Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Brasília na última segunda-feira (4). Na capital, Lula reúne-se com aliados e amplia conversas com partidos de centro. Ao Congresso em Foco, sob reserva, companheiros que o acompanharam nas reuniões, afirmam que o ex-presidente possui uma fala forte sobre a sua campanha à presidência em 2022.

Para além das novas estratégias para o processo eleitoral, Lula intensifica agenda para melhor orientar os petistas no Congresso e assim, abrir espaço para novas alianças.

Em encontro a portas fechadas, o líder petista já se reuniu com os partidos de esquerda na segunda e terça desta semana. Entre eles, Pros, PSB, PCdoB, PSDB, Rede e Psol. Do centrão, os nomes e partidos não estão sendo divulgados. Segundo a assessoria, como forma de evitar conflitos dos parlamentares com Bolsonaro.

Congresso em Foco

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou ontem sua viagem de 12 dias por seis estados do Nordeste e deixou a região com o apoio público de líderes locais de siglas como PP e PSD já no primeiro turno das eleições presidenciais de 2022. As costuras foram realizadas de forma independente aos diretórios nacionais destes partidos, que tendem a tomar caminhos distintos na corrida presidencial, seja de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, seja de sustentação a uma candidatura da terceira via. Na cúpula do PT, a avaliação é que o ex-presidente cumpriu a missão a que se propôs com a viagem: retomar contatos com antigos aliados, refazer pontes e pavimentar apoios para 2022, seja no primeiro ou no segundo turno. Legendas como PSB e MDB estiveram no centro das conversas políticas no Nordeste. Mas também houve avanço no diálogo com PSD e PP, além de tratativas pontuais com legendas como Cidadania, PV, Podemos e até mesmo com setores do PDT. Mirando o segundo turno, o petista dialogou com adversários como os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cid Gomes (PDT-CE), no Ceará. Também buscou pontes com empresários e evangélicos —nesta quinta, foi presenteado com uma Bíblia pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). ?“Nós não negaremos diálogo com nenhum partido político. Por isso eu tenho viajado. Já encontrei com muita gente que era oposição e que quer conversar”, disse Lula em entrevista à imprensa em Salvador.
Na caravana pelo Nordeste, Lula busca reconstruir alianças do passado, especialmente com o MDB, que tem mantido certa independência em relação a Jair Bolsonaro. Na passagem pelo Rio Grande do Norte (RN), o petista costurou uma parceria com o MDB para a reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). Ontem, Lula jantou com o ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), ex-presidente do Senado e ministro da Previdência Social do governo de Dilma Rousseff, que, em 2016, votou a favor do impeachment da petista após o rompimento com o PT. Um ano depois, Garibaldi foi denunciado por corrupção ao lado da cúpula do MDB no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de integrar esquema que desviou recursos da Transpetro, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou extinta a punibilidade do político por prescrição.
24
ago

Agenda de Lula

Postado às 8:36 Hs

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Natal para agendas com a governadora petista Fátima Bezerra e encontros políticos para debater a conjuntura nacional. Até esta quarta-feira (25), Lula se reúne com movimentos culturais, sociais e políticos e participa de encontro do Consórcio de Governadores do Nordeste.

Para evitar aglomerações, a assessoria de imprensa informou que não estão sendo realizados eventos de grande público na agenda do ex-presidente pelo Nordeste e nem todas as agendas poderão ser abertas à imprensa, devido à capacidade de público.

Na manhã de terça (24), o ex-presidente tem encontro com a governadora e secretários no palácio de governo, em agenda fechada à imprensa. Às 10h, ele visita obras do Museu da Rampa, importante equipamento turístico da capital potiguar. Fotógrafos e cinegrafistas terão acesso ao local com credenciamento junto ao governo estadual ao PT. O credenciamento pode ser feito pelo e-mail lulanorn@gmail.com.

Inaugurado em 2018, o Museu da Rampa destaca a história da aviação e da participação do Rio Grande Norte na Segunda Guerra Mundial. Natal foi a primeira base militar dos Estados Unidos na América do Sul, com pouso de hidroaviões norte-americanos que cruzavam o Atlântico. Foi nesse local que o presidente Getúlio Vargas recebeu o americano Franklin Roosevelt, em 1943, para tratativas relacionadas à participação brasileira na guerra. À tarde, a partir das 16h30, Lula tem encontro com movimentos sociais e culturais. Ele também se reúne com a equipe do filme Sideral, que concorreu em Cannes.

Veja a agenda de Lula no RN

Terça-feira, 24

8h: Encontro com a governadora e secretários de governo (restrito)

10h: Visita a obra do Museu da Rampa (com acesso a fotógrafos e cinegrafistas credenciados)

A partir das 14h: Encontros com governadora e lideranças políticas (restrito)

A partir das 16h30: Encontro com a equipe do filme Sideral e reunião com os movimentos sociais e culturais (aberto à imprensa credenciada), no Hotel Holiday Inn.

Quarta-feira, 25

A partir das 9h: Entrevista coletiva à imprensa e reunião com o Consórcio do Nordeste, no Hotel Holiday Inn.

O encontro do ex-presidente Lula com o ex-senador Garibadi Filho, no jantar oferecido por Garibaldi e o filho deputado federal Walter Alves nesta terça-feira, poderá ter o rumo que até agora não foi discutido, pelo menos de público. Walter seria o nome viável do MDB para ser o vice da governadora Fátima Bezerra na chapa da reeleição. Não é a primeira vez que Walter tem o nome atrelado a Fátima na formação de uma chapa. Na campanha de 2008, quando Fátima foi candidata a prefeita de Natal, Walter teve o nome sondado para ser vice mas não aceitou. Chegou a ir à casa da então governadora Wilma de Faria para ser convidado, mas disse não.
Companheiro Presidente Lula, inicialmente gostaríamos de saudar o senhor e enfatizar o quanto estamos ansiosos aguardando o seu retorno ao Palácio do Planalto. Escrevo essa carta para contar ao senhor a realidade vivenciada pelos servidores públicos no Estado do Rio Grande do Norte. Atualmente ocupo a presidência do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Direta, tenho orgulho de estar há 37 anos atuando no serviço público estadual, e de ser filiada ao PT desde 1985. Presidente, aqui no nosso estado, que o senhor visita nos próximos dias, nós servidores públicos estamos há trinta e dois meses sob esta gestão, a primeira de origem popular. Fato que nos deixou muito felizes e ansiosos após a última eleição. Porém, presidente, após todo esse tempo, nós trabalhadores não conseguimos avançar em nenhum ponto da nossa luta por um serviço público melhor a todos. Como não temos progresso no diálogo com a governadora professora Fátima Bezerra, venho aqui, em nome dos servidores públicos do Estado, explicar ao senhor as dificuldades pelo que passamos.
22
ago

Agenda de Lula no RN

Postado às 16:37 Hs

O ex-presidente Lula chega nesta segunda-feira (23) a Natal. A agenda oficial não foi divulgada, segundo o PT, para evitar aglomerações. É a primeira visita de Lula ao RN após os 580 dias de prisão em Curitiba. Ele fica na capital potiguar até a manhã de quarta-feira (25).

Segundo a Agência Saiba Mais apurou, ele deve chegar ao RN nesta segunda-feira e segue para um jantar na casa do senador Jean Paul Prates (PT). Devem participar a governadora Fátima Bezerra(PT), o vice-governador Antenor Roberto (PC do B) e a senadora Zenaide Maia (PROS).

Na terça-feira (24), o ex-presidente será recebido pela governadora Fátima Bezerra no Centro Administrativo e, às 11h, deve conceder uma entrevista coletiva em local ainda não confirmado. O almoço será com empresários. À tarde, Lula segue para encontro com integrantes de movimentos sociais e artistas.

O RN é o quinto estado da viagem que Lula iniciou pela região Nordeste no dia 15 de agosto. Ele já esteve em Pernambuco, Piauí, Maranhão e, hoje (22), está no Ceará. Do RN, Lula segue para a Bahia. Em todas as visitas, teve agenda política com representantes de partidos, especialmente PSB, PDT e MDB. A agenda política prevê encontro com os líderes do PSB/RN (deputado federal Rafael Motta), e do MDB (ex-senador Garibaldi Alves Filho e o deputado Walter Alves).

 Agência Saiba Mais

29
jun

Opinião: Lula em busca da direita

Postado às 11:01 Hs

Mesmo proibido pela pandemia de viajar pelo País, como deseja depois de ter perdoado todos os seus pecados pelo maior assalto aos cofres públicos da história republicana, pelo suspeito ministro Edson Fachin, do STF, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito articulações na tentativa de ampliar as alianças contra Jair Bolsonaro em 2022.

Já conseguiu aparar algumas arestas, mas o petista, apesar de reconhecido como um exímio articulador político, está longe de se viabilizar como o candidato que consiga agregar um espectro mais amplo do centro político brasileiro. Até o momento, só tem ainda não confirmado, oficialmente, o apoio do PSB por razões que a própria razão não desconhece: o interesse da legenda socialista se manter no poder em Pernambuco.

É atribuída a ele a articulação para o governador do Maranhão, Flávio Dino, abandonar o PCdoB e ingressar no PSB, assim como a filiação do deputado Marcelo Freixo, que deixou o Psol, para tentar o Senado pelo Rio de Janeiro. A desistência do apresentador de televisão Luciano Huck de disputar a presidência em 2022 expôs as dificuldades de partidos de centro-direita para encontrar um nome natural, com alta popularidade e chances reais de concorrer com Lula e o atual presidente, Jair Bolsonaro.

Ainda assim, o mais provável é que esse campo político apresente uma ou duas candidaturas que tentarão ser embaladas como os nomes do centro. Os próprios dirigentes petistas reconhecem que uma candidatura de Lula em 2022 ainda estaria ancorada basicamente em alianças de centro-esquerda. A novidade seria a atração do PSB, partido que era dirigido pelo ex-governador Eduardo Campos, morto na campanha presidencial de 2014 num acidente de avião, mas que permanece sob forte influência de decisão por parte do núcleo socialista pernambucano.

Um dos mais aguerridos opositores de Bolsonaro na esquerda, o governador Flávio Dino vai conduzir as alianças no Maranhão e é visto tanto como um candidato ao Senado quanto uma carta na manga para a vice-presidência numa chapa com Lula. O governador tem sido um dos articuladores da frente democrática ampla e foi inclusive procurado, em 2020, para conversas com Luciano Huck, quando ele parecia ser a promessa inovadora do centro.

Costura de alianças – “O movimento que está sendo feito agora não é de costura de alianças eleitorais. É uma costura política para fazermos um enfrentamento a Bolsonaro e ao bolsonarismo”, diz a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, acrescentando: “Temos vários setores da sociedade e políticos que, embora não pensem como a gente em termos de desenvolvimento econômico e social, pensam como a gente na defesa da democracia e têm a política como instrumento de construção para a perspectiva futura, e não o ódio, as fakes news, a mentira “.

Olho no Centrão – O objetivo de Lula e do partido neste momento, segundo a deputada federal Gleisi Hoffmann, é tentar aproximar esses setores que querem garantir o processo democrático em 2022. Para a presidente do PT, as escaladas autoritárias de Bolsonaro e suas estratégias deixam claro que há, sim, um risco para o processo eleitoral do próximo ano. “Precisamos ter um campo político amplo e unido para assegurar o processo eleitoral e democrático e não permitir nenhuma saída autoritária “, afirma. Traduza por amplitude política o apoio da direita, notadamente do Centrão, que Lula vem perseguindo.

Via blog do Magno 

Ao pedir que o ministro da Defesa Fernando Azevedo Silva se demitisse, o presidente Bolsonaro se queixou de que não tinha respaldo político por parte de seus ministros militares. Ouviu dele que sua saída não representaria uma mudança de atitude dos militares, que não poderiam se vincular a um projeto político. Ledo engano. Quarta-feira, por volta das 10 da manhã, o presidente Bolsonaro saiu do Planalto e foi, fora da agenda, ao Ministério da Defesa. O general Braga Neto o esperava na porta principal. Subiram. A conversa durou cerca meia hora.  Bolsonaro saiu pela garagem, no subsolo, e voltou pelos fundos ao Palácio. RECADO AO ALTO COMANDO – Estava dado o recado ao Alto Comando do Exército, reunido naquele mesmo dia para avaliar a crise gerada pela presença de um General de divisão da ativa, ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em um palanque político ao lado do presidente. A decisão do comandante do Exército, General Paulo Sérgio Nogueira, tem uma motivação puramente política, sem se importar com um dos pilares das forças militares, que é serem instituições de Estado, e não de um governo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, marcou para 14 de abril o julgamento dos recursos contra a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato no Paraná.

O plenário vai analisar recursos apresentados tanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto pela defesa de Lula. A PGR tenta derrubar a decisão individual de Fachin e restabelecer as condenações – e com isso, a inelegibilidade – de Lula.

Já os advogados do ex-presidente recorrem de um dos pontos da decisão de Fachin – que, ao anular os julgamentos, também encerrou 14 processos no STF que questionavam aspectos da condução das investigações na Justiça Federal do Paraná. A defesa pede que essas ações sigam tramitando até que haja decisão definitiva sobre a validade ou não dos resultados.

Um desses questionamentos é o habeas corpus no qual a Segunda Turma declarou a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro no julgamento do caso do tríplex no Guarujá.

O plenário do Supremo terá que decidir, então, se a Segunda Turma deveria ou não ter continuado a julgar o habeas corpus, uma vez que Fachin já havia declarado o processo extinto.

Blog do Magno

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu hoje a primeira dose da vacina CoronaVac contra a covid-19. Em vídeo, Lula disse que a vacina do Instituto Butantan era “exatamente a que ele queria tomar”. As informações são do UOL.

O petista também criticou Jair Bolsonaro (sem partido). “O presidente da República precisa parar de ser ignorante”, disse. “Eles [Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello] têm que aprender a respeitar o sentimento do povo brasileiro e garantir vacina para todo mundo.”

O petista recebeu a primeira dose do esquema vacinal em um drive-thru em São Bernardo do Campo, cidade da Grande São Paulo. No carro, o ex-presidente estava acompanhado do deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que foi ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff (PT). Segundo Padilha, Lula deverá receber um aviso para retornar entre 14 e 21 dias para receber a segunda dose da CoronaVac.

Incentivo à vacina e ao isolamento

“Se cuidem para que amanhã você não esteja chorando a perda de um ente querido”, disse o ex-presidente em vídeo nas redes sociais após receber a primeira dose da imunização.

O ex-presidente disse que estaria “muito mais feliz se tivesse vacina [doses] para todo mundo”. Ele também falou que é preciso combater os “negacionistas, as pessoas que não acreditam na vacina e ficam falando bobagem para a sociedade”.

“Só tem um jeito de a gente se livrar do coronavírus. É a gente tomar vacina”, disse, lembrando também ser importante evitar aglomeração.

Para incentivar que as pessoas fiquem em casa, Lula falou que, “se você não gosta de você, goste de seu pai, da sua mãe, da sua tia, do seu tio, dos seus amigos. Porque, se você pegou, você vai passar para eles.” “Então, nem pegue e nem passe. Esse é o lema.

Se a eleição presidencial fosse hoje no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) seria reeleito para mais quatro anos de mandato. No primeiro turno, ele tem vantagem de 12 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já em um eventual segundo turno, o atual presidente aparece com pelo menos sete pontos de vantagem contra Lula e contra o apresentador Luciano Huck (sem partido), os candidatos que mais rivalizam com Bolsonaro.

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre os dias 10 e 11 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ler o relatório completo.

A sondagem é a primeira feita após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou todas as condenações de Lula na Lava Jato de Curitiba. Entre os entrevistados, 73% disseram que tiveram conhecimento do julgamento do ministro do STF.

A decisão tornou o ex-presidente apto a concorrer novamente ao Palácio do Planalto. Mesmo dizendo que não sabe se será candidato, Lula fez um discurso, na quarta-feira, 10, em tom de disputa.

“Jair Bolsonaro segue favorito, mas não será simples nem para ele nem para o ex-presidente Lula. Há uma demanda evidente de opinião pública por uma terceira via. Maior mesmo se comparada aos tempos da polarização PT-PSDB. Só falta a oferta”, avalia Maurício Moura, fundador do IDEIA.

A pesquisa EXAME/IDEIA testou três cenários de primeiro turno, todos incluindo Bolsonaro e Lula. Nas sondagens, os dois são os que mais têm chances de irem a um eventual segundo turno. A pesquisa também perguntou se ambos merecem mais um mandato no comando do Brasil. Para 48%, Bolsonaro não merece um segundo mandato, enquanto 46% acham que Lula é quem não merece um terceiro mandato.

Na sondagem de segundo turno, foram testados quatro possíveis cenários. Em uma disputa entre Bolsonaro e Lula, o cenário é de 44% a 37%, respectivamente. Já contra Huck, Bolsonaro tem 46% e o apresentador, 37%. Quando o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) aparece, ele recebe 34% das intenções de voto e o presidente, 45%. Contra o governador de São Paulo (PSDB), Bolsonaro tem 47%, e João Doria, 26%.

Maurício Moura destaca que, para crescer nas pesquisas, o ex-presidente Lula precisa conquistar a população com maior renda. “Além disso, para 54% dos brasileiros a anulação da sentença de Lula foi injusta. O consenso no imaginário da opinião pública sobre sua inocência é minoritário. O PT e Lula terão de reconquistar a classe média”, afirma.

Exame

É mais do que natural que o PT, um grande e importante partido, tenha candidato a presidente da República. E é mais do que natural que esse candidato seja Lula, seu maior líder. Hoje, com transmissão pela Globonews e pela CNN, Lula mostrou que está pronto e preparado para essa batalha. É uma candidatura com forte probabilidade de passar para o segundo turno. A tendência é de que, no primeiro turno, o voto em Lula esteja limitado aos simpatizantes do PT, aos seguidores dos partidos de esquerda que aceitarem com ele se coligar e a setores progressistas que não cultivam o antipetismo. Mas não dá para desconsiderar a possibilidade de empolgar, novamente, segmentos mais pobres da população. De qualquer maneira, quanto maior for a aliança de esquerda e centro-esquerda que Lula conseguir montar, maior será a probabilidade de estar no segundo turno. Mas o alto nível de rejeição ao PT e a Lula que hoje se observa poderá inviabilizar a vitória no segundo turno, contra qualquer candidato. Em condições normais, isso não seria um grande problema. Ganhar e perder são inerentes ao processo democrático.

Reprodução

“Eu sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de História”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (10), no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ele faz pronunciamento após decisão que anulou suas condenações na Lava Jato do Paraná.

“Antes de eu ir [para a prisão], nós tínhamos escrito um livro, e eu fui a pessoa dei a palavra final no título do livro que é ‘A verdade vencerá’. Eu tinha tanta confiança e tanta consciência do que estava acontecendo no Brasil que eu tinha certeza que esse dia chegaria, e ele chegou.”

Na última segunda-feira (8), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações do ex-presidente pela Justiça Federal no Paraná relacionadas à Operação Lava Jato. Com a decisão, o ex-presidente Lula recuperou os direitos políticos e voltou a ser elegível.

A decisão de Fachin foi tomada ao analisar um pedido da defesa de Lula, de novembro de 2020, que dizia que não cabia à Justiça do Paraná julgar quatro ações — as do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e duas ações relacionadas ao Instituto Lula. Isso porque essas denúncias não estariam diretamente ligadas a desvios na Petrobras. Edson Fachin concordou com argumentos da defesa e enviou os processos para a Justiça Federal do Distrito Federal.

“Eu sou agradecido ao ministro Fachin, porque ele cumpriu uma coisa que agente reivindicava desde 2016. A decisão que ele tomou tardiamente, 5 anos depois. A gente cansou de dizer, a inclusão do Lula e a inclusão da Petrobras na vida do Lula como criminoso era a razão pela qual a quadrilha de procuradores da Lava Jato, não o Ministério Público, a quadrilha de procuradores da força-tarefa e o Moro entendeu que a única forma de me pegar era me levar para a Lava Jato, porque eu já tinha sido liberado em vários outros processos fora da Lava Jato, mas eles tinham uma obsessão porque eles queriam criar um partido político”, disse Lula nesta quarta.

Pandemia

No começo da fala, Lula disse que tirou a máscara após consultar médico e por estar a mais de 2 metros de outras pessoas.

Ao falar sobre sua prisão, Lula prestou solidariedade às famílias que perderam pessoas para a Covid-19 e aos que estão desempregados.

“Se tem um brasileiro que tem razão de ter muitas e profundas mágoas sou eu, mas não tenho. […] A dor que eu sinto não é nada diante da dor que sofre milhões e milhões de pessoas. É muito menor do que a dor que sofre quase 270 mil pessoas que viram seus entes queridos morrer.”

“Eu quero prestar a minha solidariedade nesse entrevista às vítimas do coronavírus, aos familiares das vítimas do coronavírus, ao pessoal da área da saúde, de todos da saúde, privado e pública. Mas sobretudo para os heróis e heroínas do SUS que por tanto tempo foram descredenciados politicamente.”

Ele disse que, se não fosse o SUS, mais brasileiros teriam morrido. Lula criticou a forma como presidente Jair Bolsonaro está conduzindo a pandemia.

Suspeição de Moro

Na decisão de segunda, o ministro Edson Fachin declarou a “perda do objeto” e extinguiu 14 processos que questionavam se o ex-juiz Sergio Moro, que esteve à frente de ações da Lava Jato no Paraná, agiu com parcialidade ao condenar Lula.

O ministro Gilmar Mendes não concordou com a decisão de acabar com processos sobre a suspeição de Moro e levou o caso para a Segunda Turma nesta terça-feira (9), a fim de dar continuidade ao julgamento iniciado em 2018. Naquele ano, após os votos de Fachin e Cármen Lúcia, Gilmar Mendes havia pedido mais tempo para analisar o caso e, desde então, não tinha apresentado o processo novamente.

Nesta terça, Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor de tornar Moro suspeito e, assim, anular todos os atos do então juiz, desde o início das investigações sobre Lula no Paraná. Os ministros citaram mensagens da força-tarefa da Lava Jato que foram obtidas por hackers e se tornaram públicas em 2019.

Para Mendes, elas mostraram um “conluio” entre Moro e procuradores, o que, segundo ele, maculou o processo. Para Lewandowski, ficou configurado no caso um “evidente” abuso de poder, porque Moro assumiu “papel de verdadeiro coordenador dos órgãos de investigação e acusação, em paralelo à função de julgador”.

O julgamento do caso Segunda Turma foi suspenso pelo ministro Nunes Marques, que pediu mais tempo para análise. Até então, o placar estava em 2 votos pela suspeição de Moro e 2 votos contrários. O de Nunes Marques, em tese, seria o decisivo. Mas Cármen Lúcia e Edson Fachin, que já votaram no início do julgamento, em dezembro de 2018 — ambos contra o pedido de suspeição — anunciaram que farão uma nova manifestação, o que poderá alterar o placar. Há expectativa de que a ministra mude o entendimento anterior.

Ainda não há data para que o julgamento seja retomado.

G1

O ministro Gilmar Mendes defendeu a declaração de suspeição do ex-juiz Sergio Moro no processo em que o ex-presidente Lula (PT) foi condenado por receber um tríplex no Guarujá. As informações são da Folha de São Paulo. “Meu voto não apenas descreve cadeia sucessiva a compromisso da imparcialidade como explicita surgimento e funcionamento do maior escândalo judicial da nossa história”, disse Gilmar. Antes de Gilmar, votaram pela legalidade de atuação de Moro os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. Após Gilmar, votam Kassio Nunes Marques e Ricardo Lewandowski. “É cabível este habeas corpus e acolho a tese trazida pelos impetrantes [advogados de Lula]”, anunciou o ministro ao iniciar a longa exposição sobre a matéria. O magistrado fez inúmeras críticas à Lava Jato, que foram muito além do caso específico do petista.

A incerteza jurídica criada pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de anular as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato de Curitiba tem reflexos na eleição de 2022, que pode ter o petista como forte candidato com a ação desta segunda-feira (8).

Para o advogado especialista em direito eleitoral, Alberto Rollo, a sentença neste momento ainda não encerra a discussão sobre a legalidade de uma eventual candidatura do ex-presidente. ASSISTA AQUI vídeo com entrevista.

O especialista afirma que, com 1 ano e 7 meses até o pleito, os casos ainda não podem ser reavaliados, agora na Justiça Federal de Brasília.

“Hoje Lula é ficha limpa, daqui há uma semana ou um mês a gente não sabe. A decisão sendo hoje é melhor do que em março de 2022. Ainda dá tempo para que a justiça se acalme e busque o melhor caminho uma vez que o novo juiz do caso pode se utilizar das provas já coletadas em Curitiba.”

A respeito da decisão tomada por Edson Fachin, Alberto Rollo afirmou que não estava prevista a possibilidade de que o ministro interferisse na competência do caso, citando apenas os julgamentos a respeito da possível suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

“Falávamos de eventual suspeição de Moro e outras questões processuais, mas nunca se imaginou que Fachin soltasse uma decisão de incompetência da 13ª vara de Curitiba,” disse Rollo.

CNN Brasil

O dólar opera em forte alta hoje. A cotação já vinha em alta desde o início dos negócios, em dia marcado pela força da moeda norte-americana no exterior em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries (os títulos do tesouro dos EUA) e a perspectivas de aceleração da inflação.

O movimento, no entanto, foi acentuado depois que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato. Com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

Às 15h55, a moeda norte-americana subia 1,68%, vendida a R$ 5,7764. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,7846. Já a Bovespa opera em forte queda. Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,39%, vendida a R$ 5,6820. Na semana passada, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,38%. No ano, o avanço é de 9,54%.

O Banco Central anunciou para esta segunda-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em junho e dezembro de 2021.

Blog do Magno

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu recorrer da anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em processos da Operação Lava Jato.

A informação é dos colunistas da CNN Leandro Resende e Igor Gadelha. Na prática, a decisão da PGR pode levar para a Segunda Turma ou para o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a análise da decisão monocrática do ministro Edson Fachin, que anulou as decisões tomadas na Justiça Federal do Paraná dos processos envolvendo o ex-presidente.

O recurso deve ser apresentado nos próximos dias pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, que integra a equipe do PGR Augusto Aras.

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