14
jan

Segunda divisão

Postado às 12:41 Hs

Diante do novo rebaixamento da nota de crédito brasileira, nenhum observador da economia nacional terá se chocado com outro lembrete de que o Orçamento do governo não só continua a se deteriorar como padece de males crônicos.

No curto prazo, não se trata de muito mais que um alerta, de resto ocioso. Mas, num eventual momento futuro de turbulência, o país estará fragilizado. São mais do que sabidos os motivos pelos quais a agência Standard & Poor’s considerou que o Brasil é hoje uma escolha mais arriscada para investimentos.

A dívida pública permanece em alta contínua, tendo atingido o equivalente a 74% do Produto Interno Bruto pelos critérios do Banco Central (na metodologia do Fundo Monetário Internacional, 82%). É o maior patamar entre as principais economias emergentes. Tal escalada só será contida dentro de alguns anos, à medida que a receita de impostos cresça e a despesa federal se mantenha congelada, conforme o teto inscrito na Constituição. Este, porém, só será viável com a reforma da Previdência, hoje aposta incerta.

Se é verdade que herdou um caixa destroçado, o governo Michel Temer (MDB) também cometeu erros que ora tornam ainda mais difícil a administração das contas. Ainda em 2016, estimou de modo imprudente que haveria aumento da arrecadação. A seguir, concedeu alegremente reajustes salariais generalizados aos servidores.

Foram parcos, ademais, os avanços em privatizações e concessões, que tanto remediariam a receita como poderiam favorecer investimentos e eficiência. Depois do escândalo provocado pela delação da JBS, o presidente teve de dar prioridade à salvação de seu mandato, em detrimento da agenda reformista. Projetos de renúncia fiscal e outros favores prosperaram no Congresso, enquanto o redesenho da Previdência foi sendo desidratado e adiado.

Esgota-se o estoque de remendos e improvisos. É provável que em 2019 o governo fique incapaz de cumprir a regra constitucional que veda cobrir despesas correntes -pessoal, custeio e juros- com mais endividamento. O rebaixamento da nota de crédito pode não ter efeitos notáveis no momento. As condições presentes da economia mundial, que oferece crédito abundante e barato, dão tranquilidade ao país. Será grave erro, porém, tomar por duradouro esse conforto.

Este governo e os partidos aliados, assim como os candidatos a governar o Brasil no ano que vem, fariam bem em assumir compromissos para evitar que a próxima administração esteja fadada a gerenciar a recidiva da crise.

Folha de S.Paulo – EDITORIAL

Blog da Andréia Sadi

O presidente Michel Temer chamou, hoje, ao Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A conversa é a primeira realizada pessoalmente entre os dois após a agência Standard & Poors rebaixar a nota brasileira nesta semana.

O presidente não gostou da declaração de Meirelles responsabilizando o Congresso pela não aprovação de medidas de ajuste pelo Congresso. Rodrigo Maia criticou a declaração do ministro e falou com Temer sobre o assunto.

Na avaliação de Temer e Maia, Meirelles “’errou o tom” das críticas porque sabia que o Congresso não votou as medidas do ajuste fiscal do governo em razão de estar às voltas com as duas denúncias contra o presidente.

Veja/Por: Geraldo Samor

Não há nada que seja tão ruim que não possa piorar. Exemplo: a economia brasileira. Pela segunda vez em cinco meses, a agência de risco Standard & Poor’s cortou a nota de risco do Brasil, pressionando o dólar e enfraquecendo a Bovespa no final da tarde desta quarta.

Em setembro, a S&P já havia cortado a nota do Brasil para ‘junk’ (‘lixo’) e mantido a perspectiva para o risco brasileiro como ‘negativa’. O segundo corte veio hoje, com a agência dizendo: “Os desafios políticos e econômicos que o Brasil enfrenta continuam consideráveis, e nós agora esperamos um processo de ajuste mais prolongado — uma correção mais devagar na política fiscal e também mais um ano de contração econômica

Na semana seguinte à retirada do Brasil do selo de bom pagador pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, estimativas de economistas ampliaram a previsão de retração do PIB de 2,44% para 2,55% em 2015.

As informações fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente com base em pesquisa entre economistas feita pelo Banco Central.Com isso, a previsão de queda do PIB teve alta de 0,54 ponto percentual em apenas quatro semanas.

Nesse meio tempo, além da perda do grau de investimento, também foi divulgada a queda de 1,9% do PIB no 2º trimestre, o que também contribuiu para o aumento do pessimismo.Para 2016, a expectativa é de retração de 0,60%, ante 0,50% há uma semana. Há um mês, esperava-se retração de apenas 0,15%.

 

09
set

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 20:08 Hs

* * * Caso o governo aumente mesmo a Cide da gasolina de 0,10 centavos para 0,60 centavos, aumentará sua receita em 15 bilhões de reais. Beleza. Em compensação, o preço da gasolina na bomba vai subir algo como 21%, de acordo com estimativa do consultor Adriano Pires. Imagine-se o impacto inflacionário da medida. ( Lauro Jardim ) * * *

* * * Pelo menos 89% dos brasileiros dizem estar em dificuldade para quitar suas dívidas. Para solucionar seus problemas de endividamento, 20% dos entrevistados disseram ter vendido algum bem nos últimos 12 meses. Em parte, isso é explicado pela percepção de queda da renda com perda do poder de compra, apontados pelo estudo Retratos da Sociedade Brasileira – Renda e Endividamento, divulgado hoje (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros consideram que sua renda diminuiu nos últimos 12 meses. Deste total, 22% avaliam que a renda caiu muito e 20% dizem acreditar que a renda diminuiu pouco. No mesmo período, 59% perceberam piora no poder de compra. * * *

* * * O Brasil perdeu nesta quarta-feira o selo de bom pagador na agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A S&P reduziu a nota brasileira de BBB- para BB+, o que tira o país da lista dos países considerados “investment grade” (ou “grau de investimento”) e o coloca entre os “especulativos”. Além de retirar do Brasil o grau de investimento, a S&P sinalizou que pode colocar o Brasil ainda mais para dentro do território especulativo ao manter a perspectiva negativa para a nota brasileira. “Os desafios políticos do Brasil continuam a aumentar, pesando sobre a capacidade e a vontade do governo em apresentar um orçamento para 2016 ao Congresso coerente com a correção política significativa sinalizada durante a primeira parte do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff”, diz a agência. Em agosto, a Moody’s rebaixou a nota de crédito do país para Baa3, último grau dentro da faixa considerada grau de investimento. A agência também alterou a perspectiva da nota de “negativa” para “estável”. No caso da Fitch, o Brasil está dois degraus acima do chamado grau especulativo. * * *

28
jul

DÓLAR DISPARA E BATE OS R$ 3,43

Postado às 21:10 Hs

O dólar ampliou a alta a 2% e chegou a bater 3,43 reais na máxima do dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) piorar a perspectiva do Brasil para “negativa”, em meio a preocupações com a situação fiscal brasileira e o cenário político conturbado. Às 14h, o dólar avançava 1,51%, a 3,4140 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda americana atingiu 3,4353 reais, com alta de 2%. Nas últimas quatro sessões, o dólar acumulou valorização de 6%.

A agência, que já tem a nota do Brasil no último degrau antes de perder o grau de investimento, argumentou que sua decisão vem da série de investigações de corrupção envolvendo empresas e políticos, que pesam cada vez mais sobre os cenários econômico e fiscal brasileiros. Informou ainda que o país enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras.

Investidores já vinham demonstrado preocupação com a possibilidade de o Brasil perder seu grau de investimento, após cortes nas metas fiscais do governo deste e dos próximos anos surpreenderem e decepcionarem os mercados financeiros.

Outro fator importante para os próximos passos do dólar é a reunião do Federal Reserve, banco central americano, que termina na quarta-feira. Sinalizações de que o Fed caminha para elevar os juros ainda neste ano podem servir de gatilho para a moeda norte-americana dar mais um salto, afirmaram operadores, uma vez que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados no Brasil.(Veja/Com agência Reuters)

31
jul

* * * Quentinhas… * * *

Postado às 9:21 Hs

* * *Joaquim Barbosa deixará formalmente o STF nesta quinta-feira (31). Ele havia anunciado a aposentadoria em 29 e maio. Mas saiu em férias. A seu pedido, o ato de desligamento só será publicado no Diário Oficial da União agora, na véspera do encerramento do recesso do Judiciário. Vai à poltrona de presidente do STF o ministro Ricardo Lewandowski, atual vice-presidente da Corte. A ascensão já está acertada. Mas não é automática. Terá de ser ratificada pelos ministros do Supremo em votação secreta a ser realizada na sessão desta sexta-feira (1º).(Josias de Souza) * * * 

* * * A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s declarou nesta quarta-feira a dívida da Argentina em categoria de moratória seletiva (Selective Default, no termo em inglês), rebaixando-a de sua posição anterior, CCC-. Até às 18h30 desta quarta (horário de Brasília), o país não havia depositado o pagamento aos detentores de seus títulos renegociados em 2005 e 2010, e que haviam sido alvo de calote em 2001. Segundo a S&P, a Argentina não honrou o pagamento de 539 milhões de dólares em juros sobre os bônus reestruturados que vencem em 2033. O pagamento deveria ter sido feito em 30 de junho, mas o país recebeu prazo extra de 30 dias para conseguir renegociar a dívida com seus credores. O prazo termina, na prática, às 19 horas (horário de Brasília), que corresponde à hora de fechamento dos bancos americanos que devem receber os pagamentos. Os representantes da Argentina estão em reunião com o mediador do impasse, Daniel Pollack, desde meio-dia, mas ainda nenhum acordo foi anunciado. Com a nota de default, o país perde acesso aos mercados internacionais e pode ter seus bens no exterior confiscados por credores. * * *

* * * O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse ontem  (30), em entrevista coletiva, que, se for eleito, reduzirá pela metade o número de ministérios em seu governo e extinguirá pelo menos um terço dos cargos comissionados existentes hoje. Segundo ele, isso não significa que todas as áreas atendidas pelos 39 ministérios atuais não sejam importantes, mas sim que precisam ser “desburocratizadas”. “Existe um grupo trabalhando no redesenho do Estado brasileiro, comandado por aquele que eu considero o mais eficiente gestor público, o ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia. Estamos conversando para redesenhar o Estado brasileiro”, disse o candidato, sem antecipar quais ministérios serão cortados. Segundo Aécio, pelo menos um terço dos ministérios pode ser extinto “imediatamente”, de modo a reduzir “o gigantismo do Estado” e melhorar a gestão pública. Além disso, ele disse que, nas áreas em que for possível, vai estabelecer regime de metas aos funcionários públicos para estimular a melhor prestação de serviços públicos. “O meu governo será o da meritocracia e da eficiência.” * * *

jul 21
sábado
04 43
ENQUETE

Você acha que o brasileiro acostumou-se com a Corrupção ao longo do tempo ?

Ver resultado parcial

Carregando ... Carregando ...
PREVISÃO DO TEMPO
INDICADOR ECONÔMICO
31 USUÁRIOS ONLINE
Publicidade
  5726268 VISITAS

Facebook

Twitter

Instagram