Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está endurecendo seus discursos sobre o conflito armado entre Israel e o grupo extremista Hamas, da Palestina. As palavras do petista, sobretudo após a repatriação de brasileiros e parentes que estavam na Faixa de Gaza, trazem para a política interna um pedaço da tensão do conflito no Oriente Médio.

Lula já havia condenado o Hamas por “ataques terroristas”, mas, ao longo das seis semanas de guerra, o presidente passou a repreender também as ações israelenses, apesar de pontar que o país foi “provocado” pelos ataques de 7 de outubro, que miraram sobretudo alvos civis e deixaram 1,4 mil mortos.

“Já vi muita brutalidade, muita violência, mas nunca vi violência tão bruta contra inocentes. Se o Hamas fez um ato de terrorismo, fez o que fez, o Estado de Israel está cometendo vários atos de terrorismo”, criticou o presidente na segunda-feira (13/11), ao receber um grupo de 32 repatriados em Brasília.

As falas duras do petista contra Israel estão provocando reações de seus adversários políticos. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, se manifestou dizendo que, “ao igualar Israel e Hamas, Lula mantém uma narrativa perigosa e distorcida, relativizando o terrorismo e ignorando a legítima defesa de Israel”.

Metrópoles

Foto: José Cruz

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) rebateu declarações do presidente Lula, que tem equiparado as ações de Israel às do grupo terrorista Hamas. Segundo a representação máxima da comunidade israelita no país, a comparação é equivocada e perigosa.

“Desde o começo dessa trágica guerra, provocada pelo mais terrível massacre contra judeus desde o Holocausto, Israel vem fazendo esforços visíveis e comprovados para poupar civis palestinos, pedindo que eles se desloquem para áreas mais seguras, criando corredores humanitários, avisando a população da iminência de ataques”, destaca a Conib, em nota oficial.

Para a Confederação, o Hamas “se esconde cínica e covardemente” atrás das mulheres e crianças de Gaza.

“A morte desses civis palestinos é uma arma importante da estratégia do Hamas, uma estratégia que o próprio grupo terrorista reconhece que pratica”, frisa.

A Conib conclui: “Além de equivocadas e injustas, falas como essa do presidente da República são também perigosas. Estimulam entre seus muitos seguidores uma visão distorcida e radicalizada do conflito, no momento em que os próprios órgãos de segurança do governo brasileiro atuam com competência para prender rede terrorista que planejava atentados contra judeus no Brasil. A comunidade judaica brasileira espera equilíbrio das nossas autoridades e uma atuação serena que não importe ao Brasil o terrível conflito no Oriente Médio”.

Entenda

Lula afirmou, durante a sanção do projeto de lei que atualiza a Lei de Cotas, na segunda-feira (13), que as Forças de Defesa de Israel “estão matando inocentes sem nenhum critério”.

“A solução do Estado de Israel é tão grave quanto foi a do Hamas, porque eles estão matando inocentes sem nenhum critério. Joga bomba onde tem criança, onde tem hospital, a pretexto de que é um terrorista está lá, não tem explicação”, comentou.

Lula também insinuou que faltou “boa vontade” de Israel para liberar os brasileiros que estavam tentando sair de Gaza desde o início da reação israelense aos ataques do Hamas.

Nesta terça-feira, o presidente brasileiro acusou os israelenses de terrorismo.

O Antagonista

Da Agência Brasil

Depois de um mês de agonia, um grupo de 32 brasileiros que aguardava repatriação em Gaza conseguiu cruzar a fronteira com o Egito, pelo Portal de Rafah. Eles fizeram a passagem no início da manhã deste domingo (12), de acordo com postagem do Itamaraty na rede social X (antigo twitter) às 05h41. De Rafah, os brasileiros farão um trajeto rodoviário de seis horas até o Cairo, onde dormem esta noite.

A aeronave VC2, da Presidência da República, aguarda o grupo na capital egípcia para iniciar o décimo voo de repatriação de brasileiros desde o início da crise no Oriente Médio. A decolagem está prevista para a manhã de segunda-feira (13). Duas pessoas do grupo que constavam da lista original desistiram da repatriação e decidiram permanecer em Gaza.

Para o sucesso do resgate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o corpo diplomático se envolveram diretamente nas negociações com as autoridades israelenses, palestinas e egípcias. Na chegada dos repatriados ao Brasil, o governo federal tem uma operação de acolhimento preparada, que vai oferecer serviços de abrigo, documentação, alimentação, apoio psicológico, cuidados médicos e imunização.

O secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Augusto de Arruda Botelho, informou que alguns repatriados têm familiares no Brasil, enquanto outros serão acolhidos em um local no interior de São Paulo, disponibilizado pelo governo.

Durante o período em Gaza, os brasileiros receberam apoio diário do corpo diplomático, que garantiu recursos essenciais e alertou a localização do grupo às autoridades israelenses na tentativa de evitar ataques militares nas áreas. Ainda assim, prédios próximos aos abrigos chegaram a ser bombardeados.

Ao todo, 34 pessoas pediram ao governo brasileiro para serem repatriadas. São 24 brasileiros e 10 palestinos familiares próximos que aguardam aval para saída de Gaza pela passagem de Rafah

Os brasileiros que aguardam para deixar a Faixa de Gaza foram autorizados, nesta quinta-feira (9), a deixar a área de conflito.

Ao todo, 34 pessoas pediram ao governo brasileiro para serem repatriadas. São 24 brasileiros e 10 palestinos familiares próximos que aguardam aval para saída de Gaza pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito.

O governo brasileiro foi avisado e, com isso, o avião que está no Cairo, no Egito, vai para a base aérea buscar o grupo, que deve deixar a Faixa de Gaza no próximo sábado (11).

Classificado de “anão diplomático” por um porta-voz israelense durante o governo Dilma Rousseff, o Brasil do PT tem mantido relações hostis com Tel Aviv. Arruinada de vez após os ataques do Hamas, quando o governo Lula ficou no lado errado da História, recusando-se a condenar as atrocidades e até a citar a organização terrorista, mesmo com execução covarde de três brasileiros entre 260 jovens que se divertiam. Apesar da guerra, a simpatia de Lula pelo Hamas foi percebida em Israel.

Atraso e racismo

A posição da atrasada esquerda brasileira decorre de ignorância sobre o conflito no Oriente Médio, “coitadismo” e o velho antissemitismo.

Brasil de fora

A atitude irresponsável do governo petista excluiu o Brasil das tratativas para liberar os 34 brasileiros que estão na fila para deixar a região.

Brasileiros sacrificados

As negociações são moderadas pelo Catar e coordenadas pelos EUA. Centenas já foram autorizados a deixar Gaza. Nenhum brasileiro.

Pária ignorado

Novo pária entre as nações, o Brasil não conseguiu nem mesmo ajuda dos EUA, que estão no lado certo da História, para liberar brasileiros.

Diário do Poder

Foto: Divulgação

A Operação Voltando em Paz realizou nesta quarta-feira (1°) mais uma ação para repatriar brasileiros da zona de conflito no Oriente Médio, dessa vez da Cisjordânia. Foram resgatados 32 passageiros (30 brasileiros, uma jordaniana e um palestino, ambos casados com brasileiros) que manifestaram interesse em deixar a Palestina.

Eles foram conduzidos em vans e ônibus de 11 cidades diferentes da Cisjordânia até a cidade de Jericó. De lá, todos cruzaram a fronteira em um ônibus fretado pelo governo brasileiro até Amã, a capital da Jordânia, em um deslocamento de pouco mais de uma hora.

O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, informou que os veículos foram identificados com a bandeira do Brasil para evitar bombardeios. “Para fins de segurança, as placas, trajetos e listas de passageiros foram informados às autoridades da Palestina e de Israel”, destacou.

Os brasileiros já embarcaram no Aeroporto Internacional Queen Alia, em Amã, em uma aeronave cedida pela Presidência da República, e devem pousar na Base Aérea de Brasília às 5h30 desta quinta-feira (2). Já no território nacional, eles seguirão para cinco capitais – São Paulo, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba –, além de Foz do Iguaçu (PR).

Com isso, o total de brasileiros repatriados da região do conflito chega a 1.446. Foram oito voos patrocinados pelo governo brasileiro. Outro grupo, de 34 brasileiros e familiares, ainda aguarda para deixar a Faixa de Gaza. Eles estão no Sul do enclave, nas cidades de Khan Yunis e Rafah, próximos à fronteira com o Egito. Nesta quarta-feira (1), a fronteira foi aberta pela primeira vez desde o início do conflito para a saída de palestinos feridos e de um grupo de cerca de 450 estrangeiros. “Novas listas serão publicadas em breve e nossos brasileiros devem estar nelas”, afirmou o embaixador Candeas.

Agência Brasil

Reprodução

O papa Francisco apelou neste domingo (29)

O papa Francisco apelou neste domingo (29) a um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas e renovou o pedido para a libertação dos reféns detidos pelo grupo militante palestiniano em Gaza. “Que ninguém abandone a possibilidade de parar as armas”, disse ele na sua bênção semanal na Praça São Pedro.

“Cessar-fogo”, disse ele, mencionando um recente apelo televisivo do padre Ibrahim Faltas, um dos representantes do Vaticano na Terra Santa. “Dizemos ‘cessar-fogo, cessar-fogo’. Irmãos e irmãs, parem! A guerra é sempre uma derrota, sempre”, afirmou Francisco.

“Em Gaza, em particular, que haja espaço para garantir a ajuda humanitária e que os reféns sejam libertados imediatamente”, disse ele, falando sobre os reféns israelenses apreendidos pelo Hamas em 7 de outubro.

Milhares de moradores desesperados de Gaza invadiram depósitos e centros de distribuição da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) pegando farinha e “itens básicos de sobrevivência”, disse a organização neste domingo.

Foto: FAB/divulgação

O oitavo voo para resgatar brasileiros em Israel decolou neste domingo (22) de Tel Aviv rumo ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores. “Tendo em conta as condições locais atuais e a operação regular do aeroporto de Ben Gurion, não se preveem voos adicionais”, diz um comunicado do Itamaraty. Outra aeronave permanece no Cairo, capital do Egito, aguardando autorização para resgatar quem está vindo da Faixa de Gaza.

O novo voo brasileiro traz 209 passageiros e 9 animais domésticos, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB). A previsão de pouso é para as 4h (horário de Brasília) desta segunda-feira (23). Ao todo, cerca de 1.200 pessoas foram resgatadas da região por aeronaves militares do Brasil.

De acordo com levantamento das embaixadas do Brasil em Tel Aviv e no Cairo e do Escritório de Representação em Ramallah (Cisjordânia), pelo menos 2.700 brasileiros manifestaram interesse em retornar ao país. As prioridades foram brasileiros sem passagem aérea, não residentes, idosos, gestantes, mulheres e crianças.

R7

 

Com a chegada ao Brasil de mais um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) neste sábado (21), 1.204 brasileiros já foram repatriados de Israel desde o início do conflito que começou após os ataques terroristas do Hamas.

Neste sábado chegaram ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, mais 67 passageiros e 9 pets de Israel. Outros dois passageiros que vieram a bordo do KC-390 desembarcaram no Recife, onde a aeronave pousou mais cedo. Esse é o sétimo voo da Operação Voltando em Paz de repatriação de brasileiros.

O oitavo voo de repatriação de brasileiros que estão em Israel deve decolar no fim da manhã de domingo (22) rumo ao aeroporto de Ben-Gurion, em Tel Aviv.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não há perspectiva de envio de novas aeronaves para a Operação Voltando em Paz, já que o aeroporto funciona regularmente. A indicação do Itamaraty é que os brasileiros que tenham condições comprem passagens aéreas e voltem para o Brasil em voos comerciais.

Agência Brasil

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Hélio Doyle foi demitido da presidência da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) nesta quarta-feira (18), após compartilhar em suas redes sociais uma postagem dizendo que os apoiadores de Israel são “idiotas”.

A postagem original era do cartunista esquerdista Carlos Latuff, já incluído pelo Centro Simon Wiesenthal em uma lista dos dez maiores antissemitas do mundo. “Não precisa ser sionista para apoiar Israel. Ser um idiota é o bastante”, escreveu o cartunista na rede social X, ex-Twitter.

Doyle vinha publicando uma série de posts sobre o conflito, sempre com viés anti-israelense. “Imagina bombardear todo o Rio de Janeiro para punir milicianos e traficantes. É o que Israel está fazendo com a Palestina”, dizia outra mensagem compartilhada por ele no último dia 15.

O agora ex-chefe da EBC alegou que defendia a coexistência pacífica entre israelenses e palestinos e que apoiava “totalmente” a posição de Lula de “manter uma postura neutra”.

Em nota divulgada nesta quarta, Doyle afirmou que Paulo Pimenta, o ministro-chefe da Secom, “manifestou hoje seu descontentamento por eu ter repostado postagem de terceiro acerca do conflito no Oriente Médio. Disse-me que a referida repostagem e sua repercussão na imprensa criaram constrangimento ao governo”. Desta vez, o apoio irrestrito a Lula não bastou para segurá-lo no cargo.

O Antagonista

Foto: Sergio Lima

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, afirmou ser difícil reagir à nota do PT sobre o conflito em Israel. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou os ataques do grupo extremista Hamas, mas disse que Israel faz um “genocídio” em Gaza. Não deu detalhes, porém, do que a sigla considera genocídio.

“Isso é maneira [de falar] de um partido que fala de direitos humanos? São direitos humanos matar crianças e estuprar mulheres? Esses são os valores que o PT apoia? O apoio aos palestinos é uma coisa, podemos discutir isso, mas apoiar o Hamas?“, questionou Daniel Zonshine em entrevista ao Poder360.

O diplomata declarou que o resgate de estrangeiros pela divisa ao sul da Faixa de Gaza demanda uma cooperação entre as autoridades envolvidas. “Até este momento, não foi concluída [uma alternativa] para a saída ser feita de maneira segura“, afirmou. Segundo Zonshine, cerca de 2.000 estrangeiros aguardam passagem, sendo 28 deles brasileiros.

Zonshine tem 65 anos e assumiu a embaixada em 2021. Antes, foi embaixador em Mianmar e cônsul-geral de Israel em Mumbai, na Índia. No Exército, Zonshine chegou a piloto, uma das posições mais concorridas nas forças armadas de Israel.

Daniel Zonshine diz que Israel tem informações de que houve participação do Irã nos ataques do Hamas contra Israel.

O embaixador fala abertamente sobre o que considera a participação do Irã no conflito. Segundo ele, Israel tem informações de que o país persa ajudou o grupo extremista no ataque do dia 7. O Irã também teria enviado aviões com armamentos ao Líbano em encontro com o Hamas e o Hezbollah dias antes da ofensiva.

Poder 360

Foto: REUTERS/Aziz Taher

O grupo radical islâmico libanês Hezbollah anunciou que esta quarta-feira (18) será “um dia de raiva sem precedentes” contra Israel.

O anúncio ocorre após um bombardeio contra um hospital de Gaza deixar centenas de pessoas mortas, segundo as autoridades palestinas, que responsabilizam Israel pelo ataque aéreo. O governo israelense diz que bombardeio foi disparado pela Jihad Islâmica.

Nesta quarta-feira também deve ocorrer a visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Israel. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chegou a cancelar uma reunião agendada com o presidente americano após o ataque.

O comunicado divulgado pelo Hezbollah nesta terça (17) diz: “O ataque revela a verdadeira face criminosa desta entidade e do seu patrocinador… os Estados Unidos, que têm responsabilidade direta e total por este massacre”.

CNN Brasil

Do UOL

Num esforço para garantir uma resposta internacional à crise no Oriente Médio, o Itamaraty negocia uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que consiga atender tanto aos interesses de Israel, das potências Ocidentais, dos russos, chineses e palestinos.

Numa das versões, obtidas pelo UOL, a proposta condena os “ataques terroristas do Hamas” e pede a libertação dos reféns israelenses, num sinal claro por parte do Brasil para evitar um veto dos EUA. Mas o texto também faz um apelo para que o governo de Benjamin Netanyahu abandone seu ultimato para que os palestinos deixem o norte da Faixa da Gaza.

O texto pede, acima de tudo, a criação de um “cessar-fogo humanitário” e o acesso às agências da ONU às populações mais necessitadas.

A avaliação do Brasil é de que o governo americano não aceitaria um texto sem que uma referência explícita de condenação ao Hamas seja incluída. Mas a questão seria como acomodar os interesses americanos e israelenses e, ao mesmo tempo, incluir no texto cobranças contra o governo de Tel Aviv. Sem isso, seriam os russos e chineses quem se recusariam a aceitar um texto.

O Brasil preside o Conselho de Segurança no mês de outubro e vê a oportunidade como um espaço para conseguir um protagonismo no debate sobre a guerra. Inicialmente, um texto apresentado pelo Kremlin foi circulado entre os governos. Mas a proposta não fazia referências ao Hamas. O processo, assim, passou para as mãos do Itamaraty, que proliferou consultas e reuniões ao longo do fim de semana.

Não se descarta que a votação possa ocorrer na segunda-feira. Mas a esperança de diplomatas é de que, antes, haja espaço para calibrar as referências aos dois campos, tanto sobre o Hamas como Israel.

A missão brasileira é das mais complicadas. Segundo diplomatas, nenhuma resolução é aprovada no Conselho de Segurança da ONU sobre a questão palestina desde 2016.

Esses são os principais trechos de uma das versões do rascunho da resolução que circulou no fim de semana entre governos:

  • Condena firmemente toda violência e hostilidades dirigidas contra civis e todos os atos de terrorismo;
  • Rejeita e condena inequivocamente os hediondos ataques terroristas do Hamas que ocorreram em Israel a partir de 7 de outubro de 2023 e a tomada de reféns civis;
  • Solicita a libertação imediata e incondicional de todos os reféns civis, exigindo sua segurança, bem-estar e tratamento digno em conformidade com o direito internacional;
  • Insta o fim de todas as medidas que resultem na privação de objetos indispensáveis à sobrevivência dos civis, incluindo eletricidade, água, combustível, alimentos e suprimentos médicos;
  • Solicita que as autoridades israelenses revoguem imediatamente a ordem de evacuação de civis e funcionários da ONU de todas as áreas de Gaza ao norte de Wadi Gaza e de realocação no sul de Gaza;
  • Solicita um cessar-fogo humanitário para permitir o acesso humanitário total, rápido, seguro e sem obstáculos para as agências humanitárias das Nações Unidas e seus parceiros de implementação, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias imparciais, e incentiva o estabelecimento de corredores humanitários e outras iniciativas para a entrega de ajuda humanitária aos civis:
  • Salienta a importância de um mecanismo humanitário de redução de conflito para proteger as instalações da ONU e todos os locais humanitários, e para garantir a movimentação de comboios de ajuda;
  • Enfatiza a importância de evitar o alastramento na região e, nesse sentido, pede a todas as partes que exerçam o máximo de contenção e a todos aqueles que têm influência sobre elas que trabalhem para atingir esse objetivo.

Foto: divulgação

Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine afirma que seu país não tem “nada contra” a possibilidade de cidadãos brasileiros saírem da Faixa de Gaza, mas que não acredita na possibilidade de um corredor humanitário ser negociado junto ao grupo terrorista Hamas.

“Honestamente, o único diálogo com o Hamas é por tiros”, afirma. O embaixador ainda diz achar “um pouco estranho” o modo como o governo brasileiro tem se manifestado sobre a guerra deflagrada entre israelenses e palestinos.

“Não sei se é falta de sensibilidade, mas, ao nosso ver, as coisas são bem claras: um ataque bárbaro e cruel sobre cidadãos israelenses não tem outro nome que não terror”, afirma Zonshine em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo. O embaixador diz que imagens recebidas dos massacres remetem a população israelense ao Holocausto.

FOLHA

Foto: Governo Federal/FAB / Divulgação

O quarto avião da Força Aérea Brasileira (FAB) trazendo brasileiros resgatados de Israel após os ataques do Hamas pousou no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (14).

A bordo da aeronave, modelo KC-30, estavam 207 pessoas, além de dois cães e dois gatos. Até o momento, a Operação Voltando em Paz, do governo federal, trouxe mais de 700 brasileiros de volta ao país.

Quantos passageiros cada voo de repatriação trouxe:

  • Primeiro voo: 211 passageiros, pousou na quarta-feira (11);
  • Segundo voo: 214 passageiros, pousou na quinta-feira (12);
  • Terceiro voo: 69 passageiros, pousou na sexta-feira (13);
  • Quarto voo: 207 passageiros, pousou no sábado (14).

Há ainda um outro avião KC-30 programado para pousar no Brasil com mais resgatados às 2h30 deste domingo (15).

Além disso, uma aeronave modelo VC-2, disponibilizada pela Presidência da República, aguarda autorização para ir ao Egito resgatar brasileiros que estão na Faixa de Gaza.

CNN Brasil

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Um grupo com 13 potiguares que estava em Tel Aviv, desembarcou na tarde desta quinta-feira (12) no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Os viajantes estavam em Israel para cumprir uma peregrinação religiosa e foram surpreendidos pelo conflito no país.

O voo pousou em Natal às 15h03 com 13 potiguares. Este grupo deixou Israel em um voo da Força Aérea Brasileira, que decolou às 12h28 de Tel Aviv direto para o Rio de Janeiro. Do RJ, o grupo embarcou em voo comercial para Fortaleza e em seguida para o Rio Grande do Norte.

“É um sentimento de alívio e uma profunda gratidão. Apesar do que estávamos vivendo, tomamos muito cuidado em não transmitir, para aqueles que nos amam e ficaram preocupadas, o que estava passando, inclusive às vezes que tivemos que ir nos proteger nos bunkers”, afirmou o padre Francisco Fernandes, líder espiritual do grupo na viagem.

Entre eles o ex deputado estadual Francisco José e familiares mossoroenses.

Os dois estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido que estão em Israel devem retornar ao Brasil nesta sexta-feira, 13 de outubro. A confirmação é Embaixada do Brasil, em Tel Aviv, foi dada na manhã desta quinta-feira, 12, a reitora da UFERSA, professora Ludimilla Oliveira.

Francisco das Chagas Barbalho Neto e Roosevelt Araújo Sales Júnior estão incluídos na lista de passageiros do voo de repatriação de brasileiros em trânsito em Israel, que irá decolar amanhã, dia 13. Os estudantes da Universidade estão na lista de prioridade a brasileiros não residentes.

O ponto de encontro dos passageiros para o voo Kaufmann St 2, em Tel Aviv, será às 11 horas da manhã, fuso horário de Israel. O voo sairá do aeroporto Bem-Gurin, com destino ao Brasil, com desembarque em Brasília e no Rio de Janeiro, cabendo aos passageiros providenciarem voos de desembarque até os seus destinos finais.

A professora adiantou que o deslocamento dos estudantes até o aeroporto de Tel Aviv será conduzido pelo instituto de pesquisa que acompanha os estudantes em Israel. “Desde o início, estamos acompanhando todo o processo negociando diretamente com a Embaixada de Israel”, pontuou a professora Ludimilla Oliveira, ao agradecer todo o empenho e prioridade dado pela Embaixada de Israel no Brasil para o retorno dos estudantes da Ufersa ao Brasil.

Ponta Negra News

Foto: REUTERS/Carlo Allegri

O Brasil convocou para esta sexta-feira, 13, uma reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir as questões humanitárias na Faixa de Gaza e debater resoluções para o conflito na região.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, que está no Camboja, vai embarcar nesta quinta, 12, para Nova York, para participar da reunião junto ao embaixador Sergio Danese, que lidera o Conselho.

A escalada da guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas ocorre no momento em que o Brasil preside o órgão internacional que tem o poder de mediar conflitos e aprovar resoluções que devem ser seguidas por todos os países-membros das Nações Unidas em prol da paz. Para o Ministério das Relações Exteriores (MRE) é preciso aproveitar o fato de estar ocupando a presidência para discutir e liderar os esforços pela paz na região.

O governo brasileiro teme que a guerra escale ao ponto de se tornar uma nova frente global de conflito, como ocorre na guerra da Ucrânia. A presidência do órgão é rotativa, e dura apenas um mês, ou seja, já em novembro o Brasil deixará esta posição.

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