O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou, nesta quarta-feira (10), o início das obras de expansão do sistema de transporte de passageiros sobre trilhos na Região Metropolitana de Natal (RN).

A ordem de serviço assinada pelo ministro Rogério Marinho vai possibilitar a implantação da Linha Branca da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O investimento federal será de R$ 58,3 milhões. O empreendimento da Linha Branca será composto por 24 quilômetros de via, no qual serão construídas seis estações.

As cidades de São José de Mipibu e Nísia Floresta serão beneficiadas com a iniciativa – o trecho tem início na última estação da Linha Sul. A previsão é de que cerca de 6,8 mil passageiros utilizem o serviço diariamente com o acesso à capital, além de apoiar o turismo na região.

Como o blogue do Xerife já disse em nota mais abaixo:

Foto: Web/autor não identificado

Gilberto Kassab, que comanda o PSD nacional está tentando assegurar o Ministério do Desenvolvimento Regional, que é ocupado pelo ex-deputado federal norte-rio-grandense, Rogério Marinho, para o seu partido.

O Ministro das Comunicações Fábio Faria estaria “Lambendo uma Rapadura” para que a conspiração dê certo. Ele ficaria livre de Marinho para seu projeto político que ensaia para 2022: Governo ou Senado.

Ocorre que ele pode esperar deitado que em pé cansa. Bolsonaro não abre mão de Rogério nem “por cem uma cocada”. O Presidente tem Rogério como seu principal Ministro. Foi ele quem alavancou sua popularidade no Nordeste, principalmente.

Fonte: Robson Pires

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, naturalizou nesta quarta-feira 27 uma possível saída do governo Jair Bolsonaro. O ex-deputado potiguar ressaltou que sua permanência como ministro é uma decisão que cabe exclusivamente ao presidente da República e que, portanto, ele pode deixar o ministério a qualquer momento caso Bolsonaro deseje.

“Eu não fiz concurso para ministro, nem tenho mandato. Se o presidente entender que eu não conto mais com a confiança dele, certamente vai me demitir ou vai me retirar do lugar em que eu estou. Não preciso nem de aviso prévio. Enquanto eu tiver a confiança do presidente, estou aqui”, destacou o ministro, em entrevista à rádio Jovem Pan.

A declaração de Rogério Marinho acontece no momento em que sua permanência no Ministério do Desenvolvimento Regional está ameaçada. Informações de bastidores apontam que a pasta estaria sendo usada como moeda de troca nas negociações em torno da eleição para a presidência do Senado.

Segundo o jornal Valor Econômico, a expectativa é que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assuma o lugar de Rogério Marinho no Ministério do Desenvolvimento Regional como uma compensação após o Supremo Tribunal Federal (STF) o impedir de ser candidato à reeleição. A negociação seria concretizada caso o candidato de Alcolumbre e do governo, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-RO), vença a disputa.

AGORA RN

Reportagem assinada por Natália Portinari e Gustavo Maia n’O Globo deste domingo (24), informa sobre a Reforma ministerial no Governo Bolsonaro: Centrão pressiona governo para ocupar pastas hoje com militares. Uma certeza consolidada nos últimos dias entre interlocutores de Bolsonaro é que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), não ganhará um ministério, e continuará no mandato de senador.

O presidente alega que o parlamentar não poderia entrar no governo por estar muito “desgastado”.

Recentemente, Alcolumbre disse a aliados que fora convidado para o Ministério do Desenvolvimento Regional, onde assumiria a cadeira do potiguar Rogério Marinho. Mas governistas garantem, nos bastidores, que o ministro permanecerá no cargo. A turma contra a Rogério no Rio Grande do Norte torcia pela queda de Marinho.

Parece que vai ter que aquentar mais um pouco.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) passou a sinalizar, em conversas com outros senadores, que irá assumir um ministério no governo do presidente Jair Bolsonaro, caso seu indicado à sucessão, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) seja eleito.

PASTA PREFERIDA

Alcolumbre já teria, inclusive, uma preferência: o Ministério do Desenvolvimento Regional, hoje com Rogério Marinho. A pasta toca obras estruturantes, com orçamento para 2021 previsto em R$ 24,17 bilhões.

O DESTINO DE ROGÉRIO 

Ainda segundo aliados do presidente do Senado, no caso de sua ida para o Ministério do Desenvolvimento Regional, o ex-deputado Rogério Marinho poderia ser deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência, hoje sob comando interino de Pedro César Nunes Ferreira Marques de Souza, que substituiu Jorge Oliveira, que tomou posse como ministro do Tribunal  de Contas da União.

VALOR

22
dez

Em Brasília

Postado às 8:47 Hs

João Maia reúne-se com Ministro do Desenvolvimento Regional e garante recursos para o RN

O deputado federal João Maia iniciou a semana com uma intensa agenda nesta segunda-feira (21), em Brasília, e trazendo boas notícias para o Rio Grande do Norte, em especial para a população de Serra do Mel.

O parlamentar esteve reunido no Ministério do Desenvolvimento Regional, com o Ministro Rogério Marinho, o secretário nacional de Segurança Hídrica, Sérgio Luís Costa, e o prefeito reeleito de Serra do Mel, Josivan Bibiano de Azevedo. Em pauta, recursos necessários para perfuração do poço de alta profundidade na Vila Rio Grande do Norte, que levará água de qualidade para centenas de famílias em Serra do Mel. No final da reunião, a boa notícia é que os recursos estão garantidos.

João Maia também esteve no Ministério da Saúde, reunido com o secretário executivo, Coronel Élcio Franco, para tratar da liberação de recursos para a Saúde de vários municípios do Estado. Uma reunião produtiva e que em breve trará boas notícias.

21
dez

Nomes para 2022 no RN

Postado às 21:30 Hs

Por Joaquim Pinheiro

O ministro Rogério Marinho (sem partido) e o prefeito Álvaro Dias (PSDB) são os principais nomes do sistema oposicionista no momento com mais chances de disputar o governo do Rio Grande do Norte contra a petista Fátima Bezerra, que já decidiu ser candidata à reeleição no pleito do próximo ano.

Outra alternativa do grupo oposicionista é o deputado general Girão Monteiro, que tem tido uma boa atuação parlamentar, mas discreto e cauteloso quando é questionado sobre uma possível candidatura sua ao governo do Estado.

A amigos e correligionários o general tem afirmado que no momento está preocupado em fazer um bom trabalho na Câmara Federal e não pensa em ser candidato a governador, mas lembra que é um soldado do sistema bolsonarista e como tal não foge à luta. Para o Senado o nome está praticamente definido com Fábio Faria, filho do ex-governador Robinson Faria (que será candidato a deputado federal) e genro do dono do SBT, Silvio Santos.

Fontes de Brasília informam que as rusgas entre Rogério e o ministro Paulo Guedes ainda existem, mas nada que não possa ser contornado em tempo hábil para uma acomodação.

A mesma fonte brasiliense alerta que a continuar a “briga” entre os dois ministros, evidentemente sai enfraquecido o grupo do presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte e em consequência o fortalecimento do PT, que em consequência potencializará a recandidatura de Fátima Bezerra para as eleições de 2022.

O ministro Rogério Marinho continua atuando como pré-candidato, inaugurando obras e ajudando o presidente Jair Bolsonaro a mudar a triste realidade Nordestina que perdurava há anos. Inclusive, melhorando os índices de aprovação popular do presidente.

Via Blog do Barreto

Foto: Web/autor não identificado

A política é capaz de gestar reviravoltas inimagináveis. Ao fim das eleições de 2018, parte da massa das redes sociais celebrava a derrota de Rogério Marinho como um “castigo” por apoiar medidas impopulares como a reforma trabalhista.

Ainda havia o melancólico fim da passagem de Robinson Faria (PSD) que enfraqueceu o deputado federal Fábio Faria (PSD) que se reelegeu com dificuldades.

Hoje os dois são ministros (respectivamente do desenvolvimento regional e comunicações) e cotados para voos maiores na política potiguar. Com os oligarcas das famílias Alves, Maia e Rosado em baixa há um vácuo no campo da direita no Rio Grande do Norte para 2022.

Especula-se (e se força a barra também) que Fábio Faria disputaria o Senado e Rogério Marinho o Governo do Estado ou vice e versa.

Pouco se leva em conta que Fábio mal aparece no Estado e tem residência fixa em São Paulo onde mora com a esposa Patrícia Abravanel, filha do empresário Sílvio Santos. Rogério tem mais ligações com o Estado, mas tem pouco apelo popular.

Neste campo eles ainda terão que enfrentar o melhor quadro dos oligarcas, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), e o senador Styvenson Valentim (Podemos).

Por enquanto os ministros vão tentando ocupar os espaços de forma artificial. Se vão se viabilizar será uma outra história.

Nessa sexta-feira (30), em Natal (RN), o ministro Rogério Marinho apresentou a empresários propostas para fomentar a atividade econômica no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste. A ideia, segundo ele, é possibilitar a atração de investimentos privados para projetos de infraestrutura por meio dos fundos de desenvolvimento regionais e a renegociação de dívidas de empreendedores com os fundos constitucionais e de investimento sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Marinho também explicou aos presentes sobre os investimentos em segurança hídrica que vêm sendo realizados no estado pela Pasta. “O governo do presidente Bolsonaro vem realizando várias ações para garantir segurança hídrica para os moradores do Rio Grande do Norte e de outros estados do Nordeste. Um dos mais importantes é o Ramal do Apodi, que vai possibilitar ampliar em 700 mil hectares a área de produção irrigada potiguar e também na Paraíba e Ceará”, afirma Marinho. “Falamos ainda sobre os investimentos nas barragens de Oiticica e Passagem das Traíras e da Adutora do Seridó. São empreendimentos importantes que vão garantir a emancipação de nosso estado por meio da segurança hídrica. É a água do São Francisco trazendo desenvolvimento”, completa.

(Foto: web/autor não identificado)

Rogério Marinho fracassou em 2018 ao tentar se reeleger deputado federal após ter se desgastado ao relatar a reforma trabalhista durante a gestão Michel Temer. Chamado por Paulo Guedes, virou articulador da austera reforma da Previdência aprovada no ano passado. Mas agora, o nome do ministro do Desenvolvimento Regional passou a ser associado a um adjetivo impensável meses atrás: “gastador”. É ele quem lidera a ala do governo que deseja “furar” o teto de gastos para investir em obras, contrariando o titular da Economia.

Por trás da transformação está o desejo de se cacifar como candidato a governador do Rio Grande do Norte, em 2022, e a conquista de uma proximidade com o presidente Jair Bolsonaro ao defender internamente que essas medidas visam à reeleição do chefe. Procurado, Marinho nega pretensões eleitorais e diz ser apenas candidato “a ser um bom ministro”.

Mas colegas da Esplanada e ministros com assento no Palácio do Planalto garantem que o desejo de concorrer ao governo do seu estado natal como candidato de Bolsonaro ajuda a explicar as movimentações de Marinho.

A aliança que está sendo costurada contemplaria ainda a candidatura do ministro das Comunicações, Fábio Faria, para o Senado. O estado hoje é governado por Fátima Bezerra, do PT.

A disputa em torno do tamanho das despesas do governo atingiu o ápice na terça-feira da semana passada, quando Guedes disse, sem citar nomes, que auxiliares do presidente que desejam “furar” o teto de gastos o levariam para uma “zona de impeachment”. A subida de tom do ministro da Economia levou o presidente a convocar uma reunião no dia seguinte para marcar posição em defesa do teto. Na quinta, porém, o presidente afirmou não ver problema nessa discussão.

A pretensão política de Marinho é constantemente citada por Guedes, nos bastidores, numa tentativa de desacreditar o colega. Para o ministro da Economia, os ministros devem trabalhar pela reeleição de Bolsonaro, e não pelos próprios projetos pessoais. E, na avaliação de Guedes, a alta de gastos mais prejudica do que ajuda o caminho do presidente a 2022.Não é isso que pensa a ala “pró-gasto” liderada por Marinho, e que conta também com ministros palacianos. Esses ministros avaliam ser necessário fazer obras, montar uma agenda de inaugurações com a presença de Bolsonaro e construir um programa social forte para reeleger o presidente. Na próxima sexta, inclusive, ao lado de Marinho e Faria, Bolsonaro deve ir ao Rio Grande do Norte para participar de uma cerimônia de entrega de títulos fundiários.

 O cenário eleitoral aproximou Marinho do chefe, que o incumbiu de manter o “olhar especial” para o Nordeste. O ministro está sem partido.

Ele desfiliou-se do PSDB em junho deste ano, depois de ser derrotado ao tentar se reeleger como deputado federal em 2018, quando teve 59 mil votos.

A derrota o levou a cogitar, inclusive, mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo, onde acreditava que o perfil de austeridade que lhe marcou nos últimos anos seria mais bem aceito.

Marinho chegou ao governo pelas mãos de Guedes. A atuação dele na reforma trabalhista o credenciou para o cargo de secretário especial de Previdência e Trabalho e foi o homem do governo na aprovação da reforma do sistema de aposentadorias, aproveitando a boa relação que desenvolveu com o Congresso. Assessores do ministro do Desenvolvimento Regional afirmam que ele é ciente da necessidade de controlar as contas públicas, mas que acredita que 2020 é um ano excepcional e, como tal, não se pode deixar obras paradas. A versão dos auxiliares é que Guedes “vazou” debates internos para colocar Marinho em rota de colisão com Bolsonaro e que o ministro da Economia quer “interditar o debate”.

Em entrevista ao GLOBO no início do mês, Marinho lembrou que o país já terá um rombo de R$ 800 bilhões — por contas das medidas para combater o coronavírus e da queda da atividade econômica — e, por isso, não haveria problema num acréscimo de “R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões”:

— Parece que temos uma faca cravada no olho e estamos preocupados com o cisco.

O problema, avalia o Ministério da Economia, é que isso pode “abrir a porteira” para um gasto desenfreado, minando a confiança na recuperação fiscal. Na reunião que terminou com Bolsonaro falando em defesa do teto de gastos, Marinho ficou ao lado de Guedes na foto do pronunciamento. A proximidade, porém, hoje fica apenas na imagem.

15
ago

[ Ponto de Vista ] O neto do seu Djalma

Postado às 11:35 Hs

Por Marcelo Tognozzi

Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, chegando ao Palácio do Planalto, a pé, durante manifestação de indigenas. Brasilia, 04-06-1029Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Quem entra na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pode conferir, entre as fotos dos ex-presidentes, o retrato de um homem que transmite enorme sensação de serenidade. O dono daquele rosto tinha uma marca: nunca abrir mão das suas convicções.

O potiguar Djalma Marinho teve um mandato suspenso na época do Estado Novo, era conservador, udenista, apoiou o golpe de 1964 e se elegeu pela Arena. Advogado brilhante, seu lema era a Constituição acima de todos.

Elegante, culto e educado, presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 1968, quando o governo decidiu processar o deputado Marcio Moreira Alves por um discurso considerado ofensivo às forças armadas. Entrou no Palácio do Planalto dias antes do AI-5. Com firmeza e tranquilidade explicou ao presidente general Costa e Silva porque a Câmara negaria autorização para processar Moreira Alves: “A Constituição permite que a tribuna seja livre, presidente. O deputado pode se demasiar no discurso. O que a Câmara está defendendo é a liberdade da tribuna, não os dizeres do deputado”.

Costa e Silva ouviu, resmungou e dispensou Marinho. Quando a situação ficou insustentável, ele renunciou à presidência da CCJ recitando a máxima do dramaturgo espanhol Calderón de La Barca: “Ao rei tudo, menos a honra”.

Sertanejo euclidiano, doutor em sobrevivência, era antes de tudo um resiliente. Voltaria à Câmara reeleito em 1970 pela Arena. Derrotado em 1974 na disputa para o Senado, voltou ao Congresso em 1978 defendendo a anistia, tornada realidade no ano seguinte. Defendeu a legalização do Partido Comunista, por entender ser a convivência e a tolerância pilares da democracia.

Djalma Marinho morreu cedo, 73 anos, no dia 26 de dezembro de 1981. Ainda não tinha herdeiro político.

Seu neto Rogério era um garoto de 18 anos naquela véspera da primeira eleição de governador desde o fechamento do regime no fim dos anos 1960. Sua vida de político não foi fácil. Concorreu a vereador pela primeira vez em 1994 filiado ao PSB. Chegou a assumir uma cadeira como suplente, mas somente 10 anos depois conseguiu votos para entrar na Câmara de Natal como titular. Daí para frente sua carreira política deslanchou. Em 2006 foi eleito deputado federal, se destacando como relator de propostas importantes tanto na economia quanto na educação.

Terminou a primeira década dos anos 2000 como um player relevante na política do Rio Grande do Norte e respeitado pelas suas habilidades como articulador e economista. Em 2009 trocou o PSB pelo PSDB e perdeu a eleição em 2018. Teve 60 mil votos.

Rogério é incansável, obcecado e resiliente como o avô. Chegou no governo Bolsonaro como secretário de Previdência e Trabalho, pasta abrigada no guarda-chuva de Paulo Guedes reunindo as atribuições do antigo Ministério do Trabalho.

Com uma ampla base de apoio no setor de comércio e serviços, Marinho foi discreto e eficiente. Um ano depois era ministro do Desenvolvimento Regional. Nos últimos dias marcados por debandadas no Ministério da Economia, ele tem sido citado, elogiado e intrigado como opositor da política de Paulo Guedes.

O que separa Guedes de Marinho são suas origens. O primeiro saiu da Zona Norte para a Zona Sul do Rio. O segundo, do Nordeste para Brasília. Guedes é um refinado economista da escola de Chicago, um scholar rico sem intimidade com o improviso e, como bom operador do mercado financeiro, amante da previsibilidade. Marinho é um artesão do inesperado, crescido e sovado no vai e vem das incertezas da política, onde a palavra acaba tendo mais valor que os contratos –o jogo jogado do saudoso Luís Eduardo Magalhães.

O presidente Bolsonaro quer a reeleição. A pandemia –ou o imponderável– deu a ele uma base no Nordeste e entre os eleitores mais pobres, 67 milhões de brasileiros recebedores do auxílio emergencial de R$ 600. Quando o ministro Onyx Lorenzoni começou a trabalhar nisso, o cadastro único tinha 75 milhões de pessoas, 15 milhões delas não possuíam CPF e um sem número de outras eram vítimas de falsários, como o caso de um contribuinte milionário que um dia viu um depósito de R$ 600 na sua conta, não tinha a menor ideia do que era aquilo e chamou a polícia.

Hoje, o governo tem um cadastro que acima de tudo é um patrimônio, uma riqueza em informações sobre os brasileiros das classes C, D e E. Trouxe a maior parte deles para o sistema bancário e o banco virtual da Caixa, agora com 50 milhões correntistas, muitos deles invisíveis seis meses atrás. Sem estes 67 milhões de brasileiros a reeleição não tem lastro nem fôlego.

Para Bolsonaro a austeridade fiscal de Guedes é o pijama da aposentadoria de ex-presidente. Por isso os olhinhos do presidente brilham quando ouve Rogério Marinho falar em injetar dinheiro público para movimentar a economia, como fez Roosevelt no New Deal, política transformada em teoria econômica por John Maynard Keynes.

A batalha que saiu dos bastidores para a mídia está apenas começando. Seu desfecho dependerá de múltiplos fatores, a maioria deles por enquanto mais favoráveis a Marinho do que a Guedes, a começar pela aproximação do Planalto com o Centrão e a necessidade de sobrevivência política da maioria –incluindo o clã Bolsonaro– vinculada à retomada do emprego, da geração de renda e do giro da economia.

Embora Bolsonaro tenha enorme apreço por Paulo Guedes, é suficientemente pragmático na hora de se despedir dos auxiliares como aconteceu com Sergio Moro. Rogério, herdeiro de Djalma, aprendeu a fazer política sem ódio e a entender o homem comum, o invisível que ganhou um CPF e os R$ 600 do governo. São coisas que o sujeito traz no DNA.

Derrotado por Nelson Marchezan na disputa pela presidência da Câmara em 1980, os adversários do veterano potiguar vieram até ele: “Deputado, não guarde mágoa”. E Djalma Marinho, sereníssimo: “Eu não consigo guardar nem dinheiro”…

Na noite dessa quarta-feira (22), em Brasília (DF), o prefeito Álvaro Dias recebeu uma boa notícia para a cidade de Natal: a confirmação da vinda de mais R$ 21 milhões para a continuidade das obras do saneamento integrado de bairros da zona Norte. A resposta positiva foi dada pelo ministro Rogério Marinho, do Ministério do Desenvolvimento Regional.

No encontro, o chefe do executivo municipal reafirmou o empenho da gestão na finalização das obras e a mudança que ela trará para inúmeros moradores contemplados. “Será uma revolução na vida dessas comunidades. Acabando de vez com problemas de alagamentos no inverno e poeira no verão”, ressaltou Álvaro Dias.

Com essa ação, o Governo Federal liberou R$ 21,2 milhões para a continuidade das obras de saneamento integrado nos bairros Nossa Senhora da Apresentação e Lagoa Azul, na zona Norte.

Projeto

Orçado em mais de R$ 130 milhões, o projeto foi divido em dois lotes. “No primeiro, foram drenadas e pavimentadas 22 ruas no Parque dos Coqueiros, 36 na Vila Paraíso e 27 no Loteamento José Sarney, bem como a lagoa de captação do Parque dos Coqueiros, que teve a sua capacidade ampliada. Nesta etapa, foram investidos R$ 27 milhões”, explicou o Prefeito.

Outras comunidades beneficiadas pela parceria entre o Governo Federal e a gestão municipal com os serviços de saneamento integrado na Zona Norte foram os conjuntos Brasil Novo e Novo Horizonte. “Nesta etapa, a Prefeitura investiu R$ 44 milhões em drenagem e pavimentação de 80 ruas. Agora, com esse novo aporte financeiro, daremos maior celeridade aos trabalhos e nos aproximaremos da entrega final das obras”, finalizou o secretário de Obras de Natal, Carlson Gomes.

As águas do Rio São Francisco chegam nesta sexta-feira (26) ao Ceará, com o acionamento da comporta do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco. A cerimônia deverá ter a presença do presidente República, Jair Bolsonaro.

Com a abertura da comporta, as águas que já abastecem o Reservatório Milagres, em Pernambuco, passarão pelo Túnel Milagres, na divisa dos dois estados, chegarão ao Reservatório Jati e seguirão, por fim, até a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

“Esse é um marco para o Ceará, para o Rio Grande do Norte e para todo o Nordeste. Além de garantir água a milhões de pessoas, o Eixo Norte impulsionará o desenvolvimento econômico na região que sempre enfrentou muita escassez hídrica”, disse o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que também participa do evento..

O Projeto de Integração do Rio São Francisco soma 477 quilômetros de extensão é o maior empreendimento hídrico do país. Quando todas as estruturas e sistemas complementares nos estados estiverem em operação, cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará e Rio Grande do Norte serão beneficiadas.

Agência Brasil

20
jun

Rogério Marinho confirma saída do PSDB

Postado às 12:12 Hs

Presidente do PSDB no Rio Grande do Norte, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, emitiu nota sobre a desfiliação do ministro Rogério Marinho do partido:

Bom sábado! Segue nota do presidente do Diretório Estadual do PSDB/RN sobre a saída do ministro Rogério Marinho, do partido. Grato pela divulgação.

Nota do PSDB/RN

O amigo e ex-deputado Rogério Marinho solicitou afastamento dos quadros do PSDB/RN, em razão de estar ocupando o cargo de Ministro de Estado do Desenvolvimento Regional.

Esse pedido de desligamento da vida orgânica do nosso partido, apesar de lamentado por todos nós que fazemos o PSDB/RN, foi absolutamente consensual e plenamente compreendido, em razão do momento político nacional.

Ao ministro Rogério Marinho desejamos êxito na relevante missão que desempenha, certos de que a sua presença no mais alto escalão do Governo Federal, além de fazer brilhar o nosso orgulho potiguar, oportuniza consequências positivas para o Rio Grande do Norte.

É uma honra para o nosso Estado ter Rogério Marinho ministro do Desenvolvimento Regional, cargo onde mantém o seu obstinado trabalho pelo desenvolvimento econômico e social da nossa terra e um forte elo de amizade com todos nós, que sempre lutamos por dias melhores para o Rio Grande do Norte.

Ezequiel Ferreira de Souza
Presidente do PSDB/RN

20
jun

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 11:51 Hs

  • Receita Federal já recebeu 60% das declarações do Imposto de Renda previstas para este ano no Rio Grande do Norte. O prazo termina no próximo dia 30 de junho e é importante não deixar para os momentos finais. Por causa da pandemia do novo coronavírus, o contribuinte teve um prazo maior para prestar as contas com o “leão”.
  • A saída do Ministro do Desenvolvimento Rogério Marinho do PSDB é uma grande perda para a legenda do Rio Grande do Norte. Os motivos da desfiliação ainda são desconhecidos. Existe a especulação de que Rogério Marinho possa se filiar o ao partido Aliança pelo Brasil. Á conferir.Nenhuma turbulência entre o Ministro do Desenvolvimento Rogério Marinho com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e presidente estadual do PSDB Ezequiel Ferreira de Souza e com o prefeito de Natal (RN) e presidente da legenda tucana na Capital do Estado, Álvaro Dias.
  • A desembargadora Suimei Cavaleiri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou na madrugada deste sábado (20) o pedido de substituição da prisão preventiva de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para prisão domiciliar. A íntegra da decisão que negou a concessão de liminar pedida pela defesa de Queiroz não está disponível em razão da decretação do segredo de justiça. O mérito do habeas corpus será julgado futuramente pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal. O advogado de defesa de Queiroz, Paulo Catta Preta, apresentou na sexta-feira (19) à Justiça do Rio um habeas corpus solicitando a substituição da prisão preventiva por tempo indeterminado por prisão domiciliar.
  • A Mega-Sena sorteia neste sábado (20) o prêmio de R$ 37 milhões. As seis dezenas do concurso 2.272 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
  • “O silêncio eloquente do presidente Bolsonaro sobre a prisão de seu amigo de longuíssima data Fabrício Queiroz explicita a gravidade da situação”, diz Merval Pereira. “A depender do que os investigadores encontrarem nos celulares e documentos apreendidos em Atibaia, a situação pode levar a crise institucional a um desfecho que se prevê desde os primeiros escândalos do governo Bolsonaro.  O caminho para o impeachment parece ser inevitável, já está marcado no GPS político, só não se sabe a velocidade em que isso se dará. Que a vaca foi pro brejo, ninguém duvida. A questão agora é calcular a distância do brejo e a velocidade da vaca.”

Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), o Ministério do Desenvolvimento Regional fez duras críticas ao Governo do Estado por causa da suspensão da retomada das obras da Barragem de Oiticica, mesmo após a repasse de R$ 50 milhões no final de abril deste ano. Confira a íntegra da nota abaixo:

NOTA| MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – BARRAGEM DE OITICICA

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) acompanha de perto o andamento da obra da Barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte.

O empreendimento receberá águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco, sendo fundamental para garantir segurança hídrica para o desenvolvimento produtivo e beneficiará mais de 350 mil pessoas nas regiões do Seridó, Vale do Açu e Central do estado. O Governo Federal considera a obra prioritária, já liberou R$ 151,3 milhões desde janeiro de 2019 e assegura que não faltarão recursos para a sua conclusão.

Desse total, R$ 50 milhões foram repassados no final de abril, provenientes de emenda de bancada, por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Esses recursos assegurariam a celeridade e a continuidade do empreendimento, além da manutenção dos empregos neste momento em que o País enfrenta a pandemia da Covid-19.

O MDR tomou conhecimento hoje, com preocupação, de que a retomada, prevista para o último dia 6 e depois 10 de maio, ainda não ocorreu, mesmo com a pactuação entre DNOCS, Governo do Estado e o Consórcio EIT/ENCALSO para que a obra siga observando os protocolos do Ministério da Saúde em relação aos cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus. Um plano de medidas preventivas foi elaborado pela construtora e acordado com o DNOCS e governo do estado.

O próprio Decreto nº 29.634, do Governo Estadual, ampliou os serviços essenciais nos municípios potiguares, reconhecendo a construção civil como uma dessas atividades que não devem ser interrompidas.

Essa prorrogação do retorno provocará atrasos na conclusão do empreendimento, prevista para dezembro de 2020. A obra está com 83% de execução física e será responsável por regularizar oferta de água aos potiguares. Novos atrasos podem provocar a perda de oportunidades para iniciar o enchimento do reservatório, postergando a solução de problemas de abastecimento e a promoção do desenvolvimento regional.

O Ministério do Desenvolvimento Regional espera que o governo do Rio Grande do Norte, como executor da obra, tome providências para reiniciar os trabalhos, observando os protocolos de saúde já pactuados, protegendo os trabalhadores e a população local. É importante que a barragem de Oiticica seja concluída dentro do prazo estabelecido, resolvendo em definitivo a segurança hídrica da população beneficiada.

Após a confirmação da ausência do presidente Jair Bolsonaro em Mossoró nesta quinta-feira(12), a comitiva presidencial também confirmou com o Ministério do Desenvolvimento Regional o cancelamento do evento.

O presidente tinha previsão de sair de Brasília às 13h para participar de uma cerimônia em Mossoró, na qual anunciaria medidas do governo federal, em áreas como Segurança e Agricultura.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informa o adiamento do evento Aqui é Rio Grande do Norte, Aqui é Brasil, marcado para essa quinta-feira, em Mossoró – RN. “Dada a declaração pela Organização Mundial de Saúde de que enfrentamos uma pandemia causada pelo Coronavírus, avaliou-se como prudente adiar a solenidade. Além disso, a negociação sobre o orçamento com o Congresso Nacional exige a presença do presidente Jair Bolsonaro em Brasilia”, disse o ministro Rogério Marinho.

Exames no secretário de comunicação do presidente Bolsonaro deram positivo para Coronavirus. Ele viajou juntamente com o presidente para os Estados Unidos. Bolsonaro vai passar também por exames. O cancelamento da agenda em Mossoró foi uma decisão acertada.

12
fev

O Nordeste, enfim, no Ministério

Postado às 10:26 Hs

Via Blog do Magno 

O Nordeste não foi generoso com Bolsonaro nas urnas, nem no primeiro nem no segundo turnos. Perdeu para Fernando Haddad, no confronto final, mesmo por uma diferença pequena em alguns Estados. Ao longo do acirramento final da disputa não soube captar o sentimento do eleitorado nordestino de que seria o instrumento para tirar o PT do poder, pondo fim à roubalheira generalizada.

Bolsonaro não encontrou ressonância sequer na principal bandeira que assumiu com os menos favorecidos: o pagamento do 13º salário do programa Bolsa-Família, promessa cumprida. Mesmo não valorizado pelos nordestinos, o presidente não teria o direito de expurgar a Região do seu Ministério. No primeiro ano, não se viu uma alma nordestina despachando na Esplanada dos Ministérios.

Ontem, um nordestino do Rio Grande do Norte, especializado em sistema previdenciário, assumiu a pasta de Desenvolvimento Regional: o ex-deputado federal Rogério Marinho. Competente, articulado e respeitado, deu um show na discussão da reforma da Previdência, sendo o principal protagonista que falava em nome do Governo.

Não sei, na verdade, se ele entende de políticas regionais, mas se sua atuação na nova pasta se der na mesma direção em que atuou na Previdência, o Nordeste estará em boas mãos. Como é influente com o rei, pode canalizar um novo direcionamento aos Estados nordestinos que, historicamente, vivem de pires nas mãos em Brasília.

O Nordeste não é terreno fértil do ponto de vista político para o Governo Bolsonaro, porque todos os governadores, sem exceção, foram eleitos no campo de oposição, entre os quais dois dos mais influentes, Bahia e Ceará, empunhando a estrela do PT. Bolsonaro já deu alguns sinais de que não discrimina. Numa entrevista ao blog, o governador do Ceará, Camilo Santana, que é do PT, defendeu o fim da política do ódio por parte de colegas da Região, afirmando que não tinha do que reclamar do tratamento dispensado pelo presidente ao seu Estado.

Destino de Cintra – Por falar em Nordeste, o Governo ainda não bateu o martelo sobre a continuidade do empresário Douglas Cintra na Sudene. Marcada inicialmente para ontem, a reunião do núcleo duro da articulação política de Bolsonaro ficou para hoje. O motivo do adiamento foi a posse de Rogério Marinho, atraindo uma penca de deputados nordestinos, especialmente do Rio Grande do Norte, por onde ele se elegeu deputado federal. “Marinho é a esperança de que o Nordeste possa ser olhado agora de forma mais destacada”, disse um parlamentar paraibano.

fev 28
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