30
set

Eleições 2020: Debate na BAND NATAL

Postado às 15:29 Hs

Todos os 14 candidatos que estão disputando a Prefeitura do Natal confirmaram presença no primeiro debate eleitoral que será realizado pela BAND Natal, nesta quinta-feira, dia 1º, dando oportunidade ao eleitorado de definir quais dos postulantes que têm as melhores propostas para dirigir a capital potiguar a partir de janeiro do próximo ano. O evento terá início a partir das 22h:30, sob a mediação de Anna Ruth Dantas, no hotel Holyday Inn.

Desde a redemocratização, a Band é pioneira na realização dos debates eleitorais, sempre sendo a primeira emissora a realizá-los. “Será uma das poucas oportunidades que o eleitor natalense terá de ouvir as propostas e o debate de ideias com todos os candidatos presentes. Costumo dizer que a Band é a casa da democracia”, comemora Carlo Bastos, diretor geral da Band Natal.

Com transmissão ao vivo, vão participar do debate o prefeito Álvaro Dias (PSDB), que até momento se apresenta como o favorito no pleito de 15 de novembro, Kelps Lima (Solidariedade), Jean Paul Prates (PT), Hermano Morais (PSB), Fernando Pinto (Novo), Afrânio Miranda (PODEMOS), Rosália Fernandes (PSTU), Nevinha Valentim (PSOL), Jaydir Oliver (DEMOCRACIA CRISTÃ), Carlos Alberto (PV), Sérgio Leocádio(PSL/PP), Coronel Hélio (PRTB/PTB), Fernando Freitas (PC do B) e Coronel Azevedo (PSC).

Via  Correio Braziliense

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que o país e o mundo nunca precisaram tanto da imprensa profissional e de qualidade, capaz de separar, com profissionalismo, fato de opinião, como agora. Em um evento restrito a jornalistas nesta sexta-feira, dia 18, o magistrado pediu amplo apoio à imprensa no combate à desinformação, na checagem de fatos e no compromisso com a verdade no período eleitoral.

“Talvez, a pior consequência das campanhas de desinformação seja precisamente essa deterioração do debate público e a formação de enclaves de pessoas que só falam para si mesmas e, quando têm interlocução com as outras, é para agredir e desqualificar. Nós, que defendemos a democracia, contamos mais do que nunca com o trabalho da imprensa de qualidade”, afirmou.

FILTRO – Para o ministro, é preciso haver um filtro adequado para a grande quantidade de desinformação e de inverdades que circulam pelas redes sociais. “As redes sociais têm um lado positivo, mas vêm sendo palco para pessoas totalmente pervertidas difundirem mentiras deliberadas, campanhas de ódio e de difamação. Precisamos enfrentar isso. As instituições democráticas vêm sofrendo um ataque massivo de milícias digitais e de terroristas verbais que fazem muito mal a todos nós. Não só pelo possível impacto no resultado das eleições, mas pela deterioração do debate público de uma maneira geral”, disse.

Nas eleições municipais deste ano, as campanhas publicitárias da Justiça Eleitoral têm abordado a atuação dos mesários em tempos de pandemia, o combate à desinformação, a atração de mais jovens e mulheres para a política, os cuidados sanitários para os eleitores e para quem vai trabalhar na votação de novembro, o voto consciente e o e-Título.

A mudança no canal da TV Assembleia no Rio Grande do Norte para a frequência televisiva 10 será feita a partir deste sábado (29) no sinal aberto de televisão.

A conquista do novo canal da TV Assembleia foi comemorada pelo presidente da Assembleia, Legislativo Estadual. “Com a modificação estaremos próximos aos canais de maior audiência da TV aberta. Temos hoje um legislativo transparente, atuante e com programação ao vivo, garantindo a acesso do cidadão ao rito legislativo e ainda levando informação de qualidade para a população”, destaca o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB).

A mudança só foi possível graças à atuação do ministro das Comunicações, o potiguar Fábio Faria, que garantiu a rápida alteração, possibilitando mais um legado de pioneirismo para a TV Assembleia do RN. “Os avanços em tecnologia permitem novas conquistas como a democratização da comunicação. E uma das nossas metas no Ministério das Comunicações é garantir o fortalecimento dos canais legislativos em todo o Brasil e principalmente, no Nordeste e em especial, no Rio Grande do Norte oportunizando a livre escolha da população com acesso mais próximo aos canais de maior audiência, garantindo que também a notícia de qualidade produzida na TV Assembleia chegue a todos, com isonomia”, destaca.

A TV Assembleia é pioneira no Brasil como integrante da Rede Legislativa. Uma das primeiras a ser inaugurada no País, ainda em 2003 e faz história até hoje também no Rio Grande do Norte. “Com o incentivo do ministro Fábio Faria, voltamos à posição de destaque no Brasil, exemplo quando o assunto é a linha editorial com prioridade para as coberturas de atividades legislativas, mas também diversificando a programação”, argumenta o diretor da TV Assembleia, Bruno Giovanni.

O crescimento da TV Assembleia nos últimos cinco anos também foi comentado pelo diretor. “Temos hoje o maior tempo de grade com programação local, exibição gratuita e em canal aberto. Estamos presentes em mais de 90% do território do Rio Grande do Norte. Conquistas possíveis graças a parcerias que construímos ao longo dos anos, agregando novos formatos, programas e apresentadores”, comemora Bruno Giovanni, anunciando novidades para disputar atenção dos telespectadores com os líderes do Ibope. “Estamos próximos dos 18 anos de canal legislativo e vamos deixar um legado importante na comunicação do Estado”, destaca.

Com a mudança, a sintonia será feita automaticamente pelo aparelho de televisão, sem que seja necessário qualquer procedimento. Caso não ocorra de maneira automática, o telespectador pode executá-la no controle remoto na função de “busca ou sintonia de canais” do aparelho; confirma no canal 10.3 e estará concluída a mudança na transmissão da TV Assembleia.

Entidades que representam o setor da comunicação social entregaram, hoje, um documento pedindo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoio a medidas de combate à disseminação de informações falsas.

O documento é assinado por 27 instituições e destaca a necessidade de valorizar o jornalismo profissional, a publicidade nacional e as práticas responsáveis e transparentes no combate às chamadas fake news.

Entre as signatárias do documento estão a ANJ (Associação Nacional de Jornais), a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), a Fenajore (Federação Nacional das Empresas de Jornais e Revistas) e a Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão).

A coalizão das entidades destaca que as melhores soluções para combater a desinformação não estão em ideias de vigilância dos usuários das redes, mas sim nos modelos de contratação de serviços de internet. A vigilância, aponta a coalizão, fere os princípios das liberdades de expressão e de imprensa.

Para isso, a sugestão apontada é que a venda de espaços publicitários e de impulsionamentos para atingir usuários brasileiros devem ser contratadas no Brasil, de acordo com as leis do país. Assim os patrocinadores, inclusive de propagandas políticas e partidárias, poderiam ser identificados.

Jornal Nacional de ontem (4) exagerou na informação de que os óbitos de Covid-19 tinham aumentado no Rio Grande do Norte o que não corresponde com a verdade. Na realidade, são dados que estavam em investigação nos meses de abril, maio e junho e somente agora divulgados pelo Governo do RN que não tinha atualizado o sistema. E, desta forma, fez com que o JN fizesse um espanto na população no aumento da média, o que não é real. Mais 200 óbitos ainda estão em investigação. O Governo do Estado junta tudo e divulga.

22
jul

A voz do Brasil completa hoje 85 anos

Postado às 10:38 Hs

O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

O programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

CNN anuncia as contratações dos jornalistas Alexandre Garcia e Sidney Rezende.

Com visões políticas antagônicas, os jornalistas vão comandar ao vivo a partir do dia 27 de julho o quadro “CNN – Liberdade de Expressão”, diariamente, a partir das 7h, no “Novo Dia”. O quadro será exibido ainda no “Visão CNN”, a partir das 13h, além das plataformas digitais.

Garcia trabalhou por mais 30 anos da TV Globo como apresentador e comentarista de política. Hoje, é um dos principais influenciadores digitais do Brasil. Rezende trabalhou por mais de 20 anos na CBN, ancorou programas de notícias no grupo Globo e atualmente mantém intensa atividade no ambiente digital.

Os novos comentaristas responderão às perguntas do time de âncoras da CNN e poderão apresentar suas análises e opiniões sobre temas atuais dos noticiários.

O governo federal deverá anunciar planos para quatro grandes privatizações em período de “30, 60 a 90 dias”. A afirmação foi feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao programa especial “O Brasil Pós-Pandemia: a Retomada”. Questionado pelos âncoras William Waack e Rafael Colombo, ele disse que os nomes das estatais serão anunciados em breve. Guedes mencionou apenas que “há muito valor escondido debaixo das estatais”. “As subsidiárias da Caixa são um bom exemplo. Ali, há R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões ou R$ 50 bilhões em um IPO (oferta primária de ações) grande”, disse. Atualmente, a Caixa já tem pedido para oferta de ações da Caixa Seguridade – braço de seguros do banco – operação que poderia levantar cerca de R$ 15 bilhões, estima o mercado financeiro. Outra empresa que o ministro quer oferecer à iniciativa privada são os Correios. “Está na lista seguramente, só não vou falar quando (será a privatização). Eu gostaria de privatizar todas as estatais”.
05
jul

O RN perde Paulo Macedo

Postado às 17:46 Hs

O RN perde um dos ícones do jornalismo social e automotivo, o grande Paulo Macedo se foi aos 88 anos.

Tinha alta hospitalar programada para este domingo (05), mas terminou apresentando insuficiência cardíaca e levado para a UTI.  Paulo era uma referência no jornalismo potiguar e membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

Polêmico, Paulo tinha estórias memoráveis e era de um excelente papo. Imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Paulo também era o vice-presidente da instituição.

 

Em nota, a Academia Norte-rio-grandense de Letras lamentou o falecimento do jornalista e vice-presidente da instituição, Paulo Macedo. A Academia também comunicou que em breve informará à respeito das homenagens ao acadêmico.

NOTA OFICIAL

A Academia Norte-rio-grandense de Letras, com consternação dos seus membros, cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Acadêmico e Vice-Presidente da instituição, Jornalista Paulo Macedo, ocorrido hoje à tarde, no Hospital Memorial São Francisco, em Natal, vítima do COVID-19.

Oportunamente serão informadas as homenagens fúnebres.

Natal, 05 de julho de 2020

Leide Câmara, Primeira Secretária da ANRL

O ministro do Supremo Tribunal Federal e novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, ocupa o centro do Roda Viva, hoje. Com apresentação de Vera Magalhães, o programa vai ao ar às 22h, ao vivo, na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

Formado em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Barroso tem mestrado pela Universidade de Yale e doutorado pela UERJ, onde é professor titular. Também foi professor visitante na Escola de Direito de Harvard. Como advogado, atuou em causas polêmicas perante o STF, como a defesa das pesquisas com células-tronco embrionárias, que podem levar à cura de inúmeras doenças, e da equiparação das uniões homoafetivas às uniões estáveis tradicionais, além da proibição do nepotismo no poder judiciário.

Em 1985, assumiu o cargo de procurador do Estado do Rio de Janeiro, que exerceu até 2013, quando foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para ocupar uma vaga no STF. Ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, no mês passado, fez um discurso que teve enorme repercussão em defesa da educação como meio de melhorar a vida da população. “A falta de educação, disse o ministro, produz vidas menos iluminadas, trabalhadores menos produtivos e um número limitado de pessoas capazes de pensar um país melhor e maior. A educação, mais do que tudo, não pode ser capturada pela mediocridade, pela grosseria e por visões pré-iluministas do mundo”. Segundo o ministro, é preciso armar o povo com educação, cultura e ciência.

O Roda Viva conta com uma bancada de entrevistadores formada por Luísa Roig Martins, repórter do jornal Valor Econômico; Bruno Boghossian, colunista do jornal Folha de S. Paulo; Fernando Mello, sócio e diretor do JOTA Labs; Carolina Brígido, repórter do jornal O Globo e da revista Época; Claudio Dantas, diretor do site O Antagonista; e Katiuscia Ribeiro, filósofa, doutoranda em filosofia africana pela UFRJ e coordenadora geral do laboratório Geru Maã da UFRJ. Há ainda a participação remota do cartunista Paulo Caruso.

05
jun

Opinião

Postado às 11:17 Hs

Moro e o batom na cueca

Batom na cueca é uma expressão que fala de algo que está na cara, flagrante, que todo mundo vê. É o que o ex-ministro Sérgio Moro acaba de fazer ao virar colunista do jornal O Globo, das Organizações Globo, a quem deve, claro, ter sido serviçal na informação privilegiada ao longo do tempo em que coordenou a operação Lava Jato, para prender Lula e deixar Aécio Neves e tantos outros soltos, e recentemente como auxiliar do presidente Bolsonaro na pasta de Justiça e Segurança Pública.

Os herdeiros de Roberto Marinho praticam com Moro aquela velha máxima de “uma mão lava a outra e as duas lavam a …”. Desempregado, Moro foi salvo pelo gongo dos dólares que a Globo faturou num rio de grande correnteza dos governos passados, incluindo a quadrilha do PT, todos generosos com o plim-plim. Moro se revela um espertalhão do que ele quer ser protagonista – a nova política. Quando, na verdade, é um vendelhão da política mofada, asquerosa e repugnante do País.

Na época de Moro-Lava Jato, vale recordar, a Globo era a primeira TV a fazer ao vivo as espalhafatosas operações da Lava Jato, a maioria com exclusividade. Uma vergonha! Da mesma forma, quando ministro, o Moro velhaco abriu até as portas da intimidade da sua casa para os repórteres do Fantástico. Foi a mesma Globo, por informação em off de Moro, que deu a sua saída em primeira mão do Governo.

Teve acesso, também, à sua carta de despedida, antes mesmo dela chegar ao conhecimento do seu ex-chefe, o presidente Bolsonaro, o que revela, verdadeiramente, o seu fraco caráter e sua duvidosa personalidade. O batom da cueca é visto pela sociedade como simples deslize resultante do preceito de que “os fins justificam os meios”, isto é, mesmo que por meios por vezes inescrupulosos para o atingimento de fins de conveniência parcial e duvidosa, o que contraria o Estado Democrático de Direito.

Tudo tem uma explicação, menos batom na cueca. Recomendo ao ex-ministro, agora em nova lua de mel com as Organizações Globo, o refrão de uma composição do forrozeiro Dorgival Dantas, que ele deve ter ouvido muito por aí, porque se encaixa perfeitamente na relação dos interesses escusos que cultiva. “Você não vale nada/Mas eu gosto de você!/Você não vale nada/Mas eu gosto de você!/Tudo que eu queria/Era saber porquê?!?/Tudo que eu queria/Era saber porquê?”

Blog do Magno

O “Justiça e Trabalho” está de volta. O programa de televisão realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª (TRT-RN), por meio da sua Divisão de Comunicação Social (DCS), retorna esta semana à grade da programação de cinco canais locais de televisão.

São 20 minutos semanais dedicados a informações sobre as relações trabalhistas e ações da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Norte, por meio de reportagens e entrevistas, com conteúdo dinâmico e atual.

O programa vai contar com um time de jornalistas com muita experiência em televisão: Heloisa Guimarães na apresentação e edição e Carol Reis e Rafael Lopes na reportagem. A produtora de conteúdo Cropping é a responsável pela direção e edição.

O presidente do TRT-RN, desembargador Bento Herculano Duarte Neto, ressalta que a Justiça do Trabalho é um instrumento de justiça social e, por isso mesmo, deve estar próxima da sociedade. “Temos que nos comunicar exatamente para trazer a sociedade para dentro da Justiça, porque somos servidores dela. A existência desse diálogo é muito importante”, afirma ele.

O jornalista Octávio Santiago, diretor de Comunicação Social do Tribunal, destaca a parceria com TVs públicas e privadas para a exibição do programa. “A retomada desse diálogo entre a Justiça do Trabalho e a sociedade acontece graças a priorização do TRT-RN, mas igualmente à disponibilidade das emissoras parcerias e do seu compromisso de levar boa informação aos telespectadores”, conta ele.

O “Justiça e Trabalho” vai ao ar na TV Assembleia às sextas-feiras, às 19h30, com reprise aos sábados, às 14h; na TV Câmara Natal aos sábados, às 10h30, com reprise aos domingos, também às 10h30; na TV Futuro/TV Potiguar às sextas-feiras, às 13h45; na Sidy’s TV (Seridó) aos sábados, às 10h20; e na TCM Telecom (Mossoró) às segundas-feiras, às 20h15.

Fonte: Assessoria

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, estreou uma coluna no jornal O Globo, ontem, com o um artigo intitulado “Contra o populismo”. “Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado”, diz trecho do artigo de Moro no veículo carioca.

No início da semana Moro já havia sinalizado que seria colunista de um veículo de comunicação. Confira o primeiro artigo publicado pelo ex-juiz no jornal:

Contra o populismo

O imperador romano, na tradição política e jurídica da época, era considerado dominus mundi e legibus solutus. Era o senhor do mundo e estava acima da lei, mais do que isso, era a própria lei.

Na evolução histórica, passamos pelas monarquias absolutistas do “Estado sou eu” dos séculos XVII e XVIII e pelo totalitarismo de direita e de esquerda na primeira metade do século XX, mas avançamos, desde então, com o reconhecimento de direitos fundamentais, separação de poderes e supremacia da Constituição.

Dentro do modelo do estado de direito o governo é de leis, não do arbítrio do governante ou de interesses especiais.

Dessa forma, é essencial separar o Estado da pessoa do governante. As instituições de Estado, ainda que sujeitas a algumas orientações políticas, estão vinculadas à aplicação neutra e apartidária da lei.

Isso é especialmente relevante para as agências de aplicação da lei que também têm um papel de controle das ações dos próprios governantes.

É fundamental, assim, para o modelo do estado de direito, garantir a independência das Cortes de Justiça e do Ministério Público.

Também é preciso garantir a autonomia funcional até mesmo de órgãos vinculados ao Poder Executivo.

Os órgãos policiais, por exemplo, encarregados de apurar crimes, por vezes, dos próprios governantes, não podem ficar sujeitos ao arbítrio do mandatário de ocasião. O mesmo raciocínio é válido para vários outros setores nos quais demanda-se a aplicação neutra da lei por agentes públicos, como em matéria fiscal, sanitária ou ambiental.

Os órgãos do Estado, afinal, têm sua atuação regrada pela lei e por finalidade atender o bem-estar comum e não cumprir os caprichos e arbítrios do governante do momento.

Políticos populistas tendem a ignorar tal distinção.

Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado.

Judiciário e Legislativo são inconvenientes quando não se dobram à vontade do Executivo.

Órgãos vinculados ao Executivo devem cumprir acriticamente a pauta do Planalto e estão sujeitos a interferências arbitrárias.

Os exemplos se multiplicam. Radares devem ser retirados das rodovias federais, ainda que isso leve ao incremento dos acidentes e das mortes; agentes de fiscalização ambiental devem ser exonerados se atuarem efetivamente contra o desmatamento ou queimadas; médicos devem ser afastados do Ministério da Saúde pois a pandemia do coronavírus atrapalha a economia, e agentes policiais federais não podem cumprir “ordens absurdas” quando dirigidas contra aliados político-partidários.

O quadro é muito ruim. Mas quero deixar claro: o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda. Manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo. Temos mais coisas em comum do que divergências. Democracia é tolerância e entendimento.

Há espaço para todos. Não há problema na presença de militares no governo, considerando seus princípios e preparo técnico. Não há espaço, porém, para ameaçar o país invocando falso apoio das Forças Armadas para aventuras.

Combater a corrupção continua sendo um objetivo primário para fortalecer a economia e a democracia, mas não se pode fazer isso enfraquecendo as instituições de controle com ameaças e interferências arbitrárias. Tampouco servem a esse objetivo a celebração de algumas questionáveis alianças políticas e a retomada de velhas práticas.

Precisamos no momento de união. Há uma pandemia com número assustador de vítimas. Há a necessidade de planejar e buscar a recuperação econômica.

Para tanto, políticas públicas racionais e previsíveis são imperativas. Crises diárias, ameaças autoritárias, instabilidade, ódio, divisões, nada disso é positivo.

Diante dos recentes questionamentos contra o governo federal, há algumas opções em aberto. Insistir no populismo, que até agora nada ajudou contra a pandemia ou para recuperar a economia, não parece ser o melhor caminho. É melhor, como outros já disseram, “colocar a bola no chão”, agir com prudência, observar a lei, respeitar as instituições, buscar o consenso necessário para combater a pandemia, assim protegendo as pessoas, bem como para recuperar empregos e a economia.

Não é difícil unir as pessoas em um momento de crise e em prol de um objetivo comum, especificamente salvar vidas e empregos e fazer do Brasil um grande país. Para tanto, é necessário fazer a coisa certa, sempre, sem tentações populistas ou autoritarismo. Há tempo para o governo se recuperar e é o que todos desejam. Mas precisa começar, já que a crise é grave e não permite perder mais tempo do que já foi perdido.

Sérgio Moro – ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

29
Maio

Gilberto Dimenstein morre em SP aos 63 anos

Postado às 14:01 Hs

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu, em São Paulo, hoje. A informação foi confirmada pela editora chefe do site Catraca Livre, do qual o jornalista era fundador e proprietário.

Autor de mais de 10 livros, Dimenstein lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas. Em um vídeo postado numa rede social em abril, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida.

Paulistano e de origem judaica, Dimenstein se formou em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista.

Em 1994, publicou “O Cidadão de Papel”, que ganhou os Prêmios Jabuti e Esso de melhor livro de não ficção daquele ano. Na obra, o autor busca mostrar o desrespeito aos direitos humanos na nossa sociedade e apresenta uma rede que une o assassinato de crianças, a violência, a fome e a falta de escola com o desenvolvimento da economia, a crise da educação, a falta de emprego.

O livro discute o papel dos jovens como cidadãos de deveres e direitos, analisa as instituições do país e trata de questões sociais, como a má distribuição de renda e a desigualdade social. A obra também traz reflexões sobre documentos como a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Também escreveu “Aprendiz do Futuro” e “Meninas da Noite”. Ele trabalhou também como colunista no jornal “Folha de S. Paulo” e como comentarista da rádio CBN, dos quais se desligou para se dedicar a um projeto particular, o site Catraca Livre, uma plataforma multimídia de jornalismo educativo que divulga atividades culturais gratuitas em São Paulo.

Na “Folha de S.Paulo”, foi diretor na sucursal de Brasília e correspondente em Nova York. Ao longo da carreira como jornalista, trabalhou também em outros veículos de comunicação, como “Jornal do Brasil”, “Correio Braziliense” e a revista “Veja”. Ficou conhecido pela defesa de direitos nas áreas de educação e de meio-ambiente, nos quais atuava com projetos sociais.

“Rio de Janeiro, 3 de maio de 2020.

Jornalistas agredidos no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Hoje, 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ironicamente mais uma vez jornalistas e profissionais de imprensa do Brasil sofreram agressões verbais e físicas por parte de seguidores do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, manifestantes agrediram com chutes, murros e empurrões profissionais do jornal O Estado de São Paulo.

O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, em uma pequena escada na área restrita para a imprensa, quando foi empurrado por manifestantes, que lhe desferiram chutes e murros. O motorista do jornal, Marcos Pereira, levou uma rasteira. Os profissionais deixaram o local escoltados pela PM. Repórteres foram insultados.

Esses atos violentos são mais graves porque não há, de parte do presidente ou de autoridades do governo, qualquer condenação a eles. Pelo contrário, é o próprio presidente e seus ministros que incentivam as agressões contra a imprensa e seus profissionais.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se solidariza com os agredidos e mais uma vez protesta e chama atenção da sociedade brasileira para a perigosa escalada da agressividade e da violência dos seguidores do presidente Bolsonaro, não só em relação a profissionais de imprensa como a autoridades da República e opositores.”

Cid Benjamim
Presidente da Comissão de Liberdade de imprensa da ABI

01
Maio

Jornalismo Mossoroense de Luto

Postado às 17:18 Hs

Decano do jornalismo vai deixar saudades…

Mossoró perde o jornalista Emery Costa que faleceu nesta sexta-feira (1º) em Natal. Ele estava internado desde o dia 18 de abril e foi diagnosticado com covid-19 no dia 21. Devido ao agravamento do quadro provocado pelo coronavírus, havia sido transferido de Mossoró para Natal. Ele estava internado na UTI do Hospital São Lucas. Emery era portador de diabetes, hipertensão e problemas renais crônicos.

O mossoroense de 74 anos deixa dois filhos. Nossos sentimentos de pesar aos  familiares e amigos.

Por ser um paciente vítima de covid-19 não haverá velório.

O Ministro Luiz Eduardo Ramos pediu à imprensa, nesta quarta-feira (22), que noticie notícias boas durante a pandemia do novo coronavírus.

“Nós, do governo do presidente Jair Bolsonaro, respeitamos muito a liberdade de imprensa e ela é fundamental para o processo democrático de todo o país. Porém, desde o começou dessa crise do coronavírus, nós temos observado uma cobertura maciça dos fatos negativos. Os noticiários entram nos lares brasileiros todos os dias. Com todo respeito, no jornal da manhã é caixão, é corpo. Na hora do almoço, é caixão novamente, é corpo. No jornal da noite, é caixão, é corpo e o número de mortos.”

E acrescentou:

“Eu pergunto a todos: como é que vocês acham que um senhora de idade, uma pessoa humilde se sente com essa maciça divulgação dos fatos negativos? Ninguém está falando que tem que esconder, mas eu peço encarecidamente: tem tanta coisa positiva acontecendo. Vamos começar a divulgar o número de mortos, como vocês divulgam, mas vamos o número de curados. 56% foi curado. Divulguem mais o trabalho maravilhoso dos profissionais de saúde. A mídia brasileira tem um papel fundamental no íntimo, na percepção do povo, para eles se sentirem melhor.”

O ANTAGONISTA

07
abr

Parabéns

Postado às 8:00 Hs

Reflexão  no dia do jornalista

 

Hoje é o dia do jornalista, comemoração oficializada 100 anos depois do assassinado do homenageado, o grande jornalista Líbero Badaró, em 1830. Lembrando que este crime, por motivação política, foi a causa principal da abdicação do trono, por Dom Pedro I.

Quando se fala em jornalismo hoje, temos que colocar o papel desse profissional no seu devido lugar. Ele não é representante de nenhum poder constituído, daí que acho uma bobagem esse negócio de quarto poder. Ainda tem pseudo jornalista que se vale da sua condição profissional para botar banca, achar que pode delinqüir em nome de uma imunidade que não tem e jamais terá.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O jornalista pode atuar em várias áreas ou veículos de imprensa, como jornais, revistas, televisão, rádio, sites, blogues, assessorias de imprensa, entre muitos outros.

Hoje, 7 de abril, é comemorado o Dia do Jornalista.  Nossa página  Parabeniza todos os jornalistas que desempenham a missão de levar com afinco a informação a todos  sem imparcialidades mais com verdades !

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