A reunião marcada para hoje entre Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Álvaro Dias é tratada como um divisor de águas na definição do desenho da oposição ao governo de Fátima Bezerra e ao campo da esquerda no Rio Grande do Norte. O encontro ocorre em meio a intensas articulações e à necessidade de unificação do grupo para enfrentar a sucessão estadual.
Dois cenários foram colocados sobre a mesa nas últimas semanas. Um deles previa Styvenson Valentim como candidato ao Governo do Estado, com Álvaro Dias e Ezequiel Ferreira disputando as vagas ao Senado. O outro cenário, que ganha cada vez mais força, aponta Álvaro Dias como cabeça da chapa majoritária.
Nos bastidores, a articulação política está claramente mais inclinada para a segunda hipótese. Álvaro Dias entra no jogo com um ativo relevante: foi prefeito de Natal com uma gestão amplamente aprovada, deixando a administração com altos índices de avaliação positiva, o que pesa fortemente no momento de definição do candidato mais competitivo.
Já Rogério Marinho tende a cumprir outro papel estratégico: assumir a coordenação política e a articulação nacional da oposição ao presidente Lula, função que o projeta no cenário nacional e ajuda a organizar o campo conservador no país.
O encontro de hoje deve ajustar as peças finais desse tabuleiro. Se confirmada a tendência atual, Álvaro Dias emerge como o nome mais forte para liderar a oposição no Rio Grande do Norte, reunindo experiência administrativa, aprovação popular e capacidade de diálogo dentro do grupo.

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