Charge do Fernandes (Charge Online)

Por Hellen Leite / Correio Braziliense

A decisão tomada pelo Exército nesta quinta-feira (3/6) de não punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar de uma manifestação pró-governo reacendeu o debate sobre militares da ativa em cargos de natureza civil na administração pública.

Logo após o veredito do Alto Comando do Exército, o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão deveria acelerar a discussão da PEC que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. “Cada vez tenho maior convicção: estamos vivendo um chavismo de direita”, comentou.

FALTAM LIMITES – A autora da PEC, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), disse que existe a sensação de que não se sabe mais onde termina o governo e onde começa o Exército. “É o que pode acontecer de pior para esta Instituição e as demais Forças Armadas”, disse.

A decisão também foi criticada pelo vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM). “O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro”, escreveu Marcelo Ramos no Twitter.

A presença de militares da ativa no governo tem sido alvo de críticas até mesmo dentro das Forças Armadas. No ano passado, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, defendeu que militares da ativa do governo passem para a reserva.

VÍNCULO VISUAL -Segundo ele, pelo número de militares e pelo posto que ocupam, a sociedade acaba “confundindo” e achando que há fusão de “imagem institucional e governamental”.

“Fica um vínculo até visual, porque ontem (o militar) estava em traje civil servindo ao governo e hoje está de uniforme comandando um alto escalão qualquer”, disse o general durante a live “Direitos Já! Fórum pela Democracia”.

Santos Cruz comparou a situação dos militares com a do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que precisou pedir demissão da carreira de juiz para integrar o governo. “No meio militar você tem pessoas da ativa à disposição do governo. Ele continua na ativa. É muito melhor passar para a reserva.”

Se causaram rebuliço entre os políticos e as autoridades estaduais, as declarações do ministro da Justiça Torquato Jardim sobre a contaminação política do crime organizado com as forças policiais não surpreenderam os cariocas e aqueles que acompanham a situação da segurança pública no Rio. Os políticos que saíram em defesa das corporações o fizeram corretamente para evitar generalizações, mas eles certamente sabem o que acontece em setores da segurança do Estado. Essa promiscuidade não é inerente às forças policiais do Rio, mas acontece em todos os lugares em que o combate ao crime organizado está em andamento. A célebre história do policial Sérpico, em Nova York, que ajudou a desbaratar quadrilhas de criminosos que atuavam dentro da polícia novaiorquina, transformada em filme de sucesso de Al Pacino, foi lembrada ontem pelo deputado Miro Teixeira. FICÇÃO E REALIDADE – O que milhões de pessoas viram nos filmes Tropa de Elite 1 e 2, citados pelo ministro Torquato Jardim como situações que voltamos a viver no Rio depois de um breve intervalo em que as Unidades Pacificadoras funcionaram, era ficção baseada na realidade.
11
ago

Operação Potiguar

Postado às 5:23 Hs

Helicóptero do Exército passa a operar na Operação Potiguar

A Operação Potiguar passa agora a contar com um helicóptero modelo Pantera, do Comando de Aviação do Exército, sediado em Taubaté/SP. A aeronave chegou no dia 9 de agosto, ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado, uma das bases operacionais da missão de Garantia da Lei e da Ordem constituída pelo Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira e órgãos de segurança pública, com o objetivo de restabelecer a ordem pública e o cotidiano de normalidade da população do Rio Grande do Norte.

O helicóptero Pantera pode ser empregado em ações de reconhecimento, observação, evacuação aeromédica e transporte de tropa. A sua presença possibilita mais mobilidade, segurança e rapidez no cumprimento das missões operacionais das tropas do Exército Brasileiro que estão atuando na área metropolitana de Natal.

A aeronave chega após uma semana do início da Operação Potiguar, que já apresenta resultados favoráveis para a segurança pública da área metropolitana de Natal. Após mais de mil ações de patrulhamento motorizado e a pé, pontos estáticos, Postos de Controle e Bloqueio de Vias Urbanas (PCBVU), operações fluviais e controle de áreas estratégicas, como o aeroporto, as ocorrências relacionadas aos ataques caíram drasticamente e a cidade, aos poucos, vem retornando à normalidade.

A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente da República em exercício, Michel Temer, autorizou na tarde deste domingo (31) o envio de tropas do Exército para atuar no combate a ataques no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito horas após o governador potiguar, Robinson Faria, divulgar pedido ao governo federal de reforço de militares para “garantir a segurança da população”.

Desde a última sexta-feira (29), pelo menos 54 ataques criminosos a ônibus e prédios públicos ocorreram em várias cidades potiguares, segundo a Secretaria de Segurança do estado. A instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, é apontada pelo governo como motivo dos atentados.

O governo não divulgou o tamanho do efetivo que será enviado ao Rio Grande do Norte. De acordo com o Planalto, os detalhes do envio de militares ainda estão sendo fechados. A Secretaria de Imprensa informou que aguarda a oficialização do pedido do governador potiguar, que conversou por telefone com autoridade do Gabiente de Segurança Institucional.

Na mensagem divulgada neste domingo, mais cedo, em redes sociais, o governador do estado dizia: “Solicitei apoio das tropas do Exército para se somarem às nossas destemidas polícias no trabalho para garantir a segurança da população do Rio Grande do Norte. […] Tenho mantido contato com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, com o ministro da Defesa, Raul Jungman e com a direção nacional da Polícia Federal”.

A Secretaria de Segurança potiguar informou que 51 suspeitos de envolvimento nos ataques, sendo 37 adultos e 13 adolescentes, foram detidos até as 16h deste domingo (31),

Fonte: G1

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