Com a taxa básica de juros em novo piso histórico – 4,5% ao ano –, a rentabilidade da caderneta de poupança passou a perder para a inflação projetada para os próximos 12 meses. Ou seja, o investimento mais popular do Brasil deve ser ainda menos atrativo em 2020.
Segundo a regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5%, a correção anual da caderneta de poupança é limitada a um percentual equivalente a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, que está em zero desde 2017).
Cálculo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostra que, com a Selic a 4,5% ao ano, a poupança passou a render apenas 0,26% ao mês e 3,15% ano ano, deixando de ser capaz de proteger o valor aplicado nesta modalidade das perdas inflacionárias projetadas para 2020.

Os depósitos de recursos da caderneta de poupança superaram, em R$ 2,426 bilhões, as retiradas em novembro. O resultado foi o maior para o mês desde 2017, recuperando também a captação de recursos pela modalidade. Em outubro, os saques superaram a entrada em R$ 247 milhões.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5/12) pelo Banco Central. No acumulado do ano, a retirada líquida acumula R$ 3,884 bilhões. O valor é o maior para o período desde 2016, quando alcançou R$ 51,370 bilhões.
O estoque dos depósitos aplicados na poupança subiram para R$ 825,719 bilhões em novembro, ante R$ 820,571 bilhões no mês anterior. Já os rendimentos dos recursos totalizaram R$ 2,721 bilhões no mês passado.

Em um mês tradicionalmente marcado por despesas com educação e com o pagamento de impostos, os brasileiros voltaram a sacar recursos da caderneta de poupança. Em fevereiro, a retirada líquida (saques menos depósitos) somou R$ 708,12 milhões, divulgou hoje (6) o Banco Central (BC). Nos dois primeiros meses de 2018, os saques superaram os depósitos em R$ 5,91 bilhões.

Pelo quarto ano seguido, segundo o BC, os investidores retiraram a mais do que aplicaram na caderneta de poupança em fevereiro. A saída de recursos em 2018, no entanto, foi menor que em outros anos. A retirada líquida tinha chegado a R$ 6,3 bilhões em fevereiro de 2015, R$ 6,6 bilhões em fevereiro de 2016 e R$ 1,67 bilhão em fevereiro de 2017.

Por Flavia Lima

As dificuldades financeiras do governo podem ser medidas pelo total de recursos aplicados em títulos públicos. Interrompendo um padrão observado nos seis anos anteriores, a dívida pública cresceu mais de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) desde 2013. Ela saltou de 50,8% no fim daquele ano para 71,4% do PIB em março deste ano, e a parcela da poupança financeira destinada a financiá-la acompanhou o movimento.

Levantamento do Cemec (Centro de Estudos do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) indica que, desde 2014, 60% do fluxo da poupança financeira total, que engloba famílias, empresas, segmentos do setor público e investidores externos, foi para financiar a dívida pública.

TÍTULOS PÚBLICOS – Na carteira total de grandes investidores, como fundos de pensão e de investimento, a participação de títulos públicos passou de 38% em 2013 para quase 50% em 2016.Dos recursos totais captados pelo sistema bancário, nada menos do que 72% são destinados exclusivamente ao financiamento do setor público, por meio de títulos públicos, captações bancárias, títulos adquiridos em operações compromissadas ou empréstimos dos bancos para o setor público. Carlos Antonio Rocca, diretor do Cemec e autor do estudo, diz que, enquanto o governo não equacionar as suas contas, é improvável que os recursos da poupança doméstica deixem de ser direcionados para financiá-lo.

AJUSTE FISCAL – A saída para o imbróglio seria levar adiante um processo gradual de ajuste fiscal, com reformas e controle dos gastos, assim como de recuperação de receitas, diz ele. A crise aguda no campo político, no entanto, torna tudo ainda mais incerto. Do lado do governo, a percepção de que terá dificuldades para tocar a reforma da Previdência afasta a possibilidade de organizar suas contas e elevar sua poupança. Enquanto isso, as empresas temem arriscar a investir. Ainda que o horizonte clareie e os problemas comecem a ser enfrentados, diz Rocca, é bastante improvável que a retomada do investimento ocorra pela via da ampliação da capacidade produtiva, dado o alto grau de ociosidade da economia.

INFRAESTRUTURA – Os investimentos em infraestrutura, no entanto, poderiam liderar esse movimento, dada a carência do país em estradas, portos, linhas de transmissão e ferrovias. Para isso, no entanto, é preciso que o governo reequilibre as suas contas e, com menor necessidade de recursos, abra espaço para a poupança privada chegar lá.

06
fev

Registro

Postado às 22:12 Hs

Poupança perde R$ 10,8 bilhões e tem 2º pior janeiro da história

A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 10,735 bilhões em janeiro, segundo pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995, divulgou o Banco Central nesta segunda ­feira (6). O dado veio só não veio mais fraco que janeiro do ano passado, quando houve saída líquida de R$ 12,032 bilhões.

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a perda líquida foi de R$ 8,716 bilhões, ao passo que na poupança rural os saques superaram os depósitos em R$ 2,020 bilhões. O estoque da caderneta recuou ao final de janeiro para R$ 658,567 bilhões. Em janeiro de 2016, era de R$ 648,641 bilhões.

A fuga dos investimentos da caderneta de poupança no primeiro semestre deste ano chegou a 42,606 bilhões de reais, o maior volume da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em janeiro de 1995. Até então, a primeira metade de 2015 era a responsável pelo pior resultado da aplicação, com um volume de saques 38,542 bilhões de reais superior ao de depósitos. O aumento do total de retiradas líquidas nos seis primeiros meses de um ano para o outro foi de 10,5%.

Esse resultado do acumulado de janeiro a junho de 2016 é formado por depósitos de 941,837 bilhões de reais e retiradas de 984,443 bilhões de reais. O pior momento dos últimos 21 anos para a caderneta de poupança foi em janeiro deste ano, quando os saques líquidos ficaram em 12,032 bilhões de reais. Nos meses seguintes, o resultado continuou negativo: 6,639 bilhões de reais em fevereiro, 5,380 bilhões de reais em março, 8,246 bilhões de reais em abril e 6,592 bilhões de reais em maio.

07
abr

Cenário difícil

Postado às 10:05 Hs

Poupança tem saque recorde de R$ 24 bi no primeiro trimestre

No primeiro trimestre, os saques da caderneta de poupança somaram 24,05 bilhões de reais, sendo saldo negativo de 21,441 bilhões de reais via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de 2,609 bilhões de reais da poupança rural. O volume de saques foi o mais elevado para o período em 21 anos, informou o Banco Central nesta quarta-feira. Apenas em março, a saída líquida da aplicação foi de 5,38 bilhões de reais em março, segundo pior desempenho para o mês na série histórica iniciada em 1995. Pior que março de 2016, apenas março do ano passado, quando houve retiradas de 11,43 bilhões de reais. No mês passado, os resgates superaram os depósitos em 5,18 bilhões de reais no SBPE. A poupança rural teve saída líquida de 195,23 milhões de reais.

O resultado do mês passado não foi ainda pior por causa da entrada de 4,22 bilhões de reais no último dia útil. Até o dia 30, os saques somavam 9,608 bilhões de reais. No ano passado, as retiradas superaram os depósitos em 53,56 bilhões de reais, marcando o pior desempenho da série estatística compilada pelo BC. Em 2014, a poupança captou 24,03 bilhões de reais, menor volume líquido desde os 14,18 bilhões de reais de 2011. O recorde positivo foi registrado em 2013, quando foram captados 71,04 bilhões de reais em termos líquidos. (Veja)

As perdas da caderneta de poupança acumulam 32,28 bilhões de reais no acumulado do ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta sexta-feira. Apenas em maio, quinto mês seguido de saldo negativo, o volume de saques superou o de depósitos em 3,19 bilhões de reais, o pior resultado para o mês dentro da série histórica do BC, que começa em 1995. Com o resultado de maio, o saldo total da poupança ficou em 648,772 bilhões de reais, um pouco acima do registrado em abril (648,30 bilhões de reais).

A situação de maio só não foi pior porque, no último dia útil do mês, a quantidade de aplicações superou em 3,99 bilhões de reais o volume de retiradas. Até o dia 28, o saldo da caderneta estava no vermelho em 7,19 bilhões de reais. É comum haver um aumento dos depósitos no último dia de cada mês em função de aplicações automáticas e de sobras de salários.

O que se tem visto nos últimos meses, no entanto, é que essa sobra tem sido cada vez menor. Além disso, com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar tornando outros investimentos mais atraentes, a caderneta de poupança perde o brilho.

A caderneta de poupança, principal fonte de recursos para habitação, deverá perder cerca de R$ 50 bilhões em recursos neste ano, comprometendo os desembolsos para o crédito imobiliário, afirmou Octavio de Lazari, presidente da Abecip (Associação das Empresas de Crédito Imobiliário). De janeiro a abril, a caderneta já perdeu R$ 29,2 bilhões.

Segunte Lazari, os recursos da poupança já estão comprometidos em alguns bancos, mas várias instituições financeiras ainda têm dinheiro suficiente para atender à demanda de seus clientes neste ano. O executivo não detalhou quais bancos estão em situação mais delicada.

A previsão inicial da Abecip era que o SFH (Sistema Financeiro da Habitação) financiasse R$ 100 bilhões em imóveis neste ano, praticamente o mesmo volume do ano passado. O volume pode ficar abaixo dependendo das dificuldades dos bancos em captar recursos, além da demanda fraca e do desaquecimento do setor imobiliário neste ano.

Para contornar o problema, a associação defende que o governo libere pelo menos 5% do empréstimo compulsório da poupança, o que poderia trazer mais R$ 25 bilhões em recursos para o setor. Hoje, 65% dos recursos da poupança são direcionados para o crédito imobiliário e 30% são recolhidos como depósito compulsório com rendimento pela poupança (6,17% mais a Taxa Referencial).

Fonte :  Blog do Jamido

25
nov

Bancos fazem terrorismo com poupadores…

Postado às 15:20 Hs

A longa batalha jurídica entre bancos e poupadores pode chegar ao fim na próxima quarta-feira (27). Em decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve bater o martelo sobre a revisão das correções da poupança pelos planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. Mas há risco de o julgamento ser adiado por pressão do governo e do Banco Central (BC), que pedem mais tempo para evitar o que chamam de “catástrofe” aos bancos. A decisão vai afetar um milhão de ações individuais e mais de mil ações coletivas – e também o futuro de investidores prejudicados há mais de 20 anos e que não foram à Justiça. Até agora, todas as ações individuais dos planos Verão e Bresser foram favoráveis aos poupadores.
04
abr

@ @ É Notícia… @ @

Postado às 21:18 Hs

  • Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) publicada nesta quinta-feira (4) no Diário Oficial da União autoriza reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios. As alterações valem para três grupos de medicamentos, definidos de acordo com o nível de participação de genéricos. Na categoria com maior participação, onde os genéricos representam 20% ou mais do faturamento, o reajuste autorizado pode chegar ao teto de 6,31%. Para remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 20%, o reajuste autorizado é de até 4,51%. Já entre medicamentos com menor participação de genéricos (faturamento menor que 15%), a Cmed autorizou um reajuste até 2,7%. No ano passado, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%.
  • A prefeita Cláudia Regina e auxiliares da gestão municipal e estadual se reuniram com empresários da Azul Linhas Aéreas, nesta quinta-feira, 04, no Palácio da Resistência. Os empresários tem interesse em investir na cidade, trazendo o serviço aéreo para Mossoró. O secretário estadual de Turismo, Renato Fernandes, informou que algumas exigências foram feitas pela empresa para a instalação no município e que todos os esforços serão feitos para cumprir as requisições rapidamente. Ronaldo Veras, representante da Azul, reforçou o interesse da empresa em se instalar na cidade. “Estou vendo muita disposição e empenho por parte do poder público. Vamos trabalhar para concretizar nossos planos até o começo de 2014”, declarou o gerente de relações institucionais, lembrando que após o cumprimento das exigências, a empresa precisa de 180 dias para a instalação. A prefeita garantiu o apoio do governo municipal e reiterou o compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento de Mossoró.
  • De acordo com rumores, a Apple deverá lançar a sua TV, a iTV. A televisão deverá ter 60 polegadas, alta definição e um controle um tanto curioso, em forma de anel, o já chamado iRing. As informações são do analista Brian White, da Topeka Capital Markets, em um relatório que foi entregue a investigadores e divulgado pela CNET. Conforme White, as informações foram recolhidas após uma visita a uma cadeia de fornecedores da Apple, na China. A iTV, de acordo com o analista, irá custar entre US$ 1.500 e US$ 2.500, dependendo da sua configuração. O controle remoto é o acessório que chama a atenção da iTV, que seria em forma de anel. Outrainformação recolhida por White é sobre um dispositivo bastante parecido ao iPad Mini que terá a capacidade de exibir tudo o que está sendo apresentando na TV. A ideia é que o usuário possa acompanhar o que está passando na TV através do seu aparelho portátil enquanto está circulando pela casa. O aparelho deverá capturar sinais a uma distância de até 200 metros da TV.
  • O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte – TRE/RN inicia nesta terça-feira, dia 9, a primeira etapa do Projeto de Revisão Eleitoral com coleta Biométrica que acontecerá em 2013 e 2014. Nesta primeira fase, que será encerrada no dia 8 de maio serão incluídos 16 municípios, constantes da 19ª, 40ª, 55ª e 57ª zonas eleitorais. São eles: Pau dos Ferros, Encanto, São Francisco do Oeste, Francisco Dantas, Rafael Fernandes, Riacho de Santana, Água Nova, Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Lucrecia, Rafael Godeiro, Gov. Dix-Sept Rosado, São Tomé, Barcelona, Ruy Barbosa e Lagoa de Velhos, atingindo um total de 189.186 eleitores. Até fevereiro de 2014, o Rio Grande do Norte completa o projeto de recadastrar por biometria 40 municípios, incluindo a capital Natal e Mossoró, num total de 1.077.483 eleitores. O objetivo do cadastramento biométrico é garantir um sistema de votação verdadeiramente democrático e seguro. A tecnologia da biometria contribui para a racionalização do processo eleitoral, impedindo fraudes na identificação do eleitor. A meta do TSE é que em 2018 todos os eleitores brasileiros estejam aptos a votar nas eleições após serem identificados pelas impressões digitais.
  • A caderneta de poupança registrou entrada recorde de recursos para meses de março e para o primeiro trimestre, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Os depósitos na poupança superaram os saques em R$ 5,960 bilhões no mês passado, maior valor para o período na série iniciada em 1995. O recorde anterior era de março de 2012, quando a captação líquida de recursos somou R$ 2,544 bilhões. No primeiro trimestre de 2013, os depósitos superaram os saques em R$ 10,581 bilhões, superando o recorde de R$ 4,645 bilhões verificado nos três primeiros meses de 1997. A captação representa crescimento de 397% em relação ao mesmo período de 2012, quando somou R$ 2,129 bilhões. Os depósitos cresceram 12%, e os saques aumentaram 9%, na mesma comparação.
08
fev

Poupança deixa de ser interessante…

Postado às 17:13 Hs

Embora a captação líquida da poupança (diferença entre os depósitos e os saques) indique que a caderneta ainda tem a preferência dos brasileiros na hora de aplicar –o valor ficou em R$ 2,3 bilhões em janeiro, o maior para o mês desde 2010–, esse tipo de investimento deve passar para segundo plano no cenário de juros baixos, afirmam especialistas.

Erasmo Vieira, consultor da Planilhar Planejamento Financeiro, acredita que o que tem mantido a poupança como principal investimento dos brasileiros é o fato de que eles ainda estão com medo de arriscar. “A poupança é fácil de aplicar, não tem muita regra, nem muitas variações, por isso as pessoas investem nela”, diz.

Pela norma atual, todos os novos depósitos efetuados na poupança a partir de 4 de maio de 2012 renderão 70% da Selic + TR (Taxa Referencial, que hoje está zerada) sempre que o juro básico for menor ou igual a 8,5% ao ano. Como a Selic está em 7,25% ao ano, vale a regra.

Segundo o  consultor  avalia que o pequeno investidor, que tem entre R$ 10 mil a R$ 20 mil, tem optado pela poupança porque já consegue ter a noção de que alguns fundos de renda fixa oferecidos pelos bancos não têm rendido tanto quanto a velha cardeneta –pois os impostos e os custos incidentes nesses fundos comem boa parte dos ganhos.

Mas o consultor ressalta que algumas pessoas também começam a olhar para o Tesouro Direto (programa do governo para compra de títulos públicos pela internet). “O problema é que os bancos normalmente não incentivam seus clientes a usarem essa ferramenta” (Folha de São Paulo)

07
jan

Colocando no cofrinho

Postado às 20:06 Hs

Os depósitos feitos em caderneta de poupança em 2012 superaram os saques em R$ 49,719 bilhões, segundo números divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Incluindo os créditos de rendimento, o saldo das cadernetas fechou o ano passado em R$ 496,302 bilhões. A captação líquida de 2012 é a maior desde 1995, quando tem início a série histórica do BC. O antigo recorde tinha sido registrado em 2010 (R$ 38,681 bilhões). Em 2011, a captação líquida não chegou a um terço da do ano passado (R$ 14,186 bilhões). Em dezembro, especificamente, os depósitos superaram os saques em R$ 9,205 bilhões – valor também recorde para o último mês do ano. Do montante alcançando no mês passado, R$ 6,873 bilhões foram captados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que destina 65% dos recursos ao financiamento imobiliário – e R$ 2,331 bilhões pela poupança rural.
10
Maio

Muita grana na velha poupança

Postado às 18:21 Hs

 

Os brasileiros têm R$ 435,589 bilhões depositados nas cadernetas de poupança com a garantia de receber a antiga remuneração, composta pela Taxa Referencial (TR) acrescida de juro de 0,5% ao mês. Até que haja saque do dinheiro, o rendimento está assegurado, mesmo se o juro básico da economia, a taxa Selic, cair para 8,5%. Depósitos feitos a partir de 4 de maio não têm mais essa garantia de rendimento e receberão 70% da Selic mais a TR, se a Selic estiver em um patamar igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, uma remuneração menor do que a proporcionada pela antiga regra.

Sob a expectativa de que novas regras poderiam ser anunciadas a qualquer momento, a poupança acumulou sete dias seguidos, até 3 de maio, em que as aplicações superaram as retiradas, o maior período ininterrupto de captação de recursos desde o fim de julho e início de agosto de 2011, quando foram registrados oito dias seguidos.

O movimento nos dias que antecederam o anúncio das novas regras foi bem superior quando comparado a outros meses. Nos últimos dois dias com a regra antiga, R$ 1,8 bilhão em novas aplicações foi direcionado às cadernetas. Na comparação com os dois primeiros dias de abril de 2012, por exemplo, o poder de atração das cadernetas aumentou 338%. Se a comparação for com igual período de maio de 2011, o salto dos novos depósitos foi de 94%.

03
Maio

De olho na economia

Postado às 18:03 Hs

 

O governo deve apresentar hoje uma proposta que reduzirá o ganho da caderneta da poupança. As mudanças na poupança, que foram discutidas ontem na reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, visam permitir novos cortes nos juros no país. O objetivo de Dilma é que as taxas brasileiros caiam aos níveis de países desenvolvidos.

Segundo fonte do Planalto citada pelo site do jornal “Valor Econômico”, o aumento da popularidade da presidente criou condições políticas para que o governo mude as regras agora.

De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, a poupança tinha em dezembro de 2011 quase 98 milhões de aplicadores. Metade tinha até R$ 100 na conta.

 Opções na mesa

 

A proposta, que terá de ser aprovada pelo Congresso para entrar em vigor, será decidida hoje após reuniões com aliados políticos, centrais sindicais e empresários.

Na mesa, há várias alternativas. Mas certo é que, pelas hipóteses em estudo, os poupadores não teriam mais assegurado o ganho atual, que é de 0,5% fixo ao mês (ou 6,17% ao ano) mais Taxa Referencial.

Entre as opções está a de atrelar o ganho da poupança a cerca de 80% da taxa básica de juros, a Selic. Acabar com os juros fixos e a TR e criar nove faixas de juros de remuneração, ou cobrar IR para saldos acima de R$ 50 mil, são outras opções.

 

Entenda por que o governo quer mexer no cálculo

Não é a primeira vez que o governo tenta mexer na caderneta. A última vez foi em 2009, quando a Selic (taxa básica de juros) chegou a 8,75% ao ano. Hoje, a Selic está em 9%. Em 2009, no governo Lula, surgiu a ideia de taxar com Imposto de Renda poupanças com mais de R$ 50 mil. Essa proposta foi altamente criticada e acabou engavetada.

As mudanças previstas na época e agora têm o mesmo objetivo: evitar que a poupança fique mais atraente do que fundos e títulos públicos, em meio a novas quedas de juros.

A caderneta compete com os títulos públicos pela poupança do brasileiro. A remuneração desses títulos é atrelada à Selic. Se a Selic cai para aquecer a economia, a remuneração desses investimentos tende a diminuir.

 

Nesse cenário, a poupança segue competitiva oferecendo, no mínimo, juros fixos de 0,5% ao mês. O problema é que o governo precisa captar recursos com a venda dos títulos. É assim que ele financia sua dívida sem emitir dinheiro (o que gera inflação).

 

Ou seja: se a poupança deixar de ter remuneração fixa, abrirá caminho para o Banco Central cortar mais os juros sem produzir inflação.

28
abr

Chegou a hora !!!

Postado às 12:54 Hs

Cofre em forma de porquinho e moedas de real

 

Os dados do Censo Demográfico 2010 divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sancionam uma conquista do país que outros indicadores já vinham apontando: o forte processo de aumento da renda e do consumo das classes mais baixas. A pujança da economia, associada a políticas públicas como os reajustes acima da inflação do salário mínimo e a ampliação dos programas de transferência de renda, permitiu a elevação do rendimento das famílias, especialmente da fatia mais pobre. Outro fator fundamental é derivado da própria estabilização: o desenvolvimento do mercado de crédito. Analistas ouvidos pelo site de VEJA são unânimes em afirmar que minimizar a exclusão de milhões de brasileiros do acesso ao consumo era medida urgente e necessária. Porém, será isso suficiente para pavimentar o caminho que o país deve trilhar rumo a uma condição melhor no cenário global? A resposta é não. É preciso repensar a estratégia de desenvolvimento do Brasil, de modo a reforçar políticas que permitam a ampliação da poupança doméstica. Entende-se por este conceito algo semelhante ao que se aplica a um orçamento de uma casa: a capacidade de acumular recursos próprios no decorrer dos anos, graças a um esforço de gerar mais riqueza do que de consumi-la. O esforço deve ser global – de famílias, empresas e, sobretudo, do governo, cuja gastança chega a ser vergonhosa. O Palácio do Planalto, por ora, só pensa em continuar a estimular o consumo.

Com exceção da perda de participação do rádio, houve aumento significativo da proporção de domicílios com acesso a bens duráveis nos períodos investigados pelo Censo (2000 e 2010). Cabe ressaltar, por exemplo, a ampliação da presença de máquinas de lavar roupa nas residências, que passou de 32,9% do total para 47,3% na referida década. Microcomputadores com acesso a internet, por exemplo, eram inexistentes nas moradias e alcançaram impressionantes 30% dois anos atrás. A presença de motocicletas para uso particular, também contabilizada pela primeira vez em um Censo Demográfico, foi de 19,5%.

27
out

Mudanças na Poupança

Postado às 10:25 Hs


Economistas apontam que duas questões importantes deverão ser consideradas pelo governo caso decida alterar a remuneração da caderneta de poupança com base em 80% da Selic, mantendo a Taxa Referencial, a TR.  Uma delas é a definição do tamanho do redutor da Selic, que pode tornar a poupança mais atrativa que fundos de investimento.

Outra questão é separar os recursos das novas cadernetas de poupança para o funding do setor de habitação, pois hoje a Caixa capta a 6% mais TR, enquanto empresta os recursos entre uma faixa que vai de 8% a 11,5%, mais TR. O governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional, no primeiro trimestre de 2012, um projeto de lei com as novas regras para o rendimento da caderneta de poupança, informa o jornal Valor Econômico em sua edição de hoje, mencionando uma “fonte graduada” do governo.

A proposta mais factível é a substituição dos juros fixos de 0,5% ao mês (6,16% ao ano) por um redutor de 20% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que não será extinta. Em 2009, o governo chegou a discutir alterações nas normas de indexação da caderneta, que, naquele momento, com a taxa Selic em queda, ameaçava retirar a atratividade dos fundos de investimentos.

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