Idealizada para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência, a dança das cadeiras no ministério de Michel Temer pode se resumir apenas à nomeação de Alexandre Baldy (sem partido-GO) para a pasta das Cidades. Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo, resiste a deixar o posto.

Imbassahy, hoje no PSDB da Bahia, tornou-se amigo pessoal do presidente. Alvo da fúria do centrão, foi cotado para as pastas de Transparência e Direitos Humanos, mas pode acabar ficando onde está. A única certeza entre os aliados de Temer é que ele deixará o tucanato. Deve migrar para o PMDB ou para o DEM.

Foi o próprio Temer quem pediu a Alexandre Baldy (GO) que avaliasse se filiar ao PMDB. O deputado ficou de pensar, mas pessoas próximas dizem que, hoje, ele está no grupo oposto ao do PMDB em seu Estado e que não teria trânsito no partido. Diante do pedido de Temer, Baldy decidiu adiar, por ora, a migração para o PP. Ele havia prometido formalizar o ingresso no partido no sábado (25).

Painel – Folha de S.Paulo

Depois de alerta de aliados, o presidente Michel Temer decidiu poupar em definitivo ministros na mira da Lava Jato da mudança no primeiro escalão. A iniciativa vai preservar diretamente os ministros Marcos Pereira (Indústria e Comércio), do PRB, e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), do PSD. Houve forte mobilização na base aliada sobre a delicada situação de Kassab e Pereira, que, sem foro especial, passariam a ter seus casos analisados pela primeira instância da Justiça Federal. Os dois foram citados nas delações da Odebrecht e da JBS.
15
nov

A Black Friday de Michel Temer

Postado às 18:20 Hs

Por Bernardo Mello Franco / Folha

No governo Temer, a Black Friday vai começar mais cedo. A debandada do PSDB antecipou o saldão de cargos na Esplanada. O presidente promete negociar até 17 ministérios, segundo as contas do senador Romero Jucá. A primeira pasta em liquidação é a das Cidades, que ficou vaga com a saída do tucano Bruno Araújo. O favorito para arrematar a cadeira é o PP, partido com mais políticos investigados na Lava Jato.

O ministério foi criado em 2003, no início do governo Lula. No discurso, serviria para melhorar as políticas públicas de saneamento, transporte e habitação. Na prática, virou mais uma mercadoria a ser trocada por votos no Congresso.

PASTA DO PP – O fisiologismo abocanhou a pasta em 2005. Em plena crise do mensalão, Lula demitiu o petista Olívio Dutra e entregou o lugar ao PP. A escolha do novo ministro coube a Severino Cavalcanti, que renunciou à presidência da Câmara após ser acusado de achacar um dono de lanchonete. Nas Cidades, o partido descobriu uma vocação insuspeita para os assuntos urbanos. Os pepistas comandariam a pasta por dez anos. Foi um período marcado por obras milionárias e operações da Polícia Federal.

PP NÃO É BURRO – A revoada dos tucanos abriu caminho para que o PP volte ao ministério, que terá R$ 8 bilhões para gastar no ano eleitoral. O clima de flashback é tão forte que os dois candidatos mais cotados para assumir o cargo já passaram por ele: Aguinaldo Ribeiro e Gilberto Occhi.

Líder do governo na Câmara, Ribeiro foi denunciado ao Supremo no mês passado, sob acusação de integrar uma organização criminosa. Presidente da Caixa Econômica Federal, Occhi foi delatado por Lúcio Funaro, que o acusou de cobrar propina em empréstimos do banco.

Quando Lula despejou Olívio, perguntaram a Severino por que seu partido tinha tanto interesse no Ministério das Cidades. “Tem uma coisa que vocês precisam admitir: o PP não é burro”, respondeu o ex-deputado.

15
nov

A disputa pela carniça do governo Temer

Postado às 11:17 Hs

PtxTucanos
A troca de uns ministérios por votos parecia a maneira restante de aprovar alguma reforma da Previdência. Até que, agora se vê, a troca de ministérios também se tornou um problema. Quando não é apenas sintoma de doença letal do governo, “ampla reforma ministerial” é um mito da política brasileira, tal como uma “profunda” reforma política ou a reforma tributária. Mais fácil ver o fogo que a mula sem cabeça solta pelas ventas que não tem. A reforma ministerial enrola problemas tais como redistribuição de feudos de exploração eleitoreira, a acomodação de gente desesperada por um foro privilegiado e a composição de alianças para a eleição de 2018. Melindres entre partidos maiores e a temporada de apostas em cavalos com chance de vitória na eleição presidencial dificultam ainda mais os acordos no Congresso. Difícil ver que desse emaranhado de problemas e conflitos saiam 308 votos para mudar a Previdência. Problema um, há disputa pela carniça do governo Temer. A redistribuição de ministérios não deve ser bastante para comprar o apoio de partidos do centrão, que começaram a brigar entre si pelo butim.

Via Valdo Cruz

Diante da ideia inicial do governo de trocar todos os ministros que possam ser candidatos no ano que vem, assessores do presidente Michel Temer disseram ao blog que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não entra nessa lista. O argumento é que ele, até o momento, não é um candidato declarado e sua permanência é importante para a condução da política econômica do governo Temer.

Além disso, esses assessores destacam que essa é uma intenção inicial de Temer, de não ter candidatos em sua equipe, mas que o presidente ainda não sabe se ela será totalmente viável porque os partidos aliados podem resistir a essa regra.

 MINISTROS-CANDIDATOS – Muitos ministros que são candidatos só querem sair em abril, prazo final para desincompatibilização, e não agora. Por outro lado, a equipe presidencial diz que o chefe deseja que os novos ministros, a serem indicados pelos partidos aliados, garantam que não serão candidatos.  “A princípio, o presidente gostaria que não tivesse nenhum candidato na sua equipe, mas sabe que isso não é totalmente garantido. Mas ele quer pelo menos que os novos ministros não sejam”, afirmou ao blog um assessor.

Após a saída do tucano Bruno Araújo do Ministério das Cidades, o presidente Temer oficializou sua decisão de promover uma reforma ministerial, que ele pretende concluir até meados de dezembro. A reformulação da Esplanada dos Ministérios foi uma condição imposta pelos aliados para votação da reforma da Previdência Social.

O líder do governo no Senado e presidente do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou, hoje, que o presidente Michel Temer fez mágica na economia ao longo dos 18 meses em que está à frente do Palácio do Planalto. Em tom de brincadeira, Jucá – que chegou a ser ministro do Planejamento de Temer por uma semana – disse que o peemedebista fez mais mágica na economia brasileira do “do que Mister M e David Copperfield”, referindo-se aos famosos ilusionistas.

Jucá deu a declaração ao ser questionado por jornalistas sobre a situação do PSDB, que está dividido sobre a permanência ou não na base governista.

“O presidente Michel Temer fez mágica, fez muito mais do que Mister M e David Copperfield”, brincou Jucá. O peemedebista acrescentou que o legado econômico de Temer será uma das “espinhas dorsais” das discussões eleitorais em 2018 e que o PMDB “não vai ficar órfão da defesa desse legado”.

“Se não tiver ninguém para defender [o legado econômico], o PMDB vai lançar candidato à Presidência da República”, projetou Jucá.

Reforma ministerial

Mais cedo, também em entrevista a jornalistas, Jucá afirmou que a saída do tucano Bruno Araújo do Ministério das Cidades precipitou a reforma ministerial que deve ser feita por Temer. Ele disse ainda que o redesenho da Esplanada dos Ministérios deve acontecer até o fim do ano e que será discutido com os partidos da base aliada de forma a conquistar, no Congresso, votos favoráveis a projetos prioritários para o Planalto.

“É uma reforma ampla. São 17 ministérios que ficarão vagos no prazo que o presidente determinar. Então cabe ao presidente, agora, começar esse processo. Nós temos que ocupar os espaços com bons nomes. Os nomes serão escolhidos pelo presidente, mas ele levará em conta critérios técnicos, políticos e administrativos”, afirmou. Jucá disse ainda que Temer poderá escolher nomes do PSDB, mas que isso ficará na cota pessoal do presidente e não na partidária.

Dono da quarta maior bancada da Câmara, com 45 deputados, o PP reivindica o Ministério das Cidades e quer indicar para o posto o atual presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi. O titular da pasta, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), pediu demissão do posto hoje. O argumento foi o de não ter mais apoio entre os demais tucanos para continuar no posto.

O PP reivindica o comando de Cidades por ser uma das pastas de maior capilaridade política. Integrante do chamado Centrão, grupo do qual também fazem parte PR, PTB e PSD, a legenda encabeça pressão para que Temer faça uma reforma ministerial para diminuir o espaço do PSDB no governo.

Filiado ao PP, Occhi já foi ministro das Cidades durante o segundo mandado da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Ele ficou no cargo entre março de 2014 e abril de 2016, véspera da votação do impeachment da petista na Câmara. De perfil técnico, ele é homem de confiança do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e sua indicação agradaria a bancada da sigla no Congresso Nacional. Como não pretende disputar as eleições de 2018, Occhi não precisaria deixar o ministério em abril. “Estou num projeto de fortalecer a Caixa, mas sou soldado”, afirmou Occhi antes do pedido de demissão de Araújo.

13
nov

Enquanto isso…

Postado às 14:15 Hs

Reforma ministerial “não é coisa demorada”, diz Franco. Em busca de aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer vai conversar com líderes da base aliada nesta semana para definir mudanças na sua equipe ministerial. O ministro Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) disse que a reforma ministerial “não é coisa demorada” e deve sair em breve. O objetivo é garantir a aprovação das alterações no sistema previdenciário e do ajuste fiscal que garante o cumprimento da meta do ano que vem, um déficit de R$ 159 bilhões.

O presidente Michel Temer deve tirar a reforma ministerial do papel nas próximas semanas. A informação é confirmada por fontes no Palácio do Planalto e por parlamentares do chamado Centrão – o grupo pressiona para ganhar mais espaço no governo. Temer já comunicou alguns de seus interlocutores no Congresso sobre a intenção de redesenhar a distribuição de cargos de primeiro escalão nos próximos 15 dias. Com as mudanças, o PSDB deve perder dois dos seus quatro ministérios, enquanto PMDB e PP podem ganhar mais espaço.

A antecipação da reforma foi revelada ontem pela Folha de S.Paulo. O Estado apurou que a ideia inicial do presidente é reduzir o tamanho do PSDB no governo pela metade. Dos quatro ministérios que detêm atualmente – Governo, Cidades, Relações Exteriores e Direitos Humanos –, os tucanos continuariam com dois. Sob forte pressão do PTB e do PP, Temer deve tirar Bruno Araújo (PE) do Ministério das Cidades e Luislinda Valois (BA) dos Direitos Humanos.

 Antonio Imbassahy (BA) tende a perder a Secretaria de Governo, mas, como se tornou uma figura próxima do presidente, pode ser deslocado para outra pasta. O tucano é alvo de críticas de parlamentares e está desgastado na função por não atender aos pleitos da base. Já Aloysio Nunes Ferreira (SP) deve continuar à frente do Itamaraty.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou o café da manhã de hoje com líderes governistas, ministros e o presidente Michel Temer sinalizando que, sem resolver os problemas da base aliada, que pressiona por uma reforma ministerial, não há chance de aprovar a reforma da Previdência. “Nós temos um problema político, sem resolver o problema político, nada vai andar”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Radar Online

As declarações de Luislinda Valois reacenderam a possibilidade de uma reforma ministerial antes de 2018. A possibilidade, inclusive, já foi discutida no Planalto. Mas não é só por causa da ministra falastrona que o governo tem pensado em trocar os titulares da Esplanada. Alguns outros fatores esquentam esse cenário de dança das cadeiras.

Os ministros que serão candidatos em 2018 são obrigados, pela Lei Eleitoral, a serem exonerados 6 meses antes da eleição, ou seja, em abril. Além disso, há alguns titulares que têm flertado com outros partidos, o que desconfiguraria a distribuição partidária na Esplanada.

Por fim, há parlamentares reclamando que alguns ministros utilizam o orçamento das pastas para auto-promoção ou atendem apenas correligionários.

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Em busca de um reequilíbrio da base governista após a votação da segunda denúncia contra Michel Temer, aliados do presidente pressionam o Palácio do Planalto a antecipar a reforma ministerial prevista para abril. Líderes partidários e auxiliares sugeriram a Temer que ele faça substituições pontuais no primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios ainda em 2017, para tentar destravar a extensa pauta de projetos de interesse do governo no Congresso. Na avaliação de aliados, a redistribuição imediata de espaços no governo é necessária para aplacar o descontentamento de sua base no Congresso e obter apoio para medidas consideradas urgentes pelo Planalto. O presidente e sua equipe econômica precisam aprovar ainda este ano um pacote de ajuste fiscal que tem impacto nas contas de 2018, como o adiamento do reajuste de servidores, o aumento de sua contribuição previdenciária e a tributação de fundos de investimento exclusivos. Os defensores da antecipação da reforma ministerial argumentam que a redistribuição de cargos apenas em abril vai estender a insatisfação dos partidos aliados até o ano que vem e inviabilizar o sucesso dessa agenda.

Por Amanda Almeida

Parlamentares da base aliada de Temer pressionam o governo a fazer uma reforma ministerial depois da votação da segunda denúncia contra o presidente na Câmara. Em busca de mais espaço na Esplanada, deputados dizem que Temer precisa sinalizar uma mudança de rumo para o último ano de mandato. O deputado Danilo Forte (PSB) diz que é a última oportunidade de Temer fazer uma “mudança profunda” nos ministérios:

- Ele (Temer) tem de aproveitar a votação da segunda denúncia e fazer essa mudança. Hoje, metade dos ministros está focada em seus palanques estaduais. A outra tem de ter liberdade (não estar com problemas na Justiça) para buscar soluções para suas pastas –, diz.

A reforma ministerial é cobrada desde a votação da primeira denúncia contra Temer em agosto. Aliados, especialmente do centrão, estão incomodados com o espaço do PSDB no governo. Embora esteja dividido em relação ao apoio a Temer, a legenda ocupa quatro ministérios: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos. À frente da primeira, Antonio Imbassahy é o mais desgastado.

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O presidente Michel Temer (PMDB) prepara uma reforma ministerial a fim de desalojar da Esplanada partidos que tenham “traído” o governo, trocando o espaço daqueles que tiveram deputados votando a favor da autorização para que o STF julgue a denúncia contra o peemedebista por representantes de bancadas com expressiva votação por rejeitar a acusação criminal, apurou a Reuters com duas fontes envolvidas diretamente nas negociações. A intenção, segundo um dirigente partidário que participou das conversas, é que a participação dos partidos no governo reflita os resultados das votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Câmara. Apesar da traição de partidos da base, o governo conseguiu uma expressiva vitória ao rejeitar o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava a autorização para o Supremo Tribunal Federal julgar a denúncia, por 40 votos a 25, com uma abstenção. A promessa de maior espaço na Esplanada fez parte das negociações das últimas semanas entre os partidos da base com interlocutores do presidente. A iniciativa estimulou até as direções e lideranças partidárias a fecharem questão, nos últimos dias, em favor da rejeição da denúncia.

Por Catarina Alencastro / O Globo

O presidente Michel Temer não quis confirmar se pretende fazer uma reforma ministerial no ano que vem. Após fazer um longo balanço à imprensa sobre as ações de seu governo, ele foi perguntado sobre o assunto, mas mostrou-se evasivo: “Vamos esperar o ano que vem” – despistou. Desde a saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, no mês passado, ele ensaia mexer em outros nomes na Esplanada, para reacomodar a base aliada. Para o lugar de Geddel, sexto ministro de Temer a cair, já teria sido convidado o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).

Seu nome, no entanto, ainda não foi confirmado porque o governo teme ver o movimento interpretado como interferência direta do Planalto na disputa pela presidência da Câmara, já que Imbassahy pretendia concorrer com outros nomes do Centrão e com o atual presidente, Rodrigo Maia, que quer se reeleger e para isso conta com o apoio velado do governo.

SEM CRISES – Na fala de 25 minutos, Temer não mencionou as crises por que passou sua administração, como as menções a ele próprio e a ministros próximos em delações premiadas da Odebrecht. Nesse pronunciamento, o presidente agradeceu o trabalho do Legislativo, repetiu que o apoio da base é “importantíssimo” para levar à frente as reformas desejadas pelo governo e destacou que conseguiu aprovar neste fim de ano a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e todas as emendas individuais, de bancada e ainda quitar os restos a pagar desde 2007.

“Nós temos tido no Congresso 88% de fidelidade da base governista, algo importantíssimo para levar adiante todas as reformas. O fato de termos aprovado a LDO ainda neste exercício para vigorar no ano que vem, há muito tempo não tínhamos essa espécie de aprovação. Outro fato inédito foi o pagamento de todas as emendas individuais e também as emendas de bancada neste ano. Pagamos também os restos a pagar que datam de 2007, foram todos quitados neste ano” – afirmou.

30
dez

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 12:19 Hs

  • Depois da confirmação do nome de Benjamim Bento para a titularidade da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Mossoró. Com ampla experiência no serviço público, Benjamim é mais um secretário anunciado pela prefeita Rosalba Ciarlini. Novos nomes serão divulgados ainda nesta sexta (30). Layrinho Rosado e Magaly Delfino deverão compor o primeiro escalão do governo da Rosa.
  • O governo anunciou, ontem, a extinção de 4.689 funções e cargos comissionados da administração federal. O corte vai gerar economia de R$ 240 milhões por ano. Horas depois de comemorar a redução da folha de pagamento, o Ministério do Planejamento divulgou o reajuste salarial de oito categorias de servidores federais que gerará gasto extra de R$ 3,8 bilhões só em 2017. Ou seja, a economia com o corte de pessoal equivale a apenas 6,3% do gasto extra com o aumento salarial. O reajuste dos servidores será pago a partir de 2017 de forma parcelada até 2019. Nesse período, o impacto total do gasto extra sobre o caixa do governo deve alcançar R$ 11,2 bilhões. O aumento beneficiará oito carreiras: auditor da Receita Federal e do Trabalho, perito médico previdenciário, carreira de infraestrutura, diplomata, oficial de chancelaria, assistente de chancelaria e policial civil dos ex-territórios. Antes do aumento, o salário inicial de um auditor-fiscal da Receita já superava os R$ 15 mil e atingia mais de R$ 22 mil no fim de carreira.
  • A Casa Civil deve aprovar até semana que vem a nova estrutura do Ministério do Desenvolvimento Social, criando a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Humano. Na prática, é a estrutura que vai cuidar do Criança Feliz, o programa para a primeira infância que tem Marcela Temer (foto) como embaixadora. O novo secretário será Halim Girade, que atuou na Unicef em programas da área e foi secretário de Saúde de Goiás. (Lauro Jardim)
  • Encerra hoje (30) o prazo para a renovação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A renovação deve ser feita a cada semestre, pela internet, no site do Sisfies. Neste segundo semestre de 2016, 1,5 milhão de estudantes devem realizar esse processo e garantir a continuidade do financiamento do curso. O pedido de renovação é feito inicialmente pelas faculdades. Em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições no SisFies. Nos aditamentos simplificados, a renovação é feita apenas com a validação do estudante no sistema.
  • A legalização dos jogos ficou para 2017. Com duas propostas no Congresso, uma mais restritiva, do Senado, e outra mais ampla, da Câmara, o tema agora está em estudo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A comissão vai analisar se há alguma inconstitucionalidade no projeto. E p tema deve ir à votação já no inicio do próximo ano. Quem acompanha de perto a questão garante que dois terços dos deputados e senadores são favoráveis à legalização. Para essa turma, o terço restante se opõe apenas por questões, sobretudo, religiosas.
  • O presidente Michel Temer não quis confirmar se pretende fazer uma reforma ministerial no ano que vem. Após fazer um longo balanço à imprensa sobre as ações de seu governo, ele foi perguntado sobre o assunto, mas foi evasivo: – Vamos esperar o ano que vem – encerrou. Desde a saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, no mês passado, ele ensaia mexer em outros nomes na Esplanada, para reacomodar a base aliada. Para o lugar de Geddel, sexto ministro de Temer a cair, já teria sido convidado o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).
  • Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de outubro deste ano decidiu que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deve incidir nos valores das assinaturas. Até então, o imposto só era cobrado nas ligações e outros serviços. A decisão foi tomada em um processo em que Oi e o Estado do Rio Grande do Sul questionavam a cobrança da taxa. A mudança passa a valer a partir de 1º de janeiro. Trata-se de um imposto acrescido ao serviço prestado, e não um reajuste das tarifas. A partir de 2017, o ICMS será calculado sobre o valor das assinaturas de linhas fixas e celulares pós-pagos, que somam quase 120 milhões no Brasil. As linhas de telefone celular pré-pago ficam fora.
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Quatro dias depois de a presidente Dilma Rousseff anunciar uma reforma ministerial em nome da “governabilidade” – em que entregou sete pastas ao PMDB -, o Planalto sofreu nesta terça-feira mais um revés no Congresso: a sessão conjunta da Câmara e do Senado que analisaria os vetos presidenciais, entre eles o que barrou o reajuste de até 75% dos servidores do Judiciário, foi derrubada por falta de quórum. Mais uma vez, a decisão tem como pano de fundo uma queda de braço entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Se na semana passada Cunha convocou sucessivas sessões ao longo do dia para inviabilizar a reunião do Congresso no plenário da Casa, nesta terça-feira o peemedebista articulou com líderes da oposição para esvaziar a sessão depois de não conseguir incluir na pauta o recente veto da presidente Dilma Rousseff ao financiamento de campanha por empresas e à impressão do voto na urna eletrônica. Para a votação desta terça, era preciso quórum de 257 deputados, mas, até às 13h30, havia apenas 180 parlamentares na Casa. Segundo o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, os senadores fizeram sua parte.
05
out

Dilma dá posse a 10 ministros

Postado às 9:16 Hs

A presidente Dilma Rousseff dará posse nesta segunda-feira (5) aos dez novos ministros anunciados na última sexta (2). A cerimônia, que ocorrerá no Palácio do Planalto, está prevista para ter início às 15h.Dilma anunciou, na última semana, o corte de 8 das 39 pastas por meio de fusão e eliminação de ministérios, medidas de enxugamento da máquina administrativa e redução em 10% do próprio salário, do vice e dos ministros (de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23). No total, nove partidos controlam 23 ministérios – nos casos dos outros oito, os ministros não têm filiação partidária.

Confira os nomes dos dez ministros que tomarão posse nesta segunda:

- Casa Civil: Jaques Wagner (PT)

- Ciência e Tecnologia: Celso Pansera (PMDB)

- Comunicações: André Figueiredo (PDT)

- Defesa: Aldo Rebelo (PCdoB)

- Educação: Aloizio Mercadante (PT)

- Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Cidadania) : Nilma Lino Gomes (sem partido)

- Portos: Helder Barbalho (PMDB)

- Saúde: Marcelo Castro (PMDB)

- Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini (PT)

- Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto (PT)

Mesmo com a redução do número de pastas, o PMDB aumentou a participação no ministério (de seis para sete). O partido com mais ministérios continua sendo o PT (nove). Ficaram com um ministério PTB, PR, PSD, PDT, PCdoB, PRB e PP. Oito ministros não são filiados a partidos.

nov 23
quinta-feira
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