Os prefeitos de São Paulo, João Doria, e de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, ambos do PSDB, pediram neste sábado, 15, que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deixe em definitivo a presidência da legenda e que o partido mude a configuração da Executiva da sigla.

Os tucanos falaram sobre o tema após participarem da 29.ª edição do programa Cidade Linda em uma rua no limite entre os dois municípios. “Defendo que o (senador) Tasso (Jereissati) seja o presidente efetivo, desde já. E que ele conduza uma convenção nacional em agosto, em Brasília, abrindo espaço para a nova geração de prefeitos da ‘onda azul’ de 2016. Os prefeitos (tucanos) não têm nenhuma representação no Diretório Nacional. Isso não é correto”, disse Doria.

Em seguida, o prefeito da capital “delegou” ao colega Morando a representação dos prefeitos tucanos na Executiva da legenda. “Deleguei nossa representação ao Orlando Morando, que será um grande representante dos prefeitos brasileiros”, afirmou Doria.

Aécio se licenciou da presidência do PSDB após a divulgação de um áudio no qual foi flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, para pagar custos de sua defesa em processo da Operação Lava Jato. O conteúdo da gravação está nas delações premiadas do Grupo J&F. O senador também foi afastado, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, das funções parlamentares, já retomadas.

Tasso assumiu o comando do partido, de forma interina. “Aécio terá a grandeza de saber que não dá mais para ocupar a presidência do partido.

O PSDB está em dívida com a sociedade”, disse Morando. Ele e Doria vão agora conversar com os prefeitos tucanos de Manaus, Arthur Virgílio, e de Porto Alegre, Nelson Marchezan, para selar o acordo sobre a nova estrutura da Executiva. Procurado, Aécio não se manifestou.

Fonte:  O Estado de S.Paulo – Pedro Venceslau

Está em  O Tempo

Três dias depois do juiz Sérgio Moro sentenciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão, o prefeito João Doria chamou o petista de “sem vergonha”, “mentiroso” e a ex-presidente Dilma Rousseff de “anta”, em um evento político na divisa entre a capital e São Bernardo do Campo, cidade que foi berço do PT e onde reside Lula. “O povo de São Bernardo sabe quem é o mentiroso e sem vergonha do Lula”, disse o tucano. “Os petistas não sabem o que é trabalho porque têm o espelho do Lula, que é o espelho da vagabundagem de quem trabalhou oito anos na vida e depois viveu das benesses do poder, dos amigos e do dinheiro de empreiteiras. Nós preferimos acordar cedo e trabalhar”, disse o tucano. Em outro trecho do discurso, Doria disse em tom exaltado que foi o PT “do Lula e da anta da Dilma” que deu ao Brasil “a pior recessão da história”.

MAIORIA SILENCIOSA – “O PT pensa que pode voltar, mas a maioria silenciosa vai ter a oportunidade de manifestar sua posição em 1º de outubro de 2018. É no voto que nós vamos ganhar do PT”, disse Doria. “Seu destino, Lula, está selado. Você vai ver o sol nascer quadrado em Curitiba, mas antes vai ser derrotado pelo voto para acabar com o mito”, completou.

Ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), o prefeito participou da 29º edição do Programa Cidade Linda. Cercados por uma claque de apoiadores, os dois pintaram juntos um muro que estava pichado e plantaram uma árvore.

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O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, foram as principais vozes do PSDB a defender a permanência do partido na base do governo durante reunião da executiva nesta segunda-feira (12), em Brasília. Em um discurso que foi visto como um tom de “campanha” por alguns dos participantes, Doria criticou a divisão do partido: “Nosso inimigo é o PT”, disse. “Não podemos ter medo de defender, esta posição de coragem sempre foi uma marca do PSDB”, disse o prefeito, segundo presentes. Ele criticou ainda a divisão do partido entre “cabeças pretas” e “cabeças brancas”, em relação ao racha entre os mais jovens, maiores defensores do desembarque, e os mais velhos, que vêm pregando a continuidade da aliança com o PMDB de Michel Temer.
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Para o prefeito João Doria, a “hora de atacar” não chegou para o PSDB. O inimigo, segundo ele, é antigo. “É preciso ter a compreensão do momento certo de atacar e saber quem é o inimigo. O nosso inimigo é o PT, o inimigo do Brasil.” A declaração foi dada em reunião no Diretório Estadual do PSDB na noite desta segunda-feira (5), para tratar o eventual desembarque do governo de Michel Temer (PMDB), cujo julgamento da chapa presidencial que fez parte em 2014 começa nesta terça (6) no Tribunal Superior Eleitoral. Doria afirmou que não cabe tomar decisões neste momento. “Temos amanhã um julgamento e precisamos confiar na Justiça.” “O fácil para o prefeito de São Paulo era não vir. Para que vou me expor? Mas esse não é o João Doria, o João Doria é guerreiro”, continuou. “Muitas vezes, pelas boas causas, a precipitação pode levar a fragilização de um guerreiro. Pode condenar um exército vitorioso à derrota.”

Já há conversas adiantadas para que a eventual candidatura presidencial do prefeito de São Paulo, João Doria, seja bancada por uma chapa formada por PSDB, PMDB, PSD e DEM, segundo a Coluna do Estadão.

O sonho de consumo de aliados próximos do prefeito é atrair o apoio do PSB para a vaga de vice. O nome do partido considerado ideal para o posto é o de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fugiu do tom até então habitual em suas declarações quando questionado sobre a sucessão de 2018, e disse, em Nova York, que o candidato de seu partido à Presidência será “aquele que a população desejar”.

“O PSDB não vai fugir dessa missão. Será candidato do PSDB aquele que tiver melhor posição perante a opinião pública. Aquele que representa o interesse popular. Para ser competitivo, para vencer as eleições, vencer o PT, vencer o Lula”, afirmou.

Habitualmente, Doria vinha sempre defendendo a candidatura de Geraldo Alckmin, seu padrinho político, fragilizado após delatores da Odebrecht o acusarem de receber caixa 2.

Doria, que tem tido o nome cada vez mais citado como possível candidato ao Planalto, é o tucano mais bem posicionado, ainda que dentro da margem de erro, em pesquisa Datafolha divulgada em abril. Ele chega a 9% das intenções, contra 6% do governador.

Por Carlos Newton

A notícia de que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) ainda tentam costurar um acordo de salvação para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações, tem de ser considerada Piada do Ano. O mais incrível é que essa articulação esteja sendo conduzida pelos indefectíveis Nelson Jobim e Gilmar Mendes, que parecem não ter medo do ridículo. Não é possível que não haja quem comunique a esses senhores dos anéis que tudo já acabou. A delação da Odebrecht está criando um marco na História do Brasil. A partir de agora, vai terminar a chamada Velha Política, para dar lugar a uma Nova Política. É isso que está acontecendo, tudo desmorona em torno deles, mas FHC, Lula e Temer fingem que ainda estão em terra firme.

E ainda vêm aí as delações da OAS e do ex-ministro Antonio Palocci, assim como as prisões de Lula da Silva, Guido Mantega e até mesmo de Dilma Rousseff, que, em seus delírios, pensa que tem corpo fechado na encruzilhada da corrupção, mas pode acabar punida pelo conjunto da obra.

ESQUERDA DIZIMADA – O resultado dos 30 anos de corrupção (no dizer de Emilio Odebrecht, maior especialista do país) é a dizimação da esquerda, o fortalecimento da direita e a possibilidade de uma intervenção militar, que existe mesmo, não é mais uma simples quimera. O que hoje salva a democracia brasileira é o relógio, porque as eleições gerais ocorrerão dentro de um ano e meio. Os militares estão dispostos a esperar, para ver como é que fica, até mesmo porque, desta vez, eles têm até candidato castrense (nada a ver com Fidel Castro, muito pelo contrário).

A eleição de 2018 terá 37 partidos inscritos e todos eles podem lançar candidatos à sucessão. Vai ser uma festa, as opções serão múltiplas, com segundo turno na certa, mas Lula não será candidato, porque até lá o juiz Sérgio Moro já terá cumprido seu dever, se é que não o fará no próximo dia 3, de corpo presente, no depoimento/velório do ex-presidente petista.

QUEM SERÁ ELEITO? – Tudo indica que a vitória será de um candidato conservador. Os envolvidos na Lava Jato não levam chance, serão dizimados no horário gratuito, caso insistam em concorrer. Entre os pré-candidatos que sobram na política tradicional, há senadores em exercício, como Álvaro Dias (PV-PR), Roberto Requião (PMDB-RJ) e Cristovam Buarque (PPS-DF), que já concorreu uma vez, quando estava no PDT.

A crise política, é claro, aumenta as chances do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que já se converteu a uma seita evangélica, foi batizado no Rio Jordão pelo Pastor Everaldo Pereira e pode ganhar votos de muito fiéis.

E se esgotam aí as possibilidades de candidaturas de parlamentares que não foram envolvidos na Lava Jato e estão livres do contágio da febre amarela política.

CIRO, MEIRELLES E DÓRIA – Nessa equação eleitoral pós-Lava Jato, sobram apenas mais três pré-candidatos à Presidência: Ciro Gomes, do PDT, Henrique Meirelles, do PSD, e João Doria, do PSDB.

O destrabelhado Ciro Gomes dificilmente se elege, porque é autocarburante, pega foto à toa e tem a capacidade de se consumir sozinho. Já o ministro Meirelles é perigoso, porque tem apoio dos banqueiros e das grandes corporações nacionais e estrangeiras, que contam incondicionalmente com ele, não faltará dinheiro à campanha de Meirelles. E surge, ainda, a estonteante candidatura de João Doria, que é uma mistura de Jânio sem cachaça e de Collor sem cocaína. Sem a menor dúvida, pode se tornar um Donald Trump à brasileira.

08
abr

Eleições 2018

Postado às 13:34 Hs

Dória fechado com Alckmin 

Visto como uma reserva estratégica do PSDB para disputar à Presidência da República em 2018, o prefeito de São Paulo, João Dória, se esquivou a falar sobre sucessão presidencial. Em entrevista ao programa de Mário Sérgio Conti, o tucano disse que foi eleito para ser prefeito da capital paulista e que sua atenção agora estaria em apenas isso. “A melhor contribuição que eu posso dar à democracia brasileira é ser um bom prefeito para a cidade de São Paulo”, afirmou.

Sobre ter o nome cotado para as eleições presidenciais de 2018, Doria reafirmou que seu candidato à Presidência é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Tenho por dever de lealdade ao governador Geraldo Alckmin”, declarou. “Alckmin e Fernando Henrique Cardoso me disseram que a vida na política não é você que determina, é o povo. São as circunstâncias populares. Neste momento, o meu candidato é o Geraldo Alckmin”, acrescentou.

Ao longo de toda entrevista, preferiu tratar de questões exclusivas da sua gestão. Disse, por exemplo, que não avaliou bem a relação entre grafiteiros e muralistas com pichadores da Avenida 23 de Maio. A gestão Doria apagou vários grafites dos muros da avenida alegando que eles estavam pichados.

“Quando determinamos a recuperação da Avenida 23 de maio não avaliamos bem a relação dos pichadores com grafiteiros e muralistas. Grafiteiros já foram pichadores. Pichadores são agressores. Não sabíamos quão próxima era essa relação. Pichadores ameaçam os grafiteiros, porque a arte dos grafiteiros é arte de rua”, afirmou.

E acrescentou: “Deveriamos ter avaliado melhor como fazer aquilo. “Deveríamos ter fotografado as artes que estavam pichadas e com eles ter feito o trabalho e não à revelia ainda que as obras estavam pichadas. Avaliamos mal”, destacou o prefeito, lembrando que oito painéis continuam no local. “Todo aprendizado exige um pouco de dor”, destacou.

Doria disse ainda que vai promover a partir de 2 de maio um programa de recapeamento das vias da cidade e que conseguiu com empresas que fazem este serviço um trabalho de asfaltamento de 200 mil m² de vias. “Vão asfaltar a Avenida Paulista inteira”, afirmou. “São Paulo tem um desastre nas ruas e avenidas, uma das mais esburacadas do Brasil, o asfalto parece um tabuleiro da baiana.”

O prefeito disse ainda que até 30 de abril as empresas que participam das ações de zeladoria do Programa Cidade Linda vão fazer os trabalhos sem custos à Prefeitura. “Conseguimos mais de R$ 256 milhões de contribuições gratuitas à cidade de São Paulo.”

Fonte: Blog do Magno

Acostumado a decisões ditadas por seus caciques, o PSDB está diante de uma situação sui generis após 28 anos de existência. Pela primeira vez, uma pré-candidatura tucana à Presidência está sendo articulada fora do controle das tradicionais lideranças do partido. Aliados dos senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e do governador Geraldo Alckmin já admitem não ter como frear o movimento em favor do prefeito de São Paulo, João Doria, para a vaga de presidenciável. Com a disputa em aberto, o que mais preocupa neste momento é o que tem sido chamado de efeito colateral imediato da ascensão de Doria. Ao não perder uma oportunidade de se contrapor ao PT e ao ex-presidente Lula em compromissos de governo e em redes sociais, o prefeito começa a ocupar um espaço político deixado vago pelo triunvirato tucano (Aécio, Serra e Alckmin), hoje mais focado nos desdobramentos da Lava-Jato do que no enfrentamento político.

— Se ele virar 2018 com essa popularidade, fica muito forte — afirmou um deputado do grupo de Aécio. Até recentemente os únicos cotados para a disputa interna no PSDB, Aécio, Serra e Alckmin têm consciência, segundo aliados, de que nada podem fazer para “segurar” Doria.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tentou na semana passada conter a onda em favor do prefeito dentro do partido, quando disse, em entrevista ao GLOBO, que “credibilidade não é igual à popularidade”. Mas a atitude só fez aumentar a campanha pró-Doria na internet, e FH virou alvo de uma campanha difamatória depois que o prefeito reagiu dizendo que o líder tucano já havia errado prognósticos em relação a ele duas vezes. O ex-presidente chegou a ser taxado de “frouxo” na internet.

— Ele (FH) falou o que estava engasgado na garganta de muita gente no partido, mas dificilmente surtirá resultado porque o apoio ao Doria está sendo organizado além das fronteiras do partido — avaliou um deputado ligado a Serra.

A pré-candidatura do prefeito estreante tem apoio do Movimento Brasil Livre (MBL) e de empresários. Ele repete à exaustão que seu candidato a presidente é Alckmin. Doria foi a FH semanas atrás reafirmar a lealdade ao governador. Mas é difícil encontrar no PSDB quem acredite nisso, porque a campanha em favor dele corre solta sob às barbas do próprio. Até um grupo no WhatsApp de integrantes do gestão Doria para troca de informações de governo passou a ser espaço para compartilhar mensagens simpáticas a uma pré-candidatura do prefeito.

 

Fonte: O Globo

 

Via Folha de S.Paulo

A possibilidade de o PSDB lançar a candidatura de João Doria à Presidência em 2018 ganha terreno na cúpula do partido, inclusive na ala ligada ao senador Aécio Neves, outro nome posto para a disputa do ano que vem. Dirigentes da sigla –entre eles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – trabalham com a hipótese de Doria como uma espécie de plano B para a corrida presidencial, caso sejam confirmados o conteúdo de depoimentos de ex-executivos da Odebrecht e seus impactos.

Segundo um amigo de FHC, o ex-presidente está “atento a Doria”, assim como aliados do senador mineiro. Tucanos ligados a Aécio já procuraram o prefeito para a pavimentação de pontes.

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (BA), por exemplo, viajou a São Paulo no dia 17 de março para um almoço particular com Doria

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