Por: Blog de Josias de Souza

Dilma escancara sua fragilidade cada vez que repete “jamais renunciarei”. Na verdade, a presidente se encontra numa situação desesperadora. A única coisa que não a abandona é o medo de ser abandonada. No momento, Dilma vive o pior tipo de solidão, que é a companhia dos áulicos.

Se perguntarem a qualquer congressista ou ministro quais são os três temas prioritários da agenda brasiliense, o sujeito dirá: impeachment, impeachment e impeachment. Chegou-se a essa conjuntura monotemática por uma razão singela: o risco de Dilma ser impedida de exercer o cargo cresceu enormemente.

O pedido de impeachment deve chegar ao plenário da Câmara antes do final de abril. Ali, madame precisaria de 172 votos para livrar-se da encrenca. E seus operadores políticos já admitem reservadamente que esse apoio mínimo pode faltar à presidente da República.

Repetindo: para sepultar o pedido de impeachment, Dilma teria de contar com irrisórios 33,5% dos votos dos 513 deputados com assento no plenário da Câmara. E ela receia que até esse apoio ínfimo pode lhe ser negado. Ninguém disse ainda, talvez por pena, mas a base congressual de Dilma sofre um grave apagão.

15
mar

Mais uma bomba…

Postado às 17:35 Hs

Delcídio: “Fui escalado por Dilma e Lula para barrar a Lava Jato”, em nova “bomba” durante entrevista nesta terça

Em entrevista, agora há pouco, ao colunista Lauro Jardim de OGLOBO, o senador Delcídio do Amaral jogou duas novas bombas sobre o Planalto. “Cadê o governo que se dizia republicano, que nada interferiria nas investigações? A gravação do Aloizio (Mercadante) confirma o que eles sempre negaram. Na minha delação fica claro que fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava Jato”. Prosseguiu Delcídio: “O (ministro) Edinho (Silva) não sairá vivo deste processo. Ele arrecadava recursos ameaçando, na linha do ‘ou está com a gente ou está contra”.

As declarações do senador são nitroglicerina pura. Além de confirmarem sua delação, antecipada pela ISTOÉ em suas duas últimas edições e homologada hoje, as afirmações comprometem sobremaneira o governo, em especial a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Sobretudo porque confirmam a interferência dos dois nas investigações da Lava Jato. Os novos petardos do senador têm o potencial de implodir a estratégia do Planalto de fazer com que Lula seja alçado ao ministério de Dilma, a fim de alcançar o foro privilegiado, escapando de uma possível condenação pelas instâncias inferiores da Justiça.

Fonte:  Isto É

 

 

 

14
mar

Pela cidade

Postado às 9:47 Hs

Na tarde deste domingo, 13, os mossorenses também contribuiram para que este 13 de março entrasse para a história em que o povo foi para as ruas dizer não ao PT, Dilma e Lula.

Em Mossoró, a manifestação segundo os organizadores contou com aproximadamente 1.500 pessoas. A concentração aconteceu  em frente ao Teatro Dix-huit Rosado.

 

 

Fotos : Marilene Paiva

Por Josias de Souza

 

Pela enésima vez, Dilma foi a São Paulo para conversar com Lula. Pela primeira vez, não buscava conselhos. À frente de um governo caótico, ela continua precisando de ajuda. Mas Lula, crivado de investigações, não tem nada a lhe oferecer. Mal consegue reunir argumentos para fazer sua própria defesa. Dilma e Lula, que não se viam desde 4 de janeiro, trocaram um abraço de afogados. No início, o casamento político de Lula e Dilma era a união do poder com a lealdade. Hoje, o poder está impotente e a lealdade, cansada. O relacionamento esfriou. O criador responsabiliza a criatura pelo desmantelamento da economia. E a afilhada culpa o padrinho pelos escândalos que lhe caíram no colo. Por mal dos pecados, ambos têm razão.

Quem ouve a troca de críticas fica com a impressão de que Lula e Dilma estão unidos por grilhões de barbante, que não resistem a um pontapé. Engano. A dupla está condenada a fingir, a cada novo encontro, a celebração de um amor enterrado.

Daquele matrimônio firmado por interesse restou apenas o patrimônio. Os advogados de Lula buscam saídas para o inferno imobiliário em que se meteu o ex-presidente. Os defensores de Dilma preparam o texto em que refutarão no TSE a acusação de que a campanha de madame foi irrigada com verbas sujas do petrolão.

Está combinado que, se for provocada por repórteres, Dilma fará a defesa protocolar de Lula. Dirá que ilação não é prova, que são inadmissíveis os vazamentos seletivos… Não cogita ir muito além desse blá, blá, blá. Caberá ao PT pegar em armas. A Lula, prover a munição.

Horas antes de conversar com Dilma, o sábio da tribo do PT reunira-se com o conselho do Instituto Lula. Lero vai, lero vem, a socióloga Maria Victória Benevides entoou uma pregação muito parecida com um desagravo. Lula atalhou a prosa. Disse que seus problemas ele mesmo enfrenta. Afora os devotos do PT e os satélites da legenda, não parece haver muita gente disposta a acudir Lula. Em relação a Dilma, nem o PT exibe a mesma disposição para ajudar. Os especialistas ensinam que a primeira coisa a fazer com os afogados é forçá-los a respirar lentamente. Porém, não havendo ninguém por perto, recomenda-se aos afogados que respirem o mais depressa que puderem.

Por Claudio Tognolli /Yahoo

Um comando foi dado, pelo núcleo duro do PT (setor de mídia), nesse fim de semana, para militantes de ambientes virtuais e blogueiros alinhados com Dilma e Lula: viralizar, nas pautas, a ideia de que o Brasil já poderia ter saído da crise não fosse a Operação Lava Jato. Segundo consultores ouvidos por esse blog, a nova pauta é muito simples: bipolarizar (mais uma vez) a situação. De um lado, petistas do bem querendo consertar o país. Do outro, opositores do mal postulando manter o Brasil “num clima de insegurança”.

Os pontos dessa nova agenda midiática se assentam sobre dois passos dados pelo governo no último mês.

O primeiro: a medida provisória assinada por Dilma, em 18 de dezembro, aquela que alterou as regras para acordos de leniência. A medida provisória regula os acordos de leniência firmados pelos órgãos do governo federal com as empresas investigadas por ilícitos contra a administração pública. O texto inclui o Ministério Público nos acordos e dá às empresas o direito de continuar participando de contratos com a administração pública, caso cumpram as penalidades impostas.

Daí o seguinte argumento: todos aqueles contrários a isso quereriam o “caos brasilis”. Entre eles, por exemplo, o o procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos que alega que o Brasil está “caminhando para trás” no combate à corrupção ao adotar esses acordos de leniência.

O segundo ponto: ao Dilma ter zerado as pedaladas fiscais, com o o depósito de 57 bilhões que pacificou a questão, teria dado o maior gesto possível de que quer estar em paz com a lei.

LIQUIDAR A LAVA JATO

Mas a agenda da bipolaridade quer mais: pretende puxar dados da macroeconomia e, ao fim e ao cabo, despejar uma pá de cal na Lava Jato como a grande propulsora do caos.

Alguns dados de macroeconomia: o Banco Mundial prevê retração de 2,5% no país neste ano. A projeção anterior era de crescimento de 1,1%. Outro: a queda do setor automotivo brasileiro divulgada pela Anfavea: comparando com o mesmo mês de 2014, o setor teve em dezembro queda de 30% na produção, acumulando em 2015 baixa de 22,8%, a 2,43 milhões de unidades.

Aí vem a grande questão: dar proporções maiúsculas à Lava Jato. E assim praticamente criminalizar quem combate o crime.

BATALHA BIPOLAR

Para tanto, estão sendo extraídos dados do estudo da consultoria GO Associados. Em resumo, esse estudo atribui à Lava Jato os seguintes números armagedônicos: perdas de R$ 142,6 bilhões (o equivalente a 2,5% do PIB), redução de 1,9 milhão de empregos diretos e indiretos, queda de R$ 22,4 bilhões em salários e diminuição de R$ 9,4 bilhões em arrecadação de impostos. Essa é a nova batalha bipolar no ar: criminalizar quem combate o crime. Diz algo, não ?

Por Pedro do Coutto

O ex-presidente Lula – reportagem de Natuza Nery, Marina Dias e Valdo Cruz, Folha de São Paulo, edição de 18 – chegou a Brasília na quinta-feira e, à noite, depois de um diálogo com a presidente Dilma Rousseff, decidiu ir às ruas pedir o apoio popular ao projeto de reforma que ela encaminhou ao Congresso. A matéria acentua que o antecessor passou a considerar imprescindível um esforço para mantê-la no poder.

Chegou à conclusão – digo eu – de que finalmente descobriu (e revelou indiretamente) que Dilma Rousseff é a maior adversária política de si mesma. Afinal de contas ela sucedeu a si própria no Palácio do Planalto. Se a situação econômica tornou-se crítica, assinala ser uma consequência do primeiro ciclo de seu governo. Lula sabe muito bem que a aprovação do impeachment é extremamente difícil, porém a apresentação de tal projeto é fácil. Aliás, como aconteceu na tarde também de quinta-feira, quando Eduardo Cunha recebeu um pedido de impedimento. Neste momento, a repercussão política pesa muito contra o governo.

Torna-se um fator a mais de desequilíbrio e, como escreveram Natuza, Marina e Valdo, pode influir no temor de que ela perca as condições de governar. Afirmei há pouco que Rousseff é a maior adversária de Dilma. Claro. Quem é responsável por ter assumido compromisso na campanha eleitoral, dizendo uma coisa e fazendo outra no governo, negando-se aos olhos de todos os eleitores? Ela própria. Quem, outro exemplo, represou os preços dos combustíveis e da energia, para liberá-los no alvorecer de seu segundo mandato? Quem escalou o ministério, dividindo-o em 39 pastas? Algo impossível de administrar e articular, inclusive por falta de tempo? Quem se propõe, agora, a congelar o reajuste salarial dos funcionários públicos? Quem, depois de dizer não gostar da CPMF, a apresentou ao Legislativo sob a forma de emenda constitucional?

RECUOS E MAIS RECUOS

Outras contradições, recuos e mais recuos, poderiam ser colocados como exemplos, mas este conjunto de indecisões já creio suficiente. O isolamento no governo é o reflexo. E o isolamento é fatal em política, sobretudo quando a rejeição é muito alta por parte da sociedade, como têm revelado as pesquisas do Datafolha e do Ibope.

Sentindo isso, Lula resolveu atuar junto a Dilma Rousseff, não para aprovar a CPMF, que sabe muito bem ser impossível. Mas para livrá-la do isolamento em que se encontra, aprisionada por uma equipe palaciana que vive se iludindo e, com isso, iludindo-a também. A equipe do Planalto a conduziu a uma série de atuações defensivas. Todos os dias, por exemplo, ela argumenta com a tese da legitimidade democrática de seu mandato. Não diz outra coisa. Não tenta efetivamente romper o isolamento. Não parte concretamente para uma reforma ministerial, não reconhecendo, portanto, que o atual é um fracasso.

Lula vai ajudá-la. Não creio no êxito do esforço, pois como o futebol o governo é um conjunto e os jogos se ganham no campo, não na teoria. De teoria a população está cheia. Até porque na teoria se resolve tudo. O desafio está na prática. Porém essa questão não interessa a Lula. Ele precisa se mostrar solidário. Até porque, ao contrário do que alguns do PT supõem, ele não tem outro caminho.

Ele pensa em 2018, claro. Mas tem certeza de que três anos fora do poder são uma eternidade. A força política desaparece como nuvem. E não tem cabimento torcer para time errado. É o que Dilma está fazendo.

Não é só no volume de dinheiro desviado que o assalto à Petrobras já se tornou maior que o mensalão. Seu impacto sobre a avaliação do governo também ultrapassa de longe o do escândalo de 2005, mostra a nova pesquisa Datafolha.

Quando Lula vivia o pior momento, com seu principal ministro acusado de comprar apoio de políticos no Congresso, 29% dos brasileiros consideravam o governo ruim ou péssimo. Agora são 44% os que reprovam a administração de Dilma Rousseff.

A corrupção encostou na saúde como o problema que mais preocupa as pessoas. E o petrolão começou a contaminar a imagem da presidente, que passou a ser vista como “desonesta” por 47% dos entrevistados.

A indignação com os desvios se soma à apreensão com a economia. O medo do desemprego disparou, e quatro em cada cinco pessoas acreditam que a inflação vai subir mais.

Na sexta-feira, o IBGE informou que a alta de preços em janeiro bateu um recorde de 12 anos. O que está ruim deve piorar em breve, com o reajuste nas contas de luz.

Na campanha, o PT dizia que a comida sumiria da mesa das famílias se a oposição chegasse ao poder. As famílias reelegeram Dilma e agora reagem ao se ver sob a mesma ameaça.

Nem o tucano mais fanático poderia imaginar um quadro como o de hoje: a presidente se reelegeu e, depois de apenas três meses, seu governo parece se desmanchar.

A falta de água, o risco de apagão e um Congresso mais hostil do que nunca completam a equação explosiva. Não é à toa que a hipótese de um processo de impeachment passou a rondar as conversas em Brasília, embora ainda não haja provas de envolvimento da presidente no petrolão.

Em 2005, Lula se disse traído, jogou aliados ao mar e usou seu carisma único para reagir. A economia ajudou, e ele conseguiu se erguer da lona. Mergulhada em uma crise mais grave e sem a força política do padrinho, Dilma aparenta não ter ideia do que fazer para sair do buraco.

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

Por Carlos Chagas

Surgem a cada dia novas denúncias sobre a lambança na Petrobras. A corrupção no Brasil vem dos tempos de Pedro Álvares Cabral, mas foi a partir do primeiro governo do Lula que deu-se a metamorfose: em vez de instrumento maior do desenvolvimento   e da soberania nacional, a empresa transformou-se na caverna do Ali Babá. Seus planos, programas e objetivos viram-se encaminhados para gerar dinheiro sujo, com a participação de partidos políticos, parlamentares, empreiteiros e altos funcionários. Não dá para aceitar que o então presidente da República estivesse alheio ao que se passava. Senão beneficiário, ao menos conivente ele foi. Sabia do execrável uso da estatal para sustentar e ampliar a influência do PT e outros partidos de sua base de apoio, da mesma forma como não ignorava as práticas do mensalão. Não apenas calou-se, sem tomar providências, mas assim estimulou a roubalheira.

O mesmo aconteceu com Dilma Rousseff, antes mesmo de assumir a presidência, como ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e líder do Conselho de Administração da Petrobrás. Como não sabia, se participava, como o Lula, da nomeação de companheiros para a diretoria da empresa? Não terá se beneficiado pessoalmente, mas permitiu para outros os benefícios espúrios através de obras superfaturadas, aditivos contratuais e malandragens propostas pelas empreiteiras, igualmente envolvidas nessa que parece a mãe de todas as tramoias.

 

IVES GANDRA

Fica a pergunta, agora que se avolumam as denúncias e aproxima-se o julgamento dos bandidos, em número cada vez maior, se tanto o Lula quanto a Dilma permanecerão incólumes na devassa. O jurista Ives Gandra já traçou o roteiro da culpa de ambos, mesmo sem personalizá-los. Nessa hora do “salve-se quem puder” torna-se evidente a responsabilidade do antigo e da atual presidente. Não haverá como poupá-los, apesar do constrangimento e dos efeitos catastróficos de sua inclusão nos processos agora prestes a entrar em sua fase definitiva.

As comemorações dos 35 anos de fundação do PT realizaram-se ontem sob a égide de um falso martírio. Os companheiros apresentaram-se como perseguidos, abnegados e sacrificados. Claro que essa categoria também existe, mas está sendo levada de roldão na corrente de sujeira agora à vista de todos.

Em suma, não é nada confortável a situação do Lula e de Dilma, ainda que pareça impossível a concretização do impeachment de uma e da condenação do outro. São muitos os canais que interligam ambos às instituições vigentes e aos grupos do poder social.  Mesmo assim, a conclusão é de estar-se encerrando um ciclo antes tido como brilhante e agora exposto à execração pública. Como o Brasil é maior do que seus vícios e defeitos, consola-nos a certeza de que acabará passando esse amargo período de descrédito em pessoas, ideias e propósitos, um dia tidos como nosso futuro. Lula e Dilma podem escapar das punições, mas da História, jamais escaparão.

30
abr

Crônicas & Dicas

Postado às 10:30 Hs

Em política, como na economia, o êxito é vinculado à capacidade de criar expectativas positivas. Nesse momento, a presidente Dilma Rousseff caminha na contramão, sem gerar expectativa de poder no campo político, ao tempo em que consolida a relação de desconfiança construída junto ao mercado, no campo econômico. A queda gradual e segura nas pesquisas corrói seu patrimônio político às vésperas da eleição em que tenta o segundo mandato e abre fissuras na sua base de sustentação congressual, já com efeitos dissidentes na aliança nacional. As pesquisas refletem o efeito-dominó do processo: com a economia estagnada, principalmente pela falta de investimentos privados, e a inflação afetando o cotidiano do cidadão, os índices de aprovação caem e o apoio político desaparece. A formalização do movimento pela volta do ex-presidente Lula por um partido aliado, o PR, reflete menos a crença nessa possibilidade e mais a decisão de não seguir com a candidatura que perde força. É, portanto, mais um movimento de “Sai, Dilma”, do que de “Volta, Lula”.
08
abr

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 10:52 Hs

  • O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR) pediu licença – tanto do mandato como da vice-presidência – e ficará afastado por 60 dias, sem receber salário. Vargas alegou “motivos pessoais”. O petista vem sendo questionado por sua relação com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro.Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo revelou que Vargas usou um jatinho pago pelo doleiro para viajar em férias com a família à João Pessoa (PB). A viagem teria custado R$ 100 mil. Da tribuna da Câmara, Vargas pediu desculpas aos colegas e à família. E negou qualquer envolvimento em um contrato de R$ 150 milhões para fornecimento de remédios entre o laboratório Labogen e o Ministério da Saúde. (Estadão)
  • Há pouco mais de um mês, quando se falava sobre as manifestações cada vez mais frequentes de petistas em favor da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a maioria dos petistas mais graúdos limitava-se a admitir, reservadamente, que uma “vontade” tomava conta de setores do partido. Em geral, o argumento de dirigentes partidários era o de que Lula deixa correr a tese de seu retorno em 2014, mas não pressionaria de fato para que ela se viabilize. E, até 2018, haveria tempo mais que suficiente para construir um novo nome. Agora, com crise na Petrobras, CPI sendo articulada no Congresso e o recuo da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de avaliação, o discurso no partido da presidente já é bem diferente. Na semana passada, um integrante do primeiro escalão da legenda que lá atrás falava na construção de uma alternativa para a próxima eleição agora fez a seguinte avaliação: “Agora, acho que não tem muito jeito. O que Lula vai fazer é rodar como candidato, para eleger Dilma. Mas, em 2018, aí não tem dúvida. Lula volta com certeza”. (Blog Poder Online – Clarissa Oliveira)
  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, defendeu o direito à informação como “valor essencial no regime democrático”. Mas ressaltou que não pode ser confundido com violação da privacidade, da imagem e da honra, “muito menos servir ao discurso do ódio, do racismo, da discriminação de gênero, da estigmatização religiosa”, que Barbosa classificou como “intrínsecos perigos” da liberdade de expressão. (De O Estado de S.Paulo – Luciana Nunes Leal)
  • O número de brasileiros que apoiam a realização da Copa do Mundo deste ano no país caiu para 48%, ficando pela primeira vez abaixo dos 50%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (8). Em novembro de 2008, ano seguinte ao anúncio oficial da Fifa da realização do evento no Brasil, o apoio à realização da Copa do Mundo no país era de 79%. O número caiu para 65% em junho de 2013 e estava em 52% em fevereiro deste ano. Aqueles que afirmam ser contra a realização do evento representaram 41% no último levantamento, ante apenas 10% em 2008, de acordo com a pesquisa publicada nesta terça-feira pela Folha de S.Paulo. Inicialmente considerada uma oportunidade para alavancar o desenvolvimento do país, a Copa do Mundo se tornou uma dor de cabeça para o governo e os organizadores diante dos inúmeros atrasos em obras de estádios e aeroportos, projetos de infraestrutura cancelados e protestos contra a realização do torneio.
  • O dólar acelerou a queda ante o real nesta segunda-feira (7), fechando no menor nível desde o fim de outubro passado, rompendo o patamar de R$ 2,30. A queda foi sustentada pela perspectiva de fluxo positivo da moeda para o Brasil (mais entrada do que saída), com o ingresso de recursos captados por empresas brasileiras no exterior, e pelo cenário de menor aversão a operações de risco. A moeda norte-americana recuou 1,06%, cotada a R$ 2,22 na venda. É o nível mais baixo no fechamento desde 30 de outubro, quando terminou o dia a R$ 2,192.
  • Depois de dois pregões de realização de lucros, a BM&FBovespa voltou a subir nesta segunda-feira e retomou o patamar de 52 mil pontos, encerrando no maior nível desde o fim de novembro. Segundo analistas, os dois principais fatores que impulsionaram o desempenho são a pesquisa de intenção de voto, que mostrou queda da presidente Dilma Rousseff, e o aumento do fluxo de estrangeiros na bolsa. Petrobras e BB dispararam e foram os destaques do dia. O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,10%, aos 52.155,28 pontos, maior nível desde os 52.482,49 pontos de 29 de novembro do ano passado. Na mínima da sessão, registrou 51.115 pontos (0,07%) e, na máxima, 52.229 pontos (2,25%). No mês, acumula ganho de 3,45% e, no ano, valorização de 1,26%. O giro financeiro do dia totalizou 7,350 bilhões de reais.
12
dez

Reunidos

Postado às 10:00 Hs

PT QUER MENSALÃO EM SEGUNDO PLANO DURANTE CONGRESSO

Nem mesmo o ato de desagravo previsto para  esta 5ª feira (12) pela cúpula do PT serviu para aplacar a revolta dos petistas presos e de seus amigos, que esperavam um gesto mais enfático de solidariedade por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

Tudo foi planejado para não constranger Dilma, descolando a manifestação de desagravo da abertura do encontro. A presidente quer manter o governo longe do escândalo, para não contaminar a campanha à reeleição, e proibiu ministros de fazerem a defesa pública dos réus do mensalão. Na semana passada, ela ficou irritada ao saber que pelo menos dois ministros visitaram o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares.

Dilma e Lula participarão do primeiro dia do Congresso, na noite de hoje, mas não do ato em solidariedade aos “injustiçados” pelo Supremo – termo usado na programação do evento.

O desagravo foi marcado para amanhã cedo justamente para que ninguém do governo possa ir, já que se trata de horário de expediente. A defesa pública dos petistas presos será feita por seus parentes.

Genoino disse a amigos que não precisa de um “ato envergonhado” do partido. “Não aguento mais esse sofrimento”, afirmou ele, na semana passada, antes de renunciar ao mandato de deputado para fugir da cassação no plenário da Câmara. Condenado a regime semiaberto, Genoino foi transferido temporariamente do Complexo da Papuda para prisão domiciliar, por causa de problemas cardíacos. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foi um dos amigos que o visitaram.

06
mar

Os riscos da sucessão antecipada…

Postado às 16:28 Hs

“Uma coisa é Lula, como aliado, aceitar a provocação e lançar Dilma à reeleição com quase dois anos de mandato a cumprir. Outra, completamente diferente, é Dilma, que é candidata natural, precipitar a campanha, comprometendo projetos e ações que poderiam fortalecer a economia”

A presidenta Dilma não pode embarcar na armadilha de antecipar o debate sucessório, como tem estimulado a mídia, mesmo tendo sido lançada sua reeleição pelo ex-presidente Lula. Precipitar o debate terá quádruplo significado: afugentar os investimentos, paralisar o governo, valorizar potenciais candidatos de oposição e demonstrar insegurança quanto aos resultados do governo.

A primeira consequência da precipitação do debate sobre a sucessão seria ampliar a desconfiança dos investimentos, além de elevar a insegurança de determinados setores de mercado, especialmente em relação à influência nesse processo do secretário do Tesouro.Se, por alguma razão, Dilma entregar uma média de crescimento inferior à de FHC, mesmo que consiga sustentar o consumo e os empregos, corre o risco ir para a reeleição enfraquecida. Afinal, jogaria por terra a fama de boa gestora, que lhe garantiu o mandato em 2010.

A segunda consequência da antecipação ou acirramento da disputa seria a paralisia do governo, que deixaria de formular, implementar e cobrar resultados das políticas públicas para responder aos ataques da oposição. (Congresso em Foco/Antônio de Queiroz)

 

 

24
nov

Popularidade em alta…

Postado às 21:00 Hs

Pesquisa divulgada pelo Ibope neste sábado (24) revela que o eleitorado brasileiro prefere a presidente Dilma (PT) ao ex-presidente Lula (PT) para as eleições de 2014. A pesquisa espontânea – sem que os nomes sejam mostrados ao eleitor – dá a Dilma 26% das citações, contra 19% de Lula. Se a eleição presidencial fosse hoje, 39% dos eleitores não saberiam em quem votar. 1% dos entrevistados não quiseram responder. Somados aos 4% que afirmaram votar em branco ou nulo, o Brasil tem – a dois anos da eleição – um total de 44% de eleitores sem candiato, um número baixo se comparado a pleitos anteriores. Em fevereiro de 2010, por exemplo, apenas seis meses antes da escolha para o sucessor de Lula, o total de eleitores sem candidato era de 52%. Outros 23% citavam Lula, que não iria disputar o pleito. Somadas, as citações de candidatos que disputariam a presidência alcançava apenas 25% dos eleitores – número inferior ao atingido por Dilma já este ano.
08
jul

Charge: Acorda Dilma ele quer voltar…

Postado às 22:15 Hs

26
abr

Charge: Lula continua na liderança…

Postado às 20:36 Hs

22
abr

Lula ainda continua favorito em 2014

Postado às 20:12 Hs

A presidente Dilma Rousseff bateu mais um recorde de popularidade após um ano e três meses de mandato, mas seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, é o preferido dos brasileiros para ser o candidato do PT ao Planalto em 2014, mostra pesquisa do Datafolha publicada na edição deste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o levantamento, o governo petista é avaliado como ótimo ou bom por 64% dos brasileiros, uma melhora em relação aos dados de janeiro, quando teve a aprovação de 59% . Para 29%, Dilma faz um governo regular. Outros 5% consideram que a atual administração é ruim ou péssima. Em janeiro, essas taxas foram de 33% e 6%, respectivamente.

Os índices revelam a melhor avaliação obtida por um presidente no período considerado. Com um ano e três meses de mandato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tinha o governo aprovado por 30% e Luiz Inácio Lula da Silva por 38%.

14
abr

CPI pode afetar o governo

Postado às 8:17 Hs

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta sexta-feira, 13, por duas horas e quarenta minutos na subsede da Presidência, na Avenida Paulista, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir a ele que tenha cautela ao incentivar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira – que investigará laços de políticos e agentes privados com o contraventor Carlos Augusto Ramos, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais. A presidente teme que as investigações respinguem em seu governo

Enquanto o ex-presidente incentiva, Dilma está preocupada com as proporções que a CPI poderá tomar. Ao lado do presidente do PT, Rui Falcão, Lula tem sido um dos principais incentivadores da CPI do Cachoeira.

Eles entendem que com a CPI será possível provar que não houve o mensalão – maior escândalo do governo do PT, ocorrido em 2005, em que parlamentares da base aliada votavam a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto em troca de uma remuneração mensal, conforme o relatório da CPI dos Correios.

Embora não tenha se manifestado publicamente sobre a CPI, há informações de bastidores do governo de que Dilma acha que existe uma possibilidade forte de a CPI prejudicar sua administração. A visão é compartilhada por petistas mais comedidos, que temem a utilização da CPI como palco de vingança política.

Essa ideia foi reforçada depois da volta de Dilma dos Estados Unidos. Recados do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e do senador Delcídio Amaral (PT-MS) que chegaram à presidente classificam a CPI como “de alto potencial destrutivo”.

nov 24
terça-feira
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