Sob efeito da pandemia, o Brasil deve registrar queda de 4,5% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2020, segundo as projeções do Banco Mundial – número bem distante do recuo de 8% previsto em junho. Para este ano, a estimativa da instituição multilateral é de crescimento de 3% na atividade econômica do país e de 2,5% em 2022. De acordo com a edição de janeiro do documento Perspectivas Econômicas Globais, o Banco Mundial espera que a recuperação do consumo privado e do investimento no segundo semestre de 2020 no Brasil continue no início deste ano, apoiados pela melhora da confiança e das condições de crédito benignas, o que ajudará a levar a um resultado positivo do PIB neste ano. “A recuperação deve ser desigual entre os setores: a indústria e a agricultura estão se expandindo mais rapidamente do que o setor de serviços, devido à persistente aversão ao risco entre os consumidores, afetando viagens, turismo e restaurantes, em particular”, apontou o documento. A instituição destaca que o ritmo da recuperação nacional deverá diminuir no decorrer deste ano, em parte “devido à retirada dos estímulos monetários e fiscais”.

Levantamento do Bank of America mostra que o Brasil mobilizou 11,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em estímulos fiscais e monetários para conter a crise. É a proporção mais baixa entre as 10 maiores economias do mundo.

O estudo foi antecipado no Brasil pelo jornal Valor Econômico. A pesquisa foi feita com dados de 97 países. Mostra que a injeção de recursos chega a US$ 25 trilhões, sendo US$ 15,23 trilhões vindos da política fiscal e US$ 9,32 trilhões da política monetária.

Encabeçam a lista dos 10 maiores volumes de estímulos em proporção da economia Japão, Itália e Alemanha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAIOR QUE O PLANO MARSHALL
O estímulo financeiro, somado a outras medidas para reativar a economia, é o maior da história dos EUA. Vão ser gastos US$ 2,9 trilhões (14,5% do PIB). O plano Marshall, programa de ajuda econômica do governo norte-americano aos países da Europa Ocidental depois da Segunda Guerra Mundial, custou 5,2% do PIB.

PODER360

Após alerta do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deve enviar ao Congresso, nesta sexta-feira, uma meta de déficit primário de R$ 232,1 bilhões para 2021. O rombo nas contas públicas é a diferença entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento com juros da dívida. Foi incluído nesse cálculo o impacto da prorrogação da desoneração da folha de salários de 17 setores intensivos em mão de obra, após a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro, além de outros ajustes. Entre eles, novos parâmetros para o crescimento da economia e inflação no próximo ano. Segundo fontes envolvidas nas discussões, a previsão de crescimento do PIB estabelecida pelo governo é de 3,2% em 2021, mesmo valor previsto para o Orçamento. A previsão para a inflação medida pelo IPCA também é de 3,2%, também igual ao previsto no Orçamento.
O dólar fechou em forte queda de 1,93% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1401, refletindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior em meio a expectativas de mais estímulo econômico nos Estados Unidos e otimismo em relação à distribuição de vacinas para a Covid-19. Esse foi o menor valor desde 22 de julho. No Brasil, concentrava a atenção dos investidores a divulgação dos números do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre. Na parcial de dezembro, a moeda norte-americana acumula queda de 3,86%. No ano, o avanço ainda é de 28,19%. Veja mais cotações. Nesta quinta-feira (3), o Banco Central fez leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.
O baque da pandemia do novo coronavírus deve deixar um saldo ainda mais cruel para a economia brasileira: ela pode deixar de figurar entre as dez maiores do mundo este ano, sendo ultrapassada por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. Os dados são de um levantamento dos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Marcel Balassiano e Claudio Considera, a partir de projeções feitas em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo antecipou o jornal Valor Econômico. De acordo com as projeções feitas em outubro pelo FMI para este ano, com a crise da Covid-19 e seus impactos na economia mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão no ano passado para US$ 1,4 trilhão até o fim deste ano – o que levaria a economia brasileira a ser ultrapassada por canadenses, sul-coreanos e russos. A crise econômica provocada pela pandemia deve levar a maior parte do mundo a uma forte retração da atividade econômica este ano. No Brasil, os efeitos da Covid-19 se somam ao desempenho do real, que foi uma das moedas que mais se desvalorizaram este ano. Do começo do ano até o fim do mês passado, o câmbio se desvalorizou 40% em relação ao patamar em que o dólar estava no fim de 2019.
Depois de um tombo previsto para a economia neste ano por causa da pandemia do coronavírus, o governo federal projeta um retorno do crescimento econômico em 2021. Segundo estimativa que consta da proposta de Orçamento do próximo ano, encaminhada ao Legislativo nesta segunda-feira, 31, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá ter uma alta de 3,2% em 2021. O número está próximo ao que foi projetado pelo governo em abril, quando previa uma alta de 3,3% para o PIB em 2021, e também em julho deste ano (3,2%). O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.067 para 2021, segundo a proposta de Orçamento do ano que vem apresentada nesta segunda-feira, 31, pela equipe econômica. O valor representa um aumento de R$ 22 em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.045. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro.

Em videoconferência com senadores na última quinta-feira (9), o ministro da Economia, Paulo Guedes, citou a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuar até 4% em 2020, conforme fonte ouvida pelo Estadão/Broadcast. Isso poderia ocorrer, na avaliação do ministro, se a paralisia provocada pela pandemia do novo coronavírus se estender, após julho, por mais três ou quatro meses.

Durante a conversa, Guedes foi questionado seguidamente por senadores a respeito da duração e dos impactos da covid-19 sobre o PIB. O ministro lembrou que, na atual conjuntura, é difícil estimar até quando durará o isolamento social, que tem travado a economia, e mesmo todo o impacto sobre a atividade.

No entanto, segundo autoridades sanitárias, incluindo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a melhor forma de evitar a propagação do novo coronavírus.

Guedes reconheceu, conforme a fonte, que o PIB pode recuar 1,5%, se o isolamento não durar tanto, ou cair 4,0%, se a paralisia econômica for muito além de julho.

Tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central têm citado a dificuldade de se estimar com precisão, neste momento, qual será de fato o impacto da pandemia sobre o Em seus documentos oficiais mais recentes, os dois órgãos do governo citaram projeção de PIB zero em 2020. Mas o presidente do BC, Roberto Campos Neto, já reconheceu publicamente que a estimativa está defasada e que a economia deve recuar este ano.

No Relatório de Mercado Focus do BC, que traz a compilação das projeções das instituições financeiras, a estimativa para 2020 é de retração de 1,18%. No entanto, já há pelo menos uma instituição financeira que projeta retração de 5,07% do PIB – um cenário mais pessimista que o citado pelo próprio Guedes na conversa com os senadores.

R7

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse na noite esta quinta-feira (2) que o impacto primário das medidas anunciadas pelo governo é de R$ 224,6 bilhões, o equivalente a 2,95% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, explicou, o déficit primário estimado para este ano é de R$ 419 bilhões, o correspondente a 5,55% do para o governo central.

O principal efeito é da medida de pagamento extraordinário de R$ 600, com impacto de 1,3% do PIB. O programa de desemprego, terá efeito de 0,68% do PIB. “O déficit será o maior da série, mas é justificável”, disse o secretário, prometendo que essa piora fiscal será circunscrita a 2020 e que a economia vai se recuperar.

O secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, disse que o governo resolveu manter o cronograma de restituições do IRPF, que inicia-se em maio. A prioridade, como sempre, serão idosos e pessoas com necessidades especiais. O primeiro lote deve liberar R$ 2 bilhões.

Valor Econômico

O governo reduziu para zero (0,02%) a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus na atividade econômica. A revisão, divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia, ocorre pouco mais de uma semana depois da pasta ter anunciado uma piora na projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 2,4 para 2,1%. Naquele momento, os números do governo já estavam defasados em relação ao dados do mercado. Bancos e consultorias já preveem um resultado muito fraco da economia brasileira este ano, com chance, inclusive, de uma nova recessão por causa da pandemia de coronavírus. Apesar de ainda não prever resultado negativo no ano, o governo já trabalha com a possibilidade de o país registrar uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de retração do PIB.
O Ministério da Economia revisou sua expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2020 e projeta agora alta de 2,1% no PIB (Produto Interno Bruto), segundo informações do jornal “O Estado de S. Paulo”. A estimativa de avanço anteriormente era de de 2,4%. A nova estimativa da SPE (Secretaria de Política Econômica) gera impacto negativo nas contas do governo e deve reduzir a verba dos ministérios. Uma revisão das despesas previstas para o ano deverá ser anunciada até o dia 22.
08
mar

Empresários pressionam por reformas

Postado às 23:33 Hs

Pressionado pelo setor empresarial, que ameaça tirar seu apoio, o governo tenta uma “virada” na agenda de reformas para reverter o cenário negativo que marcou os últimos dias na economia brasileira depois da divulgação do resultado do PIB de 1,1% em 2019. O governo deve enviar na próxima semana a sua proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou viagem que faria aos Estados Unidos para acelerar os projetos no Congresso. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política do governo no Congresso, também decidiu ficar no Brasil e não acompanhar o presidente Jair Bolsonaro em agenda nos Estados Unidos. Após a escalada do dólar e a tensão no mercado, que têm afugentado investidores, a equipe econômica e a articulação política do Palácio do Planalto defendem que o Executivo mostre trabalho, sinalizando ao mercado que não está inerte. A estratégia é enviar a proposta de reforma tributária e investir energia na votação das três Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que estão no Senado: emergencial, dos fundos públicos e Pacto Federativo.
Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (dia 04), não permitem comemoração porque refletem uma triste realidade: a economia perdeu tração e o cenário pode piorar com a desaceleração global devido ao impacto do novo coronavírus. Depois de crescer 0,6% no terceiro trimestre de 2019, o PIB encerrou os três meses entre outubro e dezembro com alta de 0,5%, desacelerando levemente na comparação na margem, pois, no trimestre anterior, o PIB tinha avançado 0,6%. E, no acumulado de 2019, o PIB avançou apenas 1,1%, taxa abaixo das revisadas para 2017 e 2018, de 1,3%, anos do governo Michel Temer, e menos da metade das expectativas do mercado e do governo para o avanço do PIB do início do ano, de 2,5%. CONJUNTURA ERA BOA –  Essa perda de tração chama a atenção em um ano em que a guerra comercial entre China e Estados Unidos afetou pouco a economia brasileira e que o governo conseguiu aprovar, aos trancos e barrancos e com o presidente Jair Bolsonaro muitas vezes jogando contra o Congresso, a reforma da Previdência.
18
fev

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 17:19 Hs

  • O Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – cresceu 1,2% em 2019, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (18), o resultado foi provocado, sob a ótica da demanda, pelos crescimentos de 2,7% na formação bruta de capital fixo (investimentos) e de 1,8% no consumo das famílias. As importações também cresceram (1,4%) no período. As exportações, por outro lado, tiveram queda de 2,2% no ano. Sob a ótica da produção, os três grandes setores cresceram: serviços (1,3%), indústria (1,5%) e agropecuária (0,5%).
  • Por causa de dívidas não quitadas em 2019, o Rio Grande do Norte está proibido de contrair financiamentos com garantia do Tesouro até 20 de dezembro de 2020. A informação está no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (17) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em 2019, já no Governo de Fátima Bezerra (PT), o Governo Federal pagou R$ 139,41 milhões em dívidas não honradas pelo Rio Grande do Norte, de acordo com o relatório.

    UNIÃO :  O Tesouro Nacional pagou, em janeiro, R$ 368,24 milhões em dívidas atrasadas de estados. Desse total, a maior parte, R$ 147,07 milhões, é relativa a atrasos de pagamento de Minas Gerais. Também foram pagos R$ 126,21 milhões do estado do Rio de Janeiro; R$ 78,22 milhões de Goiás e R$ 16,75 milhões do Amapá.

  • Entre 7h  dessa segunda-feira(17) até 7h desta terça-feira(18), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte(Emparn) registrou a ocorrência de chuvas de 103,7 milímetros (mm) no município de São Francisco do Oeste localizado no Oeste Potiguar, região que mais choveu no período. Francisco Dantas, 98,0mm; Pau dos Ferros, 86,0mm também receberam grande volume de água.
  • Tendo em vista a polêmica suscitada pelo Decreto nº 11.903, de 14 de fevereiro de 2020, o qual trata do serviço privado individual de passageiros, que é o nome oficial do transporte por aplicativo no município. Levando em conta os argumentos trazidos ao debate por entidades representativas do setor, o prefeito Álvaro Dias decidiu sustar a norma, aceitando democraticamente as ponderações apresentadas. Dessa forma será revogado o decreto, para que seja reaberto o processo de discussão da matéria com toda a sociedade, a fim de assegurar, ao mesmo tempo, uma legislação que resguarde os direitos e a segurança dos usuários, mas não iniba o livre exercício e as atividades de milhares de natalenses que trabalham com esse modal de transporte.
  • A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aprovou, por unanimidade,  em sua primeira reunião plenária realizada na manhã desta terça-feira (18), presidida pelo deputado Kleber Rodrigues (PL) o Projeto de Emenda Constitucional (PEC), 02/2020, de iniciativa do Governo do Estado, que altera a Previdência Social e Estabelece Regras de Transição e Disposições Transitórias. O relator, deputado Francisco do PT, antes da leitura solicitou da Comissão que fosse dado um prazo para se debruçar sobre a matéria com a Assessoria Técnica, já que o Projeto é um assunto que está sendo muito discutido pela sociedade do Estado.
  • Profissionais de saúde de todos os hospitais públicos e das unidades de referência do Rio Grande do Norte estiveram reunidos nesta terça-feira, 18, no auditório do Instituto Internacional de Física da UFRN, para uma capacitação sobre o COVID_2019 (coronavírus). A iniciativa teve objetivo de manter as equipes capacitadas para lidar com a prevenção e o atendimento a possíveis casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Além das capacitações voltadas para os servidores, a Sesap mantém em sua página na internet (www.saude.rn.gov.br) um banco de informações atualizadas sobre o COVID_2019 (coronavírus), como o protocolo clínico com orientações a todas as equipes de saúde que receberão os possíveis doentes infectados, Nota Técnica, com informações para a população e profissionais da saúde sobre o novo coronavírus, Fluxo de Atendimento aos casos suspeitos, além de uma plataforma disponibilizada pelo Ministério da Saúde com atualização diária dos números de casos no Brasil e no mundo.
02
dez

Melhora

Postado às 8:15 Hs

Puxado pelo consumo, PIB do 3º tri deve confirmar retomada.

Analistas estimam avanço de 0,4%, com melhora do consumo e do investimento

A melhora mais espraiada da atividade em setembro garantiu crescimento da economia no terceiro trimestre, depois de dois meses com sinais mistos, mas não foi desta vez que a recuperação ganhou fôlego adicional. Segundo a estimativa mediana de 35 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,4 a setembro em relação aos três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais, mesmo ritmo registrado no segundo trimestre.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã o resultado das contas nacionais trimestrais. Para a comparação com o trimestre imediatamente anterior, as projeções vão desde alta de 0,2% até 0,9%. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a expectativa mediana é que a economia brasileira tenha crescido 1%, magnitude idêntica à observada na medição anterior. E esse também é o ritmo esperado para o avanço do PIB na média de 2019.

Com o crescimento global desacelerando, a expansão de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre deste ano acabou sendo destaque num ranking de 40 países elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating. O país ficou atrás apenas da Indonésia, que apresentou crescimento de 1% no período em relação ao primeiro trimestre, e dos Estados Unidos, que cresceu 0,5% entre os meses de abril, maio e junho.

O Brasil ficou ao lado de países como China e Ucrânia, que também registraram expansão de 0,4% no segundo trimestre, e à frente de nações como Coreia do Sul (0,3%), Holanda (0,1%), Chile (0,2%), Portugal (0,1%) e Finlândia (0,2%).

– O resultado do PIB surpreendeu no trimestre. Na minha expectativa, o PIB até viria negativo. Mesmo assim, o número mostra que o governo tem muitos desafios para que o Brasil volte a crescer com consistência, dando andamento às reformas estruturais. Quando olhamos o crescimento do segundo trimestre, o Brasil teve expansão de país desenvolvido, mas ainda tem necessidades de nação emergente – diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating e autor do ranking.

Ele observa que, embora a China tenha crescido 0,4% no segundo trimestre, quando se olha o PIB anualizado, considerando os últimos 12 meses, a expansão é de 6,2%, enquanto o Brasil cresce apenas 1% no mesmo período. Nessa comparação, o PIB brasileiro fica na 36ª posição em um ranking de 42 países, também segundo a Austin Rating.

– Há trimestres em que a China cresce pouco e depois cresce muito nos demais. É preciso lembrar que o PIB não é o estoque de crescimento de um período, mas tem que ser analisado como um fluxo de crescimento interanual – diz Agostini.

Para o segundo semestre, a expectativa é melhorar o desempenho do PIB brasileiro, com a injeção de recursos do FGTS, o avanço da reforma da Previdência no Senado e a discussão tributária entrando na pauta. De acordo com Agostini, os bancos também já começam a conceder mais crédito:

– E, se mais concessões saírem do papel, o desempenho da construção civil pode ser muito melhor, já que as obras voltam.

O Globo

02
set

Crescimento

Postado às 13:52 Hs

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019. Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os primeiros três meses do ano. Com o resultado, o país evitou entrar em recessão técnica. No primeiro trimestre, o PIB encolheu 0,1%, em dado revisado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1%, o décimo resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre totalizou R$ 1,78 trilhão. Os dados foram divulgados, hoje, pelo IBGE.

O desempenho da economia no segundo trimestre foi puxado, principalmente, pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%). Já a agropecuária caiu 0,4%. O crescimento na indústria foi influenciado pela expansão das indústrias de transformação (2%) e construção (1,9%). Já as indústrias extrativas registraram recuo (-3,8%) no período.

“Juntas, as indústrias de transformação e construção respondem por cerca de 70% do setor. Além disso, a indústria de transformação tem peso no segmento de bens de capital, que contribuem para os investimentos internos e externos”, diz Claudia Dionísio, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano. Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%.
fev 28
domingo
21 08
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