Por Ney Lopes*

A preocupação generalizada com a perda de empregos devido à automação por inteligência artificial (IA) é um tema central nas discussões sobre o futuro do trabalho. Pesquisa no Brasil revela que os jovens são otimistas em relação à Inteligência Artificial na carreira (84%), mas quase metade teme perder emprego para a máquina (47%).

Relatórios de instituições como o Fórum Económico Mundial destacam que milhões de empregos serão reconfigurados, em vez de desemprego em massa. Vários dados macroeconômicos sugerem que, em 2026, a inteligência artificial substitua aproximadamente 25 milhões de empregos.

Em contraste, trabalhos que exigem criatividade, inteligência social e destreza física em ambientes não controlados permanecem seguros em 2026. Entre eles incluem-se terapeutas, enfermeiros especializados, bombeiros, encanadores, eletricistas e cargos de liderança estratégica.

IA cria empregos

Observem a criação de empregos pela IA. O desenvolvimento, manutenção e aprimoramento contínuo dos novos sistemas exigem especialistas em engenharia, análise de dados e áreas que ainda nem existem.

A IA pode aumentar a eficiência dos trabalhadores em diversas áreas, permitindo que se concentrem em tarefas de maior valor agregado, que exigem criatividade e inteligência emocional. Nesses casos, a IA  atua como uma poderosa ferramenta, melhorando o desempenho e a qualidade do trabalho em várias profissões.

Riscos de extinção

Uma análise da McKinsey & Compay mostra as carreiras que correm maior risco de serem substituídas pela IA. As áreas são de administração (26%), atendimento ao cliente (20%) e trabalho de produção (13%), setores terciários como jurídico (6%) e educação (6%). Curiosamente, o setor de gestão (3%) é o menos afetado.

Os países onde os empregos estão em maior risco  são a Suíça (71%), a Coreia do Sul (70%), o Japão (68%), Estados Unidos (59%) e a Grã-Bretanha (67%).

Em contraste, os países de baixa renda, como Nigéria e Quênia, exibem 26% de exposição, já que suas economias dependem mais da agricultura e da mão de obra informal, que são menos suscetíveis à automação. Em mercados emergentes como China, Índia ou Brasil, cerca de 47% dos empregos estão expostos a algum grau de automação.

Mundo novo

A interação entre humanos e a máquina é a principal característica desse mundo novo que está surgindo. Essa força moldará o futuro e exigirá de todos cuidado e visão estratégica.

*Professor, advogado e jornalista. Ex-deputado federal e vice-prefeito de Natal.

 

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