As pessoas em todo mundo desperdiçaram por dia o equivalente a um bilhão de refeições em 2022, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse cálculo é provisório e a quantidade de alimentos desperdiçados pode ser muito maior, apontam os responsáveis pelo Índice de Desperdício de Alimentos.

Embora ainda existam 800 milhões de pessoas que sofrem com a fome, o mundo desperdiçou mais de um bilhão de toneladas de alimentos em 2022, o equivalente a mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,21 trilhões na cotação da época). Isso representa aproximadamente quase um quinto de tudo o que é produzido, “uma tragédia global”, diz o texto.

“Milhões de pessoas passarão fome hoje enquanto os alimentos são desperdiçados em todo o mundo”, afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma. E esse não é apenas um fracasso moral, mas também ambiental, destaca ela.

Via  G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, hoje, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, que “o mundo está cada vez mais desigual”.

Lula abriu seu discurso na assembleia tratando da fome – e citou que 735 milhões de pessoas em todo o mundo vão dormir “sem saber se terão o que comer amanhã”.

“Há 20 anos, ocupei esta tribuna pela primeira vez. Volto hoje para dizer que mantenho minha inabalável confiança na humanidade, reafirmando o que disse em 2003. Naquela época, o mundo ainda não havia se dado conta da gravidade da crise climática. Hoje, ela bate às nossas portas, destrói nossas casas, nossas cidades, nossos países, mata e impõe perdas e sofrimentos a nossos irmãos, sobretudo os mais pobres. A fome, tema central da minha fala neste Parlamento Mundial 20 anos atrás, atinge hoje 735 milhões de seres humanos, que vão dormir esta noite sem saber se terão o que comer amanhã”, declarou.

Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar na fase de debates. Antes, falaram o secretário-geral da ONU, António Guterres; e o presidente da Assembleia Geral, o diplomata Dennis Francis, de Trinidad e Tobago.

O tema da desigualdade foi a tônica do discurso – e Lula voltou a usar o termo ao citar assuntos como a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

“No Brasil, estamos comprometidos a implementar todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de maneira integrada e indivisível. Queremos alcançar a igualdade racial na sociedade brasileira por meio de um 18º objetivo, que adotaremos voluntariamente”, declarou, sob aplausos.

O presidente brasileiro também citou programas de combate à desigualdade como o Brasil sem Fome e o Bolsa Família, e a lei aprovada este ano que obriga empresas a pagar salários iguais para homens e mulheres na mesma função.

E incluiu, ainda no tema de desigualdade, a pauta das mudanças climáticas – que vem sido defendida por Lula e pelo governo brasileiro nos fóruns internacionais desde janeiro, marcando posição em oposição ao governo Jair Bolsonaro (2019-2022).

“Agir contra a mudança do clima implica pensar no amanhã e enfrentar desigualdades históricas. Os países ricos cresceram baseados em um modelo com alta taxa de emissão de gases danosos ao clima. A emergência climática torna urgente uma correção de rumos e a implantação do que já foi acordado”, disse.

“Os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por quase metade de todo o carbono lançado na atmosfera. Nós, países em desenvolvimento, não queremos repetir esse modelo”, prosseguiu, novamente marcando uma distinção entre países ricos e o chamado “Sul Global

17
jun

Brasil reduz fome…

Postado às 10:48 Hs

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) premiou ontem (16) 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome pela metade bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A meta número 1 dos Objetivos do Milênio estabelece a redução, pela metade, da proporção de pessoas com fome até 2015. O cumprimento da meta pelos países premiados considerou a diferença do número de famintos entre 1990 e 1992 e entre 2010 e 2012.

Além do Brasil, já cumpriram a meta, segundo a FAO: Armênia, Azerbaijão, Cuba, Djibuti, Geórgia, Gana, Guiana, Kuwait, Quirguistão, Nicarágua, Peru, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Tomé e Príncipe, Tailândia, Turcomenistão, Venezuela, Vietnã, Argélia, Angola, Bangladesh, Benin, Camboja, Camarões, Chile, República Dominicana, Fiji, Honduras, Indonésia, Jordânia, Malawi, Maldivas, Níger, Nigéria, Panamá, Togo e Uruguai.

O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, elogiou as nações que já atingiram a meta de reduzir a fome pela metade e destacou as iniciativas regionais para garantir o acesso à alimentação.

“Para todos e a cada um de vocês, eu quero dizer que vocês são a prova viva de que quando as sociedades decidem pôr fim à fome, e quando há o compromisso político dos governos, podemos transformar essa vontade em ações concretas e resultados”, disse, segundo comunicado oficial da entidade.

Segundo Graziano, os países que já chegaram à meta, devem manter os esforços para alcançar objetivos mais ambiciosos de combate à fome, até a completa eliminação do problema. “Somos a primeira geração que pode acabar com a fome, que tem atormentado a humanidade desde o nascimento da civilização. Vamos aproveitar esta oportunidade”, acrescentou.

A premiação foi entregue em cerimônia na sede da FAO, em Roma, e teve a participação de vários chefes de Estado, entre eles os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, de Honduras, Porfirio Lobo, e do Panamá, Ricardo Martinelli.

Fonte: Agência Brasil

27
nov

Brasil um país com fome

Postado às 6:11 Hs

Cerca de 11 milhões de brasileiros ainda vivem na iminência da fome. Eles pertencem ao grupo de insegurança alimentar grave, classificação atribuída pela Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados hoje (26/11), apontam redução entre 2004 e 2009 no índice geral de insegurança alimentar. O percentual de domicílios com algum grau deste problema passou de 34,9% para 30,2%. No total, o País reúne 17,7 milhões de domicílios particulares em situação de insegurança alimentar. São 65,6 milhões de pessoas que se preocupam ou sofrem alguma forma de restrição no acesso a alimentos.

O IBGE analisou o tema usando uma escala com três níveis diferentes de insegurança alimentar. A primeira, chamada de leve, indica incerteza sobre o acesso futuro aos alimentos. “É um estado de preocupação, no qual a pessoa ainda não sofre restrições propriamente”, esclarece Maria Lúcia Vieira, gerente da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. As restrições de acesso aos alimentos começam no segundo nível, o moderado, no qual apenas pessoas adultas são afetadas. “Mas ainda não há risco de fome”, ressalta Maria Lúcia. A fome é encontrada apenas no último nível da classificação, a insegurança alimentar grave.

“Isso não quer dizer que todo o grupo passe fome. O que acontece é uma iminência de fome”, detalha. O questionário aplicado nos moradores trazia perguntas referentes aos últimos 90 dias e, neste período, foram constatados casos de fome, especialmente quando a pessoa afirmava ter passado pelo menos um dia inteiro sem comer. Para não se enquadrar nos níveis de insegurança alimentar, os moradores do domicílio precisam ter “acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades básicas”, pela definição do IBGE. Isso foi constatado em 69,8% dos domicílios particulares entrevistados para o levantamento.

A membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) Marília Leão disse nesta segunda-feira (22) que é inadmissível, em um país rico em produção de alimentos como o Brasil, que ainda haja pessoas buscando comida no lixo. “Precisamos erradicar essa situação”, afirmou a conselheira. De acordo com ela, que faz parte da Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos, o país dispões de dados e informações que permitem avaliar a situação de segurança alimentar e nutricional.

Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional, ela destacou a importância da Constituição de 1988, que criou todo um sistema de direitos sociais e direitos humanos fundamentais ao desenvolvimento do país. O direito à alimentação está na Constituição desde janeiro deste ano com a aprovação de uma emenda constitucional.

“A ideia do relatório – A Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada no Brasil, indicadores e Monitoramento: da Constituição aos dias atuais – que será entregue nesta terça (23) em reunião plenária é de fazer um monitoramento da aplicação do direito à alimentação no Brasil. O relatório também tem como objetivo fazer uma espécie de balanço da alimentação no país”, explicou a conselheira.

Para ela, a principal violação do direito à alimentação adequada é a pobreza, mas o Brasil teve avanços muito importantes nesse campo. “Nós ainda temos muito o que fazer, muitas pessoas ainda dependem do Estado e das políticas públicas para se alimentar com a qualidade e quantidades corretas”, disse. “Se alguém tem dificuldade de acesso à alimentação saudável, o Estado tem que garantir isso. Hoje temos programas que procuram suprir essas dificuldades, porém, a meta que queremos é que a alimentação saudável seja de acesso de todos por meios dignos”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Na América Latina cerca de 52,5 milhões de pessoas passam fome, alertou o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para especialistas, é necessário fortalecer a parceria dos programas de inclusão social com o desenvolvimento econômico para diminuir os números negativos na região. A conclusão está no relatório Visão Geral da Segurança Alimentar e Nutricional.

As informações são da Organização das Nações Unidas (ONU) e da FAO. Pelos dados, a América Latina apresenta recuperação, pois caiu o número de desnutridos entre 2009 e 2010. Nesse período, cerca de 600 mil pessoas deixaram de passar fome.

As discussões fazem parte de uma série de debates, em Roma, referentes ao Dia Mundial da Segurança Alimentar. A preocupação das autoridades é que a situação se agrave em meio aos reajustes dos preços internacionais dos alimentos.

O diretor de Política do escritório regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Fernando Soto Baquero, afirmou que será possível observar o progresso a partir das propostas conjuntas de crescimento econômico associado à inclusão social.

As propostas para a redução no número de pessoas que passam fome na América Latina e no Caribe incluem a decisão de firmar parcerias para o desenvolvimento de focos específicos. Nessas áreas estão a produção de alimentos básicos pela agricultura familiar, o estímulo à eficiência da concorrência e à equidade dos mercados de alimentos.

Também há propostas para o desenvolvimento rural e a extensão de redes de proteção social. A ideia é investir em programas destinados a pequenos agricultores, melhorando o acesso à terra, à tecnologia adequada e aos serviços financeiros e mercados.

14
set

Diminui a Fome no Mundo e no Brasil

Postado às 22:02 Hs

No Brasil,as últimas estatísticas disponíveis indicam que têm sido feitos alguns progressos no sentido de alcançar as metas do milênio. De um percentual de 20% de desnutridos no período de 1990/1992, passou-se para 16% em 2010, conforme o organismo.

Com base nos últimos dados completos disponíveis, a partir de 2005-07 vários países alcançaram ou estão prestes a alcançar o objetivo de reduzir a fome pela metade, entre eles o Brasil.

O número de pessoas subnutridas no mundo teve a primeira queda em 15 anos no último ano, de 1,023 bilhão para 925 milhões, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

No Mundo,segundo a organização, a queda nos números absolutos de subnutridos em 2010 é consequência, em grande parte, da expectativa de retomada do crescimento da economia, particularmente em países em desenvolvimento, e da queda no preço de alimentos desde meados de 2008.

Mas embora tenha havido uma redução de 98 milhões de pessoas, ou 9,6%, no total de subnutridos, o número continua “inaceitavelmente alto”, segundo a organização.

“Ainda que tenha ocorrido um esperado declínio, o primeiro em 15 anos, quase 1 bilhão de subnutridos no mundo continua sendo um número alto demais e acima do objetivo estabelecido pelas metas do milênio, que era de reduzir pela metade o número de vítimas da fome no mundo até 2015”, diz o relatório, apresentado na sede da FAO, em Roma.

As metas do milênio, estabelecidas pela ONU ao final do século passado, previam que a proporção de pessoas subnutridas caísse dos 20% do período 1990-1992 para 10% em 2015, não superando 400 milhões de pessoas.

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