Reprodução / Redes Sociais

A Executiva Nacional do Patriota aprovou, de forma simbólica, nesta 2ª feira (14.jun.2021) mudanças no estatuto nacional do partido. As alterações viabilizam a filiação do presidente Jair Bolsonaro a partir de ajustes no Conselho Político Partidário.

O senador Flávio Bolsonaro, que se filiou ao Patriota em 26 de maio, participou da convenção ao lado do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e advogado de Bolsonaro, Admar Gonzaga.

O encontro desta 2ª feira buscou amenizar um racha que se instalou no Patriota nos últimos dias. Grupo liderado pelo 1º vice-presidente da sigla, Ovasco Roma Altimari, entrou com um requerimento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 31 de maio contra decisões do presidente Adilson Barroso. Roma afirmou que o presidente da sigla descumpriu a convenção do partido e impôs mudanças para abrigar Jair Bolsonaro e seus filhos na legenda.

A ala opositora, porém, não participou da reunião desta 2ª feira. Foi representada apenas por 1 integrante, que não votou favoravelmente às alterações.

O presidente [Bolsonaro] só vem [para o Patriota] se por acaso puder confiar no partido também”, disse o dirigente da sigla no início da convenção.

Sobre a as alterações no estatuto exigidas por Bolsonaro, Adilson disse estar pronto para “dividir o doce de leite em 10”.

O presidente Bolsonaro quer, ele já manifestou intenção de vir para o Patriota, mas ele quer vir com a segurança jurídica, com a tranquilidade de que ele não vai precisar se preocupar com a questão partidária”, disse o senador.

O advogado Admar Gonzaga disse que “o desejo de uma maioria não pode ser impedido por  uma minoria que talvez tenha outros interesses que não o da maioria”. Afirmou que foi à convenção para conduzir um encontro “ordeiro dentro das normas estatutárias”.

Poder 360

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agendou para o próximo dia 16, quarta-feira, às 17h, uma reunião com deputados e senadores da base para discutir a filiação ao Patriota . A tendência é que os parlamentares de seu núcleo político não se oponham à migração para a legenda, vista como a melhor opção após a frustrada negociação para retornar ao PSL .

Enquanto o encontro não ocorre, Bolsonaro aguarda movimentos da Justiça Eleitoral, que analisa se o presidente do Patriota , Adilson Barroso , cometeu irregularidades na convenção que mudou a composição da executiva nacional, filiou o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e encaminhou o apoio da legenda à reeleição do presidente em 2022. A ala dissidente da sigla é encabeçada pelo vice, Ovasco Resende.

Se confirmada, a ida de Bolsonaro para o Patriota deverá fazer com que cerca de 40 congressistas acompanhem seu movimento e migrem para a legenda na janela partidária que se abre no ano que vem. O Patriota é a segunda opção de Bolsonaro, que tentou retornar ao PSL – partido pelo qual foi eleito. A negociação foi frustrada após o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), recusar-se a expulsar do partido desafetos do chefe do Executivo federal.

“O Patriota é o partido que tem o nome que o presidente deu. Já tem uma identidade. Só tem um ponto ruim, porque não tem fundo partidário nem estrutura, como teríamos no PSL. Mas, por outro lado, o Patriota tem mais estrutura do que o DC e o PMB, outras legendas também cotadas para abrigar o presidente”, disse o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy (PSL-RJ).

iG

O presidente do Patriota, Adilson Barroso, disse nesta 2ª feira (31.mai.2021) que o senador Flávio Bolsonaro se filiou à sigla. Deu a declaração na convenção nacional do partido. O congressista confirmou a informação. Flávio Bolsonaro anunciou em 26 de maio que se havia se desfiliado do Republicanos. Ele estava na sigla desde março de 2020. “A minha vinda para o Patriota é para somar. Queria fazer um convite a todos para construirmos juntos o maior partido do Brasil após as eleições de 2022. A gente tem tudo para isso, basta deixar vaidades de lado”, disse o senador em seu discurso. Adilson Barroso afirmou, ainda no encontro virtual, que o presidente Jair Bolsonaro aceita se filiar ao partido “sem pedir uma bala” em troca. Barroso tenta abrir caminho nos diretórios para facilitar a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados. Uma ala da sigla, liderada pelo vice-presidente do partido, Ovasco Resende, e pelo deputado Fred Costa, porém, diz que há ilegalidade na convocação da convenção. “Se vocês [ala contra Adilson] pegassem o partido, ele [Bolsonaro] não vinha nem se desse o mundo para ele. Mas graças a Deus ele vem hoje para o partido por causa da amizade sem pedir uma bala”, disse.
jul 30
sexta-feira
10 03
ENQUETE

Você acha que o brasileiro acostumou-se com a Corrupção ao longo do tempo ?

Ver resultado parcial

Carregando ... Carregando ...
PREVISÃO DO TEMPO
INDICADOR ECONÔMICO
67 USUÁRIOS ONLINE
Publicidade
  5.875.094 VISITAS