O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que as alterações feitas nas regras de imigração do País, publicadas nesta sexta-feira, 26, não “muda a generosidade da lei brasileira com imigrantes ou refugiados” e mantém proibida a expulsão de estrangeiros por “opinião política”. O ministro diz que a nova redação, que permite a deportação sumária, só acelera a expulsão de suspeitos considerados “perigosos”. O posicionamento de Moro ocorre após Associação Brasileira de Imprensa (ABI) afirmar que medida era uma tentativa de “intimidar” o jornalista americano Glenn Greenwald, editor do The Intercept Brasil e responsável por publicar supostas mensagens vazadas por hackers.

Por Carlos Newton

Os repórteres Fausto Macedo e Andreza Matais, do Estadão, informam que Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, preso nesta terça-feira, dia 23, por suspeita de hackear centenas de autoridades, revelou firmou ter dado ao jornalista Glenn Greenwald acesso a informações capturadas do aplicativo Telegram.

A informação desmente o que vem afirmando Greenwald, cujo site The Intercept Brasil, tem divulgado desde 9 de junho mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, relativas ao período em que ele era juiz do caso em Curitiba.

FONTE ANÔNIMA – Desde o início das publicações, o jornalista norte-americano vem sustentando que recebeu de fonte anônima o conteúdo das mensagens entre celulares. E a defesa do Greenwald continua afirmando que ele “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

Segundo os repórteres Fausto Macedo e Andreza Matais, a informação de que Walter “Vermelho” relatou ter contato com Greenwald foi confirmada ao Estadão por duas altas fontes da operação. Segundo elas, o hacker disse conhecer o jornalista, mas a reportagem não conseguiu confirmar se presencialmente ou se eles teriam tido apenas contato virtual.

CAUTELA – Os investigadores tratam o relato com cautela, uma vez que o hacker é apontado como estelionatário. Razão pela qual tudo o que ele informar será investigado, especialmente a partir da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do grupo, autorizada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília.

Em resumo, já se sabe que os hackers foram pagos – e muito bem pagos – para fazer o serviço. Agora o chefe da quadrilha revela que entregou a Greenwald o material, que o jornalista continua afirmando ter recebido de fonte anônima. Um dos dois está mentindo. Façam suas apostas, porque logo saberemos.

Via Folha de S.Paulo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chamou o procurador Deltan Dallagnol e demais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba para uma reunião em Brasília nesta terça (16). O encontro será para discutir o vazamento de conversas atribuídas ao grupo de investigadores e ao ministro da Justiça, Sergio Moro, quando era juiz da 13ª Vara em Curitiba.

A procuradora-geral deverá fazer uma defesa da operação e de sua importância para o combate à corrupção. Há previsão de que, após as tratativas, ela se manifeste institucionalmente em favor dos procuradores, possivelmente por meio de nota.

O afago de Dodge aos investigadores vem num momento em que ela tenta ser reconduzida ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro e também de forte desgaste para os membros da força-tarefa, cujas condutas vêm sendo postas sob questionamento com a divulgação de seus diálogos.

O teor das mensagens vem sendo publicado pelo site The Intercept Brasil e outros veículos, incluindo a Folha. As primeiras vieram à tona em 9 de junho, em reportagem do Intercept.

11
jul

Glenn fala hoje no Senado

Postado às 11:44 Hs

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vai receber, hoje, o advogado e jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, para uma apresentação sobre as revelações feitas pelo site a partir de vazamentos de supostas conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato.

O convite ao jornalista partiu do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sob alegação de que o conteúdo revelado “traz enorme preocupação no que diz respeito a uma possível interferência em processos, na contramão do princípio da imparcialidade, que deve balizar a conduta de membro do Ministério Público e do Poder Judiciário”. Essa será a segunda ida de Glenn ao Congresso para depor sobre os vazamentos. No mês passado, o jornalista participou de audiência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara

Na análise de algumas das principais lideranças do Congresso, Moro mantém força —mas está cada vez mais dependente de Jair Bolsonaro para seguir com perspectivas futuras de poder.

Por esse pensamento, houve uma inversão: Moro era fiador do governo. Agora, Bolsonaro virou fiador do ex-juiz, erguendo os braços dele em estádio de futebol e concedendo medalhas para ajudá-lo a enfrentar o escândalo das mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil.

A avaliação é ainda de que o ministro da Justiça não perde muito mais popularidade do que a já mensurada pela pesquisa XP/Ipespe —em janeiro, ele tinha 67% de avaliação positiva, contra 56% em junho. A imagem de juiz imparcial, no entanto, estaria irremediavelmente trincada.

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

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