Por Talita Fernandes /Folha

Um vídeo avalizado pela presidência do PSDB, e que vai ao ar nesta quinta-feira (dia 17), chama o atual modelo de governo de “presidencialismo de cooptação”. A peça, com dez minutos de duração, é uma continuidade da inserção de 30 segundos apresentada na semana passada, em que a sigla admite ter cometido “erros”. Em tom de autocrítica dos tucanos, o programa constrói uma narrativa dizendo que o atual modelo, o presidencialismo, faliu. E, por fim, defende que o Brasil adote o parlamentarismo, bandeira do PSDB desde sua fundação, em 1988.

ACERTOS DA SIGLA – O vídeo traz um histórico de ações feitas pelo PSDB, como a criação do Plano Real, do Bolsa Escola (que deu origem ao Bolsa Família) e da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tais medidas são apontadas como “acertos” da sigla, mas a cada ponto positivo, um dos narradores pondera: “Mas agora, errou”. “Quem pensa no Brasil tem que ter coragem para apontar o que está errado”, diz o programa. O narrador diz ainda que as críticas têm de ser feitas sem agressão.

Na sequência são mostrados vídeos em que senadores da oposição trocaram ofensas e ocuparam a mesa diretora do Senado durante a votação da reforma trabalhista, no primeiro semestre.

ASSUMINDO ERROS – “O PSDB sabe que é hora de assumir os seus erros”, diz um narrador, acrescentando que a sigla cedeu ao fisiologismo. Tucanos ocupam atualmente quatro ministérios no governo Michel Temer. O vídeo fala que o país atravessa a pior crise da história da República. “Depois do mensalão, do petrolão, temos mais um presidente com dificuldade de governar, de unir os brasileiros”, diz o texto no momento em que há apenas uma menção direta a Temer, quando é exibida sua foto. Para evitar conflitos com o governo, a presidência do PSDB evitou fazer menções diretas ao governo. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse à Folha que o objetivo não é atacar Temer, mas o sistema atual.

MODELO FALIDO – Por fim, o programa fala que dos quatro presidentes eleitos após a redemocratização, dois sofreram impeachment e que o modelo está falido devido à existência de “muitos vícios”. E vai aumentar a polêmica no partido.

A divulgação de um primeiro vídeo, na semana passada, irritou diferentes alas do PSDB. Deputados que votaram para barrar a denúncia por corrupção contra Temer se sentiram atingidos com a mensagem de “erro”. Já aliados do senador Aécio Neves (MG), entendem que o programa era um ataque indireto ao tucano, alvo de denúncia apresentada ao STF após o escândalo da JBS. Tasso tem defendido que o PSDB entregue os quatro ministérios ao Palácio do Planalto. O movimento do senador enfrenta barreira entre os ministros e tucanos governistas, especialmente da ala próxima a Aécio.

Via Época – Murilo Ramos

Não é conveniente convidar o presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE), e o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, para o mesmo evento. Aníbal ficou furioso ao saber que Jereissati tem pretensões de tirá-lo do comando do instituto, que é a fundação ligada ao partido.

Aníbal diz para quem quiser ouvir que não sai de lá. Pelo jeito, não é só a disputa entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, João Doria, que anima o ninho tucano. Já o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou em suas redes sociais, nesta sexta-feira (11), um vídeo em que condena a direção do PMDB por punir deputados que votaram a favor da admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer

“Suspender deputado porque não colocou o presidente da República acima da Constituição é antidemocrático”, afirmou Renan. “Ninguém está imune a investigação, seja procurador-geral da República, presidente da República ou senador. E quem abusar tem de ser penalizado pelo que fez na forma da lei.”

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A disputa interna do PSDB pela vaga de candidato à Presidência em 2018 chegou a partidos aliados dos tucanos. DEM e PMDB, que integram a núcleo duro de apoio ao governo Michel Temer, se aproximaram do prefeito João Doria e sinalizaram com a possibilidade de lançá-lo candidato ao Planalto. A abordagem peemedebista foi feita pelo próprio presidente Michel Temer (PMDB). Ele disse ao prefeito que “as portas do PMDB estão abertas” para o tucano disputar a Presidência da República no ano que vem. O “convite” foi feito durante uma conversa entre eles nesta segunda-feira, 7, na Prefeitura, pouco antes de um evento no qual o presidente distribuiu publicamente afagos a Doria, segundo relatos de quem estava no local. Procurada, a assessoria do Planalto negou o convite. O DEM também sondou Doria sobre a disputa presidencial tendo no horizonte uma dobradinha entre ele e um quadro do partido em 2018. No limite, o DEM também está de portas abertas a Doria caso ele não consiga se candidatar a presidente pelo PSDB em 2018. Os nomes citados para compor a chapa são o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Ala do PSDB que atuou para barrar a denúncia contra Michel Temer acusa o senador Tasso Jereissati (CE) de continuar incitando a divisão na sigla. A irritação é tanta que o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) disse a aliados que não descarta deixar o partido.

Imbassahy não estaria sozinho. Outros integrantes da legenda ameaçam debandar se não houver uma acomodação de todas as tendências no discurso do senador, que é presidente interino da sigla. Esses integrantes também se irritaram com o fato de Aécio Neves, presidente licenciado da legenda, ter mantido Tasso no posto mesmo após a derrota da ala apoiada pelo cearense, que pregava o desembarque do governo Temer.

Folha de São Paulo

03
ago

FIQUE SABENDO…

Postado às 19:15 Hs

# Mudança de partido

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) escolheu o PEN (Partido Ecológico Nacional) para lançar sua candidatura à Presidência em 2018. De acordo com Adilson Barroso, presidente nacional da sigla, o acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a janela partidária -ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato. “Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do ‘casamento partidário’, por isso o 0,1%”, afirmou Barroso à reportagem. A assessoria do deputado também confirmou que a troca está acertada, mas ainda não concluída.

# Reunindo

O PSDB pretende anunciar em dezembro o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto na eleição do ano que vem e não precisa de cargos no governo Temer para apoiar as reformas, disseram os senadores Tasso Jereissati (CE) e Aécio Neves (MG) nesta quinta-feira. Atingido por denúncias de corrupção no âmbito da delação premiada de executivos da J&F, holding que controla a JBS, Aécio disse a jornalistas em Brasília que fez um apelo para que Tasso seguisse no comando tucano e conduzisse um processo de renovação programática e da direção partidária. “O senador Tasso é quem hoje tem as melhores condições para conduzir a renovação do PSDB”, disse Aécio a jornalistas ao lado de Tasso, após se reunir com o senador cearense.De acordo com Aécio, se mais de um nome se apresentar como postulante à candidatura tucana ao Palácio do Planalto, será realizada uma disputa interna no início de 2018 para definir o representante do partido no pleito.

# Fezinha

Ninguém acertou as dezenas do sorteio 1.954 da Mega-Sena, realizado às 20h (horário de Brasília) desta quarta (2), em Itabela, na Bahia. Veja as dezenas sorteadas: 09 – 25 – 33 – 35 – 40 – 49. A expectativa do prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (5), é de R$ 40 milhões. A quina teve 32 acertadores, e cada um levará R$ 48.479,76. Outras 2.483 apostas ganharam a quadra, com R$ 892,55 para cada um.

# Até Outubro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira que espera que a reforma da Previdência esteja aprovada até outubro, tanto em votação no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O ministro participou em São Paulo de um seminário com investidores feito pelo banco Goldman Sachs. Ele também admitiu que existe a possibilidade de aprovar a Reforma Tributária ainda em 2017. — A tributária vai depender muito dela ser apresentada, mas claramente, espera-se que a votação seja neste ano. A previdência em outubro, sim, e a tributária, idealmente em outubro, mas se for em novembro, tudo bem — disse a jornalistas na saída do evento Henrique Meirelles disse que continua avaliando a evolução da receita para decidir sobre a possível mudança da meta fiscal para este ano. A previsão é de um déficit de R$ 139 bilhões em 2017. Ele evitou, no entanto, confirmar qualquer decisão nesse sentido e descartou novamente estar sofrendo pressões políticas. As informações são de O Globo.

As principais lideranças do PSDB passaram quatro horas reunidas na noite dessa segunda-feira (10) no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, mas não definiram se o partido desembarca ou não do governo de Michel Temer. Segundo o presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati (CE), a decisão não poderia ser tomada nessa segunda porque é um assunto da alçada da Executiva do PSDB.

Os tucanos resolveram fazer uma convenção no mês que vem para eleger uma nova direção executiva para o partido – o que inclui o cargo de presidente. Tasso assumiu o comando da legenda em maio, após a revelação do envolvimento do então presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB), na delação do empresário Joesley Batista, da JBS.

Os tucanos também pretendem aproveitar a convenção fazer uma reflexão sobre as propostas do partido para o Brasil. “Precisamos revisitar o nosso programa”, disse Tasso. Segundo ele, o PSDB tem passado por um processo de envelhecimento e, portanto, precisa de um renovação. “Precisamos refletir sobre nossos erros”, afirmou. O senador também comentou sobre a reforma da Previdência e disse que “é muito difícil” que a proposta seja votada no Congresso no segundo semestre deste ano.

A reunião convocada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, contou com as presenças de Tasso, Aécio, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do prefeito de São Paulo, João Doria, do senador José Serra (SP) e dos governadores Beto Richa (PR), Reinaldo Azambuja (MS), Pedro Taques (MT), além de outros parlamentares.

10
jul

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 20:45 Hs

* * * Em entrevista à edição impressa desta Tribuna do Norte, o ex-senador Fernando Bezerra criticou a bancada federal do RN, com exceção apenas do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), a quem rendeu elogios.Sobre a perspectiva de renovação na política potiguar, Bezerra, que foi líder no Congresso nos Governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula, citou nomes como o desembargador Cláudio Santos e os empresários Marcelo Alecrim, Antônio Gentil, Tião Couto, e Flávio Rocha. * * *

* * * O governador Robinson Faria (PSD) confirmou que o governo estadual dará apoio a importante iniciativa do empresariado mossoroense. Ele recebeu lideranças empresariais em seu gabinete na Governadoria, em Natal.Nesta segunda-feira (10), Robinson assegurou que o Governo do RN vai participar da campanha de fomento comercial denominado de “Aquece Mossoró”. Quatro entidades que abrangem a maior parte do segmento produtivo de Mossoró estiveram representadas, na defesa do Aquece Mossoró: Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON/Mossoró) e Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL). Fomento nas vendas : A campanha Aquece Mossoró será realizada de 13 e 30 de setembro, com uma série de promoções que envolvam lojas comerciais, prestadores de serviços etc., instigando a participação do público consumidor de Mossoró e região.* *  *

* * * O Partido Socialista Brasileiro (PSB), presidido no Estado pelo deputado federal Rafael Motta, começa a se articular nos bastidores para as eleições de 2018 no RN. E poderá lançar o advogado Araken Farias como candidato ao Governo do Estado. O atual vereador de Natal, Franklin Capistrano, também vem sendo estimulado pela cúpula Estadual a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. * * *

 

01
jul

Coisas do Brasil…

Postado às 13:34 Hs

Acredite se quiser!

Aécio pode voltar a presidir o PSDB a qualquer momento.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir ao senador Aécio Neves (MG) retomar as atividades parlamentares criou uma situação embaraçosa no PSDB. O partido já discutia há algum tempo a antecipação de uma convenção nacional, com o objetivo de eleger uma nova Executiva para retirar o senador mineiro do posto. Agora, dizem os tucanos, Aécio tem condições de reassumir a presidência do partido a qualquer momento.

“O afastamento do senador foi uma decisão voluntária. Ele que indicou o Tasso (Jeiressati) para o lugar dele. Portanto, se ele quiser voltar, essa é uma decisão pessoal”, explicou o secretário-geral do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP).

NA EXPECTATIVA – A reportagem apurou que o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), aguarda uma posição de Aécio para saber o que ele vai fazer. Isso porque, segundo a cúpula, não há nenhum procedimento formal ou burocrático que impeça o senador mineiro de reassumir, imediatamente, suas funções no comando da sigla.

A situação deve evidenciar ainda mais a disputa entre paulistas e mineiros no partido. Próximo ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Torres afirmou que o retorno de Aécio não impede o partido de pedir a antecipação das eleições internas. “Seja qual for a decisão do Aécio, defendo uma antecipação da convenção nacional”, explicou.

A ideia do grupo de Alckmin é realizar eleições municipais, estaduais e nacionais consecutivas a partir de agosto, uma a cada mês. Além disso, os tucanos paulistas querem alterar a atual composição da Executiva nacional para que governadores e prefeitos tucanos também tenham seus representantes na direção partidária.

SEM CONDIÇÕES – A avaliação de parte dos tucanos é de que, ainda que esteja liberado para retomar suas atividades parlamentares, Aécio não tem condições de estar à frente da legenda neste momento. Apesar disso, os mineiros já usam a decisão do Supremo como argumento para enterrar o debate sobre uma nova convenção tucana.

“Essa é decisão muito importante que, dentro do partido, acaba com essa história de falar em convenção. Ele pode até continuar como presidente licenciado porque, obviamente, deve focar na sua defesa, mas é um senador da República do qual nos orgulhamos”, rebateu o deputado federal Domingos Sávio (MG).

A reportagem também apurou que Aécio recebeu a notícia da decisão do STF de um assessor, quando estava com sua família, em Brasília. Assim que retomar suas atividades no Senado, ele pretende usar a tribuna para sair da defensiva e discursar a favor das reformas.

O PT, Partido dos Trabalhadores, começa a enxergar que a queda de Michel Temer agora, inevitavelmente levaria o DEM e o PSDB ao centro do poder, com um de seus membros ocupando a presidência da república.

Michel Temer saindo da presidência, a constituição determina a posse de Rodrigo Maia na presidência da república, para convocar eleições dentro de um curto espaço de tempo.

Essas eleições, segundo o que reza a constituição, seriam indiretas, ou seja, feitas pelo Congresso Nacional, onde DEM e PSDB trafegam muito bem, sendo partidos bem articulados e deveriam eleger o sucessor de Michel Temer. Chegaram inclusive a especular nomes como Tasso Jereissati, Alckmin, ou outras figuras de projeção da legenda comprometidas com o grande capital.

Para não ser dessa forma, teriam de ser realizadas eleições diretas, que é a tese defendida pelo PT. Essa possibilidade torna-se inviável pois teria de ser mudada a constituição, fato considerado impossível.

Agência de Notícias

Por Pedro do Coutto

Na noite de segunda-feira, na cidade de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ao presidente Michel Temer que o PSDB sai do governo se ele, Temer, for cassado pelo TSE e recorrer da decisão. O mesmo comportamento será adotado na hipótese de Temer recorrer ou então houver protelação do julgamento. A protelação no caso seria um pedido de vista para adiar o resultado do julgamento.

É o que afirma o jornalista Igor Gielow, Folha de São Paulo desta quarta-feira. O encontro teve a participação também do senador Tasso Jereissati e do ministro Moreira Franco. Durante o encontro, Michel Temer cobrou o que chama de lealdade da parte do PSDB, uma vez que na sua visão os tucanos têm faltado com um apoio compacto nos momentos que antecedem votações importantes. Fernando Henrique, por seu turno, frisou que a avaliação que vem sendo feita pelo PSDB leva em conta a falta de confiança quanto aos atos do governo no plano econômico o que contribui pra uma atmosfera de indefinição.

POSIÇÃO POLÍTICA – Este cenário acentuou FHC reflete na posição política de senadores e deputados que temem perder apoios eleitorais para 2018, se defenderem o governo. Exemplo disso está na corrida de Rodrigo Rocha Loures com uma mala de dinheiro na noite de 7 de março em São Paulo, sequência filmada pela Polícia Federal. Fernando Henrique citou a posição da ala jovem do partido, que está pressionando a direção em seu inconformismo com o fato de a legenda vincular-se ao governo. A ala jovem, assim como é chamada, defende o rompimento imediato do esquema do Palácio do Planalto e cita como exemplo da dificuldade que tem de apoiar o projeto de reforma da Previdência.

A ala jovem do PSDB argumenta que a permanência ao lado de Michel Temer assemelha-se a um abraço mortal nas urnas de 2018. FHC referiu-se também a uma análise agregada contida numa pesquisa no mercado que concluiu pela falta de otimismo da opinião pública – portanto, da população – quanto ao êxito do governo. A tônica do otimismo foi substituída por uma visão pessimista envolvendo, não só a economia, mas sobretudo o desfecho do governo.

RUPTURA DO PSDB – Na noite de quarta-feira, reportagem da GloboNews, abordou o tema ruptura do PSDB, destacando que os tucanos romperiam com Michel Temer, caso o relatório do Ministro Herman Benjamin seja favorável ao fastamento de Temer no dia 6 de junho e ocorra algum pedido de vista por parte de ministros que integram o Tribunal. A decisão, se confirmada, teria como alvo impedir qualquer manobra protelatória, pois como a revista Veja que está nas bancas publicou o voto do relator estaria elaborado no sentido de anular a vitória de 2014 da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. Se tal fato se configurar, está valendo sobretudo a declaração de FHC contra a manobra destinada a protelar a decisão.

Nas últimas horas cresceu nos bastidores de Brasília que o sucessor de Michel Temer será ou Tasso Jereissati ou o próprio FHC. Nomes como de Nelson Jobim estão afastados de cogitações porque não alcançam um denominador comum que favoreça um amplo entendimento entre as legendas principais do Congresso Nacional.

 

A meu ver está mais para FHC que lançou inclusive quando a crise começou a crescer aceleradamente um amplo entendimento nacional, incluindo até o PT. O PT, sem Lula, evidentemente.

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O PSDB rachou sobre sua permanência no governo de Michel Temer (PMDB). Se a sigla começou a quinta (18) com um pé e meio fora da gestão que apoiou desde o primeiro minuto, o fim do dia viu sua nova direção segurar os principais ministros do partido nos cargos. Numa confusão que faz jus à fama de agremiação em cima do muro, o PSDB ainda espera uma avaliação mais precisa do áudio no qual Temer aparece numa conversa sobre obstrução à Justiça com Joesley Batista para definir sua posição final. A divisão do partido se deu ao longo do dia. Grosso modo, a bancada tucana na Câmara, os chamados “cabeças pretas” por não terem ou disfarçarem cabelos grisalhos associados aos caciques, defendia a entrega de cargos, a defesa da renúncia de Temer e consequente eleição indireta para presidente.
15
mai

Tucanos em transe

Postado às 7:44 Hs

tucanos
Uma das muitas coisas que a Lava Jato parece ter implodido é a polarização PT-PSDB, que desde 1994 se revezam para ver quem “comanda o atraso” na política brasileira, como Fernando Henrique Cardoso definiu de maneira lapidar. Enquanto o PT vive sua pior crise, com dois ex-presidentes da República investigados por terem promovido o maior assalto ao Estado da história do Brasil e alguns de seus maiores expoentes condenados e presos, o PSDB viu seus principais presidenciáveis tragados também pelas investigações e demonstra não ter ideia de que projeto e que nome apresentar como alternativa. O programa exibido pelos tucanos na TV na última quinta-feira foi um retrato da completa falta de norte da sigla. Foi de dar pena, um espetáculo constrangedor.

O PSDB vai levar ao ar em seu programa de TV, nesta quinta (11), uma admissão de que a sociedade e a política se divorciaram. Reconhecerá que o clima é de descrença e que a sigla cometeu erros, mas vai dizer que está pronto para mudar.

Após dúvidas sobre a estratégia a ser seguida, os tucanos decidiram exibir mensagens de seus nomes mais tradicionais, como Aécio Neves (MG), Geraldo Alckmin (SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O filme, que reproduz uma roda de conversa sobre a situação do país, sustentará que a solução para a crise não está fora da política, ao contrário. Dá o recado que a antipolítica fragiliza a democracia.

O programa será exibido no momento em que o prefeito João Doria (SP), dono do mote “sou gestor, não político”, desponta nas pesquisas como opção viável do PSDB para o Planalto. (Daniela Lima – Painel, FSP)

27
abr

Acontece

Postado às 18:00 Hs

Por Carlos Chagas

Geraldo Alckmin movimentou mais uma peça no xadrez sucessório ao declarar, domingo, desejar ser candidato à presidência da República. Todo mundo já sabia, é claro, mas como o nome do prefeito João Dória Júnior passou a sensibilizar os setores mais conservadores do PSDB, entendeu o governador de garantir seus espaços.

Aguarda-se agora a réplica de Aécio Neves, mesmo em vias de ter seu nome relacionado com a lista da Odbrecht. Alckmin sabe das dificuldades em superar a vantagem do presidente do partido, pela própria função exercida, por isso não fecha as portas para uma futura mudança de legenda. Como essa hipótese só se viabilizará no primeiro semestre do ano que vem, há tempo de sobra.

Impossível negar que João Dória Júnior poderá superar a afirmação de apoiar a indicação de Geraldo Alckmin, caso as pesquisas, daqui por diante, favoreçam seu nome.O problema dessas evoluções no ninho tucano está na pouca projeção do PSDB na corrida sucessória. Onde, por exemplo, insere-se José Serra na equação? Renunciando ao ministério das Relações Exteriores, dias atrás, o senador paulista ficou menos engessado para curvar-se à hierarquia partidária. Também poderá mudar de partido para disputar o palácio do Planalto. O singular na história é que tanto Aécio quanto Alckmin e Serra são três derrotados em passadas eleições presidenciais.

Em suma, continuam as especulações, indicando que os três mosqueteiros agora são quatro, com a chegada de João Dória Júnior. Alexandre Dumas não faria melhor.

05
fev

Política potiguar em destaque

Postado às 12:39 Hs

PSDB trabalha para disputar o governo do RN e o candidato poderá ser o empresário Marcelo Alecrim

E assim estão as discussões dentro do PSDB no Rio Grande do Norte: O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, assumirá em maio a presidência do partido, hoje sob o comando do ex-deputado Valério Marinho.

O deputado Rogério Marinho se manterá presidente de honra. Ezequiel disputará reeleição. Cuidará do crescimento da legenda, que já agregará cerca de 15 prefeitos, no cargo de deputado estadual.

Rogério ainda aguarda os desdobramentos das discussões para saber se disputará reeleição ou será candidato a senador. Também cotado para o Senado, dependendo de como o cenário se desenhar para os tucanos, está o empresário Tião Couto, que disputou a Prefeitura de Mossoró e arrastou metade dos votos do município. Caso o candidato a senador não seja Rogério, Tião pode ser o nome do PSDB.

Mas, Tião também poderá entrar nas listas de candidatos a deputado federal ou estadual.O fato é que será candidato.

Para o Senado, o PSDB também levantou o nome do empresário Marcelo Alecrim. Porém, o empresário esbarra na forte amizade com os atuais senadores, e até agora candidatos à reeleição, José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB).Caso um dos dois fique de fora da disputa majoritária, o nome de Marcelo passa a liderar a lista dos senadoráveis tucanos. Porém… O nome de Marcelo é ainda mais doce no grupo do PSDB.

O presidente do grupo ALE, que continua em processo de venda da empresa e concluirá a missão de presidí-la, é apontado como o mais interessante para ser o candidato a governador.É que o PSDB terá, sim, chapa majoritária nas eleições de 2018.

Foi o que disse ao Blog o deputado federal Rogério Marinho.Então, nada de achar que o governo do Rio Grande do Norte será disputado pelo atual governador Robinson Faria (PSD) e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).Além do PSDB, a disputa ainda poderá ter o PT. A senadora Fátima Bezerra não perderá nada se for candidata ao governo e não se eleger. Voltará para o Senado onde ainda terá 4 anos de mandato garantidos.

Portanto…as alianças começarão a ser discutidas e quem é adversário hoje poderá ser aliado amanhã.

Deve ter sido pensando assim que o vereador Ney Lopes Júnior (PSD), líder do prefeito Carlos Eduardo na Câmara, declarou em entrevista ao nosso Jornal da Noite, na 95FM, que, na opinião dele, o governador Robinson Faria e o prefeito Carlos Eduardo, ex-amigos e aliados, e hoje desafetos, estarão juntinhos da Silva em 2018. Palavra de líder.

Fonte: Thaisa Galvão

Por Josias de Souza

Michel Temer elevou de três para cinco a cota de ministérios do PSDB. Como parte do upgrade, um representante do ninho foi recepcionado no centro nervoso do Poder. Numa articulação costurada por Aécio Neves e avalizada por Fernando Henrique Cardoso, acomodou-se na pasta da coordenação política, com poltrona no quarto andar do Planalto, o deputado tucano Antonio Imbassahy. Com isso, o tucanato acorrentou o seu projeto político ao governo do PMDB. Não dá mais para fazer as malas e sair de fininho na hipótese de um fiasco.

Para o PSDB, Temer dará certo se fizer reformas impopulares, recolocar a economia na direção do crescimento e vestir o pijama em 2018, abrindo mão de pleitear a reeleição. Temer disse aos tucanos que não deseja senão entrar para a história como um presidente que retirou o país do buraco. Rodrigo Maia também dizia na Câmara que arrumaria a bagunça de Eduardo Cunha e passaria a chave da presidência para outro colega. Foi convencido por Temer a guerrear pela reeleição. Por ora, os tucanos fingem acreditar na desambição de Temer.

Como se sabe, há três presidenciáveis no PSDB. José Serra é amigo e ministro das Relações Exteriores de Temer. Aécio Neves é fiador da parceria. Geraldo Alckmin está sobrando na equação. Pior: a Lava Jato estreitou a margem de manobra do governador paulista. Até bem pouco, Alckmin poderia sair do PSDB batendo a porta e denunciando a aliança do partido com os maus costumes do PMDB. Agora, é preciso saber de que tamanho ficará a reputação do governador paulista depois que vier à luz todo o conteúdo das delações da Odebrecht.

A sorte de Alckmin é que, divulgando-se tudo o que delataram os empreiteiros e os executivos que compravam políticos, haverá uma hedionda socialização na distribuição de lama. O PSDB ficará muito parecido com o PMDB, que já não deve nada ao PT em matéria de perversão.

Considerando-se que Lula, com cinco denúncias nas costas, pode ser condenado à prisão e à inelegibilidade, nenhuma situação é mais dramática do que a do eleitor brasileiro. Alega-se que há políticos piores e melhores. Argumenta-se que o pecado de alguns decorre de falhas estruturais do modelo político, não de debilidades de caráter. O diabo é que todos os gatunos vão ficando pardos à medida em que as delações da Lava Jato vão ganhando as manchetes.

No caso do PSDB, o mais irônico é que o partido é autor da ação que pode resultar na impugnação da chapa Dilma Rousseff – Michel Temer. Apura-se, entre outras coisas, o uso de dinheiro roubado da Petrobras no financiamento da chapa. Quer dizer: ao acorrentar-se a um governo que acusa de trazer o vício no DNA, o PSDB reforça na plateia a sensação de que em política nada se cria, nada se transforma. Tudo se corrompe.

26
dez

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 9:04 Hs

* * * Apesar da dispersão partidária ter caído de maneira recorde desde o impeachment de Dilma Rousseff, dois partidos grandes viram suas taxas de divisão interna aumentarem de lá para cá: PSB e PDT. Para se ter uma ideia, essas duas legendas registram índice de dispersão até cinco vezes maior do que siglas como PMDB, PT e PSDB, por exemplo.* * *

* * * O presidente Michel Temer termina o ano com a maior taxa de governismo já registrada na história recente da Câmara dos Deputados. Segundo dados do Basômetro, do Estadão Dados, os deputados votaram seguindo a orientação do governo em 88% das votações nominais que ocorreram em plenário em seus primeiros sete meses de gestão. No mesmo período do segundo mandato da presidente cassada Dilma Rousseff, a taxa de governismo média foi de 63%.* * *

* * * Faleceu neste domingo o cantor e compositor inglês George Michael, aos 53 anos. A notícia foi confirmada através de uma nota publicada por seu agente. O texto não revela a causa da morte, mas informa que Michael “morreu em casa, em paz”.O astro, cujo nome de batismo era Georgios Kyriacos Panayiotou (seu pai era um imigrante grego cipriota e a mãe, inglesa) iniciou a carreira como integrante do duo Wham! na década de 1980, emplacando sucessos como “Club Tropicana” e “Last Christmas”, e continuou como artista solo, vendendo mais de 100 milhões de álbuns ao longo de quase quatro décadas.Segundo a polícia londrina, uma ambulância atendeu uma residência na região de Oxfordshire, Sudeste da Inglaterra, na tarde deste domingo. Para o site da “BBC”, as autoridades informaram que não encontraram qualquer “circunstância suspeita” na casa do músico. * * *

 

 

 

 

ago 18
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