De acordo com uma reportagem do Estadão, o partido do vice-presidente da República Geraldo Alckmin, PSB, deve ser a nova sigla do senador Cid Gomes a partir de janeiro de 2024. Atualmente no PDT, Cid busca um novo partido após brigar com o irmão e ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT). Segundo um integrante da cúpula do PSB, a filiação de Cid à legenda está “praticamente acertada”, devendo ser oficializada ainda no primeiro mês de 2024.

O grupo de Cid deve anunciar até o início de janeiro a filiação em massa para o PSB. A informação foi inicialmente noticiada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão. Procurada pela reportagem, a assessoria do senador disse que a filiação ao novo partido ainda não está definida e que o senador ainda está discute com a sigla questões que envolvem as eleições municipais de 2024. A reportagem apurou tratar-se justamente de negociações com relação à migração de aliados de Cid Gomes ao partido.

O Estadão destaca que em outubro deste ano, Cid Gomes ameaçou que iria deixar o PDT após uma reunião acalorada que contou com bate-boca e troca de ofensas entre ele e o irmão Ciro. Depois do encontro, foi realizada uma intervenção do comando nacional do partido no diretório estadual da legenda no Ceará, tirando o senador do comando. Em novembro, a Justiça suspendeu a ação. O Estadão ainda aponta que após a briga com o ex-presidenciável, Cid deixou claro a sua intenção de deixar o PDT, mas sem anunciar qual seria a sua próxima legenda. Foi ventilada a possibilidade do senador ir para o PT, mas a cúpula petista resistiu à ideia.

O Estadão ressalta que se o senador realmente deixar o PDT para ir ao PSB, o partido de Ciro, que tem atualmente três senadores, passará a ter apenas dois: Leila Barros (DF) e Weverton (MA). Já a sigla de Alckmin aumentará a sua bancada de quatro para cinco senadores. Atualmente, os integrantes da da legenda no Senado são Ana Paula Lobato (MA), Chico Rodrigues (RR), Flávio Arns (PR) e Jorge Kajuru (GO).

A ida de Cid para o PSB não será inédita, já que o senador esteve na sigla por oito anos. Foi pela legenda que ele foi eleito governador do Ceará em 2006 e reeleito em 2010. Em ambas as eleições, o PT fazia parte da coligação cidista. Em 2013, ele deixou o partido junto com o irmão para ingressar no PROS e em 2015, novamente ao lado de Ciro, foi para o PDT, complementa o Estadão.

Foto: Stephan Eilert

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira 4 que Ciro Gomes (PDT) não participou ativamente da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por se sentir “machucado”.

No primeiro turno, Ciro recebeu 3% dos votos válidos e terminou a disputa em quarto lugar, atrás de Lula, Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB). Logo após a primeira votação, o PDT declarou apoio a Lula contra Bolsonaro, decisão seguida por Ciro em uma tímida manifestação.

“Temos de respeitar a individualidade de cada um, o sentimento de cada um, a compreensão de cada um. O Ciro se sentiu – e na minha avaliação com razão em muitas coisas – muito machucado nesse processo eleitoral”, disse Lupi a CartaCapital.

Lupi mencionou, por exemplo, a campanha pelo voto útil na reta final do primeiro turno, que teria sido direcionada “para enfraquecimento do Ciro”

“Quem bate não lembra, mas quem apanha não esquece. Ele tem os machucados dele. Agora, ele não se negou a declarar o apoio, seguindo a orientação do partido. Ele ficou recolhido em casa porque achava que seria uma afronta a tudo o que ele sofreu fazer uma campanha mais ostensiva.”

O presidente pedetista declarou que se reunirá com Ciro na semana que vem, no Ceará, para debater os próximos passos do ex-presidenciável. Questionado sobre a possibilidade de Ciro voltar a disputar uma eleição, Lupi não respondeu.

“Se o Lula não for bem, todos nós estaremos liquidados. O sucesso do Lula é o nosso sucesso, o insucesso do Lula será o nosso insucesso. Não podemos colocar o interesse partidário que eu tenho acima do interesse do povo brasileiro”, completou.

Na entrevista, Carlos Lupi também afirmou que a tendência é de seu partido compor a base de apoio ao governo Lula no Congresso Nacional. A bancada pedetista começará a legislatura com 17 deputados e 3 senadores.

Carta Capital

O candidato à presidência Ciro Gomes (PDT)voltou a atacar seu adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedetista negou possibilidade de apoiar Lula e reforçou que existe um “gabinete do ódio petista”, responsável por propagar falsas informações sobre Ciro. As informações são da Veja.

Ciro segue em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais.

“O gabinete do ódio petista segue espalhando que eu não estava aqui no segundo turno de 2018. Repito: eu estava sim e votei. O que eu não fiz – e que é meu direito como cidadão – foi fazer campanha junto de bandido. Isso eu não faço, não há a menor chance”, disse o candidato do PDT.

Nesta terça-feira (20), Ciro declarou que Lula financia um “gabinete do ódio”, igual ao presidente Jair Bolsonaro. “O Lula faz pose de bonzinho e financia um gabinete do ódio completamente desonesto e fascista igualzinho o do Bolsonaro”, afirmou durante entrevista à rádio Super Notícia.

A expressão “gabinete do ódio” surgiu após o início da gestão Bolsonaro, em 2019, quando a Polícia Federal apontou uma estrutura formada por assessores e aliados do Presidente da República promovendo ataques contra adversários e instituições nas Redes Sociais.

Robson Pires

11
fev

# # Rapidinhas … # #

Postado às 16:30 Hs

@ Os professores do Estado decidiram manter o indicativo de greve prevista para iniciar no próximo dia 14 de fevereiro. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte/RN) alegou que o Governo do Estado apresentou proposta de reajuste de 13%. O piso dos professores estabelecido pelo Governo Federal foi de 33,24%. A proposta do Governo Estadual é parcelar o reajuste.

@ O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), confirmou o que já vinha sendo especulado nos bastidores de Brasília: ele não vai repetir a dobradinha na chapa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro(PL). Em conversa com jornalistas na manhã desta sexta-feira (11), o general comentou que será candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

@ Presidente do partido União Brasil no RN, José Agripino Maia intensifica as articulações políticas para a formação de nominatas de candidatos proporcional. Um grupo de vereadores de Natal deverá desembarcar no partido, inclusive, o presidente da Câmara, Paulinho Freire, que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Quem também vai ser candidata a deputada federal é a vereadores Camila Araújo, atualmente filiada ao PSD. Ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rêgo é outro possível candidato a deputado federal pelo União Brasil.

 

@ Cumprindo agenda em Belo Horizonte, hoje, Ciro Gomes disse, durante entrevista para a Rádio Super FM, que não convidou Marina Silva (Rede) para vice em sua chapa. Segundo apurado pela jornalista Júlia Duailibi, integrantes da campanha pedetista avaliam Marina como “vice dos sonhos” de Ciro, pré-candidato à presidência da República pelo PDT. “Seria um privilégio ter um mineiro – ou mineira, melhor ainda – na chapa para ajudar a reestruturar o Brasil. Venho de um estado pequeno. Marina Silva não foi convidada. Estou na etapa de posicionar a candidatura”, disse. Hoje, Ciro tem um encontro marcado com o prefeito Alexandre Kalil (PSD) às 16h, mas disse que veio apenas “dar um abraço” em um velho amigo.

@ Em meio à greve da polícia civil do estado, a categoria invadiu, no fim da manhã desta sexta-feira (11), a sede da Governadoria com caixão e cruzes. Em forma de protesto, vários servidores seguravam cruzes e caminharam até a porta da sala da governadora. “Estão querendo enterrar os nossos direitos”, diz uma mulher, registrado em vídeo. Outros policiais gritam, já dentro da sala: “Polícia, unida, jamais será vencida”.

@ Nesta sexta-feira (11), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse que não é mais filiado ao PSB. Em entrevista ao UOL, o relator do mensalão afirmou que a desfiliação se tratou de uma decisão pessoal. O ex- ministro do STF disse que “em princípio” não será candidato nessas eleições. “Foi uma escolha minha. Pensava nisso havia meses; não houve traumas”, afirmou. Apesar da declaração, o ex-ministro do STF diz não ter descartado a possibilidade de se candidatar um dia. “Há conversas, depende […] continuo muito reticente em relação à política. Não preciso da política. Entrar na política é uma guerra, é um jogo sujo. As pessoas se incomodam até mesmo se você pensa em entrar para a política. Veja o que aconteceu com o Moro. Precipitou-se, saiu muito cedo, está apanhando adoidado”, acrescentou.

03
abr

Eleições 2022: Sinal de fritura em Ciro

Postado às 11:58 Hs

O presidente do PDT, Carlos Lupi, oscila entre manter a candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República em 2022 ou rifar o seu nome em apoio a uma candidatura viável contra Jair Bolsonaro. Ele deu declarações nos dois sentidos. Em um primeiro momento, em entrevista ao jornal Valor Econômico, afirmou que o PDT poderia apoiar outro nome. Ponderou, porém, que a ideia de candidatura própria continua sendo a prioridade do partido. “Se houver a ameaça de continuidade de Bolsonaro, é uma hipótese que admito”, disse a respeito de recuar em uma candidatura própria. “Se surgir nessa terceira via um outro nome, que apresente um bom projeto, podemos conversar”, prosseguiu, a respeito da carta assinada por seis presenciáveis, entre eles o próprio Ciro, em defesa da democracia na última quarta-feira. O manifesto se identificou como uma reação ao “autoritarismo” e uma defesa da “liberdade”. O texto foi divulgado na data que marcou o 57º aniversário do golpe militar de 1964, que é exaltado pelo atual presidente. “É preciso ver o melhor nome, quem poderá derrotar Bolsonaro. Não podemos entrar nessa conversa com uma conversa com um projeto hegemônico, de fazer aliança desde que o candidato seja o meu”, argumentou.

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT) classificou nesta segunda-feira (8), dia internacional da mulher, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como “outro aborto que aconteceu na história brasileira”.

Antes, Ciro falou a mesma frase em relação ao ex-presidente Fernando Collor. As falas do pedetista foram dadas em entrevista ao portal UOL, quando o entrevistador perguntou a opinião sobre ex-presidentes.

Ciro fez elogios a Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Getúlio Vargas. Em relação a Lula e a uma possível candidatura em 2022, o ex-governador do Ceará disse: “não contem comigo para esse circo”.

“Nós vamos ficar discutindo: o Lula é elegível? O Lula é inelegível? Olha, esse filme eu já vi. Não contem comigo. Não contem comigo para esse circo mambembe porque a tragédia brasileira não permite mais contemporização”, afirmou.

As declarações foram dadas antes da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular os processos contra Lula na Lava Jato do Paraná e permitir a candidatura do petista no ano que vem, algo QUE antes estava vedado pela Lei da Ficha Limpa.

Em resposta às declarações de Ciro, Dilma, que foi uma das fundadoras do PDT, afirmou que ele não representa o trabalhismo e disse que ele “parece querer ser uma variante de Bolsonaro”.

 Congresso em Foco

Folha de São Paulo

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) intensificou os acenos a siglas como DEM e PSD para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2022 e, em entrevista à Folha, defendeu uma união de centro-esquerda para derrotar Jair Bolsonaro (sem partido) e reforçou seu rompimento com o PT.

“Nesse quadro de hiperfragmentação, quem for contra o Bolsonaro no segundo turno tem tendência de ganhar a eleição. O menos capaz disso é o PT. Por isso, a minha tarefa é necessariamente derrotar o PT no primeiro turno”, afirma.

Ciro, 63 — que disputou o Planalto três vezes e terminou em terceiro lugar no pleito de 2018, com 13 milhões de votos (12% dos válidos)— escancarou seu distanciamento da sigla ao não embarcar na campanha de Fernando Haddad (PT) no segundo turno daquele ano, vencido por Bolsonaro.

Ex-ministro do governo Lula (PT), o pedetista diz que o que chama de “lulopetismo” representa hoje uma “adversidade intransponível” em sua relação com a legenda.

“Converso muito com os petistas. Lá dentro, tem um grupo que acha que o Lula, com sua loucura e caudilhismo, está passando de qualquer limite. Faz as coisas sem consultar ninguém, joga só, é o Pelé”, compara.

“O Lula escolheu o Haddad [como pré-candidato em 2022] porque não fará sombra a ele nem hoje nem jamais. Ou seja, quer replicar a escolha da Dilma [Rousseff].”

Ciro e Lula sentaram para um papo em setembro do ano passado e colocaram em pratos limpos questões da atribulada relação, mas uma reconciliação, desejada por setores da esquerda, não avançou.

“Nós [PT e eu] somos coisas diferentes. Fomos aliados em alguns momentos e adversários em outros. Eu agora tenho uma adversidade intransponível com o lulopetismo, que é diferente dos outros ‘PTs’ que eu conheço”, afirma.

Entre seus interlocutores no partido de Lula estão o governador do Ceará (berço político dos Gomes), Camilo Santana, e o senador pela Bahia Jaques Wagner.

Repetindo o mantra de que “o Brasil precisa de uma amplíssima união de centro-esquerda”, o pedetista estreitou laços com os presidentes nacionais do DEM, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, e do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab, de olho em alianças.

O PDT, que em 2018 concorreu ao Planalto coligado apenas com o nanico Avante, trabalha também para repetir na disputa eleitoral o bloco que formou com PSB, PV e Rede Sustentabilidade, atuante na oposição a Bolsonaro no Congresso.

Impressionado com o ritmo de desindustrialização do País, Ciro Gomes (PDT) voltou a abrir suas baterias contra o governo. “É devastador. Venho alertando sobre isso há muitos anos. Nossa indústria está definhando. O resultado disso são os mais de 13 milhões de desempregados e mais de 30 milhões subutilizados”, diz.

Ciro teme que a situação se agrave com o processo de venda das estatais, o que considera um erro. “Para completar, esse governo parece satisfeito em devolver ao Brasil o papel de colônia, vendendo matéria prima barata e comprando manufaturados caros, pagando em dólar. Mais que isso, entregando potenciais maravilhosos, como a Embraer e a Petrobras para o capital estrangeiro”, critica. “Isso tudo é muito grave! Sem um projeto nacional de desenvolvimento, que devolva a capacidade do nosso País desenvolver sua indústria, vamos sofrer cada vez mais”, afirmou.

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”.

Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse. O pedetista critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública? Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.

E não tomou uma decisão se será candidato em 2022? Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.

Gustavo Uribe – Folha de São Paulo

Carlos Newton

O editor da Tribuna da Internet tem um amigo que faz previsões políticas com impressionante grau de acerto. É o engenheiro José Novo de Oliveira Borges, que se consagrou construindo aquelas belíssimas mansões de Búzios que tanto impressionam os turistas. Na quinta-feira passada, tomando um vinho no restaurante “Gambino”, José Nono me falava ardorosamente sobre a inevitabilidade da eleição de Jair Bolsonaro. Ele minimiza a alta taxa de rejeição do candidato do PSL e não vê chance de o petista Fernando Haddad conseguir virar o jogo no segundo turno.

Concordo com meu amigo. A meu ver, Haddad não conseguirá derrotar o fenômeno Bolsonaro, que estava em vias de estacionar no teto de 22%, mas ganhou um impulso enorme com o esfaqueamento sofrido em Juiz de Fora, o risco de vida, as duas cirurgias e o procedimento adicional. Se um roteirista/marqueteiro pudesse imaginar uma circunstância para ativar a campanha, não pensaria em nada melhor.

TERCEIRA VIA – Na minha opinião, posso estar errado, claro, mas a única possibilidade de derrotar Bolsonaro seria a união em torno de Ciro Gomes, sugerida de maneira tácita por Fernando Henrique Cardoso, que não quer magoar Geraldo Alckmin, mas já magoou ao defender a união do Centro em torno de um candidato, que ele nem às paredes confessa, como diria Amália Rodrigues, que celebrizou este belíssimo verso português.

Ainda há tempo, estamos a exatas duas semanas da eleição, Ciro Gomes tem experiência e traquejo suficientes para segurar esta onda. Está se beneficiando da exclusão, porque Geraldo Alckmin, Marina Silva e Alvaro Dias não decolaram. Na pista de pouso, só restou Ciro Gomes, que ainda está taxiando, enquanto Bolsonaro e Haddad já têm plano de voo.

Por Andreza Matais / Estadão

A campanha do presidenciável Ciro Gomes (PDT) vai explorar em suas próximas peças pesquisas recentes que apontam o candidato como único a vencer com vantagem Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Coordenador da campanha de Ciro, o presidente do partido, Carlos Lupi, diz que a estratégia é tentar convencer o eleitorado, inclusive petista, de que o candidato tem hoje mais chances de “impedir o pior”. A avaliação da campanha é de que, com o discurso, podem ganhar os votos de “petistas lúcidos” que queiram ajudar a deter Bolsonaro.

O entorno de Ciro Gomes explica que os ataques ao PT não serão ideológicos, mas à gestão do candidato Fernando Haddad. A moderação será usada para não perder o apoio dos eleitores da sigla.

VALE TUDO – O desempenho de Ciro fez com que virasse alvo nas redes sociais. Pelo WhatsApp circula um meme no qual o famoso pé-frio Mick Jagger diz que vota no pedetista.

Já Marina Silva comemorou a informação do Datafolha de que os eleitores indecisos são, em sua maioria, mulheres. O entorno da candidata vê melhores chances de crescimento nessa parcela da população.

Para reverter a queda, Marina concentrará sua agenda onde teve bom desempenho nas eleições passadas, como Pará, Bahia e Pernambuco, para recuperar esses votos. A exceção é o DF, onde a equipe avalia que Jair Bolsonaro já está consolidado.

SALTO ALTO – Líder nas pesquisas, Bolsonaro não fará ajustes da campanha nessa reta final. O deputado Major Olimpio (SP) diz que o que precisava ser acertado já foi em jantar nesta semana e agora é tocar o barco. “Estamos a um Alckminzinho de vencer no primeiro turno. É coisa pouca”, provoca, citando seu rival.

Após a estagnação em 9 pontos de Geraldo Alckmin nas pesquisas, presidentes de partidos que compõem o Centro estão tendo de lidar com pedidos de candidatos ao Congresso para tirar dos santinhos a imagem do tucano.

Via  Correio Braziliense / Agência Estado

O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) participou neste domingo (29/7) do fórum Conhecer sobre ciência e tecnologia e comentou a declaração do ex-prefeito e coordenador do programa de governo do PT, Fernando Haddad, sobre as candidaturas de esquerda. Haddad disse mais cedo, no mesmo evento: “Se Lula fosse candidato eu, realmente, tenho dúvidas que Ciro, Boulos e Manuela tivessem colocado suas candidaturas. Com todo respeito, estariam todos ao redor do Lula”.

Ao ser questionado, Ciro rebateu: “Olhando pra trás, isso é fato. Eu apoiei o Lula ao longo dos últimos 16 anos – sem nunca faltar um único dia”, disse. “Mas nesse momento eu penso que o Brasil precisa sinalizar para o futuro”.

INJUSTIÇAS – Ciro continuou a falar sobre Lula: “Por mais injusta que seja a situação que o Lula se encontra, mais grave é a situação que se encontram 207 milhões de brasileiros, que precisam se vestir, comer…”

Ciro não esclareceu se realmente não disputaria o primeiro turno se Lula estivesse solto: “Isso significa o que acabei de dizer. Pode colocar entre aspas que fica bem significado”, disse. O candidato afirmou que não faria sentido refletir sobre isso apenas “para formar manchetes fictícias para os jornais”. Ele prosseguiu: “Eu sou candidato homologado pelo PDT, represento outros projetos, outros valores, outras ideias…”

PSB E MANUELA – Sobre alianças, Ciro disse que “deseja”, mas que respeita a decisão que o PSB tomar. Segundo ele, nos estados, o PSB já tirou resoluções favoráveis à sua candidatura. “O PSB do Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraíba já tiraram resoluções ao nosso favor”.

Perguntado sobre se Manuela D’Avila (PCdoB) seria uma boa vice, Ciro disse que ela seria inclusive uma boa presidente. “Já disse para Manuela que o único defeito dela é a juventude”. Segundo ele, os sinais de juventude de Manuela estariam em seu “carisma exuberante”.

 

Por Daniela Lima. Folha/Painel

Depois de o PSB ter adiado para o último dia possível, 5 de agosto, a decisão sobre o rumo que vai tomar na eleição presidencial, dirigentes do PT passaram a tratar como cada vez mais remotas as chances de uma aliança com o partido. Prevendo o pior, a avaliação interna é a de que os socialistas vão com Ciro Gomes (PDT) e devem levar o PCdoB junto.

Os petistas também devem se preocupar com o Pros. As conversas estavam bem encaminhadas, mas o aceno da Rede com a vice de Marina Silva para Maurício Rands (Pros-PE) pesou.

HAJA SALIVA – Os presidentes de siglas da esquerda –PT, PDT, PCdoB, PSB e PSOL– vão se reunir na semana que vem. O PCdoB vai voltar a pregar a tese da união em torno de um único nome, embora a admita que é difícil PT ou PDT abrirem mão de suas candidaturas ao Planalto.

AMOR À FARDA ? – Citado como opção para a vice de Jair Bolsonaro (PSL), o astronauta Marcos Pontes tornou-se alvo de críticas entre militares. Ele é tratado com desdém por ala das Forças Armadas que o acusa de, depois de chegar à Nasa com investimento federal, ter deixado a Aeronáutica para atuar na iniciativa privada. Dirigentes do PSL ainda apostam no nome do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) para o posto. Avaliam que, entre os cotados, ele é o que mais agrega votos à chapa presidencial.

O desconforto de parte da direção do PSL com seu presidente interino, Gustavo Bebianno, começou em abril, quando ele divulgou vídeo desaconselhando filiações ao diretório do DF, que é ligado à antiga executiva da legenda.

Via Blog do Camarotti

Uma pesquisa interna encomendada pelo DEM levou setores do partido à avaliação de que o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, terá grande dificuldade de decolar na disputa eleitoral.

Diante disso, uma importante ala do partido passou a defender que o DEM se aproxime do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. “Alckmin não decola. A nossa pesquisa indica que o eleitor não quer mais saber do PSDB”, observou um cacique do DEM ao blog.

Ao mesmo tempo, caciques do DEM avaliam ser preciso reforçar a candidatura de Ciro para que não haja um isolamento do político cearense. ‘Plano B’ do PT. No cálculo político de setores do DEM, sem tempo de televisão e sem estrutura partidária, Ciro Gomes corre o risco de ser engolido pelo “plano B” do PT.

Isso porque, pela Lei da Ficha Limpa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve impugnar a candidatura de Lula. O ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-ministro Jaques Wagner são nomes mais fortes no PT para assumir a candidatura no lugar de Lula. “Ou o Ciro ganha apoio da centro-direita ou corre o risco de ficar isolado”, reforçou esse integrante do DEM.

Apesar do lançamento da pré-candidatura de Rodrigo Maia, o DEM já iniciou as negociações de alianças com outras candidaturas. Além de Ciro e Alckmin, há também a defesa do nome do senador Álvaro Dias, do Podemos.

Três líderes do PDT usam uma frase atribuída à principal liderança histórica da legenda, o ex-governador Leonel Brizola, para justificar a rota traçada pelo presidenciável Ciro Gomes de consolidar primeiro alianças à esquerda para depois buscar o centrão: “Na carroceria do caminhão cabe todo mundo, mas na boleia só quem se confia”. Com a cotação cada vez melhor nas bolsas de apostas após a inelegibilidade e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro tem o desejo de ter um empresário como candidato a vice, imitando a dobradinha Lula-José Alencar. Além disso, pretende ter a seu lado um partido que lhe permita transitar mais ao centro, como o PP, do seu amigo e xará Ciro Nogueira. Mas tal passo só será dado depois que consolidar apoios tidos como fundamentais na esquerda, especialmente PSB e PC do B, isolando o PT. — Nossa prioridade absoluta é o fechamento com o PSB. Avançou bem. Como temos afinidade muito grande e uma relação histórica, facilita muito. Mas vai depender muito da configuração dos palanques regionais — afirma Carlos Lupi, presidente do PDT.
O empresário Benjamin Steinbruch, dono do grupo Vicunha Têxtil e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), se filiou ao PP. A filiação é parte de uma articulação para fazer do empresário uma opção de candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), de acordo com quatro fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, sendo duas do PP, uma do PDT e outra do DEM. Steinbruch assinou a ficha no PP da capital paulista em 4 de abril, três dias antes do fim do prazo final de filiação para quem quisesse disputar as eleições de outubro. Até então, o empresário não estava ligado a nenhuma legenda. A filiação foi articulada pelo presidenciável do PDT, de quem Steinbruch é amigo há mais de 20 anos, e pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). “Eu ficaria muito honrado, mas não fui convidado”, afirmou Steinbruch ao Estado.
09
out

Eleições 2018: PSB flerta com Ciro

Postado às 12:08 Hs

Pouco mais de três anos após a morte do ex-governador Eduardo Campos em plena campanha presidencial, o PSB abriu canais de diálogo com Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) para 2018 e ensaia uma “volta às origens” de centro-esquerda fazendo oposição ao governo do PMDB, revela reportagem do Estadão na sua edição de ontem.  Segundo o que os repórteres levantaram, a cúpula da legenda aguarda para as próximas semanas uma debandada de deputados governistas.

Dirigentes calculam que entre 12 e 18 dos 36 deputados devem deixar o partido para continuarem na base do governo Michel Temer. Essa será a senha para o PSB reforçar o discurso de que voltou às suas origens de centro-esquerda. O PSB rompeu com a então presidente Dilma Rousseff em 2013, quando lançou Eduardo Campos. Em 2015 apoiou o impeachment da petista.

Para viabilizar sua candidatura ao Planalto, em 2014, Campos inchou o partido levando nomes que tinham pouca ou nenhuma afinidade histórica e ideológica com a legenda. É essa ala do PSB que se rebelou quando a cúpula partidária decidiu que não indicaria nomes para o governo Temer. O PDT fez uma oferta para que o PSB apoie Ciro Gomes que foi considerada generosa pela cúpula do partido: uma aliança horizontal.

Funcionaria assim: o PSB apoiaria Ciro Gomes e o PDT em troca apoiaria todos os candidatos à governador pessebistas. São dez candidaturas, segundo o secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, que também preside o Instituto João Mangabeira. Entre elas estão São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o fato de os dois partidos hoje estarem na oposição a Temer facilita a reaproximação. “Houve um afastamento durante o impeachment (o PSB votou a favor e o PDT, contra). Agora me parece que estão retomando o caminho de centro-esquerda”, disse Lupi. Segundo Casagrande, o PSB espera reciprocidade regional de quem estiver a seu lado. “Uma aliança nacional se estabelece com interesse nacional e os regionais”, afirmou ao Estado. O secretário-geral do PSB disse que o partido ainda não descartou uma candidatura própria em 2018, mas revela que está dialogando hoje com o Ciro, Marina e Alckmin.

As novas suspeitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção por ex-executivos de empreiteiras, fez com que o PT passasse a incluir em suas análises internas do cenário político e discussões sobre estratégias a possibilidade concreta de não contar com o seu líder máximo na disputa eleitoral de 2018. O receio é que uma condenação em segunda instância na Operação Lava Jato o torne inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. A reação do PT às novas suspeitas é reforçar o empenho na defesa de Lula tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Ninguém no partido ousa questionar ou cobrar explicações do ex-presidente. Lula é visto no PT como alvo de perseguição da Lava Jato e vítima de uma campanha para impedir sua candidatura em 2018. Mas, com a divulgação dos depoimentos da Odebrecht e a delação do empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, a possibilidade de condenação de Lula, antes vista como remota, ganhou novo status. Líderes petistas avaliam que mesmo que as novas acusações não sejam confirmadas com provas materiais, elas engrossam o caldo das chamadas “provas indiciárias” (com base em indícios) que poderiam sustentar, pelo volume, um pedido de condenação de Lula com base na teoria do domínio do fato, usada para levar José Dirceu à prisão no mensalão.
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