O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro será um nome forte para as eleições de 2022, caso decida disputar a Presidência da República.

“Moro, se for candidato, e acho que ele está começando a se preparar para isso, certamente será um candidato forte nas eleições de 2022”, declarou Maia em entrevista à rádio Banda B, de Curitiba, na manhã de hoje.

A declaração do presidente da Câmara vem em um momento em que tramita na Casa um projeto que prevê quarentena de seis anos para que juízes possam se candidatar a cargos públicos. Atualmente, esse período é de apenas seis meses. Maia e o presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Dias Toffoli, chegam a defender publicamente uma quarentena ainda maior, de oito anos.

UOL

O governo Jair Bolsonaro passou nos últimos três meses por uma tempestade política perfeita. À crise inaugurada pela pandemia do novo coronavírus, menosprezada pelo presidente desde o início, somaram-se a conturbada demissão de seu ministro mais popular, Sergio Moro, duas trocas no Ministério da Saúde, a abertura de um inquérito para apurar interferência política na Polícia Federal, a divulgação em vídeo de uma escabrosa reunião de seu gabinete, o cerco a bolsonaristas radicais em duas investigações do Supremo, a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em uma casa do advogado de Bolsonaro, o diagnóstico de Covid-19 do chefe do Executivo e o saldo nefasto de mais de 80 000 mortos pela doença. Mesmo em meio a dificuldades sérias, que poderiam estraçalhar a popularidade de inúmeros políticos, Bolsonaro segue firme, mostrando mais uma vez que é um fenômeno político. Se a disputa presidencial fosse hoje, ele seria reeleito.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, outro postulante ao Palácio do Planalto em 2022, comparou a situação de Jair Bolsonaro à de Fernando Collor às vésperas de seu impeachment, em 1992.

“Moro está para Bolsonaro como o Fiat Elba esteve para Collor. A prova que faltava. Agora não falta mais”, tuitou o governador nordestino.

“Do ponto de vista jurídico, o depoimento de Moro constitui prova de crimes de responsabilidade contra a probidade na administração, contra o livre exercício dos Poderes e contra direitos individuais.”

E ainda:

“O depoimento de Moro sobre aparelhamento político da Polícia Federal como base para o ato de exoneração do delegado Valeixo constitui forte prova em um processo de impeachment.”

O Antagonista

Nova pesquisa sobre a eleição presidencial de 2022, publicada nesta quinta-feira (13/2), mostra que, se a votação fosse hoje, o presidente Jair Bolsonaro ganharia dos principais nomes cogitados para a disputa, com exceção do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Realizado pela FSB e pela revista Veja, o levantamento mostra ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — hoje impossibilitado de se candidatar, por causa da Lei da Ficha Limpa — é o nome mais forte no campo da esquerda, e que o apresentador Luciano Huck teria boa chance de chegar ao segundo turno em um cenário sem Lula nem Moro na disputa.

COM OU SEM LULA – No primeiro cenário de primeiro turno analisado (sem Lula nem Moro), Bolsonaro ficaria em primeiro, com 37% (quatro a mais que no levantamento anterior, feito em dezembro), seguido de Fernando Haddad (PT), com 13%; Luciano Huck (sem partido), com 12%; e Ciro Gomes (PDT), com 11%. Há, portanto, um empate técnico entre os três. Completam o cenário: João Amoêdo (Novo), com 4%; e João Doria (PSDB), com 3%.

Quando o cenário inclui Lula, os números mudam bastante. Bolsonaro cai de 37% para 31%, ficando apenas 3 pontos percentuais à frente de Lula, com 28%. A diferença coloca os dois em empate técnico. Em dezembro passado, o cenário era parecido: o presidente tinha 32% e o petista, 29%.

Em um eventual segundo turno entre os dois, Bolsonaro teria vantagem se a eleição fosse hoje: venceria por 45% a 40%. Bolsonaro também venceria, em segundo turno, Haddad (51% a 33%), Doria (50% a 25%) e Huck (45% a 37%).

MORO X BOLSONARO – O único nome hoje capaz de vencer o presidente seria o ministro da Justiça, Sergio Moro. Numa disputa entre os dois, o ex-juiz teria 39% dos votos, contra 37 do capitão reformado. Outro empate técnico.

A FSB ouviu 2 mil pessoas por telefone entre 7 e 10 de fevereiro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira, dia 6, que não governa o país de olho na disputa pela reeleição em 2022. Ele, que já declarou a intenção de concorrer a mais um mandato, falou sobre o tema ao mais uma vez reclamar das críticas feitas a seu governo pela imprensa. “Não estou preocupado com reeleição. Podem continuar escrevendo [incompreensível]. Não vou brochar para atender vocês [jornalistas] pensando em reeleição. Eu sou imbrochável”, disse Bolsonaro, pela manhã, ao deixar o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Ele falou por 50 minutos. SOBRE ONYX – O presidente comentou ainda que quem se preocupa com política “não dá certo”. Essa última declaração foi feita quando questionado sobre a situação do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que tem favorecido seu reduto eleitoral à frente da principal pasta do governo, como mostrou a Folha.
Depois de acenar com um projeto que retirava a segurança pública do ministério de Sérgio Moro, que ficaria apenas com a pasta da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro recuou e disse que a ideia havia partido de secretários estaduais de Segurança que desejavam unificar as ações voltadas para combater o crime organizado. Acontece que Sérgio Moro imediatamente se manifestou contra a possível perda de poder e deixou claro que pediria demissão. O presidente da República recuou, mas o episódio mostrou mais uma vez a insegurança do relacionamento entre presidente e ministro quando se trata de questões políticas. O fato é que em uma hipótese de renúncia de Moro, o governo sofreria um abalo extremamente sensível no esquema de poder e governar. A administração federal, como sabemos todos depende muito da permanência do juiz da Lava Jato na pasta para a qual foi nomeado.
Pode-se dizer, sem medo de errar, que Bolsonaro tem muito mais defeitos do que qualidades, sua falta de cultura chega a ser patética, comporta-se de maneira adolescente no exercício da Presidência da Republica, no primeiro ano de governo deu 608 declarações falsas ou distorcidas, o que equivale uma média de 1,6 por dia, tudo isso depõe contra ele. Mesmo assim, será um fortíssimo candidato à reeleição. Sua estratégia de fazer permanente campanha é de fato proveitosa. Ele segue a velha máxima “falem mal, mas falem de mim”. E dá várias declarações por dia, sobre assuntos variados, que lhe garantem um colossal espaço na mídia, 24 horas por dia.
05
jan

Aliança pelo Brasil usa estatuto do DEM

Postado às 19:00 Hs

Partido que Bolsonaro tenta criar aproveitou documento de legenda rival

Foto: Reprodução

O Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tenta tirar do papel, usou o estatuto do Democratas (DEM) como base para elaborar o documento com as suas diretrizes de atuação. A análise das propriedades da versão do texto que estava disponível no site da nova agremiação tinha como título “Partido Democrata”. No campo autor, aparecia “PFL” (antigo nome do DEM).

Os dois textos possuem ainda algumas semelhanças. Por exemplo, ao tratar dos procedimentos para filiação, o Aliança diz: “Poderão filiar-se à Aliança os eleitores em pleno gozo dos seus direitos políticos que se proponham a aceitar, respeitar e difundir fielmente as diretrizes do programa fundador e os preceitos deste Estatuto.” Já o estatuto do Democratas afirma: “Poderão filiar-se ao Democratas eleitores que, em pleno gozo dos seus direitos políticos, aceitarem o seu Programa e o seu Estatuto…”.

Em 18 de dezembro, o Aliança colocou uma nova versão do estatuto em seu site sem os rastros que indicavam o uso do documento do DEM como base.

(Por Sérgio Roxo)

Via Poder 360

O ex-presidente Lula é o maior adversário político de Jair Bolsonaro até as eleições de 2022 para 1/3 dos brasileiros, segundo levantamento da empresa Paraná Pesquisas. O petista foi apontado por 32% dos entrevistados. Atrás vêm o pedetista Ciro Gomes, com 15,6%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 11,7%; e o apresentador televisivo Luciano Huck, com 8,3%.

A pesquisa foi realizada por 2.222 entrevistas via telefone de 14 a 18 de dezembro e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi estimulada ­–ou seja, feita com base em uma lista de nomes já definida pela empresa. Também foram incluídos o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Registraram pontuação de 3% e 1,9%, respectivamente.

O levantamento aferiu ainda o quanto cada candidato é lembrado em cada região do país. No Nordeste, Lula é apontado por 40,6% dos entrevistados; é menos citado no Sudeste (28,6%) e no Sul (25,5%). João Doria também registra variação significativa: no Sul, tem seu desempenho mais alto (15,2%); no Nordeste, marca 7,4%.

A Paraná Pesquisas avaliou ainda a percepção da população a respeito de quem deve ser o vice de Bolsonaro nas eleições de 2022. O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) foi lembrado por 45,6% dos entrevistados.

Apesar de dizer que se sente como um prisioneiro sem tornozeleira eletrônica desde que assumiu o governo, Jair Bolsonaro já anunciou que pretende disputar a reeleição. Ele confirma a possibilidade de formar uma chapa com o ministro Sergio Moro. “Nós somos Zero Um e Zero Dois. Tem de ver se ele quer. Nunca entrei em detalhes com ele sobre esse assunto, até porque é cedo demais para discutir, causa ciúme. Você daria um sinal de que não está satisfeito com o Mourão, e da minha parte está tudo tranquilo com o Mourão. O Moro não tinha uma vivência política. A cabeça dele enquanto juiz pensava assim: ‘Se eu fosse presidente, faria isso’. Agora ele conhece a realidade. Mas seria uma chapa imbatível.”

O presidente falou sobre o assunto em entrevista exclusiva a VEJA, no Palácio da Alvorada. Pouco antes da conversa, ele teve a visita de seu advogado pessoal, Frederick Wassef, e descobriu que a tranquilidade era apenas aparente. Um novo e barulhento escândalo envolvendo a família Bolsonaro estaria prestes a explodir. Acertou em cheio. Na quarta 18, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro realizou uma megaoperação para desvendar o caso da “rachadinha” que implica seu filho Flávio e o ex-assessor Fabrício Queiroz. “Tenho convicção de que no final vão concluir que o Flávio não tem nada a ver com o problema dos outros. Há uma obsessão do governador do Rio (Wilson Witzel) em ser presidente a qualquer custo”, acusa Bolsonaro, insinuando que tudo não passa de uma armação do agora rival político.

Veja

 

06
dez

Cenário 2022

Postado às 17:37 Hs

A pesquisa encomendada pela Veja simulou um cenário em que Jair Bolsonaro e Sergio Moro se enfrentariam em 2022. Nesse caso, eles empatariam com 36%.

A Veja pesquisou a hipótese de Sergio Moro e Lula disputarem o Palácio do Planalto em 2022.

No segundo turno, Moro derrotaria o ex-presidiário com uma margem muito mais folgada do que Jair Bolsonaro48% a 39%.

# Rejeição

Lula é rejeitado por 56% dos eleitores, segundo a pesquisa encomendada pela Veja.

Jair Bolsonaro chegou a 48%Sergio Moro, nesse quesito, ganha disparado. Ele é rejeitado por apenas 35% dos brasileiros.

A Veja encomendou uma pesquisa sobre a disputa presidencial de 2022.

No primeiro turno, Jair Bolsonaro teria 32% e Lula teria 29%.  No segundo turno, Bolsonaro derrotaria o ex-presidiário (na hipótese de que ele ainda estivesse solto) por 45% a 40%.

Candidato não declarado ao Planalto, o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, compara seu projeto presidencial com uma corrida de longa distância. “Ele diz: ‘Tenho que ter cuidado, porque isso é uma maratona”, conta Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que ambiciona a filiação de Huck. Numa maratona, o corredor precisa combinar força física e equilíbrio mental. Quem se deixa levar pela ansiedade, apressando demais o passo na largada, arrisca-se a perder o fôlego antes de cruzar a linha de chegada. “Ele está certo. Faltam três anos para a eleição. Não tem razão para se precipitar”, aprova Freire.

Por Carlos Newton

Ninguém sabe ao certo o que acontecerá ao Brasil. Recorde-se que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com folga, em meio a um clima de renovação e muita esperança, acreditava-se que o país reencontraria o caminho do crescimento socioeconômico. Como se sabe, sonhar ainda não é proibido nem paga imposto. Os eleitores sonharam à vontade e agora têm de se deparar com a realidade, que chega a ser incompreensível, é por isso que não existem mais brazilianistas, todos desistiram de entender o Brasil e jogaram a toalha.

O fato concreto é que um ano praticamente já se passou e não houve grandes resultados, salvo o controle da inflação, embora Bolsonaro acredite que seu governo é um espetáculo e que o mundo ainda há de se curvar perante o Brasil, vejam a que ponto de delírio chegamos.

PARADOXO AMBULANTE – Neste primeiro ano, o que se viu foi um governo dividido, em que o Ministério da Economia se encarregou das reformas, enquanto a Presidência se mostrava mais interessada num revertério nos costumes socioculturais, com a intransigente defesa da instituição familiar passando a ser feita por um governante que já está no terceiro casamento e nem quer saber dos graves problemas da família da atual primeira-dama, a bela Michelle, cujo prazo de validade ainda não está vencido.

Bolsonaro é assim mesmo, um paradoxo ambulante. Em 2016, nos preparativos para as eleições, foi batizado no Rio Jordão pelo pastor pentecostal Everaldo Pereira, fundador do PSC, que depois lhe negaria legenda para ser candidato. Ainda hoje, Bolsonaro se diz católico, mas vive em orações nos templos evangélicos, onde se declara um enviado de Deus, que é uma boa forma de garantir eleitores.

E está sempre anunciando a nomeação de um jurista (?) tremendamente evangélico para ao Supremo.

VOCAÇÃO DE DITADOR – Não há a menor dúvida de que Bolsonaro tem uma tendência enorme para ser ditador, pois não aceita a existência da oposição, cultiva a paranoia de enxergar comunistas em todos os cantos, se diz perseguido pela grande imprensa e só dá entrevistas à evangélica TV Record, que o apoia incondicionalmente, e ao SBT, que pertence a um israelita que reza pela cartilha do oportunismo e se oferece prazerosamente a qualquer governo, desde os tempos da ditadura militar.

No meio dessa confusão, percebe-se que o governo é desastroso, muito mal visto no exterior, porque se orgulha de não acreditar em aquecimento global ou em efeito estufa, está pouco se incomodando com o meio ambiente e os direitos das minorias, além de achar que seu apoio incondicional aos Estados Unidos lhe garantirá ingresso no paraíso político universal, vejam que confusão dos diabos.

E AS REALIZAÇÕES? – De fato, há algumas realizações que merecem elogios, como a extinção de centenas de desnecessários conselhos federais, a derrubada dos juros, o controle da inflação e a tentativa – ainda não concretizada – de garantir posse de arma a cada cidadão decente, além da decisão de não privatizar a Petrobras, entregando apenas as subsidiárias.

E paramos por aqui, porque a reforma da Previdência é uma realização necessária, mas incompleta, pois não incluiu os servidores militares na primeira leva nem a privilegiada nomenklatura civil, especialmente do Judiciário e do Legislativo, todos continuam se aposentando com o supremo teto .

POR OSMOSE – A mínima recuperação do PIB e do emprego este ano foram obtidas por osmose, porque o governo nada fez neste sentido, as coisas se deram normalmente, com a economia batendo no fundo do poço e depois subindo em pouco, conforme já ocorrera no governo Temer, também por osmose, pois em economia não existem crises eternas.

Em tradução simultânea, são poucas as grandes realizações. Mesmo assim o presidente pode se reeleger, devido à aversão a Lula e ao PT, que parece ter aumentado com a libertação do ex-presidente, que tem ficha sujíssima e leglamente não pode se candidatar em 2022.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta quinta-feira, 14, seu primeiro pronunciamento para o partido, durante a Executiva Nacional do PT, em Salvador, na Bahia. Em meio a discussões de que o PT poderia compor candidaturas de outros partidos de esquerda nas eleições municipais do ano que vem, Lula disse que a legenda “não nasceu para ser partido de apoio” e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis. Afirmou, ainda, que o partido não precisa fazer nenhuma autocrítica. Durante discurso, citou praticamente todos os possíveis candidatos à Presidência em 2022, com críticas e ironias ao presidente Jair Bolsonaro, ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e ao apresentador de TV Luciano Huck. Ao falar de Bolsonaro, Lula voltou a ligar o nome do presidente ao de milicianos e ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes. “Bolsonaro, não pense que eu quero brigar com esses milicianos. Não quero, essa briga resultou na (morte de) Marielle”. Lula voltou a criticar a condução econômica do governo federal, numa demonstração do que deve ser o mote de sua atuação na oposição e atacou de forma rápida o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem chamou de “canalha”.
A nova configuração do cenário eleitoral para o pleito de 2022 obrigou os dois principais presidenciáveis do chamado centro no momento, o governador João Doria (PSDB-SP) e o apresentador Luciano Huck, a rever seus cálculos para o embate. A mexida no tabuleiro decorre da volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à arena pública, após sua libertação na última sexta-feira (8), e do especulado antagonismo entre ele e Jair Bolsonaro. Em ambos os casos, a aposta de estrategistas dos presidenciáveis é no cumprimento da profecia do embate sectário entre Lula e o presidente.
Num recente congresso do PT de São Paulo, a plateia puxou o coro de “Lula inocente, Lula presidente”. Embora a libertação do ex-presidente esteja longe de significar o fim de seus problemas judiciais, a especulação sobre uma nova candidatura em 2022, quando o petista terá 77 anos, deve recomeçar imediatamente. O ex-presidente foi libertado nesta sexta (8) após a Justiça Federal emitir alvará de soltura em razão da decisão tomada na véspera pelo Supremo Tribunal Federal de eliminar a possibilidade de prisão antes do esgotamento de todos os recursos. Pessoas do entorno de Lula dizem que ele é o primeiro a encorajar a possibilidade de disputar o Planalto. Como relatou um aliado próximo há alguns meses, “o rapaz de Curitiba [Lula] não pensa em outra coisa”. A saída da cadeia não absolve nem devolve os direitos políticos ao ex-presidente, no entanto, que ainda tem duas condenações e é réu em mais sete ações criminais. Para que Lula possa ser candidato, uma improvável sequência de eventos teria que ocorrer, incluindo absolvições, anulação de sentenças e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.
O centro deverá apoiar Luciano Huck na disputa com o PT para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno em 2022, deixando João Doria (PSD) de lado. E o poder real no país pode acabar nas mãos de um primeiro-ministro. As previsões foram feitas por um dos mais experientes observadores da cena política brasileira, o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen. Aos 81 anos, ele é um dos principais oráculos ouvidos por atores do centro à direita, mesmo tendo deixado a vida partidária em 2010.
Uma pesquisa do Instituto Paraná, objeto de reportagem de José Benedito da Silva, na revista Veja que está nas bancas, com base nos impulsos de hoje, acentua aqueles que seriam candidatos à presidência da República nas urnas de 2022. Claro, são números que se afirmam por si mas que, no fundo, têm significado próprio. Aliás, há vários significados. Um deles a permanência de Jair Bolsonaro no seu eleitorado próprio. Outro significado é a rejeição à política partidária. Um terceiro, o destaque de Luciano Huck. Mas é claro que o quadro atual, como se encontra hoje, dificilmente seria o mesmo transportado no calor e nas contradições da próxima campanha presidencial. VER O CONTEÚDO – Mas digo sempre que em pesquisa não basta ver os fatos, no caso os números, mas sim seu conteúdo. Matéria de pesquisa eleitoral, da mesma forma, não basta ver os números mas principalmente o que eles traduzem. É preciso uma leitura não futurista, porém capaz de retratar com boa percentagem de realidade a atual atmosfera política do Brasil. Na sucessão de 2018 o confronto entre a corrente favorável a Lula e a corrente que mais o atacava levou a melhor em matéria de votos.
ago 8
sábado
09 21
ENQUETE

Você acha que o brasileiro acostumou-se com a Corrupção ao longo do tempo ?

Ver resultado parcial

Carregando ... Carregando ...
PREVISÃO DO TEMPO
INDICADOR ECONÔMICO
123 USUÁRIOS ONLINE
Publicidade
  5.831.413 VISITAS