Marina Silva, da Rede, teve um encontro com a cúpula do PSB nesta semana e pregou a formação de uma terceira via para 2018.

Segundo Pedro Ivo, um dos dirigentes da sigla mais próximos à ex-senadora, os partidos trataram da “importância de constituir um bloco fora da polarização” com “alianças programáticas”. Participaram da reunião nomes do PSB que fazem oposição a Temer, como o presidente da sigla, Carlos Siqueira, o governador Paulo Câmara (PE) e o ex-governador Renato Casagrande (ES).

Mesmo sabendo que não tem exclusividade nas negociações, a ex-senadora saiu animada do papo com os socialistas. Disse a aliados que foi “a melhor conversa que teve com o PSB desde as eleições de 2014 . O partido não bateu martelo e tem conversado com outras legendas de seu campo, como o PT.

Marina ainda não se assume candidata ao Planalto nem dentro da própria legenda, mas deu sinais claros de que tentará reeditar a aliança que a levou às urnas em 2014.”

(Painel – Folha de S.Paulo)

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Enquanto as principais forças políticas do País já se movimentam objetivamente para a disputa presidencial de 2018, a Rede Sustentabilidade, partido da ex-ministra Marina Silva, terceira colocada na eleição de 2014, enfrenta dificuldades financeiras, uma crise ideológica e se vê diante da ameaça de debandada de filiados. Esse é o quadro apresentado ao Estado por militantes, assessores e dirigentes do partido, que falaram em caráter reservado. Após ter o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em setembro de 2015, a Rede ainda tem estrutura de partido “nanico”, o que ficou evidenciado também no fraco desempenho de seus candidatos nas eleições municipais do ano passado.
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Via Folha de São Paulo

Pré-candidato à Presidência, o deputado Jair Bolsonaro (PSC) se consolida em segmentos do eleitorado tradicionalmente ocupados pelo PSDB e atrai eleitores com perfil semelhante àqueles que declaram voto no prefeito paulistano, João Doria.

A última pesquisa Datafolha mostrou que os entrevistados que têm preferência por Bolsonaro e Doria têm características semelhantes de renda e escolaridade, por exemplo. Entre os eleitores de Bolsonaro, 32% têm renda inferior a dois salários mínimos, 46% recebem de dois a cinco e 15% recebem de cinco a dez salários. No eleitorado de Doria, essa distribuição é de 31%, 39% e 21%, respectivamente.

Esse perfil contrasta com as características dos entrevistados que dizem votar no outro potencial candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, o governador Geraldo Alckmin. Seus eleitores se concentram na faixa de renda mais baixa (43%).Bolsonaro e Doria têm ainda entre seus eleitores uma proporção maior de entrevistados com curso superior: 26% e 34%, respectivamente. Apenas 19% dos potenciais votos de Alckmin vêm de eleitores dessa faixa de escolaridade.

Nesses segmentos, Alckmin tem um eleitorado com perfil mais parecido com o de Marina Silva. A ex-senadora também tem 19% de seus votos entre eleitores com ensino superior e obtém metade de seu apoio entre eleitores de baixa renda.

A semelhança de perfil pode ter impacto na possível migração de votos entre primeiro e segundo turnos das próximas eleições. Em um segundo turno contra Lula, Doria atrairia 59% dos eleitores de Bolsonaro, enquanto Alckmin receberia 50% dos votos dados ao deputado do PSC no primeiro turno. Mais eleitores de Bolsonaro optariam por votar em branco ou nulo caso Alckmin vá ao segundo turno contra Lula.

BOLSONARO E MARINA

Bolsonaro e Marina invadiram espaços que o PSDB ocupou nas últimas eleições – entre eleitores mais escolarizados, com renda mais alta e que se opõem ao PT. A ex-senadora, da Rede, e o deputado, do PSC, concentram metade dos eleitores que rejeitam o ex-presidente Lula, segundo a última pesquisa Datafolha.

Entre os entrevistados que dizem não votar em Lula “de jeito nenhum”, Bolsonaro teria 33% dos votos e Marina, 19%. O governador Geraldo Alckmin chega a 13% nesse segmento e 21% dos eleitores dizem que votariam em branco ou nulo. Se o candidato do PSDB apresentado aos entrevistados é João Doria, Bolsonaro teria 30% no grupo que rejeita Lula, e Marina chegaria a 20%. Doria apareceria com 14% e outros 20% votariam em branco ou nulo.

O desempenho de Doria é semelhante ao de Alckmin nessa faixa, apesar do discurso fortemente antipetista adotado pelo prefeito de São Paulo. Bolsonaro atrai mais que o dobro dos eleitores de Doria nesse segmento.

12
ago

FIQUE SABENDO…

Postado às 12:11 Hs

# Marina sumida…

Anda cada dia mais difícil concorrer com a realidade, mas o delicioso site de humor Sensacionalista sempre consegue se superar. Nesta sexta-feira (11), publicou um post impagável brincando com a história do rapaz acreano pseudoesquisito que escreveu nas paredes do seu quarto um livro pseudoesquisito, que conseguiu fazer isso de forma pseudoesquisita sem que seus pais percebessem nada, que desapareceu de forma pseudoesquisita por cinco meses, deixou pseudoesquisitas procurações e orientações sobre direitos autorais e voltou agora, de forma pseudoesquisita depois que seu livro pseudoesquisito já figura na lista dos mais vendidos. Segundo o Sensacionalista, o menino voltou, mas resta o mistério do inexplicável desaparecimento de outra menina acreana, Marina Silva. De fato, é impressionante o sumiço de Marina Silva do debate nacional. Nas duas últimas eleições, Marina apareceu com uma mensagem de novidade. Em 2010, era alguém que tinha saído do PT rompida com a opção do governo Lula de abandonar bandeiras históricas, especialmente na área ambiental. Ela deixara o Ministério do Meio Ambiente após uma trombada justamente com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por não aceitar pressões para conceder licenças ambientais para grandes obras que Dilma, então a “mãe do PAC”, tocava. Saía candidata pelo PV vendendo a ideia de opção de esquerda ao PT. Logo depois, ela deixava o PV e iniciava o caminho para fundar a Rede.

# Produto do Crime

A Procuradoria Regional da República da 4.ª Região afirmou ao Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF4) que o confisco de bens do ex-presidente Lula é ‘absolutamente legal’. O parecer foi dado em mandado de segurança da defesa de Lula na 2.ª instância contra o bloqueio decretado pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. “A decisão combatida decretou o sequestro dos bens do ex-presidente para recuperação do produto do crime e o arresto dos mesmos para garantir a reparação dos danos”, afirmou o procurador regional da República Mauricio Gotardo Gerum. Por ordem de Moro, em 14 de julho, o Banco Central bloqueou R$ 660 mil, três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo, e também dois veículos do petista. O ex-presidente sofreu, ainda, o embargo de aplicações na previdência no montante de R$ 9 milhões.

# Violência no RN ainda é alta

O Rio Grande do Norte segue apresentando altos índices de crimes contra a vida. Segundo levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza e analisa delitos dessa natureza – o estado chegou a 1.500 assassinatos registrados somente este ano. O número foi atingido nesta sexta-feira (11) e a média de vítimas por 100 mil habitantes é de 42,77. “A violência e a insegurança são promovidas pelo próprio governo do Rio Grande do Norte, quando, para se esquivar de sua responsabilidade, insiste em criar bodes expiatórios para seus próprios erros. A prova disso é que chegamos a 1500 CVLIs (Condutas Violentas Letais Intencionais) nesses 222 dias de 2017”, critica o especialista em gestão e políticas de segurança pública Ivenio Hermes, que também é coordenador do Observatório.

# PSB Nacional em crise

Com o vácuo de liderança deixado pelo presidenciável Eduardo Campos, cuja morte completa três anos no domingo (13), o Partido Socialista Brasileiro se vê na iminência de uma debandada, às voltas com divergências internas e discordâncias sobre os rumos programáticos. Agregador e com visibilidade, Campos atraiu nomes dificilmente identificáveis com a bandeira socialista e que hoje puxam a fila de dissidências -com Heráclito Fortes (PI) à frente, mais de dez deputados dizem estar com “a faca nas costas” e devem migrar para o DEM. Ruralistas filiados por Campos hoje batem cabeça com “socialistas históricos” como o presidente da sigla, Carlos Siqueira, em debates como o das reformas econômicas. A decisão de votar a favor da denúncia contra Michel Temer coroou a divisão pessebista na Câmara.

# Mudança de partido

Com a filiação do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), aumentam as chances da sua esposa e deputada federal Zenaide Maia também acompanhar a decisão. No entanto, isso só vai acontecer se ela for expulsa do partido ou quando vier a janela – período em que deputados podem alterar a filiação partidária sem perderem o mandato. No final de 2016, após ter votado na Câmara dos Deputados contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que previa o estabelecimento de um teto para os gastos públicos, carro-chefe do início do governo de Michel Temer (PMDB), Zenaide foi suspensa pelo PR – que havia fechado questão favoravelmente em relação ao assunto – pelo prazo de um ano. Em tempo Zenaide não esconde de ninguém o desejo de uma possível disputa ao Senado no pleito de 2018, já que o seu irmão João Maia deverá disputar uma cadeira na Câmara Federal.

No dia seguinte à condenação do ex-presidente Lula, Marina Silva chamou líderes da Rede no Congresso para uma conversa sobre 2018. Até então enigmática sobre sua disposição em concorrer ao Planalto, deu sinais de que decidiu entrar no páreo. Quer montar, desde já, uma agenda de candidata. Marina disse que há “um grande vácuo” na política e afirmou que a Rede precisa apresentar uma “alternativa aos polos”.

Nesta segunda (17), participa de encontro com artistas no Rio.

A reunião da ex-senadora na capital fluminense está sendo organizada pelo ator Marcos Palmeira. Participam do encontro nomes que têm defendido a saída do presidente Michel Temer do Planalto.

Na conversa com aliados, quando o assunto foi a possível filiação de Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto, Marina disse que atua para ter os dois ex-presidentes do STF nos quadros do partido.

Ambos são vistos como nomes ideais para compor uma chapa com ela em 2018.

Fonte: Folha de S.Paulo – Daniela Lima

18
jun

Fique Sabendo…

Postado às 23:01 Hs

# Cai em 21,5% o número de brasileiros que bebem e dirigem

O endurecimento da Lei Seca, no ano de 2012, está surtindo efeito entre os motoristas das capitais brasileiras. Segundo a mais recente pesquisa do Ministério da Saúde, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir nas capitais do país teve queda de 21,5%. No ano passado, 5,5% da população dessas cidades declararam que dirigiam após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 7% do ano de 2012. Os homens (9,8%) continuam assumindo mais a infração do que as mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da lei seca menos homens têm assumido os riscos da mistura álcool/direção: a queda foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina.

Entre as capitais brasileiras, quatro se destacaram com queda superior a 50% nos últimos três anos: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%). Algumas capitais, contudo, apresentaram aumento do número de adultos que referiram assumir o volante após consumir qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde 2012.

# Marina Silva no RN

Na próxima quarta-feira (22), a ex-senadora Marina Silva estará em Natal para o lançamento da pré-candidatura de Freitas Júnior (REDE), a prefeito de Natal. O evento da REDE Sustentabilidade pretende discutir a atual crise ao qual passa o país e o que a REDE pretende apresentar nas eleições deste ano. O evento será realizado no Sindicato da Polícia Civil (Sinpol-RN), na avenida Rio Branco,825, a partir das 16h30. Marina Silva virá acompanhada do outro porta-voz da REDE, o jovem Zé Gustavo.

# Prazo

O prazo para fazer o alistamento militar termina em 30 de junho. O cadastro foi aberto em janeiro e a expectativa do ministério da Defesa é de que, até o fim deste mês, pelo menos dois milhões de jovens se inscrevam no alistamento e serão alocados em uma das Forças Armadas: Aeronáutica, Marinha e Exército. O alistamento é obrigatório para jovens do sexo masculino que completam dezoito anos em 2016. No caso das mulheres, o processo não é compulsório e elas podem ingressar nas Forças Armadas por meio de concursos públicos. Pessoas com deficiência física ou mental também precisam fazer o alistamento, conforme determina a Constituição. No entanto, serão dispensados de prestar serviço militar depois de se apresentarem na Seleção Geral.

# Ex país do jeitinho, vira país que não tem jeito

Um amigo que vive há duas décadas nos EUA disse que não tem mais paciência para se apresentar como brasileiro. Orgulha-se de sua nacionalidade. O problema é que voltou a pegar mal. Cansou de ouvir a mesma pergunta —“O que houve com o Brasil?”— e de não ter uma resposta para dar. É realmente difícil explicar no estrangeiro a vocação bíblica dos corruptos brasileiros. Nunca se contentaram com as pequenas negociatas. Mas não se imaginava que ambicionassem o dilúvio de lama. E se perguntarem lá fora de quem é a culpa por tanta incompetência e roubalheira?

A julgar pelos desmentidos, só há uma resposta possível: não há culpados no Brasil, apenas cúmplices. Culpa mesmo teve Noé, que permitiu a entrada do casal de ratos na famosa Arca. Por sorte sobraram as praias. O Brasil pode reivindicar a volta àquela época em que, no cinema americano, era o país para onde voavam os bandidos à procura de refúgio depois de um grande golpe. Devagarinho, o país do jeitinho vai virando o país que não tem jeito.

Por Josias de Souza

06
abr

Marina reaparece…

Postado às 8:17 Hs

Rede propõe nova eleição e pede ao TSE entrada em ação contra chapa Dilma/Temer

A ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República em 2014 e atual líder da Rede Sustentabilidade, participa na tarde desta terça-feira, do evento do partido que lança a campanha “Nem Dilma, nem Temer, nova Eleição é a solução”.

O ato, realizado em Brasília, prega a realização de novas eleições como solução para “o impasse da crise política do País”. A legenda entregará ainda hoje uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), junto com o PPL e o PSB, solicitando sua entrada no processo que pede a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

Com o documento, as siglas querem contribuir com denúncias de fraude e abuso de poder político e econômicos que teriam ocorrido nas últimas eleições presidenciais. Representantes da Rede acreditam que o julgamento do TSE possa ocorrer ainda este ano. “A chapa Dilma/Michel não teve mandato legitimamente adquirido, é preciso impugnar esse mandato e devolver o voto ao povo. Vamos para as eleições diretas”, declarou o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). Apesar de a Rede ainda não ter declarado posição sobre o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, Miro disse que votará contra Dilma na votação em plenário.

O PPS também apoia o ato da Rede com a presença do líder do partido, senador Cristovam Buarque (DF) e do deputado federal Arnaldo Jordy (PA). “Dilma cometeu o crime de responsabilidade duas vezes quando escolheu Temer como presidente”, disse Buarque. Para o senador, as alternativas de poder atualmente não atendem ao que a população quer e só uma nova eleição permitirá soluções de um novo modelo econômico e social no Brasil. Também participam do ato o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e a ex-senadora Heloisa Helena.(Agência Estado)

Via Portal TERRA

Ainda que tenha apresentado números menos ingratos para a presidente Dilma Rousseff, a pesquisa da CNT/MDA de fevereiro mostra que a disputa da eleição presidencial não será fácil para o PT em 2018. Em um cenário estimulado – quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados -, Aécio Neves, do PSDB, conta com 24,6% das intenções de voto, seguido por 19,1% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por 14,7% de Marina Silva, da Rede.

Ainda neste cenário, Jair Bolsonaro, do PP, soma 6,1% dos votos, Ciro Gomes (PDT) tem 5,8% das intenções de voto. Enquanto isso, a taxa de brancos e nulos totaliza 19,6%, e a de indecisos chega a 10,1%.

Na leitura que considera Geraldo Alckmin como presidenciável do PSDB, Lula aparece com 19,7%, seguido por Marina Silva, com 18%, e pelo governador de São Paulo, com 13,8%. Neste cenário, Ciro Gomes tem 7,4%, Bolsonaro, 6,3%. Já brancos e nulos somam 24,2% e indecisos, 10,6%.

Em um terceiro cenário proposto pelo levantamento, que inclui José Serra como candidato ao Planalto pelo PSDB, Lula soma 19,7%, seguido por Marina (17,8%) e Serra (14,5%). Já Ciro tem 7,2% e Bolsonaro soma 6,4%. Os que devem anular ou votar em branco totalizam 24,1% e os indecisos, 10,3%.

Cenário adverso para Lula

Em cenários estimulados de segundo turno, Aécio Neves venceria Lula com 40,6%, frente a 27,5% do petista. Votos brancos e nulos totalizam 25,7% e indecisos, 6,2%.

Em outros cenários com o Lula no segundo turno, o ex-presidente também ficaria atrás de Ciro Gomes (29,1% contra 28,2%; brancos e nulos: 34,3% e indecisos 8,4%) e de Marina Silva (36,6% contra 26,3%, branco e nulo 30% e indecisos 7,1%).

Via Blog do Magno Martins

O vice-presidente Michel Temer rebateu, hoje, as declarações da ex-ministra Marina Silva sobre uma eventual interferência dele nos rumos da Operação Lava Jato caso haja o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o peemedebista assuma o poder. “Fico preocupado com essa manifestação de desconhecimento institucional por uma pessoa que foi candidata a presidente da República por duas vezes. Nenhum presidente tem poder de ingerência nos assuntos de outro Poder”, disse Temer em nota à reportagem.

O vice afirmou ainda que o Judiciário brasileiro e demais órgãos ligados a ele são independentes e que essa é uma premissa garantida pela Constituição de 1988. “É gravíssimo que a uma figura pública tente desprestigiar os poderes soberanos do Estado”, afirmou. No domingo, 17, após uma reunião da executiva da Rede Sustentabilidade em Brasília, Marina afirmou que o impeachment poderia causar uma paralisação nas investigações da Lava Jato, pois poderia passar a impressão de que “o problema foi resolvido”.

Integrantes da Rede também afirmaram reservadamente que um dos motivos para o partido ser contra o afastamento de Dilma é o temor de que isso possa enfraquecer a operação, já que nomes importantes do PMDB estão sendo investigados como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.

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Ex-senadora diz ver “fortes indícios” de crime eleitoral Fundadora da Rede explica posição contra impeachment “Ainda não há elementos suficientes” para afastamento A ex-senadora Marina Silva, fundadora da Rede Sustentabilidade, orientou o partido a reforçar o pedido de cassação da chapa de Dilma e Michel Temer, que tramita no TSE. “Pedi para a Rede, para os nossos colaboradores advogados, criarem uma forma de termos alguma ação solidária”, disse ela. O tribunal avalia se a chapa do PT e do PMDB em 2014 cometeu abuso de poder econômico ao usar, na campanha, recursos oriundos da corrupção na Petrobras e descobertos pela Operação Lava Jato. A investigação é resultado de um pedido formulado pelo PSDB. Em entrevista ao Blog, Marina disse acreditar que há “fortes indícios” de irregularidades nas campanhas de Dilma e Temer, “que foram levantados pela própria Justiça”. A entrevista foi concedida ao repórter do UOL André Shalders.

“Nossa atitude é de que de fato o Brasil seja passado a limpo. E se de fato os recursos da Petrobras foram usados pela campanha da presidente e do vice-presidente, o correto é que ambos os indicados possam ter o processo (eleitoral de 2014) anulado, como está lá no pedido que foi feito pelo PSDB”, disse ela. “Neste momento nós temos 2 faces de uma mesma moeda: PT e PMDB, presidente e vice-presidente, com membros de seus partidos igualmente implicados. Por isso que a ação no TSE, no meu entendimento, é coerente com o que nós temos dito: quem tem dado o melhor suporte para ajudar o Brasil a sair da crise é o trabalho da Justiça”, acrescentou. Marina também reforçou o apoio ao trabalho da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal, especialmente no caso da Lava Jato. “Temos que oferecer todo o apoio ao trabalho da Justiça, do Ministério Público e da Polícia. É a Polícia que está trazendo a Justiça e os elementos mais importantes até agora para passar o Brasil a limpo”, disse.

IMPEACHMENT-  Após sofrer críticas nas redes sociais, Marina voltou a falar do tema do impeachment. A ex-senadora reforçou que não enxerga, até o momento, indícios para a aceitação da denúncia contra Dilma, acatada na última 4ª feira (02.dez) por Eduardo Cunha. A Rede se posicionou contra o procedimento. Marina ressalvou que o instrumento do impeachment é legítimo, e fez uma defesa dos autores do pedido, os advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. “As pessoas que entraram com o pedido de impeachment são pessoas de trajetória e tradição democráticas”. A senadora destacou que os congressistas da Rede adotarão atitude “isenta” ao analisar o pedido. “Vamos participar do processo de forma isenta, independente, orientado pela Constituição. Neste momento achamos que ainda não há elementos suficientes (para o impeachment). No entanto estamos debruçados sobre o caso, com total autonomia, para firmar o nosso entendimento”, disse.

SITUAÇÃO DO BRASIL - A ambientalista disse ainda que o país está em “situação dramática”. Marina teme o rebaixamento do Brasil por mais uma agência de classificação de risco, o que ampliaria os danos à economia. Marina também alertou contra saídas rápidas e ilusórias para a crise. “O risco quando se está nessa situação (de crise) é você segurar em rabo de cobra achando que é cipó, pra tentar sair do buraco”, disse ela.

Presidente da REDE Sustentabilidade, Marina Silva, esteve em Natal cumprindo agenda profissional, e aproveitou a oportunidade para se reunir com a Executiva Estadual do partido no Rio Grande do Norte.

Na ocasião, ela também se encontrou com Francielle Lopes, ex-candidata a prefeita de Caicó, que, recentemente, assinou sua ficha de filiação ao novo partido.Francielle Lopes falou de sua trajetória política para Marina Silva e do seu desejo em construir uma nova política no Rio Grande do Norte, agora filiada à REDE Sustentabilidade.

“A REDE chega com o propósito de fazer uma política diferente do que está aí. E a trajetória de lutas de Marina Silva tem muito a ver com os ideais do nosso grupo político”, afirmou Francielle, que recebeu total apoio de Marina em seu desejo de se candidatar à prefeitura de Caicó.

Ao lado da ex-ministra Marina Silva, o senador Randolfe Rodrigues oficializou nesta segunda-feira (28/9) seu ingresso na Rede Sustentabilidade, partido fundado por Marina e que obteve registro na semana passada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Randolfe anunciou ontem sua saída do PSOL. Único senador eleito pelo partido, Randolfe destacou sua admiração pela trajetória de Marina e afirmou que sua escolha “não é um outro caminho” e sim “um novo jeito de caminhar”.

“Estou fazendo um encontro de velhos companheiros que há muito tempo escolheram uma jornada para caminhar”, disse. “Estou apostando muito no que virá a ser a Rede.” Randolfe disse ainda que não tem mágoa com o PSOL e reafirmou que o partido é “irrepreensível do ponto de vista ético e de prática parlamentar irretocável”. Desde o anúncio da criação a Rede Sustentabilidade, o partido já conta com pelo menos quatro adesões de políticos com mandato no Congresso Nacional.

Além de Randolfe, os deputados Miro Teixeira (ex-Pros/RJ); Aliel Machado (ex-PCdoB/PR); e Alessandro Molon (ex-PT/RJ) já anunciaram sua adesão. A ex-senadora Heloísa Helena, que hoje atua como vereadora em Maceió, também deixou o PSOL e foi para a Rede. Também já aderiam ao partido os deputados distritais Chico Leite, que deixou o PT, e Luzia de Paula, de saída do PEN. A expectativa é que o partido anuncie a adesão de mais um nome, provavelmente um deputado federal, ainda hoje.

23
set

Mais um partido…

Postado às 11:48 Hs

TSE REGISTRA REDE SUSTENTABILIDADE, PARTIDO FUNDADO POR MARINA SILVA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça-feira (22) a concessão de registro para a Rede Sustentabilidade, partido idealizado pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva.Com a decisão, a legenda fica apta a receber filiados e lançar candidatos para as eleições de 2016. É o 34º partido do país – no último dia 15, o TSE tinha autorizado o 33º, o Partido Novo.

Os fundadores da Rede tentaram obter o registro em 2013, a fim de lançar Marina candidata à Presidência pela legenda no ano passado, mas tiveram o pedido negado por falta do apoio mínimo necessário na ocasião. A ex-senadora acabou disputando a eleição presidencial porque se filiou ao PSB e integrou, como vice, a chapa encabeçada pelo ex-governador Eduardo Campos. Ela se tornou candidata a presidente após a morte de Campos em um acidente aéreo – obteve 22,1 milhões de votos e ficou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Em 2013, a Rede havia apresentado assinaturas de 442 mil eleitores validadas pelos cartórios eleitorais, mas a lei exigia 492 mil, o equivalente a 0,5% dos votos dados para os deputados federais nas eleições de 2010.Em maio deste ano, Marina apresentou outras 56,1 mil assinaturas, somando apoio de 498 mil eleitores, acima do exigido atualmente (486,6 mil eleitores). (G1)

13
abr

Marina: menos gente é mais desesperança

Postado às 8:09 Hs

A ex-ministra Marina Silva divulgou uma nota de apoio às manifestações deste domingo, 12, e relativizou o fato de elas reunirem um número menor de pessoas se comparadas com as do dia 15 de março.

“Menos gente nas ruas não significa menor insatisfação; ao contrário, pode até significar um aumento da desesperança, o represamento de uma revolta que pode retornar mais forte depois de algum tempo, escreveu Marina em seu Facebook.

A ex-ministra, que disputou as eleições presidenciais no ano passado, cobrou da presidente Dilma Rousseff uma resposta às manifestações “O protesto fornece à presidente da República mais uma oportunidade de responder diretamente, sem terceirizar sua relação com a sociedade. Terá força e disposição para fazer isso? Espero que sim”, disse.(De O Estado de S.Paulo)

A candidata derrotada à Presidência da República e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou, ontem, durante uma conversa com estudantes da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que “as pessoas devem ter maturidade com suas escolhas”. Falando indiretamente sobre o governo, disse que “não é como uma camisa que se troca todo dia”.

As declarações foram dadas em um evento fechado com os alunos de Harvard e informadas ao jornal O Estado de S. Paulo por participantes. Marina não quis falar com a imprensa sobre temas como a Operação Lava Jato, os protestos contra o governo ocorridos no último domingo e os marcados para o dia 15. Aos alunos, ela disse que deve se pronunciar em breve e que está ouvindo muitas pessoas e conversando com políticos, acadêmicos, jovens, mulheres e comunidades.

Marina afirmou que o País vive um “grave problema com a corrupção”. Segundo ela, “a corrupção não é um problema da Dilma do Lula, do Fernando Henrique, nem do Collor, nem do Sarney. É um problema nosso (da sociedade). E que, “enquanto se achar que o problema é deles, vamos continuar tendo esse problema”. A ex-ministra comparou a questão com a escravidão e a ditadura, que, segundo ela, só acabaram quando a sociedade encarou o problema e agiu para solucioná-lo.

27
jan

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 10:35 Hs

* * * Mesmo que se tenha como certa a indicação do ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) para ocupar a pasta do ministério do Turismo no governo da presidente Dilma Rousseff (PT) não está descartado o nome do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) na disputa pela presidência da Casa. Embora ele negue. Mas, se tiver chance de vencer ele entra. Aposte. Há uma movimento no senado para derrotar Renan Calheiros da presidência. * * *

* * * O número de partidos com pedido de criação nos tribunais regionais eleitorais dos estados ultrapassa 40. Mas a soma pode ser ainda bem maior. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem todos os tribunais disponibilizam esses dados na internet. Além disso, algumas siglas estão registradas em cartório, mas ainda colhem assinaturas para a legalização, fase anterior ao protocolo do pedido de registro nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Legendas como PMB (Partido Militar Brasileiro) e Rede Sustentabilidade já contam com mais de 400 mil assinaturas de eleitores em pelo menos um terço dos estados, conforme exige o TSE. * * *

* * * A ex-senadora Marina Silva afirmou ontem, em evento da Rede Sustentabilidade no Rio, que o partido vai entrar com um novo pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral até a segunda quinzena de março. A legenda quer recolher mais cem mil assinaturas, com o objetivo de validar ao menos 42 mil. E a Rede Sustentabilidade tentou se oficializar ainda em 2013, mas o TSE negou a solicitação. São necessárias quase 500 mil assinaturas para conseguir o registro. Marina Silva reclamou que a sigla não terá direito a tempo de TV e ao Fundo Partidário, o que não aconteceria se o registro tivesse sido aprovado em 2013.

14
dez

Mulher do Ano

Postado às 10:10 Hs

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A ex-candidata à presidência da República e ex-senadora Marina Silva foi eleita pelo jornal britânico “Financial Times” como “mulher do ano”, em sua última edição. Ao detalhar sua biografia, a publicação definiu Marina como uma política visionária e idealista que saiu “da pobreza e do analfabetismo” para concorrer por duas vezes à liderança do Brasil. “O segredo de seu apelo é que ela convenceu os eleitores de que é uma espécie rara de política, aquela que acredita com sinceridade no que está dizendo”, destacou o jornal, salientando a origem humilde de Marina nos seringais da região amazônica. O “FT” afirmou, ainda, que enquanto os concorrentes de Marina – referindo-se às eleições presidenciais – vendiam um pacote de políticas populistas, ela oferecia “uma visão mais holística do futuro”, defendendo o Brasil como uma “sociedade economicamente bem sucedida e respeitada no mundo por sua consciência social e ambiental”.

Via Josias de Souza

Triturada no primeiro turno da disputa presidencial pelo moedor de reputações em que se converteu o comitê eleitoral de Dilma Rousseff, a ex-presidenciável Marina Silva saboreia agora a auto-desconstrução a que se submete sua ex-rival.Marina levou às redes sociais dois quadros comparando frases da candidata petista com a realidade que cerca a presidente reeleita do PT. “Vejam como a realidade desmantela o marketing eleitoral de Dilma”, Marina anotou.

Num dos quadros, Marina recorda o comentário de Dilma sobre a proposta do PSB de dar autonomia legal ao Banco Central. Marquetada, a candidata dizia que o BC autônomo era coisa da turma que tramava cortes, superávits e “juros para danar”. Reeleita, a presidente viu os juros subirem três dias antes da eleição.Noutro quadro, Marina relembra os ataques de Dilma à tese de que é preciso rever o papel dos bancos públicos na política econômica —uma tese cara ao economista tucano Armínio Fraga, que Aécio disse que nomearia para a pasta da Fazenda.

Ao lado, um resumo da entrevista na qual o ministro Guido Mantega, ainda na gerência da economia, informou nesta sexta (7) que subsídios financeiros concedidos a bancos públicos devem ser passados na lâmina.Quer dizer: Marina está muito perto de chamar Dilma pelo pseudônimo de estelionato eleitoral. Quando o marketing desconsidera o Orçamento, é isso o que costuma acontecer.

nov 23
quinta-feira
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