Bolsonaro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O voto da ministra Cármen Lúcia, que sacramentou a maioria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um período de oito anos a contar das eleições de 2022, estabeleceu também um marco histórico: Bolsonaro é o primeiro ex-presidente a ficar inelegível por uma conduta que não esteja envolvida com a prática de corrupção.

Na ação protocolada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) na Corte Eleitoral, a sigla acusou o ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O caso em questão tratou de uma reunião entre Bolsonaro e embaixadores no Palácio da Alvorada em julho do ano passado. Na ocasião, o ex-chefe do Executivo fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro.

Até hoje, apenas dois ex-presidentes já tinham ficado inelegíveis: Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista, inclusive, teve a situação revertida e, com isso, conseguiu se eleger presidente pela terceira vez nas eleições de 2022.

CASO COLLOR
O primeiro caso de inelegibilidade de um ex-presidente foi de Fernando Collor, que foi acusado de corrupção pelo seu próprio irmão, Pedro Collor de Mello, em um esquema envolvendo o seu ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias. O caso veio a tona em maio de 1992 e deu origem ao processo de impeachment contra Collor.

Em dezembro daquele ano, durante o julgamento do seu impeachment no Congresso Nacional, Collor renunciou ao cargo de presidente para tentar contornar a sua inelegibilidade. A estratégia, no entanto, não foi exitosa, já que o Senado acabou determinando que ele estaria impedido de concorrer a cargos públicos por oito anos.

Na época, o ex-presidente ingressou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para recuperar os seus direitos políticos. Porém, em dezembro de 1993, o STJ manteve a inelegibilidade dele por entender que sua renúncia ao cargo foi um “ardil jurídico”. Em 1994, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou o processo sobre o caso PC Farias, mas manteve a inelegibilidade de Collor para o pleito seguinte.

CASO LULA
O caso de inelegibilidade mais recente, porém, foi o do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em setembro de 2018, o TSE decidiu que Lula não poderia ser candidato ao Palácio do Planalto por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede candidaturas após condenação em duas instâncias do Judiciário.

Na época, Lula já tinha sido condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, apurado pela Operação Lava Jato, e estava preso por decisão do ex-juiz Sergio Moro. O petista, porém, foi solto em novembro de 2019 e acabou, posteriormente, tendo as condenações anuladas pelo STF.

Pleno News

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta sexta-feira (10) para a Justiça Federal do DF sete pedidos de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por ataques ao tribunal e ministros da Corte. Cinco pedidos de apuração foram apresentados em 2021 ao Supremo por declarações de Bolsonaro às vésperas e durante as comemorações do 7 de Setembro. Parlamentares e entidades acionaram o Supremo sob argumento de que as falas “amplificam e reverberam a retórica antidemocrática e golpista”, conduta que pode caracterizar crime. Cármen Lúcia afirmou que, como Bolsonaro não foi reeleito e não tem mais nenhum mandato, ele deixa de ter foro privilegiado na Corte. Portanto, não cabe mais ao Supremo avaliar os pedidos de investigação. “Consolidado é, pois, o entendimento deste Supremo Tribunal de ser inaceitável em qualquer situação, à luz da Constituição da República, a incidência da regra de foro especial por prerrogativa da função para quem já não seja titular da função pública que o determinava”, escreveu a ministra.

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro vence o ex-presidente Lula em todas as regiões, exceto no Nordeste, é o que aponta a pesquisa MDA/CNT divulgada neste sábado (29).

Veja os números da pesquisa estimulada.

Sudeste: Lula 40%, Bolsonaro 49% (Brancos e nulos: 8%; Indecisos: 3%; margem de erro: 3,4%);

Nordeste: Lula 69%, Bolsonaro 25% (Brancos e nulos: 3%; Indecisos: 3%; margem de erro: 4,2%);

Sul: Lula 37%, Bolsonaro 54% (Brancos e nulos: 6%; Indecisos: 2%; margem de erro: 5,8%);

Norte/Centro Oeste: Lula 35%, Bolsonaro 61% (Brancos e nulos: 3%; Indecisos: 1%; margem de erro: 5,6%)

Confira também o resultado da pesquisa considerando apenas os votos válidos.

Sudeste: Lula 45,4%, Bolsonaro 54,6% (margem de erro: 3,4%)

Nordeste: Lula 73,1%, Bolsonaro 26,9% (margem de erro: 4,2%)

Sul: Lula 40,8%, Bolsonaro 59,2% (margem de erro 5,8%)

Norte/Centro Oeste: Lula 36,7%, Bolsonaro 63,3% (margem de erro: 5,6%)

 

A pesquisa realizou 2.002 entrevistas de 26 a 28 de outubro de 2022. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01820/2022. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%

Bolsonaro e Zema em solenidade de diplomação das turmas do curso de formação de sargentos em 2019, em Varginha – (crédito: Marcos Corrêa/Presidência da República)

Reeleito em primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, o governador Romeu Zema (Novo) disse nessa segunda-feira (3) que está em negociações avançadas com o PL para apoiar a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição no segundo turno.

O governador quer garantias de apoio do PL ao seu segundo mandato na Assembleia Legislativa. O PL elegeu nove deputados estaduais em Minas Gerais, sendo a segunda maior bancada eleita para a Assembleia Legislativa do Estado.

O PL perde somente para o PT, que elegeu 12 deputados. Em seu primeiro mandato, Zema enfrentou dificuldades para aprovar propostas na Assembleia Legislativa e, nesta eleição, se dispôs a fazer coligações com o objetivo de ampliar a base no Parlamento.

“Talvez hoje, mais tarde, amanhã, nós já venhamos anunciar alguma questão, porque o PL fez na Assembleia Legislativa nove deputados. Nós queremos deixar claro: as nossas propostas são essas, o PL está de acordo, vai caminhar conosco? Eu vejo que tem tudo para dar certo e, em breve, estará sendo comunicado”, afirmou Zema.

Antes das eleições, o governador já havia dito que nunca apoiaria o PT. “Eu já adiantei que apoiar o PT é impossível. Minas Gerais teve problemas seríssimos, Uberlândia teve, Pouso Alegre teve, outras gestões que foram arrasadas por este partido. Neste momento, nós estamos conversando com o presidente, com o PL, e as conversas estão sendo muito boas”, afirmou Zema, em entrevista à “TV Globo Minas”.

No domingo (2), Bolsonaro afirmou, após a definição do segundo turno, que conversaria com Zema para buscar o seu apoio. “Já existe a possibilidade bastante avançada de conversar com o governador Zema. Creio que a gente vai fazer boas alianças para ganhar as eleições”, afirmou.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 43,20% dos votos válidos, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 48,43%.

Valor Econômico

O prefeito de Natal, Álvaro Dias, acompanhou o presidente da República, Jair Bolsonaro, em uma extensa agenda de compromissos na cidade ao longo deste sábado para participar de diversos eventos religiosos. Eles iniciaram o dia, no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, na zona oeste, onde assistiram uma missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, na Basílica dedicada aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, co-padroeiros do Rio Grande do Norte e protomártires do Brasil. Na sequência, participaram de um culto realizado no templo Central da Assembleia de Deus, no Alecrim.

Aos jornalistas que estavam cobrindo a visita presidencial, o prefeito Álvaro Dias falou sobre os diversos investimentos que estão sendo executados e planejados pela gestão municipal em parceria com o Governo Federal: “Temos em andamento uma série de ações e obras que contam com a colaboração do Governo do presidente Bolsonaro, como o Terminal Turístico da Redinha, em breve daremos início à requalificação da Av. Felizardo Moura, também iremos executar a engorda da Praia de Ponta Negra, nosso principal cartão postal, pensando em potencializar o turismo, gerar emprego e renda. É sempre uma alegria e uma satisfação receber o presidente em Natal e reconhecer o seu trabalho em prol do desenvolvimento da capital potiguar”, destacou Álvaro.

O prefeito aproveitou ainda para falar sobre a ajuda oferecida à Prefeitura de Natal pelo Governo Federal para a execução de reparos na infraestrutura da cidade danificada em virtude das chuvas ocorridas no início deste mês: “Desde os primeiros registros de danos causados pelas chuvas entramos em contato com o Governo Federal e nossos pleitos estão sendo atendidos. A Defesa Civil Nacional está em diálogo constante com a Defesa Civil Municipal e isso tem sido fundamental para enfrentarmos esse momento crítico”, detalhou.

“A transposição do rio São Francisco foi concluída em seu governo. Realmente, é um presidente que merece todo respeito e todo aplauso da população norte-rio-grandense e da cidade do Natal”, disse o prefeito da capital potiguar.

Daltro Emereciano

Via Blog do Magno

Em conversa recente com um importante líder evangélico, Jair Bolsonaro rasgou elogios ao ministro do Turismo, Gilson Machado, e disse que, a partir de agora, ele é um dos cotados para ocupar a vice em seu projeto de reeleição neste ano. O nome de Machado se junta ao do ministro da Defesa, Walter Braga Neto, e ao do presidente da Caixa, Pedro Guimaraes, na bolsa de apostas sobre quem vai concorrer ao lado de Bolsonaro nas eleições de outubro. As informações são do Radar Online.

O presidente indicou algumas características do ministro que lhe agradam, em ordem de importância, segundo um interlocutor. A primeira seria a lealdade que o auxiliar demonstra pelo chefe. A segunda é que ele seria inteligente e “bocudo”, termo que, segundo essa fonte, remete a alguém que não teria medo de se expressar. Bolsonaro, portanto, enxergaria no ministro alguém que em tese seria capaz de, em discussões em prol do governo, apresentar argumentos lógicos sem parecer inseguro ou cometer gafes.

O fato de Machado ser pernambucano e sanfoneiro também é um atrativo, segundo Bolsonaro disse a esse líder evangélico. Ele avalia que seria importante ter como vice uma figura carismática e, principalmente, natural da região nordeste, onde Lula ainda é o preferido do eleitorado. O presidente também gosta do fato de o ministro ser católico praticante. Bolsonaro ouviu do religioso que o nome de Machado não teria oposição entre os líderes da igreja evangélica.

A chance de o presidente ir para o PL é muito animadora, tanto quanto a de ir para o PP. No PL, há um pouco mais de liberdade na construção dos palanques estaduais — afirmou Flávio, lembrando, porém, que a boa relação com Nogueira será levada em consideração. O Globo apurou que outra condição imposta pelo presidente será o direito à preferência para escolher os candidatos ao Senado e ao governo em estados-chave, como Rio e São Paulo. Na avaliação de interlocutores do chefe do Executivo, o PL tem uma vantagem sobre o PP: o poder é centralizado por Valdemar da Costa Neto, enquanto a sigla de Ciro Nogueira tem nomes fortes ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente em estados do Nordeste. Assim como o ministro da Casa Civil, porém, o presidente do PL foi um histórico aliado de Lula. Alguns correligionários próximos de Valdemar dizem reservadamente que não descartam a migração do partido para o palanque de Lula. A eventual filiação de Bolsonaro seria, portanto, uma forma de praticamente garantir o apoio da legenda à sua reeleição.
19
out

Em Mossoró

Postado às 20:57 Hs

Jair Bolsonaro deve ter uma rápida passagem por Mossoró (RN) nesta quarta-feira (20). A previsão é que o avião presidencial pouse no Aeroporto Dix-sept Rosado às 9h30.

Apesar de não ter agenda administrativa na cidade, Bolsonaro deve cumprimentar rapidamente seus apoiadores no local

Acompanha Bolsonaro o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho.

Essa é a terceira passagem do presidente por Mossoró, a segunda somente este ano. Apoiadores do presidente farão a recepção na área externa do aeroporto.

Via Folha

Partidos e grupos políticos que não estão alinhados à esquerda ou ao bolsonarismo adotaram um compasso de espera diante da mobilização preparada por Jair Bolsonaro e aliados para este feriado de 7 de Setembro.

A avaliação entre políticos do DEM, MDB, PSDB e PSD, a maioria de centro-direita e de direita, é a de que o volume das manifestações será considerável em São Paulo e em Brasília, devido à estratégia bolsonarista de promover caravanas para esses locais. Eles dizem, porém, ser necessário aguardar ainda o tom dos protestos e os recados que o presidente dará nesse dia.

TROCO NO DIA 12 – Como não há atos marcados pela esquerda, a reação mais palpável até o momento será o protesto contra Bolsonaro organizado pelo MBL e o Vem pra Rua para o dia 12.

Embora partidos digam que ela deve ser menor que o do bolsonarismo, integrantes do PSDB próximos do governador João Doria atuam para que a mobilização seja maior em São Paulo, ao menos, o que teria um peso simbólico relevante.

“A nossa expectativa é que a manifestação [do dia 12] seja grande, porque tem uma mobilização semanal que a gente está fazendo para divulgar, com adesivaço, e tem comparecido algumas centenas de pessoas, o que é uma mobilização que a gente nunca teve. Nas redes, também, a resposta tem sido muito boa”, diz o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), coordenador do MBL.

TERCEIRA VIA – De acordo com o deputado, diferentemente das manifestações de rua anteriores da esquerda, a liderada pelo MBL vai doer em Bolsonaro porque o foco são os eleitores de centro, centro-direita e direita.

“O nosso foco é o sujeito que não quer o Bolsonaro nem o Lula, que é o eleitorado com quem o Bolsonaro se importa porque ele sabe que é o que deu a vitória para ele na eleição e que ele está perdendo agora cada vez mais com o desastre da pandemia e com o desastre econômico também”, afirma Kataguiri, segundo quem o objetivo é “fazer a maior manifestação anti-Bolsonaro de todas” e já marcar as próximas.

Líderes do centrão, o grupo de siglas de centro-direta que dão sustentação a Bolsonaro no Congresso, dizem acreditar que o presidente da República não busca ruptura, mas um ato que consiga ao menos barrar seu derretimento político e eleitoral. Alguns lembram, porém, que não será nenhuma surpresa se, mais uma vez, Bolsonaro contrariar as orientações e expectativas de moderação do grupo.

GRITO DOS EXCLUÍDOS – Na esquerda, há divisões. Embora tenha realizado mobilizações de rua expressivas contra Bolsonaro em maio, junho e julho, alguns partidos orientaram sua militância a não ir aos protestos contra o presidente em 7 de Setembro para evitar conflito.

Apesar disso, nesse dia haverá manifestações da esquerda, entre elas o tradicional Grito dos Excluídos, que são as pastorais libertárias, sempre com o povo nas pautas do povo, por alimentação, por emprego, por moradia, azem no dia 7 de setembro suas manifestações.

“A Frente Brasil Popular e o PT estão reforçando essas mobilizações país afora, incluindo na reivindicação de pautas sociais também a pauta do ‘fora, Bolsonaro’, porque cada dia mais que ele está na Presidência mais gente morre e mais o país fica subalterno”, afirma o líder da bancada do PT na Câmara, Bohn Gass (RS).

O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (22) que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) vai assumir a Casa Civil da Presidência República, em uma reforma ministerial que deve acontecer na semana que vem. “Está praticamente certo. Vamos botar um senador aqui na Casa Civil que pode manter um diálogo melhor com o parlamento brasileiro”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba, nesta manhã. “A princípio é ele [Ciro Nogueira], conversei com ele já, ele aceitou. Ele está em recesso, chega em Brasília segunda-feira, converso com ele, acertamos os ponteiros. E a gente toca o barco. É uma pessoa que eu conheço há muito tempo, ele chegou em 95 na Câmara, eu cheguei em 91”, explicou.

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Palácio do Planalto resolveu testar para valer o nome de Fábio Faria como possível vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022.

Jornais do Rio Grande do Norte, estado de Faria, passaram a estampar essa possibilidade em manchetes. O entorno de Bolsonaro diz que, com Hamilton Mourão fora, a vaga de vice deverá ficar com um evangélico ou com alguém do “Centrão raiz”.

Faria é do “Centrão raiz” e evangélico. Além disso, na avaliação de assessores palacianos, poderia ajudar a atrair parcela do eleitorado nordestino. O ministro das Comunicações, genro de Silvio Santos, está de saída do PSD, de Gilberto Kassab. Entre os partidos que já o convidaram, está o PP, de Ciro Nogueira, que tenta também atrair o próprio presidente da República, ainda sem legenda para disputar a reeleição.

Faria, deputado federal licenciado, também sonha com uma vaga no Senado, mas, até aqui, não tem conseguido apoio suficiente no estado. A vaga também deverá ser disputada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, o igualmente potiguar Rogério Marinho. Hamilton Mourão, atual vice-presidente da República, deve concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

O Antagonista

14
jul

Jair Bolsonaro é internado para exames

Postado às 10:29 Hs

O presidente Jair Bolsonaro deu entrada para exames, hoje, no HFA (Hospital das Forças Armadas). Segundo nota da Presidência da República, Bolsonaro seguiu orientação de sua equipe médica para a realização de exames para investigar a causa dos soluços. Ainda de acordo com o Planalto, “por orientação médica, o presidente ficará sob observação, no período de 24 a 48 horas, não necessariamente no hospital. Ele está animado e passa bem”. A reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, que estava prevista para as 8h, foi cancelada. O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nota informando também o cancelamento da reunião entre os chefes de Poderes. “Foi cancelada a reunião entre os presidentes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo que aconteceria nesta quarta-feira (14). O encontro será oportunamente reagendado”, diz o comunicado.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta sexta-feira (9) que o Congresso Nacional não admitirá retrocesso em relação ao estado democrático de direito. Ele afirmou que a possibilidade de “frustração das eleições” de 2022, como cogitou o presidente Jair Bolsonaro, é algo com que o Congresso não concorda e repudia. Nestas quinta (8) e sexta (9), Bolsonaro afirmou que não haverá eleições no ano que vem se não forem “limpas”. O presidente quer a impressão do voto eletrônico, com o que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não concorda. Uma proposta de emenda constitucional com essa finalidade, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), aliada de Bolsonaro, tramita atualmente na Câmara dos deputados.

A filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Patriotas, ainda a ser efetivada, parte da garantia de que ele terá o controle do partido, do qual seria presidente de honra, e a mudança de denominação. O ex-Partido Ecológico Nacional (PEN) passaria a se chamar Aliança Pelo Brasil, nome do partido que o presidente tentou fundar.

O novo nome poderá ser consagrado na mesma convenção que receberá festivamente a filiação do presidente. Há certa resistência à filiação de Bolsonaro, mas não tem peso político.

 Diário do Poder.

Via Poder 360

Foto: Reprodução/Globo News

O presidente Jair Bolsonaro se reunirá com dirigentes e articuladores do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), nos próximos dias, para discutir uma possível filiação à sigla. O chefe do Executivo tem dito que pretende definir sua nova sigla ainda neste mês.

Articuladores do partido têm indicado ao presidente Jair Bolsonaro e a seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que podem entregar a estrutura da sigla, como é exigido pelo chefe do Executivo, para viabilizar a migração do presidente e de seus apoiadores.

Um dos nomes fortes do PRTB disse ao Poder360 que a chegada de Bolsonaro seria uma oportunidade para ambos os lados e que a possibilidade de filiação é “absolutamente viável, um casamento perfeito“. Segundo ele, o partido está “limpo” para a chegada do presidente. “Estamos em tratativas, é uma negociação complexa, há um esforço hercúleo”.

O PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão, era presidido por Levy Fidelix, que morreu na última sexta-feira, vítima de covid-19. Quem preside formalmente a sigla agora é Aldinea Fidelix, mulher de Levy. Mas é Levy Filho é quem vem conduzindo a legenda no lugar do pai.

O partido é uma das legendas cogitadas pelo presidente para tentar a reeleição em 2022. Os outros são o PMB (Partido da Mulher Brasileira) – que aprovou, no sábado, a mudança de nome para Brasil 35 – o Patriota, o PL (Partido Liberal), o PSC (Partido Social Cristão) e o Democracia Cristã.

Em março, Bolsonaro disse que estava “namorando” uma sigla na qual poderia ser dono de sua estrutura partidária, mas não disse qual. Antes já havia dito que, se seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, não fosse formado até março, procuraria outro.

Em 24 de abril, o delator do mensalão, Roberto Jefferson, afirmou que Bolsonaro se filiaria ao Patriota. “O PR [Presidente da República] Bolsonaro se encaminhando para o Patriota. Combinamos de conversar com as coligações por Estados”, publicou em seu perfil no Twitter.

Flávio Bolsonaro (Republicanos-SP) disse em 23 de abril ao O Globo que o pai deve ir para um partido “menor”. Afirmou que está conversando com representantes do Patriota, PMB (agora, Brasil 35) e DC.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (24) a criação de um comitê que ser reunirá semanalmente para decidir e direcionar os rumos do combate à pandemia do novo coronavirus. “A vida em primeiro lugar. Resolvemos entre outras coisas, de que será criado uma coordenação junto aos governadores com o sr. presidente do senado federal”, disse o presidente, em pronunciamento em frente ao Palácio da Alvorada. “Da nossa parte, um comitê se reunirá toda semana pra decidirmos ou redirecionarmos o rumo do combate ao coronavírus. É unanimidade a intenção de nós, cada vez mais, nos dedicamos à vacinação em massa no Brasil”, completou.

Várias cidades pelo Brasil registraram panelaços contra o presidente

Foto: Reprodução

na noite de hoje, durante o pronunciamento oficial exibido em cadeia nacional de emissoras de rádio e televisão. As manifestações já estavam programadas desde o anúncio de que Bolsonaro falaria ao país nesta noite e já aparecia entre os assuntos mais comentados do Twitter desde a tarde de hoje. No pior momento da pandemia, o panelaço acontece no dia em que o país bateu mais um recorde de mortes por Covid-19: foram 3.158 óbitos contabilizados em 24 horas, segundo as secretarias estaduais de saúde.

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, realizado há pouco, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a vacinação contra a Covid-19. Ele relacionou ações do Governo para aquisição de vacinas e disse que estão “garantidas” 500 milhões de doses até o fim do ano.

O pronunciamento estava marcado para o início do mês, mas foi cancelado em cima da hora mesmo após a convocação da cadeia de rádio e TV. Na ocasião, o agravamento da crise sanitária e com a ameaça de colapso no sistema de saúde em vários estados fizeram o governo recuar. Naquele dia, 2 de março, o Brasil somava 257.562 óbitos.

No Rio de Janeiro, as manifestações foram ouvidas em bairros como Botafogo, Flamengo, Jardim Botânico, Grajaú, Lapa, Tijuca e Centro. Além das panelas, manifestantes também gritaram palavras de ordem contra Bolsonaro.

Na capital paulista também foram registrados panelaços em vários bairros.  Houve bateção de panelas e gritos de “Fora Bolsoanro” em Pinheiros, Perdizes, Pompeia e Barra Funda, na Zona Oeste; Vila Marinana e Moema, na Zona Sul; Higienópolis e República, na região central;

Na capital do país, Brasília, o panelaço foi ouvido em áreas da Asa Sul e da Asa Norte, além de gritos como de ordem contra o presidente. No Nordeste, vídeos publicados nas redes mostraram as manifestações em Recife (PE), Belém (PA) e Salvador (BA).

Se a eleição presidencial fosse hoje no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) seria reeleito para mais quatro anos de mandato. No primeiro turno, ele tem vantagem de 12 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já em um eventual segundo turno, o atual presidente aparece com pelo menos sete pontos de vantagem contra Lula e contra o apresentador Luciano Huck (sem partido), os candidatos que mais rivalizam com Bolsonaro.

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre os dias 10 e 11 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ler o relatório completo.

A sondagem é a primeira feita após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou todas as condenações de Lula na Lava Jato de Curitiba. Entre os entrevistados, 73% disseram que tiveram conhecimento do julgamento do ministro do STF.

A decisão tornou o ex-presidente apto a concorrer novamente ao Palácio do Planalto. Mesmo dizendo que não sabe se será candidato, Lula fez um discurso, na quarta-feira, 10, em tom de disputa.

“Jair Bolsonaro segue favorito, mas não será simples nem para ele nem para o ex-presidente Lula. Há uma demanda evidente de opinião pública por uma terceira via. Maior mesmo se comparada aos tempos da polarização PT-PSDB. Só falta a oferta”, avalia Maurício Moura, fundador do IDEIA.

A pesquisa EXAME/IDEIA testou três cenários de primeiro turno, todos incluindo Bolsonaro e Lula. Nas sondagens, os dois são os que mais têm chances de irem a um eventual segundo turno. A pesquisa também perguntou se ambos merecem mais um mandato no comando do Brasil. Para 48%, Bolsonaro não merece um segundo mandato, enquanto 46% acham que Lula é quem não merece um terceiro mandato.

Na sondagem de segundo turno, foram testados quatro possíveis cenários. Em uma disputa entre Bolsonaro e Lula, o cenário é de 44% a 37%, respectivamente. Já contra Huck, Bolsonaro tem 46% e o apresentador, 37%. Quando o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) aparece, ele recebe 34% das intenções de voto e o presidente, 45%. Contra o governador de São Paulo (PSDB), Bolsonaro tem 47%, e João Doria, 26%.

Maurício Moura destaca que, para crescer nas pesquisas, o ex-presidente Lula precisa conquistar a população com maior renda. “Além disso, para 54% dos brasileiros a anulação da sentença de Lula foi injusta. O consenso no imaginário da opinião pública sobre sua inocência é minoritário. O PT e Lula terão de reconquistar a classe média”, afirma.

Exame

abr 13
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