Ao participar ontem de seminário promovido pela Folha de São Paulo e Confederação Nacional da Indústria, o deputado Rodrigo Maia afirmou que votará contra o projeto Paulo Guedes de criar uma nova “CPMF” disfarçada na capa de outro nome, mas cujos efeitos seriam um aumento de imposto atingindo a população de modo geral e as atividades da indústria, comércio e dos serviços. Rodrigo Maia sustenta que o tributo sobre comércio eletrônico é uma forma disfarçada de aumentar a contribuição fiscal, e o nome pode ser uma sigla inglesa, para enrolar a sociedade. PERGUNTA EM ABERTO – Maia assinalou que o PIB está em torno de 7 trilhões de reais ao ano. Portanto, indagou, para que cobrar de todos mais 600 bilhões de reais, 9% do PIB?  Na Folha de São Paulo a reportagem é de Danielle Brant e Mayara Paixão. Em O Globo a matéria é de Jéssica Moura. Com as afirmações que fez, Rodrigo Maia não antecipou somente o veto do Legislativo ao novo tributo. Antecipou também sua nova ruptura com Paulo Guedes ampliando seu distanciamento do governo Bolsonaro.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a oposição ao governo no Congresso já deixaram claro que entrarão com pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

Nas primeiras conversas entre os parlamentares oposicionistas foram elencadas pelo menos três acusações:

1 – Deu ordem ao ministro da Justiça (que não aceitou cumprir) de designar dirigentes da Polícia Federal que permitissem se acesso do Planalto a relatórios de inteligência e investigações;

2 – Cometeu falsidade ideológica ao expedir ato de exoneração “a pedido” do diretor-geral da Polícia Federal, sem que este houvesse pedido;

3 – Ameaçou a saúde pública ao promover desobediência publica as recomendações de isolamento do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde em relação à pandemia do novo coronavírus.

Outras ainda podem aparecer.

Mas a ironia da história é que caberá a decisão sobre o prosseguimento do processo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Foi contra Maia que Bolsonaro, há poucos dias, lançou sua ira, convocando um achincalhe público da claque bolsonarista em manifestações de rua.

Por Pedro do Coutto

Numa entrevista a Bruno Goes e Eduardo Bressiani, edição de ontem de O Globo, o deputado Rodrigo Maia afirmou que a reforma previdenciária por si só não vai resolver nada e que o governo está caminhando para um colapso social.  Essa entrevista, a meu ver, vai repercutir a fundo no meio político, e não só neste meio, também no meio econômico, espaço que pertence ao Ministro Paulo Guedes.

Quanto ao conteúdo, as colocações do presidente da Câmara tornam-se muito importantes. Principalmente quando ele acentua que o Poder Executivo não tem uma agenda formulada e nesse passo está caminhando para um colapso social.

RELAÇÃO – Tendo sido criticado nas manifestações de apoio ao Presidente Bolsonaro no dia 26, Rodrigo Maia ressalta que de sua parte espera uma relação com o governo à base do diálogo, de uma pauta construtiva que tire o Brasil do caminho em que está indo e, por isso, o trajeto não é bom. Defende que haja outras matérias importantes a serem votadas e não uma concentração do foco apenas na reforma previdenciária.

Na minha opinião, a entrevista assume a conotação essencial para a caminhada do país destinada a restabelecer um avanço econômico e social.

SEM AGENDA – Voltando a falar em colapso social, uma visão superimportante politicamente, Rodrigo Maia acrescentou que a perda da expectativa do mercado não tem relação com a reforma da Previdência, mas sim com as sinalizações confusas que o governo apontou nos últimos quinze dias.

Ressaltou estar faltando uma agenda para o Brasil, porque a Previdência Social é muito menos ampla do que uma agenda realmente pode oferecer ao país e a opinião pública. Tampouco a emenda constitucional voltada para a Previdência não resolve os desafios da educação, do médico no hospital e também quanto a produtividade nos setores público e privado. Além desse elenco, o presidente da Câmara Federal acentua ser fundamental a retomada do desenvolvimento econômico.

A entrevista, a meu ver , passou a constituir uma peça política de rara importância para que o presidente Jair Bolsonaro possa conduzir sua equipe e o país para um patamar básico para os desafios econômicos e sociais com os quais todos nós nos defrontamos.

Politicamente, para Rodrigo Maia não interessa a hipótese de o projeto de Emenda Constitucional enviado pelo presidente Jair Bolsonaro ser aprovado integralmente, pois nesse caso o plenário da Câmara perderia força própria no plano legislativo e deixaria ainda mais a impressão de que tudo o que o Palácio do Planalto impõe é obedecido totalmente. Assim, a Câmara dos Deputados seria transformada num ramal da via em que transitam Bolsonaro e Paulo Guedes. No entanto, ao emendar a proposição o Legislativo demonstra independência e com isso, melhoraria a imagem do Parlamento junto à opinião pública.

O DEM se mostrou o grande protagonista nas eleições das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O partido conquistou a presidência das duas câmaras legislativas do Congresso Nacional.

Ontem, o DEM conseguiu reeleger o deputado Rodrigo Maia para a Câmara. Hoje, o partido conquistou o Senado com Davi Alcolumbre.

O DEM é o partido do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que foi um dos grandes articuladores dos dois pleitos, mas, principalmente, na de Davi.

Fortalecido com as duas presidências das duas câmaras legislativas, o DEM pode ser o “fiel da balança” na aprovação de projetos importantes para o governo Bolsonaro.

Daniel Marenco e Manoel Ventura – O Globo

O presidente Jair Bolsonaro enviou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um bilhete perguntando se o senador Fernando Collor (PTC-AL) será candidato à Presidência do Senado. Sentados lado a lado, os dois participaram, na noite desta sexta-feira, da posse de 16 novos procuradores federais.

Enquanto os novos procuradores subiam no palco para pegarem seus diplomas, Bolsonaro pegou um papel em cima da mesa, escreveu a mensagem e a deu para Rodrigo Maia. Os dois trocaram olhares e riram. Maia, então, devolveu o papel ao presidente, que o guardou. Quando Bolsonaro deixou a cerimônia, antes do fim do evento, os dois voltaram a conversar ao pé do ouvido Procuradas, as assessorias de Maia, Bolsonaro e Collor, não responderam.

Até o momento, as candidaturas em discussão no Senado são de Renan Calheiros (MDB-AL), Major Olímpio (PSL-SP), Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jeiressati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Angelo Coronel (PSD-BA), Esperidião Amin (PP-SC) e Alvaro Dias (PODE-PR).

Na Câmara, Maia é candidato à reeleição no comando da Casa com apoio do PSL, partido de Bolsonaro.

11
jan

Ponto de Vista

Postado às 10:51 Hs

O equilibrista

Por Arthur Cunha

Imaginem uma corda bamba de circo onde um artista circense tenta atravessar de um lado para o outro, passando por vários percalços; ora mais tranquilo, ora ameaçando cair. Mas sempre com a certeza de que vai chegar triunfante no final da linha. Transpondo para a política nacional, podemos definir essa metáfora como a trajetória recente do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que, depois de muita especulação, está próximo de ser reeleito, ganhando a corrida por um dos cargos mais importantes da República.

Com a iminência de receber em breve o apoio do bloco de 69 deputados, formado pelo PSB, PDT e PCdoB; Maia vai ultrapassar com folga a maioria necessária de 257 votos, vencendo o pleito contra Fábio Ramalho sem precisar de segundo turno. Uma vez reconduzido à cadeira, o deputado carioca terá um imenso poder em suas mãos, digno de fazer frente à caneta de Jair Bolsonaro, controlando todo o ritmo em que as pautas definidoras do futuro da nação serão votadas.

Rodrigo Maia é uma espécie de equilibrista. Jeitoso, sabe o timing certo de fazer suas movimentações. Em um momento, acena para o novo presidente e seu PSL seco por cargos e relevância política; no outro, conversa com lideranças de centro esquerda como se fossem velhos aliados. Nessa pisada, já tem o apoio de 12 partidos: PSL, PSD, PR, PRB, PSDB, DEM, SD, Podemos, PPS, PROS, PSC e Avante. Juntas, essas siglas já lhe garantiram, em tese, 262 votos.

Contra o atual presidente da Câmara, argumentam parlamentares de mandato, pesaria o fato de que os futuros deputados, muitos eleitos na onda das redes sociais, não assegurariam o apoio à reeleição de Maia com receio da opinião pública. O fato é que, costurando com gregos e troianos, negociando cargos na Mesa e em comissões, Rodrigo Maia segue na dianteira e já enxerga a linha de chegada bem clara à sua frente.

Articulação – Se confirmada a vitória de Maia, Pernambuco terá tido um papel importante na articulação. É daqui um dos melhores amigos do presidente da Câmara, o deputado Fernando Monteiro, seu cabo eleitoral. Também pernambucano, o líder do PSB, Tadeu Alencar, está à frente das conversas do partido com o candidato. O governador, inclusive, já avalizou o nome de Maia.

Rodrigo Maia conseguiu selar um importante apoio à sua candidatura à reeleição à presidência da Câmara: o apoio do PSL de Jair Bolsonaro, dono de uma bancada de 52 deputados.

Maia e Luciano Bivar, o presidente do partido, tiveram uma longa reunião na manhã desta quarta-feira(02), em que foi acertado o apoio.

Bivar conseguiu de Maia a promessa de que as pautas prioritárias de Bolsonaro relativas às reformas serão pautadas com urgência. Conseguiu mais: o PSL ficará com uma das vagas na mesa da Câmara e com as presidências de duas das mais importantes comissões da Câmara, a CCJ e a Comissão de Finanças e Tributação

Lauro Jardim – O Globo

Interessada em reeleger Rodrigo Maia (RJ) presidente da Câmara, a cúpula do DEM também faz acenos explícitos a Bolsonaro. O presidente da sigla, ACM Neto, foi ao Rio, nesta segunda (29), conversar com integrantes do núcleo duro da equipe do próximo mandatário.

Esses gestos enfáticos, porém, também dividem o grupo que alçou Maia ao comando da Casa.

Um dirigente de partido aliado diz que o presidente da Câmara deveria saber que pode, sim, se manter no cargo sem o apoio do PSL de Bolsonaro, mas que sem o centrão ele não terá chances. (FSP)

O clima esquenta entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ao chegar agora há pouco à Câmara, Maia disparou contra o ministro, que defendeu, ontem, aumento de impostos para compensar a redução do óleo diesel.

“Não vai ter [aumento de imposto], porque isso é uma democracia e ele [ministro da Fazenda] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável. No momento de crise, ele vem falar em aumento de imposto. Ele sabe muito bem que dentro do Congresso não haverá aumento de imposto. Ele está colocando “gasolina”, que o governo tem, na sociedade brasileira. Ele deveria ter proposto algumas saídas”, disparou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, subiu o tom, agora pela manhã, contra o presidente Michel Temer. Maia criticou a postura do governo em querer aumentar impostos para compensar baixa no óleo diesel.

“Não adianta falar só para os investidores. Acho que o que falta ao governo é falar mais para os brasileiros. Enquanto eu for presidente da Câmara, não vai votar nenhum aumento de imposto”, ressaltou.

Rodrigo Maia sugeriu que o governo use o excesso de arrecadação dos royalties, que neste ano, segundo Maia, está estimado em 40 milhões de dólares.

 

 

14
abr

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 12:49 Hs

  • Nelson Padovani, deputado pelo PSDB do Paraná, disse a O Antagonista que a penitenciária federal de Catanduvas é “o lugar ideal para o Lula”.“Lá é uma cidade pequena e poderá acomodar muito bem esses visitantes que não têm o que fazer. Levem logo o Lula para um lugar onde ficam bandidos de alta periculosidade.” O parlamentar acrescentou: “Curitiba não é lugar para circo. O circo pode ir para o interior.”
  • Presentes na lista dos 23 senadores investigados na Lava Jato, José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) precisam ser reeleitos para manterem a prerrogativa do foro privilegiado e não terem seus processos enviados à primeira instância.
  • No campo nacional, Rodrigo Maia só será candidato ao Planalto se crescer. Caso contrário, o DEM indicará um nome para a vice de um aliado –Geraldo Alckmin (PSDB) torce pelo segundo cenário. Nos dois casos, o acordo com o PP prevê que os progressistas vão liderar o bloco para tentar eleger o novo presidente da Câmara. Nesse cenário, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) seria o favorito. A ideia de filiar e lançar o ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência pelo SD foi gestada na residência do atual presidente da Câmara. Maia avaliou que era preciso levar Aldo para o seu campo, tirando-o do PSB.
  • Lula deve passar seis anos em regime fechado.É a conta de criminalistas ouvidos pela Folha de S. Paulo. “Sergio Moro vai julgar o ex-presidente no caso do sítio de Atibaia e no do terreno do Instituto Lula, nos quais é acusado pelos mesmos crimes do caso do tríplex: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se as penas forem parecidas à primeira, de 12 anos e 1 mês, o petista somará cerca de 36 anos de prisão. E terá que cumprir um sexto dela em regime fechado”.
  • A Executiva Nacional do PSOL se posicionou contra a filiação do advogado potiguar Fábio Hollanda ao partido. Fábio deixou o Avante e, a partir de articulação do vereador de Natal, Sandro Pimentel (PSOL), e do presidente do partido no RN, Danniel Morais, se filiaria ao PSOL.Dirigentes e militantes da partido entraram com recurso coletivo contrário à filiação junto à direção nacional justificando que a filiação seria ‘incoerente’ já que Fábio Hollanda já foi filiado ao PSDB, foi secretário de um governo do DEM, foi presidente do PTdoB (atual Avante)… Até o fato de Fábio Hollanda ter advogado para o ex-governador Fernando Freire, que um dia foi do PFL, e está preso, contou na hora da decisão. A filiação foi barrada com 12 votos favoráveis ao recurso, dois votos contrários e uma abstenção.
  • A senadora Fátima Bezerra (PT) tem mostrado desequilíbrio ao defender desesperadamente o ex-presidente Lula (PT), preso após ser condenado em segunda instância por corrupção. Se concentrasse sua energia na pré-candidatura ao governo, poderia estar muito à frente dos adversários. Aguardemos…
  • A festa continua. Como diz a Folha de São Paulo, José Dirceu “pode ser preso até o fim da próxima semana. Os embargos apresentados por ele no TRF-4 serão julgados na quinta-feira. Se negados, a detenção pode ser imediata”.

Nas últimas sucessões presidenciais, sempre que tratavam da formação de alianças, os tucanos estufavam o peito como uma segunda barriga para anunciar, antes de qualquer negociação, que dispunham de um parceiro cativo: o DEM. Pois bem. Na quinta-feira, o DEM lançará seu próprio candidato ao Palácio do Planalto: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Além de lidar com um problema velho –a falta de unidade do PSDB— o tucano Geraldo Alckmin se depara com um desafio novo: antes de seduzir o eleitor, ele precisa convencer o mundo da política de que vai conseguir levantar voo. Depois do flerte infrutífero de Fernando Henrique Cardoso com Luciano Huck, o lançamento da candidatura de Rodrigo Maia é a principal evidência da debilidade política de Alckmin.

Espremido à direita por Jair Bolsonaro e à esquerda pelo poste a ser patrocinado pelo inelegível Lula, Alckmin tem dificuldades para montar uma coligação partidária que lhe forneça um palanque eletrônico confortável. Rodrigo Maia retira do cesto de alianças de Alckmin três partidos: o próprio DEM e as duas legendas que se associaram a ele: PP e Solidariedade. Pelas pesquisas, a chance de Maia presidir o país é muito pequena. Mas ele entra na disputa como candidato favorito a bagunçar um pouco mais o projeto eleitoral de Geraldo Alckmin.

Blog do Magno

O DEM planeja desembarcar do governo para lançar candidatura própria ao Planalto em 2018. Na convenção do dia 6 de fevereiro, o partido irá consolidar sua disposição de apresentar um nome na disputa e se posicionar como independente.

O preferido é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Demistas avaliam que ele teria mais chances de competir com outros candidatos do centro, campo disputado hoje pelo tucano Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles (PSD).

E querem dissociar seu candidato do nome apoiado pelo Palácio do Planalto. Enquanto isso, a saída do ministro Mendonça Filho (Educação) não será imediata e pode se arrastar até abril, quando ele se desincompatibiliza para concorrer às eleições. O DEM não indicará substituto.

Já o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o senador Ronaldo Caiado (GO), almoçaram ontem, em Salvador, com Rodrigo Maia em mais uma tentativa de convencê-lo a disputar o Planalto. Ele resiste.

Por Marcelo Mafra

No início da votação, percebia-se como estava o rosto de Rodrigo Maia, pálido e tenso, de uma forma estranha e muito diferente das expressões que sempre exibe nas sessões de plenário. Com a divulgação dessa situação médica em relação ao Temer, parece então que Rodrigo Maia foi avisado de mais detalhes da situação. Uma renúncia, um impedimento ou um afastamento de Temer, que o faça assumir o cargo, prejudicaria também a ele (Rodrigo Maia), que tem o seu final de mandato como deputado federal em 2018.

E o que ele iria fazer? Concorrer novamente a deputado federal? Estará ocupando o cargo de presidente da República e ao mesmo tempo será candidato a deputado federal?

MUITAS DÚVIDAS – Pode ocupar tal cargo no Poder Executivo e se candidatar para cargo no Poder Legislativo? Se pudesse, terá tempo para fazer campanha eleitoral? Achará melhor se desincompatibilizar do cargo de presidente da República? Poderá fazê-lo?

Se Maia substituir Temer e depois se desincompatibilizar, o próximo na linha de substituição seria o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, que foi eleito em 2011, e que está, portanto, também em seu último ano de mandato e vai querer concorrer novamente para algum cargo (senador? Deputado federal? Governador?)

Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira vão deixar o cargo de presidente da República para a próxima na linha de substituição, a ministra Cármen Lúcia? E a presidência do STF? Ficará para Dias Toffoli?

27
out

Eleições 2018: Procura-se candidato

Postado às 9:51 Hs

O deputado Rodrigo Maia quer influir na sucessão presidencial. Animado com as negociações para inflar o DEM, ele sonha em tirar o partido do velho papel de coadjuvante dos tucanos. Para isso, busca um candidato capaz de liderar a centro-direita em 2018. O líder das pesquisas é o ex-presidente Lula, que ensaia uma guinada à esquerda. Em segundo lugar aparece o deputado Jair Bolsonaro, porta-voz de uma direita radical que nunca chegou ao poder pelo voto. O deputado recebeu a Folha nesta quinta (26), em sua residência oficial em Brasília. Cotado para disputar o governo do Rio e até a Presidência da República, ele disse que tentará a reeleição em 2018: “Sou candidato a deputado federal. Sei o meu tamanho”.
Não foi com grande vantagem, mas Rodrigo Maia largou à frente de Michel Temer na maratona que vai definir quem conduzirá a agenda de recuperação econômica do país até meados de 2018. Enquanto o presidente da República concedia, em troca de apoio, cargos no governo, emendas parlamentares e acesso à máquina federal em ano de eleição, entre outras benesses, o chefe da Câmara estimulava deputados da base aliada a darem a Temer uma vitória pífia, que obrigaria o Palácio do Planalto a permanecer refém das barganhas do Congresso. E o resultado de apenas 251 votos favoráveis a Temer — menos da metade dos 513 que compõem a Casa — deu ao deputado inequívoca vantagem.

Minutos depois das 17h (horário de Brasília), o plenário da Câmara dos Deputados registrou a presença de 342 deputados, o número mínimo para que se inicie o processo de votação de denúncia contra o presidente Michel Temer.

Assim que o número foi atingido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a votação de um requerimento que pedi a retirada da denúncia de pauta e deu início ao processo de votação, com as falas de líderes contra e a favor da denúncia.

Minutos depois de iniciada a votação, parlamentares de oposição, que estavam evitando registrar presença na tentativa de que o quórum não fosse atingido, entraram no plenário, que em poucos minutos já tinha mais de 370 deputados.

Fonte: O Globo

Fatura subiu mais: agora cargos e mais alguma coisa.

O presidente tem se comprometido pessoalmente com alguns parlamentares da base aliada, mas tem cobrado fidelidade, sobretudo em relação à agenda pós-denúncia. Interlocutores de Temer asseguram que o peemedebista procura, nesta reta final de governo, se cercar de parlamentares que deem segurança e garantia de que continuarão com o governo até o fim. “Alguns parlamentares dizem que estão com o governo, mas dão sinais de insatisfação. Não existe isto, de ser a favor do governo e contra o presidente”, diz uma fonte palaciana.

“Agora é a hora da verdade. Se quer estar com o presidente, tem que se comprometer. Não vamos aceitar que se abstenha e venha cobrar alguma coisa”, alerta outro aliado de Temer.

Um outro grupo, além de cargos e emendas, quer mais. Aliados de Rodrigo Maia duvidam que Temer conseguirá mais de 250 votos em plenário e a governabilidade estaria comprometida. Para isso, sugerem que o peemedebista se comprometa a dar mais espaço no governo para os presidentes da Câmara e do Senado.

“Seria uma forma de parlamentarismo branco. O Temer não tem mais o apoio do Congresso e o país não pode ficar parado até 2019. A ideia é um gabinete compartilhado, no qual Temer, Maia e Eunício (Oliveira, presidente do Senado) tomem juntos as decisões, principalmente, em relação à área econômica”, explica um deputado defensor da ideia.

(Do Correio Braziliese e AE)

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