Por Augusto Nunes / Veja

Entre 2007 e 2015, o BNDES torrou, no financiamento de obras realizadas pela Odebrecht no Exterior, 8 bilhões e 400 milhões de dólares Ou 28 bilhões e 300 milhões de reais, na cotação atual. Só em Angola, controlada há 37 anos pelo ditador José Eduardo dos Santos, um ladrão compulsivo muito amigo de Lula, 42 contratos engoliram 2 bilhões e 600 milhões de dólares, com juros anuais de pai para filho.  A vice-campeã da gastança foi a Repúblicana Dominicana, onde saíram pelo ralo 1 bilhão e 800 milhões de dólares.

Com Lula e Dilma, o Brasil foi um pobretão metido a besta que se fantasiava de rico usando um fraque puído nos fundilhos. As dimensões siderais da gastança criminosa informam: quando começar a devassa da caixa preta do BNDES, o Petrolão vai parecer coisa de batedor de carteira.

URGÊNCIAS DOMÉSTICAS – Concentrado na solução de problemas logísticos que afetavam outras paragens do mundo, o BNDES não teve tempo para ocupar-se de urgências domésticas. A BR-163, por exemplo, foi inaugurada em 1976 para ligar Cuiabá, capital de Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Passados 40 anos, seguem sem asfalto 189 quilômetros que, na temporada das chuvas, viram um sorvedouro de mar de lama e barro que afoga boa parte da safra de grãos.

Em janeiro de 2006, o BNDES aprovou crédito de 723 milhões e 270 mil dólares (ou 2 bilhões e 300 milhões de reais) para obras de emergência na rodovia devastada. A pavimentação do trecho que flagela caminhoneiros e empresários do agronegócio custaria 824 milhões de reais. O dinheiro continua retido em Brasília.

PORTO DE MARIEL – A nova direção do banco deveria inspirar-se na agilidade esbanjada pelo BNDES lulopetista na hora de patrocinar grandezas concebidas por perdulários de estimação. Não houve um único atraso, por exemplo, na remessa das mesadas que financiaram a construção do porto de Mariel.

Às margens do Caribe foram enterrados 682 milhões de dólares expropriados dos pagadores de impostos de um Brasil à beira da bancarrota. Dilma fez questão de abrilhantar a festa da inauguração, em Cuba, do superporto que nunca existiu por aqui.

05
nov

O esconderijo da propina de Henrique Alves

Postado às 17:55 Hs

Via Revista  IstoÉ

Nos corredores do QG da Lava Jato, em Curitiba, um dos investigados é conhecido pela alcunha de “Sheik”. Trata-se do peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN), ex-ministro, ex-presidente da Câmara (2013-2014) e um dos principais interlocutores do presidente Michel Temer. Dono de 11 mandatos consecutivos como deputado federal, e reconhecido como hábil articulador, Henrique Alves já foi um dos políticos mais poderosos do País. Em junho de 2013 chegou a ocupar a Presidência da República, na ausência de Dilma Rousseff e Temer (leia mais na pág. 34). Com certeza teria lugar de destaque no governo não fossem as descobertas feitas pela Lava Jato, que em junho passado encontrou sua conta não declarada na Suíça. A existência da conta confirmou delação premiada feita por diretores da Carioca Engenharia, que apontam Alves como destinatário de propinas do Petrolão. A denúncia fez com que o peemedebista perdesse o cargo de ministro do Turismo.

Agora, documentos obtidos por IstoÉ não só confirmam a existência da conta na Suíça, como mostram a milionária movimentação feita por Alves no exterior e revelam a trama urdida pelo ex-ministro para tentar esconder o dinheiro mesmo depois de estar na alça de mira da Lava Jato, o que, segundo procuradores, pode caracterizar crime de obstrução de Justiça.

 

EMIRADOS ÁRABES – Os documentos encaminhados ao Brasil pelo Ministério Público Suíço explicam por que os agentes o tratam como “Sheik”. Reúnem extratos bancários e cartões de assinatura de contas. Eles mostram que, em março do ano passado, quando o procurador geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF os primeiros pedidos de investigações contra políticos, Henrique Alves esvaziou sua conta no banco Merrill Lynch e transferiu os recursos para bancos nos Emirados Árabes e no Uruguai. Na ocasião, Henriquinho, como é chamado pelos mais íntimos, foi um dos citados em delações premiadas, mas não virou alvo porque Janot entendeu que os indícios não eram suficientes para investigá-lo. Em abril, logo depois de escapar da “lista de Janot”, Henrique Alves foi nomeado ministro do Turismo pela então presidente Dilma. Deixou o cargo só em junho deste ano, já na gestão de Michel Temer, depois de a Lava Jato se deparar com a conta secreta na Suíça.

 DA SUÍÇA PARA DUBAI –De acordo com movimentação bancária de Henriquinho, a qual IstoÉ teve acesso, em 30 de março de 2015, três dias após a imprensa noticiar que ele seria indicado para o cargo de ministro do Turismo, Henrique desidratou sua conta no banco Julius Bär (sucessor do Merrill Lynch), na Suíça. Transferiu US$ 733.501,48 para uma conta bancária no Emirates NBD, instituição financeira sediada em Dubai, nos Emirados Árabes. Considerando a cotação do dólar na época, o valor equivalia a cerca de R$ 2,3 milhões. Outra parte do recurso ilegal, um total de USD 137.500,00, cerca de R$ 600 mil na ocasião, já havia sido repassada para um banco no Uruguai em fevereiro.

Com essa manobra, Henrique escapou de ter o dinheiro bloqueado na Suíça, atitude que tem sido adotada pelas autoridades daquele País. A origem desses recursos seria, de acordo com as investigações, pagamentos de propina feitos pela empresa Carioca Engenharia em troca de obter recursos da Caixa Econômica Federal para a obra do Porto Maravilha.

Aberta em 2008, a conta foi fechada logo depois de os valores terem sido transferidos para os Emirados Árabes, ainda no mês de março, segundo relatório do próprio banco Julius Bär. Ainda não se sabe se o banco em Dubai foi o destinatário final dos recursos ou se, de lá, circularam para outros caminhos.

No dia 20 de abril, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, corregedora-geral da Justiça Eleitoral, autorizou a apuração das suspeitas de que a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014, havia utilizado gráficas para lavar dinheiro do Petrolão. Na última semana, o relatório entrou em fase final de redação e uma perícia deverá ser oficialmente divulgada no próximo mês. IstoÉ apurou que as evidências de lavagem de recursos desviados da Petrobras se confirmaram. As empresas VTPB, Focal e Red Seg não conseguiram comprovar que prestaram os serviços declarados durante as últimas eleições, o que reforçam os indícios de que eram mesmo de fachada e serviram de ponte para o pagamento de propinas do Petrolão. Juntas, elas receberam uma fábula da campanha de Dilma em 2014: R$ 52 milhões. SEM NOTAS FISCAIS – A Focal foi a segunda que mais recebeu recursos do PT, só ficando atrás do marqueteiro João Santana. Um total de R$ 24 milhões. Mas a gráfica, assim como a VTPB e a Red Seg, simplesmente não apresentou notas fiscais, comprovantes de pagamento, ordens de serviço, contratos trabalhistas ou de subcontratação de terceiros, além de extratos de transferências bancárias que justificassem as atividades exercidas para a campanha de Dilma a um custo milionário.
28
jun

Opinião : Roubaram até os velhinhos!

Postado às 9:30 Hs

Governo que entra para a história como um dos mais corruptos da República, o PT protagonizou mais um escândalo, revelado no programa Fantástico, da TV-Globo, envolvendo, também a Petrobras, num desvio de R$ 6 milhões por mês do programa Benefício Farmácia, destinado à compra de medicamentos para servidores da estatal. Com custo mensal de R$ 20 milhões para a Petrobras, estima-se que 30% dos valores do programa tenham sido desviados. Segundo a estatal, o plano de benefícios foi estabelecido em 2006 e ampliado a partir do acordo coletivo de 2013. A Petrobras confirmou que o TCU mandou suspender o Benefício Farmácia em setembro passado. Pelas regras do Benefício Farmácia, o funcionário só podia fazer as compras em farmácias credenciadas, pelo próprio beneficiário, mediante receita em seu nome e apresentação do cartão do plano de saúde da empresa, para então receber o reembolso por parte da Petrobras. A apuração identificou fraudes como compra de remédio para próstata por mulheres, de estimulação à produção de leite materno por homens e até remédios para cachorros.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu nesta segunda-feira (13) para o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, as investigações relativas ao sítio em Atibaia (SP) e ao triplex em Guarujá (SP), atribuídos ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, Teori também anulou gravação do petista com a presidente afastada Dilma Rousseff.

Em março deste ano, Moro retirou o sigilo de interceptações telefônicas de Lula e divulgou conversas dele com Dilma. O diálogo entre os dois, a respeito do termo de posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, foi feita quase duas horas depois de Moro mandar a Polícia Federal suspender as interceptações do petista. “Cumpre deixar registrado que o reconhecimento, que aqui se faz, de nulidade da prova colhida indevidamente deve ter seu âmbito compreendido nos seus devidos limites: refere-se apenas às escutas telefônicas captadas após a decisão que determinou o encerramento da interceptação”, diz Moro na decisão.

Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-presidente da República pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta compra de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O MP diz que a soma de testemunhos e documentos levam à única conclusão de que o imóvel era destinado a Lula. A defesa de Lula nega que o ex-presidente seja proprietário do triplex.Segundo os promotores, testemunhas e documentos atestam que Lula cometeu dois crimes: falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

 

Em pedido de abertura de inquérito enviado ao STF, procurador-geral da República diz que o ex-presidente é suspeito de ter “atuado em posição dominante na organização criminosa” que desviou bilhões da Petrobras. O ex-presidente Lula já está sendo investigado sob a suspeita de ter “posição dominante” no chamado petrolão, nome pelo qual ficou conhecido o bilionário esquema de desvio de recursos criado na Petrobras. É o que revela trecho de pedido de abertura de inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No documento, obtido com exclusividade pelo Congresso em Foco, o procurador-geral afirma que Lula “é investigado inter alia [entre outras coisas] pela suspeita de que, no exercício do mandato presidencial, tenha atuado em posição dominante na organização criminosa que se estruturou para obter, mediante nomeações de dirigentes de estatais do setor energético, em especial a Petrobras S/A, a BR Distribuidora S/A e a Transpetro S/A, vantagens indevidas de empresas prestadoras de serviços, em especial de construção civil”.

Fontes: G1 e Congresso em Foco

Por: o Antagonista

Há um ano, a Lava Jato calculou que o PT havia roubado entre 150 milhōes e 200 milhōes de dólares na Petrobras.

Hoje, divulgou-se que o PP roubou 358 milhōes de reais, algo em torno de 90 milhōes de dólares, apenas na diretoria de Abastecimento.

Sejamos conservadores e imaginemos que o PMDB tenha roubado igualmente 90 milhōes de dólares na mesma diretoria. Sejamos conservadores e imaginemos que o PT só tenha roubado entre 150 milhōes e 200 milhōes de dólares em todas as diretorias.

PT, PP, PMDB = 330 milhōes de dólares.

Ou:

PT, PP, PMDB = 380 milhōes de dólares.

Estimativa do total roubado pelos três partidos na Petrobras, até o momento: 1 bilhão e 320 milhōes de reais ou1 bilhão e 520 milhōes de reais.

E Lula não sabia. E Dilma não sabia.

11
set

É Notícia…

Postado às 14:19 Hs

Agora é oficial: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é suspeito de ter se beneficiado do petrolão para obter vantagens pessoais, para o PT e para o governo. A suspeita consta em documento da Polícia Federal. Nele, pede-se ao Supremo Tribunal Federal autorização para ouvir Lula no inquérito que investiga políticos na operação Lava Jato.

O documento, enviado ao STF anteontem, na quarta-feira, é assinado pelo delegado Josélio Sousa, do grupo da PF em Brasília que atua no caso. Assim escreveu o delegado: “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em cursa na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada â custa de negócios ilícitos na referida estatal”.

Para a PF, “os fatos evidenciam que o esquema que ora se apura é, antes de tudo, um esquema de poder político alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil”.

Diante de tais suspeitas, a PF elencou a lista de pessoas do “primeiro escalão” que deveriam ser ouvidas. Lula está lá, embora não tenha mais foro privilegiado. A PF não explica por que pediu ao Supremo a tomada do depoimento – e não à primeira instância. “Neste cenário fático, faz-se necessário trazer aos autos as declarações do então mandatário maior da nação, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, a fim de que apresente a sua versão para os fatos investigados, que atingem o núcleo político-partidário de seu governo”.

Época: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/09/exclusivo-lula-e-suspeito-de-ter-se-beneficiado-do-petrolao-diz-pf.html

 

 

 

18
jul

UM TERREMOTO, QUE SEJA PARA O BEM

Postado às 8:44 Hs

Um terremoto varreu Brasília nesta semana. Em ação coordenada, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal cumpriram uma série de mandados de busca e apreensão contra um grupo de políticos. Entre eles estavam os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI). O Congresso reagiu como se a instituição houvesse sido atacada. Na grita contra a Polícia Federal e a PGR, os parlamentares investigados ganharam a companhia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Ele foi acusado, numa delação premiada, de pedir US$ 5 milhões em propinas. Para completar, o Ministério Público abriu um Procedimento Investigatório Criminal contra o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva. O MP suspeita, como ÉPOCA noticiou em abril, que o ex-presidente pode ter praticado tráfico internacional de influência em favor da empreiteira Odebrecht. A exemplo de Cunha e Collor, Lula criticou os investigadores.

A soma de tudo isso gerou uma crise em Brasília. Essa crise pode ser entendida de duas maneiras – como fica claro ao longo de várias reportagens que estão na edição de ÉPOCA desta semana (edição 893). No curto prazo, criou-se uma turbulência política, com o rompimento de Eduardo Cunha com o governo. Essa turbulência, como rastreou a agência de classificação Moody’s, pode afetar a economia. No longo prazo, o terremoto pode representar uma depuração no país.

A investigação sobre os políticos vem sendo realizada com respeito a todos os procedimentos legais. Por causa da Lava Jato, alguns homens de Collor na Petrobras já foram afastados. É um começo. Que continue. (Época)

Por Vittorio Medioli /O Tempo

 

Não precisa ser um iluminado para enxergar os graves erros cometidos nas escolhas e apostas nacionais. Jogar todo o cacife da Petrobras no pré-sal, que se viabilizaria apenas num cenário de preços crescentes do barril de petróleo, mais que atender o interesse nacional, atendia o interesse de um esquema que hoje se revela como “petrolão”.

Aumentar estupidamente os custos da máquina estatal, como se impostos e contribuições para sustentá-los caíssem de graça do céu, criou um ralo colossal nas contas públicas, penalizando diretamente a capacidade de desenvolvimento da economia. Pior, adicionando uma burocracia marcada de corrupção de toda espécie num quadro de selva de complicações.

Fazer crescer a carga tributária a níveis escandinavos, sem qualquer retorno compensador, aliás, deixando o cidadão a enfrentar a péssima qualidade dos desserviços públicos, apenas assoberbou a carga sobre setores primários, aqueles que desencadeiam o desenvolvimento sustentável. Perdeu-se a competitividade internacional da produção local; os setores industriais secaram a capacidade de sobreviver no mercado externo e nacional.

Deixar que as rédeas do poder ficassem em mãos de setores eminentemente especulativos e predatórios gerou imensos privilégios a eles. Aniquilou a credibilidade da economia brasileira, pois as rédeas nas mãos de especuladores incentivam a gangorra econômica, provocam variações abruptas, e delas vem o lucro do especulador. Assim se deu neste ano com uma variação do dólar em mais de 40% em apenas seis meses, ainda com um aumento de 50% dos juros.

E OS BANCOS LUCRAM…

Quer dizer que os últimos seis meses, os mais terríveis para a indústria e setores produtivos, foram os seis meses em que bancos acumularam os maiores lucros na história dos últimos 500 anos.Dizer que isso foi por acaso é uma estupidez, medidas tomadas de costas para quem produz, emprega e arrecada são um crime. As medidas preservaram e engordaram os carrapatos e bernes e prostraram a vaca que dá leite.

Esse tipo de desgraça, normal num país que ainda não se libertou do patrimonialismo, tem um custo que vai muito além do momentâneo. Distorce a estrutura da economia local, privilegiando a especulação e prejudicando gravemente o que tem de bom no país. Surge como exemplo deseducador para as novas gerações.

PAPEL DE OTÁRIO

O empreendedor, aquele que junta e apara as tábuas da canoa, e a coloca para navegar embarcando empregos e ciclos virtuosos, neste país faz papel de bobo, de otário. Submetido à sangria de taxas, impostos, de burocracias que no Brasil chegam a ser as mais caras, imbecis e desregradas do planeta, nunca terá vez. E isso se comprova no fechamento de centenas de empresas que acreditaram ter um mínimo de amparo pelo Estado.

Hoje, para empreender, depende-se de dezenas de órgãos de controle, de autorizações, de licenças, cada vez mais complicadas, caras e insuportáveis. De fiscalizações que têm seu principal foco em punir e multar, para aumentar a arrecadação, nunca em orientar, ajudar e fomentar as atividades. Por mais difíceis que sejam, as atividades precisam passar por tribunais de exceção, de tiranetes que podem engessar por anos um empreendimento e assim matá-lo junto com os empregos e os efeitos benfazejos. Este é um Brasil do qual muita gente quer desembarcar.

15
maio

Charge: Rindo da nossa cara…

Postado às 21:30 Hs

04
maio

Charge: Podium da vergonha

Postado às 21:56 Hs

Carlos Chagas

O país seria mais feliz se fosse dirigido por matemáticos, capazes de reduzir tudo a equações algébricas. Desembarcasse uma comissão desses doutos em Brasília e, depois de observarem o que se passa aqui, elaborariam duas fórmulas distintas:

1) PMDB + Eduardo Cunha + PT + governo = IMPUNIDADE.

2) 45 parlamentares suspeitos + STF + PGR = CADEIA.

As duas equações se desenvolvem paralelamente, valendo aguardar para ver qual delas se completará. Porque o episódio verificado quinta-feira na CPI da Petrobras não deixa qualquer dúvida. Monitorado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente da CPI, Hugo Motta, de 25 anos, desrespeitou colegas de idade provecta, cabelos brancos ou nenhum cabelo e impôs quatro sub-relatores para investigar o escândalo da Petrobras. Eles não pertencem ao PMDB, são de partidos menores, mas estão unidos por um denominador comum: livrar o maior número possível de parlamentares suspeitos de participação na lambança. Se der, até mesmo passar atestados de honestidade a todos os 45. De tabela, livrando também a cara das empreiteiras. Atuando em paralelo estão o PT e o governo, empenhados em salvar primeiro os deles, ou seja, companheiros e eventualmente ministros.

Traduzindo: uma CPI pífia, insossa e inodora, apesar dos esforços de muitos de seus integrantes, concluiria que culpados pelo Petrolão foram apenas doleiros, ex-diretores e funcionários da Petrobras e alguns diretores de empreiteiras. Entre mortos e feridos da classe política, salvar-se-iam quase todos, caso o peso da CPI venha a ser bastante para influenciar a opinião pública e os julgamentos.

DELAÇÕES PREMIADAS?

Há, no entanto, o reverso da medalha, mostrado na segunda equação. Os 45 deputados e senadores objeto de investigação certamente vão declarar-se inocentes, mas diante do rigor dos julgamentos e da sombra das punições, talvez cedam à tentação de acusar-se uns aos outros. De apelarem para delações premiadas. Ao mesmo tempo, não há por que admitir o Supremo Tribunal Federal amaciando. A tradição iniciada com o mensalão faz prever a mesma inflexibilidade por parte dos ministros. Assim como do Procurador Geral da República, quando assumir a função de acusador. O resultado será a perda de mandato para quantos venham a ser condenados. E num tempo não muito longo, pois dependerá apenas da vontade jurídica e política dos julgadores.

Em suma, para os matemáticos, duas opções. Duas equações. Não haverá como fugir de uma delas.

05
mar

@ @ É NOTÍCIA … @ @

Postado às 21:08 Hs

  • A ex-candidata à Presidência pelo PSOL nas eleições de 2014, Luciana Genro, criticou a gestão comandada por Dilma Rousseff (PT) e disse acreditar que existiu, no Brasil, um estelionato eleitoral após o pleito. Para a psolista, que está no Recife para participar de um debate na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a presidente utiliza dos mesmos métodos que acusou o senador Aécio Neves (PSDB) de querer praticar. “A situação política brasileira está bem complicada. Acho que tivemos um verdadeiro estelionato eleitoral. Toda polarização que Dilma fez ao presidenciável Aécio Neves fez que muitos acreditassem que o PT estava indo para a esquerda. No fim das contas, ela aplica as mesmas medidas que acusou Aécio de querer praticar, inclusive com aquela peça publicitária que mostrava a comida desaparecendo da mesa”, avaliou Luciana Genro. Para a psolista, apesar de Dilma ter tido mais votos nas eleições foi o programa do PSDB que saiu vitorioso. “Na prática, as políticas públicas do PT são as mesmas do PSDB. Quem deve pagar a conta da crise? Os trabalhadores ou os bancos e milionários?”, questionou. Luciana Genro também comentou sobre o financiamento de campanha. Segundo a ex-candidata, o PSOL é a favor do fim do financiamento empresarial. “Óbvio que isso não acabaria com o dinheiro por debaixo do pano, como as leis contra a corrupção não acabaram com ela, mas não propomos isso como uma panaceia para todos os males”, afirmou.(Jornal de Pernambuco)
  • O dólar comercial teve a quarta alta seguida nesta quinta-feira (5) e passou de R$ 3 pela primeira vez desde agosto de 2004. A moeda norte-americana fechou em alta de 1,03%, a R$ 3,012 na venda. Em quatro dias, a moeda norte-americana acumula valorização de 5,44%. Nas casas de câmbio em São Paulo, o dólar para turistas já é vendido por entre R$ 3,16 (em dinheiro vivo) e R$ 3,37 (no cartão pré-pago), já considerando o IOF. Na noite de ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 12,25% para 12,75% ao ano. Os investidores continuam preocupados com a possibilidade de o ajuste das contas públicas brasileiras não ser tão forte quanto o necessário, em meio a crescentes obstáculos políticos à implementação do cortes de gastos e aumentos de impostos.
  • O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) destacou a convocação dos aprovados em concurso público de 2011 para os cargos de provimento efetivo de professor e especialista da educação, do quadro geral de pessoal do Estado. A convocação foi publicada na edição do Diário Oficial desta quinta-feira (5).“O governo do estado fez um esforço para contratar esses 418 profissionais, isso vai dar para suprir a necessidade de diversas escolas em Natal e interior do estado”, destacou.Foram 418 convocações e 10 reclassificados. Os aprovados deverão observar os locais de inspeção médica e entrega dos documentos nos anexos da publicação.Segundo o parlamentar, os profissionais vão atuar em Natal, Caicó, Mossoró e Pau dos Ferros. Os cargos são de supervisor pedagógico, professor de biologia e ciências, educação física, filosofia, geografia, história, língua espanhola, língua inglesa, língua portuguesa, química, sociologia e matemática.
  • Uma das atividades desenvolvidas pelo projeto Mãos Virtuosas, uma parceria da Apae com a Petrobras, é o aprendizado da técnica de sublimação em tecidos e objetos. A sublimação, processo em que o sólido se transforma em gás ou vapor sem passar pelo estado líquido, trouxe um mundo de possibilidades para quem trabalha com a estamparia, reacendendo todo o mercado. Hoje muitas pessoas trabalham apenas com produtos personalizados a base de sublimação, sendo assim a principal fonte de renda. No projeto Mãos Virtuosas as mães dos alunos assistidos pela Apae tem a chance de aprender a dominar a técnica e garantir também uma renda extra, através da confecção de camisas, canecas, pratos, chinelos e outros materiais. APAE / Mossoró R. Monsenhor Júlio Bezerra, 94 – Abolição II, Mossoró – RN Tel.: (84) 3315-2660
  • O deputado federal Rogério Marinho discursou no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (04) para criticar a gestão Dilma Rousseff em relação a crise energética enfrentada pelo Brasil. As palavras do parlamentar foram ditas durante a sessão extraordinária da comissão geral que contou com a presença do ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga. O tucano disse que é preciso “repensar a política energética brasileira”. “É necessário repensarmos essa situação. É evidente que nós temos uma janela de oportunidades, por exemplo, com o gás e com a biomassa. Tivemos, nos últimos 3 ou 4 anos, quase 80 usinas de cana-de-açúcar que foram fechadas no país, quase 100 mil pessoas desempregadas”, disse o parlamentar, apresentando sugestões para enfrentar o problema. Rogério questionou as medidas anticrise que o governo tem em mãos para evitar que mais usinas fechem as portas. “Não seria interessante imaginar a possibilidade de se gerar térmicas de biomassa, que é uma energia limpa, ao mesmo tempo em que se propiciaria a possibilidade de fazer terminais de regaseificação para recebermos gás importado? No exterior, o gás é em torno de 5 dólares por milhão de BTU, enquanto o Brasil pratica a 15 dólares, 16 dólares. Quer dizer, é praticamente irreal”, completou.
  • Os pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na noite de terça-feira (3) envolvem os principais líderes do Senado. Entre os 54 nomes que Janot pediu para serem investigados, estão alguns dos principais líderes do Senado. Além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o Congresso em Foco apurou que foi pedida abertura de inquérito contra Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL), Lindbergh Farias (PT-RJ), Humberto Costa (PT-PE), Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, e a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR). Todos eles foram citados pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou a ser citado nas delações premiadas, mas os procuradores responsáveis pelas investigações da Lava Jato não acharam evidências substanciais que ensejassem o pedido de abertura de inquérito contra o principal líder da oposição. Nas delações premiadas, Paulo Roberto Costa afirmou que chegou a trabalhar para Lindbergh Farias para obter financiamento em campanhas eleitorais. Romero Jucá também foi apontado pelos delatores como outro beneficiário do esquema. Já Lobão é investigado não somente por ter sido beneficiado pelo esquema, como também por ter mediado acordos para a implementação de uma refinaria no Maranhão, que resultou em desvios da ordem de R$ 7 milhões apenas nas obras de terraplanagem.
  • O deputado Kelps Lima quer que o Governo do Estado beneficie os empreendedores do transporte escolar com incentivos fiscais no mesmo espírito público da diminuição de impostos para as empresas de aviação que operam no Rio Grande do Norte. Kelps considera que a medida do Governo na desoneração do querosene de aviação foi muito acertada e os efeitos para o turismo serão benéficos. O deputado defende um tratamento tributário idêntico ao setor do transporte escolar, de forma que o efeito positivo possa beneficiar o trânsito, principalmente da capital, onde está o maior volume de veículos escolares. “Um transporte escolar tem o potencial de tirar de 10 a 12 outros veículos particulares da frente das escolas, na medida que evita engarrafamentos causados pelas viagens individuais dos pais para buscar e levar os filhos nos colégios. É um setor que merece um tratamento tributário diferenciado”. Kelps sugeriu algumas medidas ao Governo, como aumentar o limite de incentivos fiscais para veículos até 21 passageiros (hoje o limite é 16 passageiros) e permitir que os micro empreendedores individuais do transporte escolar tenham o mesmo direito às isenções fiscais que os outros tipos de pessoa jurídica.
  • O Banco Central (BC) informou hoje (5) que a captação líquida da poupança ficou negativa em R$ 6,26 bilhões em fevereiro. O resultado é o pior já registrado para um mês desde o início da série histórica do BC, em 1995. O número negativo superou o recorde de janeiro, quando a poupança ficou negativa em R$ 5,528 bilhões, até então o pior resultado da série. A captação negativa significa que as retiradas, que somaram R$ 142,17 bilhões em fevereiro, superaram os depósitos dos poupadores, que ficaram em R$ 135, 9 bilhões no mês passado.
05
mar

Charge; Um mar de lama…Petrolão

Postado às 9:53 Hs

O engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel de empreiteiras no esquema de corrupção da Petrobras, fez chegar à VEJA um resumo do que está pronto a revelar à Justiça caso seu pedido de delação premiada seja aceito:

1) O esquema organizado de cobrança de propina na Petrobras foi montado em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, então amigo do empreiteiro. O operador era o tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu do mensalão.

2) A UTC financiou clandestinamente as campanhas do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao governo da Bahia em 2006 e 2010. A campanha de Rui Costa, em 2014, também foi financiada com dinheiro desviado da Petrobras.

3) A empreiteira ajudou o ex-ministro e mensaleiro petista José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria. Dirceu recebeu 2,3 milhões de reais da UTC somente porque o PT mandou.

4) O presidente petista da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sempre soube de tudo.

5) Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras.

Ricardo Pessoa pode demonstrar que esse dinheiro saiu ilegalmente da estatal, através de contratos superfaturados, e testemunhar que o partido conhecia a origem ilícita. Também pode contar que o esquema de propinas foi montado pelo PT com o objetivo declarado de financiar suas campanhas eleitorais.

O presidente do BNDES (mantido no cargo), Luciano Coutinho, avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro, conforme VEJA revelou três semanas atrás. Pessoa confirma que deu mais 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista após ser procurado por Edinho e a revista acrescenta agora que a conversa entre eles teve duas testemunhas.

6) O suposto ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ciente de que Pessoa estava prestes a denunciar Lula, Dilma e Dirceu, procurou os advogados do empreiteiro, e o acordo de delação premiada que ele negociava com os procuradores da Operação Lava Jato foi suspenso.

Ao contrário do que pregam OAB, Kennedy Alencar, Ricardo Noblat e o próprio ministro, as reuniões secretas não partiram dos advogados, mas sim de Cardozo, disposto a cometer qualquer tipo de abuso para obstruir o inquérito.

Em suma: se Ricardo Pessoa, em vez de ceder à pressão petista, denunciar à Lava Jato toda essa máfia infiltrada na máquina pública, e se os investigadores conseguirem demonstrar item por item, então o impeachment de Dilma na base legal do artigo 85, inciso 5, ou a cassação de seu mandato na da lei federal nº 9.504 são muito pouco para o bem do Brasil: o PT tem de ser extinto e os mandantes do esquema têm de apodrecer atrás das grades. (Veja)

Não é só no volume de dinheiro desviado que o assalto à Petrobras já se tornou maior que o mensalão. Seu impacto sobre a avaliação do governo também ultrapassa de longe o do escândalo de 2005, mostra a nova pesquisa Datafolha.

Quando Lula vivia o pior momento, com seu principal ministro acusado de comprar apoio de políticos no Congresso, 29% dos brasileiros consideravam o governo ruim ou péssimo. Agora são 44% os que reprovam a administração de Dilma Rousseff.

A corrupção encostou na saúde como o problema que mais preocupa as pessoas. E o petrolão começou a contaminar a imagem da presidente, que passou a ser vista como “desonesta” por 47% dos entrevistados.

A indignação com os desvios se soma à apreensão com a economia. O medo do desemprego disparou, e quatro em cada cinco pessoas acreditam que a inflação vai subir mais.

Na sexta-feira, o IBGE informou que a alta de preços em janeiro bateu um recorde de 12 anos. O que está ruim deve piorar em breve, com o reajuste nas contas de luz.

Na campanha, o PT dizia que a comida sumiria da mesa das famílias se a oposição chegasse ao poder. As famílias reelegeram Dilma e agora reagem ao se ver sob a mesma ameaça.

Nem o tucano mais fanático poderia imaginar um quadro como o de hoje: a presidente se reelegeu e, depois de apenas três meses, seu governo parece se desmanchar.

A falta de água, o risco de apagão e um Congresso mais hostil do que nunca completam a equação explosiva. Não é à toa que a hipótese de um processo de impeachment passou a rondar as conversas em Brasília, embora ainda não haja provas de envolvimento da presidente no petrolão.

Em 2005, Lula se disse traído, jogou aliados ao mar e usou seu carisma único para reagir. A economia ajudou, e ele conseguiu se erguer da lona. Mergulhada em uma crise mais grave e sem a força política do padrinho, Dilma aparenta não ter ideia do que fazer para sair do buraco.

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

Por Carlos Chagas

Surgem a cada dia novas denúncias sobre a lambança na Petrobras. A corrupção no Brasil vem dos tempos de Pedro Álvares Cabral, mas foi a partir do primeiro governo do Lula que deu-se a metamorfose: em vez de instrumento maior do desenvolvimento   e da soberania nacional, a empresa transformou-se na caverna do Ali Babá. Seus planos, programas e objetivos viram-se encaminhados para gerar dinheiro sujo, com a participação de partidos políticos, parlamentares, empreiteiros e altos funcionários. Não dá para aceitar que o então presidente da República estivesse alheio ao que se passava. Senão beneficiário, ao menos conivente ele foi. Sabia do execrável uso da estatal para sustentar e ampliar a influência do PT e outros partidos de sua base de apoio, da mesma forma como não ignorava as práticas do mensalão. Não apenas calou-se, sem tomar providências, mas assim estimulou a roubalheira.

O mesmo aconteceu com Dilma Rousseff, antes mesmo de assumir a presidência, como ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e líder do Conselho de Administração da Petrobrás. Como não sabia, se participava, como o Lula, da nomeação de companheiros para a diretoria da empresa? Não terá se beneficiado pessoalmente, mas permitiu para outros os benefícios espúrios através de obras superfaturadas, aditivos contratuais e malandragens propostas pelas empreiteiras, igualmente envolvidas nessa que parece a mãe de todas as tramoias.

 

IVES GANDRA

Fica a pergunta, agora que se avolumam as denúncias e aproxima-se o julgamento dos bandidos, em número cada vez maior, se tanto o Lula quanto a Dilma permanecerão incólumes na devassa. O jurista Ives Gandra já traçou o roteiro da culpa de ambos, mesmo sem personalizá-los. Nessa hora do “salve-se quem puder” torna-se evidente a responsabilidade do antigo e da atual presidente. Não haverá como poupá-los, apesar do constrangimento e dos efeitos catastróficos de sua inclusão nos processos agora prestes a entrar em sua fase definitiva.

As comemorações dos 35 anos de fundação do PT realizaram-se ontem sob a égide de um falso martírio. Os companheiros apresentaram-se como perseguidos, abnegados e sacrificados. Claro que essa categoria também existe, mas está sendo levada de roldão na corrente de sujeira agora à vista de todos.

Em suma, não é nada confortável a situação do Lula e de Dilma, ainda que pareça impossível a concretização do impeachment de uma e da condenação do outro. São muitos os canais que interligam ambos às instituições vigentes e aos grupos do poder social.  Mesmo assim, a conclusão é de estar-se encerrando um ciclo antes tido como brilhante e agora exposto à execração pública. Como o Brasil é maior do que seus vícios e defeitos, consola-nos a certeza de que acabará passando esse amargo período de descrédito em pessoas, ideias e propósitos, um dia tidos como nosso futuro. Lula e Dilma podem escapar das punições, mas da História, jamais escaparão.

06
fev

Charge: Temos que aturar…

Postado às 21:04 Hs

jun 6
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