Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) a taxação de compras internacionais de até US$ 50. O tributo de 20% sobre as vendas, conhecida como “taxa das blusinhas”, vai impactar sites estrangeiros como Shopee, Shein e AliExpress.

A aprovação foi simbólica. Ou seja, não houve registro de voto no painel eletrônico. Essa foi uma maneira de não desgastar os senadores que foram contra a medida, já que ela é defendida pelo varejo nacional.

A taxação foi inserida, durante tramitação na Câmara, em um projeto sobre outro tema, que cria o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), cujo objetivo é reduzir as taxas de emissão de carbono da indústria de automóveis até 2030.

A Câmara só vai ter que deliberar novamente sobre pontos alterados pelo Senado. Não é o caso da taxação. Portanto, essa parte já vai para sanção do presidente Lula, que pode manter ou vetar.

Uma votação separada, somente referente à “taxa das blusinhas”, precisou ser feita no Senado porque o relator, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), havia excluído a medida do texto. O governo, então, propôs a retomada do imposto de importação sobre as vendas de lojas estrangeiras. E venceu a votação.

Hoje, produtos de lojas do exterior não são taxados com o imposto de importação e, por isso, geralmente são mais baratos que artigos nacionais. Atualmente, incide sobre as compras do exterior, abaixo de US$ 50, somente o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual, com alíquota de 17%.

Polêmica do ‘Projeto das Blusinhas’

Como muitas dessas pequenas compras feitas do exterior são de consumidores brasileiros em sites chineses, o texto ficou conhecido como “Projeto das Blusinhas”, em referência a um produto frequentemente adquirido nessa modalidade.

O varejo interno no Brasil queria a taxação, porque alega que, do contrário, os produtos chineses se tornam concorrência desleal dentro do país.

Mas a medida é impopular com grande parte da sociedade, já que a compra desses produtos é bastante difundida. No início do debate sobre taxação, até a primeira-dama, Janja da Silva, defendeu a isenção dos produtos.

G1

O Brasil ocupa o último lugar em um ranking que calcula o retorno dos impostos em investimentos para a população. O estudo, elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), considera os 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo. As informações são do portal Poder360.

Para fazer o cálculo, o instituto considera o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada país, medido de 0 a 1. Quanto mais próximo do 1, melhor o cenário de educação, saúde e expectativa de vida de uma nação. Além do índice, a pesquisa calcula a participação da carga tributária no PIB (Produto Interno Bruto) do país. A partir desses 2 fatores, estabelece o Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade, ou IRBES.

No caso do Brasil, a carga tributária corresponde a 32,39% do PIB. Trata-se da 24ª maior tributação dentre os países considerados pelo levantamento. O IDH, por sua vez, fica em 0,760, o mais baixo do grupo. Todos os números considerados dizem respeito ao ano de 2022.

Com isso, o país conquista um IRBES de 142,35 e ocupa o 30º lugar no ranking, posição em que está desde que o estudo foi inaugurado, em 2011. A título de comparação, o 1º lugar conta com um IRBES de 171,72.

“Apesar de termos uma carga tributária alta, digna de países desenvolvidos, como Reino Unido, França e Alemanha, o IDH nacional reflete um desenvolvimento humano muito precário”, declara a pesquisa.

O Brasil aparece abaixo de outros países latino-americanos no ranking. A Argentina, localizada no 22º lugar, conta com uma taxa de tributação mais elevada (34,40%), mas um IDH de 0,849, o que representa um retorno maior dos impostos em investimentos para a população. Mesmo assim, o país vizinho caiu 9 posições em comparação com o levantamento de 2023, quando estava no 13º lugar.

A Irlanda é quem leva o 1º lugar no ranking, pela 6ª vez seguida. A nação conta com uma taxa de tributação de 20,90% do PIB e um IDH de 0,950. A Suíça e os Estados Unidos completam o top 3 do levantamento.

O mundo autocrático, na figura dos seus principais chefes de Estado e de governo lamentou a morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, que morreu num acidente de helicóptero no domingo, 19 de maio.

Entre as reações estão a do presidente da China, Xi Jinping, que afirmou que a morte de Raisi foi “trágica” e que “o povo chinês perdeu um bom amigo” e a do presidente russo, Vladimir Putin, que também expressou suas condolências à família e seguidores de Ebrahim Raisi:

“Raisi foi um político exemplar e notável. Toda a sua vida foi dedicada a servir a sua pátria. Ele merece ser lembrado como um verdadeiro amigo da Rússia, ele deu uma valiosa contribuição pessoal para o desenvolvimento de relações de boa vizinhança entre nossos países. Minhas mais profundas condolências, condolências à sua família e ao povo do Irã“, disse Putin.

Bashar al-Assad, presidente sírio, também enviou a sua solidariedade ao Irã e afirmou que a Síria trabalhou com Raisi “para garantir que as relações estratégicas entre ambas as nações sempre floresçam”.

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, por sua vez, considerou que Raisi era um “colega valioso que soube trabalhar pela paz do povo iraniano”.

Mohammed Shia al-Sudani, primeiro-ministro do Iraque, foi outro dos políticos que se manifestou pela morte de Raisi. “Sentimos muita tristeza e muita dor”, disse ele. Ao mesmo tempo, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, bin Zayed Al Nahyan, afirmou que o seu território “é solidário com o Irã neste momento difícil”. O governante egípcio Abdel Fattah El-Sissi observou que “os líderes e o povo do Irã estão passando por uma grande perda”.

Na América Latina, Nicolás Maduro comentou: “Estamos dominados por uma grande dor por ter que dizer adeus a uma pessoa exemplar (…) um excelente ser humano, defensor da soberania de seu povo e amigo incondicional do nosso país”.

O Governo da Colômbia também “lamenta profundamente a morte do presidente do Irã, Ibrahim Raisí e do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Hosein Amir Abdolahian, e das outras pessoas que perderam a vida no acidente de helicóptero. A Colômbia expressa seus sentimentos de condolências por este trágico acontecimento e acompanha as famílias das vítimas deste doloroso acidente e o povo iraniano em geral”, indicou.

O presidente do Brasil, também prestou condolências à falecida autoridade iraniana:

“Com pesar soube da confirmação da morte do presidente iraniano Ebrahim Raisi e do seu chanceler, Hossein Amir Abdollahian e de todos os passageiros e tripulação, após a queda de seu helicóptero”, disse o presidente brasileiro, na manhã desta segunda-feira, 20 — após a confirmação de que a aeronave foi encontrada. “Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas, ao governo e ao povo iraniano”, escreveu Lula em seu perfil pessoal no X. O Itamaraty também escreveu nota de solidariedade.

Ebrahim Raisi é também conhecido como “açougueiro de Teerã”, devido à sua responsabilidade na execução de milhares de presos políticos.

O Antagonista

Foto: MANAN VATSYAYANA / AFP

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será no Brasil. A candidatura brasileira superou a europeia – formada por Holanda, Alemanha e Bélgica – por 119 votos a 78 durante o Congresso da Fifa, realizado em Bangkok, na Tailândia, nesta sexta-feira.

A décima edição da principal competição de seleções do futebol feminino será a primeira disputada na América do Sul. Por ser o anfitrião da competição, o Brasil já está naturalmente classificado. Os demais nove países da Conmebol vão disputar três vagas. O Mundial Feminino 2027 será o segundo com 32 seleções participantes, repetindo o formato da Copa de 2023, vencida pela Espanha.

“Parabéns ao Brasil. Vamos agora organizar a melhor Copa do Mundo da história no Brasil”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, logo após anunciar a vitória brasileira.

Em seguida, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, subiu ao palco e, emocionado, enalteceu o trabalho feito pelas mulheres integrantes do comitê de candidatura do país.

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O dólar fechou com leve alta frente ao real nesta quarta-feira (15), depois que notícias sobre a troca de comando da Petrobras (PETR4) levantaram temores de interferência política na estatal, enquanto importantes dados de inflação dos Estados Unidos (EUA) vieram um pouco abaixo do esperado, impedindo maior valorização da moeda americana.

De acordo com informações do portal InfoMoney, apesar do clima doméstico avesso ao risco, o exterior fornecia suporte ao real, e o dólar foi devolvendo gradativamente seus ganhos diante da divisa brasileira a partir das 9h30 (de Brasília), depois que dados mostraram que os preços ao consumidor dos EUA aumentaram menos do que o esperado em abril.

No entanto, durante a tarde, a moeda norte-americana voltou a registrar leves ganhos ante o real, sugerindo que o desconforto com a condução da Petrobras pelo governo ainda não havia sido superado.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, depois de avançar 0,4% em março e fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Nos 12 meses até abril, o índice teve alta de 3,4%, de 3,5% em março. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% no mês e de 3,4% no comparativo anual.

O resultado sugere que a inflação norte-americana retomou sua tendência de queda no início do segundo trimestre, em um impulso para as expectativas do mercado financeiro de um corte na taxa de juros em setembro.

Os contratos futuros dos juros dos EUA passaram a embutir uma chance de 73% de que a primeira redução na taxa básica do Fed ocorra na reunião de setembro, acima dos 69% de antes do relatório.

A Sudene, juntamente com o Consórcio Nordeste e a Apex Brasil, participa de missão internacional na Europa entre os dias 12 e 18 de maio. O foco será a pauta da sustentabilidade, especialmente o potencial da região para a produção de energia renovável e o Fundo da Caatinga. Também haverá intercâmbio técnico e diálogos com os organismos multilaterais.

De acordo com o superintendente Danilo Cabral, esse é mais um movimento de integração da Sudene com o Consórcio Nordeste. “Vamos em busca de parceiros internacionais para trazer mais investimentos para a Região, que promovam o desenvolvimento sustentável a partir das nossas potencialidades”, destacou. Ele acrescentou que os instrumentos de ação da Sudene, por exemplo, têm grande relevância no financiamento dos empreendimentos de energia renovável no Nordeste.

“Nós últimos anos, o total de recursos disponíveis do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) foram destinados quase que integralmente para projetos de energia solar fotovoltaica e eólica. Sem falar do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), que também oferece linhas de crédito para este setor”, disse Danilo Cabral.

Participarão da missão os governadores Fatima Bezerra (RN), presidente do Consórcio Nordeste, Elmano Freitas (CE), Fábio Mitidieri (SE), Jerônimo Rodrigues (BA), além de suas equipes. “Nós sabemos o potencial imenso que o Nordeste tem. Daí a importância de participarmos deste evento em busca de mais oportunidades e investimentos para nossa região”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

O primeiro compromisso na Europa será a participação na World Hydrogen Summit, na cidade de Rotterdam, na Holanda. Esse evento é considerado o maior encontro global sobre hidrogênio verde e sua cadeia de valor. Posteriormente, as delegações seguirão para Bruxelas, na Bélgica, e Berlim, na Alemanha, onde se reunirão com membros da Comissão da União Europeia, incluindo o vice-presidente executivo e responsável pelo Pacto Verde Europeu, Maroš Šefčovič, para debater pautas ambientais de relevância para todo Nordeste e Brasil.

O vice-governador Walter Alves assume interinamente o governo do estado durante missão oficial que a governadora Fátima Bezerra realizará de 10 a 18 de maio. Como governador em exercício, Walter Alves participará de todos os compromissos e reuniões agendados para o chefe do Executivo.

E dará continuidade, como nas vezes anteriores, aos entendimentos iniciados pela governadora para negociações visando o crescimento do estado.

“Será mais uma oportunidade para dar sequência aos trabalhos da administração estadual enquanto a governadora viaja em missão oficial visando obter investimento para o RN”, afirmou.

E complementou: “Como nas outras vezes que assumi o governo, estou pronto e à disposição no sentido de contribuir e executar tudo o que for necessário para defender os interesses do Rio Grande do Norte”.

Na viagem internacional, a governadora Fátima Bezerra integrará uma comitiva do Consórcio Nordeste, do qual é presidente. A agenda entre 12 e 18 de maio inclui compromissos em Amsterdã e Roterdã, na Holanda; em Bruxelas, Suíça; e Berlim, na Alemanha.

O objetivo da viagem é discutir questões ambientais e climáticas cruciais para o desenvolvimento sustentável da região.

“Esta agenda será de muita importância para que nós consigamos pensar e desenvolver uma política de crescimento econômico sustentável. É necessário também que comecemos a colocar em prática urgentemente o desenvolvimento da produção de energias renováveis, como o Hidrogênio Verde”, disse Fátima Bezerra.

Durante a missão oficial na Europa, os representantes do Consórcio Nordeste iniciarão a jornada participando da World Hydrogen Summit, em Roterdã, na Holanda. O evento é considerado o maior e mais sênior encontro global sobre hidrogênio e sua cadeia de valor.

Em Bruxelas e Berlim, haverá reunião com membros da Comissão da União Europeia, incluindo o vice-presidente-executivo e responsável pelo Pacto Verde Europeu, Maroš Šefčovič, para debater pautas ambientais de relevância para o Nordeste e o Brasil.

O foco das discussões ambientais durante toda a missão na Europa será projetos de energia renovável e hidrogênio verde e o Fundo Caatinga.

04
Maio

Milei oferece ajuda ao Rio Grande do Sul

Postado às 17:41 Hs

O governo de Javier Milei (foto), da Argentina, divulgou um comunicado neste sábado, 4, em que manifesta solidariedade ao Brasil e oferece ajuda em razão das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul.

“A República da Argentina expressa sua solidariedade ao governo e ao povo da República Federativa do Brasil e as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas. […] O governo da Argentina põe à disposição das autoridades brasileiras toda a ajuda imediata e os elementos que se mostrem necessários para assistir os prejudicados”, diz nota da chancelaria argentina.

O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai também manifestou solidariedade e anunciou o envio de um helicóptero para ajudar no resgate.

“O governo uruguaio, através do Ministério da Defesa Nacional, enviará um helicóptero da Força Aérea Uruguaia e sua tripulação ao Brasil para colaorar com as tarefas de resgate no Rio Grande do Sul”, diz nota da pasta uruguaia.

FAB pede ajuda

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou na noite de sexta-feira, 3, que recebe doações para a população do Rio Grande do Sul. O pedido é por roupas, colchonetes, água potável e alimentos não-perecíveis. As doações podem ser feitas nas bases aéreas de Brasília (DF), de São Paulo (SP) e no aeroporto do Galeão (RJ).

O Antagonista

Foto: Reprodução

Hoje marca o trigésimo aniversário da trágica morte do ícone brasileiro do automobilismo, Ayrton Senna. Senna, que faleceu em um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino em 1º de maio de 1994, continua sendo uma figura lendária no mundo do esporte a motor. Seu talento, paixão e carisma transcenderam as pistas de corrida, deixando um impacto duradouro não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Legado além das pistas
Para além de suas conquistas nas pistas, Senna é lembrado por seu compromisso com a filantropia e sua dedicação em melhorar as condições de vida de crianças carentes no Brasil. A Fundação Ayrton Senna, criada em sua memória, continua seu trabalho em prol da educação, beneficiando milhares de jovens em todo o país. Seu legado vai além do automobilismo, estendendo-se a valores de determinação, excelência e solidariedade.

Homenagens e celebrações
Em todo o mundo, fãs, colegas e admiradores prestam homenagens a Senna neste aniversário de sua morte. Desde eventos especiais em circuitos de corrida até exibições de documentários e tributos nas redes sociais, a memória de Senna permanece viva e vibrante. Trinta anos após sua partida, seu impacto perdura, continuando a inspirar aqueles que sonham em alcançar grandes feitos, dentro e fora das pistas.

Via CNN Brasil

Foto: Pixabay

 

O dólar emplacou a quarta sessão consecutiva de alta de 1,21% e encerrou o dia negociado a R$ 5,183, maior valor desde março do ano passado.

No cenário doméstico, os investidores receberam com pessimismo a notícia de que o governo federal reduziu a meta fiscal de 2025 para um déficit zero. Durante o dia, o mercado financeiro também repercutiu dados dos EUA que mostraram uma alta bem mais intensa do que o esperado nas vendas do varejo norte-americano em março.

Foto: DIV

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, manifestou desapontamento com a falta de condenação por parte do governo brasileiro aos ataques realizados no sábado, 13, pelo Irã contra o território israelense. “Procurei pela palavra ‘condenação’, mas não a encontrei. Quando um país ataca o território de outro e não há uma condenação, isso me deixa desapontado. Ainda espero que isso mude”, disse, em entrevista à CNN Brasil.

Após os ataques, o Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota expressando sua “grave preocupação” e alertando para o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades no Oriente Médio. Além disso, pediu contenção às partes envolvidas e sugeriu uma mobilização internacional para evitar uma escalada do conflito.

Quando questionado se o comunicado do governo federal poderia agravar as relações entre Brasil e Israel, Zonshine optou por não responder diretamente: “Não conseguiram condenar esse ato de um país contra o território de outro país. Vocês devem perguntar isso ao Itamaraty ou ao gabinete do ministro (das Relações Exteriores).”

Durante a entrevista, Zonshine enfatizou a gravidade da ação do Irã, mesmo que não tenha resultado em mortes ou grandes danos ao território israelense. “Não há justificativa para esse ataque. Se não houve mortes, foi graças a Israel. Interceptamos mais de 200 drones. Isso não pode ser minimizado, é um ataque direto de um país ao território de outra nação. A falta de vítimas não diminui a gravidade deste ataque”, concluiu.

O Irã afirmou que os disparos contra Israel foram uma resposta a ataques contra instalações do país no Oriente Médio – entre eles o bombardeio à embaixada na Síria, em 1º de abril. Israel não confirmou nem negou ter sido o autor do bombardeio à embaixada.

Estadão Conteúdo

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Entidades judaicas no Brasil rechaçaram a nota do governo brasileiro sobre o ataque do Irã contra Israel. No sábado, o Itamaraty divulgou comunicado dizendo que o Brasil acompanha “com grave preocupação” o lançamento de drones e mísseis em território israelense, mas não condenou Teerã.

Para Cláudio Lottenberg, presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), a posição do governo Lula é “lamentável”, e a política externa brasileira se colocou ao lado da ‘teocracia iraniana”.

“A posição do governo brasileiro é mais uma vez frustrante; o mundo democrático e vários países do Oriente Médio se uniram a Israel em condenar e combater o ataque do Irã”, disse Lottenberg. “Já a atual política externa do Brasil optou por se colocar ao lado da teocracia iraniana, desviando novamente de nossa linha diplomática histórica de condenar agressões desse tipo. Lamentável.”

A diretora-executiva do Instituto Brasil-Israel (IBI), Manoela Miklos, também fez duras críticas ao posicionamento brasileiro. “Ao ler a nota do governo brasileiro, fica evidente a oportunidade perdida de condenar um ataque internacional flagrantemente ilegal que pode gerar instabilidade regional de escala imprevisível”, disse Miklos. “Fica igualmente evidente que mais poderia ser dito sobre a angústia que famílias israelenses sentiram nessa madrugada, imersas em desinformação e aguardando drones e mísseis que riscavam o céu de suas ruas. E mais: a nota parece dar margem para dúvidas sobre o que se passou ontem, e não há.”

Entidades judaicas vêm criticando os posicionamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Itamaraty desde os ataques terroristas do Hamas em Israel, em outubro do ano passado, e a subsequente guerra em Gaza.

Em fevereiro, Lula comparou as ações militares de Israel na Faixa de Gaza a um genocídio e fez um paralelo com o extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler. “Sabe, o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou o petista.

As declarações levaram o Ministério das Relações Exteriores do governo de Binyamin Netanyahu a declarar o líder brasileiro “persona non grata”.

“Não esqueceremos nem perdoaremos”, disse o chanceler Israel Katz. Em mensagem ao embaixador do Brasil no país, seguiu: “Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, diga ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que retire o que disse”.

As declarações também suscitaram respostas da comunidade judaica brasileira.

A Conib disse à época que o governo Lula “abandona a tradição de equilíbrio e a busca de diálogo da política externa brasileira”. A Federação Israelita do Estado de São Paulo também lamentou a fala do presidente.

Folhapress

Os militares israelenses disseram neste domingo (14) que “99%” dos mais de 300 projéteis disparados contra Israel pelo Irã foram interceptados.

Apenas “um pequeno número” de mísseis balísticos atingiu o território do país, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, contra-almirante Daniel Hagari.

Os restantes mísseis balísticos, todos os mísseis de cruzeiro e todos os drones foram interceptados antes de chegarem ao território israelita, acrescentou.

Cerca de 170 drones, mais de 30 mísseis de cruzeiro e mais de 120 mísseis balísticos foram lançados contra Israel pelo Irã, disse ele, a grande maioria interceptada pela Força Aérea Israelita e “parceiros” israelitas.

Os mísseis balísticos que atingiram Israel caíram sobre a base aérea de Nevatim, no sul do país, disse Hagari, acrescentando que causaram apenas danos estruturais leves. A base estava funcionando e continuando suas operações após o ataque, com aviões continuando a utilizar a base, acrescentou.

Algumas das armas lançadas contra Israel foram disparadas do Iraque e do Iémen, acrescentou Hagari.

CNN Brasil

A possível guerra entre Irã e Israel é vista com preocupação para a economia global. O temor é que o conflito cause uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo brent já operava em alta na última semana diante do crescimento da tensão. Desde março, a cotação acumula 8% de alta. A tendência é de uma pressão ainda maior nos preços.

Neste sábado (13.abr.2024), o Irã lançou um ataque com drones e mísseis contra Israel. A tensão entre os 2 países vem crescendo desde o início da guerra do país judeu contra o Hamas. O grupo extremista palestino tem relação duradoura com o Irã, potência militar e econômica que já forneceu apoio político, financeiro e armamentos à organização.

Nas últimas semanas essa tensão cresceu. O serviço de inteligência dos Estados Unidos alertou na sexta-feira (12.abr) para a possibilidade de ataque do Irã a Israel. O mercado de petróleo estremeceu com temor de uma guerra generalizada e o barril chegou a bater US$ 93. Ao final do dia, fechou em US$ 90,21.

O possível conflito chega em um momento de alta do petróleo, tanto pelo temor de aumento dos conflitos como pela manutenção de cortes na produção feitas pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Em 2024, o barril do tipo brent –referência global– valorizou 20%.

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Poder360

O presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou interesse em colaborar com Elon Musk, o empresário sul-africano e dono da plataforma X, antigo Twitter, em relação ao conflito judicial que a rede social enfrenta no Brasil. A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência argentina, Manuel Adorni, conforme a Agência Brasil.

Musk, conhecido também por ser o fundador da Tesla, fabricante de carros elétricos, e da SpaceX, empresa de sistemas aeroespaciais, está sob investigação criminal no Brasil. Isso ocorreu após o empresário acusar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de censurar a plataforma e ameaçar desobedecer decisões judiciais.

No último fim de semana, Musk usou a plataforma X para criticar o Judiciário brasileiro, focando suas críticas no ministro Moraes, além de atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, o presidente brasileiro expressou preocupação com o extremismo de direita e reafirmou seu compromisso com as instituições democráticas do país.

Musk e Milei

A reunião entre Musk e Milei ocorreu em Austin, Texas, onde a Tesla possui uma de suas fábricas. Segundo a Presidência argentina, durante o encontro, os dois empresários discutiram a liberalização dos mercados e a importância da liberdade de expressão irrestrita.

No entanto, ainda não está claro como exatamente o presidente argentino poderia ajudar Musk no conflito com o Judiciário brasileiro. A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Palácio do Planalto para obter mais informações e aguarda resposta.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (28) a devolução do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que havia sido apreendido em fevereiro durante operação da Polícia Federal.

A decisão de Moraes segue entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou que uma eventual viagem do ex-presidente ao exterior representaria um “perigo para o desenvolvimento das investigações criminais” (veja mais aqui).

A defesa de Bolsonaro solicitou a devolução do passaporte na última semana. Os advogados do ex-presidente defenderam que Moraes autorizasse o retorno do documento para que Bolsonaro viajasse a Israel, entre os dias 12 e 18 de maio.

Ainda de acordo com a defesa, Jair Bolsonaro recebeu, recentemente, um convite do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para visitar o país. O pedido negado por Moraes foi o segundo enviado pelos advogados de Bolsonaro ao STF.

Perigo para as investigações

O passaporte de Bolsonaro foi apreendido em fevereiro, a pedido da Polícia Federal na operação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.

À época, Moraes também proibiu Jair Bolsonaro de manter contato com outros investigados. Na decisão desta quinta, Alexandre de Moraes defendeu que as medidas adotadas em fevereiro permanecem “necessárias e adequadas”, já que a investigação ainda está em andamento.

“As diligências estão em curso, razão pela qual é absolutamente prematuro remover a restrição imposta ao investigado, conforme, anteriormente, por mim decidido em situações absolutamente análogas”, escreveu Moraes.

Em manifestação enviada a Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “não se tem notícia de evento que torne superável a decisão que determinou a retenção do passaporte” de Bolsonaro.

“A medida em questão se prende justamente a prevenir que o sujeito à providência saia do país, ante o perigo para o desenvolvimento das investigações criminais e eventual aplicação da lei penal. Os pressupostos da medida continuam justificados no caso”, argumentou Gonet.

G1/ Globo

Foto:  Adriano Machado/Reuters

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou, mais uma vez, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a devolução do passaporte do ex-presidente. O documento foi apreendido no dia 8 de fevereiro na operação Tempus Veritatis, que apura suposta tentativa de golpe de Estado. Junto com o pedido, os advogados anexaram um convite assinado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para que Bolsonaro visite o país entre os dias 12 e 18 de maio.

Em fevereiro, a defesa do ex-presidente já havia recorrido da decisão do ministro Alexandre de Moraes que resultou na apreensão do passaporte. Na época, os advogados alegaram falta de fundamento técnico. Coincidentemente, o primeiro pedido foi feito no mesmo período em que Bolsonaro passou duas noites na Embaixada da Hungria, em Brasília.

Nesta semana, o jornal The New York Times divulgou imagens do ex-presidente na representação diplomática. A defesa de Bolsonaro afirmou que ele se hospedou na embaixada para “manter contatos com autoridades do país amigo”.

O episódio foi questionado pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa apresentou explicações, que foram remetidas à Procuradoria-Geral da República (PGR), antes da análise pelo STF.

CNN Brasil

As pessoas em todo mundo desperdiçaram por dia o equivalente a um bilhão de refeições em 2022, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse cálculo é provisório e a quantidade de alimentos desperdiçados pode ser muito maior, apontam os responsáveis pelo Índice de Desperdício de Alimentos.

Embora ainda existam 800 milhões de pessoas que sofrem com a fome, o mundo desperdiçou mais de um bilhão de toneladas de alimentos em 2022, o equivalente a mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,21 trilhões na cotação da época). Isso representa aproximadamente quase um quinto de tudo o que é produzido, “uma tragédia global”, diz o texto.

“Milhões de pessoas passarão fome hoje enquanto os alimentos são desperdiçados em todo o mundo”, afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma. E esse não é apenas um fracasso moral, mas também ambiental, destaca ela.

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