Nunca antes na história recente do Rio Grande do Norte tivemos um mês de janeiro tão movimentado na política. As varandas litorâneas fervilham com conversas, articulações e novidades que se renovavam a cada hora.

Pela primeira vez, iniciaremos o Carnaval com as chapas desenhadas e o cenário eleitoral antecipado em muitos meses. Tudo isso provocado pela eleição indireta para governador, prevista para abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

O vice-governador Walter Alves (MDB) já anunciou publicamente que também renunciará, abrindo caminho para disputar uma cadeira de deputado estadual. Já o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, não assumirá o Executivo, pois será também candidato à reeleição.

A jornalista Laurita Arruda fez uma análise precisa ao apontar que a Assembleia Legislativa está hoje dividida em três grandes blocos: Governo, Oposição e Centrão.

O problema é que nenhum desses grupos, isoladamente, possui votos suficientes para eleger o chamado “governador tampão”. Será necessário diálogo, composição e, sobretudo, concessões. Em um ambiente já contaminado pelo clima eleitoral de 2026, cada movimento passa a ser calculado com lupa, e cada voto ganha um peso estratégico enorme.

Diante desse cenário fragmentado e carregado de interesses eleitorais, a pergunta que fica é: quem conseguirá construir a ponte necessária para governar o RN sem transformar a transição em mais um campo de batalha política?

Fonte: Heitor Gregório /Agora RN

 

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