Andreza Matais – Coluna do Estadão

A comissão executiva nacional do PSDB decidiu obrigar os deputados a votarem a favor da reforma da Previdência. A reunião foi conduzida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que assumiu a presidência do partido no sábado. Quem votar contra, contudo, não será punido.

O PSDB é o quinto partido a determinar a votação em bloco atrás do PMDB, PTB, PPS e PP. A decisão dos tucanos, por unanimidade, pode ajudar o PSDB a conquistar apoio dos partidos da base de Temer, incluindo o PMDB, à candidatura de Geraldo Alckmin ao Planalto.

Em recente entrevista, o ministro Henrique Meirelles disse que Alckmin não poderia ser o candidato do Centro se o PSDB não apoiasse a reforma do INSS.

12
dez

Paz ? Tucanos continuam se engalfinhando

Postado às 12:34 Hs

Por Mônica Bergamo / Folha de S.Paulo

O ex-governador Alberto Goldman (PSDB-SP) diz que o prefeito de SP, João Doria, “é um mentiroso” ao afirmar que recebeu dele um pedido de desculpas por ter criticado a administração. E diz que o prefeito jamais se desculpou por chamá-lo de fracassado. “Nunca conversamos sobre isso.”

Em entrevista à Folha, no sábado (9), Doria afirmou que Goldman “já pediu desculpas a mim e eu já falei com ele”, também para se desculpar.

“Eu nem tinha por que me desculpar. Não ofendi ninguém. E, se ele tivesse me procurado, eu não teria nem conversado”, diz Goldman. “Ele me faz uma ofensa desse nível, dizendo que minha história inteira não valeu nada. Vai se desculpar de quê?”. Goldman afirma que na época reconheceu que errou ao dizer que todas as licitações da prefeitura eram dirigidas. “Ofendi outras pessoas e com elas que me desculpei”, afirma.

Goldman segue fazendo críticas duras. Em outubro, afirmou num vídeo que, em nove meses de administração Doria, nascera um candidato a presidente. Mas um prefeito, ainda não. “Agora, o candidato a presidente morreu. E nasceu um candidato a governador [o prefeito estaria pleiteando concorrer ao cargo].”

Doria não quis comentar as novas declarações. “Não vou entrar em polêmicas. Respeito a unidade do PSDB. E vou ajudar a preservá-la”, afirma ele.

Via  O Tempo

O Planalto atua nos bastidores para evitar que a convenção do PSDB, marcada para o dia 9 deste mês, seja transformada em palco de ataques ao presidente Michel Temer. Na tentativa de revestir como uma separação amigável o desembarque anunciado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Planalto espera que dois dos três ministros do PSDB deixem os cargos nos próximos dias, antes do encontro tucano.

A ideia é amenizar o impacto político da convenção, que, dessa forma, não seria um marco do divórcio litigioso. Além disso, os governistas do PSDB lideram um movimento para que o partido feche questão sobre o apoio à reforma da Previdência, obrigando seus deputados a votar a favor da proposta.

NA COTA DE TEMER – Dos três ministros do PSDB, apenas o titular das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, permanecerá no governo, na “cota pessoal” de Temer. O chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, deve ser substituído pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), e Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, também vai entregar o cargo.

A “ala Jaburu” do PSDB, que frequenta a residência oficial de Temer, articula uma estratégia para que a convenção se concentre apenas na eleição de Alckmin como presidente do partido. “Colocar esse tema de rompimento agora na pauta é amesquinhar o PSDB”, disse Aloysio Nunes.

Temer está negociando com Alckmin o roteiro da “saída negociada” do PSDB. Na prática, os governistas tucanos fazem de tudo para que o partido não queime pontes com o Planalto e avaliam que Alckmin, pré-candidato à Presidência, só se viabilizará se tiver o apoio e o tempo de TV do PMDB na campanha.

CENTRO-DIREITA – Temer está à procura de um concorrente para defender seu legado em 2018 e quer reunir os aliados em uma frente de centro-direita.

Para o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, não há razão para que o partido aprove o desembarque oficial no dia 9: “Não coloquei na pauta da convenção esse debate”. A expectativa, porém, é que Alckmin use o encontro para reafirmar sua posição pelo fim do casamento com o PMDB.

02
dez

A aposta dos tucanões

Postado às 20:17 Hs

1 – Mestre | Fernando Henrique Cardoso – Comanda o show, mas suas palavras às vezes saem truncadas 2 – Feliz | Aloysio Nunes – Vê o lado positivo de tudo, inclusive ficar no governo Temer 3 – Dengoso | João DOria – Topa qualquer parada que o tire da prefeitura de São Paulo 4 – Dunga | José Serra – Tem duas obsessões: vagar pela noite e ser presidente 5 – Atchim | Aécio Neves – Com seus espirros, espalha calamidade à sua volta 6 – Soneca | Geraldo Alckmin – Vive fazendo cara de sono, mas está mais acordado do que nunca 7 – Zangado | Tasso Jereissati – Vive furioso com os colegas que se comportam mal: quase todos (Ilustrações Cazo//)

Depois de meses de guerra fratricida, PSDB entra em acordo sobre candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República. Falta saber se ela vai decolar.

Os tucanos finalmente avançaram algumas casas no tabuleiro. Na semana passada, a briga pela presidência do PSDB chegou ao fim. O governador Geraldo Alckmin será o chefe do partido e com isso se encerra a luta fratricida que se desenrolava havia quatro meses entre as alas dos senadores Tasso Jereissati e Aécio Neves. Com o acordo, uma segunda e mais importante disputa — essa pelo posto de candidato da sigla à Presidência da República — também fica praticamente liquidada.

Na condição de comandante e “pacificador” do partido (além, claro, de deter a chave do cofre da legenda), Alckmin passa a ser “o” nome do PSDB para as eleições presidenciais de 2018. Já havia contribuído para essa definição a desidratação do prefeito João Doria, que agora se dará por satisfeito se conseguir a indicação para a vaga de candidato do partido ao governo de São Paulo.

Por último, mas não menos importante, a terceira boa notícia da semana para os tucanos foi o anúncio feito por Luciano Huck. O apresentador da Globo garantiu que não mais será o que nunca chegou a ser de fato: candidato ao Palácio do Planalto e, nessa condição, ocupante da mesma raia de centro em que os tucanos pretendem bater suas asas no ano que vem. Bons para o conjunto do partido, os três eventos, vistos de outra forma, apontam para uma vitória individual — a de Geraldo Alckmin.

VEJA – Ana Clara Costa

30
nov

Fique Sabendo…

Postado às 18:35 Hs

# Amianto

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 29, proibir uso do amianto do tipo crisotila, material usado na fabricação de telhas e caixas d’água. A decisão dos ministros foi tomada para resolver problemas que surgiram após a decisão da Corte que declarou a inconstitucionalidade de um artigo da Lei Federal 9.055/1995, que permitiu o uso controlado do material.

# Calote

No Brasil, ninguém ganha isenção de impostos ao contratar um plano de saúde. Mesmo assim, os planos (e, indiretamente, os usuários) precisam pagar quando enviam algum paciente para o Sistema Único de Saúde. Por outro lado, é justo que a saúde pública custeie um serviço pelo qual as operadoras já estão cobrando? É essa questão que deve ser decidida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte pode perdoar hoje um “calote” de R$ 5,6 bilhões das operadoras de planos de saúde no SUS. O STF dirá se é constitucional ou não que o sistema público cobre dos planos toda vez que atende um paciente encaminhado pela rede privada.

# Créditos

Foram sancionadas e publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30) quatro leis que concedem um total de mais de R$ 7,5 bilhões a diversos órgãos do governo. Todos os recursos liberados serão remanejados de outros setores do Orçamento da União. Foi vetada a verba de R$ 300 mil ao Ministério da Saúde. Só a Lei 13.528/2017 (originada do PLN 33/2017) é responsável por abrir crédito de quase R$ 7 bilhões, em favor da Presidência da República e de diversos ministérios. O crédito permitirá, na Presidência da República, a continuidade das ações publicitárias relacionadas à reforma da Previdência Social, do Brasil Eficiente, entre outras.

# Tucanos

Depois de ser rebatido pelo ministro tucano Aloysio Nunes, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que Aloysio pode continuar na Esplanada, como cota pessoal do presidente Michel Temer. Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores negou que o PSDB tenha saído do governo, ao contrário do que havia dito Padilha na véspera. — O ministro Aloysio pode vir a ser um ministro da cota pessoal do presidente — declarou Padilha após a divergência pública do chanceler tucano. ]Até então, Padilha não citava nomes quando questionado sobre que ministros tucanos seguiriam no governo. Há três: Aloysio, no Itamaraty, Antonio Imbassahy, na Secretaria de Governo, e Luislinda Valois, nos Direitos Humanos.

O ministro das Cidades Bruno Araújo pediu, nesta segunda-feira, 13, demissão do cargo, pouco antes de participar de cerimônia simbólica de entrega de cartão reforma no Planalto. Em carta enviada ao presidente Michel Temer pedindo sua exoneração, Bruno Araújo diz que “não há mais apoio” para que ele siga no comando da pasta e fala indiretamente da crise vivida no PSDB. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”, escreveu. Araújo era um dos quatro ministros tucanos no governo. Desde a votação da segunda denúncia, partidos do Centrão vinham pressionando Temer por uma reforma ministerial que lhes desse mais espaço no governo e excluísse os tucanos do alto escalão, em troca de aprovar projetos de interesse do governo como a reforma da Previdência. Pelo seu gordo orçamento, o Ministério das Cidades era um dos principais objetivos da base aliada.
13
nov

Enquanto isso…

Postado às 9:50 Hs

O presidente Michel Temer deverá anunciar que fará em breve uma reforma ministerial, na qual vai tirar tucanos do primeiro escalão. A intenção do presidente é fazer alterações na equipe em aproximadamente dez dias, numa operação casada para aprovar a reforma da Previdência na Câmara e também medidas de simplificação tributária. Neste final de semana, o senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, deixou claro que haverá rompimento com o governo. Por isso, Temer não pretende esperar a Convenção Nacional do PSDB marcada para 12 de dezembro a fim de fazer a reforma ministerial.

O governador Geraldo Alckmin já admite a aliados que está disposto a assumir a presidência do PSDB se for aclamado pelas diversas correntes do partido. Ele não se apresentará para a disputa, só para o consenso. Marconi Perillo (GO) avisou que abriria mão de sua candidatura em favor do paulista. O grupo de Tasso Jereissati (CE) não transparece posição tão sólida. Diz que “pode” aderir, desde que Alckmin adote as bandeiras hoje encarnadas pelo cearense –e que dividem a sigla.

A senha para a convergência em torno do governador de São Paulo foi dada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no texto que ele publicou nesta sexta (10).

Logo depois de participar da convenção estadual do PSDB no Ceará, onde pregou a separação do “joio do trigo” e acusou Aécio Neves (MG) de fisiologismo, Tasso embarcou para o exterior. Ficará dez dias fora.

Folha Painel

Por Josias de Souza

Nenhum outro partido ilustra de forma tão paradigmática a crise que se abateu sobre a política brasileira do que o PSDB. Nascido de uma costela do PMDB, o partido fazia pose de representante da ética e da modernidade. Até bem pouco, apresentava-se como um contraponto à devassidão do PT. Hoje, frequenta o centro do palco como uma aberração circense: é o primeiro partido da história a ser comandado por um defunto político. Chama-se Aécio Neves. Voltou à vida para matar a presidência interina de Tasso Jereissati.

No momento, o PSDB dedica-se a testar até onde pode ir no seu desprezo pela opinião pública. Ao desafiar a própria sorte de maneira tão desassombrada, o tucanato revela que não se deu conta de que a roleta russa também é uma modalidade de suicídio.

Desde que Aécio Neves virou um colecionador de inquéritos criminais, o PSDB teve várias chances de se livrar dele. Na última oportunidade, os senadores tucanos, entre eles Tasso Jereissati, ajudaram a anular as sanções que o Supremo havia imposto a Aécio. Devolveram-lhe o mandato.

Os tucanos comportaram-se como o sapo da fábula, que concorda em ajudar um escorpião a atravessar o rio. No meio da travessia, o escorpião resolve picar quem o socorria. Por quê?, perguntou o sapo. Não resisti, é da minha natureza, respondeu o escorpião. O PSDB, autoconvertido em sapo, afunda num rio de lama abraçado a Aécio, seu escorpião de estimação.

Com guerra fratricida no PSDB, cresce ala que quer terceira via; FHC e Alckmin são opções

O novo capítulo da guerra fratricida travada no PSDB deu força ao grupo que tenta sacar da cartola um nome que seja capaz de unificar a sigla. Três tucanos lideram as apostas: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Geraldo Alckmin (SP) e o senador Antonio Anastasia (MG). FHC já disse a diversos interlocutores que não quer assumir o comando da legenda, mas muitos apostam que, se ele for ungido, acabará cedendo. Alckmin teme, mas não descarta aceitar a missão.

Nos últimos dias, Aécio Neves (PSDB-MG) distribuiu sinais de que poderia dar um ultimato a Tasso Jereissati (PSDB-CE), mas não deu certeza a ninguém. Pegou até integrantes de seu grupo político no contrapé e tornou-se alvo de críticas mesmo entre os aliados.

Após a implosão do ninho tucano em Brasília, Alckmin foi ao apartamento de FHC, em São Paulo, discutir caminhos para o partido. O ex-presidente tem viagem marcada para o exterior, nesta sexta (10). FHC brincou que tem esperanças de encontrar “o ninho em paz” daqui a 15 dias, quando deve retornar ao Brasil.

O ex-presidente parece ter esboçado reações divergentes à destituição de Tasso. Enquanto o cearense disse que o ex-presidente ficou “perplexo”, outros nomes da legenda ouviram dele que Alberto Goldman, o herdeiro do pepino tucano, teria capacidade para arbitrar o conflito.

09
nov

Mudanças

Postado às 10:06 Hs

Michel Temer: mudança irá além das 4 pastas do PSDB.

O presidente Temer começou a consultar líderes e presidentes de partidos da base aliada sobre a reforma ministerial que fará até o fim deste ano. Sinaliza que a mudança será maior do que o imaginado e que afetará mais do que as quatro pastas que hoje estão com o PSDB.

Alvo da fúria do centrão, mas dono da confiança pessoal do presidente, o ministro Antonio Imbassahy agora diz a quem o pergunta que não sabe se vai continuar no PSDB.

Imbassahy diz que o senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) propagandeia o “expurgo” de uma ala da sigla e que, se essa agenda vencer a convenção nacional do partido, vai repensar sua filiação.

Painel – Folha

Com o acirramento da pressão interna do PSDB pelo desembarque de seu governo, o presidente Michel Temer já admite a saída antecipada dos ministros tucanos e a redistribuição dessas pastas para aplacar a insatisfação de outras siglas. Em conversas nos últimos dias com auxiliares e tucanos alinhados com o Palácio do Planalto, Temer disse entender que o desembarque do PSDB está praticamente consolidado e que pode antecipar uma reforma ministerial caso esse quadro se torne irreversível.
Dificilmente o presidente Michel Temer conseguirá segurar no cargo os ministros do PSDB. Não só por causa da pressão do grupo que forma o chamado “Centrão”, que quer o PSDB fora e tem mantido um bom índice de fidelidade a Temer, mas também porque, se não fizer nada, Temer corre o risco de ser atropelado pelo desembarque dos tucanos. A rigor, Temer não precisa mais do PSDB, pois já se livrou das duas denúncias feitas contra ele pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Os votos do PSDB foram importantes para mandar as ações para o arquivo, mesmo que o partido não tenha lhe garantido nem a metade deles. Se Temer já não precisa mais do PSDB,

Valdo Cruz    / G1 Brasília

A pressão por uma reforma ministerial vai aumentar nessa semana, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que o PSDB deixe os quatro ministérios que ocupa em dezembro. Um líder da base aliada, de forma reservada, definiu da seguinte forma o tema ao Blog: “O PSDB tem de sair agora, não pode marcar data para o fim do casamento. Não é ele quem tem de definir isso, é o presidente Michel Temer”.

Segundo esse líder, não faz nenhum sentido um partido que já definiu que deixará a base aliada do governo Temer permanecer ocupando ministérios. O tema entrou  na pauta dessa segunda-feira (6) na reunião do presidente Temer com líderes de partidos governistas na Câmara. O encontro foi chamado para definir a agenda de votações, mas a reforma ministerial não pode deixar de ser discutida.

FALA FHC – No domingo (5), em artigo publicado em jornais, FHC defendeu que o PSDB deixe de ocupar ministérios no governo Temer, mas continue apoiando a votação de projetos da agenda econômica. Entre eles, a reforma da Previdência. Temer prefere não fazer uma reforma ministerial agora, só no ano que vem, mas a defesa do desembarque feita pelo ex-presidente dá munição aos aliados que pressionam por uma reconfiguração da Esplanada dos Ministérios.

PMDB e outros partidos da base aliada, como PP, PR e PSD, estão de olho principalmente no Ministério das Cidades, comandado hoje pelo tucano Bruno Araújo. A pasta é objeto desejo de políticos por destinar verbas para municípios, em projetos como o Minha Casa, Minha Vida, que podem ajudar na reeleição de deputados e senadores no ano que vem. O PSDB comanda ainda a Secretaria de Governo, o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Direitos Humanos.

O prefeito de São Paulo, João Doria, disse nesta terça-feira que os partidos de centro precisam se unir nos próximos meses em torno de uma candidatura, caso contrário a eleição presidencial de 2018 será definida entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Doria, que é cotado para ser candidato à Presidência pelo PSDB, disse que não será um agente “fracionador em São Paulo e nem no PSDB”. Para ele, se não houver essa aliança, um representante da direita radical, Bolsonaro, ou da esquerda radical, Lula, vencerá a eleição. Segundo ele, Bolsonaro e Lula estão fortalecidos e isso “acendeu” a luz amarela entre os políticos que não defendem um dos polos radicais. Pesquisa Ibope, divulgada no final de semana pelo colunista Lauro Jardim, mostrou que o ex-presidente e o deputado federal têm a maior preferência do eleitorado frente a quase uma dezena de nomes apresentados aos entrevistados pelo instituto.
Somente quatro convidados ocupavam a sala de estar da residência oficial de Rodrigo Maia (DEM) momentos antes da votação que selaria o destino político de Michel Temer na quarta-feira (25).Ao contrário do habitual séquito que costuma desfrutar de café da manhã, almoço e jantar à sua mesa, o presidente da Câmara dos Deputados limitou sua audiência a um marqueteiro, um consultor e só dois deputados, ambos do PSDB. Conversavam com desenvoltura sobre o projeto que hoje mais interessa à classe política: as eleições de 2018. Antes de abrir a sessão que sepultaria a segunda denúncia contra o presidente –por obstrução da Justiça e organização criminosa–, Maia conversou com os deputados Jutahy Júnior (PSDB-BA) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), os dois contrários a Temer, e, por mais de uma hora, discutiu uma possível aliança para o próximo ano entre seu partido, o DEM, e o PSDB.

Via Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

Pelo peso político e inserção na sociedade, as disputas internas entre os tucanos sempre deveriam ser relevantes. Por repetitivas, mesmices sem fim, ficaram apenas chatas. Tudo o que se vê e revê agora é igual, com uma diferença. Depois de tanto blábláblá, eles, enfim, podem, descer do muro. É que o poço ficou sem fundo.

Aécio Neves, tido como carta fora do baralho, emergiu com a reconquista do mandato, resistiu aos supapos no ninho, e mostrou uma força surpreendente para quem estaria fora do jogo. Não deixou que lhe pusessem um guizo na reunião da bancada do Senado, e reagiu pagando para ver as cartas que o colega Tasso Jereissati dizia ter em mãos.

Por mais baleado que esteja, Aécio ainda tem força na máquina partidária. Isso ficou claro nessa quinta-feira (19) em Goiânia. Ali, o governador Marconi Perillo e o prefeito João Doria, com o apoio do governo Temer, deram um basta à tentativa de destituir Aécio. Mais do que isso, com o apoio de Aécio, querem continuar a ter o comando do partido, com cacife para influir na escolha do candidato do partido à Presidência da República.

Em sintonia com as bancadas na Câmara e no Senado, Tasso sentiu o golpe e tenta o apoio de Geraldo Alckmin para se impor nesse jogo. Apenas mais uma aposta. Nessa guerra interna, os tucanos finalmente vão descer do muro?

A conferir.

A pressão de senadores e dos chamados cabeças pretas ligados ao presidente interino Tasso Jereissatti (CE) para que o senador Aécio Neves (MG) renuncie à presidência do PSDB já, sem esperar a convenção marcada para daqui a 40 dias, acabou deflagrando um movimento que culminou na quinta-feira com o lançamento da candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, para comandar o partido na disputa de 2018. Marconi disse nesta sexta-feira que decidiu aceitar a candidatura, uma vez que Tasso tem dito que não disputará a eleição marcada para o 9 de dezembro.

Segundo Marconi, ele foi convidado para disputar a presidência do partido por governadores, parlamentares, dirigentes tucanos e setores empresariais da legenda. Diz que o PSDB venceu sempre em Goiás e que seus governos implementaram programas que serviram de modelo para os grandes programas sociais adotados pelo governo federal.

— Eu resolvi aceitar o convite, porque o Tasso tem dito, peremptoriamente, que não é candidato à reeleição para a presidência do partido. É uma pessoa que admiro muito. Quero me dedicar integralmente à unidade do PSDB com a consciência que o presidente do partido não tem que ser protagonista da eleição. O grande protagonista é o candidato — disse Marconi Perillo.

Fonte:  O Globo.

dez 15
sexta-feira
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