O ex-juiz Sergio Moro anunciou nesta quinta-feira (31/3) que não vai disputar a Presidência da República. A confirmação da saída de Moro da corrida presidencial ocorreu logo após sua filiação ao partido  formalizada nesta tarde.

“O Brasil precisa de uma alternativa que livre o país dos extremos, da instabilidade e da radicalização. Por isso, aceitei o convite do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, para me filiar ao partido e, assim, facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única.

A troca de legenda foi comunicada à direção do Podemos, a quem agradeço todo o apoio. Para ingressar no novo partido, abro mão, neste momento, da pré-candidatura presidencial, e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor”.

Metrópoles

Reprodução

Há tempos não se via um 31 de março tão agitado. Depois de João Doria dizer a aliados que não vai mais concorrer à Presidência da República, outro que anunciará seu destino nas próximas horas é Sergio Moro (Podemos). O ex-juiz decidiu aceitar o convite de Luciano Bivar e se filiar à União Brasil.

Bivar tem conversado também com Doria, Eduardo Leite e Simone Tebet sobre a candidatura única do chamado Centro Democrático. A condição prévia é que todos abandonem suas pré-candidaturas neste momento e passem a trabalhar em prol de um projeto comum.

O candidato à Presidência seria escolhido dentro de dois ou três meses, seguindo critérios a serem estabelecidos, não apenas a liderança nas pesquisas. Na segunda-feira, Moro jantou com Bivar e ensaiou um gesto de desprendimento ao dizer que o cacique “seria um ótimo vice ou cabeça de chapa“. É um terremoto político.

O Antagonista

Foto: Instagram / Reprodução

O ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, pré-candidato do Podemos à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (21) que um dos motivos que o levaram a disputar as eleições de 2022 foi a atuação do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) no grupo “Muda Senado”.

Em entrevista à rádio Difusora, de Mossoró, Moro rasgou elogios à atuação do senador potiguar e manifestou apoio a uma eventual candidatura de Styvenson a governador do Rio Grande do Norte nas próximas eleições, embora tenha ressaltado que esta será uma decisão do partido no Estado.

“Essa decisão (se Styvenson será candidato) ainda vai ser tomada. O Podemos no Rio Grande do Norte vai ter essa reflexão, vai tomar essa decisão. O que posso dizer é que um dos motivos que me fez voltar para a vida pública e colocando meu nome à disposição foi o bom exemplo que a gente via no grupo chamado Muda Senado. Um grupo de senadores, vários deles do Podemos. Entre eles tinha o senador Styvenson, que acho que honra o estado do Rio Grande do Norte por sua atuação em Brasília”, enfatizou Moro. O ex-juiz da Lava Jato ressaltou que eleger políticos como Styvenson pode ajudar na reconstrução do País.

“Esse tipo de pessoa, esse tipo de gente, é que a gente precisa encontrar cada vez mais dentro da nossa política. As pessoas reclamam da política, e com razão. Eu mesmo faço isso. Se gente boa não entrar na política para mudar esse país, para virar esse jogo de pobreza, baixo crescimento econômico, tristeza, corrupção… Se gente boa não se dispor a fazer isso, a gente não muda esse país. Essa decisão vai ser tomada no RN”, concluiu.

98FM

Reprodução

Pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro, afirmou, hoje, que irá indicar juízes “terrivelmente contra corrupção” para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) durante eventual governo. Em entrevista à Jovem Pan, o ex-juiz disse que irá assegurar a autonomia do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal.

A expressão “terrivelmente” faz referência à indicação de André Mendonça à Suprema Corte. Em julho do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse indicaria um ministro “terrivelmente evangélico” ao STF. Mendonça é pastor presbiteriano.

“A gente vai nomear para o Supremo Tribunal Federal juízes terrivelmente contra a corrupção. Gente firme contra a corrupção”, disse. O ex-juiz afirmou também que a “culpa” do enfraquecimento do combate à corrupção não é exclusiva de Bolsonaro. Segundo Moro, o Congresso e o STF atuaram com “cumplicidade” nesse processo.

Para Moro, o STF anulou as condenações de Lula (PT) “com base em coisas que ninguém entende”. Ex-ministro da Justiça disse que essas decisões do STF colaboram com a mensagem de que o “crime compensa”.

 Portal Poder 360.

Em evento de filiação de parlamentares e militantes do MBL (Movimento Brasil Livre) ao Podemos nesta quarta-feira em São Paulo (26), o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) criticou a aproximação entre o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao pregar o caminho da terceira via, também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) enganou a população. Arthur do Val, membro do MBL, deve concorrer ao Governo de São Paulo pelo Podemos. E foi elogiado por Moro. “A gente precisa ter uma cara nova. Alguém jovem, mas maduro para dar um novo rumo para o Estado. Não é possível que a cada quatro anos nós tenhamos sempre as mesmas coisas”, disse Moro. EFEITO ALCKMIN – “Quando a gente vai ver no fundo, como hoje tem esse movimento do ex-governador Alckmin em direção do PT, será que é tão diferente assim? Então a gente precisa ter realmente uma cara nova”, seguiu no discurso. “Está na hora de acabar com essa história de a cada quatro anos ficar pensando entre PSDB e PT. Agora a gente está vendo que o PT está ameaçando voltar para São Paulo, não é só no país que isso é um risco”, completou.
24
jan

[ Ponto de Vista ] Moro tem que mirar Lula

Postado às 8:52 Hs

Se for bem orientado – não sei até o momento quem é o seu marqueteiro – o ex-juiz Sérgio Moro, pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, escolheria Lula agora e no curso da campanha para o debate na tentativa de quebrar a polarização que se observa hoje entre o petista e Bolsonaro. Ofereceria ao País o notável confronto do algoz contra o réu, do carrasco frente à “alma mais honesta do planeta Brasil”. Visto como a única alternativa de terceira via com chances de quebrar a polarização Lula x Bolsonaro, Moro tem se revelado uma águia no raciocínio da resistência dialética no campo político. Quando atacado, especialmente por Lula, responde com inteligência.  Lula e os petistas insinuam que Moro trabalhou para uma empresa nos Estados Unidos envolvida na Lava Jato. Em publicação em seu Twitter, Moro disse que “mente quem fala ou sugere que tenha recebido dinheiro de empresa envolvida na Lava Jato, operação que coordenou”. “Quem trabalhou para a Odebrecht foi o Lula”, ironizou, referindo-se ao escândalo que levou o ex-presidente e mais 40 para a cadeia. 

Reprodução

O pré-candidato à Presidência Sérgio Moro (Podemos) negou ontem a possibilidade de concorrer ao Senado caso não consiga subir nas pesquisas de intenção de voto até fevereiro.

A manifestação do ex-juiz e ex-ministro é resposta a uma publicação do portal UOL. De acordo com o texto, o entorno de Moro entende que ele precisa ter um mandato no ano que vem, “seja ele qual for”.

A avaliação teria ganhado força com a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a rescisão de seu contrato com a consultoria americana Alvarez & Marsal. No mês passado, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal, pediu acesso a todas as informações relacionadas à interrupção do contrato, incluindo os valores envolvidos.

Segundo a reportagem, interlocutores de Moro teriam afirmado que o ‘plano B’ do pré-candidato seria disputar uma cadeira no Senado se terminasse fevereiro sem chegar a pelo menos 15% das intenções nas pesquisas.

Em nota, Sergio Moro afirmou ser contra o foro privilegiado e disse não precisar de mandato. “Não tenho receio de qualquer investigação, muito menos a de Ministro do TCU sobre fato inexistente”, escreveu o ex-juiz no Twitter.

Estadão

 

Pré-candidato à Presidência pelo Podemos, o ex-juiz Sérgio Moro se aproxima do ex-presidente Michel Temer em uma tentativa de criar pontes com o MDB para a disputa em 2022. Moro, que tem a Lava Jato como bandeira, enfrenta resistência para avançar em conversas com partidos e lideranças que foram alvo da operação. Temer foi preso, em 2019, em ação da Lava Jato do Rio de Janeiro por decisão do juiz Marcelo Bretas. Moro e Temer já conversam por telefone e um encontro entre os dois chegou a ser marcado, mas foi adiado por problemas de agenda. Os dois devem se encontrar até o final deste ano ou no início de 2022. SÓ DUAS REUNIÕES – Desde que se filiou ao Podemos para disputar a Presidência, Moro já se encontrou com dois pré-candidatos da “terceira via”: o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o cientista político Luís Felipe d’Ávila (Novo). Não se reuniu, porém, com a senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata do MDB, nem com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nome do PSD ao Planalto.

Em um evento virtual realizado nesta segunda-feira, 13, pelo Derrubando Muros, grupo que reúne economistas, empresários, educadores, banqueiros e intelectuais de centro, o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) se apresentou como um pré-candidato com “viés liberal” na economia e disse “ter dúvidas” se o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão aceitar participar de debates com ele na campanha presidencial do ano que vem.

“Tem que ver se vai ter debate. Eu me disponho a ir, mas tenho dúvidas se o ex e o atual presidente vão se dispor a ir nessa arena”, disse.

Em uma tentativa de se contrapor aos dois líderes das pesquisas de intenção de voto, o ex-juiz disse que Bolsonaro “flerta com o autoritarismo” e tem um “projeto pessoal e familiar de poder”, enquanto Lula representa o governo que deixou “os dois maiores escândalos de corrupção da história”.

Em outra passagem, Moro, que falou dos Estados Unidos, deu sua versão sobre sua decisão de entrar na política. “Se tivesse um candidato competitivo de centro contra os dois, eu provavelmente ficaria no setor privado”, afirmou.

Apesar do tom duro, o pré-candidato do Podemos disse que não pretende adotar uma postura agressiva na campanha e admitiu que vai ser questionado sobre suas decisões na Lava Jato e no governo Bolsonaro, que integrou como ministro.

“Essa campanha vai ter um componente sobre o passado. Algumas pessoas são críticas em relação à algumas decisões que eu tomei, mas tenho tranquilidade, tanto no caso da Lava Jato como no Governo. Às vezes foram decisões difíceis, mas estou pronto para defendê-las.”

Estadão Conteúdo

Por Eliane Cantanhêde / Estadão

As pesquisas vão confirmando o que os políticos, contra ou a favor dele, já vinham detectando: o ex-presidente Lula está consolidado com folga na liderança do primeiro turno, mas pode ter grandes dificuldades no segundo. Seu risco é enfrentar a mesma onda de rejeição ao PT e a ele que embalou a vitória do improvável Jair Bolsonaro em 2018.

Já há sinais, inclusive, de que Lula continua com grande vantagem também no segundo turno, mas perde alguns pontos tanto no confronto direto com Bolsonaro, agora no PL, quanto com o seu “algoz” Sérgio Moro, do Podemos.

CALIBRAGEM DELICADA – Assim, Lula vive um dilema: deixar correr solta a candidatura de Moro, que serve para abocanhar votos de Bolsonaro e da direita no primeiro turno, mas evitando que Moro cresça a ponto de chegar ao segundo turno. A calibragem é delicada. E, obviamente, não depende só de Lula, mas do fôlego de Moro e do desenrolar da própria campanha.

Desde 1994, todos os presidentes disputaram e levaram a reeleição e é um erro menosprezar Bolsonaro e dar de barato que estará fora do segundo turno. Nada garante essa certeza, ou possibilidade. É fato que ele perdeu o discurso, apoios e índices de aprovação, mas tem uma arma poderosa: a caneta.

Na reta final deste 2021 tão difícil, Bolsonaro conseguiu aprovar o Auxílio Brasil e a fatia da PEC dos Precatórios que garante o financiamento do programa, um Bolsa Família para chamar de seu. Ele tem o orçamento secreto e a disparada nos juros, de 2% no início do ano para 9,25% em dezembro, é uma pancada numa inimiga perigosa para candidatos à reeleição: a inflação.

PAPEL DE MORO – Como não dá para brincar com Bolsonaro, Moro cumpre um papel que Lula não conseguiria assumir: o de atrair uma grande massa difusa da anticorrupção que já foi bolsonarista e hoje está decepcionada com os absurdos que o presidente diz e faz nas mais diferentes áreas. Logo, Moro enfraquece as chances de Bolsonaro.

Ok. Mas… e se o ex-juiz, ícone da Lava Jato, crescer mais do que o previsto e chegar ao segundo turno? Aí, a coisa muda de figura. De “conveniente”, sua candidatura pode passar a ser uma ameaça que pode ser fatal.

Lula, PT e ninguém pode adivinhar o que aconteceria, mas não é prudente descartar a possibilidade de Moro se transformar no polo aglutinador de uma enorme fatia do eleitorado que foi acumulando divergências e irritações contra o PT, até transformá-lo em inimigo número um. Cabem nesse balaio bolsonaristas e boa parte da direita, do centro e até da esquerda pró Lava Jato.

Para Lula, portanto, Moro veio bem a calhar no primeiro turno, mas não seria um adversário nada fácil no segundo.

Foto: GloboNews / Reprodução

O ex-ministro Sergio Moro (Podemos) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reuniram-se na quarta-feira (8) para discutir possíveis alianças para 2022. De acordo com o G1, qualquer definição sobre uma eventual composição entre os dois só será definida em abril.

Participaram da conversa, além de Doria e Moro, a presidente do Podemos, Renata Abreu, e o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. Inclusive, Garcia sugeriu que qualquer definição ocorresse só em maio. Até lá, ambos baterão na tecla de que estão no mesmo campo.

Em 2022, uma eventual aliança entre Doria e Moro esbarra no seguinte: qual dos dois abriria mão de uma cabeça de chapa para apoiar o outro, com objetivo de derrotar Bolsonaro ou Lula? Essa questão, segundo aliados de ambos, segue em aberto.

Sem definição sobre o ponto central dessa articulação, ficou acertado, por ora, um pacto de não agressão, estendido para candidatos da terceira via como Simone Tebet e Henrique Mandetta.

Hoje, Doria vai se encontrar com Eduardo Leite, derrotado nas prévias do PSDB que definiram o governador de São Paulo como o candidato do partido ao Palácio do Planalto em 2022.

g1

Via José Casado / Veja

A verdade é que o candidato Lula, o Partido dos Trabalhadores e o presidente Jair Bolsonaro estão ajudando a alavancar a candidatura do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, lançado pelo partido Podemos. Introduziram na campanha um tema — corrupção — predileto do ex-juiz e que não está nas prioridades do eleitorado, preocupado com a pobreza e a inflação.

Lula e o PT resolveram presentear o ex-juiz resgatando a Lava Jato como tema de campanha. Acionam a militância para acompanhar Moro com um coro (“Juiz ladrão”) e intensificam a produção de propaganda de versões negacionistas (“A verdade”) sobre a roubalheira na Petrobras.

NO LINGUAJAR DELE… – Já Bolsonaro usa o léxico como pode (“incompetente”, “palhaço”) e diz que Moro não aguenta dois minutos de debate. Em 2018, Bolsonaro não compareceu a nenhum debate e, recentemente, sugeriu a possibilidade de participação em algum deles, mas com regras proibitivas sobre temas de sua escolha, como os negócios de família.

Ataques fazem parte do jogo eleitoral, mas têm consequências. No caso, Lula e Bolsonaro forçam a introdução na campanha de temas — corrupção e Lava Jato— que não estão no topo da lista de prioridades do eleitorado, cuja maior preocupação no momento, indicam as pesquisas, é com a sobrevivência numa etapa de empobrecimento crescente, desemprego em alto e inflação recorde.

O pedido de arquivamento do processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex de Guarujá (SP), emitido nesta segunda-feira (6) pelo MPF (Ministério Público Federal) sob o argumento de prescrição, paradoxalmente serve a discursos rivais na corrida presidencial de 2022.

Além do próprio Lula —que ganha mais um elemento para a narrativa de perseguição pela Operação Lava Jato e de inocência após a anulação de suas condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal)—, o ex-juiz  vê chance de reavivar a bandeira de combate à corrupção.

Moro disse, em evento em São Paulo na noite desta terça-feira (7) para lançar seu livro “Contra o Sistema da Corrupção”, que a decisão do MPF o entristece e voltou a chamar de “erro judiciário” as anulações no STF.

As reações iniciais à decisão reforçaram nesta terça o antagonismo entre os dois, no momento em que o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), eleva o tom contra o ex-aliado Moro, em esforço para estancar a perda de eleitorado à direita para seu ex-ministro da Justiça.

No front petista, o tom de comemoração dominou falas e postagens em redes sociais de parlamentares e apoiadores do ex-presidente. Lula se limitou a reproduzir a manifestação de sua defesa, na linha de que o processo foi “inventado pela Lava Jato” e comprova a parcialidade do ex-magistrado.

Folhapress

Em mais um dia concedendo entrevista a rádios, seguindo tendência do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) rebateu as críticas feitas pelo chefe do Executivo na noite de segunda-feira (6). Moro afirmou que o governo está com medo da reeleição em 2022 e, por isso, quer desviar o foco da população e parte para ofensa. “Não quero ser ofensivo com ninguém”, destacou o ex-juiz, em entrevista ao programa Nova Manhã, da Rádio Nova Brasil FM, nesta terça-feira (7). “Esse governo é muito ruim. Esse governo é tão ruim porque, normalmente, é muito fácil um governo se reeleger. Você está na máquina. Se você faz um governo minimamente bom, você consegue se reeleger. O presidente está com medo. Com isso, quer ficar desviando o foco das pessoas. Por isso, fica lá ofendendo”, declarou.

William Waack / Estadão

Dois fatores de peso parecem “contratados” para o cenário após as eleições de 2022. Não importa quem seja o vencedor, a economia não terá condições de crescimento sustentável e será afetada pela também já “contratada” gastança em ano eleitoral. E não importa o vencedor, a piora do já ruim sistema de governo trará enormes dificuldades de governabilidade.

Economia fraca e governo desarticulado serão os principais legados de Jair Bolsonaro, embora não tenha sido ele o “inventor” nem de um nem de outro.

CIRO FAZ O CERTO – Os pré-candidatos compreendem a dimensão da armadilha que os espera na questão de governabilidade, sem a qual não mexem na economia? Lula, sim. Se vitorioso, declarou, vai reverter os ganhos de poder conquistados pelo Legislativo, leia-se orçamento secreto. Bolsonaro, se entendeu sua posição de boneco do Centrão, cala a boca por motivos óbvios.

Nesse sentido Ciro Gomes continua apresentando discurso eleitoral bem articulado em suas partes, batendo na tecla favorita do nacional desenvolvimentismo.

Os outros ainda estão envolvidos em brigas internas de péssima repercussão (PSDB), passam pelo estágio embrionário de campanha (PSD e Rodrigo Pacheco, mas também o MDB). Estão distantes de apresentar um “perfil” de candidatura bem delineado.

FATORES DOMINANTES – Inflação, renda e desemprego já são tidos como fatores dominantes para os eleitores. Premissa que está clara no comportamento de Sérgio Moro, a sensação política do momento.

Seu principal ativo político, o combate à corrupção, perdeu em importância relativa e ele mesmo reconhece isso, embora continue mencionando em primeiro lugar a Lava Jato como seu principal trunfo eleitoral.

Os marqueteiros de campanha terão difícil missão ao tentar transformar o juiz durão em simpático campeão do combate à pobreza, mas o conjunto de declarações bem ensaiadas de Moro sobre macroeconomia está causando impacto nas elites dirigentes, e não só as da economia. Está “chegando”, como se diz.

CANDIDATO CONFIÁVEL – Neste momento a figura política de Moro se beneficia de dois aspectos. Populistas tipo Lula ou Bolsonaro são rejeitados ao longo de amplo espectro de elites. E, em contraste com a de seus principais adversários, a figura do ex-juiz começa a preencher a condição subjetiva de “confiável” (nada tem a ver com fatos passados).

Sinal preocupante para seus concorrentes, Moro está ganhando projeção pelo que possa vir a ser, e não apenas por aquilo que já foi ou fez (correto ou não).

Resta saber se ele entende o tamanho da armadilha à espera do vencedor em 2022. Se compreendeu, até aqui guardou para si, e não disse ainda em público como vai se livrar dela.

Foto: Reprodução

O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro, receberá um valor mensal bruto de R$ 22 mil do partido (R% 15 mil com descontos). Até novembro deste ano, o ex-ministro da Justiça do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) era contratado pela consultoria norte-americana Alvarez & Marsal.

Outros pré-candidatos também recebem pagamento mensal pelos seus respectivos partidos. Luiz Inácio Lula da Silva, além do salário de cerca de R$ 12 mil por ser ex-presidente, ganha cerca R$ 27 mil brutos do PT (o valor líquido é R$ 22 mil) — o PDT paga R$ 26,3 mil ao ex-governador Ciro Gomes (salário líquido de R$ 21,3 mil).

Ex-juiz responsável pelos processos da operação Lava Jato em Curitiba, Moro havia sido contratado como sócio-diretor da empresa de consultoria que tem como cliente o grupo Odebrecht, que foi alvo de decisões proferidas por Moro enquanto exercia a magistratura.

A contratação pela empresa foi divulgada nas redes sociais pelo próprio Moro em novembro de 2020. “Ingresso nos quadros da renomada empresa de consultoria internacional Alvarez & Marsal para ajudar as empresas a fazerem a coisa certa”, afirmou o ex-ministro à época.

No início de novembro deste ano, porém, a Alvarez & Marsal anunciou oficialmente a rescisão do contrato com o político, alegando que “não mantém profissionais que tenham uma vida pública”. Cerca de dez dias depois do comunicado da companhia, Moro se filiou ao Podemos.

Em junho de 2019, a Alvarez & Marsal foi nomeada pela 1ª Vara de Falências de São Paulo como administradora-judicial no processo de recuperação judicial da empreiteira. Pelos serviços prestados, a consultoria passou a receber cerca de R$ 1,1 milhão mensal pelo serviço.

Outras duas empreiteiras alvo de decisões do ex-juiz Moro (a OAS e a Queiroz Galvão) também chegaram a contratar os serviços da consultoria que viria a contratar o agora político.

UOL

Foto: Reprodução

A cúpula do União Brasil, fruto da fusão entre o DEM e o PSL, concluiu nesta 3ª feira (23.nov.2021) que a única 3ª via possível nas eleições presidenciais de 2022 é a do ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

O partido pretendia lançar o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ao Palácio do Planalto em 2022, mas ele deverá abrir mão da disputa. Filiado ao DEM, o nome de Mandetta havia sido aventado tanto pelo seu atual partido quanto pela legenda futura como opção viável para a disputa eleitoral, mas a entrada de Moro no jogo inviabilizou sua possível candidatura.

Mandetta avalia agora concorrer a deputado federal por Mato Grosso do Sul. Ele já exerceu o cargo entre 2011 e 2018 e não disputou as últimas eleições. Naquela época, queria deixar a política. Meses depois, porém, foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Ministério da Saúde e ganhou protagonismo com o início da pandemia no Brasil.

O União Brasil, porém, ainda sonha em compor a chapa com Moro e pode indicar o ex-ministro para a vice. Integrantes da cúpula do novo partido nunca deixaram de conversar com o ex-juiz. No início, havia uma pequena esperança de que poderiam convencê-lo a integrar a legenda. Quando Moro oficializou sua ida ao Podemos, porém, as conversas passaram a girar em torno da composição de chapa. Esses diálogos devem, inclusive, se intensificar a partir de agora.

Estiveram presencialmente no encontro:

  • o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, atual presidente do DEM e secretário-geral do União Brasil;
  • o deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente do PSL e presidente do União Brasil;
  • o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM);
  • o deputado federal Elmar Nascimento (DEM-BA);
  • o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM);
  • e o presidente do PSL em Brasília, Antonio Rueda, vice-presidente do União Brasil.

Poder360

Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Durante o debate entre presidenciáveis da terceira via, promovido nesta sexta-feira (19) pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o pré-candidato do PSDB Eduardo Leite admitiu que pode haver uma aliança com a candidatura do ex-ministro Sérgio Moro, caso o ex-juíz da Lava Jato tenha mais capacidade eleitoral nas eleições presidenciais de 2022.

“Se [Moro] tiver capacidade de articulação, se tiver agenda que se afine com a nossa nas diversas frentes, e se tiver mais capacidade eleitoral eu não tenho nenhum problema de sentar e conversar para construir convergência, porque essa eleição, como foi falado aqui, é a eleição mais importante da história recente, seguramente das nossas vidas, para o Brasil”, declarou o atual governador do Rio Grande do Sul.

“Qualquer aspiração pessoal que nós tenhamos não pode estar acima da nossa aspiração como brasileiros de impedir que haja um segundo turno entre PT e Bolsonaro no ano que vem.”

Leite disse ainda que a candidatura de Sérgio Moro é absolutamente legítima e que o ex-ministro se tornou, pela sua atuação na Lava Jato, uma figura nacional, símbolo de um desejo de um país sem corrupção.

“Mas acho que agora cabe a ele apresentar o que ele pensa sobre os outros assuntos, sobre economia, meio ambiente, educação”, questionou o gaúcho.

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