Num recente congresso do PT de São Paulo, a plateia puxou o coro de “Lula inocente, Lula presidente”. Embora a libertação do ex-presidente esteja longe de significar o fim de seus problemas judiciais, a especulação sobre uma nova candidatura em 2022, quando o petista terá 77 anos, deve recomeçar imediatamente. O ex-presidente foi libertado nesta sexta (8) após a Justiça Federal emitir alvará de soltura em razão da decisão tomada na véspera pelo Supremo Tribunal Federal de eliminar a possibilidade de prisão antes do esgotamento de todos os recursos. Pessoas do entorno de Lula dizem que ele é o primeiro a encorajar a possibilidade de disputar o Planalto. Como relatou um aliado próximo há alguns meses, “o rapaz de Curitiba [Lula] não pensa em outra coisa”. A saída da cadeia não absolve nem devolve os direitos políticos ao ex-presidente, no entanto, que ainda tem duas condenações e é réu em mais sete ações criminais. Para que Lula possa ser candidato, uma improvável sequência de eventos teria que ocorrer, incluindo absolvições, anulação de sentenças e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.
O centro deverá apoiar Luciano Huck na disputa com o PT para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno em 2022, deixando João Doria (PSD) de lado. E o poder real no país pode acabar nas mãos de um primeiro-ministro. As previsões foram feitas por um dos mais experientes observadores da cena política brasileira, o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen. Aos 81 anos, ele é um dos principais oráculos ouvidos por atores do centro à direita, mesmo tendo deixado a vida partidária em 2010.
Uma pesquisa do Instituto Paraná, objeto de reportagem de José Benedito da Silva, na revista Veja que está nas bancas, com base nos impulsos de hoje, acentua aqueles que seriam candidatos à presidência da República nas urnas de 2022. Claro, são números que se afirmam por si mas que, no fundo, têm significado próprio. Aliás, há vários significados. Um deles a permanência de Jair Bolsonaro no seu eleitorado próprio. Outro significado é a rejeição à política partidária. Um terceiro, o destaque de Luciano Huck. Mas é claro que o quadro atual, como se encontra hoje, dificilmente seria o mesmo transportado no calor e nas contradições da próxima campanha presidencial. VER O CONTEÚDO – Mas digo sempre que em pesquisa não basta ver os fatos, no caso os números, mas sim seu conteúdo. Matéria de pesquisa eleitoral, da mesma forma, não basta ver os números mas principalmente o que eles traduzem. É preciso uma leitura não futurista, porém capaz de retratar com boa percentagem de realidade a atual atmosfera política do Brasil. Na sucessão de 2018 o confronto entre a corrente favorável a Lula e a corrente que mais o atacava levou a melhor em matéria de votos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse neste sábado, dia 5, que, se quisesse ser presidente por vias indiretas, teria sido no lugar do ex-presidente Michel Temer. A fala foi dita no contexto em que Maia negava que era uma espécie de primeiro-ministro do governo do presidente Jair Bolsonaro. O democrata disse ainda que o mandatário não gosta dessa metáfora. “Se eu quisesse ter sido presidente da República, teria sido no lugar do Michel”, afirmou Maia, durante o Festival Piauí de Jornalismo, que acontece neste final de semana. Em seguida, o presidente da Câmara afirmou que não tem intenção de chegar à Presidência pela via indireta, sugerindo que não descarta disputar o cargo em uma eleição. “Voto é outra coisa”, defendeu. SUCESSOR – A fala do deputado se refere ao período de crise do governo Michel Temer. Em 2017, o emedebista – que tinha ascendido da Vice-Presidência à Presidência – foi denunciado por corrupção duas vezes pelo então procurador da República, Rodrigo Janot, e quase caiu do cargo. Na ocasião, Maia, que já era presidente da Câmara, era o sucessor, mas não articulou pela queda.

Via  O Globo

Ministro mais popular do governo de Jair Bolsonaro , o ex-juiz Sergio Moro chamou de ‘intrigas’ as informações que dão conta de uma possível candidatura sua à Presidência da República nas próximas eleições e afirmou que Bolsonaro terá seu apoio para tentar a reeleição, caso ele dispute o pleito em 2022 . “Meu candidato em 2022 é o presidente Bolsonaro”.

Em entrevista à revista “Veja”, Moro disse temer pelo futuro da Lava-Jato e negou que tenha ocorrido exageros na operação e qualquer ilegalidades nas mensagens vazadas por hackers, “mesmo que elas fossem verídicas”.

“MUY AMIGO” –  Ele defendeu a prisão de Lula por crimes cometidos e admitiu a possibilidade de o petista ser beneficiado por um novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro falou ainda do fogo amigo enfrentado dentro do governo e sustentou que possui uma “ótima relação com Bolsonaro”.

“Há dentro do governo, no Congresso e no Supremo interesses múltiplos que nem sempre são convergentes, mas não entendo muito a lógica dessas intrigas”, disse.

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PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA:

DECISÃO DO STF  – “A eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais me preocupa. Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção”.

LAVA-JATO –  “Ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas. A sociedade tem de consolidar os avanços conquistados pela operação. As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava-Jato? Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava-Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país”.

LULA LIVRE ? – “Estou bem tranquilo com minha consciência quanto ao que fiz. O ex-­deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada. Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes”.

“FOGO AMIGO” –  Brasília é uma cidade onde as intrigas ganham uma dimensão irreal. As mais recentes afirmavam todo dia que eu estava saindo do governo. Há dentro do governo, no Congresso e no Supremo interesses múltiplos que nem sempre são convergentes, mas não entendo muito a lógica dessas intrigas. Toda relação de trabalho tem seus altos e baixos. Minha relação com o presidente é muito boa, ótima. Nunca cheguei perto de pedir demissão. As pessoas inventam histórias. Sei que é mentira, o presidente sabe que é mentira. Não sei direito de onde
essas intrigas vêm”.

POLÍCIA FEDERAL –  “Esse caso envolvendo o deputado Hélio Negão (aliado e amigo do presidente Bolsonaro) é curioso. Um delegado do Rio de Janeiro recebeu a informação de que um tal Hélio Negão estaria envolvido numa fraude previdenciária.. A descrição da testemunha dava conta de que o suspeito tinha características físicas completamente diferentes das do deputado. Espalhou-se que a Polícia Federal estava investigando ilegalmente o deputado com o aval da cúpula. Foi mais uma tentativa de me indispor com o presidente”.

Na entrevista a Andréia Sadi, exibida ontem à noite pela GloboNews, Sergio Moro também falou sobre a possibilidade de se lançar candidato ao Planalto em 2022. O ministro da Justiça negou, mais uma vez, tal hipótese.

“Eu não tenho nem o perfil. Vim para uma missão técnica e estou focado no meu trabalho como ministro. O candidato para 2022 será o presidente Jair Bolsonaro. É impróprio pensar algo diferente.”

“Não entrei no governo para sair”

Na entrevista à GloboNews que foi ao ar ontem à noite, Sergio Moro foi perguntado se permaneceria no governo de Jair Bolsonaro até o fim do mandato.

“Não tem destino traçado. Possível, não, provável: eu não entrei no governo para sair. Entrei para ficar.”

 

Bastou apenas meio ano no Palácio do Planalto para Jair Bolsonaro se lançar candidato a um novo mandato, contrariando a promessa de campanha de não disputar a reeleição. Com quase oito meses no cargo, o presidente mantém sua estratégia: cultivar a polarização com o PT e adotar um clima de palanque permanente. Os números mostram que tal postura vem dando certo até aqui. De acordo com o capítulo da pesquisa VEJA/FSB dedicado aos cenários para 2022, Bolsonaro vence em todas as simulações que testam seu nome. Ele tem 35% das preferências no primeiro turno em relação a Fernando Haddad (PT, 17%), Ciro Gomes (PDT, 11%), Luciano Huck (sem partido, 11%), João Amoêdo (Novo, 5%) e João Doria (PSDB, 3%). O resultado reflete o chamado “recall” da recente disputa eleitoral — os três mais bem colocados no primeiro turno de 2018 ocupam, na mesma ordem, as primeiras posições no levantamento.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse ao canal de entrevistas Na Lata, apresentado por Antonia Fontenelle, que seu desejo é ser presidente da República, “de preferência sucedendo o presidente Bolsonaro”. De início, o governador, desconfortável, evitou responder qual seria o seu desejo, mas acabou confirmando para a apresentadora que deseja se candidatar ao cargo máximo do Executivo.

“Witzel é candidato em 2022″, disse Fontenelle após a resposta de Witzel. O governador, no entanto, evitou comentar se será candidato de fato nas próximas eleições majoritárias, afirmando que “estará em parceria com Bolsonaro, estaremos juntos”.

Wilson Witzel é mais um governador brasileiro com mandato a sondar suas possibilidades para o Planalto. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), vem sendo apontado por diversos setores da esquerda como candidato natural da oposição no pleito de 2022.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou nesta quinta-feira, 11, para uma reunião na casa do deputado Elmar Nascimento (BA), líder de seu partido, quando foi abordado por colegas que o chamaram de “Senhor Reforma”. Embora o tema do encontro fosse a continuidade da votação da reforma da Previdência, aliados lhe deram dicas sobre como tornar sua imagem mais popular e atrair votos até a eleição de 2022. Tratado como presidenciável por muitos de seus pares, Maia sorriu. Desde que conseguiu cumprir a promessa de “entregar” aprovado o texto-base da proposta sobre mudanças no sistema de aposentadoria, antes do recesso parlamentar, Maia viu crescerem as apostas sobre uma eventual candidatura à sucessão do presidente Jair Bolsonaro. Em conversas reservadas, ele não nega a intenção de entrar no páreo, mas afirma que sabe o seu tamanho e precisa examinar a posição das “nuvens”, que cada dia está de um jeito.
Noite de segunda-feira em jantar na mansão do empresário Paulo Marinho, o presidente Jair Bolsonaro deflagrou antecipadamente o debate pela sucessão de 2022, afirmando-se como candidato a reeleição e acentuando, ao mesmo tempo, que terá como adversário o governador João Dória. Disse o presidente da República aos jornalistas: “Dória deve se preocupar mais com o Brasil do que apenas com São Paulo”. FÓRMULA UM – Reportagens de Daniel Gullino e Gustavo Maia, O Globo, e de Renata Agostini, O Estado de São Paulo, focalizaram a reunião que se destinou a trazer de volta para o Rio a Fórmula 1 no ano de 2021. A competição deixaria de se realizar em Interlagos, São Paulo. Daí porque esteve presente Chase Carey, diretor executivo da Fórmula 1.
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