redação da Constituição não é só essa. Ela diz que isso deve ocorrer mediante políticas públicas. A meu juízo, esse é o cerne da discussão. Temos de discutir a política pública, e não um direito absoluto a todo tipo de providência. Temos direito a ter uma política pública que cubra o melhor tipo de assistência possível. Possível significa que temos um Estado e ele tem recursos econômicos limitados que devem ser geridos para dar conta de uma certa política.

O juiz Sérgio Moro determinou, hoje, que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregue em 48 horas os recibos originais de pagamentos de aluguéis do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo do Campo (SP), que é investigado na Operação Lava Jato.

“Os recibos deverão ser entregues na Secretaria deste Juízo e que os acautelará para submetê-los a perícia caso seja de fato deferida”, determinou o juiz. A defesa do ex-presidente havia pedido uma audiência formal para a entrega dos recibos e a presença de um perito. “Desnecessária audiência formal para entrega ou a presença de perito”, afirmou o juiz responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o político de receber propina da Odebrecht em decorrência de contratos entre a empresa e a Petrobras. Também é investigada a compra de um terreno onde, de acordo com os procuradores, seria construída a nova sede do Instituto Lula. De acordo com a denúncia, o imóvel foi comprado por Glaucos da Costamarques, a pedido do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Ambos também são investigados na operação.

Costamarques disse ao juiz Sérgio Moro que estabeleceu um contrato de locação do apartamento em 2011, mas que começou a receber os alugueis a partir de 2015. Ele também afirmou que assinou no mesmo dia, enquanto estava hospitalizado, os recibos de pagamentos de aluguel apresentados pela defesa de Lula. O ex-presidente nega a acusação do MPF.

Hildeberto Aleluia

Circulam na internet alguns textos interessantes sobre a corrupção que invadiu até mesmo o esporte nacional, pois o caso de Carlos Arthur Nuzman no COB não é um fato isolado e já vinha ocorrendo na CBF e em outras confederações e federações esportivas. Alguns desses textos culpam o o ex-presidente Lula por este estado de coisas, já que foi com sua participação direta, como governante, que o Brasil realizou a Copa e a Olimpíada, cujos legados são cada vez mais conhecidos. Confiram um desses textos:

### É PRECISO SEGUIR OS PASSOS DO DINHEIRO…

A prisão de Carlos Arthur Nuzman, do Comitê Olímpico Brasileiro, chama atenção para o tamanho da força do decano desportista. Que era influente, isso é inegável. Mas daí a considerá-lo capaz de comandar um esquema de corrupção da estatura da Olimpíada é um exagero. Ou uma estupidez.  Nuzman tinha acesso aos recursos do BNDES e de outras estatais? Zero.

Quem trouxe a Olímpiada e a Copa do Mundo para o Brasil foi, em primeiro lugar, Lula. À época presidente da República. Depois, deixou na cadeira a ‘laranja’ Dilma Rousseff. O cenário estava armado para a mais espetacular roubalheira de que se tem notícia na história recente da humanidade.

EMPREITEIROS – A ‘produção’ Copa-Olimpíada veio no rastro do Mensalão e do Petrolão. E Lula contou com a cumplicidade de empreiteiros. Alguns deles estão no xadrez. Lula, estranhamente (?), não. A farra das ‘arenas’ foi antológica.

Alguém acredita que Nuzman teria tanto cacife para ‘gerir’ tamanha bandalheira sem que Lula desse sinal verde? Nuzman teria mesmo que ser preso, mais cedo ou mais tarde. No mínimo por cumplicidade. Mas qualquer tentativa de moralização do país passa sobretudo pela prisão de Lula, cujo cinismo vai da falsificação de recibos ao uso da imagem de Marisa Letícia, que passou dessa para o nada.

SEGUIR O DINHEIRO – Se a mídia quer saber quem comandou o assalto na Olimpíada, basta seguir o caminho do dinheiro. Os passos de Lula. Mas a mídia continua carregando sobre Carlos Arthur Nuzman, como se ele fosse protagonista da roubalheira na Olimpíada de 2016, no Rio. Nuzman é um reles coadjuvante. Um trombadinha engravatado. Ou alguém acredita que ele abriu os cofres do BNDES, do Banco do Brasil, dos Correios, da Eletrobrás?

Nuzman deve mofar no xilindró. No mínimo, para jamais ser conivente com governos corruptos, como os da dupla Lula-Dilma. Mas, se a imprensa efetivamente tem interesse em contribuir para desvendar a rota do dinheiro, basta seguir as pegadas de Lula, o chefe da organização criminosa, que assaltou os cofres públicos durante 13 anos e 5 meses.

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O juiz federal Sérgio Moro determinou, hoje, que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclareça se possui os originais dos recibos que comprovam o pagamento de aluguéis de um apartamento vizinho ao que o petista mora, em São Bernardo do Campo. Caso eles existam, o juiz determinou que eles sejam entregues. A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o político de receber propina da Odebrecht. De acordo com a denúncia, o imóvel foi comprado por Glaucos da Costamarques, a pedido do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O apartamento é alugado pela família do ex-presidente há vários anos e abriga atualmente os seguranças que fazem a escolta pessoal do petista. Para os procuradores, Costamarques comprou o apartamento com dinheiro da Odebrecht. A denúncia afirma que a compra do imóvel seria um pagamento de propina ao ex-presidente, em decorrência dos contratos que a empreiteira mantinha com a Petrobras.

A renovação de dois terços do Senado nas eleições do ano que vem vai atingir em cheio alguns senadores de esquerda, que costumam fazer barulho na Casa e defender os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 16 senadores mais atuantes desse grupo, 12 vão encerrar seus mandatos – sete deles petistas. E o cenário para tentar uma reeleição aponta para dificuldades. Vários devem sair candidatos a deputado federal.

O PT deve ser o partido mais atingido. Já teve 14 senadores, hoje tem nove, e sete deles vão embora. Poucos têm boas chances de reeleição, casos de Jorge Viana (AC) e Humberto Costa (PE). Talvez os petistas mais expostos nas defesas dos legados de Lula e Dilma, os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) patinam em popularidade e, se decidirem buscar a reeleição, não devem lograr êxito. Ambos foram atingidos por denúncias da Lava Jato e devem tentar vaga na Câmara dos Deputados.

Esse é um projeto de Lula: eleger a maior bancada de deputados federais ano que vem. A orientação é que nomes de ponta e destaque do partido assegurem um mandato na Câmara e não se arrisquem em eleições que não tenham garantia de vitória. A ordem é não trocar o certo pelo duvidoso. De quebra, um mandato eletivo na Câmara ainda assegura o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal para quem for implicado, por exemplo, na Lava Jato.

Nomes de outras legendas que ganharam destaque como defensores do mandato de Dilma e opositores do governo Temer também vão deixar a Casa e enfrentar novamente as urnas. São os casos de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). No opositor PMDB, o desfalque será de Roberto Requião (PR), outra incógnita.

Moro está analisando pedido do MPF para realizar perícia nos recibos de aluguel do imóvel que fica ao lado do apartamento do ex-presidente Lula.

O juiz Sérgio Moro está analisando um pedido do Ministério Público Federal para realizar uma perícia nos recibos de aluguel do imóvel que fica ao lado do apartamento do ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo. Segundo os procuradores, os recibos são ideologicamente falsos.

O Ministério Público Federal afirma que há indicativos de falsidade nos 26 recibos de aluguel apresentados pela defesa de Lula. Os procuradores querem que o ex-presidente entregue os recibos originais para que sejam periciados e informe onde foram encontrados e por quem.

Lula é acusado de ter recebido o apartamento, em São Bernardo do Campo, como propina da Odebrecht. O ex-presidente nega. Caso o juiz Sérgio Moro autorize a perícia, o trabalho será feito por peritos da Polícia Federal.

A perita Nadir Vargas, do Instituto de Criminalística do Paraná, explicou o que é levado em conta na análise: “Desde o seu papel suporte, os elementos de segurança que por ventura esse documento contém, o tipo de tinta utilizado para imprimir o texto desse documento e também a possível assinatura que esse documento precise ter para ser considerado legítimo ou não. Não existem muitos elementos técnicos a serem observados num documento assim tão simples, emitido de maneira informal.”

No pedido de investigação sobre os recibos, os procuradores da Lava Jato afirmam que os comprovantes apresentados foram feitos para dar aparência real ao falso contrato de locação do apartamento. E listam os motivos que colocam sob suspeita os documentos.

O Ministério Público Federal aponta que o dono do imóvel, Glaucos da Costamarques, admitiu ter assinado parte dos recibos num só dia, quando estava internado no hospital, que declarou à Justiça não ter recebido os aluguéis de fevereiro de 2011 a novembro de 2015, que os valores só começaram a ser pagos depois que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, foi preso pela Lava Jato, que não existe movimentação financeira compatível com os pagamentos a Glaucos nas contas bancárias dos investigados e também não há nenhuma referência ao aluguel na planilha de despesas domésticas encontrada na residência de Lula.

Os procuradores dizem ainda que os recibos só foram apresentados na fase final do processo. Por isso, os investigadores afirmam que, sem margem à dúvida, os recibos são ideologicamente falsos.

Além da perícia nos documentos, os procuradores pedem que Sérgio Moro ouça novamente Glaucos da Costamarques e o contador João Muniz Leite, que já prestou serviços ao ex-presidente e teria levado parte dos recibos ao hospital para que Glaucos assinasse de uma só vez.

O que dizem os citados

A defesa do ex-presidente Lula afirmou que a realização de perícia vai demonstrar que os documentos são idôneos e foram assinados pelo proprietário do imóvel para Dona Marisa, que contratou a locação, e que o questionamento é uma tática ilusionista de quem não conseguiu provar que valores provenientes de contratos da Petrobras beneficiaram o ex-presidente Lula.

A defesa de Glaucos da Costamarques afirmou que concorda com o posicionamento do Ministério Público Federal de investigar os recibos e reafirmou que Glaucos contou a verdade no interrogatório na Justiça Federal. O contador João Muniz Leite disse que confirmou que colheu, no mesmo dia, a assinatura de Glaucos em parte dos recibos.

A pesquisa do instituto Datafolha divulgada hoje pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que 54% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ser preso com base nas informações reveladas pela Operação Lava Jato.

O petista foi condenado em julho pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro sob a acusação de ter recebido um apartamento triplex em Guarujá (SP) como propina da construtora OAS. Ainda cabe recurso da condenação.

No mesmo levantamento, o Datafolha registrou que 89% dos entrevistados avaliam que a Câmara dos Deputados deve autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça apresentada contra o presidente Michel Temer.

Em 14 de setembro, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao STF uma segunda denúncia contra o peemedebista. No entanto, para que os ministros da Suprema Corte possam apreciar se aceitam ou não a denúncia, os deputados federais têm que dar aval.

Atualmente, a denúncia está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Depois, os deputados terão que votar em plenário o relatório que será elaborado pela comissão. A expectativa é de que a apreciação da denúncia no plenário da Câmara ocorra até o fim de outubro.

O Datafolha perguntou a opinião dos entrevistados sobre escândalos recentes.

Veja as perguntas sobre Lula

Considerando o que foi revelado pela Operação Lava Jato, Lula deveria ser preso (em %)

Sim, deveria: 54%

Não deveria: 40%

Não sabe: 5%

Na sua opinião, Lula vai ou não ser preso? (em %)

Sim, vai ser preso: 28%

Não vai ser preso: 66%

Não sabe: 7%

Confira a pergunta sobre a denúncia contra Temer

Os deputados federais deveriam autorizar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer? (em %)

Sim, deveriam: 89%

Não deveriam: 7%

Não sabe: 4%

O Datafolha ouviu 2.772 pessoas, em 194 municípios, nos dias 27 e 28 de setembro de 2017. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta segunda-feira, segundo o Datafolha, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

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Divulgada neste domingo com mais detalhes, a pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha é altamente contraditória. Ao mesmo tempo em que indica Lula da Silva com um mínimo de 35% dos votos no primeiro turno, registra um impressionante avanço da direita, que já concentra 26% dos votos. Somados à facção centro-direta (10%) vão para 36%, e adicionados ao centro (29%), chegam a 65% das intenções. Portanto, os analistas precisam explicar por que a esmagadora maioria do eleitorado (65%) quer um candidato de centro, mas Lula continua liderando com, no mínimo, 35%, apesar de ser considerado de esquerda ou centro-esquerda. Note-se também que na pesquisa a direita está superando a esquerda com muita folga. Na soma com a centro-direita, tem 36%. Já a esquerda caiu para 13%, que somados à tendência centro-direita (9%) fica em apenas 22%. Portanto, a diferença entre direita (36%) e esquerda (22%) já chega a 14%. E mesmo assim, Lula segue disparando na frente…

Candidato a presidenciável tucano em 2018, o prefeito paulistano, João Doria, repete o mantra ao ser perguntado sobre o tema: “O ano que vem está longe”.Motivos não lhe faltam. Vem sendo chamado de traidor por aliados do seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que busca o Palácio do Planalto em 2018.

Nesta entrevista à Folha, defende que o PSDB, se for ter prévias para decidir o candidato tucano à Presidência da República, que as faça entre todos seu 1,2 milhão de filiados —alckmistas sugerem algo restrito, teoricamente mais sob controle do governador, embora no fundo nenhum dos dois lados acredite que o embate irá ocorrer.

Isso estabelecido, Doria fala com a naturalidade de quem está testando discursos. Definiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o candidato a ser derrotado, esteja o petista impedido ou não de concorrer por provável condenação em segunda instância por corrupção.Com isso, valoriza o ativo que burilou ao longo do ano, o discurso antipetista.

Mas Doria já elabora ideias para “o candidato em 2018″, como diz: privatização da Petrobras e um programa amplo de desestatização para buscar investimento —na sua equação, mola para gerar emprego e renda. Defende reformas e apoio a medidas do governo Temer, apesar do desgaste.

A conversa ocorreu em uma sala de reuniões da prefeitura. Além de uma tela do polêmico Romero Britto na parede, as estantes do local envergam quadros com publicações sobre o prefeito, como exemplar da Folha no dia de sua eleição, com destaque a uma revista que o elegeu como o “anti-Lula”.

Folha – Nas últimas semanas, desenhou-se um quadro mais claro de sua postulação à Presidência. O sr. é candidato?

João Doria - Eu sou candidato a continuar sendo prefeito da cidade de São Paulo. O ano que vem está longe. Agora é precipitado. O momento para discutir isso é janeiro.

O próprio PSDB vai adensar o debate sobre a candidatura, o que deverá ocorrer entre janeiro e março.

Se o sr. deixar a prefeitura, não teme ficar com a pecha de traidor de seus eleitores? E o governo do Estado, o sr. considera a disputa?

Não, isso é um tema que não está colocado. Sobre o Estado, nem creio que o PSDB terá uma decisão em novembro, quando há convenção, sobre isso. A meu ver seria precipitado.

O Datafolha o coloca em condição de igualdade com Alckmin na disputa, com Lula na liderança [8% cada]. Como o sr. vê o resultado?

Para um não candidato como eu, é um ótimo resultado.

A campanha de 2018, e mesmo seu discurso antipetista, vinham sendo pautados pela presença de Lula e de um anti-Lula. Se o ex-presidente não estiver no páreo, como será a candidatura de seu campo?

Lula estará no páreo mesmo se não for candidato. Se ele não for, talvez até com mais força, porque vai se apresentar como vítima de todos. Haverá maior força e vigor de Lula defendendo, se não for sua candidatura, a do PT. É ilusão achar que, se Lula estiver inelegível, ele estará inabilitado para fazer campanha.

Fonte: Igor Gielow – Folha de S.Paulo

Por Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

Palocci cutucou o mito. Disse que o PT parece ter virado uma seita para cultuar a divindade Lula. Por ser íntimo da turma, sabia em que ferida estava mexendo. Palocci se referia à postura de avestruz de petistas que se negam a enxergar evidências que pipocam todo dia.

Por acusações, indícios ou provas semelhantes, eles esbravejam — e condenam – adversários. Ao reagirem aqui e ali à carta do “Italiano”, petistas passaram recibo e, de um jeito torto, acabaram reforçando a estocada de Palocci.

Nessa sexta-feira (29), em seu périplo mundo afora, Dilma Rousseff palestrou na Universidade de Helsinque. Foi até a Finlândia para protestar contra “o golpe” que a desalojou do Palácio do Planalto. Aproveitou a ocasião para louvar seu criador político. Com fervor, ela disse que Lula vai participar da eleição de 2018: “Vivo ou morto, preso ou solto, condenado ou inocentado, Lula sempre estará presente porque ele não é mais uma pessoa. Ele já é um projeto”.

A conferir.

Por Bernardo Mello Franco /Folha

José Dirceu e Antonio Palocci foram os aliados mais importantes de Lula na eleição de 2002. O primeiro montou a aliança que tirou o PT do gueto da esquerda. O segundo negociou a trégua entre o partido e o empresariado. Depois da vitória, os dois foram recompensados com os principais cargos do novo governo. Dirceu passou a pontificar na Casa Civil como um primeiro-ministro. Palocci assumiu a Fazenda com carta branca para comandar a política econômica.

No período da bonança, Lula não poupava elogios para afagá-los. O ex-líder estudantil, que pegou em armas contra a ditadura militar, virou o “capitão do time”. O médico de Ribeirão Preto, que não parecia ter intimidade com a bola, foi comparado ao craque Ronaldinho Gaúcho.

HOMENS AO MAR! – Depois viria a tempestade, e o chefe lançou os auxiliares ao mar. “Eu afastei o Zé Dirceu, afastei o Palocci, afastei outros funcionários e vou continuar afastando”, disse, durante a campanha à reeleição em 2006. Nesta terça-feira  os ex-ministros voltaram a se cruzar no noticiário. Dirceu, que cumpre prisão domiciliar, teve a pena aumentada para 30 anos de prisão. Palocci, que negocia um acordo de delação premiada, anunciou a decisão de se desfiliar do PT.

EX-SUCESSORES – Condenados por corrupção, eles escolheram caminhos opostos. Dirceu manteve o silêncio em nome da “causa”. Arrisca-se a passar o resto da vida preso, mas é tratado como herói pelos antigos companheiros. Palocci deve voltar mais cedo para casa, mas jamais se livrará da pecha de traidor.

Muito antes da Lava Jato, os dois chegaram a ser cotados para suceder Lula no Planalto. Então vieram o mensalão e o escândalo do caseiro, e a candidatura sobrou para Dilma Rousseff. Mas essa já é outra história.

Via Veja

Suspenso pelo Diretório Nacional do PT há cinco dias, o ex-ministro Antonio Palocci entregou nesta terça-feira (dia 26) uma carta de desfiliação da sigla (leia o documento na íntegra abaixo). O documento de quatro páginas foi endereçado à presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PR).

No texto, Palocci adota um tom duríssimo contra o partido da qual já foi um dos principais nomes. Diz que o PT deveria reconhecer seus erros e colaborar com a Justiça, sugestão que ele próprio teria dado a Lula e Rui Falcão numa conversa antes de ser preso.

No texto, Palocci diz que seu depoimento a Sergio Moro foi absolutamente verdadeiro e que ele tem como provar o que diz. “Não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política”, escreveu Palocci.

Dois recibos de aluguel do imóvel vizinho ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista, entregues ao juiz federal Sérgio Moro pela defesa do petista, apresentam datas que não existem no calendário cristão. O duplex é um dos pivôs de ação penal pela qual Lula responde na Operação Lava Jato. Os advogados apresentaram contrato da ex-primeira dama Marisa Letícia com Glaucos da Costa Marques, dono do imóvel no cartório O imóvel, no valor de R$ 504 mil, é tratado pelo Ministério Público Federal como suposta propina ao petista. Para a Procuradoria-Geral da República, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costa Marques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, ele responde por também ter supostamente recebido da empreiteira terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao juiz federal Sérgio Moro os recibos de aluguel do apartamento vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo, um dos imóveis pivôs de ação penal pela qual responde na Operação Lava Jato. Os advogados anexaram aos autos o contrato da ex-primeira dama Marisa Letícia com Glaucos da Costamarques, dono do imóvel no cartório. O imóvel, no valor de R$ 504 mil, é tratado pelo Ministério Público Federal como suposta propina ao petista. Para a Procuradoria-Geral da República, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, ele responde por também ter supostamente recebido da empreiteira terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões.
24
set

Operação Lava Jato amplia cerco a Lula

Postado às 11:30 Hs

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Em São Paulo, os procedimentos instaurados desde julho deste ano tratam de supostos pagamentos em benefício do filho caçula do ex-presidente, Luís Cláudio, por meio da contratação de uma empresa de eventos esportivos, ao repasse de uma mesada a seu irmão Frei Chico e de desvios na construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. Os investigadores em Brasília apuram uma suspeita de obstrução da Justiça. Emílio Odebrecht, patrono da empreiteira, e o ex-diretor da empresa Cláudio Melo Filho relataram à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente e o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) atuaram no governo Dilma Rousseff para edição de uma Medida Provisória (MP 703/2015) que possibilitasse que a empresa fizesse um acordo de leniência sem a intervenção do Ministério Público. A medida beneficiaria diretamente a construtora e outras investigadas. São apurações que chegaram a ser enviadas à Curitiba, mas depois foram redistribuídas, a partir de julho, por decisão do ministro Edison Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.
out 23
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