23
mar

Pobre Brasil !

Postado às 11:32 Hs

Corrupção: Nem 1% do que foi descoberto pela PF foi mostrado, diz delator da Carne Fraca

O fiscal agropecuário federal Daniel Gouveia Teixeira, responsável por denúncias que levaram à Operação Carne Fraca, afirmou que há uma série de irregularidades ainda não reveladas pela Polícia Federal (PF).Em entrevista à Rádio Eldorado nesta quarta-feira, 22, Teixeira ressaltou que o pagamento de propina é frequente no processo de fiscalização da carne. “Não foi mostrado nem 1% do que foi descoberto pela Polícia Federal”, disse.

O servidor do Ministério da Agricultura, que foi transferido de função desde o início das investigações, atribui as falhas à ingerência decorrente de indicações políticas. “É a interferência de políticos para tirar e colocar fiscais mais rigorosos em locais que não atrapalhassem interesses das empresas”, relatou. Teixeira também revelou que havia denúncias relacionadas ao setor engavetadas há cerca de dez anos. “A PF conseguiu fazer em dois anos o que o Ministério da Agricultura não fez em dez”, garante.

Apesar de denunciar o envolvimento de colegas e frigoríficos nos casos de corrupção, o fiscal tranquiliza a população em relação ao consumo da carne produzida no País. “Não é motivo de pânico. A população tem de conhecer o produto, verificar se é fiscalizado. 90% dos meus colegas são pessoas honestas e qualificadas que trabalham para garantir a qualidade dos produtos.”

Teixeira ainda afirmou que as irregularidades foram registradas ao longo de vários governos, ao menos desde o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e que não houve mudança após o PMDB assumir o Planalto. O delator disse não ter conhecimento de qualquer associação ou formação de cartel por parte dos frigoríficos que pagavam propina a servidores federais. Ele criticou ainda as tentativas de minimizar a importância da Operação Carne Fraca.

O funcionário representa a categoria como delegado sindical, mas garante não ser filiado a nenhum partido político. Ele recebe segurança da Polícia Federal e de outros órgãos de segurança do Paraná desde o início da operação, há dois anos e meio.

Fonte: Isto É

22
mar

Os vilões da história

Postado às 12:42 Hs

Por Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

O escândalo da carne conseguiu algo que parecia impossível: fez os políticos esquecerem a Lava Jato, mesmo que por tempo limitado. Nesta terça (21), o assunto dominou os discursos do Congresso. Com raras exceções, os parlamentares defenderam os frigoríficos e atacaram a Polícia Federal.

“O delegado que fez essa operação é um irresponsável”, bradou o senador Ivo Cassol, do PP. “Isso é um abuso!”, exclamou o ruralista, sobre a prisão de 36 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que subornava fiscais e adulterava alimentos.

A senadora Kátia Abreu, do PMDB, classificou a Operação Carne Fraca como um “festival de horrores”. Ela acusou “um delegado e meia dúzia de chefes da PF” de praticarem “crime de lesa-pátria”. “Tentaram, com uma ação medíocre, infantil e baixa, destruir um dos setores mais importantes deste país”, disse. “Sempre me coloquei aqui contra a espetacularização da Polícia Federal. Agora estão vendo o monstro que criaram”, endossou a senadora Gleisi Hoffmann, do PT.

O senador Renan Calheiros, do PMDB, aproveitou para dissertar sobre o estado da nação. “Este país está emburrecendo”, disse. “O que nós assistimos com essa Operação Carne Fraca explicita o fato de nós não termos limite nenhum para nada.”

Na Câmara, os discursos corriam na mesma toada. “A Polícia Federal não conhece a questão sanitária dos produtos da agropecuária brasileira”, criticou o deputado Valdir Colatto, do PMDB. “Uma unidade da PF joga no chão todo um trabalho que vem sendo feito com muito sacrifício pelas empresas”, emendou Delegado Edson Moreira, do PR. A Polícia Federal não está imune a críticas, e há fortes indícios de exageros na divulgação da Carne Fraca. Mesmo assim, é difícil sustentar que os vilões da história são os investigadores, e não os frigoríficos investigados. Foram eles que compraram fiscais, enganaram consumidores e, claro, financiaram campanhas.

22
mar

Charge: Pobre Brasil iludido

Postado às 11:53 Hs

21
mar

Boicote

Postado às 19:57 Hs

E, China e Chile já haviam proibido embarques; na Jamaica, governo pede que produto não seja consumido.

Hong Kong, Japão, México, Suíça e Jamaica se tornaram os mais recentes países a proibir a importação de carne brasileira após a operação Carne Fraca da Polícia Federal levantar questões sobre a segurança da indústria de carne do país. Na véspera, União Europeia, China e Chile já haviam tomado a decisão. A Coreia do Sul chegou a anunciar a suspensão das compras, mas voltou atrás.

Hong Kong liderou as importações de carnes e derivados brasileiros no ano passado, com compras de US$ 1,849 bilhões. O governo pretende enviar informações ao país e dialogar. O Ministério da Agricultura tem pronta uma espécie de resposta padrão aos países importadores. Ela é adaptada conforme as especificidades de cada mercado. É o que deve ser feito também em relação ao Egito, que informou estudar a suspensão das compras de carne brasileira.

O México suspendeu a partir de 19 de março as importações de produtos pecuários brasileiros, informou a Secretaria de Agricultura mexicana em um comunicado. O país não importa carne bovina ou suína do Brasil, mas compra produtos refrigerados, congelados e desidratados de frango e de peru, ovo fértil e aves domésticas.

No caso do Japão, segundo nota divulgada pela Embaixada, “o governo do Japão suspendeu, até novas notificações, o trâmite das importações de frango e de outros produtos oriundos dos 21 estabelecimentos citados em investigações da Polícia Federal do Brasil”.

Fonte: Agência de Notícias

21
mar

Charge: Pobre Brasil !

Postado às 15:42 Hs

19
mar

Charge: Brasil dos enganados…

Postado às 11:46 Hs

Via O Globo / Eliane Oliveira

O risco de o Brasil ser punido com o fechamento de mercados importantes para carnes bovina e de frango, como o europeu, é cada vez maior, por causa da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Segundo o embaixador da União Europeia (UE) em Brasília, João Gomes Cravinho, se as explicações a serem fornecidas neste fim de semana pelo Ministério da Agricultura sobre o funcionamento do sistema sanitário brasileiro não forem suficientes, o bloco poderá suspender as importações desses produtos.

— O Brasil é o maior exportador de carne de frango e um dos maiores fornecedores de carne bovina para a União Europeia, mas estamos com um problema que põe em dúvida a credibilidade do sistema sanitário brasileiro. Nossa preocupação é com o consumidor europeu e a suspensão é uma possibilidade — disse o embaixador ao GLOBO.

As informações foram pedidas na última sexta-feira, mesmo dia em que foi divulgado o esquema de irregularidades e corrupção que pôs em xeque a qualidade da carne consumida no Brasil e vendida ao exterior. A União Europeia é o destino de 9,3% das exportações de frango do país. Cravinho disse que, além de dados técnicos sobre o funcionamento do sistema e da própria fiscalização, a UE quer saber quanto, neste momento, navios que estão a caminho da Europa levam de carne bovina e de frango do Brasil.

— Precisamos saber se é um problema pontual ou se realmente estamos diante de um problema maior. Também precisamos saber se a carne a caminho da Europa pode ser consumida — afirmou o embaixador.

Cravinhos foi convidado para uma reunião na tarde deste domingo, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer. Ele elogiou o convite de Temer que, em sua opinião, mostra que o governo brasileiro quer um tratamento de alto nível para essa questão.

— Se os esclarecimentos não forem satisfatórios, vamos aplicar todos os mecanismos possíveis para defender o consumidor, inclusive a suspensão das importações. Até a última quinta-feira, não podíamos imaginar que isso fosse acontecer.

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