Por Catia Seabra / Folha

Dentro da estratégia de blindagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, divulgou nesta segunda-feira (dia 26), uma nota em que prega “confronto popular aberto nas ruas” caso o petista seja condenado pelo juiz Sergio Moro. “Queremos, a partir do Rio de Janeiro, dizer em alto e bom som: condenar Lula sem provas é acabar de vez com a democracia! Se fizerem isso, se preparem! Não haverá mais respeito a nenhuma instituição e esse será o caminho para o confronto popular aberto nas ruas do Rio e do Brasil!”, afirmou Quaquá.

“Nós queremos repactuar o Brasil em torno da democracia e dos direitos e reformas que melhorem, de fato, a vida do povo, com emprego, desenvolvimento econômico e soberania nacional. Mas quem dirá se será pacto democrático ou luta aberta será a burguesia que deu o golpe!”.

SEM DEMOCRACIA – No texto, o presidente estadual do PT diz ainda que a possibilidade de Lula concorrer é a última trincheira dentro das normas democráticas. E, “caso ultrapassada, não haverá mais compromisso democrático no Brasil”, a exemplo do que já aconteceu com o golpe militar de 1964.

“Vamos nos preparar pra luta da forma como ela vier. O judiciário brasileiro precisa dizer se vai aprofundar o golpe ou vai ajudar a restituir a democracia roubada. A garantia de eleições e do direito do Lula concorrer às eleições limpas (já que está mais do que evidente que não há crime por ele cometido e nenhuma prova produzida, depois de anos de investigação e de pressões e benefícios absurdos concedidos para quem se dispusesse a delatá-lo) é a última trincheira, que caso ultrapassada, não restará mais nenhum compromisso democrático no Brasil”, completa a nota.

24
jun

A UM PASSO DA CONDENAÇAO

Postado às 10:04 Hs

AREIA MOVEDIÇA – Um apartamento na praia levará Lula a ser condenado pela primeira vez por corrupção

 

Mais do que nunca, os olhares do mundo político e jurídico estão voltados para as movimentações do juiz Sergio Fernandes Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná. Nos próximos dias, ele anunciará a sentença que condenará Lula à prisão no caso do tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente é acusado de ter recebido o imóvel da OAS como contrapartida às benesses que a empreiteira obteve do governo no período em que o petista esteve no poder. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente foi beneficiado com pelo menos R$ 87,6 milhões dados pela OAS, dos quais R$ 3,7 milhões foram usados por Lula no apartamento de três pavimentos.

Conforme apurou ISTOÉ junto a integrantes da Lava Jato, o petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva. No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso.

A defesa de Lula está tão perdida nesse processo quanto o próprio cliente. Sem argumentos sólidos para defendê-lo, os advogados do petista apelam para o jogo sujo e chicanas jurídicas. Chegaram ao desplante de afirmar que os procuradores usariam, na acusação a Lula, a mesma teoria aplicada por Hitler em seu primeiro discurso como chanceler da Alemanha na qual o ditador nazista defendeu a “elasticidade dos veredictos”. Ou seja, que a posição dos procuradores seria manifestamente contrária às provas dos autos. Uma excrescência. Ao contrário do que alardeiam os advogados do petista, o MPF dispõe de farta documentação e depoimentos que demonstram que o ex-presidente ocultou a propriedade.

 Nas alegações finais enviadas ao juiz Moro, na última semana, o dono da OAS, Léo Pinheiro, atestou que o imóvel era mesmo de Lula.“O tríplex nunca foi posto à venda e as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa. O projeto de reforma foi aprovado na residência do ex-presidente”, escreve o advogado de Pinheiro, José Luiz Oliveira Lima. O advogado esclarece na defesa da OAS que o tríplex, “bem mais caro do que o apartamento que Lula tinha no local”, não saiu de graça. “Os gastos feitos eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao PT em obras da Petrobras. Tudo com a anuência de seu líder partidário (Lula)”, afirmou.

Apesar de todas as evidências de que cometeu vários crimes, Lula, como todo acusado que cai nas garras da Justiça, insiste em alegar inocência. Em entrevista a Rádio Tupi do Rio na manhã da última terça-feira 20, o ex-presidente classificou de “piada” a peça acusatória dos procuradores da Lava Jato. “Espero que o Moro leia os autos e anuncie para o Brasil a minha inocência. Eu já provei que sou inocente. Quero que eles agora provem minha culpa”, acrescentou.

Em nota oficial, os procuradores do MPF foram contundentes ao rebater Lula. “A defesa do ex-presidente está usando recursos eticamente duvidosos para atacar. Quer transformar um julgamento de crimes por corrupção em julgamento político”, dizem os procuradores do MPF. Eles reiteraram que, “apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um País onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei”.

O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que três processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base na delação de executivos da Odebrecht sejam retirados da Justiça Federal do Paraná e encaminhados a outros órgãos. Dois casos serão enviados à Justiça Federal do Distrito Federal e outro para a Justiça Federal de São Paulo. Fachin também determinou que um processo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que teve cassado o mandato de deputado, seja enviado à Justiça Federal do DF, e não ao Paraná. As decisões de Fachin foram tomadas depois de pedidos feitos por Lula e Cunha. Eles não queriam que esses processos ficassem sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava-Jato. Na avaliação deles, tais processos não têm relação com os desvios na Petrobras, foco da operação, e por isso deviam ser encaminhados para outros juízes.
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As alegações finais da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no famoso caso do “tríplex do Guarujá”, que apresentamos nesta terça (20), demonstram sua inocência, que se assenta sobre prova real e palpável. A absolvição é o único resultado possível da apreciação racional, objetiva e imparcial da prova encartada aos autos. Nesta terça podemos apontar o real dono do imóvel. O apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Nada vincula Lula ao imóvel, onde esteve uma única vez, em 2014, como potencial interessado em sua aquisição. Jamais teve as chaves, o uso, gozo ou disposição da propriedade.

Por Germano Oliveira / IstoÉ

Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, está preparando o roteiro da colaboração premiada que vai fazer nos próximos dias. Ele quer deixar a prisão em Curitiba, onde está desde setembro do ano passado, e para isso compromete-se a delatar o ex-presidente Lula, que até recentemente era um dos seus maiores amigos. Vai entregar também esquemas de corrupção que envolviam a venda de Medidas Provisórias para bancos e grandes empresas brasileiras.

Com o acordo proposto à Lava Jato, Palocci quer cumprir pena de somente um ano em prisão domiciliar. Uma punição levíssima, para um petista acusado de ter recebido R$ 128 milhões de propinas da Odebrecht para repasses ao PT.

ITALIANO E AMIGO – O ex-ministro, identificado como “Italiano” no departamento de propinas da Odebrecht, era o responsável por movimentar uma conta secreta da empreiteira em nome de Lula, que atendia pela alcunha de “Amigo”, e que chegou a ter R$ 40 milhões à sua disposição.

O ex-ministro já confirmou aos procuradores da República de Curitiba que vai mesmo delatar Lula. Deve explicar as circunstâncias em que movimentou os R$ 40 milhões “destinados para atender as demandas” do ex-presidente, como revelou o empreiteiro Marcelo Odebrecht em depoimento ao juiz Sergio Moro.

Desse total, pelo menos R$ 13 milhões foram sacados em dinheiro vivo para o ex-presidente petista pelo sociólogo Branislav Kontic, assessor do ex-ministro.

SETE BRASIL – Palocci vai detalhar também a divisão de propinas na criação da empresa Sete Brasil, em 2010. Esse negócio gerou subornos da Odebrecht no valor de R$ 51 milhões e, segundo o ex-ministro, Lula teria ficado com 50% desse valor. Ele vai contar ainda como foi a captação de R$ 50 milhões junto à Odebrecht para Dilma em 2009, com a participação do ex-ministro Guido Mantega, com ajuda de Lula. Esse dinheiro deveria ter sido usado na campanha de 2010, mas Dilma usou somente na campanha de 2014.

Além de Lula, Palocci já contou aos procuradores que vai detalhar como funcionava a venda de Medidas Provisórias para grandes bancos. Ele vai dar o nome de ao menos 20 empresas que pagaram subornos ao PT. Esses grupos teriam se beneficiado de esquemas de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Outro grupo que está na alça de mira das delações de Palocci é o empresário Abílio Diniz. O ex-ministro vai contar os bastidores de como o grupo de Diniz manobrou para levar vantagens na disputa que enfrentou com o grupo francês Casino pelo controle do Pão de Açúcar. Os detalhes da delação estão sendo tratados por seus advogados Adriano Bretas e Tracy Reinaldt.

03
jun

Pedido

Postado às 13:54 Hs

Ministério Público pede prisão de Lula e pagamento de multas de R$ 87 milhões.

O Ministério Público Federal de Curitiba (MPF), responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, pediu ontem (2) à noite ao juiz Sérgio Moro a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros seis réus pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. O MPF quer que todos cumpram as respectivas penas em regime fechado e que Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26, correspondente ao valor das propinas que teriam sido pagas nos contratos da OAS com a Petrobras.

O pedido foi encaminhado à Justiça Federal de Curitiba e faz parte das alegações finais do processo que apura o suposto pagamento de propina por parte da OAS, envolvendo um apartamento triplex no Guarujá, litoral paulista e que, segundo o MPF, seria entregue a Lula, como contrapartida por contratos que a empreiteira fechou com a Petrobras.

Do total estabelecido pelo MPF, Lula teria recebido cerca de R$ 3 milhões, incluindo os valores do triplex e do contrato entre a OAS e a transportadora Granero, responsável pela guarda de parte do acervo que o ex-presidente recebeu ao deixar o cargo.

 

Fonte: Agência Brasil

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Em projeto de resolução no qual faz um balanço dos 13 anos de governos petistas, o PT minimiza as denúncias de corrupção contra o partido e alguns de seus integrantes e culpa a política econômica adotada no início do segundo mandato de Dilma Rousseff pela crise política que levou ao impeachment da então presidente. Segundo o texto, que servirá de base para as conclusões do 6.º Congresso Nacional do PT, as medidas de austeridade adotadas por Dilma no início de 2015 criaram a sensação de um “estelionato eleitoral” em comparação com o discurso de campanha do ano anterior, quando a petista prometeu não mexer em direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”.”O ajuste fiscal, além de intensificar a tendência recessiva, gerou confusão e desânimo na base social petista: entre trabalhadores, juventude e intelectualidade progressista disseminou-se a sensação, estimulada pelos monopólios de comunicação, de estelionato eleitoral”, diz o texto ainda sujeito a emendas e alterações até sábado, 3, quando termina o encontro.
brasil-lula-pt-20170506-004
O PT fechou nesta quarta-feira, dia 31, um projeto de resolução a ser votado no sábado em seu 6º Congresso, que prevê o boicote e a não participação do partido em eventual Colégio Eleitoral, caso deputados e senadores tenham de escolher um substituto para o presidente Michel Temer. A sigla prega eleições diretas para presidente da República e vai insistir nessa bandeira, na tentativa de se reaproximar da sociedade após ser envolvida em escândalos de corrupção. Mesmo assim, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer que o congresso do PT – a ser realizado de quinta-feira a sábado em Brasília – lance agora sua candidatura ao Palácio do Planalto.
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O Ministério Público Federal acaba de fechar um acordo de leniência com João Alberto Lovera, ex-gerente administrativo e financeiro da Odebrecht. Lovera diz que a empreiteira comprou um terreno para que fosse construída a nova sede do Instituto Lula. A ordem teria partido do presidente da empresa, Marcelo Odebrecht.Este acordo foi incluído só agora na leniência feita entre a Odebrecht e o Ministério Público Federal. Dessa forma, Lovera não faz parte dos 77 delatores que trabalharam na empresa. Lovera afirma que visitou o terreno em julho de 2011 acompanhado de Lula,

Por Cleide Carvalho /O Globo

O ex-marqueteiro do PT, João Santana, e a mulher dele, Mônica Moura, foram arrolados como testemunhas de acusação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público Federal, na denúncia que envolve o sítio de Atibaia. Os dois firmaram acordo de delação premiada. Santana foi o marqueteiro das três últimas eleições presidenciais do PT: 2006, quando Lula venceu; e 2010 e 2014, quando Dilma Rousseff ganhou a disputa. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira à Justiça Federal de Curitiba e envolve R$ 1 milhão gastos com reformas no sítio. Para os procuradores, o valor refere-se a propina de contratos da Petrobras e as obras beneficiariam Lula e sua família.

Das 25 testemunhas de acusação contra o ex-presidente, 17 são delatores da Lava-Jato. Entre os arrolados pelos procuradores estão os políticos Delcídio do Amaral e Pedro Corrêa; os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa; os operadores de propina Fernando Soares, o Baiano, e Milton Pascowitch, e os empresários Augusto Mendonça Neto (Setal), Ricardo Pessoa (UTC) e Milton Schahin (Grupo Schahin).

BITTAR DENUNCIADO – Segundo a denúncia do MPF, Lula recebeu R$ 1 milhão em vantagens indevidas da Odebrecht, OAS e Grupo Schahin, vinculadas a contratos da Petrobras. O valor teria servido para obras de melhoria no sítio, que está em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho. Bittar foi denunciado por lavagem de dinheiro. Jonas Suassuna, não.

Num texto divulgado nesta segunda-feira nas redes sociais, Lula afirmou que a Força Tarefa da Lava-Jato levou 18 meses para admitir a verdade: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é, e nunca foi, dono de um sítio em Atibaia.

Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que “os procuradores reconheceram não ter qualquer prova de que Lula seja o proprietário do sítio”, já que não há denúncia vinculada à propriedade.

Se o mês é de Lula, como disse ele mesmo no depoimento ao juiz Sérgio Moro, a semana que começa é de Antonio Palocci – ainda que, pelo ritmo padrão das negociações da Lava Jato, ainda vão transcorrer semanas, ou até meses, até que se conheça o conteúdo de sua provável delação premiada. Mas a semana é de Palocci porque chegou ao grau máximo a preocupação com o que o ex-ministro poderá dizer, e não só entre petistas, mas principalmente no governo.

Aliados do Planalto estão bastante apreensivos com a negociação de Palocci com o Ministério Público e com as possíveis consequências, para a economia, de uma delação envolvendo pesos-pesados do sistema financeiro e mega-empresários de setores ainda não mencionados na Lava Jato. Pior: temem que os depoimentos do ex-ministro tragam à baila nomes ligados ao atual governo e até integrantes do primeiro escalão.

Quem Palocci pode citar? Por exemplo, o ministro Henrique Meirelles. Muita gente ficou com a pulga atrás da orelha com as afirmações de Antonio Palocci a Sérgio Moro sobre ter sido procurado por um importante representante do setor bancário, a pedido de um integrante do primeiro escalão do então governo Lula II, para tratar da captação de recursos para a eleição de Dilma I. Neste domingo, a coluna Painel, da Folha, reforçou temores em Brasília com a informação de que Palocci anda prometendo falar também sobre Receita Federal e Banco Central – que era chefiado na época por Meirelles.

Ainda que, por tudo o que se sabe, Meirelles não tenha tido papel decisivo nas campanhas petistas, o simples risco de ter seu nome mencionado – mesmo sem qualquer prova – já representaria um tremendo estrago na economia. Nesse momento delicado, em meio à luta pela aprovação das reformas e de um tremendo esforço para resgatar a credibilidade fiscal, Meirelles tem tido um papel de âncora. Seu enfraquecimento pode botar tudo a perder – e, nesse caso, tudo é tudo mesmo para o governo Temer.

É por aí que, apesar da caminhada resoluta de Palocci rumo à delação, há quem aposte que sua defesa não deve retirar o pedido de habeas corpus que tramita no STF. Jogado pelo relator Edson Facchin para o plenário para escapar aos impulsos libertadores da segunda turma, o HC tem poucas chances de ser concedido. Mas a esperança é a última que morre – e não só para Palocci.

“O Lula, além de mentiroso, é um ator”. Foi assim que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiu, em Nova York, a um pedido para avaliar o depoimento prestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, na quarta-feira da semana passada, em Curitiba.

Numa conversa com jornalistas na cidade norte-americana, onde iniciou ontem (14) um tour para promover São Paulo e oferecer oportunidades de negócios para investidores, Doria disse que Lula “mente com uma convicção que impressiona; até um professor de atores ficaria impressionado como ele é capaz de encenar, mentir e tentar convencer”.O prefeito paulistano afirmou que no depoimento à Justiça Lula se revelou “mais uma vez um covarde”.

“Alguém que qualifica parte de seu depoimento e transfere a qualificação disso para a esposa, que está morta e enterrada, é porque não tem coragem de fazer sua própria defesa”, disse. Na opinião do tucano, o petista transferiu “para sua falecida esposa responsabilidades sobre entendimentos, visitas, solicitações, vantagens e benefícios como se ele não fosse casado com ela e como se ele não soubesse.

Apesar de manifestar suas convicções sobre a participação do ex-presidente em esquemas de corrupção, Doria disse que seria melhor que Lula pudesse participar das eleições do ano que vem.Caso o ex-presidente venha a ser impedido, por força de condenações, a candidatar-se em 2018, Doria acredita que ele irá explorar sua “martirização” por muitos anos, “dizendo que foi vítima de um golpe patrocinado pela Justiça brasileira”.

“Que dispute a eleição e na sequência pague por aquilo que a Justiça determinar, porque ele será derrotado; institucionalmente, para o país, seria bom que grande derrota de Luiz Inácio Lula da Silva fosse na eleição, porque aí sepultamos por completo essa vitimização”. Em Nova York, na próxima terça-feira (16) Doria vai receber o prêmio Person of the Year, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. (FolhaPress)

15
mai

Pelo visto…

Postado às 7:33 Hs

Moro vai condenar Lula

Falando num um evento em Londres, sábado passado, organizado por brasileiros que estudam em universidades britânicas, o juiz federal Sérgio Moro revelou sinais muito claros de que sua sentença se dará pela condenação do ex-presidente Lula no primeiro processo em que foi ouvido, sobre ocultação de bens – o triplex do Guarujá. Ele disse, textualmente, que juízes não podem julgar pensando na consequência política que a decisão irá gerar.

Em apresentação no Brazil Forum UK, o magistrado foi questionado sobre a exposição de juízes na mídia e respondeu: “Não creio que isso gera um grande problema, desde que não invadam política partidária”. Em seguida, falou sobre casos envolvendo corrupção de agentes políticos. “Um julgamento, seja absolvitório ou condenatório, sempre tem reflexos políticos, mas esses reflexos políticos ocorrem fora da corte de justiça”, afirmou.

A postura de Moro é a de um juiz que não teme pelas consequências políticas do seu ato e, mais do que isso, que cadeia nasceu e existe para pobres e ricos. “Quando se condena, por exemplo, um ex-político de envergadura, alguém que teve um papel às vezes até respeitável dentro da conjuntura política do País, isso vai gerar reflexos dentro da vida partidária. [...] O juiz não pode julgar pensando nisso, o juiz tem que cumprir seu dever e julgar segundo as leis e as provas”, afirmou.

Mais claro do que isso, impossível. Só os fanáticos lulistas têm alguma esperança de que o ex-presidente, chefe da quadrilha da Lava-Jato, vai escapar do veredicto justo do juiz Moro. “Se o juiz for julgar pensando na consequência política, ele não está fazendo seu papel de juiz”, enfatizou Moro. “Muitas vezes tem essa confusão de que julgamentos são políticos, quando na verdade não são”, completou.

Fonte: Blog do Magno

Os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram neste sábado (13) que entrarão com processo contra a revista Veja após a publicação da capa, neste fim de semana, com a foto da mulher de Lula, D. Marisa, e a manchete “A morte dupla – Em seu depoimento ao juiz Moro, Lula atribui as decisões sobre o tríplex no Guarujá à ex-primeira-dama, falecida há três meses”.

Os advogados afirmam que a revista “ofende a memória de D. Marisa Leticia (…) ao veicular sua fotografia na capa e produzir conteúdo mentiroso.”

Ainda segundo a defesa, “Lula jamais ‘chegou a apontar o dedo para a mulher’ em depoimento prestado ao juízo de Curitiba no último dia 10, como afirmou de forma leviana a publicação.” Os advogados reforçam que “Lula sempre sublinhou a legalidade dos atos de D. Marisa (…), jamais tendo atribuído a ela qualquer responsabilidade pelas afirmações que constam na acusação do Ministério Público, que são manifestamente descabidas.”

Capa da ‘Veja’

Os advogados concluem: “Veja será responsabilizada judicialmente, na forma do artigo 12, parágrafo único, do Código Civil, pelo intolerável atentado à memória de D. Marisa por meio de mentiras e distorções.”

Vídeos de Mônica Moura e João Santana e negociações de ex-ministro petista colocam mais bombas no caminho do ex-presidente e seu partido

El País – Carla Jimenez

O calvário do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula ganhou novos capítulos numa sequência impensável a quem acreditava que o ponto alto da semana política que passou ficaria no embate entre o petista e o juiz Sergio Moro em Curitiba. O encontro mais esperado da Lava Jato parece agora apenas um aperitivo para um cardápio farto que se seguiu na sequência, e que fragiliza ainda mais o ex-presidente e o seu partido, tanto do ponto de vista político quanto jurídico. Apenas um dia depois do seu depoimento, o ministro do Supremo, Edson Fachin, liberou o sigilo das delações do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, que revelam o milionário esquema de caixa 2 pago no Brasil e no exterior, supostamente com aval de Lula e Dilma Rousseff.

Na sexta, uma nova bomba nuclear para o ex-presidente e o PT veio na forma da nota divulgada pelo então advogado do ex-ministro Antonio Palocci. “O Escritório José Roberto Batochio Advogados Associados deixa hoje o patrocínio da defesa de Antonio Palocci em dois processos que contra este são promovidos perante o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a Força Tarefa Lava-jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais.”

O que eram informações de bastidores começam a se tornar realidade. O ex-todo poderoso ministro petista, que pavimentou a relação de Lula com o então apavorado mercado financeiro nacional e internacional em seu primeiro mandato (2003-2006), sucumbiu à pressão da Lava Jato e mostrou que seu silêncio tem limite. Preso preventivamente há oito meses, Palocci fechará acordo com a Justiça para negociar uma redução de pena, e pode jogar um caminhão-tanque de gasolina nas labaredas que já incendeiam o Brasil com as investigações sobre corrupção no poder público e privado. Palocci sabe que suas palavras valem ouro para a Justiça e têm poder para estender ainda mais a operação Lava Jato, saindo inclusive do ramo das empreiteiras para se espalhar a outros setores. “Acredito que posso dar um caminho que talvez vai lhe dar pelo menos mais um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, disse Palocci a Moro em seu depoimento no dia 20 de abril, após afirmar que tinha condição de relatar “fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que serão certamente de interesse da Lava Jato.” Não os abria ali, explicou, pela “sensibilidade das informações” de que dispõe.

Agora, o país volta a prender a respiração na expectativa de conhecer novos fatos e detalhes sobre o modus operandi das relações de poder, num exercício que já virou rotina. A escala crescente de informações não para de surpreender ao mesmo tempo que vai fechando o cerco ao PT e deixando poucas brechas para Lula. As delações de Mônica Moura e João Santana, que gozavam da intimidade palaciana desde 2005, já trazem informações chocantes o suficiente para questionar o futuro do PT e da sonhada candidatura do ex-presidente para as eleições de 2018.

Por Anna Virginia Balloussier

“Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa” – estampada em perfis virtuais das lojas Marisa, a frase alimentou a polarização nas redes sociais, ao fazer piada com a esposa do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, morta em fevereiro.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, na quarta-feira (10), o petista rechaçou a acusação de que a OAS teria reformado um tríplex para ele no condomínio Solaris, em Guarujá (SP). Moro questionou por que dona Marisa visitou o apartamento em 2014, o que seria uma prova do interesse do casal no imóvel. Lula disse desconhecer esse episódio e afirmou que, na época, ele já havia desistido da compra.

“Eu não sabia que tinha tido visita. Não sei o senhor tem mulher, mas nem sempre ela pergunta para a gente o que vai fazer.”

CARONA NA IDEIA – A peça publicitária da cadeia de roupas pegou carona na ideia de que Lula teria responsabilizado a esposa no caso. E a defesa do ex-presidente disse, em nota, que “a Lava Jato atenta contra memória de Marisa.

Parte dos internautas aplaudiu, outra tachou a campanha de Dia das Mães como de mau gosto.

“Que forma mais ridícula de divulgar a marca! Nojo”, escreveu uma usuária no Instagram da marca, refletindo o tom geral de repúdio. No mesmo embalo foi este comentário: “Lixo! Loja escrota! Campanha escrota! Covarde! Aproveitadora! Vocês se arrependerão desse absurdo!”.

Pedidos de boicote à grife pulularam no Facebook. “Falta de respeito. Deram um tiro no pé. Os consumidores desa loja são aqueles que estão sendo prejudicados por esse desgoverno Temer. A elite não compra nessa loja. Boicote total a essa empresa”, escreveu um internauta.

PÉSSIMO GOSTO – Outro usou o Twitter para criticar a propaganda: “Achei de péssimo gosto. A falecida foi duplamente desrespeitada e por uma empresa que se diz “de mulher pra mulher”. Entre os comentários de aprovação: “Dane-se se ela morreu. Pq? Tá com medo da assombração dela voltar e comprar outro tríplex?” e “petistas nojentos reclamando que a loja desrespeitou a Marisa, contudo quando o calhorda do Lula colocou toda a culpa da corrupção nas costas da falecida mulher ninguém achou ruim, né?! IDIOTAS!!!!!”.

A internet já havia abraçado um novo meme, que associa Marisa Letícia a todos os males do mundo, da tomada de três pinos à morte da personagem Odete Roitman na novela “Vale Tudo”. Procurada pela Folha, a marca disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria a propaganda –que continuava no ar até a noite de sexta-feira (dia 14)

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou, nesta quinta-feira, o depoimento de Lula concedido na tarde de quarta para o juiz Sérgio Moro em processo no qual é réu por suposto recebimento de vantagens ilegais. O tucano, que chegou a ser ouvido como testemunha de defesa do petista em fevereiro de 2017 no caso que investiga supostas irregularidades no Instituto Lula, afirmou que prefere “não imaginar Lula preso”. “Mas são coisas da vida: não sei o que ele fez. Dependendo do que foi, o que o juiz poderá fazer?”, questiona. Para FHC, “a Justiça não pode julgar em função da popularidade, e sim se [o réu] cometeu ou não o crime, a lei é para todos”. As declarações foram dadas durante evento de lideranças realizado em Buenos Aires.
12
mai

Repercutindo…

Postado às 7:41 Hs

Pontos polêmicos do confronto

Alguns pontos de maior confronto no depoimento de Lula a Moro ainda repercutem. Um deles é um momento em que Moro pergunta se Lula sabia ou desconfiava de um esquema de corrupção na Petrobras e de que diretores recebiam propina. O petista respondeu que não sabia e emendou que Moro, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa também não sabiam e que ele só tomou ciência da corrupção quando a Lava Jato captou conversas entre o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Moro revidou, afirmando que ele não tinha nada a ver com a Petrobras, mas que o presidente da República tinha. Lula rebateu, dizendo que foi Moro quem mandou soltar e grampear Yousseff e que, portanto, os fatos foram descobertos a partir daí. O juiz fez um adendo dizendo que também mandara prender o doleiro.

Houve chumbo trocado quando Moro repreendeu Lula pelo petista ter dito que poderia mandar prender quem teria mentido a respeito dele. Lula admitiu que foi uma frase infeliz, dizendo ter sido uma força de expressão no palanque. Moro falou que Lula talvez não devesse fazer aquele tipo de declaração. Lula respondeu que todos ali precisavam tomar cuidado com suas declarações e se queixou de o juiz ter divulgado conversas pessoais dele com familiares e a mulher, Mariza Letícia, que morreu em fevereiro. Num outro momento, Lula falou que tinha profunda mágoa por ações de Moro em relação à divulgação dessas conversas.

Moro teve um bom desempenho quando questionou Lula sobre o encontro com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. O juiz quis saber por que Lula decidiu encontrá-lo. Foi um momento em que Moro conseguiu que Lula falasse que havia sido por intermédio de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT preso em Curitiba, obtendo palavras do ex-presidente que confirmavam em parte um depoimento recente de Duque.

Foi um ponto alto de Moro. Durante todo o depoimento, ficou claro o destaque de Moro, que se sobressai em relação aos membros do Ministério Público, cujos representantes falaram muito pouco na comparação com o juiz. Moro e o Ministério Público perguntaram se Lula se sentia responsável pelo esquema de corrupção, direta ou indiretamente.

Lula disse que não tinha responsabilidade nem se sentia responsável, afirmando que havia um processo de indicação política de partidos que compõem o governo que o levou a apontar tais diretores para o Conselho de Administração aprovar ou não o ingresso no comando executivo da Petrobras. O petista foge do objetivo de Moro de arrancar uma confissão de responsabilidade, ainda que administrativa, apesar da insistência do juiz e, depois, de procuradores da República.

Fonte: Blog do Magno

jun 29
quinta-feira
09 39
ENQUETE

Você acha que o brasileiro acostumou-se com a Corrupção ao longo do tempo ?

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