31
out

Comportamento da nossa economia…

Postado às 23:50 Hs

Pela quinta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (31) a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão depois das eleições presidenciais. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom, composto pelo presidente e pelos diretores do BC, informou que existe chance de a inflação voltar a subir caso haja “frustração de expectativas sobre a continuidade das reformas e dos ajustes necessários na economia brasileira”. Segundo o texto, esse risco pode piorar caso haja turbulências internacionais que afetem economias emergentes. Segundo a nota, no entanto, “o grau de assimetria do balanço de riscos” diminuiu em relação à última reunião, em setembro.

Dólar

A cotação da moeda norte-americana encerrou o mês de outubro em queda acumulada de 7,80%, a maior baixa mensal desde junho de 2016. Apesar da queda no mês, o dólar fechou o último pregão em alta de 0,85%, cotado a R$ 3,7227 para venda.

O Ibovespa, índice da B3, fechou hoje (31) em alta de 0,62%, com 87.423 pontos. As ações da Vale foram destaque no fechamento do mês, com valorização no pregão de hoje de 5,27%. Os papéis das demais companhias terminaram em queda, com Petrobras com menos 1,39%, Itau com desvalorização de 0,48% e Bradesco com queda de 1,29%.

01
ago

BC mantém taxa de juros em 6,5% ao ano

Postado às 22:43 Hs

O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter nesta quarta-feira (1º) a taxa básica de juros da economia em 6,5%, na mínima histórica.

A decisão foi unânime e era esperada por 36 dos 38 economistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg. Essa é a terceira manutenção seguida da Selic, após ao Banco Central pegar o mercado de surpresa e encerrar em maio o ciclo de cortes.

“Indicadores recentes da atividade econômica refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que aquele esperado antes da paralisação”, disse o BC em comunicado. O anúncio do BC se dá após a aceleração da inflação em junho, devido à paralisação de caminhoneiros, e fortalecimento do dólar ante o real. Esses fatores, no entanto, trouxeram certo alívio em julho.

O IPCA, índice oficial de inflação, teve alta de 1,26% em junho, a maior para o mês desde 1995, mas o IPCA-15 de julho (prévia da inflação) já desacelerou para 0,64%. “A inflação do mês de junho refletiu os efeitos altistas significativos da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos.

Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras no cheque especial e no cartão de crédito caíram novamente em maio. Segundo os dados divulgados pelo BC (Banco Central) na última quarta feira (27.jun.2018), os juros do cartão de crédito rotativo caíram de 328,6% ao ano, em abril, para 303,6% ao ano, em maio. É o 2º mês consecutivo de queda.

A taxa de juros regular, aplicada quando o cliente paga a fatura dentro do prazo de vencimento ou paga o valor mínimo de 15%, caiu na passagem de abril para maio, de 248,1% para 243% ao ano. Já os juros na modalidade não regular (aplicados quando o valor mínimo da fatura não é pago) caíram de 385,2% ao ano em abril para 346,1% ao ano em maio.

Segundo os dados divulgados pelo BC, as taxas de juros do cartão de crédito parcelado também apresentaram queda. Passaram de 171,9% ao ano para 165,5% ao ano. As alterações nas regras do cartão de crédito aprovadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) entrarão em vigor a partir de junho. Entre as mudanças, está a criação de 1 limite para os juros cobrados de clientes que não conseguirem pagar o mínimo da fatura ou ficarem inadimplentes. Os bancos também poderão fixar o percentual mínimo de pagamento da natural mensal.

As contas do setor público consolidado, que englobam governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram déficit primário de R$ 25,135 bilhões em março, informou o Banco Central (BC), hoje. É o pior resultado para meses de março de toda a série histórica do BC, iniciada em 2001. Isso significa que a soma das despesas desses entes superou a das receitas com impostos e contribuições em R$ 25,1 bilhões no mês passado. Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

Após a confirmação da inflação mais baixa, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 21, o 12º corte consecutivo dos juros básicos da economia. A taxa Selic caiu 0,25 ponto porcentual e passou de 6,75% para 6,5% ao ano – o menor nível desde sua criação em 1996.

 O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável pela decisão, também deixou aberta a possibilidade de um novo corte na próxima reunião, daqui a 45 dias, no dia 16 de maio.
Em comunicado divulgado junto da decisão, os técnicos do BC dizem que “o Comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional. O Comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas”. Essa visão, contudo, pode mudar, dependendo do cenário econômico. “Para a próxima reunião (a chance de queda nos juros) pode se alterar e levar à interrupção do processo de flexibilização monetária, no caso dessa mitigação se mostrar desnecessária”, diz a nota.

Em fevereiro, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7,00% para 6,75% ao ano, no 11º corte consecutivo. Na ocasião, o grupo sinalizou que uma nova redução poderia ocorrer em março apenas se o cenário melhorasse e o risco diminuísse.

Desde então, as apostas do mercado mudaram bastante desde o encontro de fevereiro. Naquela ocasião, o comunicado sinalizava, segundo os economistas, que o Banco Central deveria ter encerrado o ciclo de queda da Selic.

Mas, no dia seguinte, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou bem abaixo das expectativas no mercado e reacendeu entre as instituições a possibilidade de nova queda em março, agora confirmada. Isso porque o BC havia colocado justamente a manutenção da inflação baixa como uma condicionante que possibilitaria a continuidade dos cortes neste mês. Depois, a ata, segundo economistas, reforçou a possibilidade de nova flexibilização monetária.

Fonte: Estadão

 

Em um mês tradicionalmente marcado por despesas com educação e com o pagamento de impostos, os brasileiros voltaram a sacar recursos da caderneta de poupança. Em fevereiro, a retirada líquida (saques menos depósitos) somou R$ 708,12 milhões, divulgou hoje (6) o Banco Central (BC). Nos dois primeiros meses de 2018, os saques superaram os depósitos em R$ 5,91 bilhões.

Pelo quarto ano seguido, segundo o BC, os investidores retiraram a mais do que aplicaram na caderneta de poupança em fevereiro. A saída de recursos em 2018, no entanto, foi menor que em outros anos. A retirada líquida tinha chegado a R$ 6,3 bilhões em fevereiro de 2015, R$ 6,6 bilhões em fevereiro de 2016 e R$ 1,67 bilhão em fevereiro de 2017.

Com inflação sob controle e a atividade econômica ainda lenta, a taxa básica de juros do Brasil caiu para o menor patamar desde que a Selic passou a ser usada como referência para a política monetária, em 1996. O Banco Central (BC) reduziu na noite de hoje, a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7% para 6,75% ao ano. Foi o 11º corte consecutivo.

O anúncio dos técnicos do BC atendeu expectativas do mercado, que não conseguia vislumbrar outra coisa desde que em dezembro do ano passado o mesmo colegiado tinha derrubado a Selic em 0,50 ponto porcentual, sinalizando o novo corte de hoje na decisão de então.

Tanto é assim que, de um total de 72 instituições consultadas antes do anúncio do BC pelo Estadão/Broadcast, 69 esperavam corte de 0,25 ponto porcentual da Selic hoje. Uma casa projetou corte de 0,50 ponto porcentual, para 6,50% ao ano, e duas instituições esperavam pela manutenção da Selic em 7,00% ao ano.

22
dez

Nas alturas…

Postado às 15:12 Hs

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura em dia continuou a cair, em novembro. A taxa chegou a 218,3% ao ano no mês passado, com redução de 2,8 pontos percentuais em relação a outubro, de acordo com dados divulgados hoje (22), em Brasília, pelo Banco Central (BC).  Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura caiu 3,2 pontos indo para 410,4% ao ano, em agosto. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 333,8% ao ano, com queda de 4,2 ponto percentual em relação a outubro. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta quinta-feira, 14, a revisão dos parâmetros macroeconômicos da pasta para este e para o próximo ano. Para 2017, a estimativa oficial da equipe econômica para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 0,5% para 1,1%. No último Boletim Focus do Banco Central, a mediana das avaliações dos analistas de mercado apontava para uma alta de 0,91% neste ano.

“O PIB caiu muito em 2016 e está subindo bastante em 2017. Mesmo que haja uma ascensão grande este ano, há um carregamento do ano passado que influencia a média para baixo”, explicou o ministro da Fazenda.

Ele voltou a dizer que as empresas e famílias começaram o processo de desalavancagem no segundo semestre do ano passado, ao mesmo tempo em que houve a descompressão da política monetária pelo Banco Central.

Por Vicente Nunes / Correio Braziliense

O Banco Central está diante de um bom problema e não será nenhum desgaste para a instituição divulgar uma carta à nação explicando as razões se a inflação deste ano fechar abaixo de 3%, o piso da meta fixada em lei. Essa é a visão do economista Carlos Eduardo de Freitas, que, por duas vezes, foi diretor da instituição. “É melhor explicar que a inflação ficou abaixo do piso da meta do que ter de justificar o porquê de o custo de vida ter estourado o teto da meta”, afirma Freitas.

Na opinião dele, em vez de criticar o BC, o governo deveria aproveitar o momento de mudança estrutural na inflação e nas taxas de juros para reduzir para 3% a meta a ser perseguida pelo BC.

REDUÇÃO GRADUAL – Neste ano e no próximo, o centro da meta de inflação é de 4,5%. Em 2019, foi fixado em 4,25% e, em 2020, em 4%. “É preciso continuar nesse caminho de redução gradual. Uma meta de inflação de 3% é mais do que razoável”, ressalta o economista. Para ele, a meta inflacionária do país está ainda distante da registrada nos países emergentes, de 3%.

Freitas ressalta que as surpresas positivas da inflação decorrem, principalmente, dos preços dos alimentos.  Nos 12 meses terminados em agosto de 2016, esses produtos acumulavam alta de quase 17%. Nos 12 meses finalizados em agosto deste ano, há uma queda acumulada superior a 5%. “Foi muito forte a virada. E não podemos esquecer os o grupo alimentação responde por quase 25% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Qualquer movimento nesse grupo de preços faz a diferença”, ressalta.

Para o ex-diretor do BC, nem mesmo o fato de o Ministério da Fazenda não ter conseguido conter o aumento de gastos públicos impediu a retomada do controle da inflação. “Temos espaço para levar a taxa básica de juros (Selic) para até 7% ao ano”, frisa.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (6) baixar os juros básicos da economia brasileira de 9,25% para 8,25% ao ano. Foi o oitavo corte seguido na taxa Selic. Com a decisão, que confirmou a expectativa dos economistas do mercado financeiro, o BC manteve o ritmo de redução de um ponto percentual verificado na última reunião, realizada no fim de julho. Em 8,25% ao ano, os juros recuam ao menor nível desde julho de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro anos. A previsão dos economistas das instituições financeiras é de que a taxa básica de juros continue a recuar nos próximos meses e chegue a 7,25% ao ano no final de 2017 – o menor patamar da história.

Por Pedro do Coutto

Numa entrevista a Mariana Carneiro, Marli Prado e Ricardo Baltazar, Folha de São Paulo deste sábado, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o consumo, e não o investimento, puxou a recuperação lenta da economia nos últimos meses, acentuando ter sido interrompido o ciclo de uma profunda recessão herdada pelo governo Michel Temer. A afirmação do presidente do Banco Central impressiona, a meu ver, por sua incursão no reino da mágica, isso porque um alta taxa de desemprego e retração dos salários, como é que o consumo pode subir ao ponto de influir na aceleração da economia? Esta pergunta deve ser respondida prelo autor da tese, que também recorreu à influência do saque das contas inativas do FGTS.

 ALGO EPISÓDICO – Mesmo aceitando como válida a explicação, é importante considerar que o saque do FGTS é algo episódico, não podendo, portanto, ser analisado como um fator permanente da recuperação econômica. O próprio presidente do BC sustenta que a confiança na recuperação da economia não tem impulsionado a atividade como se pensava no início do ano. Acrescentou que a capacidade ociosa permanece muito grande e que a economia ainda se recente dos erros cometidos pelo governo Dilma Rousseff. A que capacidade ociosa se refere ele? Não pode ser a redução da força de trabalho refletida na existência de quase 14 milhões de desempregados.

Acrescentou também que a economia se recente do excesso de gasto, de empréstimos e de endividamento das pessoas. Endividamento que, como foi divulgado esta semana, envolve 56 milhões de pessoas. Mas neste ponto mais uma contradição: se houve excesso de gastos, como apresentar positivamente o crescimento do consumo. Mas esta é outra questão. Os gastos do governo são uma coisa. As despesas da população outra. Há que separar os dois planos. Para os gastos do governo tem que se incluir o desembolso com o pagamento de juros da dívida interna.

 RECEITA EM QUEDA – Mas as dificuldades não preocupar o presidente do BC. Por falar em banco, uma revelação importante. Reportagem de Eduardo Rodrigues e Idiana Tomzelli, O Estado de São Paulo, também de sábado, destaca a queda da arrecadação de tributo federais no mês de julho. Foi de 109,9 bilhões de reais menor na escala de 0,3% do que a do mês anterior. O principal fator do recuo da receita, incluindo a correção inflacionária, decorre do recolhimento menor do Imposto de renda da empresas, principalmente dos bancos. O recolhimento dos bancos, pela lei, tem base nas estimativas para seus resultados no mês seguinte. Pela retração, parece que as expectativas não são favoráveis. Mas como acreditar nisso se os bancos fecharam seus balanços com lucros muito altos, como foi o caso do Itaú e do Bradesco?

Entretanto como a base do imposto, para eles, está na expectativa, é possível que tais expectativas não se concretizem na prática. Mas valem para o cálculo do imposto a pagar.

17
abr

Melhorou…

Postado às 14:42 Hs

Economia do Brasil cresce 1,3% em fevereiro, diz Banco Central

A economia brasileira voltou a crescer. Nas contas do Banco Central, a expansão foi de 1,3% em fevereiro. A previsão dos analistas para o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), divulgado na manhã desta segunda-feira pela autarquia era uma alta de 0,6%.

O BC revisou o dado de janeiro de uma queda de 0,26% para uma alta de 0,62%. Isso reflete uma revisão intensa dos dados referentes a janeiro nos setores de serviço e comércio divulgados pelo IBGE se deu por causa de uma mudança metodológica que segue as normas internacionais.

Na semana passada, o IBGE informou que o varejo brasileiro registrou expansão de 5,5% em janeiro, na comparação com dezembro, em vez da retração de 0,7% que havia sido anteriormente informada. Nesta quinta-feira, o instituto revisou o número de janeiro para o setor de serviços, de uma queda de 2,2% para uma alta de 0,2%.

22
fev

Copom deve fazer novo corte nos juros

Postado às 12:31 Hs

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) irá decidir hoje (22) a taxa básica de juros da economia, a Selic. A expectativa do mercado financeiro é de um novo corte de 0,75 ponto percentual, o que levaria a Selic, atualmente em 13% ao ano, para 12,25% ao ano. O próprio BC sinalizou que o ritmo de corte de juros, de 0,75 ponto percentual, implementado na reunião do Copom de janeiro, seria mantido neste mês. Há quem preveja uma redução maior: de um ponto percentual, para 12% ao ano. A decisão será anunciada após Às 18h de hoje (22).

Nas últimas semanas, a inflação e as expectativas do mercado recuaram mais fortemente e, por isso, alguns analistas passaram a prever uma redução maior no Selic nesta semana. Independente de cair para 12,25% ou 12% ao ano, os juros chegariam ao menor patamar desde o início de 2015 – quando estavam em 11,75% ao ano – , ou seja, em dois anos. Os analistas preveem que o Copom continuará a reduzir o Selic nos próximos meses e que a taxa chegará a 9,5% ao fim de 2017.

06
fev

Registro

Postado às 22:12 Hs

Poupança perde R$ 10,8 bilhões e tem 2º pior janeiro da história

A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 10,735 bilhões em janeiro, segundo pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995, divulgou o Banco Central nesta segunda ­feira (6). O dado veio só não veio mais fraco que janeiro do ano passado, quando houve saída líquida de R$ 12,032 bilhões.

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a perda líquida foi de R$ 8,716 bilhões, ao passo que na poupança rural os saques superaram os depósitos em R$ 2,020 bilhões. O estoque da caderneta recuou ao final de janeiro para R$ 658,567 bilhões. Em janeiro de 2016, era de R$ 648,641 bilhões.

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (11) o terceiro corte seguido na taxa básica de juros da economia brasileira, de 13,75% para 13% ao ano.

 O corte, de 0,75 ponto percentual, é o maior em quase cinco anos – a última vez que a Selic teve queda semelhante foi em abril de 2012, quando passou de 9,75% para 9% ao ano. A decisão mostra que o BC decidiu acelerar o ritmo de redução da taxa de juros em meio às previsões de que a retomada do crescimento da economia brasileira pode demorar mais para acontecer e aos sinais de desaceleração da inflação. Mais cedo nesta quarta, o IBGE divulgou que a inflação fechou o ano de 2016 em 6,29%, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que era de 6,5%.

Com a decisão, a Selic recua ao menor patamar desde o fim de abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano. O corte promovido pelo BC foi maior que o esperado pela maioria dos economistas do mercado financeiro, que apostava em 0,50 ponto percentual. Os analistas das instituições financeiras ouvidos pelo BC preveem que, nos próximos meses, o Copom continuará a reduzir a Selic, que chegaria a 10,25% ao ano no final de 2017.

 

Decisão

Segundo o Banco Central, a decisão do comitê foi unânime e sem viés. Em comunicado divulgado logo após a reunião, o Copom informou que avaliou a alternativa de reduzir a taxa básica de juros para 13,25% e sinalizar uma intensidade maior de queda para a próxima reunião, mas que o cenário atual de inflação e de atividade econômica aquém do esperado tornou apropriado antecipar o ciclo.

“Entretanto, diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização”, diz o comunicado. Para o comitê, a convergência da inflação para a meta de 4,5% em 2017 e 2018 é compatível com intensificação da flexibilização monetária em curso.

O BC afirmou ainda que a extensão do ciclo e possíveis revisões no ritmo de flexibilização “continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco”, como as incertezas do mercado externo, o processo de desinflação de alguns componentes do IPCA e o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia. O comunicado afirma, no entanto, que a inflação recente continuou mais favorável que o esperado e que a atividade econômica mais fraca pode produzir desinflação mais rápida que as previstas nas projeções. A autoridade monetária cita que o Focus – pesquisa do BC com economistas do mercado financeiro – recuou a previsão de inflação de 2017 para 4,8% e a manteve ancoradas ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes. O BC menciona ainda que o processo de encaminhamento e aprovação das reformas fiscais têm sido positivos até o momento.

 

Inflação x atividade

O aumento da Selic, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. O objetivo é encarecer o crédito para reduzir o consumo no país. Juros altos, no entanto, prejudicam a atividade econômica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.

Isso aconteceu a partir de outubro, quando o Copom passou a promover cortes na Selic tendo em vista as indicações de que o IPCA, a inflação oficial do país, caminhava para dentro da meta de 2016 perseguida pelo BC. Segundo o IBGE, o IPCA, que em 2015 havia acumulado alta de 10,67%, desacelerou para 6,29% em 2016. Apesar da queda, a inflação ficou próxima do teto da meta do ano passado perseguida pelo Banco Central (6,5%) e ainda distante do centro da meta, que era de 4,5%.

 

28
nov

Que aconteça…

Postado às 10:40 Hs

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção de inflação pela terceira vez seguida. A estimativa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 6,80% para 6,72%. Para 2017, a estimativa é mantida em 4,93% há duas semanas. As estimativas fazem parte de pesquisa feita pelo BC ao mercado financeiro sobre os principais indicadores econômicos. As projeções ultrapassam o centro da meta que é de 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano, e 6% em 2017. A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, piorou ao passar de 3,40% para 3,49%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi alterada de 1% para 0,98%.
07
nov

Uma boa notícia

Postado às 9:33 Hs

Mercado financeiro prevê inflação abaixo de 5% em 2017.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) mantiveram a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 6,88% este ano. Para 2017, a estimativa caiu de 5% para 4,94%.

As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano e 6% em 2017. É o que informa o Boletim Focus divulgado sempre às segundas-feiras pelo Banco Central, em Brasília.

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, passou de 3,30% para 3,31%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi ajustada de 1,21% para 1,20%.

O mercado financeiro manteve as expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, em 13,50% ao ano, ao final de 2016, e em 10,75% ao ano no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Agência Brasil

 

 

 

out 22
quinta-feira
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