Foto: ABIR SULTAN POOL/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse, neste domingo (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “cruzou uma linha vermelha” em suas declarações mais recentes sobre a guerra na Faixa de Gaza.

Durante a coletiva de imprensa que encerrou sua viagem à África, Lula disse que o Exército israelense comete genocídio contra os palestinos e fez alusão à matança de judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler.

“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, publicou Netanyahu no X (antigo Twitter).

Imagem: reprodução/X

“Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é cruzar uma linha vermelha. Israel luta pela sua defesa e pela garantia do seu futuro até à vitória completa e faz isso ao mesmo tempo que defende o direito internacional”, acrescentou o premiê.

Netanyahu, juntamente com seu ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, decidiram convocar o embaixador brasileiro em Israel para uma “dura conversa de repreensão”. Essa reprimenda deve acontecer nesta segunda-feira (19).

CNN Brasil

Foto: Twitter “X”/reprodução

Após a reunião desta quinta-feira (14) em São Vicente e Granadinas, os governos da Venezuela e da Guiana concordaram em continuar o diálogo sobre a disputa pelo território de Essequibo.

“A Venezuela e a Guiana manifestam a sua vontade de continuar o diálogo, para resolver a controvérsia em relação ao território de Essequibo”, informou a conta no X da Imprensa Presidencial Venezuelana. O acordo foi selado com um aperto de mão entre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente da Guiana, Irfaan Ali.

A Venezuela voltou a reivindicar o território de Essequibo, na fronteira entre os dois países, nos últimos anos após a descoberta de uma reserva com potencial para produção de cerca de 11 bilhões de barris de petróleo e gás offshore.

CNN Brasil

O presidente eleito Javier Milei (LLA) tomou posse como novo mandatário da Argentina, neste domingo (10/12), ao lado da vice, Victoria Villarruel. Às 11h em Buenos Aires — mesmo horário de Brasília —, os dois eleitos chegaram ao Congresso da Nação Argentina. O agora ex-chefe de Estado Alberto Fernández passou a faixa e o bastão presidenciais para Javier Milei, pouco antes das 12h, após o ultraliberal fazer o juramento à nação.

Em seguida, sob gritos de “liberdade, liberdade”, Milei assinou o termo de posse e se tornou oficialmente presidente da Argentina.

Logo depois, iniciou o primeiro discurso como chefe do Executivo. Milei falou da inflação que assola o país, apresentou dados sobre a economia, criticou antecessores e prometeu uma “nova era” no país.Ao lado do presidente empossado, Victoria Villarruel também fez o juramento à nação e assumiu o cargo de vice-presidente do país.

Na tarde deste domingo, está previsto o juramento dos ministros, que começa por volta das 17h30 na Casa Rosada. A transição do governo estará concluída com um evento de gala no Teatro Colón. Depois, haverá uma cerimônia na Catedral de Buenos Aires.

Quem representou o governo brasileiro no evento foi o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira. Compareceram à posse, ainda, o ex-presidente Jair Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Jorginho Mello.

Metrópoles

Foto: REUTERS/David ‘Dee’ Delgado

A Guiana formalizou um pedido de reunião ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a situação na região de Essequibo. A solicitação foi feita pela representação do país junto às Nações Unidas e agora será analisada pelo Equador, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em dezembro.

Assim, cabe ao Equador marcar uma data para que os quinze países-membros se reúnam. Normalmente, esses pedidos costumam ser atendidos em questão de dias — uma das principais funções do Conselho de Segurança é justamente se reunir em caso de urgência. Por isso, o órgão pode ser acionado a qualquer hora e em qualquer dia da semana.

Na reunião, os países-membros devem ouvir mais sobre a situação na região e, a partir disso, discutir quais medidas podem ser tomadas. Os representantes podem propor resoluções ou comunicados conjuntos que atuam como uma forma de pressão internacional sobre os líderes dos países.

CNN Brasil

O governo brasileiro ainda não informou a presença de Lula

A futura chanceler da argentina, Diana Mondino, se reuniu com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em Brasília, neste domingo (26). Após a reunião, ela concedeu entrevista a jornalistas e disse que a parceria com o Brasil vai continuar.

“Repito o que na Argentina já repeti muitas vezes: uma coisa é a crítica à ideologia e a outra é à pessoa. Isso é totalmente diferente. E temos que separar Estado, de governo, de pessoas. A parceria vai continuar, o melhor e o mais rápido que pudermos”, ponderou a chanceler.

Diana Mondino frisou, ainda, que Argentina e Brasil são “países-irmãos”. Segundo o Palácio Itamaraty, a futura chanceler entregou convite para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participe da posse de Milei, marcada para 10 de dezembro.

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, convidou o presidente Lula (PT) para sua posse por meio de um acarva enviada ao petista neste domingo (26). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, no texto, Milei fala em “trabalho frutífero” e “construção de laços”.

“Sei que o senhor conhece e valoriza cabalmente o que significa este momento de transição para o processo histórico da Argentina, seu povo, e naturalmente para mim e minha equipe de colaboradores que me acompanharão na próxima gestão do governo”, diz Milei no documento.

“Em ambas as nações temos muitos desafios pela frente e estou convencido de que uma troca nos campos econômico, social e cultural, baseada nos princípios da liberdade, nos posicionará como países competitivos em que seus cidadãos podem desenvolver ao máximo suas capacidades e, assim, escolher o futuro que desejam.”

“Em ambas as nações temos muitos desafios pela frente e estou convencido de que uma troca nos campos econômico, social e cultural, baseada nos princípios da liberdade, nos posicionará como países competitivos em que seus cidadãos podem desenvolver ao máximo suas capacidades e, assim, escolher o futuro que desejam.”

Na carta, Milei também diz esperar que a atuação conjunta entre os dois países se traduza em “crescimento e prosperidade para argentinos e brasileiros”. O presidente eleito encerra o documento com saudações de “estima e respeito” a Lula, esperando vê-lo na posse.

“Sabemos que nossos países estão estreitamente ligados pela geografia e história e, a partir disso, desejamos seguir compartilhando áreas complementares, a nível de integração física, comércio e presença internacional, que permitam que todo esta atuação conjunta se traduza, de ambos os lados, em crescimento e prosperidade para argentinos e brasileiros”, afirma.

“Desejo que o tempo em comum como presidentes e chefes de governo seja uma etapa de trabalho frutífero e construção de laços que consolidem o papel que a Argentina e o Brasil podem e devem cumprir na Conferência das Nações.”

De acordo com a Folha, a carta foi entregue pela futura chanceler da Argentina, Diana Mondino, ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Mondino se encontrou neste domingo com Vieira e os embaixadores dos dois países no Itamaraty.

“Foi uma grande ocasião e um gesto dela de querer ser portadora pessoal dessa carta do presidente. Foi uma reunião produtiva em que discutimos vários temas e ela já está de regresso”, disse Vieira à imprensa após a agenda.

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, vai aos poucos deixando para trás o discurso de candidato e adotando uma retórica mais moderada. Nesta quinta, 23, ele agradeceu a mensagem do líder chinês, Xi Jinping, que o felicitou pela vitória na eleição de domingo, e disse que Luiz Inácio Lula da Silva seria bem-vindo em sua cerimônia de posse, no dia 10.

Lula e Xi foram alvos preferenciais de Milei durante a campanha. O libertário chegou a dizer que não faria comércio com os chineses, dizendo que Xi era um “assassino”. Lula foi chamado de “comunista” e “ladrão”. O problema é que China e Brasil são os maiores parceiros comerciais da Argentina.

Em 2022, a China investiu US$ 1,34 bilhão na Argentina e o governo de Xi aceitou receber em yuans pelos produtos exportados para os argentinos, que preservariam suas reservas em dólar. O comércio bilateral com o Brasil chegou a US$ 28,4 bilhões no ano passado, sendo que os brasileiros são responsáveis por 14% das exportações da Argentina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a sua preferência para sucessão na Casa Rosada. Sem citar diretamente o ministro da Economia, Sergio Massa, ele declarou durante a semana que a Argentina precisa de alguém que “goste do Mercosul” e esse alguém não poderia ser o libertário Javier Milei, que já se posicionou publicamente contra o bloco. Apesar do apoio brasileiro, no entanto, o candidato do peronismo saiu derrotado.

O resultado de domingo, 19, é a pior derrota sofrida pelo peronismo em 40 anos de democracia e, pelo kirchnerismo, desde 2003, quando se firmou na política argentina. Mais do que a derrota de um aliado, abre questões sobre a relação entre o Brasil de Lula e a Argentina de Milei. As informações são do Estadão.

O presidente eleito da Argentina já chamou o petista de “corrupto” e, questionado em entrevista, respondeu que não se encontraria com Lula. Durante a campanha, Milei recebeu apoio do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do filho Eduardo, que foi a Buenos Aires no primeiro turno.

As declarações oficiais dão a tônica: Lula desejou “sorte e êxito ao novo governo” e acrescentou que o “Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, mas não mencionou o nome do libertário. Já Bolsonaro, declarou que a “a esperança volta a brilhar na América do Sul”.

Analistas ouvidos pelo Estadão, no entanto, acreditam que o pragmatismo deve ser mais forte que a animosidade. “O Brasil olha com muita cautela a vitória de Javier Milei e deve adotar uma postura pragmática”, disse o professor de Relações Internacionais da ESPM e especialista em negócios internacionais Roberto Uebel. “É claro que, naturalmente, haverá um afastamento político capitaneado não pelo Brasil, mas pela Argentina se o Milei levar adiante (sua retórica). Mas Milei é economista, eu prefiro acreditar que ele entende a importância do Brasil, da China e do próprio Mercosul para economia argentina”, acrescenta.

O peso da troca comercial entre os dois países também foi destacado pelo professor de relações internacionais do IBMEC, Christopher Mendonça. “A relação entre Brasil e Argentina deve ter algum ruído nos próximos anos, mas isso não será inédito. Bolsonaro também não tinha tanta interlocução com o presidente (peronista) Alberto Fernández”, lembrou ele. “Mas existe a institucionalidade, os dois países são parceiros comerciais importantes e tem uma relação histórica, que certamente será preservada apesar dos eventuais ruídos entre os presidentes”, pondera.

Esses “ruídos”, afirma Mendonça, podem ser alimentados pela influência brasileira na eleição, que virou foco de discussão no último debate antes do segundo turno. A presença de marqueteiros ligados ao PT apareceu logo no primeiro bloco, quando Milei respondia às perguntas de Massa sobre economia. “Sugiro que vejam os vídeos completos e não os editados pelos brasileiros para fazer campanha negativa”, disse.

No mesmo debate, Massa acusou Milei de querer romper com os principais parceiros comerciais da Argentina, o Brasil e a China. O libertário rebateu que era “mentira” já que, na visão dele, “o Estado não deve se meter no mercado privado”, mas questionou: “que problema tem se eu falar ou deixar de falar com Lula?”

Pode citar “em entrevista ao Vodcast Dois Pontos, do Estadão, o cientista político Oliver Stuenkel destaca essa retórica de Milei contra os governos de esquerda ao apontar a vitória como um “fracasso” para o atual governo brasileiro. “Foi uma candidatura que, em parte, utilizou um sentimento anti-Brasil para se mobilizar, atacou governo americano, chinês, chileno, brasileiro… É uma forma de utilizar a política externa para mobilizar seguidores mais radicais que vai complicar, do mesmo jeito que complicou no passado no Brasil, as relações desses países”, diz ele.

Relação com o Mercosul

No meio do embate, também sobraram críticas ao Mercosul, que Milei chamou de “estorvo”. Apesar das ameaças de retirar a Argentina do bloco, o rompimento é considerado improvável porque requer aval do Congresso e o presidente eleito deve focar os seus esforços nas questões domésticas, como a grave crise econômica no país onde a inflação anual passa de 140%. No entanto, ele poderia seguir o que já faz o Uruguai, que deu sinais de afastamento no último ano, sem deixar o Mercosul. “O próprio bloco já está enfraquecido”, afirma Uebel.

É nesse contexto de esvaziamento, que o Mercosul tenta finalizar o acordo comercial com a União Europeia. A negociação que se arrasta há mais de vinte anos enfrenta resistências de ambos os lados e parece cada vez mais distante. Os governos europeus, pressionados pelo setor agrícola, cobram compromissos ambientais dos sul-americanos.

O próprio governo Lula também já expressou suas reservas e tem dito que não abre mão das compras governamentais. O impasse é que, pelo acordo, prestadores estrangeiros de bens e serviços poderão participar de licitações públicas aqui no Brasil. O governo, no entanto, considera que essas compras são uma ferramenta de fomento da economia local e quer preservar o direito de priorizar os brasileiros. Sem isso, já disse Lula, “não tem acordo”.

“Não sou otimista em relação ao acordo”, afirma Christopher Mendonça. “Os europeus são muito protecionistas, especialmente no agronegócio, que é exatamente o forte de países como Argentina e Brasil. E essa demora para conclusão do acordo pode gerar um abandono. O Paraguai já sinalizou que se o negócio não for fechado ainda este ano, vai priorizar acordos bilaterais. E o Milei pode seguir essa perspectiva e não ficar insistindo no acordo com a União Europeia”, conclui.

Fechadas as urnas na Argentina, a AtlasIntel divulgou dois levantamentos que realizou na sexta, 17, e no sábado, 18. Ambos apontam para uma vitória do candidato do La Libertad Avanza, Javier Milei, sobre o postulante da Unión por La Pátria, Sergio Massa.

Na última aferição, o ultralibertário aparece com 52,5% das intenções de voto, contra 47,5% do peronista. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para cima ou para baixo, o que significa que Milei mantém boa folga, já que a diferença entre os dois é de 5 pontos.

“O cenário mais provável, é uma vitória do Milei. Mas na Argentina as previsões são mais dificeis de serem feitas porque a máquina eleitoral peronista pode mudar o jogo. Esses movimentos, no entanto, as pesquisas não são capazes de captar”, explica Andrei Roman, CEO da AtlasIntel.

Os resultados só puderam ser divulgados depois do fim da votação porque a lei eleitoral argentina impede que institutos de pesquisa divulguem levantamentos na semana que antecede o pleito para não interferir na escolha do eleitor. As empresas podem, contudo, sondar a preferência do eleitorado no período.

A boa performance do direitista é explicada pela liderança em locais importantes, como na capital federal e no interior da província de Buenos Aires. Já Massa lidera nos arredores da maior cidade argentina, na região conchecida como conurbano. Trata-se do principal reduto eleitoral peronista, que garantiu a vitória do Partido Justicialista em outras eleições. Desta vez, porém, a quantidade de votos não se mostra suficiente para conquistar a Casa Rosada, segundo a AtlasIntel.

Outro fator relevante que pesa em favor de Milei é a capacidade de atrair o voto do Juntos Por El Câmbio, a coalisão de centro-direita liderada pelo ex-presidente da República, Maurício Macri. Ele obtém a preferência de 76% de quem votou na candidata Patrícia Bullrich no primeiro turno. Na ocasião, ela recebeu 23% dos votos.

A AtlasIntel destaca que não se trata de pesquisas de boca de urna, já que os levantamentos foram feitos por formulários online, de maneira separada, nos dois dias que antecederam as eleições. De sexta para sábado, Milei ampliou ligeiramente a vantagem que já apresentava em duas edições anteriores da pesquisa: foi de 51,8% para 52,5%. No mesmo período, Massa caiu de 48,2% para 47,5%.

“Eleitores que não queriam votar em nenhum dos dois candidatos acabaram indo para a oposição diante de uma desaprovação tão grande do atual governo, que chega a 80%. São diferenças pequenas dada a série histórica, mas em um cenário tão disputado podem ter impacto significativo”, explica Roman.

Veja

Milhões de eleitores vão às urnas neste domingo (19) para decidir quem será o futuro presidente da Argentina. Em uma eleição polarizada e acirrada, os eleitores precisam escolher entre o atual ministro da Economia, o peronista Sergio Massa, e o economista e deputado ultraliberal Javier Milei.

A reta final da corrida à Casa Rosada tem sido marcada por guerras de narrativas e alianças com figurões da política argentina, debates acalorados entre os candidatos e diferença percentual apertada. Pesquisas de intenção de votos indicam um possível empate técnico entre Massa e Milei neste domingo. Ou seja, não faltará emoção em uma eleição que deverá ser decidida “no photochart”.

O resultado das urnas vai mostrar o futuro do modelo econômico e político da Argentina adotado pelos argentinos para os próximos quatro anos: a linha do governo atual ou um modelo com ideias ultraliberais.

1º turno e projeções para o 2º

Depois da surpreendente vitória do peronista Massa no primeiro turno, em 22 de outubro, com 36,68% contra 29,98% do ultraliberal Milei, o xadrez eleitoral se movimentou nesses últimos dias com o apoio da candidata da terceira via Patricia Bullrich a Milei, a busca por alianças políticas nas províncias, e, é claro, a intensificação das campanhas de ambos os lados.

Pesquisa do Atlas Intel, único instituto a cravar Massa como vitorioso no primeiro turno, coloca Milei na frente. A diferença é apertada: 52,1% do deputado contra 47,9% do ministro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Já o levantamento do Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag) mostra o peronista à frente do ultraliberal, com distância pequena de 50,8% contra 49,2%, respectivamente. Nesse caso, como a margem de erro varia entre 0,9% e 2,2%, os dois candidatos estariam tecnicamente empatados.

Principais propostas:

Em meio a um cenário polarizado, devido à dispersão dos votos da coalizão de Bullrich, o Juntos pela Mudança, a única certeza é a de que essas eleições presidenciais devem ser uma das mais acirradas da história da Argentina, desde a redemocratização no país.

De acordo com levantamentos, o vencedor da disputa deve ser aquele que conseguir “conquistar” mais eleitores da fragmentação do Juntos e dos indecisos — número que gira em torno dos 10% dos votos.

Abstenção recorde

O pleito realizado em 20 de outubro registrou a maior abstenção em eleições presidenciais desde 1983, período da redemocratização na Argentina. Conforme a Direção Nacional Eleitoral, 74% do eleitorado apto a votar compareceram às urnas.

Ao comparar com 2019, última eleição, 80% dos eleitores foram escolher o presidente. Apesar do baixo comparecimento, o número foi superior ao registrado nas primárias de agosto, quando a abstenção foi de 30%.

Fonte: Metrópoles

Uma rede de internet de 3.000 quilômetros (1.860 milhas) que liga Pequim ao sul, projeto que o país está divulgando como seu mais recente avanço tecnológico, foi construída pela Huawei e a China Mobile. As duas empresas se uniram à Universidade Tsinghua e à provedora de pesquisa Cernet.com para construir o que eles afirmam ser a primeira rede de internet do mundo a alcançar uma largura de banda “estável e confiável” de 1,2 terabits por segundo, várias vezes mais rápida do que as velocidades típicas ao redor do mundo.

Os testes começaram em 31 de julho e desde então passaram por vários testes que verificaram esse marco, disse a universidade em comunicado. A Tsinghua, alma mater do presidente chinês Xi Jinping, está promovendo o projeto como uma novidade na indústria, construída inteiramente com tecnologia nacional, e destaca a Huawei em seu comunicado.

A empresa chinesa causou impacto em agosto ao lançar um smartphone 5G com um processador sofisticado feito na China, provocando comemorações na mídia estatal e social chinesa. O episódio também gerou debate em Washington sobre se a administração de Joe Biden foi longe o suficiente nas tentativas de conter as conquistas tecnológicas chinesas.

A rede “é operada com base em tecnologias-chave de propriedade doméstica da China”, disse a agência oficial de notícias Xinhua em relatório publicado no site da Tsinghua. A agência Bloomberg não verificou a autenticidade das afirmações. Em fevereiro, a Nokia —rival global da Huawei— anunciou que alcançou 1,2 terabits por segundo em distâncias “metropolitanas” de cerca de 118 quilômetros em uma rede óptica na Europa.

 

Foto: LUIS ROBAYO/AFP

Faltando menos de dez dias para o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina, o candidato de oposição Javier Milei está ligeiramente à frente do candidato do governo, o ministro da Economia Sergio Massa, de acordo com uma pesquisa realizada pela Atlas-Intel. Milei possui 48,6% das intenções de voto, enquanto Massa tem 44,6%. No primeiro turno, o candidato apadrinhado pelo presidente Alberto Fernández conseguiu mais votos, mas Milei pode estar se beneficiando do apoio público de Patricia Bullrich, que ficou em terceiro lugar.

Considerando apenas os votos válidos, o ultraliberal tem 52,1% das intenções, e Massa, 47,9%. Esses resultados são praticamente os mesmos da pesquisa realizada em 3 de novembro, que mostrou 52% a 48%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 de novembro, com 8.971 eleitores, e possui uma margem de erro de 1 ponto percentual para cima ou para baixo.

Esta é a última pesquisa eleitoral antes do período de proibição de divulgação de resultados pelos institutos.

A pesquisa da Atlas também revelou que, embora os eleitores prefiram Milei, muitas das propostas defendidas por ele são rejeitadas pela maioria da população. Uma delas é a promessa de fechar o Banco Central da Argentina e substituir o peso argentino pelo dólar americano, ideia que contrária para 51% dos entrevistados (35% são a favor e 15% não souberam opinar).

Outro tema polêmico é a flexibilização da compra de armas por civis, que enfrenta uma oposição ainda maior, com 68% dos argentinos sendo contrários à ideia e apenas 20% a favor. Além disso, a proposta do oposicionista de permitir a venda de órgãos também não atraiu os argentinos, com 78% sendo contrários e apenas 9% a favor.

Jovem Pan

Ao todo, 34 pessoas pediram ao governo brasileiro para serem repatriadas. São 24 brasileiros e 10 palestinos familiares próximos que aguardam aval para saída de Gaza pela passagem de Rafah

Os brasileiros que aguardam para deixar a Faixa de Gaza foram autorizados, nesta quinta-feira (9), a deixar a área de conflito.

Ao todo, 34 pessoas pediram ao governo brasileiro para serem repatriadas. São 24 brasileiros e 10 palestinos familiares próximos que aguardam aval para saída de Gaza pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito.

O governo brasileiro foi avisado e, com isso, o avião que está no Cairo, no Egito, vai para a base aérea buscar o grupo, que deve deixar a Faixa de Gaza no próximo sábado (11).

O instituto de pesquisa Atlas Intel projeta vitória de Javier Milei no segundo turno nas eleições da Argentina com 52% dos votos válidos contra 48% de Sergio Massa. A margem de erro é de 1.7 ponto percentual.

Segundo Andrei Roman, presidente do instituto, a diferença entre os dois está diminuindo e já chegou a sete pontos em pesquisas internas anteriores. O Atlas foi o único instituto de pesquisa que previu a vitória de Massa no primeiro turno. As informações são da CNN.

“Não é o mais provável por conta da polarização, mas pode virar até a eleição. A diferença a favor de Milei é pequena o suficiente para o Massa ganhar por uma margem estreita”, disse Roman.

Segundo ele, a liderança de Milei é explicada pelo mau desempenho do governo peronista, que representa um desastre econômico. Massa é o ministro da economia. A campanha dele, no entanto, vem desconstruindo a figura de Milei, mostrando o candidato como descontrolado psicologicamente.

Conforme a pesquisa da Atlas, os argentinos apontam Milei como o candidato mais preparado para combater a violência, reduzir a corrupção e gerar emprego.

Já Massa é o mais capaz de defender as instituições democráticas e os direitos humanos – até por conta das polêmicas declarações de Milei em defesa da ditadura militar da Argentina

Terceira colocada na eleição presidencial argentina, Patricia Bullrich (foto) declarou nesta quarta-feira, 25, apoio a Javier Milei no segundo turno contra o peronista Sergio Massa.

“A urgência nos desafia a não sermos neutros. Ratificamos os valores da mudança e da liberdade”, disse a ex-ministra da Segurança, que se reuniu com Milei e com o ex-presidente Mauricio Macri na véspera.

“Há 20 anos que Cristina Kirchner, Alberto Fernández, Sergio Massa e muitos outros nos mergulharam nesta decadência. A Argentina, do nosso ponto de vista, não pode reiniciar um novo ciclo kirchnerista liderado por Sergio Massa. Isso implicaria para o nosso país, para o nosso povo, um anova etapa histórica sob o domínio de um populismo corrupto, que condenaria a Argentina a sua decadência final”, acrescentou.

Ao lado de Luis Petri, candidato a vice na chapa, Bullrich reconheceu ter diferenças com Milei. Contudo, a presidenciável argentina afirmou que “tudo é permitido” quando o país está em “perigo”.

“Com Milei temos diferenças, por isso competimos. Nós não as escondemos. A maioria dos argentinos optou por uma mudança. Representamos uma parte dessa mudança. Não podemos ser neutros. Estamos diante do dilema da mudança ou da máfia. Quando a pátria está em perigo, tudo é permitido”, disse.
No domingo, 22, Bullrich ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial argentina, com 23,83% dos votos. O segundo turno entre Massa e Milei está marcado para acontecer no dia 19 de novembro.

O Antagonista

O segundo turno foi confirmado na Argentina e será disputado pelo governista Sergio Massa, que tem 36,24% dos votos válidos, contra 30,22% do candidato de extrema-direita, Javier Milei.

Logo após o fechamento das urnas, às 18h, o governo explicou que as apurações parciais só seriam divulgadas após terem informações consolidadas, que pudessem sofrer alterações mínimas, por volta das 22h.

O números são da contagem oficial do Diretório Nacional Eleitoral e foi divulgado às 22h, já com 87,84% das urnas apuradas. Em terceiro lugar aparece Patricia Bullrich, com 23,80%. Após divulgados as primeiras parciais, pouco depois das 21h, o secretário geral da Presidência, Julio Vitobello, afirmou que, com o trabalho de mais de 1.800 digitadores, foi possível chegar ao resultado mais rapidamente do que o esperado.

“Queremos ser responsáveis (…) quando tivermos resultado absolutamente consolidados e representativos das jurisdições, vamos divulgar. Significa que serão resultados que sofram, posteriormente, a menor alteração possível para levar certeza, confiança e tranquilidade à população, pela transparência do sistema”, explicou Vitobello.

Compareceram às urnas neste domingo 77,65% dos eleitores, segundo as autoridades eleitorais argentinas, o que o secretário exaltou como valorização do sistema democrático.

“O povo argentino, com esta porcentagem de participação, demonstrou mais uma vez seu compromisso com o sistema democrático, sobretudo neste ano em que completamos 40 anos de vigência do sistema democrático, com todos sabendo o que custou ao povo argentino chegar ao sistema democrático”, disse.

Vitobello esteve acompanhado, em sua declaração, do diretor nacional eleitoral, Marcos Schiavi, e da presidente do Correio, Vanesa Piesciorovski. Duas importantes pessoas.

Eram cinco candidatos disputando a Casa Rosada: o governista Sergio Massa (Unión por la Patria), o libertário Javier Milei (La Libertad Avanza), a liberal Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), o centrista Juan Schiaretti (Hacemos por Nuestro País) e oposicionista de esquerda Myriam Bregman (Frente de Izquierda). Massa, Milei e Bullrich foram os três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto das últimas semanas.

Como o presidente é eleito na Argentina

Diferentemente do Brasil, para se eleger no primeiro turno um candidato não precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos, mas mais de 45% ou mais de 40% com diferença superior a 10% do segundo colocado. Caso nenhum dos dois cenários ocorra, o segundo turno deverá ser realizado. Neste ano, está agendado para 19 de novembro. Todas as autoridades eleitas tomarão posse dos seus respectivos mandatos no dia 10 de dezembro.

Votos fora da Argentina

O Consulado da Argentina em São Paulo informou que registrou alta participação de eleitores argentinos, sem especificar o número. Ao todo, 11.900 argentinos estão aptos a votar em São Paulo. Em Israel e na Ucrânia, territórios atualmente em guerra, mais de 14.000 eleitores não puderam votar para presidente, vice-presidente, 24 senadores, 130 deputados, além de 43 parlamentares do Mercosul.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Argentina realizou, neste domingo (22), o primeiro turno das eleições para escolha de presidente e parte dos representantes das Câmaras de Deputados e dos Senadores. A Câmara Eleitoral da Argentina informou, por volta de 18h, que 74% dos eleitores do país haviam registrado seus votos.

O acesso aos locais de votação foi fechado às 18h, mas os eleitores que estavam aguardando para depositar seus votos ainda serão recebidos, informou a Câmara Eleitoral da Argentina. Será iniciada, agora, a contagem de votos.

São cinco candidatos disputando a Casa Rosada: Sergio Massa (Unión por la Patria), Javier Milei (La Libertad Avanza), Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), Juan Schiaretti (Hacemos por Nuestro País) e Myriam Bregman (Frente de Izquierda).

Bullrich, Milei e Massa, os três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, comparecerem à urna.

Milei, candidato da coligação La Libertad Avanza, votou em meio a uma multidão que o aguardava na sede da Universidad Tecnológica Nacional, em Buenos Aires. Ao votar, declarou ter o “desejo de colocar a Argentina de pé”.

O atual presidente do país, Alberto Fernández, votou na Universidad Católica, no bairro de Puerto Madero. Já Bullrich votou em um colégio na capital argentina, Buenos Aires.

Alguns partidos reclamaram que estava acontecendo um roubo de cédulas.

Outro ponto destacado pela enviada especial da CNN à Argentina foi os aplausos que jovens de 16 anos, que não são obrigados por lei a votar, recebem quando chegam às urnas.

CNN Brasil

Os argentinos vão às urnas neste domingo (22) para eleger um novo presidente e vice-presidente, além de deputados, senadores e servidores do Parlasul, o parlamento do Mercosul. O pleito começará às 8h e se estenderá até as 18h (horário de Buenos Aires), quando se inicia a apuração, mas, como o voto presidencial é impresso, o resultado deverá ser revelado na segunda-feira (23).

Com repercussão internacional, a disputa pela Presidência, chama atenção tanto pela relevância da Argentina como parceiro comercial na América Latina quanto pelo favorito para ganhar ou compor o segundo turno: o economista Javier Milei, de extrema-direita. Sergio Massa e Patricia Bullrich travam disputa acirrada contra o adversário.

O economista Javier Milei, conforme o Metrópoles, venceu as eleições primárias, com 30,06%, e revelou admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que endossou a candidatura de Milei. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-mandatário brasileiro, e comitiva vão à Argentina acompanhar as eleições.

fev 22
quinta-feira
17 51
ENQUETE

Você acha que o brasileiro acostumou-se com a Corrupção ao longo do tempo ?

Ver resultado parcial

Carregando ... Carregando ...
PREVISÃO DO TEMPO
INDICADOR ECONÔMICO
5 USUÁRIOS ONLINE
Publicidade
  5.950.552 VISITAS