Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (dia 04), não permitem comemoração porque refletem uma triste realidade: a economia perdeu tração e o cenário pode piorar com a desaceleração global devido ao impacto do novo coronavírus. Depois de crescer 0,6% no terceiro trimestre de 2019, o PIB encerrou os três meses entre outubro e dezembro com alta de 0,5%, desacelerando levemente na comparação na margem, pois, no trimestre anterior, o PIB tinha avançado 0,6%. E, no acumulado de 2019, o PIB avançou apenas 1,1%, taxa abaixo das revisadas para 2017 e 2018, de 1,3%, anos do governo Michel Temer, e menos da metade das expectativas do mercado e do governo para o avanço do PIB do início do ano, de 2,5%. CONJUNTURA ERA BOA –  Essa perda de tração chama a atenção em um ano em que a guerra comercial entre China e Estados Unidos afetou pouco a economia brasileira e que o governo conseguiu aprovar, aos trancos e barrancos e com o presidente Jair Bolsonaro muitas vezes jogando contra o Congresso, a reforma da Previdência.
Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central voltaram a reduzir a previsão de crescimento da Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 0,82% para 0,81%. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12), na pesquisa conhecida como Focus, em que o BC ouviu na semana passada especialistas de mais de 100 instituições financeiras. A previsão do PIB não caía desde a pesquisa divulgada no dia 29 de julho. Os especialistas também diminuíram a previsão de inflação para o ano, de 3,80% para 3,76%. Outro indicador divulgado nesta segunda pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (espécie de prévia do PIB), registrou retração de 0,13% no segundo trimestre. Como o primeiro trimestre registrou queda no PIB, o resultado do segundo, se confirmado, colocará o país em recessão técnica.
22
dez

Nas alturas…

Postado às 15:12 Hs

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura em dia continuou a cair, em novembro. A taxa chegou a 218,3% ao ano no mês passado, com redução de 2,8 pontos percentuais em relação a outubro, de acordo com dados divulgados hoje (22), em Brasília, pelo Banco Central (BC).  Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura caiu 3,2 pontos indo para 410,4% ao ano, em agosto. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 333,8% ao ano, com queda de 4,2 ponto percentual em relação a outubro. 

O mercado financeiro aumentou a projeção de inflação pela terceira vez seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 3% para 3,06%, este ano. A estimativa é do Boletim Focus, uma publicação divulgada toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), com projeções para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a estimativa para o IPCA permanece em 4,02%. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano. Nesta terça e quarta-feira (25), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se para definir a Selic. A expectativa do mercado é de ue a taxa caia para 7,5% ao ano nessa reunião. Para o fim de 2017, a expectativa permanece em 7% ao ano. Essa também é a projeção para o fim de 2018.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi levemente ajustada de 0,72% para 0,73%, este ano. Para 2018, a estimativa de expansão segue em 2,50%.

 

Agência Brasil

30
Maio

Reunindo

Postado às 12:09 Hs

COPOM INICIA HOJE, EM BRASÍLIA, REUNIÃO PARA DEFINIR TAXA DE JUROS

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (30), em Brasília, a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Instituições financeiras, consultadas pelo BC, esperam que a Selic seja reduzida em 1 ponto percentual caindo para 11,25% ao ano.

Hoje, pela manhã, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e diretores do banco fazem a análise de mercado. À tarde, é feita a análise de conjuntura. Amanhã (31), à tarde, no segundo dia de reunião, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, a diretoria do BC define a taxa. A decisão será anunciada às 18h. Para o mercado financeiro, a Selic continuará a ser reduzida em 2017, encerrando o período em 8,5% ao ano.

Por Vicente Nunes / Correio Braziliense

A tensão pré-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está a todo vapor. Dentro e fora do governo, economistas de várias linhagens estão convencidos de que o Banco Central deve acelerar o processo de corte da taxa básica de juros (Selic), de 0,75% para chegar a 1%. Com isso, o indicador que serve de parâmetro para a formação do custo do dinheiro cairia de 13% para 12% ao ano.

Os economistas estão levantando uma série de indicadores para justificar uma ousadia maior por parte do BC. É o caso de Carlos Thadeu Filho, sócio da consultoria MacroAgro. Segundo ele, desde a última reunião do Copom, em 10 e 11 de janeiro, o dólar caiu de R$ 3,25 para R$ 3,08. Já as estimativas de inflação cederam de 4,80% para 4,47%.

OUTRAS QUEDAS – Não é só, como ressaltam integrantes do governo. Os preços dos serviços, os quais o BC sempre aponta como os mais resistentes e que mais contaminam a inflação futura, estão nos níveis mais baixos desde 2002 para meses de janeiro: subiram apenas 0,36%.

Quando descontados todos os fatores atípicos, resultando no que o BC chama de núcleo, a inflação de serviços acumulada em 12 meses cedeu de 9,40%, em outubro de 2015, para 5,74% em janeiro último. Ou seja, os argumentos da autoridade monetária para ir mais devagar no corte dos juros estão se desmanchando.

VISÃO DE MERCADO – Dentro do governo, todos reconhecem a capacidade acadêmica dos atuais diretores do BC comandados por Ilan Goldfajn, mas ressaltam que falta mais uma visão de mercado para equilibrar o jogo. Por isso, ressaltam assessores do Palácio do Planalto, será preciso que os analistas privados ampliem o coro de que que o melhor a ser feito neste momento é reduzir a Selic em um ponto, para 12% ano.

O BC, segundo esses assessores palacianos, não pode carregar a pecha de que está segurando uma retomada mais forte da economia, depois de sete trimestres seguidos de recessão.

24
jan

Otimismo

Postado às 18:44 Hs

Mercado aposta em juros e inflação menores em 2017

O mercado financeiro está mais otimista com juros e inflação em 2017. Pela terceira semana consecutiva, as expectativas para o indicador que mede o custo de vida no País recuaram. Agora, os analistas apostam em uma taxa de 4,71% ao fim do ano. Ao mesmo tempo, a projeção para Selic recuou de 9,75% ao ano para 9,50%.

Os dados são do Boletim Focus, uma publicação semanal na qual o Banco Central reúne as projeções de cerca de 100 analistas. As informações são coletadas até a sexta-feira de cada semana e divulgadas na segunda-feira seguinte.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as expectativas recuaram de 4,80% para 4,71%. Há um mês, esse número era maior, estava em 4,85%. Para 2018, a previsão é de que o indicador fique em 4,50%. Essa previsão está inalterada há 26 semanas. Já as projeções para os juros, mostram que o mercado espera uma ciclo maior de corte da taxa. Até a edição anterior do Focus, o mercado esperava que esse movimento de redução da Selic levasse a taxa para 9,75% ao ano. Agora, a expectativa está em 9,50%.

As taxas médias de juros das operações de crédito aumentaram em julho, chegando à sétima elevação no ano, de acordo com a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para pessoa física, a taxa de juros média apresentou elevação de 0,03 ponto percentual no mês (3,85 pontos percentuais no ano), passando de 8,06% ao mês em junho para 8,09% ao mês em julho. Trata-se da maior taxa de juros desde setembro de 2003. Das seis linhas de crédito pesquisadas, o cartão de crédito rotativo manteve sua taxa de juros no mês, enquanto os juros do comércio e o empréstimo pessoal em bancos registraram reduções.

O cheque especial, o CDC-bancos – financiamento de automóveis e o empréstimo pessoal em financeiras tiveram taxas de juros elevadas no mês. Para pessoa jurídica, das três linhas de crédito pesquisadas, todas foram elevadas no período. A taxa de juros média geral apresentou elevação de 0,09 ponto percentual no mês, aumentando de 4,63% ao mês em junho para 4,72% ao mês em julho. Esta foi a maior taxa de juros desde agosto de 2003. Considerando as elevações da taxa básica de juros promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve elevação de 7 pontos percentuais da Selic (elevação de 96,55%) de 7,25% ao ano em março de 2013 para 14,25% ao ano em julho deste ano.

No período, a taxa de juros média para pessoa física cresceu 66,38 pontos percentuais (elevação de 75,46%), passando de 87,97% ao ano em março de 2013 para 154,35% ao ano em julho de 2016. Nas operações de crédito para pessoa jurídica, houve aumento de 30,34 pontos percentuais (elevação de 69,62%), elevando de 43,58% ao ano em março de 2013 para 73,92% ao ano em julho deste ano. (Política Livre)

Certo de que sairá vitorioso no processo de impeachment de Dilma Rousseff no fim de agosto e confiante em que o apoio popular a seu governo só tende a aumentar, o presidente interino Michel Temer não esconde a empolgação. Tanto que já passou a sinalizar a um grupo restrito de auxiliares a possibilidade de pavimentar uma possível candidatura à Presidência da República em 2018. Mesmo que, publicamente, o peemedebista mantenha o discurso de que não será candidato à sua própria sucessão, o sonho de estender a permanência no Palácio do Planalto cresceu muito nos últimos dias, sustentado por pesquisas mostrando que mais da metade dos eleitores o preferem no comando do país e não a petista Dilma Rousseff. A vontade de pavimentar a candidatura em 2018 é tamanha que Temer já pediu aos presidentes dos bancos públicos, mais precisamente aos comandantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que apresentem estudos para um possível movimento de baixa das taxas de juros cobradas nas operações de crédito. AGRADAR À CLASSE MÉDIA – A ordem é agradar ao grande público oferecendo uma contrapartida às medidas duras que virão na área fiscal depois da aprovação do impeachment, como o aumento de impostos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira, 20, por unanimidade, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. Este foi o primeiro Copom presidido por Ilan Goldfajn, que assumiu a presidência do BC em 13 de junho passado.

A manutenção vai ao encontro da expectativa do mercado financeiro, segundo pesquisa do Broadcast Projeções. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 30 e 31 de agosto.

A taxa de juros no cartão de crédito para pessoa física voltou a atingir o maior nível desde 1995, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Já os juros do cheque especial têm o maior nível desde 1999.

Em maio, os juros subiram 0,73%, para 15,12% ao mês e 441,76% ao ano (em 1995, as taxas eram de 15,43% ao mês e 459,53% ao ano). Os juros das operações de crédito tiveram a 20ª alta seguida em maio. No cheque especial, as taxas tiveram aumento de 0,7% e atingiram o patamar de 11,54% ao mês e 270,82% ao ano. É o maior patamar desde julho de 1999, quando as taxas eram de 11,73% ao mês e de 278,48% ao ano.

A taxa média de juros para pessoa física subiu 0,13%, para o maior nível desde 2003. No mês, os juros foram para 7,96% e no ano, para 150,7%. Há 13 anos, as taxas eram de 8,04% ao mês e 152,94% ao ano. Já a taxa média de juros do empréstimo pessoal em bancos caiu 1,28% em maio, passando para 2,32% ao mês e 31,68% ao ano – a menor desde janeiro.

27
out

Nas alturas

Postado às 12:12 Hs

Juro do cheque é o maior em 20 anos e do cartão supera 410% ao ano. Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial atingiram, em setembro, o maior patamar em 20 anos, ao mesmo tempo em que a taxa média cobrada pelas instituições financeiras no cartão de crédito rotativo superaram a marca dos 410% ao ano, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (27). No caso do cheque especial, informou a autoridade monetária, os juros cobrados em setembro somaram 263,7% ao ano, o que representa um aumento de 10,5 pontos percentuais em relação ao patamar do mês anterior, quando estavam em 253,2% ao ano. É o maior patamar desde setembro de 1995, quando estavam em 271,4% ao ano, ainda de acordo com dados do BC.
26
ago

* * * Quentinhas … * * *

Postado às 21:15 Hs

* * * Após uma abertura volátil, o dólar se firmou em alta e chegou a atingir a máxima de 3,65 reais na manhã desta quarta-feira. O ajuste reflete as incertezas dos investidores com o cenário político doméstico e o fortalecimento da expectativa de que os Estados Unidos vai aumentar os juros em breve. Por volta das 13 horas, o dólar avançava 0,7%, a 3,63 reais. Nesta terça-feira, a moeda americana fechou cotada a 3,60 reais pela primeira vez em doze anos e meio. No cenário local, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. os 27 titulares da comissão, oito são investigados por Janot, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta participação no esquema apurado pela Operação Lava Jato. * * * 

* * * Após mais de dez horas de sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (26), por 26 votos a 1, a recondução do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para mais dois anos à frente da Procuradoria Geral. Para que ele seja reconduzido ao cargo, a indicação precisa, agora, ser aprovada no plenário do Senado. Candidato mais votado na lista tríplice do Ministério Público Federal, Janot foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para permanecer por mais dois anos à frente da PGR. Para que o procurador seja reconduzido, ele precisará do voto favorável em plenário de, ao menos, 41 dos 81 senadores. Após a votação na CCJ, os senadores aprovaram dar urgência ao texto, o que dá preferência para que a matéria seja analisada em plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta quarta que, assim que o texto chegar à Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado, colocará o texto em votação. Os 27 votos contabilizados na CCJ foram de membros titulares da comissão. Por isso, não foi computado o voto de suplentes, como é o caso do senador Fernando Collor (PTB-AL), que já havia anunciado que votaria contra a indicação de Janot. * * *

* * * Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo voltaram a subir e atingiram 395,3% ao ano em julho ante 372,1% em junho, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira. O resultado de julho é o maior desde o início da série histórica, em março de 2011. Também supera os juros cobrados no cheque especial, que somaram 246,9% ao ano em julho, maior patamar desde novembro de 1995, quando estavam em 251,72% ao ano. O aumento dos juros bancários segue a alta da taxa básica da economia, definida pelo BC. Desde outubro do ano passado, a autoridade monetária vem subindo os juros seguidamente. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano. No fim de maio, já havia subido para 14,25%, avanço de 3,25 pontos percentuais, no maior patamar mais elevado em nove anos. * * *

29
jul

Taxa Selic vai ao maior nível em 9 anos

Postado às 21:33 Hs

A taxa básica de juros da economia, Selic, subiu 0,5 ponto porcentual, para 14,25%, conforme anunciou o Comitê de Política Monetária (Copom) na noite desta quarta-feira (29). Com a nova elevação da taxa, o retorno da poupança fica ainda mais distante do rendimento de outras aplicações de renda fixa do mercado, que também são consideradas conservadoras. Entre elas estão: os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas pós-fixadas, fundos DI e o Tesouro Selic (antiga LFT), título público negociado pelo Tesouro Direto.

As três aplicações acompanham a variação da Selic. Assim, conforme a taxa básica de juros sobe, o rendimento dessas aplicações aumenta. A caderneta, no entanto, para de acompanhar os juros quando a Selic passa de 8,5% ao ano. Pela regra atual, a caderneta rende 70% da taxa Selic quando a taxa básica é menor ou igual a 8,5% ao ano e quando a taxa é maior do que 8,5%, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). A alta de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic ficou dentro das expectativas dos economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central.

O comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros,por um período prolongado, é necessário para a convergência da inflação para a meta no final de 2016. (Agências de Notícias)

Por Vicente Nunes / Correio Braziliense

O Banco Central está convencido de que, com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada semana passada, os analistas vão se render mais rapidamente ao discurso de que a inflação vai mesmo convergir para o centro da meta, de 4,5%, até o fim de 2016. Ainda que os próprios técnicos do BC admitam que atingir tal objetivo “parece ser algo quase impossível”, uma vez que a carestia está se aproximando de 9%, todos os modelos econométricos usados pela instituição mostram que o tombo do custo de vida será forte no próximo ano.

A meta do BC, com a ata do Copom, foi consolidar a visão de que os juros vão subir até onde for necessário para que a promessa de levar a inflação ao centro da meta seja cumprida. Por mais doloroso que possa ser para a economia, que está mergulhada na recessão, a prioridade, neste momento, é retomar o controle da carestia. O BC está consciente de que, sem uma inflação mais baixa, a retomada do crescimento econômico ficará mais distante. Não há confiança de consumidores e empresários que resista à disparada dos preços.

Em recentes conversas com técnicos do governo, integrantes da cúpula do BC deixaram claro que, mesmo que o Copom dê por encerrado o aumento dos juros nos próximos meses — o mercado aposta em mais uma alta da taxa básica (Selic) de 0,50 ponto percentual em julho e outra de 0,25 em setembro, passando dos atuais 13,75% para 14,50% ao ano —, nada impedirá que, mais adiante, o arrocho seja retomado, caso a inflação saia da rota esperada.

DOIS FATORES

Na avaliação do BC, dois fatores tendem a levar o IPCA para próximo de 4,5% ao longo de 2016. O primeiro deles é a retomada do controle das expectativas. O entendimento é de que, ao manter firme o aperto monetário iniciado depois das eleições presidenciais, aos poucos, os economistas foram derrubando as projeções para o custo de vida. As estimativas para 2016 estão ancoradas em 5,5% e as de 2017 e 2018 já se aproximam do centro da meta.

Outro fator que anima o BC é a redução da inércia inflacionária, que estimula os agentes econômicos a reajustarem seus preços olhando para trás. Ainda que a diminuição da inércia esteja apenas começando, o mercado passará a incorporar tal movimento em suas projeções, fazendo com que elas se aproximem das previsões da autoridade monetária. O peso menor da inércia na inflação se dará por meio do mercado de trabalho. Com o desemprego aumentando, a demanda por serviços vai diminuir e, em consequência, os reajustes de preços.

14
jun

Preparem o bolso…

Postado às 20:46 Hs

E haja calote…

Ter a dívida multiplicada por quatro em um ano – esta é a realidade de quem entrou no crédito rotativo do cartão. Segundo levantamento divulgado esta semana pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros do cartão de crédito passaram de 295,48% ao ano em abril para 304,03% em maio. A taxa está no maior nível desde março de 1999, quando havia atingido 354,63% ao ano. Assim, quem tem uma dívida de R$ 1 mil no cartão de crédito e não consegue quitar o débito encerra os 12 meses seguintes devendo R$ 4.040,30.

Os juros do cheque especial subiram de 205,06% ao ano em abril para 210,44% ao ano em maio, maior nível desde janeiro de 2003 (220,06% ao ano). Pela conta, quem entra no cheque especial devendo R$ 1 mil chega ao fim dos 12 meses seguintes com uma dívida de R$ 3.104,40.

03
jun

* * * Quentinhas… * * *

Postado às 22:03 Hs

* * * O Banco Central confirmou o que era esperado pelo mercado e elevou nesta quarta-feira (3) a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi a sexta alta seguida desde a reeleição de Dilma Rousseff, no fim de outubro. O aumento da taxa, que serve de referência para o custo do dinheiro na economia brasileira, veio em conformidade com as expectativas do mercado. A alta era a aposta de 55 dos 56 economistas ouvidos em pesquisa da Bloomberg. A única previsão diferente era a do banco americano Morgan Stanley, que esperava um aumento mais modesto, de 0,25 ponto percentual. Os juros estão agora no maior nível desde janeiro de 2009. Naquela época, o BC iniciava um processo de redução da taxa básica para reanimar a economia diante dos efeitos da queda do banco Lehman Brothers. A decisão foi anunciada em um momento em que o dólar e o reajuste de tarifas pressionam a inflação e a atividade econômica aprofunda a recessão – o PIB recuará 1,27%, segundo analistas. * * *

* * * Com unanimidade de votos a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região determinou, determinou a soltura do réu Edvaldo Fagundes de Albuquerque e outros investigados pela “Operação Salt”, da Polícia Federal no Rio Grande do Norte. Os réus são acusados de integrar organização criminosa especializada na prática de sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O Colegiado seguiu o voto do relator, desembargador federal Paulo Machado Cordeiro, fundamentado nos seguintes argumentos: o próprio Ministério Público Federal pontuou que a organizaçao não tem demonstrado ações de caráter “periculoso”, no sentido de intimidar ou ameaçar testemunhas; no AGTR 139517/RN ficou determinada a indisponibilidade dos bens dos acusados, até que haja a perícia de bem dado em garantia à quantia supostamente sonegada; os passaportes dos principais responsáveis pelo grupo empresarial foram apresentados à Justiça, inexistindo risco de fuga a justificar a custódia cautelar. * * *

* * * O prazo para realizar as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio 2015 encerra na próxima sexta-feira (05). As inscrições para o Enem devem ser feitas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no endereço www.inep.gov.br. O valor da inscrição foi alterado, passando de R$ 35 para R$ 63, mas manteve-se a isenção para os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas públicas. Ao todo, devem ser ofertadas 205 mil vagas em mais de 150 instituições públicas de ensino superior do Brasil. * * *

24
abr

Bolso Vazio

Postado às 21:28 Hs

Cada vez pior…

A taxa média de juros nas operações de crédito ao consumo alcançou 54,4% ao ano em março deste ano. Esse é o maior valor registrado pelas estatísticas do Banco Central, que têm início em março de 2011.

No cheque especial, os juros chegaram a 220,4% ao ano, maior percentual desde dezembro de 1995. Os juros no crédito imobiliário com taxas controladas ficou em 8,9% ao ano, maior valor desde agosto de 2011, quando estava em 9,5% ao ano.

Ao longo do primeiro trimestre, a taxa média ao consumo subiu 4,8 pontos percentuais. O custo de captação do dinheiro para os bancos avançou 0,7 ponto. O restante se refere ao “spread” bancário, parcela da taxa que embute custos e margem de lucro.

A inadimplência nas operações ao consumo caiu para 5,2%, menor valor da série histórica do BC. Esperamos que alguma seja feita pois cada dia a situação do brasileiro piora.

 

 

 

out 30
sexta-feira
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