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Base articula nomes alternativos a Marun

Postado às 14:25 Hs

A hesitação do presidente da República, Michel Temer, em nomear e empossar na última quarta-feira, 22, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) na Secretaria de Governo fez com que voltassem a circular nos bastidores da base governista nomes alternativos para o cargo de ministro da articulação política, atualmente ocupado pelo deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), costura para que o cargo seja entregue ao ex-ministro Roberto Brandt (Previdência no governo FHC), que foi do PFL e do PSD e recentemente ajudava na construção de um novo programa para a reformulação do DEM. Maia tenta repetir a estratégia que usou para emplacar o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO) no Ministério das Cidades.

Blog da Andréia Sadi

Apesar da pressão do “Centrão” pela vaga de Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo, o presidente Michel Temer sinalizou a aliados que a troca do ministro deverá atender – com aval do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI) – ao PMDB e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O PP faz parte do “Centrão”, mas a ideia do presidente, segundo fontes disseram ao Blog, é que o partido seja contemplado com outra pasta: o Ministério das Cidades. No caso de Imbassahy, o objetivo é consultar Ciro para que ele não apresente óbice ao nome do substituto do ministro.

O PP é um dos principais partidos investigados na Lava Jato. O próprio Ciro Nogueira já foi denunciado por lavagem de dinheiro pela Procuradoria Geral da República (PGR) por conta das investigações. A tendência da indicação para a vaga de Imbassahy é de um nome consensual apresentado pelo PMDB da Câmara, liderado por Baleia Rossi (SP), junto a Rodrigo Maia.

Maia é personagem-chave para o Planalto por conta do cronograma da votação da reforma da Previdência, mas, principalmente, porque ele ditará o ritmo dos trabalhos do pacote do ajuste fiscal. O governo também não quer problemas com Maia em relação aos ajustes na reforma trabalhista. O presidente da Câmara queria que as mudanças fossem encaminhadas via projeto de lei, mas Temer cedeu ao Senado e enviou as alterações por medida provisória, o que contrariou o deputado do DEM.

O presidente Michel Temer avalia realocar o atual titular da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), para o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, segundo fontes envolvidas na negociação da reforma ministerial. Com o provável desembarque do PSDB do governo, o tucano é alvo de pressão do PMDB e de partidos do Centrão, principalmente o PP, para que seja retirado da articulação política do governo. O cargo de ministro da Transparência está vago desde maio deste ano, quando o então titular da pasta, Torquato Jardim, saiu para assumir o Ministério da Justiça.

Por: Diário do Poder

Dirigentes tucanos já negociam com o vice-presidente Michel Temer um acordo político para conseguir eleger o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a vaga de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no comando da Câmara. As conversas foram antecipadas por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender o mandato de Cunha. A ideia dos tucanos, que teria a simpatia de Temer, é impedir que Cunha, mesmo afastado do posto, eleja um sucessor ligado politicamente a ele.

Eduardo Cunha quer para sua sucessão Rogério Rosso (PSD-DF) ou Jovair Arantes (PTB-GO). O grupo do peemedebista avalia que, se ele renunciar logo, será mais fácil eleger um aliado, surfando no corporativismo da Casa. Se demorar, Cunha será esquecido em 15 dias. (AE)

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