17
maio

Falta trabalho para 27,7 milhões de pessoas

Postado às 13:46 Hs

A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que desistiram de buscar emprego, bateu recorde no primeiro trimestre, chegando a 24,7%, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas nessas condições – maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. Destes, 13,7 milhões procuraram emprego mas não encontraram. O restante são subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, pessoas que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para trabalhar.
O índice de desemprego no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. A taxa ficou maior do que a registrada no trimestre móvel encerrado em fevereiro, de 12,6%, na terceira alta consecutiva após nove trimestres de queda. O índice, porém, ainda ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,7%. O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,9% no período.

Com o fim dos contratos temporário no começo do ano, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro ficou em 12,2%, aumento de 0,4 ponto porcentual após atingir 11,8% no último trimestre 2017, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). No primeiro mês do ano, o total de desempregados no País foi de 12,7 milhões de pessoas.

Na comparação ano a ano, a Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua aponta para uma queda de 0,4%. A explicação para isso é que, em janeiro do ano passado, o desemprego ainda não havia iniciado a sua trajetória de queda e a taxa fora de 12,6%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.169 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado representa alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193,8 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 3,6% ante igual período do ano anterior.

28
fev

Desemprego volta a subir no País

Postado às 15:16 Hs

Com o fim dos contratos temporário no começo do ano, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro ficou em 12,2%, aumento de 0,4 ponto porcentual após atingir 11,8% no último trimestre 2017, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). No primeiro mês do ano, o total de desempregados no País foi de 12,7 milhões de pessoas. Na comparação ano a ano, a Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua aponta para uma queda de 0,4%.
Em busca de melhorar sua imagem, o presidente Michel Temer espera que a melhora da economia leve a taxa de desemprego neste ano a um dígito, terminando 2018 abaixo dos 10%. No ano passado, apesar do início de recuperação da atividade econômica, o desemprego encerrou 2017 numa taxa elevada: 12,7% na média anual e 11,8% no último trimestre. Segundo a equipe de Temer, a taxa de desemprego em 2018 pode fechar o ano um pouco acima de 9%
Cerca de 1,4 milhão de trabalhadores deixaram de contribuir com a Previdência Social desde 2014, ano de início da recessão, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (31). O movimento se intensificou em 2017. O percentual da força de trabalho que contribui para a aposentadoria – que vinha resistindo à crise no mercado de trabalho – caiu para 63,8% no trimestre encerrado em setembro, o mesmo nível observado no início de 2014. A situação contrasta com o ano passado, quando 65,5% da força de trabalho ocupada continuou contribuindo para a aposentadoria, apesar da alta do desemprego. Essa queda, porém, não se refletiu na receita da contribuição da Previdência, que apresenta ao longo deste ano pequena recuperação. Até agosto, a alta é de 4,6% sobre igual período de 2016. A expansão ocorre após essa receita ter despencado 10,8% (entre 2014 e 2015).
29
jul

Política econômica

Postado às 13:45 Hs

Meirelles atribui melhora no desemprego a política econômica. Para o ministro, política ajudou a derrubar desemprego.

Dados do IBGE mostram que, graças à política econômica de Michel Temer, desemprego recuou pelo terceiro mês seguido em junho, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles pelo Twitter. “A criação de novas vagas de trabalho deve se intensificar ao longo do segundo semestre, com a retomada da atividade econômica e confiança”, escreveu.

Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também apontam a uma recuperação do mercado de trabalho. Nos seis primeiros meses de 2017, cerca de 67,3 mil brasileiros voltaram a trabalhar formalmente. Por outro lado, o contingente de desempregados no Brasil alcançou 13,5 milhões em junho, 1,9 milhão a mais do que no mesmo período do ano passado.

Na avaliação de Artur Manoel Passos, analista econômico do Itaú Unibanco, até outubro, o ritmo de retomada da atividade econômica vai ser determinante para a o recuo do desemprego. “A reforma trabalhista terá impactos positivos sobre a eficiência do mercado de trabalho e pode afetar a taxa de desemprego”, argumentou.

Fonte:  Diário do Poder

13
jun

Perspectivas

Postado às 20:55 Hs

Desemprego deve começar a cair a partir de agosto, afirma Meirelles.

Novo adepto do Twitter como plataforma de comunicação com o público, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, publicou na rede social nesta terça-feira, 13, que espera pela queda no desemprego a partir de agosto.Em sua avaliação, Meirelles lembrou que, pela primeira vez em três anos, o número de desempregados parou de subir em abril. “Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego”, tuitou o ministro da Fazenda.

“Os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite”, completou. As informações são de O Estado de São Paulo.

Pnad. Dados divulgados em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que a taxa de desemprego no País alcançou 13,6% no trimestre encerrado em abril, o pior desempenho para essa época do ano dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Ainda assim, o resultado indicou uma estabilização da taxa em relação ao período anterior.

Em abril, a população desocupada teve ligeiro recuo em relação a março: 14,048 milhões ante 14,176 milhões. A população ocupada cresceu de 88,947 milhões para 89,238 milhões. A taxa de desemprego saiu de 13,7% para 13,6%, a primeira redução desde outubro de 2014. No entanto, dois terços das informações levadas em consideração são repetidas, o que impede que os dados sejam comparáveis, alertou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Em apenas um trimestre, o País ganhou mais 1,127 milhão de desempregados, enquanto viu fechar 615 mil postos de trabalho. Também houve extinção de 572 mil vagas com carteira assinada. “Em três anos, o Brasil perdeu 3,5 milhões de empregos, sendo 96% deles com carteira assinada”, lembrou Azeredo.

31
maio

Cresceu…

Postado às 19:40 Hs

Desemprego cresce 8,7% e atinge 14 milhões de pessoas.

A taxa de desocupação no país foi estimada em 13,6% no trimestre móvel encerrado em abril, ficando 1 ponto percentual acima da taxa do trimestre imediatamente anterior (novembro a janeiro), quando havia fechado em 12,6%. Os dados foram divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua – PNDA. Com a alta do último trimestre, a população desocupada em abril chegou a 14 milhões, uma alta de 8,7% em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Assim, houve um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas no número de desempregados.

Dados comparativos

Na comparação com igual trimestre de 2016, o total de desocupados subiu 23,1%, o que significa um aumento de 2,6 milhões em um ano no número de desempregados. Quando a comparação se dá com o mesmo trimestre do ano passado (novembro de 2015/janeiro de 2016, quando a taxa de desemprego estava em 11,2%), houve crescimento de 2,4 pontos percentuais no desemprego.

Já a população ocupada no trimestre encerrado em abril era de 89,2 milhões de pessoas, uma queda de 0,7%, quando comparada com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (89,9 milhões de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2016, quando o total de ocupados era de 90,6 milhões de pessoas, em janeiro deste ano o número de desempregados aumentou 1,4 milhão de pessoas – uma queda na taxa de desemprego de 1,5%.

O desemprego atingiu 634 mil pessoas no último trimestre de 2016 no Estado de Pernambuco. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), divulgados pelo IBGE, o número cresceu 3,3% em relação ao semestre anterior.

Em comparação com o mesmo trimestre de 2015, o crescimento de desempregados foi de 41,7%, o que significa mais 187 mil pessoas ficaram desempregados.

Os dados ainda revelam que a taxa de desocupação em Pernambuco no último trimestre de 2016 foi de 15,6%. Este número que é o maior percentual da série em Pernambuco, iniciada em 2012. A pesquisa aponta também que o Nordeste é a única região do país em que os homens são maioria entre os desempregados.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem (30), após participar de evento com empresários na capital paulista, que a taxa de desemprego deverá começar a perder força a partir de 2017. Segundo ele, a situação da economia ainda é grave, mas a queda nos indicadores está começando a estabilizar.

“A expectativa é que [o desemprego] comece a cair no ano que vem”, disse. “Esperamos que, com o crescimento da economia, a retomada do emprego acontecerá inevitavelmente. Não imediatamente, acreditamos que durante o ano de 2017, certamente. Não há dúvida que com o crescimento acentuado e continuado da economia nos próximos anos, aí de fato, o desemprego vai tender a cair de uma forma consistente”.

O ministro da Fazenda disse, no entanto, que é prematuro falar em recuperação econômica, e que o país ainda vive uma recessão. “Ainda é prematuro dizer que já começou a recuperação [econômica]”, disse. “É muito séria ainda a situação. A economia continua em recessão, mas a queda começa a se estabilizar e muitos setores começam a dar indicadores de que podem já estar no início do processo de recuperação, que deve se confirmar e consolidar no próximo ano”.

Meirelles voltou a defender a proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação no Congresso Nacional, que estabelece um teto para os gastos públicos. De acordo com ministro, mesmo antes de ser aprovada, a medida já está gerando um clima positivo na economia. “O fato de que já está em andamento no Congresso já faz com que a expectativa já melhore, que a economia já comece a dar sinal de recuperação”, disse.

Agência Brasil

Via Isto é

O Brasil perdeu 62.844 mil vagas de emprego formal em abril. O resultado é melhor do que o verificado no mesmo mês do ano passado, mas nos quatro primeiros meses do ano o País já fechou 378.481 postos de trabalho, pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1992.

O resultado para o mês ficou dentro das previsões do analistas do mercado financeiro. As expectativas de 22 instituições variavam de um corte entre 2 mil e 149,4 mil postos com carteira assinada. Com base neste intervalo de estimativas, a mediana era de fechamento de 51.500 vagas, sem ajuste sazonal.

Um dos poucos setores que ainda contratam é a agricultura. Em abril, o setor agrícola abriu 8 mil postos de trabalho, enquanto a construção civil, importante termômetro econômico, perdeu 16 mil vagas de emprego formal.

O setor de comércio ainda é o que mais demite no País em meio à crise econômica e ao fechamento de lojas. O segmento eliminou 30.507 mil vagas no mês passado. A indústria da transformação e a construção civil também demitiram mais de 10 mil trabalhadores com carteira assinada em abril.

No cenário de demissões, o Nordeste é a região que mais perdeu postos de trabalho no mês passado. Em abril, a região fechou quase 26 mil vagas. Só o Centro-Oeste continua contratando. O centro do País abriu 4 mil vagas formais de trabalho no último mês.

O Brasil encerrou o primeiro trimestre com taxa de desemprego de 10,9%, o que corresponde a 11,1 milhões de pessoas sem trabalho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último trimestre de 2015, a taxa havia sido de 9%.

Com a elevação, a taxa de desemprego renovou mais uma vez a máxima da série histórica, iniciada em 2012 – no trimestre encerrado em fevereiro, o desemprego chegou a 10,2%.

No total, são 2 milhões de desempregados a mais do que o número registrado entre outubro e dezembro de 2015. A população ocupada soma 90,6 milhões de pessoas. Desse contingente, 34,6 milhões de pessoas têm carteira assinada, número 2,2% menor que o do último período de 2015 e 4%b menor que o do mesmo período do ano passado.

11
abr

* * * Quentinhas… * * *

Postado às 11:40 Hs

* * * Se o Congresso Nacional condenar a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve rever o mérito da questão. Ou seja, a Corte não vai reavaliar se a presidente teve culpa, se as provas consideradas são válidas ou se as chamadas “pedaladas fiscais” configuram crime de responsabilidade. O papel do tribunal será apenas o de analisar se a parte formal da tramitação do processo foi correta. Em caso negativo, seria a única possibilidade de reverter uma eventual condenação de Dilma. Esse é o entendimento de ao menos quatro integrantes do tribunal que falaram reservadamente ao GLOBO. Na Corte, cresce a cada dia a tese de que o Judiciário não deve se intrometer nos assuntos do Legislativo quando o tema é impeachment. Isso por se tratar de um tipo de processo principalmente político, com regras e parâmetros de julgamento diferentes das ações que tramitam na Justiça. Como os ministros podem julgar recurso do governo contra uma eventual condenação, muitos preferem não falar abertamente sobre o tema. Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), um juiz não pode dar declaração pública sobre um tema que julgará no futuro. Mas alguns comentários recentes dão conta da posição dos integrantes do STF sobre o assunto. Exemplo disso é o ministro Luiz Roberto Barroso, que disse a deputados da comissão especial formada para analisar o impeachment que a decisão sobre o processo é de exclusividade do Congresso. * * *

 

* * * O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes. Por hora, 282 brasileiros passam a fazer parte desse contingente, segundo cálculos do economista e blogueiro do Jorna Estado Alexandre Cabral. A estimativa é de que, até o fim do ano, serão 12 milhões de histórias como essas no País. Vai ser cada vez mais difícil não conhecer alguém que esteja desempregado. E, para quem já está sem emprego, a dificuldade será encontrar portas onde bater. A nova onda de retração no mercado de trabalho ficou evidente a partir do segundo semestre do ano passado, quando os setores de comércio e serviços – grandes empregadores de mão de obra – começaram a demitir com mais força. A piora se somou aos desligamentos na construção civil e na indústria, em crise há mais tempo. * * *

* * * As mudanças no segundo escalão do governo, em busca de votos para brecar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, envolveram a negociação de cargos que podem movimentar até R$ 38 bilhões em recursos do Orçamento deste ano, dos quais R$ 6,2 bilhões são investimentos. Chamado de “repactuação” da base pelo governo e de “balcão de negócios” pela oposição, o processo se acelerou após rompimento oficial do PMDB com Dilma e às vésperas da votação do afastamento da petista pelo plenário da Câmara. A estratégia do governo é fidelizar apoios ou ao menos garantir abstenções na votação no plenário da Câmara de partidos médios e pequenos como PP, PROS, PDT e PTN, ou até mesmo dentro do próprio PMDB – sigla do vice-presidente Michel Temer, cujos aliados trabalham para levá-lo ao Palácio do Planalto também com a promessa de cargos. Mesmo com o contingenciamento no Orçamento, que proíbe temporariamente o uso de parte dos recursos de investimento, os órgãos de segundo escalão têm sido cobiçados pelas siglas. ( Diário do Poder ) * * *

 

15
mar

* * * Quentinhas… * * *

Postado às 17:10 Hs

* * * O desemprego  já atinge 9,08 milhões de trabalhadores brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número, registrado no último trimestre de 2015, representa uma taxa de desemprego de 9%. O resultado é o pior da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. No trimestre anterior, a taxa de desemprego tinha sido levemente menor, de 8,9%. No último trimestre de 2014 – ou exatamente um ano antes do dado apresentado nesta terça-feira -, a taxa de desemprego havia sido de 6,5%. O salário médio real dos trabalhadores foi de 1.913 no quarto trimestre de 2015. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve recuo de 1,1%. O resultado representa ainda queda de 2% em relação ao mesmo trimestre de 2014. * * *

* * * As manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, consideradas as maiores da história, e a decisão da Justiça de São Paulo de transferir para o juiz Sérgio Moro o veredicto sobre o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Estadual aumentaram as chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir um posto na Esplanada. Lula ainda não comunicou oficialmente sua decisão, mas tanto o PT quanto o Palácio do Planalto dão como certo que o ex-presidente ocupará uma espécie de superministério, a ser criado sob medida para ele. A reviravolta no núcleo do governo é vista como o último lance para evitar a queda de Dilma, ainda que o poder dela seja desidratado por esse novo arranjo. Até agora, a tendência é de que o ex-presidente assuma a Secretaria de Governo, hoje controlada por Ricardo Berzoini. Segundo apurou a reportagem, porém, a pasta será reformulada e dará a Lula poderes de interlocução com o Congresso e com os movimentos sociais. Por esse acerto, ele comandaria a estratégia do enfrentamento à oposição nas ruas e na política. * * *

* * * O dólar abriu em forte alta nesta terça-feira, refletindo a reação dos investidores aos rumores de que o ex-presidente da Luiz Inácio Lula da Silva aceitará virar ministro no governo de Dilma Rousseff. Perto das 10h40, o dólar à vista subia 1,37%, a 3,70 reais, após bater a máxima de 3,73 (+2,38%) momentos antes. A moeda também estava em alta movida pelo cenário externo. As commodities têm queda acentuada e contribuem para a aversão global ao risco. Também pesa negativamente no câmbio a notícia de que o governo começa a avaliar o uso de reservas internacionais para abater a dívida pública federal. Embora a presidente Dilma descarte uma guinada na política econômica, como quer a cúpula do PT, a possível entrada de Lula na equipe provocará mudanças nessa seara, acreditam investidores. (Veja/Estadão Conteúdo) * * *

21
jan

* * * Quentinhas… * * *

Postado às 18:17 Hs

* * * O dólar comercial teve a terceira alta seguida hoje e fechou com valorização de 1,47%, a R$ 4,166 na venda. É o maior valor de fechamento desde a criação do Plano Real, em 1994. O recorde anterior tinha sido em 23 de setembro, a R$ 4,146. Na véspera, o dólar havia subido 1,24%. Em corretoras de São Paulo, o dólar turismo chegou a ser vendido a R$ 4,64 e o euro, a R$ 5,04. Taxa de juros no Brasil Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Foi a primeira reunião do ano, e a quarta seguida em que a taxa foi mantida no mesmo nível. O BC estava em um dilema entre subir os juros para tentar segurar a inflação ou mantê-los, para não atrapalhar ainda mais a recuperação da economia brasileira. Além de piorar as perspectivas para a entrada de dólares no Brasil, a decisão aumentou as incertezas nos mercados locais, que até o início da semana apostavam em alta de 0,5 ponto percentual. “(A manutenção da Selic) é um baque na credibilidade do BC. É o pior dos mundos: o mercado questiona a autonomia do BC e as expectativas de inflação pioram”, disse João Paulo de Gracia Correa, superintendente regional de câmbio da corretora SLW, à agência de notícias Reuters. * * *

* * * O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o edital do processo seletivo para a contratação de 1.409 funcionários temporários para a realização do Censo Agropecuário 2016. Ainda não há informações sobre os salários. As inscrições acontecem entre 26 de janeiro e 22 de fevereiro e podem ser feitas no site da Fundação Cesgranrio, que é a organizadora da seleção. Para concorrer ao processo seletivo, é necessário ter no mínimo o ensino médio. Os agentes regionais devem ter também carteira de habilitação definitiva ou provisória. * * *

* * * As demissões superaram as contratações em 1,54 milhão de vagas formais em todo ano passado, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (21) com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em 2014, foram criados cerca de 420 mil empregos com carteira assinada.O resultado de 2015 é o pior para um ano da série histórica do Ministério do Trabalho, que tem início em 2002, considerando ajustes. Na série sem ajustes, é o pior desempenho desde 1992, quando teve início a contabilização dos empregos formais pelo governo. Com isso, trata-se do pior resultado em 24 anos.O fechamento de vagas aconteceu em meio à forte queda do nível de atividade da economia, com a economia em recessão, e disparada da inflação – que ficou em 10,67% em 2015, o maior patamar em 13 anos. No último ano, também houve aumento de vários tributos por parte do governo. * * *

Há um ano atrás, a mediana das projeções de mercado indicava para 2015 alta do PIB de 0,5% e inflação de 6,6%. Aos poucos, porém, as ilusões foram caindo por terra: atualmente, nem os mais otimistas acreditam que o país escape de uma brutal recessão, com queda de 3,5% a 4,0% no PIB, e de uma inflação de dois dígitos.O excesso de otimismo explica essa distância entre previsões e realidade. De um lado, otimismo em relação às previsões: como argumentei à época (http://bit.ly/1gAYbhG), era irrealista acreditar que os erros de política econômica de 2012-14 pudessem ser corrigidos com impactos tão leves sobre a economia. De outro, otimismo sobre o governo ter entendido a natureza da crise e estar disposto a mudar a política econômica na direção e com a intensidade necessárias para fazer frente à piora dos fundamentos ocorrida em 2011-14. Em que pesem as promessas e o esforço de parte da equipe, o que se viu em 2015 foram medidas tímidas, que não impediram uma deterioração adicional dos fundamentos econômicos. O país chegou ao final de 2015 em pior situação do que começou. Não há qualquer indicação de que o quadro será diferente em 2016. Ano que vem o PIB vai cair 3% ou mais e a inflação, que o mercado hoje prevê fique em 6,9%, corre o risco de se aproximar outra vez dos dois dígitos.

Por Vicente Nunes / Correio Braziliense

Definitivamente, 2016 não será um ano fácil. Por mais que o governo propagandeie o discurso de que, passado o sufoco que estamos vivendo, tempos de bonança estão por vir, a realidade que nos aguarda será cruel. Os estragos promovidos pela presidente Dilma Rousseff na economia foram tão profundos que mesmo no fim do segundo mandato dela, em 2018, o país ainda estará recolhendo os cacos. Talvez, estejamos com a cabeça fora do atoleiro.

O próximo ano começará com desemprego em massa. Muitas empresas que ainda conseguiram segurar parte dos funcionários, acreditando que a economia poderia retomar o fôlego, só estão esperando o Natal passar para dar início às demissões. Os poucos trabalhadores que conseguiram uma vaga temporária neste fim de 2015 não serão efetivados. Não há como manter essas pessoas com as margens de lucro cada vez menores.

O Ministério da Fazenda têm números alarmantes sobre a quantidade de empresas que estão quebrando. Os dados foram repassados pelos bancos públicos, que têm visão privilegiada da economia real. Muitas das companhias em dificuldades ou são ou foram clientes dessas instituições O quadro é tão dramático, diz um executivo de um dos bancos controlados pelo Tesouro Nacional, que, mesmo que o governo venha a dar incentivos à economia, não haverá recuperação tão cedo.

 

QUEDA DE RENDA

O desemprego virá acompanhado de renda em queda e juros em alta. A inflação, que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, promete que cairá, continuará firme no primeiro trimestre de 2016. As projeções apontam que, nesse período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulará elevação de 3%, devido, sobretudo, aos produtos in natura, afetados pelas chuvas. Assim, o custo de vida continuará rodando, em 12 meses, muito perto de 10%. Para tentar conter a disseminação da carestia — oito em cada 10 produtos e serviços pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vêm sendo reajustados —, o Banco Central já avisou que aumentará a taxa básica de juros (Selic) a partir de janeiro. As apostas são de aumento de 0,5 ponto percentual, dos atuais 14,25% para 14,75% ao ano. O grosso dos analistas acredita que a Selic pode ir a 15,25% até abril.

Isso significa dizer que os bancos não vão perdoar. Toda a alta da taxa básica e mais um pouco serão repassados ao distinto público. As instituições financeiras não perdoam a clientela. Somente neste ano, os juros médios cobrados dos consumidores subiram de 49,5% para 64,8%, ou seja, 15,3 pontos percentuais, o equivalente a seis vezes a alta da Selic no mesmo período, de 2,5 pontos, de 11,75% para 14,25%

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