Interessada em reeleger Rodrigo Maia (RJ) presidente da Câmara, a cúpula do DEM também faz acenos explícitos a Bolsonaro. O presidente da sigla, ACM Neto, foi ao Rio, nesta segunda (29), conversar com integrantes do núcleo duro da equipe do próximo mandatário.

Esses gestos enfáticos, porém, também dividem o grupo que alçou Maia ao comando da Casa.

Um dirigente de partido aliado diz que o presidente da Câmara deveria saber que pode, sim, se manter no cargo sem o apoio do PSL de Bolsonaro, mas que sem o centrão ele não terá chances. (FSP)

O clima esquenta entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ao chegar agora há pouco à Câmara, Maia disparou contra o ministro, que defendeu, ontem, aumento de impostos para compensar a redução do óleo diesel.

“Não vai ter [aumento de imposto], porque isso é uma democracia e ele [ministro da Fazenda] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável. No momento de crise, ele vem falar em aumento de imposto. Ele sabe muito bem que dentro do Congresso não haverá aumento de imposto. Ele está colocando “gasolina”, que o governo tem, na sociedade brasileira. Ele deveria ter proposto algumas saídas”, disparou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, subiu o tom, agora pela manhã, contra o presidente Michel Temer. Maia criticou a postura do governo em querer aumentar impostos para compensar baixa no óleo diesel.

“Não adianta falar só para os investidores. Acho que o que falta ao governo é falar mais para os brasileiros. Enquanto eu for presidente da Câmara, não vai votar nenhum aumento de imposto”, ressaltou.

Rodrigo Maia sugeriu que o governo use o excesso de arrecadação dos royalties, que neste ano, segundo Maia, está estimado em 40 milhões de dólares.

 

 

14
abr

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 12:49 Hs

  • Nelson Padovani, deputado pelo PSDB do Paraná, disse a O Antagonista que a penitenciária federal de Catanduvas é “o lugar ideal para o Lula”.“Lá é uma cidade pequena e poderá acomodar muito bem esses visitantes que não têm o que fazer. Levem logo o Lula para um lugar onde ficam bandidos de alta periculosidade.” O parlamentar acrescentou: “Curitiba não é lugar para circo. O circo pode ir para o interior.”
  • Presentes na lista dos 23 senadores investigados na Lava Jato, José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) precisam ser reeleitos para manterem a prerrogativa do foro privilegiado e não terem seus processos enviados à primeira instância.
  • No campo nacional, Rodrigo Maia só será candidato ao Planalto se crescer. Caso contrário, o DEM indicará um nome para a vice de um aliado –Geraldo Alckmin (PSDB) torce pelo segundo cenário. Nos dois casos, o acordo com o PP prevê que os progressistas vão liderar o bloco para tentar eleger o novo presidente da Câmara. Nesse cenário, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) seria o favorito. A ideia de filiar e lançar o ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência pelo SD foi gestada na residência do atual presidente da Câmara. Maia avaliou que era preciso levar Aldo para o seu campo, tirando-o do PSB.
  • Lula deve passar seis anos em regime fechado.É a conta de criminalistas ouvidos pela Folha de S. Paulo. “Sergio Moro vai julgar o ex-presidente no caso do sítio de Atibaia e no do terreno do Instituto Lula, nos quais é acusado pelos mesmos crimes do caso do tríplex: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se as penas forem parecidas à primeira, de 12 anos e 1 mês, o petista somará cerca de 36 anos de prisão. E terá que cumprir um sexto dela em regime fechado”.
  • A Executiva Nacional do PSOL se posicionou contra a filiação do advogado potiguar Fábio Hollanda ao partido. Fábio deixou o Avante e, a partir de articulação do vereador de Natal, Sandro Pimentel (PSOL), e do presidente do partido no RN, Danniel Morais, se filiaria ao PSOL.Dirigentes e militantes da partido entraram com recurso coletivo contrário à filiação junto à direção nacional justificando que a filiação seria ‘incoerente’ já que Fábio Hollanda já foi filiado ao PSDB, foi secretário de um governo do DEM, foi presidente do PTdoB (atual Avante)… Até o fato de Fábio Hollanda ter advogado para o ex-governador Fernando Freire, que um dia foi do PFL, e está preso, contou na hora da decisão. A filiação foi barrada com 12 votos favoráveis ao recurso, dois votos contrários e uma abstenção.
  • A senadora Fátima Bezerra (PT) tem mostrado desequilíbrio ao defender desesperadamente o ex-presidente Lula (PT), preso após ser condenado em segunda instância por corrupção. Se concentrasse sua energia na pré-candidatura ao governo, poderia estar muito à frente dos adversários. Aguardemos…
  • A festa continua. Como diz a Folha de São Paulo, José Dirceu “pode ser preso até o fim da próxima semana. Os embargos apresentados por ele no TRF-4 serão julgados na quinta-feira. Se negados, a detenção pode ser imediata”.

Nas últimas sucessões presidenciais, sempre que tratavam da formação de alianças, os tucanos estufavam o peito como uma segunda barriga para anunciar, antes de qualquer negociação, que dispunham de um parceiro cativo: o DEM. Pois bem. Na quinta-feira, o DEM lançará seu próprio candidato ao Palácio do Planalto: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Além de lidar com um problema velho –a falta de unidade do PSDB— o tucano Geraldo Alckmin se depara com um desafio novo: antes de seduzir o eleitor, ele precisa convencer o mundo da política de que vai conseguir levantar voo. Depois do flerte infrutífero de Fernando Henrique Cardoso com Luciano Huck, o lançamento da candidatura de Rodrigo Maia é a principal evidência da debilidade política de Alckmin.

Espremido à direita por Jair Bolsonaro e à esquerda pelo poste a ser patrocinado pelo inelegível Lula, Alckmin tem dificuldades para montar uma coligação partidária que lhe forneça um palanque eletrônico confortável. Rodrigo Maia retira do cesto de alianças de Alckmin três partidos: o próprio DEM e as duas legendas que se associaram a ele: PP e Solidariedade. Pelas pesquisas, a chance de Maia presidir o país é muito pequena. Mas ele entra na disputa como candidato favorito a bagunçar um pouco mais o projeto eleitoral de Geraldo Alckmin.

Blog do Magno

O DEM planeja desembarcar do governo para lançar candidatura própria ao Planalto em 2018. Na convenção do dia 6 de fevereiro, o partido irá consolidar sua disposição de apresentar um nome na disputa e se posicionar como independente.

O preferido é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Demistas avaliam que ele teria mais chances de competir com outros candidatos do centro, campo disputado hoje pelo tucano Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles (PSD).

E querem dissociar seu candidato do nome apoiado pelo Palácio do Planalto. Enquanto isso, a saída do ministro Mendonça Filho (Educação) não será imediata e pode se arrastar até abril, quando ele se desincompatibiliza para concorrer às eleições. O DEM não indicará substituto.

Já o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o senador Ronaldo Caiado (GO), almoçaram ontem, em Salvador, com Rodrigo Maia em mais uma tentativa de convencê-lo a disputar o Planalto. Ele resiste.

Por Marcelo Mafra

No início da votação, percebia-se como estava o rosto de Rodrigo Maia, pálido e tenso, de uma forma estranha e muito diferente das expressões que sempre exibe nas sessões de plenário. Com a divulgação dessa situação médica em relação ao Temer, parece então que Rodrigo Maia foi avisado de mais detalhes da situação. Uma renúncia, um impedimento ou um afastamento de Temer, que o faça assumir o cargo, prejudicaria também a ele (Rodrigo Maia), que tem o seu final de mandato como deputado federal em 2018.

E o que ele iria fazer? Concorrer novamente a deputado federal? Estará ocupando o cargo de presidente da República e ao mesmo tempo será candidato a deputado federal?

MUITAS DÚVIDAS – Pode ocupar tal cargo no Poder Executivo e se candidatar para cargo no Poder Legislativo? Se pudesse, terá tempo para fazer campanha eleitoral? Achará melhor se desincompatibilizar do cargo de presidente da República? Poderá fazê-lo?

Se Maia substituir Temer e depois se desincompatibilizar, o próximo na linha de substituição seria o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, que foi eleito em 2011, e que está, portanto, também em seu último ano de mandato e vai querer concorrer novamente para algum cargo (senador? Deputado federal? Governador?)

Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira vão deixar o cargo de presidente da República para a próxima na linha de substituição, a ministra Cármen Lúcia? E a presidência do STF? Ficará para Dias Toffoli?

27
out

Eleições 2018: Procura-se candidato

Postado às 9:51 Hs

O deputado Rodrigo Maia quer influir na sucessão presidencial. Animado com as negociações para inflar o DEM, ele sonha em tirar o partido do velho papel de coadjuvante dos tucanos. Para isso, busca um candidato capaz de liderar a centro-direita em 2018. O líder das pesquisas é o ex-presidente Lula, que ensaia uma guinada à esquerda. Em segundo lugar aparece o deputado Jair Bolsonaro, porta-voz de uma direita radical que nunca chegou ao poder pelo voto. O deputado recebeu a Folha nesta quinta (26), em sua residência oficial em Brasília. Cotado para disputar o governo do Rio e até a Presidência da República, ele disse que tentará a reeleição em 2018: “Sou candidato a deputado federal. Sei o meu tamanho”.
Não foi com grande vantagem, mas Rodrigo Maia largou à frente de Michel Temer na maratona que vai definir quem conduzirá a agenda de recuperação econômica do país até meados de 2018. Enquanto o presidente da República concedia, em troca de apoio, cargos no governo, emendas parlamentares e acesso à máquina federal em ano de eleição, entre outras benesses, o chefe da Câmara estimulava deputados da base aliada a darem a Temer uma vitória pífia, que obrigaria o Palácio do Planalto a permanecer refém das barganhas do Congresso. E o resultado de apenas 251 votos favoráveis a Temer — menos da metade dos 513 que compõem a Casa — deu ao deputado inequívoca vantagem.

Minutos depois das 17h (horário de Brasília), o plenário da Câmara dos Deputados registrou a presença de 342 deputados, o número mínimo para que se inicie o processo de votação de denúncia contra o presidente Michel Temer.

Assim que o número foi atingido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a votação de um requerimento que pedi a retirada da denúncia de pauta e deu início ao processo de votação, com as falas de líderes contra e a favor da denúncia.

Minutos depois de iniciada a votação, parlamentares de oposição, que estavam evitando registrar presença na tentativa de que o quórum não fosse atingido, entraram no plenário, que em poucos minutos já tinha mais de 370 deputados.

Fonte: O Globo

Fatura subiu mais: agora cargos e mais alguma coisa.

O presidente tem se comprometido pessoalmente com alguns parlamentares da base aliada, mas tem cobrado fidelidade, sobretudo em relação à agenda pós-denúncia. Interlocutores de Temer asseguram que o peemedebista procura, nesta reta final de governo, se cercar de parlamentares que deem segurança e garantia de que continuarão com o governo até o fim. “Alguns parlamentares dizem que estão com o governo, mas dão sinais de insatisfação. Não existe isto, de ser a favor do governo e contra o presidente”, diz uma fonte palaciana.

“Agora é a hora da verdade. Se quer estar com o presidente, tem que se comprometer. Não vamos aceitar que se abstenha e venha cobrar alguma coisa”, alerta outro aliado de Temer.

Um outro grupo, além de cargos e emendas, quer mais. Aliados de Rodrigo Maia duvidam que Temer conseguirá mais de 250 votos em plenário e a governabilidade estaria comprometida. Para isso, sugerem que o peemedebista se comprometa a dar mais espaço no governo para os presidentes da Câmara e do Senado.

“Seria uma forma de parlamentarismo branco. O Temer não tem mais o apoio do Congresso e o país não pode ficar parado até 2019. A ideia é um gabinete compartilhado, no qual Temer, Maia e Eunício (Oliveira, presidente do Senado) tomem juntos as decisões, principalmente, em relação à área econômica”, explica um deputado defensor da ideia.

(Do Correio Braziliese e AE)

Via Blog da Andréia Sadi

O presidente Michel Temer mandou, ontem, o ministro Antonio Imbassahy (PSDB) procurar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tentar contornar o novo atrito entre eles em meio ao processo da segunda denúncia. Segundo o Blog apurou, Imbassahy encontrou Maia ontem à noite. O ministro da articulação política também esteve com Temer no domingo.

Na conversa com Maia, Imbassahy disse que o presidente quer baixar a temperatura da crise, e quis saber detalhes da reação de Maia ao advogado do presidente Eduardo Carnelós. Também no domingo, Maia disse ao Blog estar perplexo com as acusações do advogado de Temer de que a divulgação dos vídeos de Lucio Funaro foi “um vazamento criminoso”. Os vídeos, no entanto, foram divulgados no site da Câmara.

Maia repetiu ao ministro que, se Carnelós não se desculpasse com a Câmara em nova nota, ele iria subir o tom. Mas completou afirmando que, para ele, o assunto estava encerrado. O Planalto avalia, nos bastidores, que o gesto de Maia foi mais um no sentido de se distanciar do presidente, além de um sinal para os deputados que avaliam votar a favor da denúncia contra Temer.

Mesmo em meio ao clima de desconfiança, a ordem do presidente aos aliados é não alimentar o atrito com o deputado, que é quem ditará o ritmo dos trabalhos da denúncia na Câmara.

Via  G1

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse neste sábado (dia 23) que a “tendência” é que a nova denúncia contra o presidente Michel Temer não seja fatiada ao ser analisada pela Casa. Isso significa que devem permanecer num mesmo processo as acusações contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Os três estão entre os 8 denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 14 de setembro pelo ex-procurador da República, Rodrigo Janot. Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Padilha e Moreira Franco, por organização criminosa.

PROCESSO ÚNICO – “A admissibilidade da denúncia deve ser feita no âmbito de uma solicitação de instauração de processo. Considerando que o processo no STF é único, a tendência é que [na Câmara] seja uma única solicitação de instauração de processo”, disse Pacheco. De acordo com ele, a decisão deve ocorrer no início desta semana.

O presidente da CCJ ressalvou, porém, que antes o assunto será discutido com a mesa diretora da Câmara e com o presidente da Casa, Rodrigo Maia. De acordo com o Blog do Camarotti, de forma reservada Maia (DEM-RJ) sinalizou que não deve fatiar a nova denúncia. Rodrigo Janot afirma na denúncia que Temer liderava a suposta organização criminosa. Segundo o procurador-geral, o presidente, os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures e os ministros Padilha e Moreira Franco, todos integrantes do PMDB, formaram um núcleo político para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos.

MEIO BILHÃO – De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. O Supremo somente poderá analisar a denúncia contra Temer se a Câmara autorizar. Em agosto, a Câmara rejeitou a primeira denúncia de Janot contra Temer, por corrupção passiva.

É sempre bom repetir que na política as aparências realmente enganam, quase sempre há necessidade de se fazer tradução simultânea, para situar os fatos de uma maneira mais real. Agora, por exemplo, está ocorrendo um embate entre Rodrigo Maia e Michel Temer. Aparentemente, o atrito entre eles teria como motivo a ação dos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco para fazer com que dissidentes do PSB deixem de se filiar ao DEM e prefiram o PMDB. Mas na realidade, Rodrigo Maia está usando este argumento para descolar seu partido da órbita do Planalto, já com vistas à sucessão presidencial de 2018. Faltam apenas duas semanas para se encerrar o prazo de filiação partidária. Quem quiser mudar de legenda para disputar a eleição – não importa o cargo pretendido – tem de se filiar agora, caso contrário terá de ser candidato pelo partido atual. Eis a questão, diria Shakespeare.

Via Radar –Veja

O preço acaba de ficar mais alto.

A insatisfação do DEM às vésperas da votação da denúncia deve sangrar os bolsos do governo. Michel Temer já sabe que terá que renegociar sua salvação com a bancada.

E o preço ficou mais alto: Rodrigo Maia reclamou da “facada nas costas” que o Planalto deu no partido ao filiar o senador Fernando Bezerra Coelho, que já estava praticamente fechado com o DEM. Eles não contavam com o “chapéu” dado pelo presidente nacional do PMDB Romero Jucá. O “troco” anunciado pelo deputado Efraim Filho, líder da bancada na Câmara, virá em prestações nada suaves.

Apesar do confuso quadro sobre a disputa presidencial do ano que vem, é bom prestar atenção no surgimento de uma dupla que, se vingar, vai fazer barulho dentro do grupo que está no poder. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão cada vez mais afinados na defesa de uma severa política fiscal, das reformas da Previdência e tributária e do controle das contas públicas. Do que falam pode-se entender o esboço de um programa de governo. Como os dois não negam suas pretensões e o desejo de chegar à Presidência da República, torna-se mais claro, a cada dia, a tentativa de ocupar o espaço no campo político liberal do governo, que alguns chamarão de centro-direita. Eles sabem que uma chapa Meirelles-Maia teria grande chance de receber apoio de parte do mercado e do setor produtivo. Haveria dificuldades para conquistar a Fiesp, que faz oposição forte a Meirelles e tende a apoiar o governador Geraldo Alckmin, do PSDB.

Via Veja

O deputado cassado Eduardo Cunha está prestes a firmar acordo de delação premiada com a Procuradora-Geral da República. De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, Cunha entregou à PGR um calhamaço com aproximadamente oitenta anexos. Os arquivos fazem parte do ‘cardápio’ que promete contar em seus depoimentos.

A publicação destaca que o material inclui informações sobre cerca de oitenta deputados. No entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, devolveu o material. A informação é de que Janot teria certeza de que Cunha está protegendo aliados, sobretudo políticos do Rio de Janeiro.

Maia preocupado – A delação do ex-deputado Eduardo Cunha preocupa muita gente. Entre eles está o atual presidente da Câmara dos Deputados – e sucessor do presidente Michel Temer -, Rodrigo Maia. Segundo reportagem da revista Veja, Maia será um dos nomes citados no depoimento de Cunha.

A publicação apurou com pessoas próximas ao ex-deputado que Maia aparece na delação como sendo o intermediário em assuntos de interesses empresariais da máquina pública. Além disso, ele aparece como sendo o destinatário de recursos provenientes de origem ilícita. A delação não será uma surpresa para Maia. Na última semana, Cunha enviou um amigo em comum para alertar o deputado de que ele “também seria lembrado”.

A piada é velha, mas atual. Após vários mandatos, o presidente deixa o poder e volta para casa. Estanca diante da porta cerrada mas não trancada. Espera horas. Desaprendera a usar a maçaneta. Temer provou que, quando precisa, consegue girá-la sozinho. Na terça à noite, abriu caminho sem ajuda de serviçais nem do anfitrião e adentrou a casa de Rodrigo Maia, em cena flagrada pelos repórteres Naomi Matsui e Sérgio Lima. Foi encorajador. Agora, só falta Temer demonstrar que também é capaz de sair de palácios e residências oficiais por conta própria. Tudo indica que essa parte do aprendizado será mais difícil, e custará extremamente caro – não para o aprendiz, é obvio.

Por Pedro do Coutto

Manchete principal da edição de O Globo deste sábado e matéria também de grande destaque no Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, a área econômico-financeira do país – reportagem de Ana Paula Ribeiro, João Sorima Neto e Luciane Carneiro – começa a aceitar a transferência de poder de Temer para Rodrigo Maia, como caminho mais favorável ao atual panorama político do Brasil.

O afastamento do mercado do governo atual retira uma das principais bases de apoio que ainda sustentava o Planalto. Essa movimentação política, inclusive de acordo com Gustavo Uribe, Daniel Carvalho e Talita Fernandes, Folha de São Paulo, motivou até setores governistas que passaram a admitir o afastamento de Michel Temer do poder, mas a permanência da equipe econômica do Ministro Henrique Meirelles numa administração Rodrigo Maia.

DÍVIDA PÚBLICA – O principal ponto de vista dessa corrente governamental projeta-se na manutenção de Henrique Meirelles à frente da Fazenda. Com o afastamento do mercado, principalmente do sistema bancário, que é o principal credor da dívida pública brasileira, que já atinge, como escrevemos recentemente neste site, quatro 4,6 trilhões de reais, incluindo débitos dos Estados, Municípios e estatais, o presidente fica isolado, contando com o apoio apenas de deputados e senadores em margem restrita, ao contrário da maioria que o sustentava a partir do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O atual governo vem sofrendo um processo de diluição através do qual perdeu, acredito, pelo menos 70% de seu poder e de sua base de apoio. Verifica-se esse processo inclusive pela iniciativa da direção nacional do PSDB, hoje nas mãos do Senador Tasso Jereissati, para que a legenda afaste-se da coligação que constituia a base parlamentar do Executivo.

AGRAVAMENTO – O processo crítico ainda tende a se agravar mais, a partir da delação anunciada do ex-deputado Eduardo Cunha. Portanto, em seu retorno de Hamburgo, na realidade Michel Temer encontrou um cenário ainda pior daquele que deixou ao viajar para a Conferência do G 20.

Sua manutenção no Planalto está praticamente por um fio. Sem maioria parlamentar, sem apoio do mercado, na véspera do relatório de Sérgio Zveiter sobre a denúncia de Rodrigo Janot, o atual  presidente da República ingressou no seu crepúsculo político. O Palácio Alvorada parece que terá em breve um novo ocupante.

nov 16
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