Foto: ABIR SULTAN POOL/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse, neste domingo (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “cruzou uma linha vermelha” em suas declarações mais recentes sobre a guerra na Faixa de Gaza.

Durante a coletiva de imprensa que encerrou sua viagem à África, Lula disse que o Exército israelense comete genocídio contra os palestinos e fez alusão à matança de judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler.

“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, publicou Netanyahu no X (antigo Twitter).

Imagem: reprodução/X

“Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é cruzar uma linha vermelha. Israel luta pela sua defesa e pela garantia do seu futuro até à vitória completa e faz isso ao mesmo tempo que defende o direito internacional”, acrescentou o premiê.

Netanyahu, juntamente com seu ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, decidiram convocar o embaixador brasileiro em Israel para uma “dura conversa de repreensão”. Essa reprimenda deve acontecer nesta segunda-feira (19).

CNN Brasil

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assinou nesta quinta-feira (11) a ordem de serviço que autoriza a Zurich Airport a iniciar gradualmente a operação do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

Nos próximos dias, a Zurich vai operar no aeroporto em conjunto com a atual operadora, a Inframérica. Em seguida, vai assumir 100% das atividades. Com o documento assinado pela Anac nesta quinta-feira, o contrato de concessão da primeira relicitação de infraestrutura do País torna-se plenamente eficaz.

A aprovação do Plano de Transferência Operacional (PTO) pela Anac, prevista para os próximos dias, dará início ao processo de transição de comando das operações no aeroporto.

O Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, primeiro concedido à iniciativa privada em 2011, foi objeto da primeira relicitação de infraestrutura no Brasil, sendo arrematado pela Zurich Airport em leilão no dia 19 de maio por R$ 320 milhões, com ágio de 41% sobre o lance mínimo.

Portal 98FM

Foto: reprodução/Vaticano

O Papa Francisco disse que as crianças vítimas das guerras pelo mundo “são os meninos Jesus de hoje”. O pontífice leu a mensagem e bênção Urbi et Orbi da sacada central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, nesta 2ª feira (25.dez).

“Quantas matanças de inocentes no mundo! No ventre materno, nas rotas dos desesperados à procura de esperança, nas vidas de muitas crianças cuja infância é devastada pela guerra. São os meninos Jesus de hoje”, disse o papa.

Francisco destacou que toda a guerra é viagem sem destino, derrota sem vencedores, loucura indesculpável. “Mas, para dizer ‘não’ à guerra, é preciso dizer ‘não’ às armas. Com efeito, se o homem, cujo coração é instável e está ferido, encontrar instrumentos de morte nas mãos, mais cedo ou mais tarde usá-los-á. E como se pode falar de paz, se cresce a produção, a venda e o comércio das armas?”

“Hoje, como no tempo de Herodes, as conspirações do mal, que se opõem à luz divina, movem-se à sombra da hipocrisia e do escondimento. Quantos massacres armados acontecem num silêncio ensurdecedor, ignorados de tantos! O povo, que não quer armas mas pão, que tem dificuldade em acudir às despesas quotidianas, ignora quanto dinheiro público é destinado a armamentos. E, contudo, devia sabê-lo!”

“Aproxime-se em Israel e na Palestina, onde a guerra abala a vida daquelas populações. A todas abraço, em particular às comunidades cristãs de Gaza e de toda a Terra Santa. Trago no coração a dor pelas vítimas do execrável atentado de 7 de outubro passado, e renovo um premente apelo pela libertação de quantos se encontram ainda reféns. Suplico que cessem as operações militares, com o seu espaventoso rasto de vítimas civis inocentes, que se ponha remédio à desesperada situação humanitária, possibilitando a entrada das ajudas.”

Ele também pediu o fim da guerra na Ucrânia, Arménia e Azerbaijão; na região do Sahel, Sudão, Camarões, República Democrática do Congo e Sudão do Sul, na África.

SBT News

O terceiro grupo de brasileiros e seus parentes que estavam na Faixa da Gaza, no Oriente Médio, chegaram, às 6h53 deste sábado (23), a Brasília, no avião KC-30 da Força Aérea Brasília (FAB). O voo decolou do Cairo, capital do Egito, na tarde desta sexta-feira (22), e durou 13 horas e 56 minutos. 

Ao todo, estavam a bordo deste voo 30 pessoas repatriadas pela Operação Voltando em Paz, coordenada pelo governo federal, por meio da atuação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério da Defesa e da FAB. São elas cinco homens, 11 mulheres e 14 crianças, a maioria palestinos, que moravam em Gaza.

Inicialmente, 32 pessoas estavam na lista do MRE para embarcar com destino ao Brasil, porém, um dos passageiros desistiu da viagem e um homem idoso sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) antes do embarque e foi encaminhado a um hospital egípcio.

Foto: Twitter “X”/reprodução

Após a reunião desta quinta-feira (14) em São Vicente e Granadinas, os governos da Venezuela e da Guiana concordaram em continuar o diálogo sobre a disputa pelo território de Essequibo.

“A Venezuela e a Guiana manifestam a sua vontade de continuar o diálogo, para resolver a controvérsia em relação ao território de Essequibo”, informou a conta no X da Imprensa Presidencial Venezuelana. O acordo foi selado com um aperto de mão entre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente da Guiana, Irfaan Ali.

A Venezuela voltou a reivindicar o território de Essequibo, na fronteira entre os dois países, nos últimos anos após a descoberta de uma reserva com potencial para produção de cerca de 11 bilhões de barris de petróleo e gás offshore.

CNN Brasil

A cúpula da COP 28 oficializou nesta segunda-feira (11) a a decisão de eleger Belém, no Pará, como a sede da COP 30, em 2025. Com isso, a cidade brasileira se tornará o palco crucial para as discussões sobre mudanças climáticas e estratégias globais para combater os efeitos adversos do aquecimento global.

Simultaneamente, Baku, no Azerbaijão, foi designada para receber a COP 29, depois de meses de indefinição e impasses com sua vizinha e adversária Arménia. O anúncio das duas cidades foi feito numa reunião presidida pelo presidente da COP 28, Sultan Al Jaber.

A candidatura de Belém pelo governo brasileiro, porém, foi oficializada em janeiro deste ano. No vídeo em que divulgou a escolha da sede, o presidente Lula afirmou que era “uma notícia extraordinária para dar ao povo do estado do Pará, para a cidade de Belém e para o Brasil”.

Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve lugar de destaque na posse do novo presidente da Argentina, Javier Milei. Sentou ao lado de outros chefes de Estado durante o discurso de Milei. A cerimônia é realizada em Buenos Aires.

Leia abaixo a lista dos presentes no palco do evento:

  • Volodymyr Zelensky – presidente da Ucrânia;
  • Vahagn Khachaturyan – presidente da Armênia;
  • Gabriel Boric – presidente do Chile;
  • Filipe 6 – rei da Espanha;
  • Santiago Peña – presidente do Paraguai;
  • Luis Alberto Lacalle Pou – presidente do Uruguai;
  • Daniel Noboa – presidente do Equador;
  • Viktor Orbán – primeiro-ministro da Hungria.

Depois, na Casa Rosada, Milei cumprimentou os chefes do Executivo. Recebeu, nesta sequência, o rei da Espanha, os presidentes de Paraguai, Armênia, Uruguai, Chile, Equador, Ucrânia e, depois, o primeiro-ministro da Hungria. Ao final, posaram para uma foto.

Bolsonaro foi recebido em um 2º momento de cumprimentos a outros convidados. Ele estava acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e também de seu assessor Fabio Wajngarten.

altFoto: reprodução

Segundo a transmissão oficial do governo argentino, o representante enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, cumprimentou oficialmente Milei só depois de Bolsonaro.

altFoto: reprodução

Poder 360

O presidente eleito Javier Milei (LLA) tomou posse como novo mandatário da Argentina, neste domingo (10/12), ao lado da vice, Victoria Villarruel. Às 11h em Buenos Aires — mesmo horário de Brasília —, os dois eleitos chegaram ao Congresso da Nação Argentina. O agora ex-chefe de Estado Alberto Fernández passou a faixa e o bastão presidenciais para Javier Milei, pouco antes das 12h, após o ultraliberal fazer o juramento à nação.

Em seguida, sob gritos de “liberdade, liberdade”, Milei assinou o termo de posse e se tornou oficialmente presidente da Argentina.

Logo depois, iniciou o primeiro discurso como chefe do Executivo. Milei falou da inflação que assola o país, apresentou dados sobre a economia, criticou antecessores e prometeu uma “nova era” no país.Ao lado do presidente empossado, Victoria Villarruel também fez o juramento à nação e assumiu o cargo de vice-presidente do país.

Na tarde deste domingo, está previsto o juramento dos ministros, que começa por volta das 17h30 na Casa Rosada. A transição do governo estará concluída com um evento de gala no Teatro Colón. Depois, haverá uma cerimônia na Catedral de Buenos Aires.

Quem representou o governo brasileiro no evento foi o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira. Compareceram à posse, ainda, o ex-presidente Jair Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Jorginho Mello.

Metrópoles

Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo; Agustin Marcarian/Reuters

A cerimônia de posse do novo presidente da Argentina, o ultraliberal Javier Milei, vai marcar a primeira vez em quatro décadas que o Brasil não será representado por seu presidente ou por seu vice. Trata-se de uma situação inédita após a redemocratização nos dois países, processo que se deu nos anos 1980. A última vez que um presidente brasileiro ou seu vice não foi a Buenos Aires para celebrar o início de um governo eleito no país vizinho foi na posse de Raúl Alfonsín, em 1983.

Javier Milei toma posse neste domingo (10), em meio a um clima de turbulência e desconfiança do lado brasileiro. Isso porque o então candidato atacou em seus discursos acordos e instituições que são caros ao Brasil, como o Mercosul, além de ter adotado uma retórica hostil contra o presidente Lula (PT).

Milei disse na campanha que não negociaria com o líder brasileiro e o chamou de “corrupto” e “comunista”. Após a eleição, o argentino baixou o tom. O maior gesto de conciliação aconteceu quando Milei enviou a futura chanceler argentina, Diana Mondino, a Brasília para entregar um convite para que o brasileiro comparecesse à posse.

Mesmo com o gesto, Lula decidiu que o representante brasileiro seria o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A escolha se deu após a avaliação de que o clima ainda será hostil ao brasileiro, além de colocar num mesmo ambiente o petista e o seu antecessor e rival, Jair Bolsonaro (PL) –que foi convidado por Milei para a cerimônia e já está em Buenos Aires.

A decisão de enviar Mauro Vieira também visa enviar um recado ao novo governo, de que uma relação pragmática é possível, mas deixando claro o desconforto do Brasil com a situação. Em termos diplomáticos, a presença de um chefe de Estado ou mesmo de seu vice em cerimônias de posse de um país estrangeiro dá uma sinalização da importância para a relação entre as nações.

Folhapress

O Brasil lidera o ranking de países com mais homicídios do mundo em números absolutos, segundo o Estudo Global Sobre Homicídios, divulgado nesta sexta-feira (8) pela ONU. O país registrou mais de 45 mil casos em 2021, seguido da Índia, com mais de 41 mil.

Ranking de países com mais homicídios em 2021

  1. Brasil – 45.562
  2. Índia – 41.330
  3. Mexico – 35.700
  4. Estados Unidos – 22.941
  5. Mianmar – 15.299
  6. Colômbia – 13.223
  7. Rússia – 9.866
  8. Paquistão – 9.068
  9. Turquia – 7.578
  10. Venezuela – 5.444

A taxa global foi de 5,8 a cada 100 mil habitantes em 2021, para um total de 458 mil. Em 81,1% dos casos, as vítimas eram homens e meninos. Mais pessoas morreram de homicídios do que em guerras ou por atos terroristas entre 2019 e 2021. O continente africano foi o mais afetado, com cerca de 176 mil casos, enquanto a América registrou em torno de 154 mil.

A pandemia pode ter influenciado a tendência global de homicídios. Em 2020, houve uma queda no número desses crimes devido ao confinamento. O estudo sugere que essa tendência foi causada pelo fato de que as potenciais vítimas eram limitadas a amigos e familiares que moravam debaixo do mesmo teto. No entanto, os números aumentaram em 2021.

“A longo prazo, pode-se esperar que as repercussões sociais e econômicas negativas dos ´lockdowns´, que podem incluir aumento do estresse e da ansiedade, desemprego ou perda de renda, afetem as tendências de homicídios, criando um ambiente de ‘tensão’ que leva os indivíduos a cometer crimes”, disse o relatório.

O Globo

Foto: REUTERS/David ‘Dee’ Delgado

A Guiana formalizou um pedido de reunião ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a situação na região de Essequibo. A solicitação foi feita pela representação do país junto às Nações Unidas e agora será analisada pelo Equador, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em dezembro.

Assim, cabe ao Equador marcar uma data para que os quinze países-membros se reúnam. Normalmente, esses pedidos costumam ser atendidos em questão de dias — uma das principais funções do Conselho de Segurança é justamente se reunir em caso de urgência. Por isso, o órgão pode ser acionado a qualquer hora e em qualquer dia da semana.

Na reunião, os países-membros devem ouvir mais sobre a situação na região e, a partir disso, discutir quais medidas podem ser tomadas. Os representantes podem propor resoluções ou comunicados conjuntos que atuam como uma forma de pressão internacional sobre os líderes dos países.

CNN Brasil

O governo brasileiro ainda não informou a presença de Lula

A futura chanceler da argentina, Diana Mondino, se reuniu com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em Brasília, neste domingo (26). Após a reunião, ela concedeu entrevista a jornalistas e disse que a parceria com o Brasil vai continuar.

“Repito o que na Argentina já repeti muitas vezes: uma coisa é a crítica à ideologia e a outra é à pessoa. Isso é totalmente diferente. E temos que separar Estado, de governo, de pessoas. A parceria vai continuar, o melhor e o mais rápido que pudermos”, ponderou a chanceler.

Diana Mondino frisou, ainda, que Argentina e Brasil são “países-irmãos”. Segundo o Palácio Itamaraty, a futura chanceler entregou convite para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participe da posse de Milei, marcada para 10 de dezembro.

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, convidou o presidente Lula (PT) para sua posse por meio de um acarva enviada ao petista neste domingo (26). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, no texto, Milei fala em “trabalho frutífero” e “construção de laços”.

“Sei que o senhor conhece e valoriza cabalmente o que significa este momento de transição para o processo histórico da Argentina, seu povo, e naturalmente para mim e minha equipe de colaboradores que me acompanharão na próxima gestão do governo”, diz Milei no documento.

“Em ambas as nações temos muitos desafios pela frente e estou convencido de que uma troca nos campos econômico, social e cultural, baseada nos princípios da liberdade, nos posicionará como países competitivos em que seus cidadãos podem desenvolver ao máximo suas capacidades e, assim, escolher o futuro que desejam.”

“Em ambas as nações temos muitos desafios pela frente e estou convencido de que uma troca nos campos econômico, social e cultural, baseada nos princípios da liberdade, nos posicionará como países competitivos em que seus cidadãos podem desenvolver ao máximo suas capacidades e, assim, escolher o futuro que desejam.”

Na carta, Milei também diz esperar que a atuação conjunta entre os dois países se traduza em “crescimento e prosperidade para argentinos e brasileiros”. O presidente eleito encerra o documento com saudações de “estima e respeito” a Lula, esperando vê-lo na posse.

“Sabemos que nossos países estão estreitamente ligados pela geografia e história e, a partir disso, desejamos seguir compartilhando áreas complementares, a nível de integração física, comércio e presença internacional, que permitam que todo esta atuação conjunta se traduza, de ambos os lados, em crescimento e prosperidade para argentinos e brasileiros”, afirma.

“Desejo que o tempo em comum como presidentes e chefes de governo seja uma etapa de trabalho frutífero e construção de laços que consolidem o papel que a Argentina e o Brasil podem e devem cumprir na Conferência das Nações.”

De acordo com a Folha, a carta foi entregue pela futura chanceler da Argentina, Diana Mondino, ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Mondino se encontrou neste domingo com Vieira e os embaixadores dos dois países no Itamaraty.

“Foi uma grande ocasião e um gesto dela de querer ser portadora pessoal dessa carta do presidente. Foi uma reunião produtiva em que discutimos vários temas e ela já está de regresso”, disse Vieira à imprensa após a agenda.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai passar a última semana de novembro em eventos internacionais. O mandatário embarca na próxima 2ª feira (27.nov) para a Arábia Saudita. A agenda também inclui encontro com empresários em Doha, no Catar, e a ida à 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28).

O próximo encontro internacional de Lula será com o príncipe Mohammad bin Salman, da Arábia Saudita. Um encontro entre os dois estava previsto em junho, mas acabou sendo adiado. O príncipe foi quem presenteou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com um jit de joias avaliado em R$ 5,6 milhões, retido pela Receita Federal por não ter sido declarado.

Ainda na Arábia Saudita, Lula terá encontros empresariais, com a Embraer e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). Depois, o presidente segue para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para a COP 28. A expectativa é chegar ao evento no dia 1º de dezembro.

A agenda do mandatário foi confirmada pelo Palácio do Planalto neste sábado (25.nov). De acordo com o governo, os eventos ainda podem sofrer alterações.

SBT News

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, vai aos poucos deixando para trás o discurso de candidato e adotando uma retórica mais moderada. Nesta quinta, 23, ele agradeceu a mensagem do líder chinês, Xi Jinping, que o felicitou pela vitória na eleição de domingo, e disse que Luiz Inácio Lula da Silva seria bem-vindo em sua cerimônia de posse, no dia 10.

Lula e Xi foram alvos preferenciais de Milei durante a campanha. O libertário chegou a dizer que não faria comércio com os chineses, dizendo que Xi era um “assassino”. Lula foi chamado de “comunista” e “ladrão”. O problema é que China e Brasil são os maiores parceiros comerciais da Argentina.

Em 2022, a China investiu US$ 1,34 bilhão na Argentina e o governo de Xi aceitou receber em yuans pelos produtos exportados para os argentinos, que preservariam suas reservas em dólar. O comércio bilateral com o Brasil chegou a US$ 28,4 bilhões no ano passado, sendo que os brasileiros são responsáveis por 14% das exportações da Argentina.

Poder360.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que irá à posse do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, mesmo depois de o libertário afirmar, ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “será bem recebido” se comparecer à cerimônia. O evento será realizado em 10 de dezembro, em Buenos Aires.

“Nada muda. Para mim, o Lula não existe. Ele faz a parte dele lá, eu faço a minha. Não vou brigar com ninguém”, afirmou Bolsonaro à Folha de S. Paulo em entrevista publicada nesta 5ª feira (23.nov.2023). “Agora, se o Lula for lá [na posse], vai ser vaiado. Ele tem que se mancar”, completou. As informações são do Poder360.

O convite a Lula só foi confirmado pela equipe de Milei na 4ª feira (22.nov). “O Brasil e a Argentina sempre estiveram juntos e sempre trabalharão juntos”, disse a futura chanceler da Argentina, Diana Mondino, em entrevista.

Para Bolsonaro, convidar o chefe do Executivo “faz parte do protocolo”. Ele relacionou o petista com regimes autocráticos da América Latina ao questionar se Lula iria a Buenos Aires: “Mas será que o Lula vai? Ele gosta de lugares em que estão o [presidente da Venezuela] Nicolás Maduro, o [presidente da Nicarágua, Daniel] Ortega”.

Já o convite a Bolsonaro foi feito em uma chamada de vídeo na 2ª feira (20.nov). Segundo o ex-presidente, “as passagens [para a Argentina] já estão sendo compradas. Vamos com governadores e 30 parlamentares”. O grupo deve ser recebido por Milei “por uns 30 ou 40 minutos” para um café da manhã ou jantar, afirmou. “Eu ajudei na eleição dele. Discretamente, mas ajudei, fiz discurso. E o Milei gosta muito do [deputado federal] Eduardo [Bolsonaro (PL-SP)]”, completou.

Durante sua campanha eleitoral, Milei chamou Lula de “comunista” e “corrupto”. Também o acusou de interferir na campanha e de financiar parte dela. Em entrevista ao Globo publicada na 2ª feira (20.nov), o assessor-especial da Presidência, Celso Amorim, disse achar “muito difícil” que Lula vá à posse de Milei, mas afirmou que o país será representado no evento.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Lula decidiu não comparecer à posse do recém-presidente eleito da Argentina, o ultraliberal Javier Milei, marcada para 10 de dezembro, em Buenos Aires. Lula, entretanto, vai enviar representante do governo brasileiro. Ele avalia dois possíveis nomes para a missão: o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ou o chanceler Mauro Vieira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a sua preferência para sucessão na Casa Rosada. Sem citar diretamente o ministro da Economia, Sergio Massa, ele declarou durante a semana que a Argentina precisa de alguém que “goste do Mercosul” e esse alguém não poderia ser o libertário Javier Milei, que já se posicionou publicamente contra o bloco. Apesar do apoio brasileiro, no entanto, o candidato do peronismo saiu derrotado.

O resultado de domingo, 19, é a pior derrota sofrida pelo peronismo em 40 anos de democracia e, pelo kirchnerismo, desde 2003, quando se firmou na política argentina. Mais do que a derrota de um aliado, abre questões sobre a relação entre o Brasil de Lula e a Argentina de Milei. As informações são do Estadão.

O presidente eleito da Argentina já chamou o petista de “corrupto” e, questionado em entrevista, respondeu que não se encontraria com Lula. Durante a campanha, Milei recebeu apoio do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do filho Eduardo, que foi a Buenos Aires no primeiro turno.

As declarações oficiais dão a tônica: Lula desejou “sorte e êxito ao novo governo” e acrescentou que o “Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, mas não mencionou o nome do libertário. Já Bolsonaro, declarou que a “a esperança volta a brilhar na América do Sul”.

Analistas ouvidos pelo Estadão, no entanto, acreditam que o pragmatismo deve ser mais forte que a animosidade. “O Brasil olha com muita cautela a vitória de Javier Milei e deve adotar uma postura pragmática”, disse o professor de Relações Internacionais da ESPM e especialista em negócios internacionais Roberto Uebel. “É claro que, naturalmente, haverá um afastamento político capitaneado não pelo Brasil, mas pela Argentina se o Milei levar adiante (sua retórica). Mas Milei é economista, eu prefiro acreditar que ele entende a importância do Brasil, da China e do próprio Mercosul para economia argentina”, acrescenta.

O peso da troca comercial entre os dois países também foi destacado pelo professor de relações internacionais do IBMEC, Christopher Mendonça. “A relação entre Brasil e Argentina deve ter algum ruído nos próximos anos, mas isso não será inédito. Bolsonaro também não tinha tanta interlocução com o presidente (peronista) Alberto Fernández”, lembrou ele. “Mas existe a institucionalidade, os dois países são parceiros comerciais importantes e tem uma relação histórica, que certamente será preservada apesar dos eventuais ruídos entre os presidentes”, pondera.

Esses “ruídos”, afirma Mendonça, podem ser alimentados pela influência brasileira na eleição, que virou foco de discussão no último debate antes do segundo turno. A presença de marqueteiros ligados ao PT apareceu logo no primeiro bloco, quando Milei respondia às perguntas de Massa sobre economia. “Sugiro que vejam os vídeos completos e não os editados pelos brasileiros para fazer campanha negativa”, disse.

No mesmo debate, Massa acusou Milei de querer romper com os principais parceiros comerciais da Argentina, o Brasil e a China. O libertário rebateu que era “mentira” já que, na visão dele, “o Estado não deve se meter no mercado privado”, mas questionou: “que problema tem se eu falar ou deixar de falar com Lula?”

Pode citar “em entrevista ao Vodcast Dois Pontos, do Estadão, o cientista político Oliver Stuenkel destaca essa retórica de Milei contra os governos de esquerda ao apontar a vitória como um “fracasso” para o atual governo brasileiro. “Foi uma candidatura que, em parte, utilizou um sentimento anti-Brasil para se mobilizar, atacou governo americano, chinês, chileno, brasileiro… É uma forma de utilizar a política externa para mobilizar seguidores mais radicais que vai complicar, do mesmo jeito que complicou no passado no Brasil, as relações desses países”, diz ele.

Relação com o Mercosul

No meio do embate, também sobraram críticas ao Mercosul, que Milei chamou de “estorvo”. Apesar das ameaças de retirar a Argentina do bloco, o rompimento é considerado improvável porque requer aval do Congresso e o presidente eleito deve focar os seus esforços nas questões domésticas, como a grave crise econômica no país onde a inflação anual passa de 140%. No entanto, ele poderia seguir o que já faz o Uruguai, que deu sinais de afastamento no último ano, sem deixar o Mercosul. “O próprio bloco já está enfraquecido”, afirma Uebel.

É nesse contexto de esvaziamento, que o Mercosul tenta finalizar o acordo comercial com a União Europeia. A negociação que se arrasta há mais de vinte anos enfrenta resistências de ambos os lados e parece cada vez mais distante. Os governos europeus, pressionados pelo setor agrícola, cobram compromissos ambientais dos sul-americanos.

O próprio governo Lula também já expressou suas reservas e tem dito que não abre mão das compras governamentais. O impasse é que, pelo acordo, prestadores estrangeiros de bens e serviços poderão participar de licitações públicas aqui no Brasil. O governo, no entanto, considera que essas compras são uma ferramenta de fomento da economia local e quer preservar o direito de priorizar os brasileiros. Sem isso, já disse Lula, “não tem acordo”.

“Não sou otimista em relação ao acordo”, afirma Christopher Mendonça. “Os europeus são muito protecionistas, especialmente no agronegócio, que é exatamente o forte de países como Argentina e Brasil. E essa demora para conclusão do acordo pode gerar um abandono. O Paraguai já sinalizou que se o negócio não for fechado ainda este ano, vai priorizar acordos bilaterais. E o Milei pode seguir essa perspectiva e não ficar insistindo no acordo com a União Europeia”, conclui.

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