O dólar fechou com leve alta frente ao real nesta quarta-feira (15), depois que notícias sobre a troca de comando da Petrobras (PETR4) levantaram temores de interferência política na estatal, enquanto importantes dados de inflação dos Estados Unidos (EUA) vieram um pouco abaixo do esperado, impedindo maior valorização da moeda americana.

De acordo com informações do portal InfoMoney, apesar do clima doméstico avesso ao risco, o exterior fornecia suporte ao real, e o dólar foi devolvendo gradativamente seus ganhos diante da divisa brasileira a partir das 9h30 (de Brasília), depois que dados mostraram que os preços ao consumidor dos EUA aumentaram menos do que o esperado em abril.

No entanto, durante a tarde, a moeda norte-americana voltou a registrar leves ganhos ante o real, sugerindo que o desconforto com a condução da Petrobras pelo governo ainda não havia sido superado.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, depois de avançar 0,4% em março e fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Nos 12 meses até abril, o índice teve alta de 3,4%, de 3,5% em março. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% no mês e de 3,4% no comparativo anual.

O resultado sugere que a inflação norte-americana retomou sua tendência de queda no início do segundo trimestre, em um impulso para as expectativas do mercado financeiro de um corte na taxa de juros em setembro.

Os contratos futuros dos juros dos EUA passaram a embutir uma chance de 73% de que a primeira redução na taxa básica do Fed ocorra na reunião de setembro, acima dos 69% de antes do relatório.

Foto: Ton Molina/Fotoarena

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que ele está fora da empresa.

Prates de despediu nestas tarde de seus diretores e comunicou à equipe que Magda Chambriard será a nova presidente da Petrobras. Ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) no governo Dilma Rousseff.

O CEO da Petrobras enfrentou nos últimos meses intensa fritura interna no governo, acumulando disputas com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Em abril, o presidente Lula chegou a convidar o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, para assumir o comando da petroleira. Mas pesou a favor da permanência de Prates o apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Blog da Malu Gaspar, O Globo

Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras informou nesta terça-feira (9) que descobriu uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar, no poço exploratório Anhangá, próximo à fronteira entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira.

“A constatação de reservatórios turbidíticos de idade Albiana portador de petróleo é inédita na Bacia Potiguar e foi realizada através de perfis elétricos e amostras de óleo, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório”, afirmou a Petrobras em comunicado.

De acordo com a petroleira, esta é a segunda descoberta na Bacia Potiguar em 2024 e se segue à comprovação da presença de hidrocarboneto no Poço Pitu Oeste, localizado a cerca de 24 quilômetros de Anhangá. A nova acumulação de petróleo foi localizada a uma profundidade d’água de 2.196 metros.

A Petrobras acrescentou que as descobertas “ainda merecem avaliações complementares”. A empresa é operadora de ambas as concessões, com participação integral.

“As atividades exploratórias na Margem Equatorial representam mais um passo no compromisso da Petrobras em buscar a reposição de reservas e o desenvolvimento de novas fronteiras exploratórias que assegurem o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”, afirmou a companhia.

A Petrobras prevê investir US$ 3,1 bilhões em exploração na Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, até 2028. Além disso, é esperada a perfuração de 16 novos poços exploratórios na região neste período.

CNN Brasil

A crise instalada em torno do chefe da Petrobras, Jean Paul Prates, entrou pelo segundo dia sem uma solução definitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou ontem à tarde a Brasília depois de cumprir agenda no Nordeste. Auxiliares do presidente, porém, consideram a situação insustentável.

Enquanto isso, Prates arma sua defesa para se manter no cargo. Além dos conflitos com os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa, o estilo de gestão de Prates também tem desagrado o presidente Lula, de acordo com auxiliares próximos do petista.

A troca no comando da companhia é tratada abertamente por ministros do governo, que ressaltam, porém, que a saída de Prates ainda não está sacramentada. A avaliação no Palácio do Planalto é que Prates mergulhou muito no que chamam de lógica corporativa da empresa petrolífera. Isso gerou um conflito conceitual entre o que o presidente da República defende para a estatal e o modelo que está sendo implantado pelo CEO da companhia.

Pessoas próximas a Lula entendem que isso pode ser determinante para uma troca de comando da empresa.

O Globo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (26), uma redução de R$ 0,30 por litro no preço do diesel tipo A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,48 por litro, válido a partir desta quarta-feira (27).

Segundo cálculos da companhia, considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel que compõe o diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor terá uma redução de R$ 0,26 por litro.  Com isso, cada litro vendido na bomba deve custar, em média, R$ 3,06 ao consumidor final, segundo comunicado da empresa. O valor que o consumidor paga nos postos de revenda é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e do próprio posto.

A Petrobras iniciou, neste sábado (23/12), a perfuração do poço de Pitu Oeste (RN), que marca a retomada da pesquisa da companhia por óleo e gás na Margem Equatorial, região que se estende pelo litoral brasileiro do estado do Rio Grande do Norte ao Amapá. A perfuração do poço, na concessão BM-POT-17, localizada a 53 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, levará de 3 a 5 meses.

Por meio do poço de Pitu Oeste, a Petrobras obterá mais informações geológicas da área, o que permitirá a confirmação da extensão da descoberta de petróleo já feita, em 2014, no poço de Pitu.

A Petrobras recebeu do IBAMA, em outubro deste ano, a licença de operação para a perfuração de dois poços de pesquisa de óleo e gás, em águas profundas na Bacia Potiguar, na Margem Equatorial brasileira. No âmbito da mesma licença ambiental, a companhia pretende perfurar o poço Anhangá, na concessão POT-M-762, localizada a 79 km da costa do estado do Rio Grande do Norte, próxima ao poço Pitu Oeste.

“A Petrobras pretende contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região, sem esquecer da importância em fazer parte dos esforços para promover a segurança energética nacional. A Margem Equatorial será um ativo importante até para a sustentabilidade global”, declarou Jean Paul Prates, presidente da Petrobras.

Se for confirmada a viabilidade econômica da concessão, será necessário conceber e desenvolver toda a estrutura operacional para a produção e será preciso realizar um novo processo de licenciamento ambiental específico para a etapa de produção.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em meio à alta das cotações do petróleo Brent no mercado internacional e à suspensão das exportações russas, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta terça-feira (3/10) que a estatal avalia a possibilidade de fazer um novo reajuste nos preços dos combustíveis até dezembro.

“Estamos agora analisando a possibilidade ou não de outro reajuste até o final do ano, mas a gente ainda não tem isso como dado, não tem isso como concreto”, disse a jornalistas, após cerimônia de comemoração dos 70 anos da companhia, no Rio de Janeiro.

“O que temos como concreto é que a nossa política de preços, daquele túnel de volatilidade, que tem o intervalo entre o valor marginal e o custo alternativo do cliente, está funcionando”, continuou Prates.

Tempestade

A Petrobras anunciou o último reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel em meados de agosto. Ele explicou, ainda, que, desde que mudou a política de preços da empresa, abandonando a paridade com a impostação (PPI), ocorreram inúmeras oscilações do Brent e também do diesel.

“O diesel disparou, refinarias da Rússia pararam de funcionar, tivemos enxugamento do diesel russo, que estava chegando e fazia um certo colchão de amortecimento no preço também. Estamos vivendo no mercado com uma espécie de tempestade que a gente tem que administrar, saber quanto tempo vai durar e quanto tempo temos de colchão para aguentar essa volatilidade”, ponderou.

O presidente da companhia disse, também, estar avaliando o percentual e o melhor momento para um reajuste. “Tempo e percentual estão sendo decididos. Se for necessário faremos, e vamos ver quando podemos de novo, após o inverno do hemisfério norte, voltar ao patamar anterior”, destacou.

Correio Braziliense

Foto: REUTERS/Sergio Moraes

A Petrobras informou ter iniciado a convocação de mais 289 aprovados que estavam no cadastro de reserva do concurso de nível superior lançado pela companhia em 2021. A previsão é convocar todo o cadastro de reserva até o fim da data de validade do certame, em maio de 2024.

Os convocados são das ênfases Administração, Análise de Sistemas (Engenharia de Software, Infraestrutura e Processos de Negócio), Ciência de Dados, Economia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Processamento e Engenharia de Produção. Esses profissionais, informou a Petrobras, se somarão aos cerca de 1,8 mil empregados oriundos do mesmo concurso que já ingressaram na companhia.

CNN

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel a partir de amanhã. A gasolina A – produzida pelas refinarias de petróleo e entregue diretamente às distribuidoras – terá o preço médio aumentado em R$ 0,41 por litro e passará a ser vendida às distribuidoras por R$ 2,93. O aumento é de cerca de 16%. 

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba”, diz o comunicado da empresa. Apesar desse reajuste, no ano o preço da gasolina vendida às distribuidoras acumula redução de R$ 0,15 por litro.

Diesel

Para o diesel, a Petrobras aumentará o preço médio de venda para as distribuidoras em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro. O reajuste representa 26%. Levando em consideração a mistura obrigatória de 88% de diesel A – produzido nas refinarias – e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro. No ano, o preço de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras acumula redução de R$ 0,69 por litro.

A parcela da Petrobras no preço do combustível não é o valor final que o consumidor encontra nas bombas porque ainda entram no cálculo impostos e margens de lucro da distribuição e dos postos.

30
jul

Jean-Paul Prates: à beira do abismo

Postado às 11:40 Hs

Um embate entre o alto escalão do governo Lula tem colocado em xeque a gestão da maior empresa do Brasil, a Petrobras.

De um lado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, do PSD, apadrinhado do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco. De outro, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, bancado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Interlocutores de Jean Paul com quem a CNN conversou relatam o que consideram uma campanha maciça por parte do ministro Silveira e de seus aliados para fragilizar Prates, especialmente no Palácio do Planalto.

São mencionados desde notas à imprensa que deixaram Prates em situação desconfortável a declarações de Silveira mirando Prates, como quando ele disse que o presidente da estatal não tratava com honra a questão do gás no Brasil.

Um aliado de Prates lembra que auxiliares de Lula foram avisados de um evento interno promovido pela presidência da Petrobras na Bahia no mesmo dia em que Lula visitou Ilhéus (BA).  O aviso ao Planalto veio acompanhado da mensagem de que a agenda “concorria” com a presidencial.

Prates vem há algum tempo tentando avisar o núcleo duro do governo de que o eventual cerco de Silveira está evidente, segundo seus aliados.

Fonte: Blog do Robson Pires

29
jul

PT quer a cabeça de Jean-Paul

Postado às 10:54 Hs

De Fátima Bezerra a Gleisi Hoffman todos do PT querem a cabeça do franco-carioca presidente da Petrobras Jean-Paul Prates. Ainda tem o centrão louco por cargos, o desejo de acusar mais espaços. Some ainda a irritação de aliados com a soberba de Jean, só tem pisado no chão por causa da lei da gravidade.

Jean é uma indicação pessoal do presidente Lula, não tem apoio político. Nessa época que o presidente precisa negociar espaços, pode voar a qualquer momento. O franco-carioca tem tido conflitos com a governadora Fátima Bezerra, seus assessores vivem de plantar notícias desabonadoras do outro.

O problema de Jean-Paul é achar que o cargo é “dele”. Por não ter mandato, a situação é muito fragilizada. A imprensa do sul se olhasse melhor para o passado de Jean teria uma vasto material para queimá-lo. O PT adoraria.

Blog do Gustavo Negreiros

 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), reiterou nesta sexta-feira, 16, que prefere desagradar o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a ver o fracasso de políticas públicas ligadas ao aumento da oferta de gás para a indústria e suas repercussões em emprego e renda.

“Entre agradar a Jean Paul e cumprir o compromisso do governo com a sociedade brasileira, de gerar emprego e combater desigualdade, prefiro que ele feche a cara, mas que nós possamos lograr êxito na política pública”, disse. Esta semana, Silveira fez reiteradas críticas à política de reinjeção de gás em reservatórios de petróleo com o intuito de aumentar sua pressão interna e facilitar a produção de óleo. As informações são do Estadão.

Ontem, ele disse que Prates estava sendo “no mínimo negligente” com relação ao gás. Nesta sexta-feira, em seminário do grupo Esfera, no Rio, voltou a atacar a estratégia da Petrobras e disse que a companhia não lhe apresenta justificativa para reinjetar cerca de 44% do gás que produz. Não bastasse, ele disse que suas unidades de processamento de gás natural (UPGNs) estão “completamente sucateadas e poderiam estar produzindo muito mais”.

A jornalistas, porém, Silveira minimizou as rusgas entre o ministério e a Petrobras, e disse que o tema não deve ser personificado. “Queremos debater com seriedade a questão do gás, não só com a Petrobras, mas com as demais petroleiras. O gás vem sendo tratado há anos como um subproduto do petróleo. Entendo que é possível que esse gás chegue em maior quantidade e de imediato em menor preço para a gente gerar emprego”, continuou.

O ministro ainda reclamou do fechamento de duas fábricas de nitrogenados, uma em Camaçari (BA) e outra em Sergipe, o que atribuiu ao alto preço do gás. “Mais de dois mil empregos perdidos por falta de preço de competitividade do gás”, disse.

Foto: Reprodução

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou nesta terça-feira (16) a redução nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha (GLP). Os novos preços valem a partir desta quarta (17). A afirmação foi feita ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião entre os dois em Brasília.

Segundo Jean Paul Prates, as reduções nas refinarias serão as seguintes:

  • gasolina A: redução de R$ 0,40 por litro (-12,6%);
  • diesel A: redução de R$ 0,44 por litro (-12,8%);
  • gás de cozinha (GLP): redução de R$ 8,97 por botijão de 13 kgs (-21,3%).

Com essa redução, segundo a Petrobras, o preço do botijão de gás para o consumidor final pode cair abaixo dos R$ 100. O valor praticado na revenda, no entanto, não é controlado diretamente pelo governo. As denominações “gasolina A” e “diesel A” se referem ao combustível puro – antes da mistura com álcool e biodiesel, respectivamente.

No início da manhã, a estatal anunciou uma nova política de preços para os combustíveis no mercado interno. Com isso, fica revogada a fórmula da Paridade de Preço de Importação (PPI), baseada nas oscilações do dólar e do mercado internacional de óleo, e que contabilizava também os custos logísticos com transporte e taxas portuárias, por exemplo.

Preços seguirão ‘referência’ internacional, diz Prates

Em seguida, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a nova política de preços da estatal não se afastará da “referência internacional dos preços”. Segundo ele, o preço global do petróleo será considerado, mas em outro modelo. A fórmula anterior, diz Prates, era uma “abstração”.

“Estamos comunicando ao mercado um ajuste na estratégia comercial de composição de preço e nas condições de venda. Esse modelo maximiza a incorporação de vantagens competitivas, sem se afastar absolutamente da referência internacional dos preços”, disse.

“Quando digo referência, não é paridade de importação. Portanto, quando o mercado lá fora estiver aquecido, com preços fora do comum e mais altos, isso será refletido no Brasil. Porque abrasileirar o preço significa levar vantagens em conta, sem tirar nossas vantagens nacionais”, disse.

“Paridade de importação era uma abstração. Pegar preço lá fora, colocar aqui dentro como se tivesse produzido lá fora, só que na porta da refinaria daqui”, continuou.

Por G1.

Foto: Reprodução

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (16) o fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional.

Pela regra atual, em vigor desde 2016, o preço desses produtos no mercado interno acompanha as oscilações internacionais, ou seja, não há intervenção do governo para garantir preços menores.

A Petrobras anunciou o fim desse mecanismo automático. “Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o comunicado.

Segundo a nota oficial da Petrobras, a nova “estratégia comercial” usa duas referências de mercado:

o “custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação”, e o “valor marginal para a Petrobras”.

1️⃣ “O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos”, explica o comunicado da Petrobras.

2️⃣ Já o “valor marginal”, segundo a petroleira, é “baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino”.

“Com a mudança, a Petrobras tem mais flexibilidade para praticar preços competitivos, se valendo de suas melhores condições de produção e logística e disputando mercado com outros atores que comercializam combustíveis no Brasil, como distribuidores e importadores”, diz o texto.

O comunicado da Petrobras, no entanto, não apresenta uma fórmula clara indicando qual será o peso de cada fator no novo cálculo.

Desde a campanha, o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vinha falando em “abrasileirar” o preço dos combustíveis. O que, de modo geral, significa criar mecanismos para reduzir o impacto dessas oscilações internacionais do petróleo nas bombas dos postos. Em um comunicado no último domingo (14), a Petrobras informou que analisaria o tema nesta semana.

Prates fala em manter competitividade

Na sexta-feira (12), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já havia antecipado que a petroleira deveria decidir nesta semana sobre os reajustes de combustíveis e a nova política de preços praticada pela estatal.

Questionado sobre o novo critério utilizado para definição de preços nas refinarias, Prates afirmou que será o de “estabilidade versus volatilidade”. Segundo ele, o novo formato deverá evitar tanto a estagnação de preços quanto o que chamou de “maratona” de reajustes.

“Não precisamos voltar ao tempo em que não houve nenhum reajuste no ano inteiro. Em 2006 e em 2007 aconteceu isso. E também não precisamos viver dentro da maratona de 118 reajustes para um único combustível, como foi em 2017, o que levou à crise enorme da greve dos caminhoneiros”, afirmou ele, na ocasião.

Prates disse também que, mesmo com a mudança, a Petrobras continuará seguindo a referência internacional e mantendo a competitividade interna. “Nós não vamos perder venda. Não vamos deixar de ter o preço mais atrativo para os nossos clientes.”

O presidente mencionou também a produção brasileira dentro da composição de preços, citando a estrutura de escoamento, de transporte, a capacidade de refino e a fonte de petróleo do país.

“Tudo isso faz parte de um modelo de preços empresarial que a Petrobras vai conversar melhor na semana que vem”, concluiu.

Fonte G1.

A Petrobras deve anunciar nesta terça-feira (16), o fim da política de paridade de importação (PPI) para o estabelecimento do preço da gasolina e do diesel.

A informação é da CNN Brasil, citando duas fontes anônimas.

Estabelecida no governo Temer, a PPI pareia o preço dos combustíveis nas refinarias da Petrobras com os custos para importação, sendo, logo, vinculado aos preços internacionais e ao valor do dólar.

A estatal afirmou em nota ontem, domingo (14), que estava “discutindo internamente alterações em suas políticas de preço para diesel e gasolina” e que elas seriam avaliadas pela diretoria executiva no início desta semana, com possibilidade de “resultar numa nova estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina”.

Em coletiva no início de março, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciara que a largada para se discutir as mudanças na política de preços se daria com a posse do conselho e da diretoria da Petrobras, a partir do final de abril.

O Antagonista

A Petrobras vai reduzir em 9,9%, ou R$ 0,38 por litro, o preço do diesel em suas refinarias. A informação foi confirmada pela estatal nesta sexta-feira (28).  O novo valor de venda do produto, de R$ 3,46 por litro, passa a vigorar neste sábado (29).

É a terceira redução no preço do combustível desde a posse do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comando da companhia, Jean Paul Prates. O movimento alivia a pressão sobre as bombas com a mudança do modelo de cobrança do ICMS sobre o combustível no início de maio.

O repasse às bombas depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras, mas a Petrobras estima que sua parcela no preço final cairá de R$ 3,45 para R$ 3,05 por litro. O restante é composto por impostos e 12% de biodiesel.

 

Após a declaração do ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, sobre mudar a política de preços praticada pela Petrobras, Lula deixou claro que quem manda na estatal é ele. Ontem, Silveira falou, em entrevista à GloboNews, em adotar diretrizes baseadas no mercado interno, e não no exterior, como ocorre atualmente.

Ao comentar a fala do ministro, Lula disse que o assunto só será discutido quando ele solicitar.

“A política de preços da Petrobras será discutida pelo governo no momento em que o presidente da República convocar o governo para discutir. Enquanto o presidente da República não convocar, a gente não vai mudar o que está funcionando hoje”, afirmou o presidente, durante café da manhã com jornalistas.

“Vamos mudar, mas com muito critério. Porque, durante a campanha, eu disse que era preciso abrasileirar o preço da gasolina e do óleo diesel. O Brasil não tem por que estar submetido ao PPI”, prosseguiu o petista.

Quem é o Presidente da Petrobras é o ex-senador carioca pelo Rio Grande do Norte (RN), Jean Paul Prates.

O Antagonista

Foto: Mauro Pimentel/AFP

A remuneração do presidente, diretores e conselheiros da Petrobras pode ser reajustada em 43,88%, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O aumento foi aprovado nesta quarta-feira, 22, em reunião do Conselho de Administração da estatal, no mesmo dia em que os nomes dos sete indicados pelo presidente da estatal, Jean Paul Prates, foram aprovados para um mandato de dois anos. A proposta será submetida à Assembleia Geral de Acionistas, que está prevista para 27 de abril.

Se aprovado, o aumento será sobre a remuneração fixa. Atualmente, o salário do presidente da Petrobras é por volta de R$ 116 mil. Com o reajuste, passará para quase R$ 167 mil por mês. No comunicado ao mercado sobre a aprovação dos diretores, no fim da noite de quarta-feira, a aprovação do aumento salarial foi omitida.

Segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais (RAEEF) de 2022, que traz informações sobre o exercício de 2021, a remuneração anual da diretoria e do presidente da empresa ficou pouco acima de R$ 3 milhões por ano, equivalente a quase R$ 250 mil reais por mês se considerado o salário fixo, gratificações, participação de lucros e resultados.

Procurada pela reportagem, a Petrobras confirmou a aprovação do reajuste salarial e afirmou que a remuneração fixa dos administradores da empresa “estava congelada desde 2016″.

Segundo a estatal, a decisão “considerou os resultados positivos obtidos pela companhia e a defasagem da remuneração dos administradores em relação ao mercado”. A empresa menciona “pesquisas” apontando que a atual remuneração do presidente da Petrobras equivale a 19% da mediana da remuneração total anual de seus pares no mercado. No caso dos diretores, a remuneração atual equivaleria a 55% do que é percebido pelos pares de outras empresas.” Cabe esclarecer que os conselheiros eventualmente beneficiados pelo reajuste se abstiveram de votar.

Assim como, votaram favoravelmente aqueles em vias de deixar o Conselho de Administração, com base em percepção de oportunidade de melhoria dos valores de remuneração atualmente praticados, à luz de referências de empresas com as mesmas características”, afirmou a Petrobras em nota.

A empresa ainda informou que a defasagem salarial de administradores ante o mercado foi ampliada nos últimos anos em função do congelamento da remuneração da diretoria, o que não ocorreu com o restante da força de trabalho, que teve sua remuneração atualizada ao longo deste período. Entre 2017 e 2021, o corpo de funcionários da Petrobras teve os salários reajustados em 19,72%, segundo dados divulgados pelo governo.

Conforme apurou a reportagem, o congelamento da remuneração da alta administração da empresa por oito anos foi o argumento usado para justificar a decisão. Um interlocutor de Prates disse à reportagem, sob a condição de anonimato, que os vencimentos do conselho de administração e fiscal ficaram congelados por cerca de oito anos sem ajuste sequer da inflação e o cálculo que resultou na proposta de aumento foi para encerrar essa defasagem.

Estadão Conteúdo

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